CRITICA MUSICAL / MUSICAL CRITIC

Um blog de Álvaro Sílvio Teixeira

2006/12/27

2006: ano da morte de György Sándor Ligeti

Catalogue des œuvres

1945, Cantate no 1 Et circa horam nonam, pour mezzo-soprano solo, deux chœurs mixtes et accompagnement instrumental, sur un texte de la liturgie latine.
1946, Magány (Solitude), choral pour chœur mixte a cappella sur un poème de Sándor Weöres. Créé à Stuttgart le 18 mai 1983 par la Schola Cantorum Stuttgart dirigée par Clytus Gottwald.
1950, aladi joc pour deux violins (1950)
1950, Andante et Allegro pour quatuor à cordes
1951, Concert românesc pour orchestre (1951)
1951-1953, Musica ricercata pour piano (1951-1953)
1953, Six Bagatelles pour Quintette à vents
1953-1954, Métamorphoses nocturnes, Premier Quatuor à cordes. Créé à Vienne par le Quatuor Ramor, le 8 mai 1958.
1957, Glissandi, musique électronique
1958, Artikulation pour bande magnétique, réalisé au Studio für Elektronische Musik de la Radio de Cologne (W.D.R.). Créée le 25 mars 1958 à Cologne lors d'un concert de la série Musik der Zeit
1958-1959, Apparitions pour orchestre. Créées le 19 juin 1960 à Cologne par l'Orchestre symphonique du N.D.R. de Hamburg sous la direction d'Ernest Bour.
1961, Atmosphères pour grand orchestre. Créées le 22 octobre 1961 au festival de Donaueschingen par l'Orchestre symphonique du Südwestfunk de Baden-Baden sous la direction de Hans Rosbaud.
1961-1962, Volumina pour orgue [révision en 1966]
1962, Aventures
1962, Poème Symphonique pour 100 métronomes (Dix personnes déclenchent des métronomes réglés à des vitesses différentes ; la pièce se termine lorsque le dernier métronome s'arrête) . Créé le 13 septembre 1963 Hilversum (Pays-Bas) sous la direction du compositeur.
1963-1965, Requiem pour soprano et mezzo-soprano solo, deux chœurs mixtes et orchestre . Créé le 14 mars 1965 à Stockholm par les Chœurs et l'Orchestre symphonique de la Radio suédoise sous la direction de Michael Gielen. Cette musique a été utilisée par Stanley Kubrick dans son film 2001 Odyssée de l'espace.
1965, Aventures et Nouvelles Aventures, double action scénique en 14 tableaux pour trois chanteurs (soprano, contralto et baryton) et sept instrumentistes. Créées le 19 octobre 1966 au Württembergisches Staatstheater Stuttgart sous la direction de Friedrich Cerha.
1966, Concerto pour violoncelle. Créé le 19 avril 1967 à Berlin par Siegfried Palm (dédicataire), avec l'Orchestre symphonique de la Radio de Berlin dirigé par Henryk Czyz.
1966, Lux Aeterna pour 16 voix mixtes solistes a cappella. Créé le 2 novembre 1966 à Stuttgart par la Schola Cantorum Stuttgart dirigée par Clytus Gottwald.
1967, Lontano pour grand orchestre. Créé le 22 octobre 1967 au festival de Donauschingen par l'Orchestre symphonique du Südwestfunk de Baden-Baden sous la direction d'Ernest Bour.
1967, Lux Aeterna
1967-1969, Deux Études pour orgue
1968, Continuum pour clavecin
1968, Continuum pour clavecin
1968, Deuxième Quatuor à cordes
1968, Dix pièces pour Quintette à vents
1968, Quatuor à cordes n° 2. Créé le 14 décembre 1969 à Baden-Baden par le Quatuor LaSalle.
1968-1969, Ramifications pour 12 cordes solistes. Créées le 23 avril 1969 à Berlin, par l'Orchestre symphonique de la Radio de Berlin sous la direction de Michael Gielen ; Version pour douze cordes solistes, créé le 1er octobre 1969 à Sarrebruck, par l'Orchestre de chambre de la Radio de la Sarre sous la direction d'Antonio Janigro.
1969-1970, Concerto de chambre (Kammerkonzert) pour 13 instrumentistes. Créé le 1er octobre 1970 au festival de Berlin par l'ensemble « Die Reihe » dirigé par Friedrich Cerha.
1971, Melodien pour orchestre (1971)
1972, Double Concerto pour flûte, hautbois et orchestre
1973, Clocks and Clouds pour 12 voix féminines
1973-1974, San Francisco Polyphony pour orchestre. Créée le 8 janvier 1975 à San Francisco par l'Orchestre symphonique de San Francisco sous la direction de Seiji Ozawa.
1978, Le Grand Macabre (Der grosse Makaber), opéra en deux actes sur un livret de Michael Meschke et György Ligeti d'après la pièce de Michel de Ghelderode La Ballade du Grand Macabre. Créé en suédois le 12 avril 1978 à l'Opéra royal de Stockholm, sous la direction de Elgar Howarth. Créé en version allemande originale le à l'Opéra de Hambourg le 15 octobre 1978, sous la direction de Elgar Howarth. Créé en français dans une traduction de Michel Vittoz à l'Opéra de Paris le 23 mars 1981 sous la direction de Howarth et dans une mise en scène de Daniel Mesguich. Version révisée en 1996, créée au festival de Salzbourg le 28 juillet 1997 sous la direction d'Esa-Pekka Salonen, dans une mise en scène de Peter Sellars.
1982, Trio pour violon, cor et piano
1985, 1989-1990, Études pour piano
1985, Six Études pour le piano (Premier Livre)
1985-1988, Piano Concerto (1985-88)
1988, Concerto pour piano et orchestre. Version intégrale en cinq mouvements créée le 29 février 1988 au Konzerthaus de Vienne par Anthony di Bonaventura (piano) et l'Orchestre symphonique de la Radio autrichienne (O.R.F.) sous la direction de Mario di Bonaventura.
1988-1994, Huit Études pour le piano (Deuxième Livre)
1990, Concerto pour violon et orchestre. Version intégrale en cinq mouvements créée le 8 octobre 1992, à Cologne par Saschko Gawriloff (violon) et l'Ensemble Modern sous la direction de Peter Eötvös.
1992, Concerto pour violon
1995, Étude pour le piano (Troisième Livre)
1998-1999, Hamburg Concerto pour Cor solo et orchestre de chambre avec quatre cors naturels obligés
2000, Síppal, dobbal, nádihegedűvel: Weöres Sándor verseire

Bibliographie

BAYER FRANCIS, De Schönberg à Cage. Klincksieck, Paris 1987
GRIFFITHS P., Modern Music, György Ligeti. Robson Books, London 1983
György Ligeti in Conversation. E. Eulenburg, London 1983
György Ligeti. Dans « Musik-Konzepte » (53), Munich 1987
LIGETI GYÖGY, Neuf Essais sur la musique. Éditions Contrechamps, octobre 2001
Ligeti-Kurtág. Dans « Contrechamps » (12-13), L'Âge d'homme, Lausanne 1990
MICHEL P., György Ligeti, compositeur d'aujourd'hui. Minerve, Paris 1985
NORDWALL O., György Ligeti. Eine Monographie. Schott, Mainz 1971.
in www.musicologie.org/Biographies/ligeti_gyorgy.html














A Comuna de Oaxaca

Estado de Oaxaca, vizinho de Chiapas, onde eclodiu na passada Primavera a insurreição que ficou conhecida pelo nome de «Comuna de Oaxaca» e cuja população, como em Chiapas, é em grande parte indígena.
O movimento de protesto subsequente a mais uma fraude eleitoral (técnica usual e antiga do partido que se encontra no poder no México) converteu o recente processo pós-eleitoral num amplo movimento de base, acentuando assim as fortes contradições sociais e políticas que estão a abalar o México desde a insurreição zapatista de 1994 e através das quais se desenham perspectivas universais de luta, em particular com base nas práticas comunitárias indígenas.














Arabella

A Orquestra da Wiener Staatsoper, dirigida por Franz Welser-Möst, apresentou uma leitura suprema da Arabella de Richard Strauss (na Wiener Staatsoper). Os solistas foram exemplares: Adrianne Pieczonka interpretou Arabella, Genia Kühmeier fez de Zdenka, Michael Schade foi Matteo e Thomas Hampson representou Mandryka. Welse-Möst brindou-nos com uma leitura clara e potente, servida pela orquestra que esteve, muito francamente, excelente. A cenografia foi de Sven-Eric Bechtolf: eis um exemplo de como se faz algo interessante e moderno sem aborrecer os músicos, que são as verdadeiras vedetas. A casa, completamente cheia, aplaudiu longamente os artistas: muito merecidamente. Livios Pereyra














HOUSE-ATTACK

Erwin Wurm deixa claro que procura ridicularizar e esmagar o conceito de vida da pequena-burguesia. Expressa o seu desprezo de forma radical pelo "lar-doce-lar" ao colocar uma casa do avesso contra o cimento frio, impessoal e enorme do MUMOK. Toda a mostra do artista radica na ironia do seu ponto de vista: porches (carros) gordos e vivendas obesas que falam e se lamentam. Uma mostra importante e um acontecimento internacional. Pilar Villa















2006/12/16

A história traduziu-se na obra de Fernando Lopes-Graça

Como forma de homenagear o compositor Fernando Lopes-Graça re-editamos a conversa tida com Marc Tardue após a interpretação, realizada na Aula Magna da Universidade de Lisboa, do Requiem pelas Vítimas do Fascismo em Portugal

Álvaro Teixeira: Há cerca de duas semanas, creio, parei o carro para escutar na rádio o final da 9ª de Malher. Qual o meu espanto quando disseram que era a Orquestra Nacional do Porto! Fiquei impressionado porque não imaginei que em Portugal se pudesse tocar Malher daquela maneira.

Marc Tardue: Foi na rádio?

AT: Sim, sim...

MT: Mas eu não dei autorização... Deve ter sido outra obra...

AT: Pois, deve ter sido... Fosse que obra fosse estava muito bem tocada. Nunca tinha ouvido uma orquestra portuguesa a tocar daquela maneira e isto é o relevante. O que é que nos podes dizer sobre o assunto, tu que és o conductor-titular e director-artístico da orquestra?

MT: Quero dizer que é uma nova orquestra e tive a possibilidade de recrutar novos músicos através de um concurso internacional. Colocámos a barreira muito alto. Exigimos aos candidatos um nível verdadeiramente bom. Com os músicos muito bons que já estavam na orquestra e com os novos conseguimos uma orquestra excepcional. Estes músicos estão motivados, trabalham muito apesar de nem sempre terem as condições necessárias. Mas agora com a Casa da Música esperamos que tudo melhore. Iremos ainda mais longe. Esta orquestra é muito disciplinada e existe um desejo de fazer qualquer coisa de primeira classe mundial. Penso que o dinheiro que nos dão é devido a isto.

AT: De facto ouvi duas interpretações da mesma obra em dias consecutivos por orquestras diferentes e gostei muito mais da sonoridade da ONP.
Bom... Ouvimos a Requiem de Lopes-Graça, que é ao estilo de Lopes-Graça, mas gostava de saber se vocês têm o hábito de apresentar música do século vinte, e música contemporânea, ou se isto foi a excepção.

MT: Eu já apresentei obras contemporâneas em estreia mundial na Suiça e em França. Ganhei um prémio no concurso de Genéve pela interpretação de música contemporânea. Existem coisas muito interessantes e outras que têm menos interesse. É necessário colocar cada obra no seu contexto, no contexto em que foi escrita. Lopes-Graça viveu um periodo particular que está refletido na sua música. Sente-se um grande sofrimento e cólera naquela obra. Ele não deve ter sido feliz, tenho a impressão. Ele escreveu coisas difíceis para o côro e para os solistas. Coisas muito difíceis. Coisas bi e poli-tonais por vezes coladas por notas que nem sequer fazem parte dos acordes. Há coisas que causam irritação mas que levam o público a sentir que a vida não é sempre bela. É uma obra muito dramática e sente-se uma grande tradição pois ele escreve muito bem e faz pequenas imitações de Mozart e Verdi, de outros requiem. Encontram-se mesmo excertos de música da idade-média. É uma espécie de desafio para o público. Para mim é este o interesse e o poder desta obra. Eu sei que Lopes-Graça não cria em deus mas utilizou o requiem talvez no sentido de um memoriam para as vítimas do fascismo em Portugal.

AT: Ao nível da música contemporânea quais são os vossos planos?

MT: Apresentamos uma obra de Tinoco, outra de Filipe Pires e vamos fazer um concerto para piano do primeiro. Mas estamos limitados pois o nosso orçamento sofreu um grande corte. Não temos dinheiro para alugar o material.

AT: Qual material?

MT: As partituras para toda a orquestra e o pagamento dos direitos de autor. Por isso temos de escolher coisas já do domínio público. Gostaria por exemplo de fazer Charles Ives que não é exatamente contemporâneo mas para o público do Porto é bastante avant-gard. Gostaria também de fazer Pendereki.

AT: Que está vivo...

MT: Sim e também John Adams, mas nem sempre temos essa possibilidade. O nosso objectivo é construir um público. No Porto temos o Remix que faz a música verdadeiramente contemporânea. Nós devemos tocar Brahms, muito Mahler, Schönberg e Berg, quando possivel.

AT: Achas que o público do Porto é conservador?

MT: Em Portugal no general... isto não é um insulto. Eles não tiveram a possibilidade de aprenderem e ouvirem esta música. Não basta tocar uma obra. É necessário educar o público. Tem de se lhe dar a possibilidade de seguir o percurso da história da música até aos nossos dias. Nós temos muitas ideias para no futuro fazermos exatamente isto. Mas como em todas as dietas é necessário um regime equilibrado.

AT: E ao nível da vossa relação com a escola superior de música do Porto e os novos compositores?

MT: Sempre tive a ideia de fazer uma espécie de workshop e atliers para os jovens compositores. Seria muito interessante que Portugal desse a possibilidade aos jovens maestros e compositores não de apresentar sómente uma obra que se esquece de seguida. A minha ideia é ter dentro de um ano, em conjunto com a Casa de Música, dois compositores residentes que poderão escrever para nós obras para nós tocarmos durante esse ano e desta maneira poderemos trabalhar em conjunto. Também para o público ouvir cinco ou seis obras de um compositor leva-o a perceber o que é um estilo e uma linguagem particular. Para os músicos será igualmente interessante.

AT: Espero que esse projecto que me parece interessante vá em frente.

MT: Os meus músicos querem. Têm vontade e motivação mas neste momento estamos muito limitados ao nível orçamental. Espero que com a Casa da Música as coisas começem a andar.

AT: E eu espero que o Ministério da Cultura veja e ouça bem o vosso trabalho que eu acho francamente muito bom.

MT: Recebi em Outobro* a medalha de mérito cultural de Portugal e penso que há um desejo de ir mais além. Eu sei que há problemas de dinheiro em todo o mundo. Há que fazer escolhas e ver as coisas muito claramente. As duas sinfónicas portuguesas (a OSP e a ONP) têm e merecem todo o apoio.

AT: E irão tê-lo, estou certo.

* 2004














Garzón, di Pietro e... Morgado?

Mas Carolina precisa de ter credibilidade? Carolina apenas precisa de dizer verdades que os tribunais possam provar. Nada mais.

Porque no fundo, em Portugal, estamos a começar pelo futebol, mas o best-seller de Carolina pode ter efeitos arrastadores. Todos ansiamos por isso. E porquê? Porque desejamos que começe pelo futebol, mas, se Maria José Morgado fôr certeira e implacável, muitos figurões vão deixar de ver o céu azul e passar a vê-lo aos quadrados pretos e brancos.

Porque Maria José Morgado pode fazer uma triangulação e isto alargar ao branqueamento de capitais. Ou fazer um passe em profundidade e atingir as autarquias. Ou rematar de fora da área e aproximar-se dos partidos. Ou marcar um penaltie e acertar em políticos em pleno desfrutar do seu enriquecimento rápido e fácil. Horácio Piriquito in Oje, 18 de Dezembro de 2006, pag 4















DOUTORES DA TRETA

Os "doutores-veteranos", parte dos quais ocupam lugares em cursos universitários de utilidade duvidosa, pagos com o dinheiro do estado, quando deveriam, em meu entendimento, estar a fazer cursos técnicos e de formação profissional, os "doutores-veteranos", dizia, encontram nas praxes académicas um modo, talvez o único ao longo da suas "carreiras", de afirmação dos egos inchados de nada. É um problema de líbido mal dirigida (e digerida), isso já o sabemos. O miolo da questão é que esses "doutores" e "engenheiros", veteranos todos eles, violentam os limites do elementar respeito pelo "outro", limites sem os quais o mundo passaria a cenário de guerra permanente e generalizada. Muitos desses "veteranos" portugueses, em outros países da Europa, e não só, estariam em liberdade condicionada ao respeito pela integridade do "próximo". Outros estariam já sem a referida limitada liberdade dado terem demonstrado, muito insistentemente, que são animais de trela. Como por estes e aqueles lados não se colocam trelas em gente, só restará ao Estado colocá-los num lugar onde pensem (esperança inútil...) sobre os seus consecutivos atentados à mais elementar dignidade da "outra" e do "outro". Os "doutores-veteranos" são um dos casos mais gritantes das causas do atraso de Portugal, que tem vindo a ser tranquilamente ultrapassado pelos novos membros da UE. Os "doutores-veteranos" não transmitem a qualidade, a generosidade e a excelência: transmitem a hierarquia pela hierarquia, como se isso tivesse qualquer valor. Transmitem a brutalidade e o prazer, perverso, de subjugar e humilhar os mais desprotegidos. Muitos dos "doutores" e "engenheiros" veteranos estão nas juventudes partidárias à espera oportunidades de carreira. Vários políticos profissionais em Portugal entraram para a política no tempo em que eram "doutores-veteranos". Outros foram dirigentes das associações de estudantes que são um trampolim para a política e para a conquista de "cargos". Na verdade, com "élites" como os "doutores" e "engenheiros" portugueses, todos eles muito veteranos, não há país que consiga acompanhar o passo da história. AST



Um professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com sede em Vila Real, decidiu fazer um breve inquérito escrito e anónimo sobre a praxe académica a alunos de duas turmas do 1.º ano. Os resultados da iniciativa foram surpreendentes e deixam perceber a violência de algumas destas práticas.
Entre outras denúncias, os estudantes dizem que foram obrigados a "fazer posições sexuais em público", a "fazer de escravos" dos chamados "doutores", tratando da limpeza das suas habitações. Os jovens caloiros denunciam ainda que tiveram de suportar "certas brincadeiras indecentes", "morcões [larvas de insectos] nas meias, nos cabelos e no corpo", tiveram que comer alho, cebola e malagueta, rastejar na lama. in http://www.petitiononline.com/praxe/













Para Maria José Morgado sai caro ao Estado não dar prioridade ao combate à corrupção. O crime cresce diariamente em Portugal, aumenta as desigualdades sociais e atrasa ainda mais o desenvolvimento da economia. A corrupção... gera um país ainda mais pobre e atrasado. in http://sic.sapo.pt (05-02-2006 12:51)












Os procuradores passam, os políticos revezam-se, os Governos mudam... e o resultado é sempre o mesmo: nada. in Jornal de Negócios, 07/12/2006, pag 2 (editorial), sobre a corrupção em Portugal











Jorge Vasconcelos "bateu com a porta". Mas o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) não vai de "mãos a abanar": vai receber 12 mil euros por mês até encontrar um novo emprego. in www.correiodamanha.pt (2006-12-17)














2006/12/07

MOZART SEGUNDO ANNE TERESA

A Companhia Rosas, dirigida por Anne Teresa de Keersmaeker, apresentou a produção "Mozart Concert Arias" no Teatro Municipal São Luiz em Lisboa, cuja estreia aconteceu no festival de Avignon em 1992. Antes de mais é de bom tom esclarecer que a artista teve razão ao considerar pouco pertinente a minha classificação de "neo-clássico", partindo de um curto excerto apresentado em vídeo. Por outro lado foi a artista que escolheu aquele excerto para a apresentação do trabalho. Logo...

Ainda que esta criação não possa ser rotulada de "neo-clássica", as formas arredondadas dos movimentos remetem-nos de alguma maneira para uma ideia de "recuperação da dança" onde até o trabalho de chão obedece a um polimento da forma. Em 1992 os trabalhos de Anne Teresa foram uma alternativa relevante, dentro de um registo europeu de modernidade, ás estéticas que, implicitamente, proclamavam que a dança estava morta. Quando se quer trabalhar o gesto a partir de obras de um único criador, as possibilidades ficam de algum modo limitadas e, partindo deste pressuposto, parece-me que Anne Teresa conseguiu um bom balanceamento entre repetição do movimento e variação do mesmo. Existem movimentos-momentos "ícones" nesta obra: os passos das bailarinas acompanhadas do lento balançar dos homens é um desses "momentos-movimentos" que por si só impregnariam o trabalho de "carisma". Também o choro e sua reiteração constituem outro "índice-icónico-simbólico" desta criação que não procura ser original mas busca a construção de uma estética do gesto e do movimento, complementando (uma das complementações possíveis) uma colagem (entre várias possíveis) de árias de Mozart.

A interpretação musical esteve globalmente bem e o trabalho de luzes foi eficiente, tendo o São Luiz re-apresentado uma produção no mínimo interessante na qual Anne Teresa nos oferece a sua leitura, uma das suas leituras possíveis, de Mozart. De um determinado Mozart. AST


Nota: dia 10 de Dezembro o Teatro Municipal de São Luiz trouxe o Wim Mertens, agora na versão "duo", e encheu a casa, claro. O curioso seria analisar o sucesso de uma música pobre, desinteressante, repetitiva por essência e monótona por acréscimo. Vale a pena dizer que a generalidade dos grupos de jazz, de música tradicional, e mesmo de "pop-rock", produzem música mais interessante que o famoso "minimal-repetitivo-pró-nostálgico-pró-pop", "cantor" que esganiça em falso falsete pró-nasal. O "caso" é sociológico, não estético-artístico, não sendo possível escrever-se uma crítica de música "produtiva" tendo por base as criações de Wim Mertens.














Augusto Pinochet (Chile) - assassino, orquestrador de massacres e traficante de drogas. Morreu por estes dias sem ser julgado porque a Inglaterra, que o ditador apoiou na guerra das Maldivas contra a Argentina, recusou a extradição pedida por Espanha. Os EUA apoiaram a ditadura do camafeu Pinochet. O exército chileno prestou-lhe honras militares e 60 mil chilenos gritaram vivas ao antigo ditador.


O que o antigo chefe de serviço de informações do Chile veio revelar foi que a fortuna da família Pinochet, de quase trinta milhões de dólares, foi conseguida através de uma rede criada pelo antigo presidente, que se dedicava ao fabrico e à venda de estupefacientes... Será que no Chile também existem as tristemente célebres prescrições? Hélio Bernardo Lopes in Jornal do Norte, Vila Real - Portugal, 07/08/2006













In July he (Alexander Litvinenko) claimed...that the President (Vladimir Putin) was a habitual pedophile...also contented that Putin had been on the take from Mafia groups for years... in Time-Europe, December 18, 2006, pag 26














2006/12/05

O MEU TRABALHO COMPLEMENTA MOZART

Anne Teresa de Keersmaeker não necessita de apresentação. A famosa coreografa esteve em Lisboa onde apresentou um trabalho concebido sobre árias de Mozart.

Álvaro Teixeira Que significa para si trabalhar sobre a música de Amadeus?

Anne Teresa de Keersmaeker É inspirador. A sua música é de tal maneira sublime que é muito especial para mim trabalhar com base nas suas obras.

AT Claro que depende dos intérpretes musicais, mas não corre o risco de ver o seu trabalho, se os intérpretes forem músicos de grande nível, passar para segundo plano?

ATK Não. Eu acredito compreender a música de Mozart e fazer um trabalho que de algum modo a complementa.

AT Anne Teresa: amanhã vamos ter uma orquestra a tocar em instrumentos modernos. Não preferiria que a interpretação fosse feita em instrumentos históricos?

ATK Claro que sim mas a música é tão boa que mesmo com instrumentos modernos vai ser uma excelente performance.

AT Pude ver algumas imagens deste trabalho e penso que foge ao seu estilo habitual. Porque optou por uma estética neo-clássica?

ATK Os figurinos podem ser convencionais mas os movimentos não podem ser classificados como tal.

AT Não estou muito de acordo: o "duo" do bailarino com a cantora, no filme que fizeram para a imprensa, era totalmente neo-clássico...

ATK Bem... de algum modo sim. Foi assim que eu senti e foi essa a minha opção.

AT Dá-lhe prazer trabalhar com música "live"?

ATK Claro. Mas quando se necessita de uma orquestra, como é o caso, torna-se muito caro.

AT Anne Teresa: infelizmente vamos ter de concluir agora devido a um problema com o aparelho que está a gravar a nossa conversa. Foi um prazer falar com uma das criadoras contemporâneas que mais admiro.












A jornalista russa Ana Politkovskaya, uma das jornalistas mais críticas em relação à política do presidente russo, Vladimir Putin, foi assassinada...
"Seu assassinato é um golpe no coração do jornalismo russo. Não será possível compensar sua perda, já que não há ninguém como Politkovskaya e nunca haverá", disse Igor Yakovenko, secretário-geral da União de Jornalistas da Rússia.
http://noticias.uol.com.br
(07/10/2006 - 16h17)














SHISHMAREF (Etats-Unis) (AFP) - Le petit village esquimau de Shishmaref posé sur un îlot aux confins de l'Alaska s'enfonce dans la mer un peu plus chaque année, victime du réchauffement climatique, et doit déménager sur le continent, au risque de perdre son identité. http://fr.news.yahoo.com (10 octobre 2006, 14h29)














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