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2009/09/15

Passage

Alright, dear friends. Our team is proud to present a new sub-division of Fragment. It's a flowing ambient platform based on already known Fragment engine, delicately re-designed and freshly squeezed. This instance is called Passage. You can find the detailed information and related stuff by surfing across our web-site. Stay tuned for new absolutely stunning releases and events. Welcome to Passage!


Netaudio Festival Berlin

Netaudio Festival Berlin 2009 / “East meets West”. De 8 a 11 de Outubro de 2009, o festival reune em Berlim a comunidade sonora que vive na net num evento de quatro dias de música e conferências.

2009/08/19

Rashied Ali, Free-Jazz Drummer, Dies at 76

Rashied Ali, whose expressionistic, free-jazz drumming helped define the experimental style of John Coltrane’s final years, died Wednesday in Manhattan. He was 76.

The cause was a heart attack, said his wife, Patricia Ali.

Mr. Ali, who first encountered Coltrane in their Philadelphia neighborhood in the late 1950s, made the leap from admiration to collaboration in the mid-1960s, when he joined Elvin Jones as a second drummer with Coltrane’s ensemble at the Village Gate in November 1965.

Mr. Ali recorded with Coltrane and Jones on the 1965 album “Meditations” and, after replacing Jones as Coltrane’s drummer, on the duet album “Interstellar Space” (1967), one of the purest expressions of the free-jazz movement.

“I didn’t know what it was, but he called it multidirectional rhythms,” Mr. Ali said of his drumming in an interview for the documentary “The World According to John Coltrane” (1990). On Mr. Ali’s Web site, rashiedali.org, Rashid Ali's Web site his playing is described as “a multirhythmic, polytonal propellant, helping fuel Coltrane’s flights of free-jazz fancy.”

Mr. Ali was born Robert Patterson into a musical family in Philadelphia. He started out on piano and dabbled with trombone and trumpet before finding his way to the drums, which he began to play seriously while serving with Army bands during the Korean War. Perhaps thanks to his military experience, he always executed drumrolls with crisp precision.

On returning to Philadelphia, Mr. Ali played in local rhythm-and-blues and rock ’n’ roll groups before moving on to jazz. He studied with Philly Joe Jones and paid close attention to heroes like Max Roach and Art Blakey, but a turning point came when he listened to Coltrane’s recordings with Jones. “Instead of being a timekeeper drummer, I wanted to play more,” he recalled for the Coltrane documentary.

Mr. Ali moved to New York in 1963 and began playing with progressive jazz musicians like Don Cherry, Pharoah Sanders, Archie Shepp and Albert Ayler. His first important recording was with Shepp on the album “On This Night.”

After pestering Coltrane to be allowed to sit in with his group at the Half Note jazz club and eventually getting a chance one evening, Mr. Ali passed up the golden opportunity to perform as a second drummer with Jones on the album “Ascension,” the seminal record of the free-jazz movement. He later realized his mistake and accepted second-drummer status at the Village Gate and on “Meditations.”

After Coltrane’s death in 1967, Mr. Ali performed with Alice Coltrane and then toured Europe. Returning to New York, he opened a club, Ali’s Alley, in a building he bought in SoHo, then in its early bohemian phase. The club, a showcase for free-jazz musicians, was at the center of the loft jazz scene of the 1970s. It operated until 1979, and Mr. Ali lived in the building for the rest of his life.

From the 1980s until his death, Mr. Ali performed and recorded with several avant-garde groups, including Phalanx, By Any Means and Prima Materia, an ensemble devoted to interpreting the music of Coltrane and Ayler. Most recently he appeared with the Rashied Ali Quintet, which he formed in 2003, and performed as a duo with the saxophonist Sonny Fortune.

Besides his wife, he is survived by two brothers, the jazz drummer Muhammad Ali and Theodore Patterson, both of Philadelphia, and nine children.

“He could play straight, put down the time and swing,” the critic Stanley Crouch said. “He had a good command of his instrument. He once told me that he thought of himself as playing in 4/4, but the other realms of 4/4 that we don’t usually hear.” WILLIAM GRIMES in nytimes.com, August 14, 2009


Rashied Ali on myspace
Rashied Ali (1935 - 2009)

2008/10/12

Astor Piazzolla - Libertango

Astor Piazzolla - Milonga del Angel

Astor Piazzolla - Verano Porteño

2008/08/07

Nikolai Kapustin plays his Impromptu op. 66 no. 2

Kapustin - Jazz Etude No. 1 - Giuseppe Andaloro

Kapustin - Jazz Etude No. 3 - Giuseppe Andaloro

2008/06/20

NOSFERATU, EINE SYMPHONIE DES GRAUENS - “Nosferatu, o Vampiro”

De Friedrich Wilhelm Murnau

Alemanha, 1922 - 87 min.

“Quando chegou ao outro lado da ponte, os fantasmas vieram ao seu encontro”. Este célebre intertítulo de NOSFERATU, aliás apócrifo, abre as portas do cinema fantástico. A primeira e mais célebre adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, é uma das obras-primas máximas da história do cinema. É também o filme que mais nos gabamos de ter revelado, corria o ano de 1963, já lá vão 45 dos 86 anos de idade que NOSFERATU conta. Só na Cinemateca foram vinte e cinco exibições e, a partir dos anos 80, o filme foi programado por toda a gente em toda a espécie de adaptações. In cinemateca.pt

Comentário: a Cinemateca tem de ter mais cuidado. Apresentar um filme mudo que tem "interlúdios" em alemão e não os traduzir, não dá com nada. Claro que tal deveu-se a um problema técnico de última hora mas há que evitar que algo semelhante volte a acontecer. Já bastam as traduções mal feitas e incompletas...


Finalmente a verdade em português

Os líderes europeus admitiram hoje que, depois do “não” irlandês, também a República Checa poderá ter dificuldades para ratificar o Tratado de Lisboa, mas os 27 sublinham que não vão deixar cair o documento. O Presidente francês avisou mesmo que sem o novo tratado não será possível concretizar os alargamentos previstos – uma declaração que gerou mal-estar entre alguns Estados-membros.

A ratificação do Tratado de Lisboa na República Checa está envolvida num imbróglio jurídico, depois de o Senado ter anunciado a suspensão do processo até que o Tribunal Constitucional decida se o documento está conforme à Lei Fundamental do país.

Em ano de eleições, há também vários deputados, incluindo do partido no Governo, que se mostram reticentes em apoiar um tratado cada vez menos popular. E mesmo que o documento seja aprovado no Parlamento, o Presidente Vaclav Klaus, um eurocéptico, ameaça não assinar a lei de ratificação, por considerar que a vitória do “não” “matou” o Tratado de Lisboa.

Confirmando os receios dos líderes europeus, o próprio primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, afirmou no final da cimeira de Bruxelas que “não apostaria cem coroas no ‘sim’ checo” ao novo tratado europeu.

Além da República Checa, o processo está também em suspenso na Polónia, já que o Presidente conservador, Lech Kaczynski, tem em mãos há mais de duas semanas o tratado e ainda não o assinou. 20.06.2008 - 18h26 PÚBLICO, Agências


A ameaça francesa

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi mais longe e avisou os países de Leste que a UE não poderá concretizar os alargamentos previstos, em particular à Croácia, cuja integração deveria ocorrer até ao final da década. “Um certo número de países europeus que têm reservas sobre o Tratado de Lisboa são os mais favoráveis ao alargamento. Ora, sem Tratado de Lisboa, não haverá alargamento”, declarou.

O aviso de Sarkozy foi mal recebido pela Polónia, um dos países que, a par da República Checa, mais têm defendido a continuação da expansão das fronteiras da UE a Sul e a Leste. “A opinião de que sem o referendo irlandês se torna impossível a adesão da Croácia, da Sérvia ou da Ucrânia é inaceitável”, afirmou o primeiro-ministro, o pró-ocidental Donald Tusk. idem


Sonic Circuits - Festival of Experimental Music

Sonic Circuits - Festival of Experimental Music, de vento em popa desde 2001, organizado pelo American Composers Forum, de Washington. Dedicado à música experimental, vai de 26 de Setembro a 5 de Outubro de 2008.

«The Festival is the premier showcase in the mid-Atlantic region for cutting edge new music of all genres, from contemporary academic composition, free jazz, noise rock, electronic music, and audio art. The festival acts as a platform for artists to present new and challenging works, which are generally overlooked by more commercial venues.

Sonic Circuits - DC also provides an essential networking opportunity for DC area artists to meet artists from around the world so that they may forge new relationships that will form the basis for future collaborations. The festival seeks to expand the audience for experimental music and further foster the growth of the Washington area experimental music community». 20.6.08, In jazzearredores.blogspot.com

2008/02/12

Ayaan Hirsi Ali

Os holandeses retiraram-lhe a protecção porque ela - ex-eurodeputada pela Holanda e um dos principais alvos a abater pelos islâmicos - disse que Maomé foi um tirano e um perverso. A França vai atribuir-lhe nacionalidade francesa e protecção. Viva a França que uma vez mais demonstra estar pelo menos um degrau acima de uma ficção chamada União Europeia.


Tata Güines


Morreu nesta segunda-feira o percussionista cubano Federico Aristides Soto, conhecido como Tata Güines.

O músico ficou famoso em Cuba a partir da década de 50 ao criar um formato rítmico mais experimental. Nos últimos anos, se destacou por sua participação em diversos shows da nova geração de músicos cubanos de jazz.

Tata Güines nasceu em 18 de junho de 1930. Em 1942, ele começou a tocar bongô e contrabaixo e aprendeu os rudimentos da musica cubana.

O percussionista chegou a se apresentar em Nova York, onde viveu por dois anos, ao lado de nomes como Joséphine Baker, Frank Sinatra e Charlie Parker. in http://musica.terra.com.br (Segunda, 4 de fevereiro de 2008, 12h53)


Aceder às complexas estruturas e intrincado volteio deste álbum de Sun Ra é um desafio de grande envergadura, mesmo para ouvintes habituados à abstracção do free jazz de Ascension, de John Coltrane, por exemplo, com o qual The Magic City em parte desafia comparação, ou da música do Séc. XX de autores tão diferentes como Anton Webern, Alban Berg, Edgar Varese, Bela Bartók, Luigi Nono, Karlheinz Stockhausen, Pierre Boulez ou Frank Zappa. Por este disco assombroso passa toda uma multiplicidade de estados de alma, da alegria exuberante, à introspecção melancólica, humor sardónico e terror sinistro (aqui arrepiantemente administrado pelo uso que Ra faz do claviolino, um dos muitos instrumentos de teclas que o músico utilizou, alguns deles por si inventados). Sun Ra a gerir a mistura dos diferentes timbres instrumentais, sublinhando as suas intervenções com ecos do saxofone de Marshall Allen e do contrabaixo de Ronnie Boykins, até toda a banda entrar em acção. É assim a abertura de The Magic City (referência à Birmingham natal de Ra, estado do Alabama), disco de 1965, gravado em Nova Iorque com a Solar Arkestra. Originalmente publicado pela El Saturn, a editorazinha caseira de Herman 'Sun Ra' Blount, foi reeditado em 1993 pela Evidence Music. Grande música cósmica (uma evidência...) e um dos melhores exemplos em disco da visão afro-ancestral-futurística-espacial do mestre. Ra-novatos devem considerar seriamente a oportunidade de procurar outras portas de entrada neste universo, porque alguns dos discos da década de 60, como The Magic City, ou When Sun Comes Out, The Heliocentric Worlds of Sun Ra (Vols. I e II), e Other Planes of There, podem efectivamente representar uma carga de trabalhos insustentável para quem ainda não tenha calo ou não esteja preparado para entrar na nave espacial, a caminho de Saturno. Sun Ra and his Solar Arkestra - The Magic City (Evidence Music) in http://jazzearredores.blogspot.com (12.2.08)






2007/12/28

Oscar Emmanuel Peterson
August 25, 1925 - December 23, 2007

When Summer Comes

Music by Oscar Peterson
Lyrics by Elvis Costello
Originally Performed by Diana Krall


The land was white
While the winter moon as absent from the night
And the blackness only pierced by far off stars
But as every day still succeeds the darkest moments we have known
When season turn
Springtime colours will return
And as the first pale flowers of the lengthening hours
Seem to brighten the twilight and that melancholy cloak
Then a fresh perfume just seems to burst from each bloom
Until the green shoots through each day
As it arrives in every shade of hope
When Summer Comes
There will be a dream of peace
And a breath that I've held so long that I can barely release
Then perhaps I may even find a room somewhere
Just a place I can still speak to you









2005/12/12

SINFONIAS DE EDUARD TUBIN POR NEEME JÄRVI

Se a terceira sinfonia do compositor estoniano é um trabalho dentro dos parâmetros de um neo-classicismo onde a tonalidade é utilizada estruturalmente de forma inteligente, musical e singular, a oitava sinfonia é uma criação que transcende a escrita tonal e reforça a personalização de um idioma, denotando grandes rasgos e grande inspiração.

Trata-se de uma obra onde as tensões se densificam e equilibram de maneira extraordinária, uma obra que acaba num estranho e impressionante suspense que só um ser genial é capaz de conceber.

Esta oitava sinfonia, escrita numa linguagem atonal-temática, é mais uma criação que passará a ser fundamental entre toda a literatura musical do século vinte, dada a sua espiritualidade intrínseca, o grande talento que presidiu à sua concepção assim como a singularização alcançada no uso de uma linguagem que à época (1966) não era nova.

O também estoniano Neeme Järvi, que já tinha dirigido interpretações paradigmáticas das sinfonias de Shostakovich, entre outros, revela aqui, uma vez mais, ser alguém dotado de uma visão especial e única na interpretação da música do século passado. Um grande maestro e um imenso músico que nos oferece, à frente da Swedish Radio Symphony Orchestra, uma "interpretação-chave" desta obra de grande génio. A etiqueta Bis re-editou o cd com aquelas fantásticas sinfonias, ambas dirigidas por Järvi, que pode ser adquirido a um preço "suave" variando entre os sete e os nove euros. AST


SÃO CARLOS COM O MESMO ORÇAMENTO QUE A GULBENKIAN?!

Há cerca de meio ano, mais precisamente no dia 13 de Abril de 2005, colocamos online um "post" que se mantém actual e por isso o re-editamos com algumas alterações

Pode ler-se em bajja.blogspot.com no artigo "O cancelamento de parte da temporada em São Carlos":

"O S. Carlos leva a cabo 4 ou 5 produções por ano, com 4 ou 5 récitas de cada uma. Não existe qualquer itinerância ou mesmo récitas populares (coliseu, etc.) que levariam as suas produções a um auditório muito alargado. Assim, o seu orçamento, só equivalente ao do serviço de música da Gulbenkian (e compare-se a actividade...) ou ao total do orçamento do IA, para todas as áreas!!! (teatro, música, dança), embora proveniente das contribuições de todos os cidadãos, é gasto num plano de actividades de uma irrelevância incontornável, já que a acção do Teatro apenas afecta uns 2000 portugueses. É muito, muito grave e começa a ser altura de alguém dizer que o rei vai nu."


Em conversa com o ex-ministro da cultura, Pedro Roseta, este demostrou-nos o seu cepticismo em relação à veracidade da informação acima veículada e informou-nos que uma parte do orçamento da ministério da cultura é cativo, isto é, só pode ser disponibilizado pelo ministro das finanças, coisa que de resto é sabida. Sugeriu também que o suposto orçamento da Gulbenkian não incluiria as despesas com a orquestra e o ballet.

Numa curta conversa tida com o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 30 de Junho por ocasião de um evento onde casualmente nos cruzamos, soubemos que as despesas com a orquestra e o ballet estavam de facto incluídas no orçamento do serviço de música. "Excepto as despesas de cena", que estão orçamentadas nas despesas centrais uma vez que os auditórios servem para várias actividades para além das relacionadas com o serviço de música.
Paradoxalmente esta conversa aconteceu um par de dias antes de vir a público a notícia da extinção do Ballet Gulbenkian. Talvez por isso Rui Vilar nada mais especificou, aconselhando-nos a falar com a "Drª Teresa", coisa que tentamos, inutilmente, nos dois dias que se seguiram... Depois "caiu" a notícia do fim do Ballet Gulbenkian.

No que diz respeito à descentralização, tema abordado na conversa com o ex-ministro da cultura durante uma qualquer exposição, ficou bem claro que existem por todo o país salas com fosso de orquestra que possibilitam a produção de óperas. Que de facto têm acontecido, interpretadas por companhias espanholas e do "ex-leste da europa", que são obrigadas a fazerem digressões para ganharem "o pão nosso de cada dia", sendo portanto estranho que o Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa-Portugal), instituição suportada com os dinheiros públicos e nacionais (a contribuição do "mecenas", que dá um milhão e deve gastar outro tanto a publicitar o que dá, representa 1/15 do seu orçamento), não desenvolva uma política sistemática de itinerâncias pelo país que o paga.


É claro que o montante de ambos os orçamentos (que são semelhantes se incluídas as despesas com o extinto Ballet Gulbenkian e excluídas as quantias oferecidas pelos "mecenas") não passa de pinhões se fôr comparado com o custo da via em que vai circular o TGV. Será que fizeram bem as contas à ocupação média necessária do dito e aos preços dos bilhetes para que o re-dito não se venha a transformar num buraco de prejuízos absurdos a serem suportados no futuro integralmente pelos impostos a pagar pelos portugueses? Ou estão a pensar que o nível de vida destes vai subir tanto que lhes vai possibilitar viajar regularmente entre Lisboa e Porto no famoso Tê-gê-Vê? E na ligação a Madrid quais são exatamente os números para os prejuízos não virem a assumir proporções desastrosas?
E a OTA? Um aeroporto que sairá muito caro e é um investimento em contraciclo com a política generalizada de criação de aeroportos de taxas baixas para as "low-cost" que marcam o ritmo do mercado do transporte aéreo de passageiros?!
Ainda todo o mundo comenta "aquela" dos 10 (ou nove?) estádios de futebol...
Para não falarmos dos dois submarinos e respectivos torpedos que são virtualmente importantes para o controle e vigilância das águas territoriais, mas que custaram substancialmente mais que os 10 (ou nove ou onze) estádios...

Como a UE vai continuar a abrir a torneira do "combustível" (a um ritmo de mais de 8 milhões de euros por dia) a barcaça lusa vai-se aguentar.

Seria fantástico que deste incrível maná a UE destinasse, explicitamente (se não a "coisa" esvai-se...), uma parte visando combater a escandalosa miséria que grassa no Portugal de hoje, nomeadamente para a construção de residências para os sem abrigo, para assistência aos idosos que vivem na penúria e para outros não bafejados minimamente pelo sopro de riqueza que sempre atravessa os países terceiro-mundistas - versus em vias de desenvolvimento - e alguns "desenvolvidos", como Portugal. AST




Todos os anos Portugal entrega 1/6 do seu orçamento às Forças Armadas. Metro, 16 de Dezembro 2005, pag 16, in "Cartas ao Director"




BARCELONA E COPENHAGA SÃO OS CENTROS NEVRÁLGICOS DO JAZZ NA EUROPA


Michel Camilo veio a Lisboa lançar o seu novo cd onde fez uma curta apresentação, ao piano, de alguns temas. No final conversámos com ele


Álvaro Teixeira: Disse há pouco que ao mesmo tempo que, em New York, tocava jazz, seguia uma formação clássica. Mas as suas influências mais fortes são as jazísticas, não é?

Michel Camilo: Bem... Sim e não. A minha carreira nasce a partir do jazz mas a minha formação é totalmente clássica porque estudei clássico desde os nove até aos dezoito anos. Graduei-me no Conservatório Nacional de música, na República Dominicana e depois fi para New York. Claro que o jazz é mais importante pois tenho 14 discos de jazz e, até agora, só dois clássicos.

AT: Já tocou repertório mais clássico como Beethoven e Brahms, por exemplo?

MC: Sim, sim. Este mesmo ano toquei no Festival de Pererada, em Santander, em Espanha, com o maestro Jesus Lopez Cobos, o concerto em fá maior de Ravel, por exemplo, e o Gershwin que para mim é um clássico. O que se passa é que é um clássico moderno. O concerto em fá, tocava-o muito também.

AT: Falando dos clássicos modernos: nunca tocou Schoenberg, por exemplo?

MC: Gosto mais dos clássicos melódicos ainda que conheça muito bem a música de Schoenberg . Mas toquei vários compositores modernos americanos e toquei com a filarmónica de New York no festival de música moderna com o nome de Novos Horizontes.

AT: As influências da música do Caribe são muito nítidas...

MC: Sim. Nunca se pode negar as raízes. Eu penso que é muito importante saber-se de onde se vem para se saber para onde se vai. Eu venho do Caribe que tem uma tradição afro-americana. É muito importante conservar as raízes.

AT: Costuma ir tocar frequentemente aos países do Caribe?

MC: Também mas não tanto como desejava pois tenho compromissos em todo o mundo. Vou pelo menos uma vez por ano a uma grande gala de beneficiência, no meu país, destinada a ajudar as crianças pobres que sofrem de cancro. Vou ajudar a angariar fundos para essas causas nobres que são muito importantes.

AT: De que gosta mais nos Eua?

MC: New York é o centro do jazz. Não há outro lgar no mundo onde hajam tantos clubes de jazz e concertos todas as noites. Ali pode-se escutar o futuro. Também no clássico. New York é como um microcosmos onde estão representadas todas as tendências e culturas do mundo. Onde não há discriminações. New York é muito diferente do resto dos Eua. New York é um centro de cultura mundial onde um pode expressar a sua singularidade e ser aceite, ou ser negado, mas pelo menos um pode exprimir-se e expôr públicamente o seu trabalho. Há sempre um lugar para qualquer um se expôr.

AT: New York é a Paris dos novos tempos?

MC: Depende em que nível.

AT: Paris foi o centro das artes...

MC: Isso foi nos anos vinte... Isso foi na "bel-époque". Já passou. De resto o Stravinsky imigrou para os Eua.

AT: Isso é verdade...

MC: Copland também... e outros.

AT: Pois é...

MC: Mesmo o Boulez foi para o Lincoln Center pelo menos seis anos...

AT: O Boulez é só uma pequena faceta da música europeia do século passado....

MC: Pois sim mas todos os contemporâneos europeus, incluindo Bério, foram para New York... O facto de se estar em New York é muito importante porque qualquer coisa que se faça em New York tem repercussão no resto do mundo.

AT: Pensa que se vivesse na Europa não teria o sucesso e a projecção mundial que tem?

MC: Depende de onde. Este meu disco saiu primeiro em Europa e só depois nos Eua.

AT: Mas a iniciativa veio dos Eua. A Telarc é uma etiqueta americana...

MC: Não, não. A Telarc foi a última instância. Os meus discos sairam inicialmente numa companhia japonesa chamada King Records que foi a primeira que me editou. De Tókio vieram para a Alemanha. De lá para Paris e de Paris para o resto da Europa. E só depois para os Eua. É curioso, não? Mas no meu caso foi assim. Depois de King Records foi a Sony, depois a Universal e só depois a Telarc. Agora gravo para as duas. Para a Universal e para a Telarc. Gravo a música clássica para a Decca que é da Universal. Para a Telarc gravo música jazz. Mas este último cd que foi lançado primeiramente em Portugal e Espanha, com música de Gerswin, é da Telarc. Gravado com a sinfónica de Barcelona.

AT: Que tal as orquestra espanholas?

MC: Maravilhosas! Sobretudo a de Barcelona que tem uma visão muito aberta e o auditório de Barcelona é maravilhoso: tem uma acústica perfeita, igual que o Palau de la Música em Barcelona. Não há igual. E Barcelona tem uma coisa muito importante que é, na actualidade, uma das capitais mundiais do jazz. Tem um festival de jazz que este ano teve 45 concertos! Muito poucos festivais de jazz no mundo têm esta quantidade de concertos. E não sómente jazz norte-americano. Muito jazz europeu também. Antes era Paris e Copenhagen agora é Barcelona e Copenhagen. Curioso...

AT: Sim...

MC: E Paris... Tenho ido muito a Paris também... tenho tocado no festival de jazz de Paris e nos Champs Elisés e por todo o lado em França... Mas últimamente a visão contemporanêa está em Barcelona e em Copenhagen. Não sei porquê... Um mistério...

AT: Foi um prazer conhecê-lo e ter esta curta conversa.

MC: O prazer foi meu.

AT: Muito obrigado e até à próxima.




"BELÉM - Cerca de 700 hectares de florestas foram invadidos e desmatados por fazendeiros na Terra Indígena (TI) Kayapó, próximo ao município de São Félix do Xingu, no extremo norte da reserva, entre as aldeias Kikretum e Kokraimoro. As primeiras denúncias da Fundação Nacional do Índio (Funai) à Polícia Federal e ao IBAMA foram feitas há três meses, mas as invasões, além de não combatidas, se intensificaram. Com a ausência de providência por parte das autoridades os índios ameaçam usar a força para garantir a integridade de seu território. Desde a semana passada, uma comissão da Funai está no local para fazer um levantamento detalhado do estrago provocado pelos fazendeiros e acalmar os índios que ameaçam expulsar os invasores. Imagens de satélite analisadas pelos técnicos da organização não-governamental Conservação Internacional comprovam a existência de áreas desmatadas na TI Kayapó." http://indios.blogspot.com (Dezembro 12, 2005)