CRITICA MUSICAL / MUSICAL CRITIC

Um blog de Álvaro Sílvio Teixeira

2007/10/31

Apanhado?

Consta que Banksy (www.banksy.co.uk) foi finalmente apanhado no acto (de fazer grafitti...)!

Por outro lado o site www.briansewell.com garante ser esta a verdadeira imagem de Banksy:

Não posso acreditar que vocês estúpidos (morons) compraram aquelas merdas --> comentário de Banksy sobre as suas obras e quem as adquire.












2007/10/30

Eu avisei...

Aparentemente os McCann possuem mais "contactos" que Portugal (um país que funciona na base dos "contactos", dos "conhecimentos" e das "amizades"...) todo junto. Isso poderia ter sido torneado se tivesse ficado evidente aos olhos de todos a grande capacidade e profissionalismo dos investigadores portugueses. Foi exactamente o oposto que ficou claro. Agora bem podem chamar racista, ou o que mais lhes apetecer, ao sujeito que apelidou o embaixador de Portugal de "comedor de sardinhas" (a sua estúpida boca de comedor de sardinhas) e o mandou "levar no .." (up yours) porque isso será para exclusivo consumo interno, totalmente desprovido de qualquer impacto real. O sujeito escreveu igualmente que os portugueses que vaiaram o casal (cujos filhos e netos eventualmente insultam e agridem os professores) não são de outro país mas sim de outro planeta. Claro! São do planeta do insulto e do "disse que disse". Que direito lhes assistiu para vaiarem os suspeitos? Que sabem que possa ajudar a solucionar o caso? Provavelmente se soubessem calar-se-iam "para evitar chatices", não é verdade? Não passam de uns patéticos voyeurs que da tragédia alheia fazem show. Além da impressionante humilhação a que Portugal foi sujeito através de quem oficialmente o representa, pode vir a configurar-se uma situação em que alguém venha a ser crucificado para polir a imagem dos ingleses, no ponto a que as coisas chegaram. Não seria a primeira vez que os ingleses sacrificariam inocentes*. Quanto ao desaparecimento de Maddie acredito que os ingleses estão (quase) todos interessados em que se descubra a verdade. De resto, uma associação de utentes questionou se Gerry McCann não deveria se impedido de voltar a exercer as suas funções profissionais enquanto estiver na condição de suspeito. De facto Gerry vai ser monitorizado pelos colegas durante alguns meses, e os utentes se o solicitarem não serão atendidos por ele. Parecem recear que não os trate convenientemente... Quando as coisas lhes tocam os ingleses excedem-se em zêlos... que não tiveram com as jovens assassinadas pelos familiares (por questões de honra!), apesar de terem sido (bem) alertados pelas vítimas e por amigos delas... Adiante. Portugal parece ser largamente desprezado e eu duvido que seja unicamente devido ao caso McCann e aos recentes afogamentos. Esta irritação contra Portugal não parece vir de agora. Lembro-me, por exemplo, de uma entrevista, publicada em vários países, durante a qual J.K. Rowlings disse não estar interessada em falar da sua "experiência portuguesa" (ela viveu em Portugal e teve um namorado português...). Mas deixemos isso para a história. Na verdade, se voltar a acontecer alguma terrível injustiça será graças à tremenda incompetência dos portugueses e a imagem de Portugal ficará definitivamente degradada em todo o planeta. Por outro lado, se acontecer terem feito a vida negra aos McCann e vier a ser provado estarem inocentes, Portugal arrisca-se a perder muito mais que o "bom nome". O facto de eu crer, e muitos portugueses crerem, que os McCann são culpados vale o que vale, ou seja, rigorosamente nada. As amostras de dna poderiam, tal como tem sido constantemente assinalado, ter sido contaminadas. Os investigadores portugueses andaram de carro em carro (parece que tiverem um pequeno acidente com o carro do "arguido" Robert Murat!) quando deveriam ter selado imediatamente todas as viaturas utilizadas pelos suspeitos. E, tal como foi igualmente dito por especialistas ingleses, os pais de Maddie deveriam ter sido declarados suspeitos imediatamente após o seu desaparecimento pois, exactamente como os investigadores portugueses não se cansaram de repetir, os estudos demonstram que nestes casos, e nos de abuso de menores, os criminosos costumam ser familiares das vítimas. AST

* conheço o caso que todos conhecem: o dos jovens irlandeses que foram condenados por um atentado que não praticaram e mantidos presos mesmo depois das autoridades inglesas saberem que não tinham sido eles. Ver In the Name of the Father de Jim Sheridan. Um caso recente é o do cientista que supostamente se suicidou pressionado pela polémica da existência ou não de armas de destruição maciça no Iraque. Os ingleses demonstram ter duas faces: por um lado recusam ir a Lisboa por causa de Mugabe, que é concerteza um bandido, mas recebem com honras de estado o rei da Arábia Saudita... E não foi a ministra da cultura portuguesa que fez uma visita oficial a esse reino-pária, propriedade de uma família, onde os opositores são brutalmente reprimidos? Contabilizando tudo e tendo em conta que a Inglaterra ao contrário de Portugal tem poder, poderia ajudar a mudar o mundo para melhor mas na verdade tem andado a lixar meio mundo, quem deveria ir levar no .. é a rainha de Inglaterra e toda a porcaria da família real que vive de chular os ingleses e estrangeiros que trabalham em Inglaterra, pelos impostos, e chulam ainda toda a Comunidade Europeia pelos subsídios que a rainha (que é quem mais terras possui na Europa e por isso quem mais apoios consegue) leva anualmente. .... ... ma'am.


"OH, UP YOURS, SENOR

Tony Parsons 29/10/2007

Portugal's ambassador to Britain, Senor Antonio Santana Carlos, says that the Madeleine McCann case has seriously damaged relations between the two countries. Well, whose fault is that?
It is the fault of the spectacularly stupid, cruel Portuguese police. I have never much cared for the convention of calling cops "pigs" or "filth", but I am happy to make an exception.
They have tried to cover their humiliation at coming nowhere close to finding that stolen child by fitting up her parents.
The decline in relations is also the fault of the appalling Portuguese media, happy to print any piece of poisonous trash spoon-fed to them by "police sources" treating the abduction of a small child as light entertainment.
And the Portuguese public must also take their share of the blame. The sight of locals jeering at Kate McCann as she went in for questioning made me feel as though these leering bumpkins were not from another country, but another planet.
And the good ambassador can also be blamed for the decline in relations.
When he should be exercising a little diplomacy, he huffs and he puffs about the McCanns' tragic decision to leave their children sleeping alone on the night Madeleine was stolen.
"In Portugal we have the concept of a nuclear family," sniffs Senor Carlos. "That the families all live together."
They made a mistake, ambassador. Their lives have been wrecked. That is punishment enough, without your asinine, unwanted comments.
And I would respectfully suggest that in future, if you can't say something constructive about the disappearance of little Madeleine, then you just keep your stupid, sardine-munching mouth shut." in http://www.mirror.co.uk/















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2007/10/28

Quartetos de Franz Schubert por The Lindsays

The Lindsays, na re-edição de uma compilação de 1992, oferecem-nos interpretações arrebatadas, que denotam um perfeccionismo técnico e uma compreensão interpretativa paradigmáticos, de vários quartetos para cordas de Schubert, e do quinteto D 956. Tive oportunidade de escutar este agrupamento ao vivo, na interpretação dos quartetos para cordas de Beethoven e devo dizer que não é um exagero quando vários guias para a compra de cd's clássicos os colocam como primeira referência neste repertório. Na verdade, não há diferença digna de ser assinalada entre o que o agrupamento faz em concerto e o que apresenta em registo discográfico. A compilação de quatro cd's de Schubert (cerca de 15 euros) da Sanctuary Classics (que também editou uma compilação com a integral dos quartetos de Beethoven pelo mesmo grupo) é uma oferta fantástica e contém o cd com os quartetos D 112 e D 804, obras sublimes, que ficam com este registo, concretizado em 1988, imortalizadas no seu grau interpretativo máximo. Podem ser feitas interpretações diferentes, igualmente inspiradas, destas criações, mas não superiores ao que The Lindsays atingiram nestes cd's. Death and the Maiden também encontra nos The Lindsays intérpretes em que a técnica suprema e a inteligência analítica andam a par com a grande emoção, ainda que neste caso particular se possam falar de mais 2 ou 3 grandes leituras feitas por diferentes agrupamentos. AST




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Marinheiro...

Enviaram-me excertos de uma divertida entrevista do embaixador de Portugal em Inglaterra. O diplomata, que afirma ser marinheiro, explicou que o local onde os ingleses se afogaram, que diz conhecer muito bem, é de facto muito perigoso devido às correntes e foi uma grande infelicidade (o fado...) aquilo que aconteceu aos ingleses. Em determinada altura o jornalista escreve, jocosamente, que o embaixador parece extremamente sincero... Muito mesmo porque se todas autoridades conheciam bem a perigosidade de um local desprovido dos devidos avisos formais, todos deveriam ser processados por homicídio por negligência. O facto de um surfista ter avisado os ingleses de estarem num local perigoso não iliba os responsáveis por não terem colocado avisos oficiais.
Depois o embaixador refere o sol e a ausência de terrorismo em Portugal. Quanto ao sol, qualquer diplomata africano pode gabar-se do mesmo, sobre o terrorismo deveria ser mais comedido pois se não tem acontecido terrorismo, em Portugal, tal não se deve provavelmente à impressionante eficácia das autoridades portuguesas nem à grande ética de um estado que acolheu os senhores que iniciaram a guerra do Iraque, mas a outros factores como a pouca significância de Portugal. Sem se compreender exactamente a causa, o embaixador refere que os jovens têm mais independência em Inglaterra que em Portugal... Choques de cultura, ou atraso educacional de Portugal em relação a toda a Europa onde os jovens são mais independentes porque o sistema de ensino os habilita para isso? Não se percebe onde pretendeu chegar (que tem isto a ver com o abandono de crianças de 4 anos e menos?) ou se pretendeu chegar a algum lado. Tenta contra-atacar dizendo que acontecem mais raptos em Inglaterra que em Portugal. O jornalista escreve que grande parte desses raptos se resolvem em 24 horas... O embaixador parece ignorar os casos de "crimes de honra", cometidos por imigrantes normalmente islâmicos, crimes que poderiam ter sido evitados se as autoridades inglesas tivessem escutado devidamente as vítimas (uma foi acusada pela polícia de estar a imaginar coisas...), tendo sido assassinadas várias jovens e adolescentes. Perdeu uma boa oportunidade para arremessar com algo que todos conhecem e sabem ser verdade. Finalmente o senhor Santana Carlos fala na muito estafada e aborrecida "velha aliança". O jornalista refere a tal "aliança" como sendo algo que o embaixador afirma. Quando um dos parceiros de determinado casamento, namoro ou "caso", pretende esquecer o passado, ou não lhe atribui muita importância, faz parte da educação elementar a outra parte não estar constantemente a referir-se a algo que deixou de possuir qualquer actualidade. Que eu saiba os ingleses não visitam Portugal para conviver com os portugueses (o que é absolutamente compreensível pois eu faria o mesmo) mas para disfrutarem do sol, dos preços e conviverem entre eles, tal como faziam nas antigas colónias. Dizer que "velha aliança" se traduz, na actualidade, em 2 milhões de turistas ingleses que visitam Portugal anualmente é uma palermice porque 2 milhões são uma pequena fatia das dezenas de milhões de turistas ingleses que viajam anualmente para o estrangeiro. O embaixador parece não "atingir" e o resultado foi uma entrevista ridícula que saiu no The Times de 27 de Outobro. Com élites assim percebe-se bem o estado em que Portugal se encontra. AST











2007/10/19

Portuguese didn't tape any McCann interviews

Eis o tema central do Lite-London de 25 de Outobro de 2007*. A ser verdade, venham outra vez insinuar que Portugal anda a ser perseguido pela imprensa inglesa... E pelo resto do mundo que evidentemente recebe ecos, ou mais que ecos, destas "curiosidades portuguesas"... entre elas o facto de somente depois de acontecerem mortes terem decidido colocar placas a avisar da perigosidade de algumas praias em zonas que vivem principalmente do turismo... ou do ignorado controlo aos pilares de uma ponte que posteriormente desabou causando a morte a mais de 50 pessoas...

* no dia seguinte o tema do referido jornal voltou a ser o mesmo mas numa vertente totalmente hilariante: os detectives portugueses filmaram, secretamente, as longas entrevistas feitas a ambos os McCann, mas esqueceram-se de activar a entrada de som... Agora contrataram especialistas para tentarem ler os movimentos labiais dos suspeitos... Claro que aproveitando toda a trapalhada e incapacidade dos portugueses foi posta a circular em todo o mundo a imagem, desenhada, do "verdadeiro" suspeito que, note-se, os portugueses impediram ser divulgada antes: cabelo negro e aparentando ser do sul da Europa. Tal "comme il faut"...


Fim à impunidade nas escolas portuguesas

...o procurador-geral da República diz que a impunidade nas escolas tem de acabar... in http://sol.sapo.pt (20 Outobro 2007)

Se não acabarem, definitivamente, com o regime de impunidade protector dos pequenos malfeitores que insultam e agridem os professores, que não aprendem nem deixam os colegas aprender, que instauram a lei do mais forte e o vale-tudo nas escolas, Portugal vai ser ainda mais pobre, vai divergir muito mais da média comunitária, vai ver a criminalidade aumentar e vai perder a pouca competitividade que ainda possui. O resto é show-off e folclore para estrangeiro ver.


Tratado de Lisboa

"Cerca de 2,1 milhões de portugueses (19 por cento da população) estão em situação de pobreza monetária", ou seja, vivem com rendimentos mensais, por pessoa, inferiores a 360 euros. "Destes, quase 1,4 milhões (13 por cento da população) vivem com rendimentos abaixo de 300 euros por adulto". E ainda dentro destes, "cerca de 740 mil (sete por cento) têm menos de 240 euros por mês". São José Almeida in Público, 20 Outobro 2007, pag 42


O verdadeiro liberalismo

Se os milhares de funcionários de um banco pedirem aumentos, dir-se-á que o banco perde competitividade. Se um cliente não pagar a prestação do empréstimo, o banco fica-lhe com a casa. Se o Estado quiser aumentar impostos sobre os lucros da banca, responde-se que os prejudicados serão os clientes com os gastos que o banco terá de ir buscar "a algum lado". Mas para aumentar executivos e perdoar dívidas a familiares ou sócios, as premissas são as opostas. Rui Tavares in Público, 18 Outobro 2007, pag 52


Se tivessem vergonha...

E, só para dar dois exemplos, se Joe Berardo fizesse um leilão de uma parte da sua colecção para criar um fundo de luta contra a pobreza ou se Jardim Gonçalves abdicasse a favor dos pobres de uma parte substancial dos seus... recursos financeiros... talvez outros se sentissem envergonhados por nada fazerem e as coisas começassem a mudar. José Miguel Júdice in Público, 19 Outobro 2007, pag 45


Porque será?

"Em Espanha é tudo melhor. Num quilómetro a vida muda totalmente" in Jornal de Notícias (edição norte), 19 de Outobro de 2007, pag 27

Creio que a pessoa se refere à Galiza, que no passado foi uma das regiões mais pobres de toda a Península Ibérica...











2007/10/15

190,3 milhões

Para o ano de 2008... o governo decidiu reservar 190,3 milhões de euros para o pagamento de estudos, pareceres, projectos e consultadoria. in Público, 15 Outobro 2007, pag 39


Não será isto a aplicação light e new figure do que Hitler fez?
Os professores não vão para a câmara de gáz ou para os fornos mas vão para um regime agoniante e indigno da condição humana de mobilidade especial (balelas, porque, como está a economia, ninguém arranja novo emprego e colocação noutra área) idem, pag 43


Para cumprir as metas de 2008, o ministro das Finanças tem de contar que a conjuntura o ajude... Todos os organismos internacionais são bastante mais pessimistas... E, normalmente, estes organismos internacionais não falham. in Oje (especial), 15 de Outobro de 2007, pag IV















2007/10/14

0.000003%

Segundo o site www.alexa.com é esta a percentagem* dos utilizadores mundiais da internet (Percent of global Internet users) que visitam este blog.

http://jazzearredores.blogspot.com conquista 0.0002% dos internautas mundiais. www.lemonde.fr é visitado por 0,108%, www.publico.pt por 0.003% e www.dn.pt por 0.00009%, menos que o blog acima referido... No top está o yahoo (+-27%) seguido do google (+-25%). O que não quer dizer que o yahoo seja o motor de busca mais utilizado. Muitas pessoas têm o email e lêm as notícias no yahoo mas fazem as buscas principalmente no google. Blogger.com ocupa a 13ª posição.

* média dos últimos 3 meses













2007/10/13

Porcaria de televisão

"No último mês de Agosto, a RTP, a SIC, e a TVI emitiram um conjunto de 68646 peças publicitárias, o que equivale a uma média diária de quatro horas por canal, praticamente o tempo médio (três horas e meia) que os portugueses dedicam por dia à televisão. Num país tradicionalmente miserável, a televisão transformou-se no refúgio de quem, nos tempos livres, não tem outra solução que não seja a de permanecer em casa. É por isso que aquilo que exibe - telenovelas mais publicidade mais concursos - me escandaliza. Nem todos podem, como eu, desligar o aparelho e encomendar DVD à Amazon." Maria Filomena Mónica in Meia Hora, 12 de Outobro de 2007, pag 02

Eu, que não uso televisão pois emprestei-a aos vizinhos estrangeiros para ouvirem e treinarem o português, devo ser um caso marginal. No entanto, nem os casos marginais deveriam ser obrigados a pagar por algo que liminarmente rejeitam. Mesmo se utilizasse o aparato, evidentemente que não iria desgraçar o meu tempo, e o espírito, a ver os canais das televisões acima enunciadas. Até o designado "canal cultural", do qual fui convidado várias vezes nos tempos em que existiam programas musicais de qualidade e eu fazia música, executou um crescendo de degradação que me levou a deixar de o sintonizar. No tempo em que ainda me apetecia ver um pouco de televisão com alguma qualidade, tive de pagar a uma empresa que detesto, que milhares de portugueses detestam, para ver canais por cabo, pois era (ainda é?) a única que servia o centro de Lisboa. Não vejo as televisões portuguesas porque são despudoradamente mediocres, exceptuando talvez um canal privado de notícias por cabo, e porque estão entre os grandes responsáveis, juntamente com os teóricos da educação, pelo "estado de bovinidade" que reina em Portugal. Mesmo que só existissem dez como eu em todo o país, a sua simples existência obrigaria um Estado de bem a desobrigar esses cidadãos de pagar aquilo que não utilizam. Mais: a pagarem um produto que para além de não utilizarem consideram embrutecedor, estúpido e castrador das mentes e das sensibilidades. Se os privados oferecem porcaria, e se os portugueses gostam de a consumir, é lá com eles. Agora, ser o Estado a desbaratar o nosso dinheiro em canais de televisão mediocres para conseguirem competir (em mediocridade) com os privados, isso não está nada bem. Acabe-se de vez com a "televisão do estado". AST

"Aliás, não é legítimo que o Estado me obrigue a pagar um bem que não uso. Um dia destes ainda o ponho em tribunal." idem













2007/10/10

Ser forte e outras curiosidades

Portugal parece necessitar de um governo "forte". Todos os países, na época do crime globalizado, necessitam. Mas ser forte não significa vigiar os sindicatos, instaurar processos e tentar controlar a informação gastando milhões com canais mediocres de televisão e rádio públicas. Forte significa ser capaz de combater eficazmente, com meios potentes e legislação apropriada, o banditismo e a corrupção. Assassinos, traficantes, pistoleiros, pedófilos e outros criminosos, não podem gozar direitos iguais aos dos cidadãos que respeitam a lei. As suas fortunas, quando existem, não devem servir para pagar a advogados que dão a "volta ao sistema" e os conseguem ilibar. O mesmo em relação à corrupção económica e à "corrupção de estado". Ser forte significa capacidade para impôr exigência e qualidade no sistema de ensino, com os professores e não contra eles, para que os jovens possam adquirir boa formação e qualificações que lhes permitam ser bem sucedidos e enriquecer o país. Só com uma fortaleza desta natureza é que Portugal conseguirá "chegar lá". AST

Um exemplo: algures no Norte do país (poderia ser no centro ou sul) um professor do ensino básico denunciou o caso de um pai-pedófilo. O resultado foi o professor ser perseguido pelos irmãos da vítima, filhos "machos" do criminoso pedófilo. Teve de "meter baixa" para salvaguardar a vida... Um estado que não consegue proteger professores que denunciam crimes e que nega protecção a magistrados que vão julgar crimes de corrupção, não é um estado que mereça ser escrito com letra maiúscula. Quero enaltecer e louvar aquele, e outros professores, que neste país disfuncional continuam a ser os verdadeiros garantes dos direitos das crianças.

Nota: a polícia municipal, em Lisboa, começou "bem", sob as ordens do novo presidente... Sem aviso atempado bloquearam e posteriormente rebocaram os carros que se encontravam em locais onde anos e anos a fio a mesma polícia permitiu que aparcassem, locais onde as pessoas se habituaram a deixar os veículos por longos periodos de tempo. Agora os carros continuam a poder estacionar no local: do outro lado da rua, agora considerado o correcto, mas onde anteriormente, anos e anos a fio, a polícia multou, bloqueou e rebocou os carros que lá estacionaram... Indicações do novo presidente da câmara de Lisboa ou uma ideia que, repentinamente, surgiu nas iluminadas cabeças dos polícias municipais?


Portugal gera pouca riqueza

Portugal está no penúltimo lugar na criação de riqueza per capita na Península Ibérica, ficando, apenas, à frente da região espanhola da Extremadura.
...
A liderar a criação de riqueza por pessoa na Pensínsula Ibérica está o País Basco, seguido de Navarra e da Catalunha. Portugal ocupa o penúltimo lugar, à frente da Extremadura, mas imediatamente atrás da Andaluzia.
...
O relatório da SaeR realça ainda, que, "a médio prazo, a convergência (de Portugal) para o nível da União Europeia dependerá do PIB real", que terá de crescer a ritmos muito superiores à média europeia. in Jornal de Notícias, 10 de Outobro de 2007, pag 64


Corrupção: Mulheres resistem mais do que os homens

Deauville, 13 Out (Lusa) - As mulheres resistem mais à corrupção do que os homens, revela um estudo efectuado em quatro países e divulgado sexta-feira no III Foro das Mulheres para a Economia e a Sociedade, na cidade francesa de Deauville.

O estudo assinala que 58 (italianos) a 67 por cento (franceses) dos inquiridos consideram que, se mais mulheres ocupassem cargos de chefia, haveria menos corrupção, uma vez que o sexo feminino é mais díficil de corromper do que o masculino.

Ainda segundo o inquérito, entre 34 (italianos) e 67 por cento (norte-americanos) defenderam que o dinheiro e o poder são, sobretudo, preocupações dos homens.

A sondagem foi realizada em Itália, França, Estados Unidos e Alemanha. A esmagadora maioria dos inquiridos considera o seu país corrupto. in http://noticias.sapo.pt (13 de Outubro de 2007, 00:29)


Carl Flesch (1873-1944)

Henryk Szeryng (1918-1988) e Max Rostal (1905-1991), dois extraordinários violinistas que foram alunos do grande professor húngaro Carl Flesch, ele próprio um reputadíssimo violinista... além dos dois já referidos, Szymon Goldberg (1909-1993), Ida Haendel (1923?-), Louis Krasner (1903-1995) e Ginette Neveu (1919-1949).
...
O facto de ter nascido no seio de uma família judaica impossibilitou-o de levar uma vida pacata. Refira-se, por exemplo, o facto de, em 1935, lhe ter sido retirada a si e à sua família a cidadania alemã, obtida 5 anos antes. Já em 1934 tinha deixado voluntariamente a Musikhochschule de Berlim, onde tinha começado por dar master classes em 1921 e onde leccionava de uma forma regular desde 1928; outro interveniente, a mesma triste história, claro, pois já o compositor Franz Schreker (1878-1934) tinha passado exactamente pelo mesmo 3 anos antes. Os processos eram tristemente consistentes... Carl Flesch nasceu há 134 anos, no dia 9 de Outubro de 1873. in http://desnorte.blogspot.com (Outubro 09, 2007)


FME

Depois de Cuts; Live at the Glenn Miller Café; e Underground, Montage (Okka Disk, 2006) é o quarto avanço em disco do FME (Free Music Ensemble), plataforma triangular pensada e estruturada por Ken Vandermark (saxofones e clarinetes), com Nate McBride (contrabaixo) e Paal Nilssen-Love (bateria). Desta vez o compositor e improvisador de Chicago elege os realizadores de cinema como musas inspiradoras dos 7 movimentos em que se desenvolve o CD duplo, gravado ao vivo em dias seguidos (22 e 23 de Setembro de 2005), no Artists at Large, em Boston, EUA, e no festival Suoni Per Il Popolo, em Montreal, Canadá. Vandermak homenageia Leone, Eisenstein, Fellini, Kitano, Buster Keaton, Cassavetes, Kubrick, Greenaway, Kurosawa e Welles, partindo de uma mesma base temática, que é reinterpretada módulo a módulo. Ao fim de um certo número de audições sequenciais, a repetição dos módulos de um disco para o outro permite apreender a estimulante tensão dialéctica entre composição e improvisação, a procura de novos modos de dizer a partir da mesma matéria-prima de base, e o modo como, assente nas mesmas coordenadas, se constrói a diferente narrativa de cada "filme". in http://jazzearredores.blogspot.com (9.10.07)


Durante anos esperámos por uma Lei para o Estatuto do Artista, e finalmente ela aí está (quase)!

No meio da magnitude dos problemas de insegurança e precariedade, desemprego e falta de protecção social que afectam os Profissionais do Espectáculo, e a que o presentes diplomas em discussão (PS, PCP e BE) ensaiam uma resposta, facilmente passariam despercebidas, para a maior parte das pessoas, as catastróficas implicações do conteúdo do Artº.17 da proposta do Governo.

Não só a GDA, como também muitos e muitos Artistas, Actores, Músicos e Bailarinos lutaram ao longo de duas décadas para por fim à cedência coerciva dos seus Direitos de Propriedade Intelectual.
A Lei 50/2004 veio finalmente, no seu Artº178, consagrar a Gestão Colectiva Necessária como a única forma de garantir o livre, equilibrado e efectivo exercício dos nossos Direitos individuais, utilizando um mecanismo de analogia com Directivas europeias transpostas para a nossa legislação em 1997, o qual nunca foi posto em causa do ponto de vista constitucional ou qualquer outro.

O Governo vem agora, de forma algo cínica, à boleia das carências da situação sócio-profissional dos Profissionais do Espectáculo, ceder às pressões, nomeadamente das Televisões e Operadores de Exploração de Conteúdos Digitais, impondo a regulação dos nossos Direitos de Propriedade Intelectual através de Contrato de Trabalho ou Instrumento de Regulação Colectiva, no sentido de reverter as coisas para a situação anterior a 2004.

Leiam todo o texto dirigido ao Presidente da A.R. se tiverem a paciência mas, pelo menos, meditem na conclusão e ASSINEM A PETIÇÃO!!!

http://www.PetitionOnline.com/N17132X/

(em email expedido pelo trombonista Hugo Assunção)














2007/10/03

Far-West

Na conversa com um professor do segundo ciclo, que no passado orientou estagiários-candidatos a "professores de música" (agora professores de educação musical), percebi que ele foi dispensado há anos, sendo as suas antigas funções actualmente desempenhadas por um departamento da universidade, na realidade o ex-centro de formação onde ele exercia, tendo sido substituído por uns "doutores". O Estado português é rico. E como é muito rico pode dar-se ao luxo de substituir alguém que faz parte dos seus quadros por "doutores" que vão acabar com honorários três vezes superiores (e com horários de trabalho três vezes inferiores) a esta pessoa competente tanto ao nível musical como pedagógico. Este ex-formador de professores foi "maestro" de uma "banda filarmónica", onde também exercia funções pedagógicas pois era ele, também executante, que orientava os principiantes. Comentamos, rindo, que seria interessante fazer-se um pequeno teste de formação musical aos actuais professores de música das escolas superiores de educação (e departamentos universitários aparentados)... De algumas, porque em outras, nas que possuem uma tal "via especializada" no ensino da educação musical, quero acreditar que todos os professores de música têm, pelo menos, ao par de outro tipo de formação, cursos completos feitos nos conservatórios de música que lhes garantem os "mínimos" no aspecto musical. De facto parece um expediente fácil terminar o curso de "professor primário" (professor do primeiro ciclo do ensino básico), durante o qual se estudam umas "coisitas" (poucas) de música, seguidamente fazer um ano de "especialização em música" em escolas privadas de qualidade duvidosa, seguindo imediatamente para um doutoramento em Espanha onde qualquer um é admitido, e posteriormente voltar a Portugal para ocupar um lugar num departamento de formação de professores para o ensino básico numa universidade pública. Lugar que parecia estar reservado... Está claro que este expediente não seria possível se não houvesse alguém "importante" no departamento que apoiasse quem o pratica. Existem doutores em ciências musicais especializados em ensino e doutores com origem nas escolas superiores de música que se vocacionaram para o ensino geral da música que poderiam estar interessados(as) se tivessem sido abertos, e devidamente publicitados, concursos públicos para provimento daqueles cargos docentes. Tratavam-se afinal de muito confortáveis postos de professores universitários no ensino público português...

A filosofia que sustenta a estruturação dos cursos de professores de música para o ensino básico é simplesmente aberrante: curso de professor para o primeiro ciclo do ensino básico seguido de um ano de "especialização" no ensino da música... Os "pedagogos" e outros "especialistas" da educação que conceberam estes cursos devem pensar que ensinar música é como limpar chaminés (sem desconsideração dos limpa-chaminés que com certeza demonstrarão muito mais competência no seu desempenho que a generalidade dos "pedagogos" que conceberam e arquitectaram o "sistema educativo" português): um ano de especialização e já está. Assim se compreende o "estado da arte" em Portugal e o atraso cultural crónico dos portugueses, com as consequências a todos os níveis que isso condiciona. AST

Nota: o caso do ensino da música em Portugal, ao nível do ensino básico com as consequências que tem aos níveis superiores onde qualquer charlatão com discurso ou escrita fluídos consegue fazer-se passar por "entendido" e "especialista" (não entre os músicos evidentemente, mas entre o público supostamente "erudito" e "culto"), bem pode servir de "case-study": a pessoa de quem falo no início, ex-formador e orientador pedagógico de professores, antes de ser "maestro" de banda foi durante muitos anos membro da Banda da Marinha que, dentro do género, em Portugal, é um agrupamento-referência. Musicalmente vale um milhão de vezes mais que todos os doutores-lixo que ocupam os lugares na formação de professores de educação musical em Portugal. No entanto, porque os ex-centros de formação de professores conseguiram ser integrados nas universidades, os seus diplomados passaram a poder aceder ao grau de doutor, tal como os diplomados pelas mais rigorosas instituições universitárias, com a vantagem evidente que um 16 adquirido num desses departamentos é fácil de alcançar (excepto se os docentes decidirem complicar para tentarem demonstrar que aquilo até é difícil...), embora não seja evidentemente um 16 da Escola Superior de Música*, nem sequer um 16 adquirido no curso de Ciências Musicais da FCSH. Na realidade um 20 adquirido num desses departamentos universitários que formam professores para o ensino básico, não é o mesmo que um 9, um 8, um 7, um 6 ou mesmo um 5, numa Escola Superior de Música: é incrivelmente menos porque um aluno de uma ESM pode estudar toda a pedagogia e didácticas que desejar, mas um aluno de um desses departamentos nunca poderá adquirir nada, rigorosamente nada, ao nível dos conhecimentos musicais superiores se não estudar (muito e muito) à margem dos seus "curricula" e se não fôr bem apoiado por especialistas "a sério". Mas para efeitos de admissão a doutoramento, de atribuição de bolsas, etc, o 16 desses departamentos vale o mesmo que o 16 da ESM...
É fácil de compreender porque é que esses centros de formação de professores para o ensino básico quiseram ser integrados nas universidades: os seus docentes passaram a professores universitários, ao lado, por exemplo, dos docentes da faculdade de economia da Universidade Nova de Lisboa, única instituição do ensino superior em Portugal que consta dos rankings europeus. O efeito foi absolutamente perverso: sujeitos que reprovariam num exame de admissão a um conservatório (nem falo num exame de admissão a uma Escola Superior de Música porque isso ser-lhes-ia completamente transcendente e incomprensível), que sairam dos departamentos de formação de professores com média igual ou superior a 16, rapidamente adquiriram doutoramentos em Espanha e "passaram a perna" a pessoas com muitos anos de prática e conhecimentos musicais, didácticos e pedagógicos que os deixam a anos-luz (seria, por exemplo, interessante saber-se se, na Universidade Pontificia de Salamanca, por exemplo, houve enfermeiros portugueses, sem licenciatura, que "arrancaram" graus de doutor para poderem leccionar nos cursos superiores de enfermagem em Portugal, graus esses que não têm qualquer validade em Espanha mas que foram reconhecidos nas escolas superiores portuguesas graças à autonomia de que gozam. Não estou a insinuar que estes profissionais sejam mediocres. Provavelmente até serão profissionais muito competentes sendo aceitável que possam ser professores no ensino superior se por mérito da sua elevada qualidade e excelência profissionais. Para isso é que existe a figura do professor-convidado e não para qualquer coordenador convidar os amigos para ficarem a trabalhar com ele no departamento... Seria também interessante, por mera curiosidade, saber-se se alguém com o grau de "bacharel", no tempo em que isso existia, sem completar qualquer licenciatura, conseguiu ser admitido a doutoramento na Sorbonne, em Paris, e, sem fazer passar o diploma de doutor que adquiriu em França pelo reconhecimento via diplomática, viu, graças à lei da autonomia universitária em Portugal, o doutoramento sem licenciatura ser-lhe reconhecido para exercer numa universidade pública portuguesa).

* "consta" que um professor de uma ESM para além de manter relações com as alunas as fotografava (nuas e em "pose") e enviava as fotos aos amigos. Também "consta" que um administrador de uma orquestra de jovens chantageava alguns dos jovens músicos para manterem relações com ele, chegando a dispensar alguns que não aceitaram.


Estado do sítio

Pelo caminho despacharam para um exílio dourado João Cravinho, socialista, que apresentou algumas propostas inovadoras para tentar prevenir a pouca vergonha que entra pelos olhos adentro de todo e qualquer cidadão que não ande distraído neste sítio cada vez mais corrupto, mais perigoso e mais mal frequentado.
...
O estado corrupto que permite há dezenas de anos que as crianças da Casa Pia sejam abusadas sexualmente e alimentem redes nacionais e internacionais de pedofilia, vai agora ensinar aos alunos a sua ética republicana. A pouca vergonha, pelos vistos, não tem limites.

As crianças deste sítio já sofreram na pele as consequências de um sistema de ensino miserável que as atira para a vida sem preparação e muito menos qualificação. Agora vão ser confrontadas com uma ética feita por gente corrupta e sem moral para falar na República. António Ribeiro Ferreira in Correio da Manhã, 08/10/2007, pag 02


Os pedófilos podem dormir descansados. Se praticarem vários crimes de abuso sobre o mesmo menor, têm bónus do Estado. O limite máximo é de 8 anos. Antes poderia chegar aos 25 anos. Rui Rangel, juiz, citado in Jornal de Notícias, 08/10/2007, pag 12


Lisboa, 05 Out (Lusa) - O Presidente da República pediu hoje aos deputados que "aprofundem o esforço" para concretizar as iniciativas legislativas para aumentar a eficácia na luta contra a corrupção, retomando um apelo que fez há um ano. in www.expresso.pt (14:18, Sexta-feira, 5 de Out de 2007)


Polícia sem controlo no tráfico de mulheres
Diário de Notícias, 9 de Outobro de 2007


Nazis

As ameaças nazis em Portugal não são uma treta. São seguramente oriundas de uma faixa muito marginal mas existem. in Jornal de Notícias, 9 de Outobro de 2007, pag 20


Rotinas...

Ou não será revelador que um primeiro-ministro recorra à força das autoridades para tentar calar um protesto...

Ou que a polícia tenha ido, ontem, às instalações de um desses sindicatos fazer uma acção de "rotina"...

No governo como no principal partido da oposição, o pecado original não é diferente: colocar a manutenção ou a conquista do poder à frente das boas práticas democráticas. editorial, Público, 9 Outobro 2007


Madeira...

Segundo João Carlos Gouveia, o PS decidiu desencadear esta denúncia porque "os magistrados do Ministério Público (MP) têm dependência hierárquica. Há situações, que toda a gente conhece, e que o Ministério Público deveria ter investigado e não o fez. Tem havido negligência. Porquê? Não sei", disse ao DN, João Carlos Gouveia.

Isto significa "promiscuidade entre a política regional e as magistraturas", designadamente procuradores-gerais adjuntos e juízes, uma denúncia há muito feita no parlamento regional pelo líder e deputado socialista? in www.sapo.pt (+- 19:45h, 08/10/2007)


Anna Politkovskaya morreu há um ano

A feroz crítica de Vladimir Putin foi assassinada no seu apartamento em Moscovo. Um ano depois o caso continua envolto em mistério. in www.expresso.pt (11:26, Domingo, 7 de Out de 2007)


18

o caso de Anna Politkovskaya é um dos 18 assassínios de jornalistas na Rússia desde que Vladimir Putin tomou posse como presidente, em Março de 2000. in Público, 8 Outobro 2007, pag 12


Birmânia

Gambari foi enviado à Birmânia para tentar persuadir a junta militar no poder a pôr fim à repressão violenta das manifestações, que causou 10 mortos, segundo um balanço oficial, claramente mais de acordo com diplomatas, e mais de 2.000 detenções. in www.sapo.pt (5 de Outubro de 2007, 18:08)


Une répression brutale

A quoi jouent les généraux de Naypyidaw, dans leur capitale factice, en pleine jungle birmane ? Les signaux contradictoires ne manquent pas. Le numéro un de la junte, le général Than Shwe, a fini par recevoir l'émissaire de l'ONU, Ibrahim Gambari, après lui avoir fait subir une attente humiliante, mais qualifie son passage de "visite de courtoisie". Il veut bien rencontrer Aung San Suu Kyi, principale figure de l'opposition birmane et Prix Nobel de la paix, assignée à résidence, mais ne suggère pas pour autant de la libérer. Préalablement, il exige qu'Aung San Suu Kyi renonce à toute velléité de "confrontation", mais rend public un bilan des arrestations de civils - plus de 2 000 - d'autant plus inadmissible que tout porte à croire qu'il est bien en deçà de la réalité, après la répression brutale, à balles réelles, des manifestations pacifiques.

Cette junte jusqu'ici si hermétique aux pressions de l'extérieur semble vouloir faire passer le message que, cette fois, elle entend. Cela ne l'empêche pas, pourtant, de continuer à fonctionner dans l'opacité la plus totale ni de maintenir un black-out impitoyable sur l'information. L'Internet est toujours coupé, le réseau de téléphonie mobile extérieur paralysé, de nombreuses lignes téléphoniques suspendues, et les consulats de Birmanie n'accordent plus de visas aux touristes, afin d'éviter les visiteurs trop curieux, les journalistes, par exemple.

A l'heure de la mondialisation, les généraux ont franchi un degré supplémentaire dans l'isolement de leur pays. Leur calcul est simple : très vite, le monde extérieur, privé de son régime quotidien d'images, passera à d'autres émotions et oubliera la Birmanie. LE MONDE | 05.10.07 | 13h51 • Mis à jour le 05.10.07 | 13h51














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