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2008/10/03

Андре́й Арсе́ньевич Тарко́вский

Andrei Arsenyevich Tarkovsky (Russian: Андре́й Арсе́ньевич Тарко́вский) (April 4, 1932 - December 29, 1986) was a Soviet film director, writer and opera director. Tarkovksy is listed among the 100 most critically acclaimed filmmakers[1]; director Ingmar Bergman was famously quoted as saying "Tarkovsky for me is the greatest [director], the one who invented a new language, true to the nature of film, as it captures life as a reflection, life as a dream".[2] Tarkovsky attained critical acclaim for directing such films as Andrei Rublev, Solaris and Stalker.

Tarkovsky also worked extensively as a screenwriter, film editor, film theorist and theater director. He directed most of his films in the Soviet Union, with the exception of his last two films which were produced in Italy and Sweden. His films are characterized by Christian spirituality and metaphysical themes, extremely long takes, lack of conventional dramatic structure and plot, and memorable images of exceptional beauty.
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Tarkovsky's first feature film was Ivan's Childhood in 1962. He had inherited the film from director Eduard Abalov, who had to abort the project. The film earned Tarkovksy international acclaim and won him the Golden Lion award at the Venice Film Festival in 1962. In the same year, on September 30, his first son Arseny (called Senka in Tarkovsky's diaries) Tarkovsky was born.

In 1965, he directed the film Andrei Rublev about the life of Andrei Rublev, the 15th century Russian icon painter. Andrei Rublev was not immediately released after completion due to problems with Soviet authorities. Tarkovsky had to cut the film several times, resulting in several different versions of varying lengths. A version of the film was presented at the Cannes Film Festival in 1969 and won the FIPRESCI prize. The film was officially released in the Soviet Union in a cut version in 1971.
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Tarkovsky returned to Italy in 1982 to start shooting Nostalghia. He never went back to his home country. As Mosfilm withdrew from the project, he had to complete the film with financial support provided by the Italian RAI. Tarkovsky completed the film in 1983. Nostalghia was presented at the Cannes Film Festival and won the Grand Prix Spécial du Jury, the FIPRESCI prize and the Prize of the Ecumenical Jury. Soviet authorities prevented the film from winning the Palme d'Or, a fact that hardened Tarkovsky's resolve to never work in the Soviet Union again. In the same year, he also arranged the opera Boris Godunov at the Royal Opera House in London under the musical direction of Claudio Abbado.

He spend most of 1984 preparing the film The Sacrifice. At a press conference in Milan on July 10, 1984 he announced that he would never return to the Soviet Union and would remain in the West. At that time, his son Andrei Jr. was still in the Soviet Union and not allowed to leave the country.

During 1985, he shot the film The Sacrifice in Sweden. At the end of the year he was diagnosed with terminal lung cancer. In January 1986, he began treatment in Paris, and was joined there by his wife and his son, who were finally allowed to leave the Soviet Union. The Sacrifice was presented at the Cannes Film Festival and received the Grand Prix Spécial du Jury, the FIPRESCI prize and the Prize of the Ecumenical Jury. As Tarkovsky was unable to attend due to his illness, the prizes were collected by his son, Andrei Jr.
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Tarkovsky died on December 29, 1986 in Paris at age 54. He was buried on January 3, 1987 in the Sainte-Geneviève-des-Bois Russian Cemetery in Sainte-Geneviève-des-Bois in France. The inscription on his grave stone, which was created by the Russian sculptor Ernst Neizvestny, reads To the man who saw the Angel. in en.wikipedia.org/wiki/Andrei_Tarkovsky

2007/07/01

IVANOVO DETSVO

A Infância de Ivan, de 1962, é o segundo filme de Andrei Tarkovsky. Trata-se de uma obra onde a estética peculiar do grande artista se afirma desde o primeiro instante. O filme trata a heroicidade de um orfão, adolescente, que se sacrifica no combate contra o exército nazi, mas é sobretudo uma obra de cariz "esteticizante", onde a plasmação da imagem em prolongadas sequências estabelece, consistentemente, a semiologia e a sensibilidade de Tarkovski que, anos depois, irá realizar o seu terceiro filme, que é uma obra prima essencial do cinema e da arte: Andrei Rubliov (1966). É "curioso" que o protagonista do grande "quadro" final de Andrei Rubliov, a fundição do grande sino, é igualmente um adolescente, orfão, que assume um empreendimento que a ser mal sucedido lhe custaria a vida. É "curiosa" a persistência da água que pinga em ambientes degradados, criando-se aqui o paradoxo do símbolo decaído da purificação, que vai atravessar toda a criação tarkovskiana. As cenas com cavalos, símbolo da virilidade e da mudança, em A Infância de Ivan, são uma sequência onírica trespassada por uma positividade que não permanecerá nos filmes seguintes, onde os cavalos surgem associados à guerra e, numa sequência de um outro filme, aparecem caídos. As cenas oníricas, em A Infância de Ivan, são "momentos chave" que pontuam, suspendendo e subvertendo, o tempo da narrativa. Muito sintomática a auto-interrogação do camponês com quem Ivan se cruza na sua fuga à tranquilidade e segurança que lhe querem impôr: quando é que isto terá um fim? É uma interrogação enigmática pois não sabemos se o "isto" é aquela guerra específica, ou é aquela guerra como mais um episódio de uma história sangrenta. A cena é toda ela surrealista, finalizando com o idoso a trancar a porta de uma casa completamente destruída e sem paredes... Não teremos aqui uma súbtil metáfora da Rússia? O péssimismo e a angustia gerada pela história russa, aqui, em meu entender, apenas aflorados, serão o "leit-motiv" de todos os filmes de Tarkovski. O grande cineasta não chegou a conhecer a Rússia actual, que é muito pior que aquilo que se poderia deduzir da negatividade que paira na sua ficção esteticizada. A Cinemateca Portuguesa fez a primeira projecção em Portugal de A Infância de Ivan, no dia 30 de Junho de 2007. Deveria re-apresentar com maior regularidade as obras do grande génio, prematuramente desaparecido, que são oito criações incontornáveis da história do cinema e da arte. Tratam-se de paradigmas de uma determinada maneira de pensar, e sentir, os actos de filmar e montar, paradigmas que são vitais para a formação de todos os artistas e para a educação da sensibilidade de todos os cidadãos. AST




Terror na Rússia

O senhor (Putin) comprovou ser tão bárbaro e desumano como os seus críticos mais ferozes o descrevem. Alexander Litvinenko, Londres, 21 de Novembro de 2006 in Terror na Rússia, Porto Editora, 2007

Desde então, várias pessoas que nos tinham ajudado foram mortas. Yuri Felshtinsky, idem




Putin

In July he (Alexander Litvinenko) claimed...that the President (Vladimir Putin) was a habitual pedophile...also contented that Putin had been on the take from Mafia groups for years... in Time-Europe, December 18, 2006, pag 26





Bestas nazis

É que os nazis roubaram e destruiram tanto no Ocidente como nos países de Leste, como no caso da Rússia, onde terão destruído e saqueado mais de 300 mil peças. É gigantesco. Às vezes, quando estava a fazer investigação, tudo isto me parecia ficção científica. Héctor Feliciano, autor de "O Museu Desaparecido", in Focus, 4 de Julho de 2007, destacável, pag 75





Corrupção

A corrupção (em Portugal) existe e está a agravar-se. João Cravinho in Focus - Portugal, nº 402, pag 20




Little country - big deals

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o rasto de cerca de 24 milhões de euros que o consórcio alemão GSC, com o qual o Estado português contratualizou a compra de dois submarinos em 2004, transferiu para a Escom UK, empresa do Grupo Espírito Santo (GES) sedeada no Reino Unido. O inquérito procura apurar se existe alguma relação entre o destino final desse dinheiro e o resultado do controverso concurso público dos navios de guerra submergíveis. Este foi ganho pelos alemães do "Germain Submarine Consortium", que propuseram a venda dos dois submarinos por 845 milhões de euros e comprometeram- -se a proporcionar negócios para empresas portuguesas no valor de 1,2 mil milhões de euros (as chamadas contrapartidas).

A investigação foi despoletado por conversas telefónicas, alegadamente interceptadas pela PJ, entre o ex-ministro da Defesa Nacional, Paulo Portas, e o ex-director financeiro do CDS-PP, Abel Pinheiro, no âmbito do inquérito-crime "Portucale". O Ministério Público ordenou a separação processual, abrindo então um novo inquérito para os submarinos.

Fonte ligada ao processo disse que a Escom do Reino Unido (o GES tem outras empresas com o mesmo nome sedeadas nas Ilhas Virgens Britânicas e em Portugal) poderá ter transferido parte dos 24 milhões de euros para escritórios de advogados, empresas ligadas a tecnologias de ponta e à investigação, ao ramo automóvel e ao sector da construção civil.

A transferência das verbas para estas empresas é justificada com a prestação de serviços ligados ao contrato de fornecimento dos submarinos, mas, em vários casos, a PJ suspeita de que isso não corresponderá à verdade. Procura apurar, por isso, se se trata de serviços simulados e se, na realidade, aquelas transferências de verbas não estarão relacionadas com a vitória do GSC, em 2003, no referido concurso público internacional. in http://jn.sapo.pt (2007/07/08/nacional)