2008/04/22

DIA DA TERRA

O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição, protesto esse coordenado a nível nacional por Denis Hayes. Esse dia conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra, dando um grande impulso aos esforços de reciclagem a nível mundial e ajudando a preparar o caminho para a Cimeira do Rio (1992).

Actualmente, uma organização internacional, a Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial que celebram este dia. in confagri.pt (21.04.2004)


A essência do ser periférico

Quando posso vou a récitas de óperas e concertos ao fim de semana, em Londres. O avião, se comprado com a devida antecedência, sai quase ao mesmo preço que viajar em Alfa pendular até ao Porto para ir à casa da música, por exemplo, e seguramente que o que lá vejo e ouço não poderia, exceptuando talvez os recitais de piano, ver e ouvir por estas bandas, mesmo tendo em conta as "grandes orquestras" que pelo lisbonense coliseu vão passando. É lá também que vejo a "grande arte" e compro quase toda a discografia que ainda vou adquirindo, embora já sem espaços onde a colocar. O meu espanto, quando olho para os preços dos mesmos cd's nas Fnac's em Portugal, que parece serem o local onde os ditos se podem comprar a melhor preço cá no nosso renctangulozito, só não me conduz ao estado trânsico (diferente de transido, pois transido de espanto, em Portugal, fico muito frequentemente) porque transe, transe, só mesmo o xamânico. Cá, na bela east coast os preços chegam (não vão ler mal) a 500% mais que em Londres, em alguns casos de re-edições ou compilações (pela integral dos quartetos de cordas de Shostakovitch, pelo Quarteto Borodine, lá paguei 15 libras e cá vi-a a 70 euros). Atenção portanto a essas compilações do Simon Rattle, nomeadamente, que por aí (aqui na portulândia) andam a rondar os 25/30 euros, porque lá, em London city (mais concretamente na HMV da Oxford Circus) compram-nas bem baratuchas, pois são gravações antigas. Também os triplos cd's de re-edições da Deutsch Grammophon e Phillips lá encontram-se por 6 ou 7 libras e cá vendem-nas a 25 euros... Já agora, a integral das sonatas de Mozart para piano, pela Maria João Pires, re-editadas pela Brilliant Classics, lá podem-na adquirir por 8 libras, contra os dezassete euros de cá. Quanto ao preço e programas dos concertos, vão às páginas online do Barbican, do Royal Festival Hall e da ROH e logo verão. E não têm petróleo...

2008/04/21

A todos os meus concidadãos

Tenho cinquenta e tal anos de idade, trinta e muitos dos quais como docente no ensino secundário e no ensino superior.

Fiz a Licenciatura com 16 valores, o Estágio Pedagógico com 18 e um mestrado em Ciências da Educação com Muito Bom.
Dediquei a minha vida à Escola Pública. Fui Presidente do Conselho Executivo (dois mandatos), orientador de estágio pedagógico (3 anos), delegado de grupo / coordenador de departamento (dois mandatos), Presidente do Conselho Pedagógico (um mandato) e director de turma durante vários anos.

Nos últimos tempos leccionei no ensino superior, com ligação permanente à formação de professores.Desempenhei vários cargos pedagógicos, participei em múltiplos projectos e desenvolvi dois trabalhos de elevado valor científico.
Entretanto, regressei ao ensino secundário e à minha escola de origem.
Alguns dos antigos colegas, embora mais novos do que eu e com menos tempo de serviço (compraram o tempo, explicaram-me depois) já se tinham reformado. Eu também já tinha idade, mas faltavam-me alguns meses para o tempo necessário quando mudaram as regras do jogo. E como se não bastasse a alteração dessas regras, é aprovado, entretanto, um novo estatuto para a carreira docente. E logo de seguida é aberto o concurso para professores titulares. Um concurso para uma nova categoria onde eu não tinha lugar!
Não reunia condições. Mesmo com um Mestrado em Ciências da Educação e sem ter dado uma única falta nos últimos sete anos, o meu curriculum valia, apenas, 93 pontos! Faltavam 2 pontos para o mínimo exigido a quem estivesse no 10º escalão.

Com as novas regras, o meu departamento passou a ser coordenado, a partir do presente ano lectivo, por um professor titular. Um professor que está posicionado no 8º escalão. Tem menos 15 anos de serviço do que eu. Foi meu aluno no ensino secundário e, mais tarde, meu estagiário. Fez um bacharelato com média de 10 valores e no estágio pedagógico obteve a classificação de 11 valores. Recentemente concluiu a licenciatura numa estabelecimento de ensino privado, desconhecendo a classificação obtida. É um professor que nunca exerceu qualquer cargo pedagógico, à excepção de director de turma. Nos últimos sete anos deu 84 faltas, algumas das quais para fazer 15 dias de férias na República Dominicana (o atestado médico que utilizou está arquivado na secretaria da escola, enquanto os bilhetes do avião e a factura do hotel constam de um outro processo localizável). O seu curriculum vale 84 pontos, menos 9 pontos do que o meu. Contudo, este docente foi nomeado professor titular. in gestavea-caminhando.blogspot.com (19 de Abril de 2008)


“É mentira!, é mentira!, Sra. Ministra”

Afirma, a Sra. Ministra da Educação, o seguinte:

“O que fizemos foi reestruturar, no fundo formalizámos essa diferença e os professores com mais experiência e mais competências devem assumir mais responsabilidades no interior da escola mais tempo de trabalho na escola e devem ter mais responsabilidades na avaliação e acompanhamento dos professores mais novos.” (Excerto da entrevista da Sra. Ministra da Educação ao Correio da Manhã, de 20/04/2008).

O país decente e com sentido de justiça precisa de saber que esta afirmação da Sra.Ministra da Educação prefigura, em inúmeras situações, uma mentira grosseira e um aviltamento à dignidade profissional de muitos docentes portugueses.

O Concurso que, supostamente, permitiu aferir a diferenciação qualitativa a que a Sra. Ministra se refere foi um autêntico embuste administrativo, que não avaliou nenhuma competência específica nos professores e nenhuma qualidade de desempenho, assim como não valorizou a experiência dos docentes, reduzindo-a, injustificadamente, à mera ocupação automática de cargos nos últimos sete anos lectivos, quando a média de tempo de serviço dos professores que se apresentaram ao Concurso de Acesso a Professores Titulares tinha mais de 20 anos de serviço docente efectivo.

Ao arrepio do que a Sra. Ministra afirma, a sua avaliação, consubstanciada nesse execrável Concurso, é que foi automática e discricionária, pois tomou toda a leccionação como se tivesse igual mérito (avaliação automática), não se preocupou em avaliar a qualidade e a adequação com que os cargos foram desempenhados (avaliação automática), tornando o concurso uma verdadeira lotaria que contemplou os que estavam em exercício de cargos (quantas vezes, sujeitos a rotatividade entre grupos de docência), ignorando aqueles que os desempenharam até durante mais anos, antes de 1999 (mais experiência Sra. Ministra?!…), aniquilou aqueles docentes que se procuraram qualificar e obter formações pós-graduadas, penalizou aqueles que leccionaram em níveis de ensino superiores, habituados a formar e a avaliar futuros professores (ao mesmo tempo que valorizou, vergonhosamente, docências fantasmagóricas, que não existiram, como, por exemplo, as dos Directores dos Centros de Formação), entre outras arbitrariedades indescritíveis. Octávio V Gonçalves in educar.wordpress.com, Abril 21, 2008 - Uma Entrevista Jeitosa (E Adorável)
Por uma nova ordem mundial

Não é por acaso que o insuspeito Financial Times, que é o mais importante jornal financeiro e económico do mundo, decidiu apoiar Obama. Quando poderosos bancos falem (o segundo maior banco de Inglaterra, soube-se na passada sexta-feira, está em vias disso) e pedincham apoios dos Estados, bancos esses que não hesitaram em colocar na rua milhares de famílias insolventes, vendendo-lhes de seguida as casas ao preço da chuva para minimizarem as perdas, salta aos olhos do mundo que o "liberalismo" é uma farsa. Uma instituição mundial como o Financial Times, quer cavalgar a onda e não ser apanhado por ela. O tipo de capitalismo dos chicos-espertos que o senhor Sócrates incarna (enfim... dentro da importância minimal que Portugal tem), é muito liberal para especular e maximizar os lucros, mas transfigura-se em "proteccionista" para aceitar as ofertas, indirectas, dos biliões que os governos, obviamente preocupados com o sistema que eles próprios materializam, lhe injectam. Obama está atento a esta insofismável realidade, e o grande capital, o capital que manda, nomeadamente a última geração de capitalistas que actualmente cavalgam, muitos com sinceridade, a onda do "ético" e do "verde", percebe a necessidade de encontrarem alguém que encarne os novos tempos. Tempos em que a informação corre mais depressa que as jogadas políticas e económicas de bastidores, lhes trocam as voltas e as arruinam. Por também acharmos que Obama é o único candidato a presidente dos EUA que encarna o "espírito do tempo", do nosso tempo, e porque os Estados Unidos e as suas políticas são importantes demais para poderem ser ignorados/as e são fundamentais para a instauração de uma nova ordem mundial, mais justa e mais eficaz, este blog identifica-se e apoia a candidatura de Barack Obama e apela aos seus leitores residentes nos EUA, e outros leitores em condições de votarem nas eleições presidenciais dos EUA, que participem na campanha para levar Obama à presidência dos Estados Unidos da América.

JOHNSTOWN, Pennsylvanie (Reuters) - Barack Obama, candidat à l'investiture démocrate pour la présidentielle de novembre aux Etats-Unis, a reçu dimanche le soutien du Financial Times, à l'avant veille de la primaire potentiellement décisive de Pennsylvanie. (imagem: Copyright © 2008 Reuters)

2008/04/19

Mais um caso residual

Um rapaz de 12 anos apertou o pescoço a uma professora, em Castanheira de Pera, depois de a docente o ter advertido.

Um rapaz de 12 anos apertou o pescoço a uma professora de Matemática na escola Bissaya Barreto, em Castanheira de Pêra, depois de a docente o ter advertido para parar de dar pontapés numa porta.

De acordo com uma fonte da escola básica do segundo e terceiro ciclo Bissaya Barreto, o incidente ocorreu cerca das 13:10 horas de quinta-feira, 17 de Abril, quando a docente de matemática foi para a sala dar uma aula de substituição de informática.

O aluno foi advertido porque estava a pontapear uma porta, disse a fonte.

A professora advertiu o jovem, que provém de uma família desestruturada e apresenta sinais de hiperactividade, e este reagiu apertando-lhe o pescoço, injuriando-a e tentando dar-lhe um pontapé na face.

Segundo António Alves, presidente do Conselho Executivo, o caso foi já sinalizado pela direcção mas falta ainda o relatório da professora.

“Houve qualquer coisa mas só me posso pronunciar depois de ter a exposição da professora”, disse o mesmo responsável, embora salientando que se trata de um “aluno difícil”.

No entanto, António Alves não esclareceu se o aluno irá ser punido disciplinarmente, tudo dependendo do relatório da docente.

Fonte da GNR confirmou a ocorrência mas negou que tenha sido apresentado qualquer queixa por parte da docente, que não teve de receber assistência médica. in http://www.noticiasdocentro.net/artigo.php?ArtID=3719

Exactamente como foi previsto há 60 anos…

É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, etc.), General Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos, e fez com que os alemães das cidades vizinhas fossem guiados até aqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.

E o motivo, ele assim explanou: "Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum ponto ao longo da história, algum idiota se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu".

'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'. (Edmund Burke)

Relembrando:

O Reino Unido removeu o Holocausto dos seus currículos escolares porque 'ofendia' a população muçulmana, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...

Este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está se deixando levar.

Estamos há mais de 60 anos do término da Segunda Guerra Mundial.

Este email está sendo enviado como uma corrente, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos, e 1900 padres católicos que foram assassinados, massacrados, violentados, queimados, mortos à fome e humilhados, enquanto Alemanha e Rússia olhavam em outras direcções.

Agora, mais do que nunca, com o Irão, entre outros, sustentando que o 'Holocausto é um mito', torna-se imperativo fazer com que o mundo jamais esqueça. (em e-mail enviado por leitora)

2008/04/17

2008/04/15

Helsinki Festival 15 – 31 August 2008

40 YEARS OF ART FOR ALL

This year's Helsinki Festival programme whisks festival goers back to 1968. A free concert at the Senate Square and a big top circus mark the Festival's 40th anniversary. Artists from Sweden to Nigeria and India to Israel will be performing at the Huvila Festival Tent. A stellar line up of classical music stars take over at Finlandia Hall and Björk will be headlining the anniversary concert on 10 July.

”We are timetravelling back to 1968 and taking a glimpse into the future by showcasing some of the work being done in the field of art education. Venezuela's Simón Bolívar Youth Orchestra is a truly excellent example of the power of music and the future.” says Risto Nieminen, Helsinki Festival Director.

Circus magic, powerful dance and European theatre

The French new circus troupe Cirque Plume will be pitching its 1,000 capacity big top – and caravans - at the Hietaniemi seafront. The Festival's theatre programme kicks off with The Sound of Silence, a play set in 1968, by the Latvian Alvis Hermanis. Co-operation with the Korjaamo Culture Factory continues in the form of the Stage Theatre Festival. Eleven new works from around Europe will be staged at the recently renovated Korjaamo venue.

Joining the dance programme line-up is the Cullberg Ballet, a company that counted among the performers at the first ever Helsinki Festival. Tero Saarinen Company's Next of Kin will receive its Finnish debut and Eeva Muilu's Something Somewhere will be seen in Helsinki for the first time. ”Dave St-Pierre, the contemporary dance wunderkind, will be mindblowing, utterly unforgettable”, promises Kenneth Kvarnström, Helsinki Festival Artistic Advisor on dance.

Classical music, Venezuelan charm and rare treats

Helsinki Festival introduces the Simón Bolívar Youth Orchestra, led by conducting sensation Gustavo Dudamel, on the orchestra's first visit to the Nordic countries. A concert performance of Leo‰ Janáãek's rarely seen From the House of the Dead will be conducted by Esa-Pekka Salonen. Other rarities are to include a visit by the Belgian conductor Philippe Herreweghe and Juha Uusitalo's Lied debut with Schubert's Winterreise.

Receiving its world premiere at the Festival is Veli-Matti Puumala's new Finnish opera, Anna-Liisa. A classical music anniversary concert will pay tribute to the vitality of Finnish music. Conducted by Sakari Oramo, the concert will feature Einojuhani Rautavaara's Anadyomede, commissioned by the Festival in 1968 and, in keeping with Festival tradition, the Sibelius violin concerto, performed by Elina Vähälä.

World music, powerful voices and village atmosphere at the Huvila Festival Tent

The Huvial Festival Tent will feature music from afrobeat to fado, from ska punk to schlager and from traditional Indian to rock. Launching the Huvila programme are Sweden's charismatic stars Eva Dahlgren and Peter Jöback. The following two nights will groove to an African beat – with Seun Kuti & Egypt '80 serving up energetic afro-funk and the sensuous Rokia Traoré enchanting the audience with her guitar.

Grammy winners The Klezmatics will be performing a set dedicated to the music of Woodie Guthrie. Also taking to the Huvila stage are Fado princess Ana Moura, the flamenco-influenced Estrella Morente and ladino songstress Yasmin Levy. Guitar legend Richard Thompson makes his debut appearance in Finland and the Russian Leningrad will rock the venue with their ska-punk madness.

The Indian Bombay Jayashri and the Avanti! orchestra conducted by John Storgårds are to perform Eero Hämeenniemi's Rain and the Red Earth. Eero Koivistoinen's Valtakunta album from 1968 makes a return, providing the perfect accompaniment to the literary delights on offer at the Night of the Living Poets.

Finnish dance venue favourite, Yölintu, will be driving the audience wild at Huvila's traditional Saturday-night dance. Finnish rock legend Kauko Röyhkä will be joined on stage by Riku Mattila and the Mikkeli City Orchestra. Huvila's Family day creates a village shindig atmosphere – as the young musicians of the Näppärit ensemble from Kaustinen strike up their instruments.

Urban events and cinema

The premiere of Peter von Bagh's city symphony Helsinki, forever kicks off the Helsinki Festival film programme. Free, open-air cinema will again be shown at the Kinopiha square and Orion cinema will screen the entire oeuvre of the Italian Michelangelo Antonioni (1912–2007).

The Night of the Arts takes over Helsinki on Friday 22 August. The largest of the hundreds of events taking place around the city is the free concert at the Senate Square, whisking the audience back to 1968.

Flow Festival will be showcasing urban music at the Suvilahti power plant on 15-17 August and the Poetry Moon will again weave its magic in the city on 16-22 August. Viapori Jazz kicks off at Suomenlinna island on 27-30 August and Art goes Kapakka offers cultural refreshments on 14-23 August.

Special guests Björk, the Berlin Philharmonic and Radu Lupu.

This year, Helsinki Festival gets a head start with a 40th anniversary music extravaganza. The Romanian poet of the piano, Radu Lupu will enchant audiences at the Finlandia Hall on 21 April and the Berlin Philharmonic, conducted by Sir Simon Rattle, will perform in Helsinki on 5 May. Icelandic pop princess Björk will be giving an open-air concert at the Finlandia Park on 10 July.

Tickets sales to start immediately – Baltic Sea still in Festival focus.

Helsinki Festival ticket sales start at noon on Tuesday 15 April at the Lippupiste box office, tel: +358 (0)600 900 900 (e1.50/min+lnc), open 7am to 10pm daily. By donating a e2 supplement, paid directly to the WWF, festival goers can help to conserve the Baltic Sea. In 2007, a total of 2275 Helsinki Festival visitors took action to protect this fragile marine habitat.

Helsinki Festival is brought to you in co-operation with:
-Partners: Helsinki Sanomat, Kemira, S-Group
-Sponsors: Accenture, Eastway, Elisa, Helsingin OP and Taloussanomat

Further information:
- www.helsinkifestival.fi
- Maarit Kivistö, Press Officer

2008/04/12

Música por um canudo

Quero pedir desculpa às/aos leitor@s que cá vêm pela música, mas devo dizer que exceptuando os festivais internacionais de Verão - que é do melhor (claro!) mas, infelizmente, já decidi que nas próximas férias de Verão não vou andar de festival em festival porque quero fazer outras coisas - e os auditórios e orquestras de outros países que me oferecem convites mas onde raramente tenho a possibilidade de me deslocar quando acontecem os eventos que me interessam (aqueles bilhetes para concertos em Londres, para oferecer, que aqui foram anunciados foram devidos exactamente à impossibilidade de me deslocar naquelas datas), e como as instituições portuguesas deixaram de me dar convites (sem ser por opção vivo em Portugal...), o resultado é que não tenho sobre o que escrever. Por um lado é um alívio pois assim só escrevo sobre coisas que valem mesmo a pena (quando tenho a possibilidade de me deslocar a elas...). Mas, evidentemente, perco outras que também valem, e muito, a pena. Veja-se o caso do pianista Christian Zimmermann que é um dos mais geniais da actualidade: bilhetes na Casa da Música a 15 (exacto, quinze!) euros. Tinha convites mas até pagava os 15 euros de boa vontade. Não pude ir ao Porto naquele dia! Foi há um ou dois anos. Este ano voltou à Gulbenkian, instituição que tem petróleo e não necessita para nada do dinheiro que cobra pelas entradas dos concertos. Preço do bilhete para o balcão: 40 euros (na plateia alguns 70)! Como deixaram de me dar convites há cerca de 3 anos nem equacionei tenuamente a hipótese de pagar os 40 euros. Talvez apareça um fim de semana que o pianista vá dar um recital a Londres, para onde se viaja (de avião, claro!) ao mesmo preço que de Lisboa para o Porto em Alfa Pendular, Londres onde permanentemente acontecem exposições de arte de importância mundial (para além das galerias e museus cujas exposições permanentes são de entrada gratuíta), lá os preços dos bilhetes, no Barbican ou no Royal Festival Hall, começam em 9 libras (por vezes menos, quando é a BPO ou a WP um pouco mais) e todos os lugares têm boa condição acústica, independentemente de custarem 9 ou 80 libras. Um dia estava eu à espera do início de uma ópera na English National Opera, onde me ofereciam convites, e comecei a dar uma vista de olhos ao programa. Não sei porquê fui ver a lista dos sponsors. E não é que entre os principais, aqueles que dão milhões, estava a Fundação Calouste Gulbenkian, exactamente a mesma instituição que, por sair muito cara, acabou com a única companhia portuguesa com grande expressão mundial, o Ballet Gulbenkian? Claro que mandei "a boca" aqui, neste blog. Na temporada seguinte no invitations. Ele há coisas...

Nota: aos amantes do Jazz recomendo Jazz e Arredores

2008/04/11

O nojo

Se a acção política e os contratos públicos fossem transparentes e escrutináveis, metade desta suspeição sobre a classe política esfumava-se. E metade dos ex-ministros perdia o emprego. in Jornal de Negócios, 11 Abril 2008, pag 3


Perseguição de bispos na Amazónia

Para D. Erwin, as ameaças prendem-se com o seu empenhamento em defesa da Amazónia, dos povos indígenas e contra a destruição da floresta. Outra razão que apontou é a sua posição firme contra a implantação da hidroeléctrica Belo Monte na região. in Meia Hora, 11 Abril 2008, pag 8

2008/04/10

Dona Maria deu aulas no ensino básico


Mais 3 casos residuais

Fazem a manchete de hoje do JN mas para a ME são, obviamente, amendoins: em Bragança duas agressões de alun@s a professor@s. Na Figueira da Foz uma aluna foi pontapeada na cabeça por cinco colegas.

Centrudo bloco central

Já tínhamos assistido à situação em que o ministro que negoceia uma concessão, onde inclui, vá-se lá saber porquê, uma "clausulazinha" de exclusividade sobre as travessias do Tejo com a Lusoponte, verdadeira privatização do Tejo, se torna Presidente desta mesma empresa uns anos depois. Assistimos agora a outro ministro, de outro Governo, a fazer o mesmo. Jorge Coelho vai para a Mota-Engil, uma das construtoras com maiores interesses nas actuais concessões de auto-estradas, algumas delas assinadas pelo próprio Jorge Coelho... Helena Pinto in Meia Hora, 10 Abril 2008, pag 6

2008/04/09

Foram pedidas, aviadas serão

Para o ano há um dilema, variados aliás. Só falta mesmo é saber quem vai papar a maior tranche da chichinha do gorducho capuchinho.


Olhó Recria!

Ali para os lados da Pc Luis de Camões, em Lisboa, um fabuloso prédio pombalino foi todinho remodelado com o lindo dinheirinho do Recria. Quando para a Junta (de Freguesia) se ligava, respondiam que só se podiam candidatar áquelas ricas casinhas quem na dita (junta) fosse nado. E assim foi! O filho da junta, digo, filho do presidente da junta, amiguitos e primitos, todos nados e criados naquelas paralelipipadas ruas por onde o Pessoa se passou, digo, passeou. Um belo dia passando e vendo um bonito placard, onde se lia "Vendo", dá-me o telemóbel já (expressão protegida por copyright), assim pedi o aparato celular. Quanto custa, perguntei. Num instante responderam: quatrocentos e trinta mil dele já!




(imagem do capuchinho extraída de wehavekaosinthegarden.blogspot.com)

2008/04/08

Vive la France!

À passagem pela Assembleia Nacional (Paris), perto de 40 deputados de todos os partidos políticos interromperam os trabalhos e manifestaram-se em defesa do Tibete. in Metro-Portugal, 8 Abril 2008, pag 6

O presidente do Comité Olímpico Português... avançou... desde Pequim que a Associação dos Comités Olímpicos Nacionais (portugueses concerteza) estava prestes a aprovar, por unanimidade, uma declaração contra o boicote aos Jogos. in Meia Hora, 8 Abril 2008, pag 8 (parêntises nossos)

Pois... Há-de haver sempre um grupo de Lusos que se colocarão ao lado dos corruptos e dos repressores. É o fado!

Não compres Made in China

A China tem um crescimento económico brutal... Mas quem compra os produtos fabricados na China, por enquanto, somos nós. Os chineses ricos, os que podem comprar marcas ocidentais, sinal de prosperidade e "moda", preferem-nas fabricadas no Ocidente... Não compremos os Made in China. São muitos e variados. Não são só, nem essencialmente, aqueles que se compram nas lojas dos chineses. Debaixo de uma conhecida marca ocidental esconde-se frequentemente um Made in China. Se os recusarmos, as marcas escolherão outros países para produzirem os seus produtos. Simplex!

2008/04/07

Sócrates em Inglaterra

José Sócrates visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha.

Às tantas, pergunta:

- Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?

Ela responde:

- É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva.

Sócrates, surpreendido:

- E como é que a senhora faz isso?

A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e liga ao Tony Blair:

- Bom dia, Tony. Tenho um pequeno teste para ti…

Tony, todo educado:

- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste. Pode perguntar.

- Muito bem, Tony. O teste é o seguinte:

“é filho do teu pai e da tua mãe, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?”

- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo…

- Bravo, Tony. Como sempre, inteligente. Até à próxima.

Sócrates fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide pôr em prática a técnica que aprendeu com a rainha. Telefona à ministra da educação Maria de Lurdes Rodrigues e pergunta:

- Maria, é o Sócrates, companheira. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.

- Tudo bem, pergunta.

- É o seguinte: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?

- Ah, Sócrates, eu não esperava um teste assim, de repente. Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?

- Sem problemas. Até logo.

Ela de seguida liga para o Cavaco Silva, já que ele tem fama de inteligente. Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:

- Ora bolas Maria, sou eu mesmo, como é óbvio!…

- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado. E volta a ligar ao Sócrates:

- Sócrates, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.

- Muito bem: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?

E a ministra da educação, vitoriosa:

- Simples!!! Ora bolas, é o Cavaco Silva!!!

- Não, estúpida!!! Tens que treinar mais!!! É o Tony Blair!!! in http://educar.wordpress.com (Abril 8, 2008, comentário 8 ao post "Despachando")

O Emplastro
BOYS and JOBS

ERSE – ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS

Tutelado pelo Ministério da Economia, tem 63 colaboradores. O orçamento de 2008, é de 8,1 milhões de euros, e o Conselho de Administração é nomeado por um período de cinco anos, renovável uma vez. Tal como acontece na Anacom, o salário mensal do Presidente da Erse, Vitor Martins, é de 16.300,00 euros mensais. (Expresso 08/03/2008)

ANACOM – AUTORIDADE NACIONAL DE COMUNICAÇOES

Teve um orçamento de 60,7 milhões de euros em 2007, e emprega 400 pessoas.

Dedica-se à supervisão e fiscalização no terreno do sector das comunicações. É tutelado pelo ministério da obras públicas. O mandato do conselho de adminstração dura cinco anos, e não é renovável. O vencimento mensal bruto do Presidente, Amado da Silva, é de 16.300,00 euros mensais, equivalente ao vice-governador do Banco de Portugal.

COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS

São 163 os trabalhadores. A polícia da bolsa, é responsável pela supervisão e regulação dos emitentes, auditores, intermediários financeiros e fundos, tem um orçamento para 2008 de 19,8 milhões de euros. O Presidente, Carlos Tavares, teve um rendimento anual de 236,9 mil euros.

Rede Eléctrica Nacional

Recebi juntamente com o jornal que adquiro diariamente, um exemplar do Relatório e Contas - 2006 - da REN - Redes Energéticas Nacionais... que brevemente avaliei e com especial interesse... as remunerações dos membros do Conselho de Administração. Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei), de pg.s 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:

1 Presidente Eng.º José Penedos (Partido Socialista)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)
Remunerações (anuais) do Presidente :
"Venc. base" 272 658
Plano comp. de reforma 45 443
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 328 868 (Euros)
Média mensal = 27 405 (Euros) «» 5 495 contos !
Remunerações (anuais ) de cada um dos 4 Vogais):
"Venc. base" 172 205
Plano comp. de reforma 28 701
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 211 673 (Euros)
Média mensal = 17 639 (Euros) «» 3 536 contos

Complementarmente...

"O Presidente e os Vogais têm direito à utilização de viatura da empresa, com um plafond de 75 mil euros e 65 mil euros, respectivamente, em relação ao qual não beneficiam do direito de opção de compra, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 121/2005."

Presidente da Ren - vencimento anual = 328.868,00

4 vogais da administração = 211.673,00 x 4 = 846.692,00

TOTAL ANUAL = 1.175.560,00 EUROS

BANCO DE PORTUGAL

O Conselho de Administração do Banco de Portugal, composto por seis membros, que auferem salários anuais de 1,596 milhões de euros anuais (uma média de 266 mil euros por ano).

A este valor médio de 266.000,00 euros por ano, acresce: cartão de crédito para despesas de representação, telemóveis, viagens, carro topo de gama com motorista e segurança privada a tempo integral, etc, etc, etc. A estas benesses, acresce também o facto destes senhores, no fim do mandato no Banco de Portugal, terem "direito" a uma pensão de reforma integral (mesmo que só tenham passado 4 ou 5 anos no cargo).

Agora vamos aos nomes e salários:

Vitor Constâncio

Rendimentos em 2006 – 282.191,00 euros

José Agostinho Martins de Matos

Rendimentos em 2005 – 244.536,00 euros

Pedro Duarte Neves

Rendimentos em 2006 – 254.586,00 euros

Jose Silveira Godinho

Rendimentos em 2005 – 364.184,00 euros (Salário Administrador Banco de Portugal + pensão Banco de Portugal de 139.550,00 euros).

Manuel Sousa Sebastião

Rendimentos em 2006 – 226.081,00 euros

Vitor Manuel Pessoa

Rendimentos em 2006 – 225.240,00 euros (salario Salário Administrador Banco de Portugal + pensão de 30.101,00 euros )

Em comparação com outros países, temos que na América (EUA), o Presidente da Federal Reserve Board - Ben Shalom Bernanke, que tem formação académica na Universidade de Havard, Massachussets Institute de Stanford, New York University, Princeton Universit, entre outras, ganha 126.938,80 euros anuais.

Tutelado pelo Ministério das Finanças, o Banco de Portugal tem 1687 trabalhadores. O Banco de Portugal é responsável pela regulação e supervisão das instituições financeiras, e não divulgou o orçamento que teve em 2007, nem tampouco o que tem para 2008. Expresso 08/03/2008 (texto em e-mail enviado por um leitor, sem identificação da fonte, editado pelo autor do blog)


OS REFORMADOS DA POLÍTICA

* Fernando Nogueira, Ministro da Presidência, Justiça e Defesa (governos de Cavaco Silva) / agora - Presidente do BCP Angola.

* José de Oliveira e Costa, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (governos de Cavaco Silva) / agora - ex-Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)

* Rui Machete, Ministro dos Assuntos Sociais / agora - Presidente do Conselho Superior do BPN + Presidente do Conselho Executivo da FLAD

* Armando Vara, Ministro adjunto do Primeiro Ministro / agora - Vice-Presidente do BCP, antes foi Administrador da CGD com 20.000,00 euros por mês.

* Paulo Teixeira Pinto, Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros (governos de Cavaco Silva) / ex-Presidente do BCP (Saiu com 10 milhões de indemnização e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer…)

* António Vitorino, Ministro da Presidência e da Defesa / agora - Vice-Presidente da PT Internacional - Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta (e ainda umas "patacas" como comentador RTP).

* Celeste Cardona, Ministra da Justiça / agora - Vogal do Conselho de Administração da CGD, com um salário mensal de 17.000,00 euros.

* José Silveira Godinho, Secretário de Estado das Finanças / agora - Administrador do BES.

* João de Deus Pinheiro, Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva / agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (entre outros cargos e funções)

* Elias da Costa, Secretário de Estado da Construção e Habitação / agora - Vogal do CA do BES.

* Ferreira do Amaral, Ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva (foi quem entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte) / agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato da nova ponte sobre o Tejo.

* Manuela Ferreira Leite, Ministra da Economia / agora no Banco de Portugal. (idem)

Nota: esta lista está desactualizada. O Jornal de Negócios de 11 Abril de 2008 traz uma lista actualizada, na pag 6 e seguintes.

Por precaução e por causa dos milhares de manifestantes anti-China espalhados pelas ruas da capital francesa por onde a chama vai passar, a polícia decidiu guardar a tocha dentro de um autocarro.

Por momentos chegou a pensar-se que a chama tinha sido apagada, mas não acabou por ser. Minutos depois e à saída de um dos muitos túneis de Paris, a tocha já seguia nas mãos de um outro atleta, mas não foi por muito tempo. A tocha olímpica voltou a entrar para o autocarro.

Nas ruas de Paris estão mais de três mil polícias. Nos céus da cidade vários helicópteros acompanham todo o percurso bem como várias patrulhas no rio Sena. in www.tvi.iol.pt (2008-04-07 13:34)

Nota: segundo o Meia-Hora de 8 de Abril, a chama olímpica dos chineses - na sua passagem por Paris - foi apagada 3 vezes, antes de viajar em bus.

2008/04/06


Imagem de um governante português

Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na "ciência" que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de "projectos e missões do Ministério da Educação" e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por "doutor", título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.

Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei.
...
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: "Quem mais conhece melhor ama." Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na "medição" da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como "skill cognitivos".

Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias "grelhas de análise". Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno "interrompe o professor", se "não cumpre as tarefas em grupo" e se "ajuda os colegas".

Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.

O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes "desculpas de mau pagador", sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.

Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit.

O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas "ciências exactas", não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro. Maria Filomena Mónica (em e-mail enviado por leitor sem indicação da fonte)



Londres, 06 Abr (Lusa) - A polícia inglesa deteve hoje 36 pessoas que tentaram perturbar a passagem da chama olímpica por Londres enquanto protestavam contra a alegada repressão no Tibete pela China, país anfitrião dos Jogos Olímpicos em 2008.

Um dos manifestantes mais audazes tentou apagar a chama, transportada desde a cidade grega de Atenas, com um extintor, tendo sido rapidamente impedido pela polícia.

Outro tentou arrancar a tocha da mão da apresentadora de televisão Konnie Huq e chegou a segurá-la durante alguns segundos, até ser arrastado e imobilizado para que a marcha continuasse.

Os incidentes registaram-se ao longo dos cerca de 48 kilómetros que a chama percorreu desde o estádio nacional de Wimbledon, no norte da cidade, à O2 Arena, no sul, onde chegou perto das 18:00 horas.

Milhares de manifestantes pró-tibete aproveitaram a ocasião para protestar contra a China, que organiza este ano os Jogos Olímpicos em Pequim, e a forma como lidou com os recentes tumultos na capital tibetana, Lassa.
...
Pelo menos dois mil polícias foram alocados para proteger a chama olímpica e os intervenientes duraste os 48 kilómetros do percurso, numa operação com um custo estimado em um milhão de libras (1,27 milhões de euros). Lusa, 2008-04-06 19:55:02


O ovo e a serpente

São as grandes e poderosas sociedades de advogados que tecem, em Portugal, as intrincadas teias da legislação. Assim, as leis mais relevantes, as que definem quem ganha as grandes fortunas, são concebidas fora do sistema legislativo, naqueles gabinetes. O Governo e o Parlamento limitam-se a subscrevê-las. A regulamentação da actividade financeira, do urbanismo e ordenamento do território, as concessões de pontes e auto-estradas, estão assim longe do controlo democrático.

A alegada complexidade de algumas áreas legislativas é o pretexto para a contratação de jurisconsultos e sociedades de advogados, constituídas por deputados, antigos, actuais e futuros membros do Governo. Em funções públicas, declaram-se incapazes, mas contratam-se a si mesmos, enquanto privados.

São assim requisitados serviços jurídicos a troco de centenas de milhar de euros, através de contratos que não são alvo de concurso ou controlo. O resultado são leis extensas, complexas e confusas. Desta forma, tais sociedades garantem e cativam o aliciante mercado dos pareceres jurídicos: ser-lhes-ão contratados ‘ad eternum’ esclarecimentos sobre as leis indecifráveis que eles próprios engendraram. Por último, vão ainda oferecer às empresas os seus préstimos; pois, melhor do que ninguém conhecem as lacunas da lei, que podem beneficiar os privados e os seus negócios. A serpente, o veneno e o antídoto saem todos do mesmo ovo.

Houve tempos em que os poderosos subornavam governantes para introduzir uma vírgula numa lei, como então denunciava a jornalista Sanches Osório. Ainda hoje há casos extremos em os governos recebem ordens directas das empresas sobre como legislar, como ocorreu com o Casino Lisboa. Mas, mais grave, é que de forma sistemática este tráfico de influências acabou institucionalizado por sociedades de advogados que confundem interesse público com os interesses particulares dos seus clientes.

Por cá, já não é ‘a ocasião que faz o ladrão’. É cada ladrão que faz a sua própria ocasião. Paulo Morais in Correio da Manhã, 06/04/2008


Corrupção?! Onde?

Para Jorge Coelho, como para muitos gestores e ex-políticos, a passagem do público para o privado é um acto natural. Do conjunto de administradores das empresas do PSI 20, 10% já passaram por um ou mais governos. Alguns, fizeram carreira na banca, passaram para o Governo e voltaram à banca, como fez Armando Vara na Caixa Geral de Depósitos e no BCP. Ao todo, metade das vinte maiores empresas nacionais têm administradores que ocuparam cargos no Executivo. Olhando para osvinte CEO, só cinco assumiram funções em governos liderados pelo PS e PSD.

É assim que o Diário Económico encara o assunto da transferência do participante no programa de tv, Quadratura do Círculo, para a actividade empresarial, tipo executivo de topo. CEO, como se usa agora dizer.

Há uns tempos atrás, João Cravinho, outro socialista que abandonou o Parlamento e a intervenção política directa, passando para uma instituição financeira internacional e pública, por designação governamental, disse que o core business, da corrupção, em Portugal , residia mesmo no coração do Estado.

Um ex-Secretário de Estado deste governo, Amaral Tomás, avançou um pouco mais. Afirmou que algumas das mil maiores empresas, praticavam activamente o desporto nacional de fuga aos impostos, com a maior das naturalidades.

Ainda segundo o Diário Económico:

“ Contactados pelo Diário Económico, Pina Moura (antigo ministro das Finanças e actual presidente da Média Capital e da Iberdrola) e Manuela Ferreira Leite (administradora do Santander e também ex-ministra das Finanças) recusam-se a falar sobre o tema."

Vejamos o caso singular da... Cimpor, segundo aquele jornal:

“A Cimpor é um caso paradigmático. “A maioria do conselho de administração da Cimpor passou pelo Governo, mas não me recordo de todos”, conta fonte oficial da empresa, que sublinha o facto de esta ter pertencido ao Estado: “Os membros eram todos nomeados.” No fundo, é tudo uma questão de “elasticidade”, segundo um destacado empresário que ocupou cargos políticos. “

E outro ainda: Luís Filipe Pereira, o ex-governante de Cavaco Silva ( não temos salvação alguma):
“Quando criei os hospitais SA, tive uma preocupação com a gestão dos recursos”, diz Luís Filipe Pereira, que garante ter sido melhor ministro da Saúde (nos Governos de Durão Barroso e Santana Lopes) precisamente pelos vários anos de experiência que tinha como gestor. “Tive muitas propostas quando sai do ministério”, diz.

Os adubos da Quimigal e os choques eléctricos da EDP, deram-lhe o arcaboiço intelectualmente necessário para governar e agora para administrar a Efacec, depois de ter passado pela CUF e de ter administrado coisa na Saúde pública. Com muitos milhões de permeio, enterrados no sistema.

Dir-se-á: são os melhores! A nossa elite. A vida das empresas e dos negócios é assim mesmo.

É mesmo assim?! Então fiquemos por este pequeno apontamento do próprio Mira Amaral, sobre alguns destes génios das lâmpadas da fortuna:

“Falou Mira Amaral: “O Paulo Teixeira Pinto quando chegou ao Governo nem sabia o que era um banco e o Pina Moura o que era energia”, lembra o ex-ministro do Trabalho, que quando foi convidado por Cavaco Silva para ganhar 600 contos no Governo, em 1985, recusou o dobro que uma empresa privada lhe oferecia. “
Numa entrevista de época, Mira Amaral, perguntado que carro gostaria de ter um dia, respondeu candidamente: Um Mercedes 200 kompressor. Era então governante. Hoje, deve ter ultrapassado o seu então proclamado standard do luxo automobilístico, com toda a certeza.

As minhas perguntas continuam a ser as mesmas, tendo em conta que este panorama é o retrato mais perfeito que podemos ter de quem nos governa e das elites que os escolhem, nos últimos trinta anos:

Antes do 25 de Abril de 1974 era pior do que isto? Não? Então para que serviu a Revolução?

Para fazermos um país de bananas? Ou de laranjas, no caso, com algumas rosas de permeio?

Porca miseria.

Não entendem que é precisamente por causa disto que aí fica descrito que estamos atrás de todos, na Europa? Que somos um país submergente em vias de nos cruzarmos com os emergentes, na descida aos infernos da desgraça colectiva? in grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com (Abril 03, 2008, 18:20)

2008/04/05

Eduqueses surrealistas - 1

Ano lectivo 2003/04, Escola EB23 nº 1 de Telheiras, teste de inglês. Aluno faz desenho "peculiar" e escreve "Fock you!". Professora faz participação. Pai do aluno é convocado. Trata-se de um jornalista, docente na Escola Superior de Jornalismo. O paizinho ouve, olha o teste do filhinho e diz da sua sábia justiça: existem aqui duas incorrecções por parte da professora. 1ª: ao mostrar o teste à Comissão Executiva da Escola violou a privacidade do meu filho. 2ª: a professora não corrigiu o erro de escrita (Fuck you!).

Não é anedota. Melhor: em qualquer parte do mundo civilizado ou pouco civilizado seria uma anedota. Em Portugal foi uma realidade, embora não deixe de ser uma anedota... O que demonstra que, por vezes, os portugueses "não são de outro país mas de outro planeta" (quem tornou esta frase famosa foi quem inventou o termo "comedor de sardinhas").

2008/04/02


Violências colectivistas de uma ministra

Há uma fase da vida da ministra que todos gostariamos de conhecer melhor, os seu tempos de “voluntariado”, em Moçambique, nos primeiros tempos da independência. É que a ministra participou, como conselheira, numa das maiores violências colectivistas praticadas contra o povo moçambicano, sob a batuta da então ultra marxista Frelimo.

O conhecimento dessa fase da sua vida explicaria, certamente, muito daquilo que é o seu actual comportamento: insensibilidade social, centralismo, espírito de vanguarda iluminada, arrogância, prepotência... (nos comentários ao post "A Sábado Em Busca De Uma Juventude Perdida", 3 de Abril, in educar.wordpress.com)


Filosofia do eduquês

"... A vida é hoje cada vez mais multifuncional. Ao mesmo tempo vemos televisão, lemos, escrevemos, jogamos e falamos! É isso que os jovens estudantes fazem...
A escola é cada vez mais isso nos intervalos... mas não tem ainda condições para ser isso nos periodos formais das aulas..." Acção Socialista (18 de Março), citada por Santana Castilho in Público, 2 Abril 2008, pag 45 (sublinhado nosso)


Outros valores

... o excesso de tolerância na educação das crianças e dos jovens transforma-os precisamente em indivíduos pouco tolerantes.
...
Existem outros valores que devem ser ensinados e transmitidos aos nossos jovens. Mas, infelizmente, vivemos cada vez mais numa sociedade light, na qual vinga a cultura da superficialidade, a procura do prazer imediato e o individualismo. Pedro Afonso (psiquiatra) idem pag 46

2008/03/31

A música do eduquês

Os professores generalistas para o primeiro ciclo do ensino básico podem inscrever-se no Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico e passarão, num ano e meio, a professores de música. Se tivermos em conta que os rudimentos musicais aprendidos durante os anos do curso para professores do 1º ciclo não podem ser considerados mais que umas "coisitas" e se olharmos para o plano do mestrado que abaixo transcrevemos, ficamos esclarecidos sobre a qualidade dos profs de música que saem das ESE's e departamentos universitários que formam professores para ensinar Ed. Musical aos alunos do 2º ciclo. Sem falar naqueles que, por obra e graça de amigos coordenadores de departamentos universitários, ficaram a dar aulas de música, em universidades públicas, aos cursos de formação de educadores de infância e professores para o ensino básico...

Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico

Autorizado em 25 de Fevereiro 2008, por despacho do Ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

Número de créditos necessário à obtenção do grau: 90 ECTS.
Duração normal do ciclo de estudos: três semestres.

Áreas científicas e créditos que devem ser reunidos para a obtenção do grau:

Área científica Sigla Créditos
Didácticas Específicas DID 23
Formação Educacional Geral FEG 23
Formação na Área da Docência FAD 8
Iniciação à Prática Profissional IPP 36
Total 90

Assim não nos espantemos que apareçam pérolas destas:

Ouve a BARDINERIE de J. S. Bach...

Que tipo de orquestra executa esta obra musical? (ligeira ou de câmara)

Do Exame (Nacional) de Equivalência à Frequência de Educação Musical - 2º Ciclo do Ensino Básico - 2006 (1ª Chamada)

2008/03/29

2008/03/28

Não comprem produtos chineses!




Verificar sempre o Made in...

Grandes marcas ocidentais fabricam na China devido ao preço irrisório da mão-de-obra

Pequim, 26 Mar (Lusa) - A China, confrontada com maiores pressões internacionais à medida que se aproximam os Jogos Olímpicos em Pequim, acusou hoje a imprensa ocidental de deformar a realidade no Tibete, criticando os países que aceitarem receber o Dalai Lama.
...
Confrontado com as críticas dos defensores dos direitos humanos sobre uma ausência de combatividade face a Pequim, Sarkozy não afastou terça-feira um boicote à cerimónia de abertura dos Jogos, a 08 de Agosto, para protestar contra a repressão no Tibete.

O porta-voz chinês advertiu ainda contra qualquer recepção oficial do Dalai Lama por Paris ou outras capitais.

"O governo chinês opõe-se firmemente a qualquer forma de contacto oficial com o Dalai Lama, seja de que país for", disse Qin, em reacção a declarações da secretária de Estado francesa para os Direitos Humanos, Rama Yade, que se declarou pronta a receber o chefe espiritual tibetano.
...
Hoje, Pequim indicou que mais de 600 pessoas se entregaram à polícia depois dos sangrentos tumultos de Lassa e dos confrontos nas regiões vizinhas do Tibete. As autoridades referiram 20 mortos, 18 civis "inocentes" e dois polícias.

O presidente do Parlamento tibetano no exílio Karma Chophel afirmou que os motins no Tibete fizeram pelo menos 135 mortos e mil feridos, e que cerca de 400 pessoas foram detidas desde 10 de Março. in ww1.rtp.pt/noticias (27 de Março 2008)


Motoristas ao nível de dirigentes

Os motoristas ao serviço da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros têm uma remuneração mensal três vezes superior ao respectivo vencimento base, auferindo mesmo salários equiparados aos do pessoal dirigente da Administração Pública. O que significa que a maioria dos sessenta motoristas ao serviço da Presidência do Conselho de Ministros recebe cerca de dois mil euros líquidos.

O relatório da comissão técnica do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) revela que esta situação é de 'difícil gestão', pelo que a prazo terá de ser ultrapassada através da 'não substituição dos que se aposentarem' ou pela 'não renovação das requisições de pessoal de outros quadros'.
O documento precisa que em relação aos veículos usados pela Secretaria-Geral, gabinetes governamentais e outras entidades integradas na Presidência do Conselho de Ministros a frota tem um custo anual de manutenção de quase meio milhão de euros. Com uma idade média de 6,5 anos, os 118 automóveis afectos aos gabinetes governamentais encontram-se em tal estado de degradação que são 'inadequados para os fins a que se destinam'.
Por isso, a eventual substituição da frota automóvel, como sugere o relatório, terá sempre de ser feita de modo gradual, de forma não contribuir para a despesa pública.
Desde 2002 que a gestão da manutenção da frota é efectuada por um prestador externo de serviços que representa um custo adicional de 9813 euros por ano, facto que é alvo de críticas.
A Secretaria-Geral garante que esta gestão é eficiente e com menores custos. O relatório apresenta dúvidas e assegura que esta situação 'não se poderá manter por muito tempo.'

322 MIL EUROS EM RENDAS

O PRACE avaliou a gestão do património imobiliário à guarda da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SG PCM) e especifica que o valor das rendas pago em 2005 rondou 22 mil euros. A SG PCM opera em seis edifícios que são propriedade do Estado, sendo que os restante 12 locais de trabalho pagam uma renda cujos valores variam de caso para caso.
A renda mais cara é paga pela 1.ª Delegação da Direcção-Geral do Orçamento: 6309 euros por mês. A própria Secretaria-Geral, na Av. Infante Santo, em Lisboa, paga quatro mil euros por um rés-do-chão.
O relatório diz que a SG PCM não dispõe de pessoas com a experiência necessária para fazer uma gestão adequada de todo este património, pelo que recomenda um reforço técnico e qualificado de pessoal. Pedro H. Gonçalves in http://ocartel.blogspot.com (Março 24, 2008)

2008/03/26

A Casa de Sócrates

A Casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.

Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa. São cinco assoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho. Tem 150 metros quadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de 1996, 240.000 euros.

Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em São Bento. Na garagem tem um Mercedes C230. Longe vão os tempos em que conduzia um modesto Rover 111.

Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca. Como pode Sócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57 mil líquidos) que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano? Diz não ter rendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança. O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.

Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco? Sociedade de Venda de Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado na matrícula da sociedade. No seu site, Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, não consta este pormenor.

Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante o período em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro do Ambiente de António Guterres).

Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.

A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis. A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio de Sousa.

Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E porque se tenta ele esquecer?

Porque:

Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto recebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.

Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE É ELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade parlamentar.

Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.

Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que "ricos" amigos, hein?...Como é mesmo aquele provérbio?...

"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!"

Sócrates já não se lembra... Convém que o pessoal não se esqueça!!! (texto enviado por leitor identificado - imagem extraída de http://ferroadas2.blogspot.com)


O homem da pasta

Sou professora há 35 anos e tenho uma colega na escola que foi colega de curso do Valter Lemos em Biologia. Logo que ele entrou para o governo, a referida colega comentou que "tínhamos um belo Secretàrio de Estado. Foi meu colega na Faculdade de Ciências e passou o curso todo a copiar nos exames. Era conhecido como o "homem da pasta", pois tamanhas eram as cábulas.... "
Aos 20/23 anos já se é adulto ( digo eu...) e os traços de carácter já lá estão!!!!!!
Quanto ao Politécnico de Castelo Branco, nem vale a pena acrescentar mais... Eu vi uma reportagem num dos canais generalistas, há uns tempos, em que uma Prof. do referido Politécnico se dizia vítima das arbitrariedades e ilegalidades desse senhor. Foi preterida em concurso a favor de uma "amiguinha" muito menos qualificada, pelo que tinha posto uma acção em Tribunal contra o EXCELSO /COMPETENTE/ HIPERACTIVO PLANTADOR DE UNIVERSIDADES que dá pelo nome de Valter Lemos.
Claro está que a dita professora pode esperar sentada o desfecho da acção... Como sempre, em Portugal, sempre que a acção é contra um "poderoso" o povo pode esperar... (em email de leitora identificada)


Lemos perdeu mandato

Valter Lemos insistiu que a perda de mandato por excesso de faltas implicaria a existência nos arquivos camarários de um processo de que nunca foi alvo. O secretário de Estado reafirma que suspendeu o mandato de vereador "devido ao acréscimo significativo de trabalho" no Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde leccionava. Garantindo que "não deu nenhuma falta injustificada", classificou as acusações de Francisco Louçã e da Fenprof como uma "tentativa de assassinato de carácter" e "baixa política".

BE insiste na demissão

O BE insiste Valter Lemos "não tem capacidade para se manter" no Governo. Ao JN, Fernando Rosas argumentou que o secretário de Estado da Educação se colocou "numa situação muito embaraçosa", ontem, ao constatar-se que "mentiu" por duas vezes desde que a polémica rebentou. Primeiro, quando afirmou "que nunca tinha faltado", depois ao garantir que "não há nenhum documento camarário" que comprove a perda de mandato. A acta da reunião de Câmara existe, "o que não há é um processo" porque a decisão da vereação foi anulada por se basear numa lei que já não estava em vigor, explicou o deputado. Ou seja, concluiu, Valter Lemos "refugiou-se num subterfúgio" processual para apagar as faltas que, efectivamente, deu.

"É uma personalidade política inquietante mente e quando é apanhado refugia-se num subterfúgio", insistiu o dirigente do BE.

Confirmada a perda de mandato

O presidente da Câmara de Penamacor confirmou, ontem, por comunicado enviado à Lusa, a perda de mandato por Válter Lemos aprovada, em 1993, numa reunião camarária. O problema, especificou o autarca eleito pelas listas do PS, Domingos Torrão, em defesa do secretário de Estado, é que essa decisão foi anulada, porque se baseava numa lei de 1984, alterada cinco anos depois. Por isso, nunca chegou a ser instituído processo a Válter Lemos. Segundo a nota de Imprensa, da acta da reunião camarária de 7 de Dezembro de 1993, cinco dias antes das autárquicas, consta que Valter lemos "ficou abrangido" pelos termos constantes da Lei nº 100/84, tendo o executivo "declarado a perda de mandato". in jn.sapo.pt/2005/11/24/politica/


António Pinto de Sousa

É o novo responsável pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência).

Tem competência atribuída , para empossar quem quiser, independentemente da sua qualificação académica e profissional, para os cargos dirigentes do Instituto, contrariando os próprios estatutos do IDT.

ahahah... que já me esquecia de dizer:

é irmão de José Sócrates. (em e-mail de leitor identificado)



2008/03/25

UTAD: Universidade pública em família



Serafim Rodrigues de Albuquerque in "A Podridão" (ed. do autor)

2008/03/22

O regresso do cacete

Ségolène Royal - que a estupidez e o machismo de alguns franceses preteriu a favor do actual presidente/show-man - não teve problemas em preconizar o enquadramento militar dos jovens violentos. Eu diria mais: todos os violentos (violência não é só agressão física) têm de ser monitorados, e os violentos que recebem subsídios e outras prestações sociais deveriam ser obrigados a desempenhar um serviço cívico que poderia ser tutelado pelos militares. Charles Melman - psicanalista histórico fundador do "movimento" psicanalítico ao qual me encontro ligado - ironizou com esta faceta de Ségolène num editorial que esteve online no site do "movimento", editorial que tinha o título deste post. Permito-me discordar e dizer que Ségolène estava correcta. Sabemos bem que se não existir uma "castração" adequada desenvolvem-se indivíduos perversos. Não percebo por isso qual o espanto se alguns jovens - provavelmente uma percentagem ínfima - forem enquadrados militarmente, onde receberão uma educação melhor que aquela oferecida pelos pais e a escola. Dada a sua especificidade como educandos...

Os "especialistas da educação" criaram case studies em Portugal. Não me refiro à agora famosa portuguesa, de 15 anos, que há dias tratou mal uma professora idosa e franzina, tornando-se assim uma vedeta - portuguesa concerteza - da internet. Refiro-me aos mais velhos, na casa dos 30/40 anos, que são puros parasitas e vivem à custa de familiares que maltratam (dos pais ou das esposas pois mais ninguém está para os aturar). Existem muitos, demasiados para um país pequeno, que são fruto da pedagogia de pacotilha que vigora há demasiado tempo em Portugal. Deveriam ser enviados para as casas dos "pedagogos" que teorizaram e criaram o "sistema educativo" português, porque são eles os verdadeiros pais desses infelizes crápulas que são simultaneamente vítimas de um "sistema" que não os soube educar para o trabalho e para o respeito pelos outros. E nem falo dos "novos criminosos". Dos que com vinte e tais anos, e menos, cometem crimes sistemáticos e violentos. Porque esses são a prova cabal da total falência e do escandaloso bluff que é o "sistema educativo" dos "pedagogos" e "especialistas da educação". Sobre os crimes só tenho uma coisa a dizer: no início da era pós-socrática (é que sou licenciado em Filosofia...) uma das primeiras medidas terá de ser a alteração do novo Código Penal. Do absurdo Código Penal que este governo impôs ao país. A idade para imputabilidade da responsabilidade criminal tem de baixar e o peso das penas tem de aumentar. Entre outras coisas.

Agora trata-se do Estado, dos cidadãos informados, dos cidadãos que pagam impostos e intervêm honestamente na vida do país, serem capazes de responsabilizar os verdadeiros culpados por este estado de coisas. Na crónica de hoje (22 de Março) na última página do jornal "Público", Vasco Pulido Valente chamou os bois pelos nomes. Este governo que está no poder com maioria absuluta há três anos é responsável pelo agravamento das situações de indisciplina nas escolas, que não são residuais ao contrário daquilo que a ministra da educação e respectivos secretários dizem. Muitos casos são escondidos da própria "comunidade educativa" e os casos mais graves não são conhecidos do público. Como, por exemplo, o daquele aluno que pontapeou uma professora grávida causando-lhe um aborto. Porque a professora se recusou a ajudá-lo num teste escrito para avaliação! Aconteceu há anos numa escola de Lisboa e parece que o aluno foi suspenso 10 dias mas continuou na mesma escola pelo menos até ao final do ano lectivo! Será isto normal? Será isto aceitável? Este seria um caso para o tal enquadramento militar proposto por Ségolène Royal e todos sabemos que há mais. É necessário acabar com esta farsa que vai matar o país. É necessário acabar com a farsa do actual Ministério da Educação que dá verbas absurdas à confederação de pais que o apoia. Os professores só podem ser avaliados quando tiverem condições dignas para o exercício da sua profissão. Sem insultos, sem mêdos, sem agressões, sem indisciplina. É necessário que o país tenha a coragem, e a capacidade, de pedir contas a quem realmente tem contas a prestar, como muito bem diz VPV na referida crónica. Acabe-se de vez com a hipocrisia e com o teatrito de andarem a arranjar bodes espiatórios para crucificação pública - não são os professores os principais responsáveis pelo estado a que chegou o ensino básico em Portugal (mas não estão isentos de responsabilidades pois muitos professores e membros das direcções das escolas têm sido veículos do "eduquês" que destruiu o país) - porque senão é Portugal que acaba. E se acabar vai acabar mal. Pior do que imaginam.* AST

* os sindicatos dos trabalhadores espanhóis acusam os portugueses (que são muitos milhares a ocupar empregos pouco qualificados em Espanha) de fazerem concorrência desleal ao trabalharem mais horas por menos dinheiro. Não pensem os portugueses que andam a maltratar os professores que vão encontrar a salvação em Espanha, ou onde quer que seja, porque não vão.

* Consulado diz nada ter a ver com o problema. Três portugueses enganados por um patrão holandês estão naquele país sem casa, comida nem dinheiro e acusam o Consulado de Portugal em Roterdão de os maltratar e deixá-los ao abandono... Sem casa e sem dinheiro, os portugueses conseguem comida graças a uma cabo-verdiana que tem um café e lhes dá umas "sandes e uns sumos". in publico.pt (23.03.2008 - 16h34 Lusa). Nota do Editor: e são trabalhadores especializados! "A história deste português de 29 anos, um serralheiro-tubista que em Portugal fazia tubagens para navios, começou há um mês quando foi contactado para ir com urgência para a Holanda." idem. Que será de alunos como os do "9ºC em grande"? Alguém os quererá como trabalhadores, funcionários, ou mesmo figurantes de novelas rascas? A pergunta poderá ser formulada de outra maneira: servirão esses portugueses do "9ºC em grande", e outros similares, para alguma coisa?


Batemos no fundo

Governantes, pais e professores saem muito mal do "filme" da sala de aula do Carolina Michaelis. Um a aluna aos gritos, batendo na professora e tratando-a a por tu, uma turma inteira satisfeita e gozando com a desordem e com a incapacidade da professora - "a velha" - , tudo isto é um retrato mau do estado a que deixamos chegar a situação.

Os pais acomodam-se com o recibo da propina que pagam à escola, como se a sua responsabilidade acabasse aí. Os filhos são entregues à escola, onde entram e saem com ligeiras e rápidas passagens por casa, para comer e dormir. Casas onde não se discute problema nenhum e nada se questiona. Casas onde muitas vezes nem tempo há para se falar, conversar.

Nas escolas, as regras são o que se sabe. Seriam assim tão maus os tempos em que os alunos se levantavam quando o professor entrava na sala? Seria assim tão penoso o silêncio que se fazia enquanto o professor falava? Seria assim tão pouco natural que um aluno fosse posto fora da aula se estivesse a perturbar os colegas e o professor? Seria assim tão fora do senso comum que um estudante que não tivesse aproveitamento fosse obrigado a repetir o ano?

Porque mudaram as leis, porque deixámos as coisas cair neste "deixa andar"?

O 25 de Abril, que nos trouxe a liberdade, levou, nos tempos revolucionários, regras que eram boas mas que voaram com o lixo fascista. Os tempos revolucionários passaram, vieram tempos democráticos, ministros de todos os partidos e o edifício escolar nunca se compôs, nunca foi capaz de responder aos desafios da democracia.

O filme vergonhoso do Carolina, que infelizmente não é nem caso isolado nem o mais grave, deve encher-nos a todos de tristeza. Pura e simplesmente somos uma sociedade que não sabe educar os seus filhos, que não tem nem valores nem referências para lhes dar. Batemos no fundo. E enquanto não conseguirmos restaurar a autoridade na escola, não sairemos da cepa torta. José Leite Pereira in Jornal de Notícias (23 Março 2008)


Pais indulgentes potenciam o bullying nas escolas

Os jornais ingleses The Guardian e The Daily Telegraph publicaram, ontem, a propósito da relação entre o bullying e pais indulgentes, as conclusões de um estudo encomendado pelo Sindicato Nacional de Professores (National Union of Teachers), que merece a nossa reflexão:

O mau comportamento nas escolas é alimentado por pais "super indulgentes" que não sabem dizer não aos seus filhos, de acordo com os estudos. Os professores estão a lidar com um "pequeno mas significativo" número de alunos que fazem birras na aula quando a sua vontade não é satisfeita, ficam exaustos porque se deitam tarde e têm pais "beligerantes" que tomam o partido dos filhos contra os professores.
"Estes pais, eles próprios sob pressão social e muitas vezes incapazes de lidar com o comportamento dos filhos, podem ser muito agressivos, por vezes recorrem à violência para proteger os interesses dos filhos." Os professores descreveram pais "altamente permissivos que permitem tudo para não se aborrecerem e que não recorrem a sanções ou incentivos." in http://ramiromarques.blogspot.com (23 de Março de 2008)


Toca a rir pessoal, que a galhofa faz bem à alma lusa

Quer-se que a Escola recupere um atraso centenar como um milagre de alminhas. Basta lembrar que em 1910 cerca de 80% da população era analfabeta (taxa maior de escolaridade tinham os netos dos antigos escravos americanos) e que à beira do 25 de Abril de 1974, esta percentagem atingia ainda os 35%. Também na entrada da revolução dos cravos o número de licenciados ficava-se pelos míseros 4%, enquanto a França contava com 40%. Sociedade, cultura e mentalidade não se alavancam de um momento para o outro, daí a demagogia feroz das comparações. Então comparemos a estatura dos nossos políticos, com a dos seus homólogos franceses, alemães e até espanhóis e toca a rir pessoal, que a galhofa faz bem à alma lusa.

É certo que os professores não estão isentos de culpas. Aceitaram e até embarcaram nas ridículas modas pedagógicas, não questionaram firme e publicamente o desvario disciplinar, o severo e preocupante desajustamento curricular, a absurda hora lectiva. Resignaram-se em demasia, vencidos pela hierarquia ou pela comodidade de não fazer mais ondas, quando o mar encapelado já torna tão difícil a vida da tripulação. António Maduro in www.tintafresca.net (edição nº 89)


Portugal pode-se dar ao luxo de perder os imigrantes que possuem qualificações?!

Imigração. A taxa de desemprego em Portugal está a levar os imigrantes de Leste a sair do País. São sobretudo ucranianos que o fazem, a maior comunidade originária desta zona . Por outro lado, os que conseguem estabilidade já trazem a família
O dia-a-dia de Maria Didych é feito a pensar no que vai deixar para trás em Portugal. Os amigos, o mar, a comida... é o que lhe irá fazer mais falta na Ucrânia, para onde regressará em Julho. Mas também parte com uma enorme frustração, a de não ter conseguido o reconhecimento das habilitações: uma licenciatura em biologia, a base da sua formação enquanto analista. "Os meus filhos sempre me pediram para regressar. Viam-me com uma bata branca e agora vêem-me com uma esfregona. Não gostam!" in dn.pt (23 Março 2008)


Et OUI!

1. Sabem em que consiste a "manutenção" do site do ministério da justiça? Não? Ok! Eu esclareço: trata-se de actualizar conteúdos, um trabalho que provavelmente muitos dos v/ filhos fazem lá na escola ou em casa "com uma perna às costas". Por falar em "costas" acham que o ministro Costa recorreu ao OTL e pediu um puto qualquer para tratar do assunto? Não! Trata-se de uma tarefa altamente técnica que justifica uma remuneração de 3.254,00 euros mais o subsídio de almoço, claro!!!

2. E sabem quem tem o perfil adequado a essa extremamente especializada função? Não? Ok! Eu esclareço. Trata-se de Susana Isabel Costa Dutra. Susana Isabel Costa Dutra, é (por um acaso daqueles que só acontecem... em Portugal!) filha do ministro Alberto Costa. Et OUI! (e-mail de leitor identificado)

2008/03/21



A professora não apresentou queixa. Não vale o incómodo...

O vídeo "altamente" abriu os telejornais das televisões privadas. Informaram que a professora não apresentou queixa. Por certo para não ser duplamente enxovalhada. "Os da educação" interrogá-la-iam "de pé atrás", chamar-lhe-iam talvez "resistente à mudança" e outras coisas em eduquês perfeito. Sei que não vem a propósito, mas lembrei-me do caso de Felizberta no fundo do poço, assassinada por jovens "irreverentes". Dá volta ao estômago. in www.didacticadoportugues.blogspot.com (20 de Março de 2008)


Professores contratados coagidos a assinar

Acabei de saber por uma colega indignada que hoje, na sua escola – do concelho de Sintra, foi chamada ao CE, assim como os seus colegas contratados, tendo-lhes sido comunicado que segundo recentes directivas do ME, iriam ser avaliados e que para dar início ao processo, deveriam antes redigir um documento no qual teriam de dizer expressamente "quero" ser avaliado.
Como é óbvio, os colegas nem queriam acreditar e lá foram argumentando como puderam mas nada... Ordens da tutela às quais temos de obedecer!
Se pensarmos que estamos em período de interrupção escolar e que os professores tem menos capacidade de se juntarem e de discutirem, só nos podemos indignar e denunciar!. A Sra. Ministra vai poder anunciar à comunicação social que o processo de avaliação decorre com toda a normalidade e que até foram os professores que a pediram. Eles estão a sair do armário. in http://ramiromarques.blogspot.com (18 de Março de 2008, 16:31)


Bullying

O bullying não resulta do insucesso, mas da falta de civismo, de regras e de respeito pelos outros.

Os acidentes por excesso de velocidade não acontecem por causa das pessoas estarem atrasadas e existirem outros carros no caminho, mas por não respeitarem as regras de trânsito e os direitos dos outros.

O bullying, como a condução agressiva, não resultam do insucesso escolar ou do despertador não ter tocado tarde. Resultam da má formação de quem os pratica.

Ponto final.

Só não é parágrafo, porque a ilação óbvia de tal associação (insucesso escolar=desmotivação=bullying sobre os docentes) é que se os professores garantirem o sucesso aos alunos estarão a «incentivá-los», a «motivá-los» e a prevenir o bullying e, de certa forma, a protegerem a sua própria integridade.

Ora isto já é legitimar, mesmo se indirectamente, a coacção e a chantagem a um nível insuportável. in http://educar.wordpress.com (Março 20, 2008)

2008/03/20

Pelo Tibete

Em Março de 1959, uma revolta contra a ocupação chinesa foi esmagada e S.S. o Dalai Lama viu-se obrigado a deixar o seu país, encontrando exílio na vizinha Índia, onde chefia hoje o Governo Tibetano no exílio. Foi seguido por cerca de 80.000 tibetanos.

Como resultado da ocupação chinesa, morreram mais de um milhão de Tibetanos: um sexto da população. Os Tibetanos, devido ao contínuo afluxo de imigrantes Chineses, são actualmente uma minoria no seu próprio país

Os Tibetanos são frequentemente presos e torturados de forma arbitrária devido à sua prática religiosa ou a qualquer espécie de demonstração/resistência contra a ocupação chinesa. Toda a actividade política, qualquer iniciativa a favor dos Direitos Humanos, ainda que pacífica, é considerada como o mais grave dos crimes e é punida com penas que vão até à prisão perpétua ou mesmo a morte. Os Tibetanos são desta forma condenados por possuir uma fotografia do Dalai Lama, segurar a bandeira nacional tibetana e gritar “Tibete Livre” em manifestações pacíficas, colar cartazes, traduzir para Tibetano e divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos ou, simplesmente, falar da situação dos direitos humanos no Tibete com turistas ou jornalistas estrangeiros.

Mais de 6.000 mosteiros foram demolidos e 80% dos Tibetanos que vivem no Tibete são analfabetos. Devido à discriminação de que são alvo têm um reduzido acesso quer à educação, quer aos cuidados de saúde.

O ecosistema do planalto tibetano tem vindo a ser devastado pelo Governo chinês e o “tecto do mundo” é hoje palco da produção de armas nucleares, factor de risco para todo o planeta.

Por todos estes motivos, e tendo em conta que nos Princípios fundamentais da Constituição Portuguesa (artigo 7, 2-3) se estabelece que “Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência” e “preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos”, os subscritores desta Petição dirigem-se à Assembleia da República pedindo que seja aprovada uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.

SONGTSEN – CASA DA CULTURA DO TIBETE (www.casadaculturadotibete.org) / UNIÃO BUDISTA PORTUGUESA
Artista da treta

Em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, recolheu um cão abandonado na rua, atou-o a uma corda na parede de uma galeria de arte e deixou-o ali para morrer lentamente de fome e sede.

Tanto o autor como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis a agonia do animal, até que este finalmente morreu de inanição.

A prestigiada Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que o que tinha sido apresentado era arte, e deste modo Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua acção cruel na mesma Bienal em 2008.

Existe uma petição para evitar que este homem seja chamado artista e repita o mesmo acto:

www.petitiononline.com/13031953/petition.html




2008/03/19

Liberalismo? Que é isso?

Quando era pequeno era marxista. Leninista e por aí fora... Quando estive na Albânia o susto foi muito menor que aquilo que esperava. Por este canto ocidental da Europa diz-se cobras e lagartos dos albaneses. Nem câmara fotográfica levei com mêdo de ser assaltado... Lembro-me da minha indignação, na primeira vez que estive na Holanda, por terem achado não ser eu bem português devido aos cabelos castanho-claros e à pele demasiado branca, segundo eles, para alguém vindo do extremo sul da Europa. Se não sou bem português não é seguramente devido à côr da pele. Ou dos cabelos... Apesar disso fiquei adepto do "liberalismo". Na altura não distinguia entre liberalismo-liberalismo e liberalismo à holandesa, que no fundo era (ainda é...) "estado-social". Explicaram-me, por exemplo, sobre aquele grande teatro que tinham acabado de construir, que não só não tinham havido derrapagens orçamentais como isso se devia à ausência de corrupção. Também me falaram do interesse dos holandeses pela cultura, ficando eu definitivamente conquistado para o "liberalismo". Nessa altura ainda não conhecia a Koninklijk Concertgebouworkest (Royal Concertgebouw Orchestra) que é uma das 3 melhores do mundo, assim de vistas restritas porque, felizmente, existem mais que 3 orquestras "melhores do mundo"... Um dia Slavoj Žižek (por um mero acaso conheci-o pessoalmente) disse-me que o fim do comunismo não melhorou a situação das pessoas na ex-Jugoslávia. Agora, quando olhamos para a Rússia actual, Rússia sobre a qual parece pender uma qualquer fatalidade (como diz uma personagem em Andrei Rubliov, obra de Andrei Tarkovsky que é talvez o filme mais genial de todos os tempos), ficamos com poucas dúvidas disso. Na realidade a ex-Jugoslávia "comunista" (para muitos "revisionista", ou pior...) era bem mais "liberal" que a Rússia economicamente "liberal" de Putin. Não sou comunista. Isso foi quando era pequeno (adolescente, porque quando era pequeno fui "anarco-comunalista"...). No início do ensino preparatório fiquei logo a simpatizar com o socialismo porque um professor me disse que socialismo era dividirmos a nossa comida com aqueles que têm fome. Graças aos professores que fui tendo, alguns acusados de "comunistas" sem o serem (e mesmo que fossem!), fui compreendendo que as coisas eram, infelizmente, bem mais complicadas. Por curiosidade, também decidi estudar música mais a sério devido ao incentivo do professor de educação musical que tive no ensino preparatório... Actualmente considero que o "liberalismo" é uma ficção. Se tal coisa existisse os Estados deixariam falir os grandes bancos que cometem erros fatais, em vez de os salvarem directa ou por interposta pessoa. Dizerem que a falência dessas instituições privadas conduziria à descredibilização do "sistema", vale rigorosamente o mesmo que todos os "senãos" colocados ao funcionamento dos "sistemas comunistas" e todas as objecções à sustentabilidade a prazo do "estado social". Na verdade a insustentabilidade do "sistema liberal" não é uma possibilidade a prazo. Já aconteceu quando o Estado interveio na banca privada, mal gerida, para salvar o "sistema". Basicamente, no que à Europa diz respeito, a análise de Max Weber sobre o sul católico (a África e Médio Oriente islâmicos...), pobre e fechado e o norte protestante, aberto e próspero, mantém a pertinência. É só olhar, sem sequer ser necessário ver bem. Nuances há-as seguramente, nomeadamente despoletadas pelas grandes migrações populacionais, mas essencialmente o norte e o centro europeus vão manter a tradição do "estado social". O Sul não se percebe que sendeiros trilhará mas será quem sofrerá mais com as alterações climáticas. Isso já se percebe bem. AST

Nota: um dos livros interessantes e recentes que aborda esta questão, traduzido para português, é "Tornar Eficaz a Globalização", do prémio Nobel da economia (2001) Joseph Stiglitz. A revista TIME (Europa), March 31, 2008, pag 22 e seguintes, traz uma peça muito interessante e elucidativa sobre a temática deste post. Esta edição da revista é dedicada ao Dalai Lama. Um valor acrescentado para este número da revista.



2008/03/17

in www.asianews.it - 10/11/2007


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