2008/05/22
Narco-Bonzos
É patético ler os portugueses politiqueses escreverem que não se deve intervir na Birmânia por questões de soberania (que para eles são mais importantes que a vida dos que estão a morrer cada dia que passa).
Os cinzentos politiqueses são uma casta amorfa, instalada, que emite pareceres por tudo e por nada. Na sua maioria consideram-se "cientistas sociais" (a aberração do termo "ciências sociais" é gritante escusando-me a tecer quaisquer considerações) e não hesitam em apontar onde está o bem e o mal, o que é bom e o que é mau. São da família dos eduqueses que têm, com uma perserverança inaudita, destruído o futuro de gerações de portugueses que agora são simplesmente "chutados" para o estrangeiro, de onde se arriscam a voltar, em tempos de "crise", enxutados para o país de origem que nada tem para lhes oferecer senão desemprego e miséria. Enquanto isso, os eduqueses, bem instalados, claro, continuam as justificar o injustificável e a preparar a experiência seguinte, porque ninguém lhes vai nem ao bolso nem à cara.
Só faltava mesmo os politiqueses fazerem passar, com a subtilidade habitual, que a Junta Militar de Narcotraficantes que domina e escraviza os birmaneses, representa uma soberania ou encerra qualquer legitimidade. Com a perversidade que os caracteriza, comparam a situação da Birmânia ao Iraque, atirando que quem foi contra a invansão do Iraque não pode ser a favor de uma intervenção na Birmânia. É um argumento requintadamente cínico pois, com a ligeireza e a cretinice habitual, passa por cima de uma calamidade natural que até agora já fez morrer e desaparecer mais de 120.000 seres humanos (vidas que para os politiqueses não passam de números), e com o facto das eleições na Birmânia terem sido ganhas por uma senhora que se encontra em prisão domiciliária porque a Junta não as reconheceu. Também "esquecem" o facto de, enquanto os cadáveres populavam o país logo a seguir ao furacão, a Junta aproveitou para fazer um Referendum que "legitima" a sua manutenção no poder. Também "olvildam" que o Iraque é trucidado por correntes muçulmanas que se matam umas às outras, fazendo da democracia algo exótico e inviável para aquela gente, ao passo que os birmaneses são budistas e, por natureza e cultura, pacifistas. Os politiqueses sabem de tudo isto muitíssimo bem. Simplesmente, tal como os primos eduqueses, são umas bestas.
Narcoditadura
A Birmânia é uma narcoditadura criminosa, onde os militares no poder preferem deixar morrer a população a ver o seu poder questionado. Ester Mucznik in Público, 22 Maio, pag 43
"Serão mais importantes as normas que protegem a soberania de cada país ou as que defendem a vida?", questiona ainda Bernard Kouchner. idem
O humor de Lurdes Rodrigues
Se tudo o resto falhar, Maria de Lurdes Rodrigues poderá fazer carreira no humor. A Ministra afirmou que as escolas não devem chumbar os alunos: "A repetência não serve os alunos e as escolas". E o curioso é que Lurdes Rodrigues diz estas coisas com um ar muito sério, não percebendo a graça involuntária que tem. Aliás, 'humor involuntário' é a expressão que melhor descreve esta pedagogia ministerial: a escola não deve chumbar o aluno, mesmo quando este não sabe fazer uma conta de dividir. Lurdes Rodrigues tornou explícito algo que já estava implícito no ensino português: 'aprender' já não é necessário. A escola já não ensina; a sua função é 'entreter'. Os adolescentes são entretidos enquanto os pais trabalham, e os professores ficam reduzidos à condição de "baby-sitters" com canudos. Que futuros cidadãos estão a ser criados neste facilitismo? Queremos cidadãos que chegam à faculdade sem hábitos de trabalho e sem capacidades básicas?
Lurdes Rodrigues revela o pior do 'eduquês'. Esta ideologia vive obcecada com o igualitarismo: todos os meninos são iguais, dizem os pedagogos. A escola do 'eduquês' oferece diversão e não conhecimento por causa de um ponto mui simples: se a escola ensinasse realmente as crianças, toda a gente perceberia que os 'meninos', afinal, não são todos iguais; há uns mais inteligentes, e há aqueles que merecem chumbar. Ora, chumbar alguém representa a negação do igualitarismo. Portanto, o 'eduquês' aboliu a 'retenção'. E, no processo, aboliu também o mérito e o esforço. Professores e alunos são forçados a marinar nesta mediocridade igualitária. Passam todos porque são todos iguais, eis o "slogan" do Ministério.
No fundo, o 'eduquês' é versão júnior dos 'direitos adquiridos'. No emprego, o paizinho pode ser incompetente, visto que não pode ser despedido. Na escola, o 'menino' pode ser preguiçoso, dado que não pode chumbar. O 'menino' passa de ano porque tem de passar de ano (mesmo quando é um mau aluno), tal como um funcionário público sobe de escalão porque tem de subir (mesmo quando é um péssimo funcionário). Miúdos e graúdos lá vão vivendo nesta orgia de direitos sem deveres que é Portugal. Dizem-me que a palavra saudade não pode ser traduzida para inglês. Certo. Mas também desconfio que a palavra "duty" não é traduzível para português. Henrique Raposo in clix.expresso.pt, 8:00, 12 de Maio de 2008
É patético ler os portugueses politiqueses escreverem que não se deve intervir na Birmânia por questões de soberania (que para eles são mais importantes que a vida dos que estão a morrer cada dia que passa).
Os cinzentos politiqueses são uma casta amorfa, instalada, que emite pareceres por tudo e por nada. Na sua maioria consideram-se "cientistas sociais" (a aberração do termo "ciências sociais" é gritante escusando-me a tecer quaisquer considerações) e não hesitam em apontar onde está o bem e o mal, o que é bom e o que é mau. São da família dos eduqueses que têm, com uma perserverança inaudita, destruído o futuro de gerações de portugueses que agora são simplesmente "chutados" para o estrangeiro, de onde se arriscam a voltar, em tempos de "crise", enxutados para o país de origem que nada tem para lhes oferecer senão desemprego e miséria. Enquanto isso, os eduqueses, bem instalados, claro, continuam as justificar o injustificável e a preparar a experiência seguinte, porque ninguém lhes vai nem ao bolso nem à cara.
Só faltava mesmo os politiqueses fazerem passar, com a subtilidade habitual, que a Junta Militar de Narcotraficantes que domina e escraviza os birmaneses, representa uma soberania ou encerra qualquer legitimidade. Com a perversidade que os caracteriza, comparam a situação da Birmânia ao Iraque, atirando que quem foi contra a invansão do Iraque não pode ser a favor de uma intervenção na Birmânia. É um argumento requintadamente cínico pois, com a ligeireza e a cretinice habitual, passa por cima de uma calamidade natural que até agora já fez morrer e desaparecer mais de 120.000 seres humanos (vidas que para os politiqueses não passam de números), e com o facto das eleições na Birmânia terem sido ganhas por uma senhora que se encontra em prisão domiciliária porque a Junta não as reconheceu. Também "esquecem" o facto de, enquanto os cadáveres populavam o país logo a seguir ao furacão, a Junta aproveitou para fazer um Referendum que "legitima" a sua manutenção no poder. Também "olvildam" que o Iraque é trucidado por correntes muçulmanas que se matam umas às outras, fazendo da democracia algo exótico e inviável para aquela gente, ao passo que os birmaneses são budistas e, por natureza e cultura, pacifistas. Os politiqueses sabem de tudo isto muitíssimo bem. Simplesmente, tal como os primos eduqueses, são umas bestas.
Narcoditadura
A Birmânia é uma narcoditadura criminosa, onde os militares no poder preferem deixar morrer a população a ver o seu poder questionado. Ester Mucznik in Público, 22 Maio, pag 43
"Serão mais importantes as normas que protegem a soberania de cada país ou as que defendem a vida?", questiona ainda Bernard Kouchner. idem
O humor de Lurdes Rodrigues
Se tudo o resto falhar, Maria de Lurdes Rodrigues poderá fazer carreira no humor. A Ministra afirmou que as escolas não devem chumbar os alunos: "A repetência não serve os alunos e as escolas". E o curioso é que Lurdes Rodrigues diz estas coisas com um ar muito sério, não percebendo a graça involuntária que tem. Aliás, 'humor involuntário' é a expressão que melhor descreve esta pedagogia ministerial: a escola não deve chumbar o aluno, mesmo quando este não sabe fazer uma conta de dividir. Lurdes Rodrigues tornou explícito algo que já estava implícito no ensino português: 'aprender' já não é necessário. A escola já não ensina; a sua função é 'entreter'. Os adolescentes são entretidos enquanto os pais trabalham, e os professores ficam reduzidos à condição de "baby-sitters" com canudos. Que futuros cidadãos estão a ser criados neste facilitismo? Queremos cidadãos que chegam à faculdade sem hábitos de trabalho e sem capacidades básicas?
Lurdes Rodrigues revela o pior do 'eduquês'. Esta ideologia vive obcecada com o igualitarismo: todos os meninos são iguais, dizem os pedagogos. A escola do 'eduquês' oferece diversão e não conhecimento por causa de um ponto mui simples: se a escola ensinasse realmente as crianças, toda a gente perceberia que os 'meninos', afinal, não são todos iguais; há uns mais inteligentes, e há aqueles que merecem chumbar. Ora, chumbar alguém representa a negação do igualitarismo. Portanto, o 'eduquês' aboliu a 'retenção'. E, no processo, aboliu também o mérito e o esforço. Professores e alunos são forçados a marinar nesta mediocridade igualitária. Passam todos porque são todos iguais, eis o "slogan" do Ministério.
No fundo, o 'eduquês' é versão júnior dos 'direitos adquiridos'. No emprego, o paizinho pode ser incompetente, visto que não pode ser despedido. Na escola, o 'menino' pode ser preguiçoso, dado que não pode chumbar. O 'menino' passa de ano porque tem de passar de ano (mesmo quando é um mau aluno), tal como um funcionário público sobe de escalão porque tem de subir (mesmo quando é um péssimo funcionário). Miúdos e graúdos lá vão vivendo nesta orgia de direitos sem deveres que é Portugal. Dizem-me que a palavra saudade não pode ser traduzida para inglês. Certo. Mas também desconfio que a palavra "duty" não é traduzível para português. Henrique Raposo in clix.expresso.pt, 8:00, 12 de Maio de 2008
2008/05/21
Guitarrada(s) Portuguesa(s)
Comissão de Ética adiou hoje a votação do relatório sobre Vitalino Canas, que concluiu que o deputado do PS não está em situação de incompatibilidade por ser provedor do trabalhador das empresas de trabalho temporário.
Fontes parlamentares disseram à Lusa que o relatório, do deputado socialista João Serrano, conclui que Vitalino não viola o estatuto dos deputados por considerar que a sua actividade enquanto provedor não é uma “uma actividade de comércio e indústria”, conforme a alínea a), nº6 do artigo 21º do Estatuto dos Deputados.
Segundo as mesmas fontes, o relatório conclui que a actividade do porta-voz do PS como provedor e o facto de ter contactos e negociar com entidades públicas não fere o artigo 21º do estatuto.
...
Há um mês, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, argumentou ser incompatível Vitalino Canas, enquanto provedor do trabalhador das empresas de trabalho temporário, em nome de instituições privadas, estar a negociar com organismos do Estado, como a secretaria de Estado das Comunidades e Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). in ultimahora.publico.clix.pt (21.05.2008 - 15h42 Lusa)
Como o presidente da Lusoponte também não viola, como Jorge Coelho também não violão, perdão, violou... Um autêntico "regabofe" (expressão não original)!
Violão...
Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) é descrita como "paupérrima" e o dinheiro nem chega para comprar reagentes para fazer análises, a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros. A situação está a causar mal-estar interno e, ao que apurou o CM, esta "escolha de prioridades" foi mesmo contestada dentro do próprio conselho directivo, com um dos administradores a opor-se à contratação milionária.
...
Por mês, a assessoria de comunicação, imagem e divulgação científica vai custar ao INSA cerca de 5555 euros –o contrato é de 50 mil, com a duração de oito meses. Um valor bem acima da tabela normal praticada na função pública na área da Saúde. Por exemplo, um médico chefe de serviço, em regime de exclusividade e horário completo de 42 horas (o topo da carreira) ganha mensalmente 5500 euros, de acordo com os valores estipulados para os funcionários do Estado. Também um clínico geral ganha apenas 2600 euros. in correiomanha.pt, 21 Maio 2008 - 10h00
Aqui tá el@!
Galp lucra 1,2 milhões por dia
A Galp Energia registou um lucro no primeiro trimestre deste ano de 109 milhões de euros, ou seja, 1,2 milhões de euros por dia. Os resultados foram apresentados ontem pelo presidente da petrolífera, Ferreira de Oliveira, que aproveitou o encontro com os jornalistas para explicar que não é a empresa que faz os preços. "A Galp é um tomador de preços", sublinhou.
'São excelentes resultados', admitiu o presidente da Galp, apesar das contas revelarem uma queda nos lucros de 8,4 por cento face a igual período de 2007, que só não foi maior devido às vendas de exploração e aos resultados da venda de gás. idem, 21 Maio 2008 - 00h30
Comissão de Ética adiou hoje a votação do relatório sobre Vitalino Canas, que concluiu que o deputado do PS não está em situação de incompatibilidade por ser provedor do trabalhador das empresas de trabalho temporário.
Fontes parlamentares disseram à Lusa que o relatório, do deputado socialista João Serrano, conclui que Vitalino não viola o estatuto dos deputados por considerar que a sua actividade enquanto provedor não é uma “uma actividade de comércio e indústria”, conforme a alínea a), nº6 do artigo 21º do Estatuto dos Deputados.
Segundo as mesmas fontes, o relatório conclui que a actividade do porta-voz do PS como provedor e o facto de ter contactos e negociar com entidades públicas não fere o artigo 21º do estatuto.
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Há um mês, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, argumentou ser incompatível Vitalino Canas, enquanto provedor do trabalhador das empresas de trabalho temporário, em nome de instituições privadas, estar a negociar com organismos do Estado, como a secretaria de Estado das Comunidades e Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). in ultimahora.publico.clix.pt (21.05.2008 - 15h42 Lusa)
Como o presidente da Lusoponte também não viola, como Jorge Coelho também não violão, perdão, violou... Um autêntico "regabofe" (expressão não original)!
Violão...
Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) é descrita como "paupérrima" e o dinheiro nem chega para comprar reagentes para fazer análises, a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros. A situação está a causar mal-estar interno e, ao que apurou o CM, esta "escolha de prioridades" foi mesmo contestada dentro do próprio conselho directivo, com um dos administradores a opor-se à contratação milionária.
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Por mês, a assessoria de comunicação, imagem e divulgação científica vai custar ao INSA cerca de 5555 euros –o contrato é de 50 mil, com a duração de oito meses. Um valor bem acima da tabela normal praticada na função pública na área da Saúde. Por exemplo, um médico chefe de serviço, em regime de exclusividade e horário completo de 42 horas (o topo da carreira) ganha mensalmente 5500 euros, de acordo com os valores estipulados para os funcionários do Estado. Também um clínico geral ganha apenas 2600 euros. in correiomanha.pt, 21 Maio 2008 - 10h00
Aqui tá el@!
Galp lucra 1,2 milhões por dia
A Galp Energia registou um lucro no primeiro trimestre deste ano de 109 milhões de euros, ou seja, 1,2 milhões de euros por dia. Os resultados foram apresentados ontem pelo presidente da petrolífera, Ferreira de Oliveira, que aproveitou o encontro com os jornalistas para explicar que não é a empresa que faz os preços. "A Galp é um tomador de preços", sublinhou.
'São excelentes resultados', admitiu o presidente da Galp, apesar das contas revelarem uma queda nos lucros de 8,4 por cento face a igual período de 2007, que só não foi maior devido às vendas de exploração e aos resultados da venda de gás. idem, 21 Maio 2008 - 00h30
Comunidade Internacional da Treta
O Banco Mundial não vai ajudar as vítimas do ciclone Margis. Porque... a Birmânia deve dinheiro ao banco. Eis um caso paradigmático daquilo para que servem os Bancos. Não pagas? Morre!
Também a ONU parece não servir para grande coisa. Devido ao bloqueio da China, do Vietnam e, claro, da Rússia de Putin (há que não criar precedentes numa das regiões do mundo onde se têm cometido as maiores barbaridades), no Conselho de Segurança, a ONU não vai abrir corredores humanitários para chegar as vítimas. É genial! Entretanto as ONG's que estão no terreno queixam-se de serem perseguidas pelos militares... Não há uma potência que, unilateralmente, invada o país, mande a junta abaixo, a julgue em tribunal marcial por crimes contra a humanidade, e, sobretudo, salve os birmaneses?
E, de repente, apetece morrer
LUIZ PACHECO (1925-2008)
«e, de repente, apetece morrer. Apetece o grande sossego, imóbil e definitivo. Realmente dormir acabado. O silêncio. A solidão sem sobressaltos paisagens caras novas. A paz connosco. E sem espelho. Não ver ninguém, já mais ninguém. Esta esperança mais que certa seja acompanhada de cantos e alegria. Sem olhar para trás, para quem fica andando, inda ache graça. Os imprevisíveis lamentáveis acidentes da nossa viagem, mesmo os veniais, aqueles de que nos não demos conta na altura mas ficaram vibrando ocultos em nós como alarmes parasitas, clandestinos mas insistentes, uma térmita na aparência insignificante inofensiva embora voraz e teimosa, continuaram ressoando corroendo desfazendo lentamente uma qualquer fibra que nunca saberemos onde estava e era importante. Não se previa já? ou seria então o alvo determinado, a rota desde sempre planeada que muito nos espanta permanecesse assim mascarada doutros caminhos possíveis. A sabermos tudo antes, que chateza, que falta de iniciativa! morte prematura. Insisto, jogando no António Maria Lisboa: apetece descansar e deixar os outros descansar e descansados.» Maio 20, 2008 at 10:52 pm
JCM Diz:
Maio 20, 2008 at 11:16 pm
Julgo que Portugal está no bom caminho. Segundo o relatório citado “The level of inequality in Portugal is comparable to that observed in North America, which is thought to have the highest level of inequality in the developed world (see OECD, 2005)”.
Não só nos aproximámos do modelo (EUA) que toda a Europa quer copiar, como o alcançámos. Agora o esforço dos governos é para conseguirmos níveis de desigualdade do tipo do Brasil ou do Chile.
A ideia é conseguir mesmo, no virar da década, uma desigualdade de tipo africana.
Professora Diz:
Maio 20, 2008 at 11:41 pm
Acrescentem a este estudo, os dados de que ninguém ainda fala (não interessa nada, não é?) - os da emigração.
Desde o início deste ano lectivo, a minha turma tem menos 4 alunos. Três famílias já emigraram. A quarta vai em Julho.
JCM Diz:
Maio 20, 2008 at 11:47 pm
Cara Professora,
Isso não configura abandono escolar? Logo 4… A coisa está negra. Não deveria ter impedido as famílias de deixar a pátria amada e levar as crianças deste belo sistema educativo? Como é que as pessoas podem não gostar da escola da senhora ministra e do Valter? (comentários do educar.wordpress.com)
O Banco Mundial não vai ajudar as vítimas do ciclone Margis. Porque... a Birmânia deve dinheiro ao banco. Eis um caso paradigmático daquilo para que servem os Bancos. Não pagas? Morre!
Também a ONU parece não servir para grande coisa. Devido ao bloqueio da China, do Vietnam e, claro, da Rússia de Putin (há que não criar precedentes numa das regiões do mundo onde se têm cometido as maiores barbaridades), no Conselho de Segurança, a ONU não vai abrir corredores humanitários para chegar as vítimas. É genial! Entretanto as ONG's que estão no terreno queixam-se de serem perseguidas pelos militares... Não há uma potência que, unilateralmente, invada o país, mande a junta abaixo, a julgue em tribunal marcial por crimes contra a humanidade, e, sobretudo, salve os birmaneses?
E, de repente, apetece morrer
LUIZ PACHECO (1925-2008)
«e, de repente, apetece morrer. Apetece o grande sossego, imóbil e definitivo. Realmente dormir acabado. O silêncio. A solidão sem sobressaltos paisagens caras novas. A paz connosco. E sem espelho. Não ver ninguém, já mais ninguém. Esta esperança mais que certa seja acompanhada de cantos e alegria. Sem olhar para trás, para quem fica andando, inda ache graça. Os imprevisíveis lamentáveis acidentes da nossa viagem, mesmo os veniais, aqueles de que nos não demos conta na altura mas ficaram vibrando ocultos em nós como alarmes parasitas, clandestinos mas insistentes, uma térmita na aparência insignificante inofensiva embora voraz e teimosa, continuaram ressoando corroendo desfazendo lentamente uma qualquer fibra que nunca saberemos onde estava e era importante. Não se previa já? ou seria então o alvo determinado, a rota desde sempre planeada que muito nos espanta permanecesse assim mascarada doutros caminhos possíveis. A sabermos tudo antes, que chateza, que falta de iniciativa! morte prematura. Insisto, jogando no António Maria Lisboa: apetece descansar e deixar os outros descansar e descansados.» Maio 20, 2008 at 10:52 pm
JCM Diz:
Maio 20, 2008 at 11:16 pm
Julgo que Portugal está no bom caminho. Segundo o relatório citado “The level of inequality in Portugal is comparable to that observed in North America, which is thought to have the highest level of inequality in the developed world (see OECD, 2005)”.
Não só nos aproximámos do modelo (EUA) que toda a Europa quer copiar, como o alcançámos. Agora o esforço dos governos é para conseguirmos níveis de desigualdade do tipo do Brasil ou do Chile.
A ideia é conseguir mesmo, no virar da década, uma desigualdade de tipo africana.
Professora Diz:
Maio 20, 2008 at 11:41 pm
Acrescentem a este estudo, os dados de que ninguém ainda fala (não interessa nada, não é?) - os da emigração.
Desde o início deste ano lectivo, a minha turma tem menos 4 alunos. Três famílias já emigraram. A quarta vai em Julho.
JCM Diz:
Maio 20, 2008 at 11:47 pm
Cara Professora,
Isso não configura abandono escolar? Logo 4… A coisa está negra. Não deveria ter impedido as famílias de deixar a pátria amada e levar as crianças deste belo sistema educativo? Como é que as pessoas podem não gostar da escola da senhora ministra e do Valter? (comentários do educar.wordpress.com)
2008/05/20
CORAGEM PORTUGUESES
A
... Vós, ó portugueses da minha geração que, como eu, não tendes culpa nenhuma de serdes portugueses. (...) Gritai nas razões das vossas existências que tendes direito a uma pátria civilizada. (...) O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, Portugueses, só vos faltam as qualidades.
Almada Negreiros, Ultimatum Futurista (Manifesto às Gerações Portuguesas do Século XX, 1917) in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com, 19 de Maio, 18:08
Engenharia social...
As ciências sociais não são nem podem ser, por motivos éticos, ciências experimentais. Segue-se que não é possível refutar uma teoria através do método experimental. E não sendo possível refutá-la pelo método experimental, também não é possível refutá-la de forma clara e imediata por método nenhum. Os cientistas sociais deviam ser os primeiros a reconhecer as poucas certezas que existem sobre o conhecimento que possuem e a serem conservadores nas suas propostas práticas. Mesmo que eles acreditem que a fusão entre o 1º e 2º ciclos do ensino básico é desejável, porque raio é que propõem uma remodelação do sistema de ensino? Uma remodelação do sistema de ensino afecta toda a gente de forma involuntária. Porque é que não fazem uma proposta mais conservadora, limitada e com menos riscos de conduzir ao desastre? Por exemplo, porque é que não defendem liberdade de ensino que permita aos diversos sectores da sociedade experimentar de forma voluntária (e necessariamente limitada) as diversas propostas que existem sobre o assunto? in blasfemias.net, JoaoMiranda em 20 Maio, 12:18 pm
A continuação do "impto reformista" na educação procura mascarar a total e completa falência de todas as políticas que foram desenvolvidas para o sector e que são no mínimo cretinas, para não dizer criminosas. A senhora Lurdes Rodrigues (ex-professora do ensino básico que omite isso do respectivo curriculum), com a avalanche de reformas (contando, no início, com o silêncio cúmplice dos sindicatos), estava à espera que a "coisa" passasse e que os prof's se mantivessem anestesiados e quietinhos, como estava a acontecer até ela, ex-professora do ensino básico, entrar em acção. Teve azar: os sindicatos arriscam-se a ficar reduzidos às direcções mais uns poucos de "crentes", os professores encontram organizações alternativas não controladas pelos partidos (ao contrário dos sindicatos que estão totalmente presos às agendas dos partidos que os controlam), e a ministra fica a falar sózinha acompanhada dos sindicalistas profissionais, mais o seu Entendimentum. Provavelmente o Sr. Sousa vai pedir à senhora Rodrigues que, por cansaço, disponibilize o lugar antes do início do periodo eleitoral, que grosso modo corresponde ao re-início da contestação dos professores, "e tudo o vento levou", restando conflitos e tensões que levarão anos a dissolverem-se. Então, o Sr. Sousa dirá, em pleno periodo eleitoral, que este governo soube dialogar e escutar as partes...
Expo 98...
# ideiafixa Diz:
20 Maio, 2008 às 5:03 pm
Como a Expo 98 foi um projecto bem sucedido, principalmente o aluguer dos barcos para alojamento, seguiu-se outro projecto estrutural - os 10 estádios do Euro 2004.
A seguir vem o aeroporto e o TGV que também serão estruturais.
Se não fossem projectos como estes ainda estavamos na cauda da Europa.
balde-de-cal Diz:
20 Maio, 2008 às 9:42 pm
25% da população é pobre e miserável. a restante está na fila de espera
J Diz:
20 Maio, 2008 às 9:55 pm
Para quem não sabe, por cada 1m49 euros de gasolina sem chumbo 95, cerca de 80 centimos de euro vão para o Sr. Teixeira dos Santos alimentar os Rendimentos Mínimos, as Reformas do Sr. Silva e os projectos de consultadoria da Ota!
Anónimo Diz:
20 Maio, 2008 às 10:49 pm
O Sr.Presidente da Golpe Energia também tem uma tese que eu gostava que o João Miranda tivesse ouvido.
Diz ele que as “marcas brancas”, (supermercados, revendedores independentes) são em muito maior quantidade em Portugal que em Espanha.
Como a procura tem diminuido, estes revendedores vêem diminuídas as suas receitas, por isso aumentam mais o preço VP. Como há mais em Portugal, isso explicaria o PVP mais alto em Portugal que Espanha.
Nota: não me pareceu que se tivesse rido quando disse isso, por isso acho que não estava a brincar e como não corou, ou estava mesmo convencido do que dizia ou é um bom actor. Deve ser apenas um bom actor, porque não me consta que o tivessem despedido imediatamente por incompetência.
caodeguarda Diz:
20 Maio, 2008 às 11:33 pm
Pois… gostava de ver um boicote… o Sr. Silva quando era PM resolvia-os à bastonada… sempre queria saber como os resolveria agora… (comentários em blasfemias.net)
Luisa Novo Diz:
Maio 20, 2008 at 9:54 pm
“O Coordenador do Observatório da Segurança Escolar, João Sebastião, alertou, esta terça-feira, para o facto de existirem alunos com 13 ou 14 anos em escolas do 1º ciclo do ensino básico, e considerou que isso leva a «situações de conflitualidade grave».
No ano lectivo de 2006/2007, das escolas em que se registaram ocorrências graves ou muito graves de violência, «duas ou três são do 1º ciclo [antiga escola primária]», revelou o coordenador à margem da audição parlamentar «Violência/Segurança nas Escolas», que decorreu esta terça-feira na Assembleia da República.
Um caso grave ou muito grave sucede, nas palavras de João Sebastião, quando «um aluno mais velho (13 ou 14 anos) entra numa escola e agride violentamente um aluno pequeno (6, 7 ou 8 anos)».
«Esses alunos deviam estar - e é uma directiva do secretário de Estado feita em 2005 ou 2006 - no sítio certo. Deviam acompanhar o grupo de idade. O problema é que as escolas fizeram ouvidos moucos à sugestão», defendeu.
«Os agrupamentos escolares têm recursos para dar aulas aos alunos onde eles deveriam estar. Até porque, não é só um aluno que não sabe ler e escrever, ou que tem grandes dificuldades. São muitos. Esses muitos dão um grupo numa escola de 2º ou 3º ciclo», disse.
João Sebastião defende que este tipo de estudantes poderá, numa escola de 3º ciclo, «ao mesmo tempo que aprende a ler e a escrever, frequentar um Curso de Educação e Formação (CEF) ou fazer parte de um Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF), por exemplo».
Eu gostava que este senhor me dissesse quantos casos conhece com 13 e 14 anos em escolas SÓ de 1º ciclo. É que alunos de 6 anos misturados com alunos de 13 e 14 conheço, mas é nas EBI, e de acordo com o depoimento deste post, é no que querem apostar. (nos comentários em educar.wordpress.com)
A
... Vós, ó portugueses da minha geração que, como eu, não tendes culpa nenhuma de serdes portugueses. (...) Gritai nas razões das vossas existências que tendes direito a uma pátria civilizada. (...) O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, Portugueses, só vos faltam as qualidades.
Almada Negreiros, Ultimatum Futurista (Manifesto às Gerações Portuguesas do Século XX, 1917) in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com, 19 de Maio, 18:08
Engenharia social...
As ciências sociais não são nem podem ser, por motivos éticos, ciências experimentais. Segue-se que não é possível refutar uma teoria através do método experimental. E não sendo possível refutá-la pelo método experimental, também não é possível refutá-la de forma clara e imediata por método nenhum. Os cientistas sociais deviam ser os primeiros a reconhecer as poucas certezas que existem sobre o conhecimento que possuem e a serem conservadores nas suas propostas práticas. Mesmo que eles acreditem que a fusão entre o 1º e 2º ciclos do ensino básico é desejável, porque raio é que propõem uma remodelação do sistema de ensino? Uma remodelação do sistema de ensino afecta toda a gente de forma involuntária. Porque é que não fazem uma proposta mais conservadora, limitada e com menos riscos de conduzir ao desastre? Por exemplo, porque é que não defendem liberdade de ensino que permita aos diversos sectores da sociedade experimentar de forma voluntária (e necessariamente limitada) as diversas propostas que existem sobre o assunto? in blasfemias.net, JoaoMiranda em 20 Maio, 12:18 pm
A continuação do "impto reformista" na educação procura mascarar a total e completa falência de todas as políticas que foram desenvolvidas para o sector e que são no mínimo cretinas, para não dizer criminosas. A senhora Lurdes Rodrigues (ex-professora do ensino básico que omite isso do respectivo curriculum), com a avalanche de reformas (contando, no início, com o silêncio cúmplice dos sindicatos), estava à espera que a "coisa" passasse e que os prof's se mantivessem anestesiados e quietinhos, como estava a acontecer até ela, ex-professora do ensino básico, entrar em acção. Teve azar: os sindicatos arriscam-se a ficar reduzidos às direcções mais uns poucos de "crentes", os professores encontram organizações alternativas não controladas pelos partidos (ao contrário dos sindicatos que estão totalmente presos às agendas dos partidos que os controlam), e a ministra fica a falar sózinha acompanhada dos sindicalistas profissionais, mais o seu Entendimentum. Provavelmente o Sr. Sousa vai pedir à senhora Rodrigues que, por cansaço, disponibilize o lugar antes do início do periodo eleitoral, que grosso modo corresponde ao re-início da contestação dos professores, "e tudo o vento levou", restando conflitos e tensões que levarão anos a dissolverem-se. Então, o Sr. Sousa dirá, em pleno periodo eleitoral, que este governo soube dialogar e escutar as partes...
Expo 98...
# ideiafixa Diz:
20 Maio, 2008 às 5:03 pm
Como a Expo 98 foi um projecto bem sucedido, principalmente o aluguer dos barcos para alojamento, seguiu-se outro projecto estrutural - os 10 estádios do Euro 2004.
A seguir vem o aeroporto e o TGV que também serão estruturais.
Se não fossem projectos como estes ainda estavamos na cauda da Europa.
balde-de-cal Diz:
20 Maio, 2008 às 9:42 pm
25% da população é pobre e miserável. a restante está na fila de espera
J Diz:
20 Maio, 2008 às 9:55 pm
Para quem não sabe, por cada 1m49 euros de gasolina sem chumbo 95, cerca de 80 centimos de euro vão para o Sr. Teixeira dos Santos alimentar os Rendimentos Mínimos, as Reformas do Sr. Silva e os projectos de consultadoria da Ota!
Anónimo Diz:
20 Maio, 2008 às 10:49 pm
O Sr.Presidente da Golpe Energia também tem uma tese que eu gostava que o João Miranda tivesse ouvido.
Diz ele que as “marcas brancas”, (supermercados, revendedores independentes) são em muito maior quantidade em Portugal que em Espanha.
Como a procura tem diminuido, estes revendedores vêem diminuídas as suas receitas, por isso aumentam mais o preço VP. Como há mais em Portugal, isso explicaria o PVP mais alto em Portugal que Espanha.
Nota: não me pareceu que se tivesse rido quando disse isso, por isso acho que não estava a brincar e como não corou, ou estava mesmo convencido do que dizia ou é um bom actor. Deve ser apenas um bom actor, porque não me consta que o tivessem despedido imediatamente por incompetência.
caodeguarda Diz:
20 Maio, 2008 às 11:33 pm
Pois… gostava de ver um boicote… o Sr. Silva quando era PM resolvia-os à bastonada… sempre queria saber como os resolveria agora… (comentários em blasfemias.net)
Luisa Novo Diz:
Maio 20, 2008 at 9:54 pm
“O Coordenador do Observatório da Segurança Escolar, João Sebastião, alertou, esta terça-feira, para o facto de existirem alunos com 13 ou 14 anos em escolas do 1º ciclo do ensino básico, e considerou que isso leva a «situações de conflitualidade grave».
No ano lectivo de 2006/2007, das escolas em que se registaram ocorrências graves ou muito graves de violência, «duas ou três são do 1º ciclo [antiga escola primária]», revelou o coordenador à margem da audição parlamentar «Violência/Segurança nas Escolas», que decorreu esta terça-feira na Assembleia da República.
Um caso grave ou muito grave sucede, nas palavras de João Sebastião, quando «um aluno mais velho (13 ou 14 anos) entra numa escola e agride violentamente um aluno pequeno (6, 7 ou 8 anos)».
«Esses alunos deviam estar - e é uma directiva do secretário de Estado feita em 2005 ou 2006 - no sítio certo. Deviam acompanhar o grupo de idade. O problema é que as escolas fizeram ouvidos moucos à sugestão», defendeu.
«Os agrupamentos escolares têm recursos para dar aulas aos alunos onde eles deveriam estar. Até porque, não é só um aluno que não sabe ler e escrever, ou que tem grandes dificuldades. São muitos. Esses muitos dão um grupo numa escola de 2º ou 3º ciclo», disse.
João Sebastião defende que este tipo de estudantes poderá, numa escola de 3º ciclo, «ao mesmo tempo que aprende a ler e a escrever, frequentar um Curso de Educação e Formação (CEF) ou fazer parte de um Programa Integrado de Educação e Formação (PIEF), por exemplo».
Eu gostava que este senhor me dissesse quantos casos conhece com 13 e 14 anos em escolas SÓ de 1º ciclo. É que alunos de 6 anos misturados com alunos de 13 e 14 conheço, mas é nas EBI, e de acordo com o depoimento deste post, é no que querem apostar. (nos comentários em educar.wordpress.com)
O afundamento de Portugal
Um Longo Caminho de Ajustamento para Percorrer – Portugal, os próximos anos serão vividos com um elevado sofrimento social, económico e até político
A semana passada foi a vez dos portugueses assentarem os pés na terra e passarem a encarar o seu futuro com mais realismo, com os dados divulgados pelo INE sobre o nosso raquítico crescimento. A semana passada caiu a máscara oficial: Portugal está a caminho de uma longa depressão. E as ilusões criadas por um poder político impreparado para falar a verdade ao país terão mais más consequências que boas. Além disso a realidade não se muda por decreto ou com falso optimismo.
Portugal no primeiro trimestre de 2008 cresceu apenas 0,9% em termos homólogos, ao passo que no resto da Europa o crescimento médio foi de 2,2%. Além desta divergência estrondosa o que gera mais perpelixidade é que o crescimento económico europeu continuou a set forte como no trimestre anterior, em especial na Alemanha e França; ao passo que em Portugal o PIB caiu mesmo face ao trimestre anterior. Ou seja, pese embora o mau ambiente gerado pela desaceleração espanhola, na verdade Portugal deixou de crescer mais por deficiências endógenas que devido à conjuntura externa.
Mas as más notícias não se ficaram por aqui. Outras notícias saídas nos últimos dias são preocupantes, duas em especial, que foram saudadas pelo poder político como boas. Mas que de boas nada tem. Uma delas foi que o Investimento Directo Estrangeiro se afundou, e em menos de dois aos, Portugal destruiu quase qualquer capacidade para atrair investimento externo. Hoje o IDE é residual e assenta sobretudo em aproveitamento produtivo de factores naturais, leia-se, recursos naturais. O investimento estrangeiro posiciona-se na extracção de minérios, como a recente reabertura das Minas de Aljustrel; e no aproveitamento da madeira, com a abertura de um fábrica da IKEA, que ao mesmo tempo obteve importantes condições financeiras do Estado português para se estabelecer comercialmente em Portugal.
A outra má notícia é que Portugal tem cada vez mais mão-de-obra qualificada e barata. E apesar da abundância de mão-de-obra barata e qualificada, Portugal não consegue atrair bom investimento estrangeiro. Demonstrando que a aposta na educação e formação profissional de nada vale ao tecido produtivo se não forem reunidas muitas outras condições atractivas para o investimento do exterior. Não deverá ser por acaso que o governo decidiu voltar ao modelo anterior de desenvolvimento com a aposta nas obras públicas, para gerar algum crescimento económico. Segundo alguns números divulgados, o governo prepara-se para lançar obras faraónicas no valor de 12% do seu PIB. O que é demonstrativo da falência da aposta na qualificação e formação dos seus trabalhadores e do famigerado Choque Tecnológico. A política de betão está de volta, com os naturais custos inerentes a serem transferidos para os próximos 20 anos, o que aliados ao passado, tornará Portugal numa espécie de Mezzogiorno Ibérico.
Mas as verdadeiras más notícias foram vendidas ao país como boas notícias. A primeira delas é a criação de empregos no primeiro trimestre de 2008 comparativamente com 2007. Segundo o INE, o número de empregados cresceu 1,1%, face ao ano anterior. E aqui parecendo que este maior número de activos empregados é bom para o país, não o é. Não o é tendo em conta que a economia portuguesa apenas cresceu 0,9% face ao ano anterior. Ou seja, Portugal conheceu uma queda na sua produtividade. Ou dito de outro modo, precisou de mais activos para gerar menos riqueza relativa. O que na prática quer dizer que são empregos sem futuro e apenas temporários. Porque a produtividade está de novo a cair em Portugal, mostrando que a economia portuguesa já não consegue aguentar as forças económicas em presença, como maiores taxas de juro, maiores preços das matérias-primas, em especial as energéticas, etc. Na verdade, com a divulgação deste mau crescimento económico a par deste aumento de activos empregados, poderemos antever, com elevado grau de certeza, que a economia portuguesa prepara-se para viver um depressão económica dura, longa e bastante sofrida.
A outra notícia bastante preocupante mas que confirma o clima depressivo em Portugal são os dados da inflação relativos ao mês de Abril que se saldou pelos 2,5%, em termos homólogos. E estes dados, vendidos ao país como bons resultados económicos escondem uma realidade por trás bastante dura e preocupante: a economia portuguesa está a viver sob um clima depressivo profundo e deflacionista. E está se tivermos em conta que o cada vez maior preço das matérias-primas está a pressionar o tecido produtivo de uma forma trágica. Desde o petróleo aos alimentos, a generalidade destes produtos têm subido de preço a ritmos cada vez mais elevados e no entanto o tecido produtivo não consegue transferir este enorme aumento de custos para o consumidor. Mostrando que Portugal vive sob força depressivas enormes, devido à fraca procura. As margens do tecido produtivo deverão estar a comprimir-se de um modo bastante preocupante, sendo de prever uma nova onda de falências das nossas empresas nos próximos trimestres.
As forças depressivas são poderosas em Portugal e tanto o são que as vendas a retalho estão em queda. Assim como, por exemplo, as vendas de gasolina. Ou seja, a procura interna está a viver mais um colapso, sendo de destacar tanto a queda no consumo privado como no investimento. E estas forças depressivas, derivadas de uma fraqueza na procura, estão a asfixiar ainda mais o tecido produtivo na medida que a sensibilidade ao preço por parte dos consumidores é cada vez maior, como se prova pela queda relativa da inflação portuguesa face ao exterior.
Todas estas notícias nos dão um profundo sinal de alarme. IDE em queda, procura interna em queda, quedas na produtividade, retorno à famosa política de betão como modelo de desenvolvimento, quedas no nível de vida dos activos mais qualificados e choques económicos para amortizar, deverão gerar uma profunda depressão económica e social, que deverá ser mais longa, dura e sofrida do que seria desejável.
Portugal não consegue produzir mais e melhor. Mas está endividado, tem um Estado que parasita todo o tecido produtivo e profundamente ineficiente. Para mais, Portugal tem um elevado défice externo que a prazo terá que ser corrigido, pois se a sua produtividade não sobe, também terá que ter uma queda no seu nível de rendimentos. De molde a que se ajuste à sua fraca produtividade, que ainda por cima está agora em queda, com crescimentos negativos.
Além de produzir cada vez pior e ineficientemente, com o uso de cada vez mais activos para produzir menos, Portugal tem um Estado que consome todos os recursos que pode. Porque o Estado não conseguiu conter a sua gula por recursos e os seus gastos já absorveram quase todos os ganhos que obteve pelo maior aumento da carga fiscal de que há memória. A par de Portugal, só a Espanha teve um aumento da pressão fiscal equiparável, em toda a Europa, segundo um Instituto de estudos económicos espanhol. Isto é, o Estado consome cada vez mais recursos e produz cada vez menos, mostrando que também vive uma queda assustadora na sua própria produtividade. Desta forma asfixia cada vez mais o já fraco e débil tecido produtivo.
Os próximos anos serão dolorosos para os portugueses, em especial os mais fracos e desfavorecidos. O número de falências irá aumentar, o desemprego irá crescer, os salários reais cairem cada vez mais e o ajustamento estrutural inevitável será longo e prolongado. E quer se use os Custos Unitários de Trabalho, que se use a Produtividade como medidas para estabelecer tendências futuras para o nosso comportamento económico, ambos nos dizem que Portugal só tem dois caminhos: ou Portugal aumenta a sua produtividade para que esta sustente o actual nível de vida; ou o seu nível de vida terá que descer para se ajustar á sua capacidade de criação de riqueza.
Infelizmente Portugal não consegue elevar a sua produtividade. Pelo contrário, esta encontra-se em queda. Logo, o nível de vida médio dos portugueses irá cair. Será um processo longo, duro e bastante causador de sofrimento social. É inevitável. É o realismo económico sob as vestes do pessimismo económico. É o afundar completo de Portugal. Anti-Comuna in blasfemias.net (comentários), 20 Maio às 12:35 pm
Reconfiguração da escola
À escola tem vindo a ser progressivamente atribuídas mais funções sem que, contudo, se tenha ainda registado um pensamento profundamente transformador. O conceito de “escola de espectro lato” como centro comunitário, polivalente, organizado numa perspectiva de abertura à sociedade e à aprendizagem ao longo da vida, com expressão já visível na Holanda, deverá constituir um referente a explorar até pela ligação que possibilita com políticas de formação de adultos, incluindo os próprios pais e também com políticas municipais numa lógica de “a cidade como escola”. In Relatório do CNE, A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos, p. 126
Comentário
Um ponto prévio: o Relatório do CNE é um excelente documento técnico. É um documento de trabalho que eu vou ter em conta nas minhas análises e reflexões embora discorde da concepção de escola básica e de professor que está presente na maior parte dos capítulos.
Quem ler o Relatório do CNE, sobretudo as conclusões e os capítulos escritos por Maria do Céu Roldão e Natércio Afonso, verifica que existe uma consonância muito grande entre a perspectiva de escola e de profissão docente defendida e posta em prática pela ministra da educação e as recomendações do Relatório. As conclusões e as recomendações finais reflectem o peso da opção por uma concepção assistencialista de escola e por uma perspectiva do professor como prestador de cuidados sociais. Os autores do Relatório do CNE falam mesmo em reconfiguração da escola e assumem, implicitamente, que as novas funções sociais, assistenciais e de guarda de crianças e adolescentes devem passar para o núcleo central da missão da escola e das funções dos professores. É por isso que concordam com o novo quadro de habilitação profissional para a docência, que estipula uma formação inicial de professores assente num 1º ciclo de 3 anos de formação em educação básica, seguido de um 2º ciclo de 2 ou 3 semestres, com vários perfis, um deles para formar professores generalistas para os 6 primeiros anos de escolaridade. Não parecem preocupar-se com o facto de o novo modelo de formação inicial ser um mosaico de generalidades que não permite que os diplomados saiam com uma sólida cultura científica e pedagógica. Não os preocupa, nem à ministra da educação, que o decreto lei nº 43/2007 de 22 de Fevereiro, que estabelece o novo quadro jurídico da formação inicial de professores, seja uma clara violação da Lei de Bases do Sistema Educativo. Para além de representar um enorme retrocesso na formação inicial de professores. Um retrocesso que se caracteriza pela imposição de uma grelha de planos de estudos que é uma mera soma de generalidades, sem que os alunos tenham a possibilidade de aprofundar conhecimentos em coisa nenhuma. in professoresramiromarques.blogspot.com, 20 de Maio, 12:17
Saqueando
O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.
O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa. Está a viver no Porto, tendo residência oficial em Lisboa. Continua a dar aulas, ele e a mulher, na Universidade, no Porto e é Presidente da Bolsa de Valores do Porto.
Enquanto estes canalhas andam a roubar o direito ao salário e à carreira dos funcionários, ao mesmo tempo pagam-se a eles próprios 'subsídios de residência', cujos montantes são superiores ao que auferem mensalmente 80% dos funcionários no seu próprio salário! E isto só em 'subsídio'! Ou seja, a técnica é esta: Rouba-se a muitos, para dar muito, a poucos! Esta é a política do desgoverno, dito 'socialista'! (recebido em e-mail)
Golpadas
Os deputados socialistas, professores, querem passar de imediato a professores titulares, sem darem aulas e sem serem avaliados e tudo isto com o beneplácio do sr josé pinto de sousa.
Os deputados do PS estão contra os professores, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.
Retirado da Ordem Trabalhos de reunião ME / Plataforma:
Ponto 8
Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais. (recebido em e-mail)
Professor, deixa de dar lucro a quem te insulta!
Existe um jornal neste país que tem denegrido, sistematicamente, a imagem dos professores: o "Correio da Manhã". Desde o célebre artigo do senhor E. Rangel até à noticia mais vulgar os docentes são sempre um alvo a abater.
Este "jornal" pertence ao Grupo Cofina, que possui também as publicações:
Sábado;
Record;
Pc Guia;
AutoMotor;
Máxima;
JNegócios;
Rotas & Destinos;
Semana Informática;
(recebido em e-mail)
Um Longo Caminho de Ajustamento para Percorrer – Portugal, os próximos anos serão vividos com um elevado sofrimento social, económico e até político
A semana passada foi a vez dos portugueses assentarem os pés na terra e passarem a encarar o seu futuro com mais realismo, com os dados divulgados pelo INE sobre o nosso raquítico crescimento. A semana passada caiu a máscara oficial: Portugal está a caminho de uma longa depressão. E as ilusões criadas por um poder político impreparado para falar a verdade ao país terão mais más consequências que boas. Além disso a realidade não se muda por decreto ou com falso optimismo.
Portugal no primeiro trimestre de 2008 cresceu apenas 0,9% em termos homólogos, ao passo que no resto da Europa o crescimento médio foi de 2,2%. Além desta divergência estrondosa o que gera mais perpelixidade é que o crescimento económico europeu continuou a set forte como no trimestre anterior, em especial na Alemanha e França; ao passo que em Portugal o PIB caiu mesmo face ao trimestre anterior. Ou seja, pese embora o mau ambiente gerado pela desaceleração espanhola, na verdade Portugal deixou de crescer mais por deficiências endógenas que devido à conjuntura externa.
Mas as más notícias não se ficaram por aqui. Outras notícias saídas nos últimos dias são preocupantes, duas em especial, que foram saudadas pelo poder político como boas. Mas que de boas nada tem. Uma delas foi que o Investimento Directo Estrangeiro se afundou, e em menos de dois aos, Portugal destruiu quase qualquer capacidade para atrair investimento externo. Hoje o IDE é residual e assenta sobretudo em aproveitamento produtivo de factores naturais, leia-se, recursos naturais. O investimento estrangeiro posiciona-se na extracção de minérios, como a recente reabertura das Minas de Aljustrel; e no aproveitamento da madeira, com a abertura de um fábrica da IKEA, que ao mesmo tempo obteve importantes condições financeiras do Estado português para se estabelecer comercialmente em Portugal.
A outra má notícia é que Portugal tem cada vez mais mão-de-obra qualificada e barata. E apesar da abundância de mão-de-obra barata e qualificada, Portugal não consegue atrair bom investimento estrangeiro. Demonstrando que a aposta na educação e formação profissional de nada vale ao tecido produtivo se não forem reunidas muitas outras condições atractivas para o investimento do exterior. Não deverá ser por acaso que o governo decidiu voltar ao modelo anterior de desenvolvimento com a aposta nas obras públicas, para gerar algum crescimento económico. Segundo alguns números divulgados, o governo prepara-se para lançar obras faraónicas no valor de 12% do seu PIB. O que é demonstrativo da falência da aposta na qualificação e formação dos seus trabalhadores e do famigerado Choque Tecnológico. A política de betão está de volta, com os naturais custos inerentes a serem transferidos para os próximos 20 anos, o que aliados ao passado, tornará Portugal numa espécie de Mezzogiorno Ibérico.
Mas as verdadeiras más notícias foram vendidas ao país como boas notícias. A primeira delas é a criação de empregos no primeiro trimestre de 2008 comparativamente com 2007. Segundo o INE, o número de empregados cresceu 1,1%, face ao ano anterior. E aqui parecendo que este maior número de activos empregados é bom para o país, não o é. Não o é tendo em conta que a economia portuguesa apenas cresceu 0,9% face ao ano anterior. Ou seja, Portugal conheceu uma queda na sua produtividade. Ou dito de outro modo, precisou de mais activos para gerar menos riqueza relativa. O que na prática quer dizer que são empregos sem futuro e apenas temporários. Porque a produtividade está de novo a cair em Portugal, mostrando que a economia portuguesa já não consegue aguentar as forças económicas em presença, como maiores taxas de juro, maiores preços das matérias-primas, em especial as energéticas, etc. Na verdade, com a divulgação deste mau crescimento económico a par deste aumento de activos empregados, poderemos antever, com elevado grau de certeza, que a economia portuguesa prepara-se para viver um depressão económica dura, longa e bastante sofrida.
A outra notícia bastante preocupante mas que confirma o clima depressivo em Portugal são os dados da inflação relativos ao mês de Abril que se saldou pelos 2,5%, em termos homólogos. E estes dados, vendidos ao país como bons resultados económicos escondem uma realidade por trás bastante dura e preocupante: a economia portuguesa está a viver sob um clima depressivo profundo e deflacionista. E está se tivermos em conta que o cada vez maior preço das matérias-primas está a pressionar o tecido produtivo de uma forma trágica. Desde o petróleo aos alimentos, a generalidade destes produtos têm subido de preço a ritmos cada vez mais elevados e no entanto o tecido produtivo não consegue transferir este enorme aumento de custos para o consumidor. Mostrando que Portugal vive sob força depressivas enormes, devido à fraca procura. As margens do tecido produtivo deverão estar a comprimir-se de um modo bastante preocupante, sendo de prever uma nova onda de falências das nossas empresas nos próximos trimestres.
As forças depressivas são poderosas em Portugal e tanto o são que as vendas a retalho estão em queda. Assim como, por exemplo, as vendas de gasolina. Ou seja, a procura interna está a viver mais um colapso, sendo de destacar tanto a queda no consumo privado como no investimento. E estas forças depressivas, derivadas de uma fraqueza na procura, estão a asfixiar ainda mais o tecido produtivo na medida que a sensibilidade ao preço por parte dos consumidores é cada vez maior, como se prova pela queda relativa da inflação portuguesa face ao exterior.
Todas estas notícias nos dão um profundo sinal de alarme. IDE em queda, procura interna em queda, quedas na produtividade, retorno à famosa política de betão como modelo de desenvolvimento, quedas no nível de vida dos activos mais qualificados e choques económicos para amortizar, deverão gerar uma profunda depressão económica e social, que deverá ser mais longa, dura e sofrida do que seria desejável.
Portugal não consegue produzir mais e melhor. Mas está endividado, tem um Estado que parasita todo o tecido produtivo e profundamente ineficiente. Para mais, Portugal tem um elevado défice externo que a prazo terá que ser corrigido, pois se a sua produtividade não sobe, também terá que ter uma queda no seu nível de rendimentos. De molde a que se ajuste à sua fraca produtividade, que ainda por cima está agora em queda, com crescimentos negativos.
Além de produzir cada vez pior e ineficientemente, com o uso de cada vez mais activos para produzir menos, Portugal tem um Estado que consome todos os recursos que pode. Porque o Estado não conseguiu conter a sua gula por recursos e os seus gastos já absorveram quase todos os ganhos que obteve pelo maior aumento da carga fiscal de que há memória. A par de Portugal, só a Espanha teve um aumento da pressão fiscal equiparável, em toda a Europa, segundo um Instituto de estudos económicos espanhol. Isto é, o Estado consome cada vez mais recursos e produz cada vez menos, mostrando que também vive uma queda assustadora na sua própria produtividade. Desta forma asfixia cada vez mais o já fraco e débil tecido produtivo.
Os próximos anos serão dolorosos para os portugueses, em especial os mais fracos e desfavorecidos. O número de falências irá aumentar, o desemprego irá crescer, os salários reais cairem cada vez mais e o ajustamento estrutural inevitável será longo e prolongado. E quer se use os Custos Unitários de Trabalho, que se use a Produtividade como medidas para estabelecer tendências futuras para o nosso comportamento económico, ambos nos dizem que Portugal só tem dois caminhos: ou Portugal aumenta a sua produtividade para que esta sustente o actual nível de vida; ou o seu nível de vida terá que descer para se ajustar á sua capacidade de criação de riqueza.
Infelizmente Portugal não consegue elevar a sua produtividade. Pelo contrário, esta encontra-se em queda. Logo, o nível de vida médio dos portugueses irá cair. Será um processo longo, duro e bastante causador de sofrimento social. É inevitável. É o realismo económico sob as vestes do pessimismo económico. É o afundar completo de Portugal. Anti-Comuna in blasfemias.net (comentários), 20 Maio às 12:35 pm
Reconfiguração da escola
À escola tem vindo a ser progressivamente atribuídas mais funções sem que, contudo, se tenha ainda registado um pensamento profundamente transformador. O conceito de “escola de espectro lato” como centro comunitário, polivalente, organizado numa perspectiva de abertura à sociedade e à aprendizagem ao longo da vida, com expressão já visível na Holanda, deverá constituir um referente a explorar até pela ligação que possibilita com políticas de formação de adultos, incluindo os próprios pais e também com políticas municipais numa lógica de “a cidade como escola”. In Relatório do CNE, A Educação das Crianças dos 0 aos 12 Anos, p. 126
Comentário
Um ponto prévio: o Relatório do CNE é um excelente documento técnico. É um documento de trabalho que eu vou ter em conta nas minhas análises e reflexões embora discorde da concepção de escola básica e de professor que está presente na maior parte dos capítulos.
Quem ler o Relatório do CNE, sobretudo as conclusões e os capítulos escritos por Maria do Céu Roldão e Natércio Afonso, verifica que existe uma consonância muito grande entre a perspectiva de escola e de profissão docente defendida e posta em prática pela ministra da educação e as recomendações do Relatório. As conclusões e as recomendações finais reflectem o peso da opção por uma concepção assistencialista de escola e por uma perspectiva do professor como prestador de cuidados sociais. Os autores do Relatório do CNE falam mesmo em reconfiguração da escola e assumem, implicitamente, que as novas funções sociais, assistenciais e de guarda de crianças e adolescentes devem passar para o núcleo central da missão da escola e das funções dos professores. É por isso que concordam com o novo quadro de habilitação profissional para a docência, que estipula uma formação inicial de professores assente num 1º ciclo de 3 anos de formação em educação básica, seguido de um 2º ciclo de 2 ou 3 semestres, com vários perfis, um deles para formar professores generalistas para os 6 primeiros anos de escolaridade. Não parecem preocupar-se com o facto de o novo modelo de formação inicial ser um mosaico de generalidades que não permite que os diplomados saiam com uma sólida cultura científica e pedagógica. Não os preocupa, nem à ministra da educação, que o decreto lei nº 43/2007 de 22 de Fevereiro, que estabelece o novo quadro jurídico da formação inicial de professores, seja uma clara violação da Lei de Bases do Sistema Educativo. Para além de representar um enorme retrocesso na formação inicial de professores. Um retrocesso que se caracteriza pela imposição de uma grelha de planos de estudos que é uma mera soma de generalidades, sem que os alunos tenham a possibilidade de aprofundar conhecimentos em coisa nenhuma. in professoresramiromarques.blogspot.com, 20 de Maio, 12:17
Saqueando
O ministro das Finanças autorizou a concessão de um subsídio de Alojamento a Ascenso Simões, secretário de Estado da Protecção Civil, no montante de 75% do valor das ajudas de custo estabelecidas para os vencimentos superiores ao índice 405 da Função Pública, ou seja, são mais 1300 euros por mês.
O próprio Teixeira dos Santos recebe este subsídio por não possuir residência em Lisboa. Está a viver no Porto, tendo residência oficial em Lisboa. Continua a dar aulas, ele e a mulher, na Universidade, no Porto e é Presidente da Bolsa de Valores do Porto.
Enquanto estes canalhas andam a roubar o direito ao salário e à carreira dos funcionários, ao mesmo tempo pagam-se a eles próprios 'subsídios de residência', cujos montantes são superiores ao que auferem mensalmente 80% dos funcionários no seu próprio salário! E isto só em 'subsídio'! Ou seja, a técnica é esta: Rouba-se a muitos, para dar muito, a poucos! Esta é a política do desgoverno, dito 'socialista'! (recebido em e-mail)
Golpadas
Os deputados socialistas, professores, querem passar de imediato a professores titulares, sem darem aulas e sem serem avaliados e tudo isto com o beneplácio do sr josé pinto de sousa.
Os deputados do PS estão contra os professores, mas querem ser titulares sem porem os pés na escola.
Retirado da Ordem Trabalhos de reunião ME / Plataforma:
Ponto 8
Acesso à categoria de Professor Titular para os Professores em exercício de funções ou actividades de interesse público, designadamente, enquanto Deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, Autarcas, Dirigentes da Administração Pública, Dirigentes de Associações Sindicais e Profissionais. (recebido em e-mail)
Professor, deixa de dar lucro a quem te insulta!
Existe um jornal neste país que tem denegrido, sistematicamente, a imagem dos professores: o "Correio da Manhã". Desde o célebre artigo do senhor E. Rangel até à noticia mais vulgar os docentes são sempre um alvo a abater.
Este "jornal" pertence ao Grupo Cofina, que possui também as publicações:
Sábado;
Record;
Pc Guia;
AutoMotor;
Máxima;
JNegócios;
Rotas & Destinos;
Semana Informática;
(recebido em e-mail)
2008/05/19
Menções Honrosas da Monstra
Como os filmes que receberam "menções honrosas" na Monstra 2008 não foram apresentados nas sessões dos premiados e nem sequer tiveram direito à exibição de excertos na sessão de encerramento (excepto o de Konstantin Bronzit porque foi um dos escolhidos do pseudo-prémio "onda curta"*), passo a citá-los:
Júri da Competição Oficial
Lavatory-Lovestory - Konstantin Bronzit (Rússia)
Lapsus - Juan Pablo Zaramella (Argentina)
Leftovers - Igor Coric (Sérvia)
Júri Prémio Jovem Cineasta Estudante
Moving Still - Santiago Caicedo (França)
Twenty Questions - Nuno Costa (Portugal)
Weiss - Florian Grolig (Alemanha)
* segundo foi dito na própria sessão de encerramento, este ano o "prémio onda curta" foi levado a cabo por escolha unipessoal! A decisão unipessoal de um prémio (neste caso foram escolhidos 5 filmes) promovido por uma estação pública de televisão é uma aberração e dá conta do estado em que se encontra Portugal (não nos esqueçamos dos directores, mandantes unipessoais, que o governo pretende impôr nas escolas públicas...). Também foi dito, pelo responsável da Monstra, que a RTP tinha a gentileza de pagar pelos filmes escolhidos para o "prémio onda curta" acima daquilo que eles valem. Aqui está uma afirmação abstrusa e indecente, que tiveram o cuidado de não traduzir para inglês (não fosse o diabo tecê-las). A RTP não premeia os filmes aos quais atribui o pseudo-prémio "onda curta". Compra-os. E fica detentora de todos os direitos sobre os mesmos. No fundo pode ser uma boa negociata para a RTP, que provavelmente os emite e depois os empresta a canais de outros países em troca de outros, mantendo assim o bom fluxo de filmes no programa que dá o nome ao "prémio", a custos mínimos. Provavelmente o maior encargo será mesmo com os honorários do apresentador... Não digo que a compra dos filmes pela RTP seja mau para os artistas que estão em início de carreira (os outros não lhe vendem os filmes que trazem a concurso... ou se vendem é pelo "preço certo"...). Mas não é um prémio. É uma compra. Agora, virem dizer que a RTP paga acima daquilo que valem os trabalhos é alvitante. Só mesmo num país estúpido é que tal afirmação poderia ter sido produzida sem que a assistência começasse a patear o autor do dislate.
Índios da Amazónia
Várias etnias da bacia do Amazonas vão estar hoje, no Nordeste, na maior manifestação dos últimos vinte anos contra projectos hidroeléctricos...
... interrupção imediata da construção de barragens hidroeléctricas no Parque Nacional Xingu, uma das maiores reservas do Brasil. in Meia Hora, 19 de Maio, pag' s 1 e 6
Desvaloriza, desvaloriza...
Portugal recebeu menos investimento em 2007 e também investiu menos lá fora. Os dados do Eurostat revelam uma tendência contrária à generalidade da UE. O ministro da Economia desvaloriza estes números.
O investimento directo estrangeiro (IDE) em Portugal originário de outros países da União Europeia desceu 56,25%, para os 2,8 mil milhões de euros. Também em 2007, o IDE originário de países fora dos 27 caiu 51,8%, para os 1,3 mil milhões de euros. Alexandre Brito, RTP, 2008-05-19, 15:37:38
"não nos podemos resignar e não podemos desistir”, disse Cavaco Silva. idem (onde é que já ouvimos isto?)
Como os filmes que receberam "menções honrosas" na Monstra 2008 não foram apresentados nas sessões dos premiados e nem sequer tiveram direito à exibição de excertos na sessão de encerramento (excepto o de Konstantin Bronzit porque foi um dos escolhidos do pseudo-prémio "onda curta"*), passo a citá-los:
Júri da Competição Oficial
Lavatory-Lovestory - Konstantin Bronzit (Rússia)
Lapsus - Juan Pablo Zaramella (Argentina)
Leftovers - Igor Coric (Sérvia)
Júri Prémio Jovem Cineasta Estudante
Moving Still - Santiago Caicedo (França)
Twenty Questions - Nuno Costa (Portugal)
Weiss - Florian Grolig (Alemanha)
* segundo foi dito na própria sessão de encerramento, este ano o "prémio onda curta" foi levado a cabo por escolha unipessoal! A decisão unipessoal de um prémio (neste caso foram escolhidos 5 filmes) promovido por uma estação pública de televisão é uma aberração e dá conta do estado em que se encontra Portugal (não nos esqueçamos dos directores, mandantes unipessoais, que o governo pretende impôr nas escolas públicas...). Também foi dito, pelo responsável da Monstra, que a RTP tinha a gentileza de pagar pelos filmes escolhidos para o "prémio onda curta" acima daquilo que eles valem. Aqui está uma afirmação abstrusa e indecente, que tiveram o cuidado de não traduzir para inglês (não fosse o diabo tecê-las). A RTP não premeia os filmes aos quais atribui o pseudo-prémio "onda curta". Compra-os. E fica detentora de todos os direitos sobre os mesmos. No fundo pode ser uma boa negociata para a RTP, que provavelmente os emite e depois os empresta a canais de outros países em troca de outros, mantendo assim o bom fluxo de filmes no programa que dá o nome ao "prémio", a custos mínimos. Provavelmente o maior encargo será mesmo com os honorários do apresentador... Não digo que a compra dos filmes pela RTP seja mau para os artistas que estão em início de carreira (os outros não lhe vendem os filmes que trazem a concurso... ou se vendem é pelo "preço certo"...). Mas não é um prémio. É uma compra. Agora, virem dizer que a RTP paga acima daquilo que valem os trabalhos é alvitante. Só mesmo num país estúpido é que tal afirmação poderia ter sido produzida sem que a assistência começasse a patear o autor do dislate.
Índios da Amazónia
Várias etnias da bacia do Amazonas vão estar hoje, no Nordeste, na maior manifestação dos últimos vinte anos contra projectos hidroeléctricos...
... interrupção imediata da construção de barragens hidroeléctricas no Parque Nacional Xingu, uma das maiores reservas do Brasil. in Meia Hora, 19 de Maio, pag' s 1 e 6
Desvaloriza, desvaloriza...
Portugal recebeu menos investimento em 2007 e também investiu menos lá fora. Os dados do Eurostat revelam uma tendência contrária à generalidade da UE. O ministro da Economia desvaloriza estes números.
O investimento directo estrangeiro (IDE) em Portugal originário de outros países da União Europeia desceu 56,25%, para os 2,8 mil milhões de euros. Também em 2007, o IDE originário de países fora dos 27 caiu 51,8%, para os 1,3 mil milhões de euros. Alexandre Brito, RTP, 2008-05-19, 15:37:38
"não nos podemos resignar e não podemos desistir”, disse Cavaco Silva. idem (onde é que já ouvimos isto?)
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Crítica de Cinema
EXEMPLO BRITÂNICO NA RESOLUÇÃO DA INDISCIPLINA
Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina nas escolas
O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos". A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais". O Livro Branco dá ainda aos professores um direito "claro" de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar. in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (19 de Maio, 9:07)
Comentário: Portugal está um nojo e é cada vez mais um sítio mal frequentado, graças às políticas da educação (ou deseducação se preferirem...). Queixam-se (e admiram-se!) com o desinvestimento exterior? Claro! Se fosse estrangeiro e tivesse $$$ também não arriscava o meu dinheiro investindo nesta gente agressiva e incompetente. O mundo é grande e os estrangeiros não são parvos. O pior é se os portugueses também começarem a desinvestir em Portugal, trocando-o pela Polónia, por exemplo, onde os trabalhadores são disciplinados e competentes, porque assim são educados pelo "sistema educativo"...
Novas Oportunidades
E se no sistema educativo regular dos jovens portugueses com a idade de 15 anos, pois é neste escalão etário que incide o PISA, há maus resultados impossíveis de esconder, no programa “Novas Oportunidades”, destinado a indivíduos maiores de 18 anos que deixaram de frequentar a escola por reprovações sucessivas, os resultados transformam-se em êxitos estatísticos oficiais de uma desastrada política educativa.
A réstia de esperança que pudesse haver sobre a bondade de uma segunda oportunidade, para quem desperdiçou uma primeira, foi abalada em seus frágeis alicerces pela leitura de uma extensa reportagem, sobre os Cursos de Educação e Formação, publicada no “Expresso” (8.Dez.2007), um semanário de referência não enfeudado ao poder político, quer antes quer depois de 25 de Abril. Por ela se ficou a saber que estes badalados cursos para aumentar as percentagens estatísticas de portugueses que terminam os 6.º, o 9.º e 12.º anos de escolaridade, não espelham uma situação minimamente verdadeira, credível ou séria.
Não querendo, de forma alguma, generalizar a todos estes cursos efeitos perversos, tenho razões para pensar que em sua grande maioria sirvam apenas de recreio buliçoso para passar o tempo de quem procura um diploma avalizado pelo Estado para cumprir o destino de um país europeu em que, segundo a Associação Comercial do Porto, “se ensina pouco, se educa menos e se exige quase nada”.
A título de mero exemplo, extraio daquele semanário este elucidativo pedaço de prosa da autoria do professor que denunciou ao Presidente da República o verdadeiro escândalo que se acoberta por detrás destas actividades curriculares: “Estes frequentadores da escola aparecem nas aulas sem trazer uma esferográfica ou uma folha de papel. Trazem o boné, o telemóvel, os ’headphones’ e uma vontade incrível de não aprender e não deixar aprender.”
Tristemente propagandeados, estes cursos de ensino profissional, ministrados numa espécie de colónia de férias, não cumprem os requisitos de um ensino minimamente exigente que deve preparar para o mundo sério do trabalho. Numa sociedade tradicionalmente submissa a pergaminhos de diplomas universitários, a questão que se levanta é esta: não será preferível ser um eficiente operário especializado que trabalha por gosto a ser um licenciado no desemprego, desmotivado no desempenho das suas funções ou em tarefas para que o antigo diploma da 4.ª classe capacitava?
Seja como for, já é tempo de interiorizar na população portuguesa que a escola deve criar e desenvolver no aluno qualidades profissionais, humanas e cívicas que o tornem útil a uma sociedade que investiu dinheiros públicos na sua formação. Ora, isto não está ao alcance de uma escola permissiva que alberga em seus muros quem não quer estudar, em permanente cumplicidade com a cabulice, a violência, a indisciplina, a simples falta de boa educação.
Continuando a consentir “que se estejam a fabricar ignorantes às pazadas” (Medina Carreira, 13.Dez.2007), o Ministério da Educação corre o risco de ruir ao peso das “Novas Oportunidades” ressurgindo com o nome de Ministério da Ignorância, designação, aliás, bem mais apropriado às circunstâncias actuais! Rui Baptista, Maio 19, 4:27 pm, nos comentários de educar.wordpress.com
QUEIXAS DE PROFESSORES
A partir de hoje, passamos a disponibilizar um serviço de recolha de queixas dos colegas professores e educadores, relativas ao seu desempenho profissional, através do e-mail: profqueixa@gmail.com
Todas as queixas recebidas serão reenviadas para:
- Presidente da República;
- Assembleia da República;
- Procurador-Geral da República;
- Vários deputados da Assembleia da República (de todos os partidos representados) e comissões parlamentares;
- Órgãos de comunicação social.
Sempre que assim for solicitado, as queixas serão também publicadas no blog MUP - QUEIXAS DE PROFESSORES, podendo-se, caso vontade expressa, apresentá-las de forma anónima.
A responsabilidade pelo teor da queixa é sempre do emitente que a fez chegar. in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (Domingo, 18 de Maio de 2008)
Há dois aspectos importantes, a saber: é necessário um gabinete jurídico, que pode ser lançado por este movimento (MUP) ou por este movimento conjuntamente com vários outros movimentos independentes de professores. Esse gabinete jurídico tem, antes de tudo, de investigar, no caso da professora Brites Marques que lecciona educação musical na EB 2,3 de Maceda, em Ovar (fonte: Público de 18 de Maio, pag 12), agredida por uma mãe e com 3 processos disciplinares instaurados pela escola, se houve ou não perseguição daquela professora por parte dos orgãos de gestão da escola. Se houve há que avançar com uma queixa-crime pedindo a pena máxima prevista pela lei, que se não estou em erro são cinco anos de prisão efectiva e que, em meu entender, é uma pena muito leve. Para gente que se aproveita da debilidade de uma pessoa agredida e deprimida, tudo o que seja abaixo de dez anos de prisão efectiva é pouco. Portanto, há que se trabalhar, simultaneamente, no sentido da lei ser modificada, no seguimento do movimento contra o "novo" código penal que mais tarde ou mais cedo irá ser alterado.
Estatísticas do sucesso
... a "inovação" que este ano foram os exames intermédios - e que criaram em muitos encarregados de educação a triste suspeita de que foram concebidos para aferir os conhecimentos dos alunos, sim, mas com o objectivo de ajustar as provas finais aos conhecimentos demonstrados nas intermédias - uma forma segura e indolor de elevar nas estatísticas os números do sucesso escolar e "provar" assim que os programas implementados estão no caminho certo. Sofia Barrocas in Global, 19 de Maio, pag 2
Viciado pela ganância
Sobre os processos de RVCC é capaz de ser melhor conhecer primeiro e criticar depois.
Na sua essência é uma metodologia interessante e até pertinente. E não, não é a primeira vez que se utiliza na Europa, mesmo a nível Secundário.
Para quem insiste em ler títulos sem verificar conteúdos, recomendo a leitura dos referenciais, disponíveis nas páginas da ANQ. Muitas das competências são de nível universitário, ao ponto de numa equipa de 6 professores eufemisticamente chamados de formadores, de áreas científicas distintas e complementares, ser complicado descodificar algumas. E raras vezes se encaixam na experiência de vida e trabalho dos candidatos.
E é falso que num processo de RVCC não haja aprendizagem: é mesmo suposto que ela exista obrigatoriamente. Até porque se chama Portefolio Reflexivo de Aprendizagem, e pelo simples facto de terem de fazer investigação, os adultos em processo aprendem. Eles próprios o dizem: tenho aprendido muita coisa, é uma frase frequente.
Até aqui tudo estaria muito bem.
Não está porque o processo foi viciado pela ganância. Os Centros Novas Oportunidades têm quotas de sucesso, o que já de si é mau, ainda por cima completamente absurdas. Falamos de 200 000 certificados com o 12º ano, e isto por baixo… Acreditar que em Portugal essa população existe é de doidos.
Os avaliadores externos têm um papel minimal, e são pagos pelos Centros que os contratam…
Mas mais grave do que tudo isto, um processo destes só teria sentido, e honestidade, se passasse pelas escolas públicas, e não por qualquer chafarica privada. É tão simples como isto: eu, professor do quadro, tenho a mesma consciência profissional num processo de RVCC como a tenho a leccionar módulos capitalizáveis ao 12º ano. E de resto, cumpra ou não as quotas, não é por isso que perco o meu emprego (pelo menos por enquanto…). O mesmo não se pode dizer dos escravos contratados e pagos com falsos recibos verdes.
Resulta isto em “fenómenos” curiosos, como o de a ANQ já ter sido obrigada a por um travão nas transferências. Num meio urbano, onde os CNO’s nascem que nem fungos quando havia Outono, andava meio mundo a tentar perceber onde o processo ia ser mais fácil. E vão continuar a fazê-lo. Isto já para não falar do já existente negócio de vender portefólios…
Já agora acrescento que, é minha convicção pessoal, será muito difícil provar os facilitismos óbvios de muitos CNO’s. Os portefólios são confidenciais. E se metade do que ouço fosse confirmável muita tinta iria escorrer dos jornais… João Cardoso, Maio 19, 6:08 pm, nos comentários de educar.wordpress.com
Levantam-se vozes
Por essa Europa fora levantam-se vozes questionando a iniquidade dos rendimentos de gestores, que mantendo os seus trabalhadores com salários congelados anos a fio, não hesitam em aumentar-se regularmente e compensar-se com chorudos bónus, e ainda dar-se as mais chorudas compensações quando são despedidos mesmo que por incompetência.
Ninguém diz que quem está no topo não deva receber mais do que os que estão na base de uma hierarquia de responsabilidades, (e assumo aqui que o investimento pessoal de um operário não é necessariamente diferente do de um gestor) mas dificilmente se justifica que as coisas corram tão mal para uns quando correm tão bem para outros.
Não faltam as vozes que dizem que ninguém tem nada com isso, cada empresa sabe de si. Alguns ainda concedem que é bom ver o que se passa, porque se está a defraudar o accionista. E ficam-se por aí.
Mas será realmente comparável o esforço de um accionista que dedica 10 minutos por semana a gerir a sua carteira de investimentos ao do operário que entrega toda uma vida ao seu trabalho? A mim parece-me que não.
O patrão da Porsche está comigo. Os macacos capuchinhos, apostaria que também. in designorado.blogspot.com
Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina nas escolas
O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos". A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais". O Livro Branco dá ainda aos professores um direito "claro" de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar. in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (19 de Maio, 9:07)
Comentário: Portugal está um nojo e é cada vez mais um sítio mal frequentado, graças às políticas da educação (ou deseducação se preferirem...). Queixam-se (e admiram-se!) com o desinvestimento exterior? Claro! Se fosse estrangeiro e tivesse $$$ também não arriscava o meu dinheiro investindo nesta gente agressiva e incompetente. O mundo é grande e os estrangeiros não são parvos. O pior é se os portugueses também começarem a desinvestir em Portugal, trocando-o pela Polónia, por exemplo, onde os trabalhadores são disciplinados e competentes, porque assim são educados pelo "sistema educativo"...
Novas Oportunidades
E se no sistema educativo regular dos jovens portugueses com a idade de 15 anos, pois é neste escalão etário que incide o PISA, há maus resultados impossíveis de esconder, no programa “Novas Oportunidades”, destinado a indivíduos maiores de 18 anos que deixaram de frequentar a escola por reprovações sucessivas, os resultados transformam-se em êxitos estatísticos oficiais de uma desastrada política educativa.
A réstia de esperança que pudesse haver sobre a bondade de uma segunda oportunidade, para quem desperdiçou uma primeira, foi abalada em seus frágeis alicerces pela leitura de uma extensa reportagem, sobre os Cursos de Educação e Formação, publicada no “Expresso” (8.Dez.2007), um semanário de referência não enfeudado ao poder político, quer antes quer depois de 25 de Abril. Por ela se ficou a saber que estes badalados cursos para aumentar as percentagens estatísticas de portugueses que terminam os 6.º, o 9.º e 12.º anos de escolaridade, não espelham uma situação minimamente verdadeira, credível ou séria.
Não querendo, de forma alguma, generalizar a todos estes cursos efeitos perversos, tenho razões para pensar que em sua grande maioria sirvam apenas de recreio buliçoso para passar o tempo de quem procura um diploma avalizado pelo Estado para cumprir o destino de um país europeu em que, segundo a Associação Comercial do Porto, “se ensina pouco, se educa menos e se exige quase nada”.
A título de mero exemplo, extraio daquele semanário este elucidativo pedaço de prosa da autoria do professor que denunciou ao Presidente da República o verdadeiro escândalo que se acoberta por detrás destas actividades curriculares: “Estes frequentadores da escola aparecem nas aulas sem trazer uma esferográfica ou uma folha de papel. Trazem o boné, o telemóvel, os ’headphones’ e uma vontade incrível de não aprender e não deixar aprender.”
Tristemente propagandeados, estes cursos de ensino profissional, ministrados numa espécie de colónia de férias, não cumprem os requisitos de um ensino minimamente exigente que deve preparar para o mundo sério do trabalho. Numa sociedade tradicionalmente submissa a pergaminhos de diplomas universitários, a questão que se levanta é esta: não será preferível ser um eficiente operário especializado que trabalha por gosto a ser um licenciado no desemprego, desmotivado no desempenho das suas funções ou em tarefas para que o antigo diploma da 4.ª classe capacitava?
Seja como for, já é tempo de interiorizar na população portuguesa que a escola deve criar e desenvolver no aluno qualidades profissionais, humanas e cívicas que o tornem útil a uma sociedade que investiu dinheiros públicos na sua formação. Ora, isto não está ao alcance de uma escola permissiva que alberga em seus muros quem não quer estudar, em permanente cumplicidade com a cabulice, a violência, a indisciplina, a simples falta de boa educação.
Continuando a consentir “que se estejam a fabricar ignorantes às pazadas” (Medina Carreira, 13.Dez.2007), o Ministério da Educação corre o risco de ruir ao peso das “Novas Oportunidades” ressurgindo com o nome de Ministério da Ignorância, designação, aliás, bem mais apropriado às circunstâncias actuais! Rui Baptista, Maio 19, 4:27 pm, nos comentários de educar.wordpress.com
QUEIXAS DE PROFESSORES
A partir de hoje, passamos a disponibilizar um serviço de recolha de queixas dos colegas professores e educadores, relativas ao seu desempenho profissional, através do e-mail: profqueixa@gmail.com
Todas as queixas recebidas serão reenviadas para:
- Presidente da República;
- Assembleia da República;
- Procurador-Geral da República;
- Vários deputados da Assembleia da República (de todos os partidos representados) e comissões parlamentares;
- Órgãos de comunicação social.
Sempre que assim for solicitado, as queixas serão também publicadas no blog MUP - QUEIXAS DE PROFESSORES, podendo-se, caso vontade expressa, apresentá-las de forma anónima.
A responsabilidade pelo teor da queixa é sempre do emitente que a fez chegar. in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (Domingo, 18 de Maio de 2008)
Há dois aspectos importantes, a saber: é necessário um gabinete jurídico, que pode ser lançado por este movimento (MUP) ou por este movimento conjuntamente com vários outros movimentos independentes de professores. Esse gabinete jurídico tem, antes de tudo, de investigar, no caso da professora Brites Marques que lecciona educação musical na EB 2,3 de Maceda, em Ovar (fonte: Público de 18 de Maio, pag 12), agredida por uma mãe e com 3 processos disciplinares instaurados pela escola, se houve ou não perseguição daquela professora por parte dos orgãos de gestão da escola. Se houve há que avançar com uma queixa-crime pedindo a pena máxima prevista pela lei, que se não estou em erro são cinco anos de prisão efectiva e que, em meu entender, é uma pena muito leve. Para gente que se aproveita da debilidade de uma pessoa agredida e deprimida, tudo o que seja abaixo de dez anos de prisão efectiva é pouco. Portanto, há que se trabalhar, simultaneamente, no sentido da lei ser modificada, no seguimento do movimento contra o "novo" código penal que mais tarde ou mais cedo irá ser alterado.
Estatísticas do sucesso
... a "inovação" que este ano foram os exames intermédios - e que criaram em muitos encarregados de educação a triste suspeita de que foram concebidos para aferir os conhecimentos dos alunos, sim, mas com o objectivo de ajustar as provas finais aos conhecimentos demonstrados nas intermédias - uma forma segura e indolor de elevar nas estatísticas os números do sucesso escolar e "provar" assim que os programas implementados estão no caminho certo. Sofia Barrocas in Global, 19 de Maio, pag 2
Viciado pela ganância
Sobre os processos de RVCC é capaz de ser melhor conhecer primeiro e criticar depois.
Na sua essência é uma metodologia interessante e até pertinente. E não, não é a primeira vez que se utiliza na Europa, mesmo a nível Secundário.
Para quem insiste em ler títulos sem verificar conteúdos, recomendo a leitura dos referenciais, disponíveis nas páginas da ANQ. Muitas das competências são de nível universitário, ao ponto de numa equipa de 6 professores eufemisticamente chamados de formadores, de áreas científicas distintas e complementares, ser complicado descodificar algumas. E raras vezes se encaixam na experiência de vida e trabalho dos candidatos.
E é falso que num processo de RVCC não haja aprendizagem: é mesmo suposto que ela exista obrigatoriamente. Até porque se chama Portefolio Reflexivo de Aprendizagem, e pelo simples facto de terem de fazer investigação, os adultos em processo aprendem. Eles próprios o dizem: tenho aprendido muita coisa, é uma frase frequente.
Até aqui tudo estaria muito bem.
Não está porque o processo foi viciado pela ganância. Os Centros Novas Oportunidades têm quotas de sucesso, o que já de si é mau, ainda por cima completamente absurdas. Falamos de 200 000 certificados com o 12º ano, e isto por baixo… Acreditar que em Portugal essa população existe é de doidos.
Os avaliadores externos têm um papel minimal, e são pagos pelos Centros que os contratam…
Mas mais grave do que tudo isto, um processo destes só teria sentido, e honestidade, se passasse pelas escolas públicas, e não por qualquer chafarica privada. É tão simples como isto: eu, professor do quadro, tenho a mesma consciência profissional num processo de RVCC como a tenho a leccionar módulos capitalizáveis ao 12º ano. E de resto, cumpra ou não as quotas, não é por isso que perco o meu emprego (pelo menos por enquanto…). O mesmo não se pode dizer dos escravos contratados e pagos com falsos recibos verdes.
Resulta isto em “fenómenos” curiosos, como o de a ANQ já ter sido obrigada a por um travão nas transferências. Num meio urbano, onde os CNO’s nascem que nem fungos quando havia Outono, andava meio mundo a tentar perceber onde o processo ia ser mais fácil. E vão continuar a fazê-lo. Isto já para não falar do já existente negócio de vender portefólios…
Já agora acrescento que, é minha convicção pessoal, será muito difícil provar os facilitismos óbvios de muitos CNO’s. Os portefólios são confidenciais. E se metade do que ouço fosse confirmável muita tinta iria escorrer dos jornais… João Cardoso, Maio 19, 6:08 pm, nos comentários de educar.wordpress.com
Levantam-se vozes
Por essa Europa fora levantam-se vozes questionando a iniquidade dos rendimentos de gestores, que mantendo os seus trabalhadores com salários congelados anos a fio, não hesitam em aumentar-se regularmente e compensar-se com chorudos bónus, e ainda dar-se as mais chorudas compensações quando são despedidos mesmo que por incompetência.
Ninguém diz que quem está no topo não deva receber mais do que os que estão na base de uma hierarquia de responsabilidades, (e assumo aqui que o investimento pessoal de um operário não é necessariamente diferente do de um gestor) mas dificilmente se justifica que as coisas corram tão mal para uns quando correm tão bem para outros.
Não faltam as vozes que dizem que ninguém tem nada com isso, cada empresa sabe de si. Alguns ainda concedem que é bom ver o que se passa, porque se está a defraudar o accionista. E ficam-se por aí.
Mas será realmente comparável o esforço de um accionista que dedica 10 minutos por semana a gerir a sua carteira de investimentos ao do operário que entrega toda uma vida ao seu trabalho? A mim parece-me que não.
O patrão da Porsche está comigo. Os macacos capuchinhos, apostaria que também. in designorado.blogspot.com
2008/05/18
Um final à portuguesa
Na sessão de encerramento da Monstra 2008, antes de ser projectado o filme que ganhou o Grande Prémio Monstra 2008 / RTP 2, Franz Kafka's - a country doctor, um trabalho genial de Koji Yamamura, foi-nos dito "agora vamos ver uma antevisão do futuro". Subiu ao palco um sujeito que já lá tinha estado porque foi membro de um dos júris e falou, falou (muito) sobre o seu novo filme, para rematar paternalmente "depois iremos ver o filme premiado que é para isso que aqui estamos". Que simpático... Exacto, foi para isso que lá fomos, só que antes do filme que nos interessava tivemos que gramar o documentário do trablho que o sujeito está a produzir (com dinheiros públicos claro), que é um cliché sobre as famílias portuguesas-concerteza que num passeio domingueiro (acho que o filme se chama exactamente "Passeio de Domingo") desrespeitam as regras de trânsito para delírio das criancinhas que assim, desde pequeninas, são educadas no "espírito português autêntico". O filme não revela qualquer espírito crítico em relação a estes portugueses comportamentos e, como é um filme feito para ter piada, lá será apresentado às crianças portuguesas que assim poderão ver os comportamentos dos pais elevados a "obra de arte". O staff do sujeito, gritou e assobiou de cada vez que ele subia ao palco, fazendo dele o herói da noite, em vez de Koji Yamamura que ganhou o "grande prémio" e se limitou, como todos os premiados, a "duas palavras". Foi portuguesmente patético, até porque não passaram excertos dos filmes aos quais foram atribuídas menções honrosas pelo júri do Prémio Cineasta Estudante, que foi ganho pelo húngaro Tomek Ducki com o filme Life Line. Em relação ao "Passeio de Domingo" (ou Passeio Domingueiro, ou lá o que aquilo é), que nos foi apresentado como sendo uma "antevisão do futuro", só se fôr mesmo uma antevisão do futuro em Portugal... Dentro do estilo (que nada tem de inovador muito antes pelo contrário), vale um milhão de vezes mais Hare the Servant, da russa Elena Chernova, que ganhou simultaneamente o prémio do Público e o prémio Melhor Série para TV e que foi feito com meios incrivelmente mais reduzidos. Ou mesmo "O Guisado de Galinha", da Joana Toste, que ganhou o prémio Tóbis, que é para ser atribuído a uma realização portuguesa. E não foi preciso, para Hare the Servant e para "O Guisado", andarem a filmar em França e na Bélgica, ao contrário do "Passeio" que assim se transformou numa grande passeata. Quando há (muito) dinheiro do Estado pode-se filmar até na Lua...
Ian Curtis
Ian Curtis, um ícone da música urbano-depressiva morreu faz hoje 28 anos.
Curtis merece ser lembrado pela extraordinária música que deixou. Aos Joy Division sucederam-se os New Order com os mesmos elementos. in rupturavizela.blogs.sapo.pt (18 de Maio de 2008)
Na sessão de encerramento da Monstra 2008, antes de ser projectado o filme que ganhou o Grande Prémio Monstra 2008 / RTP 2, Franz Kafka's - a country doctor, um trabalho genial de Koji Yamamura, foi-nos dito "agora vamos ver uma antevisão do futuro". Subiu ao palco um sujeito que já lá tinha estado porque foi membro de um dos júris e falou, falou (muito) sobre o seu novo filme, para rematar paternalmente "depois iremos ver o filme premiado que é para isso que aqui estamos". Que simpático... Exacto, foi para isso que lá fomos, só que antes do filme que nos interessava tivemos que gramar o documentário do trablho que o sujeito está a produzir (com dinheiros públicos claro), que é um cliché sobre as famílias portuguesas-concerteza que num passeio domingueiro (acho que o filme se chama exactamente "Passeio de Domingo") desrespeitam as regras de trânsito para delírio das criancinhas que assim, desde pequeninas, são educadas no "espírito português autêntico". O filme não revela qualquer espírito crítico em relação a estes portugueses comportamentos e, como é um filme feito para ter piada, lá será apresentado às crianças portuguesas que assim poderão ver os comportamentos dos pais elevados a "obra de arte". O staff do sujeito, gritou e assobiou de cada vez que ele subia ao palco, fazendo dele o herói da noite, em vez de Koji Yamamura que ganhou o "grande prémio" e se limitou, como todos os premiados, a "duas palavras". Foi portuguesmente patético, até porque não passaram excertos dos filmes aos quais foram atribuídas menções honrosas pelo júri do Prémio Cineasta Estudante, que foi ganho pelo húngaro Tomek Ducki com o filme Life Line. Em relação ao "Passeio de Domingo" (ou Passeio Domingueiro, ou lá o que aquilo é), que nos foi apresentado como sendo uma "antevisão do futuro", só se fôr mesmo uma antevisão do futuro em Portugal... Dentro do estilo (que nada tem de inovador muito antes pelo contrário), vale um milhão de vezes mais Hare the Servant, da russa Elena Chernova, que ganhou simultaneamente o prémio do Público e o prémio Melhor Série para TV e que foi feito com meios incrivelmente mais reduzidos. Ou mesmo "O Guisado de Galinha", da Joana Toste, que ganhou o prémio Tóbis, que é para ser atribuído a uma realização portuguesa. E não foi preciso, para Hare the Servant e para "O Guisado", andarem a filmar em França e na Bélgica, ao contrário do "Passeio" que assim se transformou numa grande passeata. Quando há (muito) dinheiro do Estado pode-se filmar até na Lua...
Ian Curtis
Ian Curtis, um ícone da música urbano-depressiva morreu faz hoje 28 anos.
Curtis merece ser lembrado pela extraordinária música que deixou. Aos Joy Division sucederam-se os New Order com os mesmos elementos. in rupturavizela.blogs.sapo.pt (18 de Maio de 2008)
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Crítica de Cinema
2008/05/17
Mérito à portuguesa
BE questiona promoção por mérito de Vitor Bento no Banco de Portugal, há oito anos de licença sem vencimento.
O Bloco de Esquerda (BE) pediu hoje esclarecimentos do Banco de Portugal sobre os critérios que ditaram a promoção "por mérito" de Vítor Bento, o presidente da Sedes, a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, e da SIBS, sociedade interbancária de Serviços, que há oito anos está com uma licença sem vencimento.
"Como se pode promover por mérito alguém cujo mérito é não estar no banco", questionou o deputado bloquista Francisco Louçã, em declarações aos jornalistas para justificar o requerimento entregue hoje na Assembleia da República. in ultimahora.publico.clix.pt (16.05.2008 - 18h19 Lusa)
"Esteve na base da constituição da SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços, S. A." - do curriculum do ministro da cultura que de cultura tem muito pouco.
Não deixou exemplo
Inaugurava-se a estátua de Humberto Delgado, no Porto, quando alguém me saudou, garantindo apreciar as minhas intervenções públicas. Agradeci. Nisto, reparei que os olhos do meu interlocutor tremeluziam de apreensão: “Desculpe-me”, disse, “mas os da Câmara estão a olhar para aqui”. E raspou-se velozmente.
Confuso, vi que alguns assessores falavam a poucos metros de nós. Provavelmente discutiam futebol. Mas aquele infeliz julgou que poderia ser prejudicado por ser visto a cavaquear com quem não está nas boas graças do poder. O absurdo é ainda maior porque aconteceu numa homenagem ao General Sem Medo…
Dizia-se que o General não tinha medo pelo contraste – o português comum, em ditadura e em democracia, verga-se perante qualquer poder. in blasfemias.net (Publicado por CAA em 17 Maio, 2008)
Recebi um e-mail
Que trazia um vídeo, feito com um telemóvel, que mostra uma acção de lapidação. Mostra uma turba de homens a apedrejar até à morte uma rapariga jovem. Num qualquer país muçulmano, sabe-se lá porquê. Talvez por ter falado com a pessoa errada. Talvez por ter recusado um casamento arranjado pelo pai... Não coloco o filme aqui porque é demasiado terrível, demasiado violento, demasiado tenebroso, onde se vêm os "cidadãos-jornalistas", armados com os seus telemóveis de topo de gama, a filmarem a jovem que agoniza, até que alguém lhe atira um pedregulho à cabeça e a esborracha. Nunca vi nada parecido. Nem em filmes. Espero que esse e-mail e esse vídeo deiam a volta ao mundo. Para que o mundo desperte. Para que o mundo decida pôr um travão definitivo a estas barbaridades. Para que o Ocidente receba todas as mulheres muçulmanas que o desejem, como refugiadas. E que, simultaneamente, feche liminarmente as portas aos homens muçulmanos. São eles que praticam este género de acções e poderão vir para executar a "honra", como aconteceu em Inglaterra onde iraquianos foram "visitar" familiares e amigos para matarem jovens mulheres que violaram os "códigos", voltando de seguida para o Iraque onde nunca serão julgados (nem extraditados para serem julgados em Inglaterra). No Iraque, e noutros países do género, matar mulheres para defender a "honra" não é crime: faz parte da tradição e da cultura. Tem de ser o "exterior" a intervir. A partir de dentro não haverá qualquer mudança, nem de mentalidades nem de comportamentos. Os EUA e UK invadiram o Iraque por causa das armas de destruição maciça. Não encontraram as armas, mas a destruição maciça de mulheres, essa continua.
BE questiona promoção por mérito de Vitor Bento no Banco de Portugal, há oito anos de licença sem vencimento.
O Bloco de Esquerda (BE) pediu hoje esclarecimentos do Banco de Portugal sobre os critérios que ditaram a promoção "por mérito" de Vítor Bento, o presidente da Sedes, a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, e da SIBS, sociedade interbancária de Serviços, que há oito anos está com uma licença sem vencimento.
"Como se pode promover por mérito alguém cujo mérito é não estar no banco", questionou o deputado bloquista Francisco Louçã, em declarações aos jornalistas para justificar o requerimento entregue hoje na Assembleia da República. in ultimahora.publico.clix.pt (16.05.2008 - 18h19 Lusa)
"Esteve na base da constituição da SIBS, Sociedade Interbancária de Serviços, S. A." - do curriculum do ministro da cultura que de cultura tem muito pouco.
Não deixou exemplo
Inaugurava-se a estátua de Humberto Delgado, no Porto, quando alguém me saudou, garantindo apreciar as minhas intervenções públicas. Agradeci. Nisto, reparei que os olhos do meu interlocutor tremeluziam de apreensão: “Desculpe-me”, disse, “mas os da Câmara estão a olhar para aqui”. E raspou-se velozmente.
Confuso, vi que alguns assessores falavam a poucos metros de nós. Provavelmente discutiam futebol. Mas aquele infeliz julgou que poderia ser prejudicado por ser visto a cavaquear com quem não está nas boas graças do poder. O absurdo é ainda maior porque aconteceu numa homenagem ao General Sem Medo…
Dizia-se que o General não tinha medo pelo contraste – o português comum, em ditadura e em democracia, verga-se perante qualquer poder. in blasfemias.net (Publicado por CAA em 17 Maio, 2008)
Recebi um e-mail
Que trazia um vídeo, feito com um telemóvel, que mostra uma acção de lapidação. Mostra uma turba de homens a apedrejar até à morte uma rapariga jovem. Num qualquer país muçulmano, sabe-se lá porquê. Talvez por ter falado com a pessoa errada. Talvez por ter recusado um casamento arranjado pelo pai... Não coloco o filme aqui porque é demasiado terrível, demasiado violento, demasiado tenebroso, onde se vêm os "cidadãos-jornalistas", armados com os seus telemóveis de topo de gama, a filmarem a jovem que agoniza, até que alguém lhe atira um pedregulho à cabeça e a esborracha. Nunca vi nada parecido. Nem em filmes. Espero que esse e-mail e esse vídeo deiam a volta ao mundo. Para que o mundo desperte. Para que o mundo decida pôr um travão definitivo a estas barbaridades. Para que o Ocidente receba todas as mulheres muçulmanas que o desejem, como refugiadas. E que, simultaneamente, feche liminarmente as portas aos homens muçulmanos. São eles que praticam este género de acções e poderão vir para executar a "honra", como aconteceu em Inglaterra onde iraquianos foram "visitar" familiares e amigos para matarem jovens mulheres que violaram os "códigos", voltando de seguida para o Iraque onde nunca serão julgados (nem extraditados para serem julgados em Inglaterra). No Iraque, e noutros países do género, matar mulheres para defender a "honra" não é crime: faz parte da tradição e da cultura. Tem de ser o "exterior" a intervir. A partir de dentro não haverá qualquer mudança, nem de mentalidades nem de comportamentos. Os EUA e UK invadiram o Iraque por causa das armas de destruição maciça. Não encontraram as armas, mas a destruição maciça de mulheres, essa continua.
2008/05/16
Terrorismo à portuguesa
Lisboa, 16 Mai (Lusa) - De Janeiro a 30 de Abril registaram-se 266 atropelamentos em Lisboa, dos quais 101 foram verificados em passadeiras e 165 fora delas, disse hoje à Lusa o comandante de operações da Divisão de Trânsito da polícia. in noticias.sapo.pt (16 de Maio de 2008, 10:30)
Há condutores que andam a toda a velocidade em plena cidade, por vezes em zonas muito frequentadas por peões, e em zonas onde têm pouca visibilidade e não poderão travar (e parar) em caso de atravessamento imprevisto. O legislador tem de partir do princípio que as cidades são para os peões e que o transporte pessoal motorizado é a excepção. Não é só nas passadeiras que os automobilistas devem ser responsabilizados. Fora delas também o devem ser, porque têm de circular a velocidades que lhes permitam travar atempadamente em caso de necessidade. Não é só, nem principalmente, uma questão de "civismo", que já sabemos ser coisa rara em Portugal (e nos países do sul...). Trata-se de desrespeito total pela vida humana. E por vezes dos animais... Estes números são muito claramente reflexos de um "sistema educativo" que não presta. Que se está a deteriorar por não colocar o respeito pelo "outro" como pilar fundamental da cultura e da educação nas escolas portuguesas. Face a isto há que criminalizar, muito fortemente, estes comportamentos, e há que colocar video-vigilância nas cidades e outros locais "problemáticos". Para grandes males há sempre grandes remédios.
Porqué no te callas, Marinho Pinto?
Depois de falar sobre a corrupção e com isso ter conseguido granjear simpatias em vários sectores, o bastonário da Ordem dos Advogados, talvez animado pela prespectiva de se tornar um bastonário-vedeta-justiceiro, não parou de falar de tudo e por tudo. Ouviram-se os maiores dislates e retomou a tese da "cabala" contra o PS no processo Casa Pia. Isto numa altura em que se suspeita que pedófilos continuam a ocupar lugares de relevo. Depois criticou o Procurador Geral da República, que é o único a demonstrar consciência efectiva das nefastas consequências que advirão, para o país, da indisciplina e violência (que, sim senhor, são coisas diferentes mas eu diria que a última é a consequência natural do evoluir da primeira, se não fôr travada) nas escolas portuguesas. Agora, num país onde se matam mulheres por motivos "passionais", vem dizer que a violência doméstica não deveria ser crime público. O bastonário parece não andar bem. Da cabeça, entenda-se. Se continuar assim ainda lanço uma petição a sugerir que o internem compulsivamente...
Portugal é um paraíso para as organizações terroristas
É este o tema da capa do Destak de 15 de Maio. Eu também estou em crer que sim, mas é melhor "callar-me". É que não tenho guarda pessoal...
Estupores de generais
Birmaneses... impedem a chegada de auxílio às vitímas, comercializam produtos que recebem para auxílio e entregam outros como se fossem "presentes" da Junta Militar. Não há ninguém, nenhuma "potência", que ponha um termo a isto?
Casos Residuais
O tarado dos óculos
‘Professor, vou-te partir os óculos!’
A atitude repete-se e começa a ser preocupante: "Professor, vou-te partir os óculos!" Ao ouvir a frase, proferida por um aluno de 12 anos, do 1º Ciclo da Escola Básica Integrada de Pereira, em Montemor-o-Velho, o docente ainda conseguiu virar-se, mas não a tempo de evitar o estrago.
'Já estava a dobrar os óculos com as mãos', contou ontem ao CM o professor, que pediu para não ser identificado, lembrando que não é a única vítima do rapaz com necessidades educativas especiais. Há pelo menos cinco casos. O aluno ataca sobretudo os óculos de docentes e funcionários. Uma das últimas vítimas foi uma 'colega que me substituiu', em Outubro de 2007, diz o docente. Após uma repreensão, por agredir outras crianças, 'arrancou-lhe os óculos da cara com uma mão e atirou-os ao chão', conta uma testemunha. Como não se partiram e a professora os recolocou na cara, 'arrancou-os novamente e esmigalhou-os com as próprias mãos'. No mesmo dia, 'atirou também ao chão os óculos de dois técnicos que prestam apoio a crianças com necessidades educativas especiais. Não se partiram, mas sofreram danos e tiveram arranjo'.
O primeiro caso registado data de 2 de Outubro de 2007 e o lesado foi um professor que já não se encontra na escola. Recentemente, 'retirou os óculos da cara a outra colega, mas por sorte não se partiram'. E também já destruiu os seus próprios óculos por duas vezes.
...
Alguns funcionários já escondem os óculos antes de entrar numa sala onde o rapaz esteja ou quando se cruzam com ele. 'Mal o vejo, tiro-os logo. Ele é muito rápido e quando damos conta já estão na mão dele a ser dobrados', explicou um docente.
...
Uma responsável do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho escusou-se ontem a comentar o comportamento do estudante, limitando-se apenas a afirmar: 'Nada tenho a dizer sobre isso. O assunto tem sido resolvido.' A Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), contactada pelo CM, não se pronunciou sobre esta questão até à hora do fecho desta edição. Os professores entendem que o Ministério da Educação – ou algum dos organismos dele dependentes – têm de fazer alguma coisa para prevenir os ataques do rapaz, mas sobretudo para que os prejuízos sejam pagos aos lesados.
in correiomanha.pt (16 Maio 2008 - 12h00)
Branqueamento
Começa a ser preocupante a quantidade de actos de agressão e de violência contra professores nas escolas portuguesas. Todos os dias há um caso novo.
Preocupante, também, é a ordem para silenciar. Os jornais dão conta de que, regra geral, os conselhos executivos procuram que os incidentes não sejam divulgados. É errado silenciar. Os actos de agressões a professores entraram na banalidade. E isso é o pior que pode acontecer. Alguns alunos e pais interiorizaram a ideia de que levar "porrada" faz parte da função do professor. O silêncio do ME ajuda a criar essa ideia. in professoresramiromarques.blogspot.com (16 de Maio de 2008,6:42)

Uma notícia ventilada no Yahoo News do Reino Unido a semana passada dizia que os gigantes do petróleo mundial facturavam £3m por hora e que isso irritava a maioria da população inglesa. Não tanto por questões de equidade ou justiça social, mas porque o preço da "gota" estava cada vez mais caro para a bolsa dos automobilistas.
Ora bem, se as pessoas sentem que as petrolíferas lhes estão a ir ao bolso, que tal começarem a utilizar com mais frequência a rede pública de transportes ou enrijecerem os gémeos? O ambiente agradece, os senhores do petróleo nem por isso. in bichos-carpinteiros.blogspot.com (Maio 15, 2008, posted by hidden persuader @ 12:35)
Lisbon Jazz Summer School
Escrevemos para informar que o prazo de pré-inscrições nos cursos da Lisbon Jazz Summer School foi alargado até 30 de Maio. As inscrições decorrerão até 30 de Junho.
Em anexo encontram o press release, o logo da LJSS e fotos de Mulgrew Miller e Gonçalo Marques, directores pedagógicos dos cursos da LJSS.
Agradecemos desde já a divulgação desta informação.
Obrigada.
Atentamente,
Alexandra Ávila & João Godinho
Lisbon Jazz Summer School
+351 964 491 696
Lisboa, 16 Mai (Lusa) - De Janeiro a 30 de Abril registaram-se 266 atropelamentos em Lisboa, dos quais 101 foram verificados em passadeiras e 165 fora delas, disse hoje à Lusa o comandante de operações da Divisão de Trânsito da polícia. in noticias.sapo.pt (16 de Maio de 2008, 10:30)
Há condutores que andam a toda a velocidade em plena cidade, por vezes em zonas muito frequentadas por peões, e em zonas onde têm pouca visibilidade e não poderão travar (e parar) em caso de atravessamento imprevisto. O legislador tem de partir do princípio que as cidades são para os peões e que o transporte pessoal motorizado é a excepção. Não é só nas passadeiras que os automobilistas devem ser responsabilizados. Fora delas também o devem ser, porque têm de circular a velocidades que lhes permitam travar atempadamente em caso de necessidade. Não é só, nem principalmente, uma questão de "civismo", que já sabemos ser coisa rara em Portugal (e nos países do sul...). Trata-se de desrespeito total pela vida humana. E por vezes dos animais... Estes números são muito claramente reflexos de um "sistema educativo" que não presta. Que se está a deteriorar por não colocar o respeito pelo "outro" como pilar fundamental da cultura e da educação nas escolas portuguesas. Face a isto há que criminalizar, muito fortemente, estes comportamentos, e há que colocar video-vigilância nas cidades e outros locais "problemáticos". Para grandes males há sempre grandes remédios.
Porqué no te callas, Marinho Pinto?
Depois de falar sobre a corrupção e com isso ter conseguido granjear simpatias em vários sectores, o bastonário da Ordem dos Advogados, talvez animado pela prespectiva de se tornar um bastonário-vedeta-justiceiro, não parou de falar de tudo e por tudo. Ouviram-se os maiores dislates e retomou a tese da "cabala" contra o PS no processo Casa Pia. Isto numa altura em que se suspeita que pedófilos continuam a ocupar lugares de relevo. Depois criticou o Procurador Geral da República, que é o único a demonstrar consciência efectiva das nefastas consequências que advirão, para o país, da indisciplina e violência (que, sim senhor, são coisas diferentes mas eu diria que a última é a consequência natural do evoluir da primeira, se não fôr travada) nas escolas portuguesas. Agora, num país onde se matam mulheres por motivos "passionais", vem dizer que a violência doméstica não deveria ser crime público. O bastonário parece não andar bem. Da cabeça, entenda-se. Se continuar assim ainda lanço uma petição a sugerir que o internem compulsivamente...
Portugal é um paraíso para as organizações terroristas
É este o tema da capa do Destak de 15 de Maio. Eu também estou em crer que sim, mas é melhor "callar-me". É que não tenho guarda pessoal...
Estupores de generais
Birmaneses... impedem a chegada de auxílio às vitímas, comercializam produtos que recebem para auxílio e entregam outros como se fossem "presentes" da Junta Militar. Não há ninguém, nenhuma "potência", que ponha um termo a isto?
Casos Residuais
O tarado dos óculos
‘Professor, vou-te partir os óculos!’
A atitude repete-se e começa a ser preocupante: "Professor, vou-te partir os óculos!" Ao ouvir a frase, proferida por um aluno de 12 anos, do 1º Ciclo da Escola Básica Integrada de Pereira, em Montemor-o-Velho, o docente ainda conseguiu virar-se, mas não a tempo de evitar o estrago.
'Já estava a dobrar os óculos com as mãos', contou ontem ao CM o professor, que pediu para não ser identificado, lembrando que não é a única vítima do rapaz com necessidades educativas especiais. Há pelo menos cinco casos. O aluno ataca sobretudo os óculos de docentes e funcionários. Uma das últimas vítimas foi uma 'colega que me substituiu', em Outubro de 2007, diz o docente. Após uma repreensão, por agredir outras crianças, 'arrancou-lhe os óculos da cara com uma mão e atirou-os ao chão', conta uma testemunha. Como não se partiram e a professora os recolocou na cara, 'arrancou-os novamente e esmigalhou-os com as próprias mãos'. No mesmo dia, 'atirou também ao chão os óculos de dois técnicos que prestam apoio a crianças com necessidades educativas especiais. Não se partiram, mas sofreram danos e tiveram arranjo'.
O primeiro caso registado data de 2 de Outubro de 2007 e o lesado foi um professor que já não se encontra na escola. Recentemente, 'retirou os óculos da cara a outra colega, mas por sorte não se partiram'. E também já destruiu os seus próprios óculos por duas vezes.
...
Alguns funcionários já escondem os óculos antes de entrar numa sala onde o rapaz esteja ou quando se cruzam com ele. 'Mal o vejo, tiro-os logo. Ele é muito rápido e quando damos conta já estão na mão dele a ser dobrados', explicou um docente.
...
Uma responsável do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho escusou-se ontem a comentar o comportamento do estudante, limitando-se apenas a afirmar: 'Nada tenho a dizer sobre isso. O assunto tem sido resolvido.' A Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), contactada pelo CM, não se pronunciou sobre esta questão até à hora do fecho desta edição. Os professores entendem que o Ministério da Educação – ou algum dos organismos dele dependentes – têm de fazer alguma coisa para prevenir os ataques do rapaz, mas sobretudo para que os prejuízos sejam pagos aos lesados.
in correiomanha.pt (16 Maio 2008 - 12h00)
Branqueamento
Começa a ser preocupante a quantidade de actos de agressão e de violência contra professores nas escolas portuguesas. Todos os dias há um caso novo.
Preocupante, também, é a ordem para silenciar. Os jornais dão conta de que, regra geral, os conselhos executivos procuram que os incidentes não sejam divulgados. É errado silenciar. Os actos de agressões a professores entraram na banalidade. E isso é o pior que pode acontecer. Alguns alunos e pais interiorizaram a ideia de que levar "porrada" faz parte da função do professor. O silêncio do ME ajuda a criar essa ideia. in professoresramiromarques.blogspot.com (16 de Maio de 2008,6:42)

Uma notícia ventilada no Yahoo News do Reino Unido a semana passada dizia que os gigantes do petróleo mundial facturavam £3m por hora e que isso irritava a maioria da população inglesa. Não tanto por questões de equidade ou justiça social, mas porque o preço da "gota" estava cada vez mais caro para a bolsa dos automobilistas.
Ora bem, se as pessoas sentem que as petrolíferas lhes estão a ir ao bolso, que tal começarem a utilizar com mais frequência a rede pública de transportes ou enrijecerem os gémeos? O ambiente agradece, os senhores do petróleo nem por isso. in bichos-carpinteiros.blogspot.com (Maio 15, 2008, posted by hidden persuader @ 12:35)
Lisbon Jazz Summer School
Escrevemos para informar que o prazo de pré-inscrições nos cursos da Lisbon Jazz Summer School foi alargado até 30 de Maio. As inscrições decorrerão até 30 de Junho.
Em anexo encontram o press release, o logo da LJSS e fotos de Mulgrew Miller e Gonçalo Marques, directores pedagógicos dos cursos da LJSS.
Agradecemos desde já a divulgação desta informação.
Obrigada.
Atentamente,
Alexandra Ávila & João Godinho
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2008/05/15
Mostra da Monstra
Devem estar a brincar... Mas não. Não estão. Aquilo é a sério... Há gente que se ri a bandeiras despregadas, os estrangeiros, há outros, os tugas, os amigos e colegas de trabalho que enchem a sala, que apaudem. E votam. Outros devem pensar que num festival internacional tudo o que é aceite em competição deve ser bom ou pelo menos sofrível... É patético. Não é que os estrangeiros sejam todos bons. Antes pelo contrário. O problema é com os portugueses, que parecem todos maus e muito maus. Felizmente não vieram os dos Palop, e outros falantes da língua portuguesa... Não vale a pena criticar o que não tem "ponta por onde se lhe pegue". Vão trabalhar na agricultura, é a única coisa que me ocorre dizer a muitos "artistas" portugueses-concerteza, desprovidos de criatividade inteligente e "substância", que andam para aí a desbaratar os subsídios que conseguem do Estado para produzirem ridicularias que (eles) acreditam ser geniais. Há uns piores do que os outros. A média é assustadora.
Em competição, até agora, vi dois filmes que merecem "constar": The Tale Of How dos The Blackheart Gang, e Tongue Of The Hidden de David Anderson. Já não é mau...
Devem estar a brincar... Mas não. Não estão. Aquilo é a sério... Há gente que se ri a bandeiras despregadas, os estrangeiros, há outros, os tugas, os amigos e colegas de trabalho que enchem a sala, que apaudem. E votam. Outros devem pensar que num festival internacional tudo o que é aceite em competição deve ser bom ou pelo menos sofrível... É patético. Não é que os estrangeiros sejam todos bons. Antes pelo contrário. O problema é com os portugueses, que parecem todos maus e muito maus. Felizmente não vieram os dos Palop, e outros falantes da língua portuguesa... Não vale a pena criticar o que não tem "ponta por onde se lhe pegue". Vão trabalhar na agricultura, é a única coisa que me ocorre dizer a muitos "artistas" portugueses-concerteza, desprovidos de criatividade inteligente e "substância", que andam para aí a desbaratar os subsídios que conseguem do Estado para produzirem ridicularias que (eles) acreditam ser geniais. Há uns piores do que os outros. A média é assustadora.
Em competição, até agora, vi dois filmes que merecem "constar": The Tale Of How dos The Blackheart Gang, e Tongue Of The Hidden de David Anderson. Já não é mau...
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Crítica de Cinema
2008/05/14
Homenagem a Humberto Delgado
Assinalam-se hoje os 50 anos da apoteótica chegada do General Humberto Delgado ao Porto.
Do programa, consta a inauguração de um estátua da autoria de José Rodrigues na Praça Carlos Alberto e o lançamento do livro «Humberto Delgado. Biografia do general sem medo». in blasfemias.net (Publicado por Gabriel Silva em 14 Maio, 2008)
Como em África
Governo aluga helicópteros a empresa condenada por cartelização
O Governo vai pagar mais de 1,44 milhões de euros pelo aluguer de dois helicópteros médios à Helisul, empresa condenada por cartelização de preços num concurso público para o fornecimento de meios aéreos de combate a incêndios.
Há um mês, a outra empresa do consórcio que tinha sido condenada, a Aeronorte, foi a escolhida para assegurar as ligações aéreas entre Lisboa e Bragança.
Questionado pela TSF sobre o facto do Governo assinar contratos com empresas condenadas pelo próprio Estado, o Ministério da Administração Interna remeteu esclarecimentos para a Empresa de Meios Aéreos (EMA).
...
Pelas contas da EMA, o Estado poupa dois milhões de euros, mas outros especialistas contactados pela TSF consideram tratar-se de uma despesa infundada, já que os meios próprios do Estado, os Kamov, poderiam assegurar todas as operações que vão ser feitas por estes dois helicópteros. in tsf.sapo.pt (07:55, 14 de Maio 08)
Igual à Holanda? Em Portugal?!
O CDS-PP vai propor, esta quarta-feira, no Parlamento, um modelo de autonomia escolar que prevê uma autonomia pedagógica e educativa dos estabelecimentos de ensino semelhante aquele que já existe na Holanda. A maioria socialista vai votar contra.
Em declarações à TSF, o líder parlamentar dos centristas lembrou a experiência holandesa na matéria em que dez pais se podem juntar para abrir uma escola, desde que tenham um projecto e um contrato de autonomia.
«Não é para nós essencial quem é o proprietário da escola. Para nós, é essencial o serviço de educação e formação que é dado aos alunos nas escolas», acrescentou Diogo Feio. in tsf.sapo.pt (08:47 / 14 de Maio 08)
Já se está a ver o resultado. Os pais bem informados, normalmente os das classes financeiramente "desafogadas", ir-se-iam juntar e criar escolas hiper-elitistas. Subsidiadas pelo Estado, claro. Os outros... os pobres dos outros continuariam nas "escolas problemáticas". É que na Holanda não existem as desigualdades económicas e culturais que existem em Portugal. Nesse aspecto (e noutros) Portugal pode comparar-se a África. Nunca à Holanda.
Assinalam-se hoje os 50 anos da apoteótica chegada do General Humberto Delgado ao Porto.
Do programa, consta a inauguração de um estátua da autoria de José Rodrigues na Praça Carlos Alberto e o lançamento do livro «Humberto Delgado. Biografia do general sem medo». in blasfemias.net (Publicado por Gabriel Silva em 14 Maio, 2008)
Como em África
Governo aluga helicópteros a empresa condenada por cartelização
O Governo vai pagar mais de 1,44 milhões de euros pelo aluguer de dois helicópteros médios à Helisul, empresa condenada por cartelização de preços num concurso público para o fornecimento de meios aéreos de combate a incêndios.
Há um mês, a outra empresa do consórcio que tinha sido condenada, a Aeronorte, foi a escolhida para assegurar as ligações aéreas entre Lisboa e Bragança.
Questionado pela TSF sobre o facto do Governo assinar contratos com empresas condenadas pelo próprio Estado, o Ministério da Administração Interna remeteu esclarecimentos para a Empresa de Meios Aéreos (EMA).
...
Pelas contas da EMA, o Estado poupa dois milhões de euros, mas outros especialistas contactados pela TSF consideram tratar-se de uma despesa infundada, já que os meios próprios do Estado, os Kamov, poderiam assegurar todas as operações que vão ser feitas por estes dois helicópteros. in tsf.sapo.pt (07:55, 14 de Maio 08)
Igual à Holanda? Em Portugal?!
O CDS-PP vai propor, esta quarta-feira, no Parlamento, um modelo de autonomia escolar que prevê uma autonomia pedagógica e educativa dos estabelecimentos de ensino semelhante aquele que já existe na Holanda. A maioria socialista vai votar contra.
Em declarações à TSF, o líder parlamentar dos centristas lembrou a experiência holandesa na matéria em que dez pais se podem juntar para abrir uma escola, desde que tenham um projecto e um contrato de autonomia.
«Não é para nós essencial quem é o proprietário da escola. Para nós, é essencial o serviço de educação e formação que é dado aos alunos nas escolas», acrescentou Diogo Feio. in tsf.sapo.pt (08:47 / 14 de Maio 08)
Já se está a ver o resultado. Os pais bem informados, normalmente os das classes financeiramente "desafogadas", ir-se-iam juntar e criar escolas hiper-elitistas. Subsidiadas pelo Estado, claro. Os outros... os pobres dos outros continuariam nas "escolas problemáticas". É que na Holanda não existem as desigualdades económicas e culturais que existem em Portugal. Nesse aspecto (e noutros) Portugal pode comparar-se a África. Nunca à Holanda.
2008/05/13
Notícias da Monstra
Ontem fui ver o Yellow Submarine, de George Dunning e percebi porque é unanimemente considerado percursor e genial. Simultaneamente incarna o "espírito da época"... É de facto um trabalho fantástico com base na música dos Beatles.
Antes tinha estado a ver o filme premiado na edição de 2007, One Night in One City, de Jan Balej, e devo dizer que é uma criação genial, com um impacto tremendo, que ironiza re-criando um certo ambiente soturno de fácil reconhecimento para quem viajou frequentemente no chamado "leste" europeu.
Mas a Monstra deste ano é dedicada à animação inglesa e então é obrigatório referenciar as obras impressionantemente corrosivas de Phil Mulloy (que em grande parte delas utiliza música composta por Alex Balanescu), o experimentalismo inteligente de Paul Bush, e os universos surrealistas de David Anderson que tem um filme em competição. Assim se vê a força da animação britânica e o porquê de ser uma referência incontornável para todos os artistas.
Ontem fui ver o Yellow Submarine, de George Dunning e percebi porque é unanimemente considerado percursor e genial. Simultaneamente incarna o "espírito da época"... É de facto um trabalho fantástico com base na música dos Beatles.
Antes tinha estado a ver o filme premiado na edição de 2007, One Night in One City, de Jan Balej, e devo dizer que é uma criação genial, com um impacto tremendo, que ironiza re-criando um certo ambiente soturno de fácil reconhecimento para quem viajou frequentemente no chamado "leste" europeu.
Mas a Monstra deste ano é dedicada à animação inglesa e então é obrigatório referenciar as obras impressionantemente corrosivas de Phil Mulloy (que em grande parte delas utiliza música composta por Alex Balanescu), o experimentalismo inteligente de Paul Bush, e os universos surrealistas de David Anderson que tem um filme em competição. Assim se vê a força da animação britânica e o porquê de ser uma referência incontornável para todos os artistas.
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Crítica de Cinema
Bloggers portugueses praticam auto-censura
Alguns blogs retiraram um "documento", de uma empresa de formação (INA) que parece ser propriedade de um senhor com nome fatal (escrevo com letra pequena porque Fatal é marca registada de um festival de teatro que por acaso está a acontecer), que tinham colocado online com várias críticas e observações ao dito (documento...). Um "documento" que pretende servir como base para a avaliação dos professores, que foi apresentado em acções de formação pagas, tornou-se um objecto público, ainda que protegido pelos direitos do seu autor, passível de ser parcialmente transcrito e criticado (excertos dos artigos e trabalhos de investigação pagos e publicados pelos jornais, excertos de livros, etc, podem ser transcritos livremente desde que seja indicada a fonte). Um "documento" destes não pode, nunca poderia no "espaço europeu", ficar no segredo de alguns. Isso sim, seria muito grave. Este caso de auto-censura a que os blogs se submeteram, devido a e-mail's ameaçadores que receberam enviados pelo tal senhor fatal, é grave. Para evitarem eventuais problemas bastaria transcreverem somente os parâmetros mais ridículos e grotescos, que pelos vistos eram abundantes. E já agora o e-mail que o senhor fatal lhes enviou, recheado de erros de escrita que fariam as pessoas "escacarem-se" de riso. Dessa maneira o dito senhor fatal não poderia acusar os blogs de andarem a publicar "o documento" e a violar os seus direitos de autor. Mas há outro aspecto que faz o senhor fatal fazer figura de parvo: os blogs que publicaram "o documento" (trata-se da parte que enumera os parâmetros considerados para avaliação e portanto um excerto do "documento") não têm qualquer fim lucrativo. A publicação do "documento" pelos blogs pode ser vista como um serviço de interesse público, uma vez que é do interesse do país serem conhecidas as propostas (mesmo as mais idiotas e absurdas) de avaliação dos professores da rede de ensino público paga pelos cidadãos, assim como de todos os estabelecimentos de ensino básico e secundário, que para funcionarem necessitam da autorização do ME. Dever-se-ia alargar, urgentemente, esta filosofia ao ensino superior, que é onde se formaram e continuam a formar, os "quadros" e os políticos responsáveis pelo estado do país. Ensino superior que também diplomou autênticos insultos à inteligência, que agora são "empresários" e se pretendem "formadores"... Adiante: seria seguramente interessante se o senhor fatal avançasse, como ameaçou os bloggers que divulgaram "o documento", com o caso para tribunal... Mas os blogs preferiram retirar "o documento". É uma opção, mas devem estar conscientes que os direitos de autor não se exercem como se poderia deduzir daquilo que o senhor fatal escreveu, e que os e-mails que expediu veículam informação errónea sobre o exercício desses direitos. Como os direitos autorais são protegidos por entidades cujos corpos directivos o senhor fatal nem integra nem representa, há uma usurpação do papel das mesmas para difusão de informações incorrectas sob a forma de ameaças. O que é (muito) grave. Mais: como o e-mail foi expedido em massa (dirige-se a tod@s @s bloggers por "senhor"...), creio que o senhor fatal se colocou numa posição "delicada", que @s bloggers, se estivessem para perder tempo com imbecilidades, poderiam explorar. Aparte questões legais, trata-se basicamente de um caso típico da mentalidade mesquinha e bruta que ainda subsiste em Portugal, mentalidade de gente abjecta que pela coacção procura impôr o silêncio e acabar com a crítica. Uma mentalidade a estripar, liminarmente, se queremos que Portugal sobreviva na Europa dos Cidadãos. Será muito grave se se vier a provar que a empresa do senhor fatal colabora com o ME, ou simplesmente foi reconhecida pelo mesmo ME para dar formação. Mas deixemos isso para mais tarde.
Passo a apresentar o post, com alguns dos comentários dos leitores, onde o Paulo Guinote justifica ter retirado o referido "documento" do seu blog:
Bom Dia,
Deixou hoje de estar online (embora não tenha sido apagado e continue disponível nos arquivos a que só eu tenho acesso) o post sobre as suas 96 condutas (que afinal são 93 porque há algumas repetidas), assim como os 156 comentários que se lhe seguiam.
Mais do que isso não farei, pois não retirarei o texto sobre o curso do INA que é público e divulgado em escolas e outros espaços públicos.
Se me quiser processar acerca da expressão de opiniões sobre factos públicos, essa é uma prerrogativa sua. Provavelmente essa seria uma decisão extremamente errada da sua parte, em virtude da publicidade que isso traria à questão, para além de servir para demonstrar que não tem razão em querer reservar informação que é facultada em acções de formação pagas pelos formandos, num instituto público.
Mas, como escrevo, é um direito que lhe assiste,
Com os cumprimentos possíveis numa situação destas,
Paulo G.
Adenda: E assim o Umbigo praticou o seu primeiro acto de auto-censura. Era fatal como o destino que o dia chegaria. E eu não gosto de limitar as hipóteses do empreendedorismo nacional.
Tita Diz:
Maio 13, 2008 at 9:43 am
Paulo, não havia necessidade!
fernandooliveira Diz:
Maio 13, 2008 at 10:45 am
No Comments.
É a decisão do Paulo.
Ema Diz:
Maio 13, 2008 at 12:08 pm
Très moche, a fatal pressão. Sinal dos tempos.
h5n1 Diz:
Maio 13, 2008 at 12:23 pm
A propósito ou talvez não
Miguel Gaspar refre hoje no Público, a propósito da ASAE e do seu planeamento por objectivos quantificados, que nem a URSS tinha chegado tão longe no seu modus operadi totalitário.
Ora acontece que no tempo de Estaline, a polícia política tinha obejectivos precisos de números de detenções e de execuções por província.
Tudo para que o “exemplo” e o medo se instalasse em todo o território.
E o que aconteceu foi que os esbirros locais, com o propósito de se mostrarem servis, cumpridores e patriotas acima de qualquer suspeita, emulavam-se na ultrapassagem do cálculo previsto, em termos de prisioneiros políticos e de execuções de “contra-revolucionários”.
http://www.amazon.com/Stalin-Court-Simon-Sebag-Montefiore/dp/1400042305
Ou seja, seria bom que os escribas estudassem um pouco mais de hístória e, por outro lado, isto demonstra que os “radicais” ex(?)marxistas que integram a administração Sócrates, sabem muito bem o que andam a fazer.
coeh Diz:
Maio 13, 2008 at 1:14 pm
solidariedade com este blog.
Não à censura.
ameaças dos queixinhas. Isto é meu meu meu… tristes figuras
Alvaro Diz:
Maio 13, 2008 at 1:28 pm
Paulo:
Exatamente! Todos os documentos divulgados publicamente são passíveis de serem discutidos e comentados. Esse senhor deve perceber que Portugal (ainda) não é África. Os emails que ele mandou para os blogs e que me chegaram ao conhecimento revelam a mentalidade de um idiota. Que não percebe minimamente que Portugal está, porque optou, integrado na UE, e que isso implica esta liberdade crítica que ele gostaria que não existisse. É incompetente, o tal senhor fatal, porque dá erros crassos ao escrever e porque diz coisas idiotas falando como se conhecesse muito bem a legislação. É inacreditável que o ME trabalhe, ou aceite a colaboração, de gente assim, incompetente e ignorante (e que molesta mandando emails esquizofrénicos às pessoas), e isso será tratado na devida altura. in educar.wordpress.com (Maio 13, 2008)
ME não se pronuncia...
Da arte de extorquir 200 euros aos incautos
Reuniu hoje, dia 9 de Maio, pela primeira vez, a Comissão Paritária criada na sequência do "Memorando de Entendimento" entre o ME e os Sindicatos, e que visa acompanhar o processo de implementação da avaliação e preparar as negociações, previstas para Junho e Julho de 2009, de onde decorrerá a sua alteração.
...
Na reunião, a FENPROF aproveitou ainda para questionar o ME sobre as acções de formação que o INA está a promover a 200 euros. Sobre essa formação o ME não se pronunciou, recusando dizer se a validava ou não como adequada. Em suma, deu para confirmar que se trata de uma iniciativa destinada a extorquir duas centenas de euros a alguns incautos.
À margem da Ordem de Trabalhos, a FENPROF solicitou o relatório do ME sobre os edifícios escolares que contêm amianto. É inaceitável a forma como o ME desvalorizou o problema. Tratando-se de um problema de saúde pública, a FENPROF exige a resolução urgente da situação. O Secretariado Nacional (da Fenprof)
Boas verdades...
Vale a pena ler o artigo de Eduardo Marçal Grilo e Guilherme d'Oliveira Martins "Escola Pública e Serviço Público de Educação" (Expresso, 8 de Março de 2008).
Neste texto, publicado no dia da manifestação dos professores, os autores apresentam um conjunto de reflexões que importa reter na clarificação do conceito de serviço público de educação. Desde logo "o que é mais importante e deve ser assinalado é que a educação das crianças e dos adolescentes é primeiramente uma responsabilidade dos pais e das famílias". Por outro lado, "não deveconfundir-se escola pública e serviço público de educação, pois que este tanto pode ser prestado por instituições públicas como por instituições privadas", donde "o estatuto das escolas e o grau de autonomia de que gozam devem ser tais que não seja possível distinguir o que é uma escola públicade uma escola cooperativa ou de uma instituição puramente privada". in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (12 de Maio de 2008, 17:24:00)
Serão Penalizados Na Avaliação?
Socialistas com mais de 500 faltas
Os deputados socialistas já registaram nesta sessão legislativa, que termina a 18 de Julho, mais de 500 faltas às reuniões plenárias. Perante este cenário, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, chamou a atenção dos deputados e exigiu maior assiduidade.
Será que, quando vierem a apresentar-se novamente (os que o fizerem) a votos, teremos acesso a este tipo de informação e poderemos votar de forma diferenciada nos vários deputados constantes nas listas?
É que se fartam de me dizer que a avaliação dos políticos se faz nas urnas, mas eu só tenho um voto e eles são tantos…
E nem vale a pena doutrinarem-me sobre o facto de eu ter de escolher perante as listas disponíveis no meu círculo eleitoral se, depois de chegados ao Parlamento, eles são «deputados da Nação» e não devem defender interesses particulares como aquel’outro o limiano. in educar.wordpress.com (Maio 13, 2008
El@s não se importam...
João Raio, supervisor do voo TAP, contactado pelo PÚBLICO ainda durante o voo, começou por dizer que aquele era “um voo fretado” e que “às vezes” aquelas situaçõs aconteciam. Questionado pelo PÚBLICO se era ou não proibido disse não ter dúvidas que era. “Às vezes há estas situações de excepção”. Contou então como as coisas aconteceram. “Algumas horas depois de o voo ter partido o ministro Manuel Pinho foi fumar. Ninguém me tinha perguntado se se podia ou não fumar. Fui falar com o comandante que não gostou da situação, mas que disse para arrranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'”.
...
Já em Caracas, o PÚBLICO confrontou Luís Bernardo, assessor do primeiro-ministro que acompanhou a viagem, sobre o facto e sobre as criticas que alguns empresários fizeram. “Já é costume. Já aconteceu em outras viagens. Ouvimos as pessoas que não se importaram”, afirmou. O PÚBLICO não viu, nem ouviu em nenhuma ocasião durante as oito horas de voo algum membro do gabinete do primeiro-ministro questionar fosse quem fosse sobre a possibilidade de se fumar a bordo, num voo onde foi sempre claro que tal era proibido. in ultimahora.publico.clix.pt (13.05.2008 - 13h33 Luciano Alvarez, em Caracas)
Segundo o enviado do Público Luciano Alvarez, o cheiro a fumo era intenso e, apesar da cortina, os empresários que seguiam na comitivia podiam ver tudo. Até que foi a vez do próprio primeiro-ministro quebrar a proibição de fumar por duas vezes entre as 23h30 e as 00h00, apesar da sinalética avisar expressamente que é proibido fumar a bordo do avião, e ter repetido outras vezes durante a madrugada. in diario.iol.pt (13-05-2008 - 14:45h)
Eis o velho argumento dos sacanas e dos totalitários: "el@s não se importam". Que fumemos para cima del@s... que ouçamos a nossa música, que el@s detestam, em alto volume... que o nosso queridinho pit bull @s faça dar a volta ao quarteirão para o evitarem... Que remédio. Porque se se importarem, levam!
Alguns blogs retiraram um "documento", de uma empresa de formação (INA) que parece ser propriedade de um senhor com nome fatal (escrevo com letra pequena porque Fatal é marca registada de um festival de teatro que por acaso está a acontecer), que tinham colocado online com várias críticas e observações ao dito (documento...). Um "documento" que pretende servir como base para a avaliação dos professores, que foi apresentado em acções de formação pagas, tornou-se um objecto público, ainda que protegido pelos direitos do seu autor, passível de ser parcialmente transcrito e criticado (excertos dos artigos e trabalhos de investigação pagos e publicados pelos jornais, excertos de livros, etc, podem ser transcritos livremente desde que seja indicada a fonte). Um "documento" destes não pode, nunca poderia no "espaço europeu", ficar no segredo de alguns. Isso sim, seria muito grave. Este caso de auto-censura a que os blogs se submeteram, devido a e-mail's ameaçadores que receberam enviados pelo tal senhor fatal, é grave. Para evitarem eventuais problemas bastaria transcreverem somente os parâmetros mais ridículos e grotescos, que pelos vistos eram abundantes. E já agora o e-mail que o senhor fatal lhes enviou, recheado de erros de escrita que fariam as pessoas "escacarem-se" de riso. Dessa maneira o dito senhor fatal não poderia acusar os blogs de andarem a publicar "o documento" e a violar os seus direitos de autor. Mas há outro aspecto que faz o senhor fatal fazer figura de parvo: os blogs que publicaram "o documento" (trata-se da parte que enumera os parâmetros considerados para avaliação e portanto um excerto do "documento") não têm qualquer fim lucrativo. A publicação do "documento" pelos blogs pode ser vista como um serviço de interesse público, uma vez que é do interesse do país serem conhecidas as propostas (mesmo as mais idiotas e absurdas) de avaliação dos professores da rede de ensino público paga pelos cidadãos, assim como de todos os estabelecimentos de ensino básico e secundário, que para funcionarem necessitam da autorização do ME. Dever-se-ia alargar, urgentemente, esta filosofia ao ensino superior, que é onde se formaram e continuam a formar, os "quadros" e os políticos responsáveis pelo estado do país. Ensino superior que também diplomou autênticos insultos à inteligência, que agora são "empresários" e se pretendem "formadores"... Adiante: seria seguramente interessante se o senhor fatal avançasse, como ameaçou os bloggers que divulgaram "o documento", com o caso para tribunal... Mas os blogs preferiram retirar "o documento". É uma opção, mas devem estar conscientes que os direitos de autor não se exercem como se poderia deduzir daquilo que o senhor fatal escreveu, e que os e-mails que expediu veículam informação errónea sobre o exercício desses direitos. Como os direitos autorais são protegidos por entidades cujos corpos directivos o senhor fatal nem integra nem representa, há uma usurpação do papel das mesmas para difusão de informações incorrectas sob a forma de ameaças. O que é (muito) grave. Mais: como o e-mail foi expedido em massa (dirige-se a tod@s @s bloggers por "senhor"...), creio que o senhor fatal se colocou numa posição "delicada", que @s bloggers, se estivessem para perder tempo com imbecilidades, poderiam explorar. Aparte questões legais, trata-se basicamente de um caso típico da mentalidade mesquinha e bruta que ainda subsiste em Portugal, mentalidade de gente abjecta que pela coacção procura impôr o silêncio e acabar com a crítica. Uma mentalidade a estripar, liminarmente, se queremos que Portugal sobreviva na Europa dos Cidadãos. Será muito grave se se vier a provar que a empresa do senhor fatal colabora com o ME, ou simplesmente foi reconhecida pelo mesmo ME para dar formação. Mas deixemos isso para mais tarde.
Passo a apresentar o post, com alguns dos comentários dos leitores, onde o Paulo Guinote justifica ter retirado o referido "documento" do seu blog:
Bom Dia,
Deixou hoje de estar online (embora não tenha sido apagado e continue disponível nos arquivos a que só eu tenho acesso) o post sobre as suas 96 condutas (que afinal são 93 porque há algumas repetidas), assim como os 156 comentários que se lhe seguiam.
Mais do que isso não farei, pois não retirarei o texto sobre o curso do INA que é público e divulgado em escolas e outros espaços públicos.
Se me quiser processar acerca da expressão de opiniões sobre factos públicos, essa é uma prerrogativa sua. Provavelmente essa seria uma decisão extremamente errada da sua parte, em virtude da publicidade que isso traria à questão, para além de servir para demonstrar que não tem razão em querer reservar informação que é facultada em acções de formação pagas pelos formandos, num instituto público.
Mas, como escrevo, é um direito que lhe assiste,
Com os cumprimentos possíveis numa situação destas,
Paulo G.
Adenda: E assim o Umbigo praticou o seu primeiro acto de auto-censura. Era fatal como o destino que o dia chegaria. E eu não gosto de limitar as hipóteses do empreendedorismo nacional.
Tita Diz:
Maio 13, 2008 at 9:43 am
Paulo, não havia necessidade!
fernandooliveira Diz:
Maio 13, 2008 at 10:45 am
No Comments.
É a decisão do Paulo.
Ema Diz:
Maio 13, 2008 at 12:08 pm
Très moche, a fatal pressão. Sinal dos tempos.
h5n1 Diz:
Maio 13, 2008 at 12:23 pm
A propósito ou talvez não
Miguel Gaspar refre hoje no Público, a propósito da ASAE e do seu planeamento por objectivos quantificados, que nem a URSS tinha chegado tão longe no seu modus operadi totalitário.
Ora acontece que no tempo de Estaline, a polícia política tinha obejectivos precisos de números de detenções e de execuções por província.
Tudo para que o “exemplo” e o medo se instalasse em todo o território.
E o que aconteceu foi que os esbirros locais, com o propósito de se mostrarem servis, cumpridores e patriotas acima de qualquer suspeita, emulavam-se na ultrapassagem do cálculo previsto, em termos de prisioneiros políticos e de execuções de “contra-revolucionários”.
http://www.amazon.com/Stalin-Court-Simon-Sebag-Montefiore/dp/1400042305
Ou seja, seria bom que os escribas estudassem um pouco mais de hístória e, por outro lado, isto demonstra que os “radicais” ex(?)marxistas que integram a administração Sócrates, sabem muito bem o que andam a fazer.
coeh Diz:
Maio 13, 2008 at 1:14 pm
solidariedade com este blog.
Não à censura.
ameaças dos queixinhas. Isto é meu meu meu… tristes figuras
Alvaro Diz:
Maio 13, 2008 at 1:28 pm
Paulo:
Exatamente! Todos os documentos divulgados publicamente são passíveis de serem discutidos e comentados. Esse senhor deve perceber que Portugal (ainda) não é África. Os emails que ele mandou para os blogs e que me chegaram ao conhecimento revelam a mentalidade de um idiota. Que não percebe minimamente que Portugal está, porque optou, integrado na UE, e que isso implica esta liberdade crítica que ele gostaria que não existisse. É incompetente, o tal senhor fatal, porque dá erros crassos ao escrever e porque diz coisas idiotas falando como se conhecesse muito bem a legislação. É inacreditável que o ME trabalhe, ou aceite a colaboração, de gente assim, incompetente e ignorante (e que molesta mandando emails esquizofrénicos às pessoas), e isso será tratado na devida altura. in educar.wordpress.com (Maio 13, 2008)
ME não se pronuncia...
Da arte de extorquir 200 euros aos incautos
Reuniu hoje, dia 9 de Maio, pela primeira vez, a Comissão Paritária criada na sequência do "Memorando de Entendimento" entre o ME e os Sindicatos, e que visa acompanhar o processo de implementação da avaliação e preparar as negociações, previstas para Junho e Julho de 2009, de onde decorrerá a sua alteração.
...
Na reunião, a FENPROF aproveitou ainda para questionar o ME sobre as acções de formação que o INA está a promover a 200 euros. Sobre essa formação o ME não se pronunciou, recusando dizer se a validava ou não como adequada. Em suma, deu para confirmar que se trata de uma iniciativa destinada a extorquir duas centenas de euros a alguns incautos.
À margem da Ordem de Trabalhos, a FENPROF solicitou o relatório do ME sobre os edifícios escolares que contêm amianto. É inaceitável a forma como o ME desvalorizou o problema. Tratando-se de um problema de saúde pública, a FENPROF exige a resolução urgente da situação. O Secretariado Nacional (da Fenprof)
Boas verdades...
Vale a pena ler o artigo de Eduardo Marçal Grilo e Guilherme d'Oliveira Martins "Escola Pública e Serviço Público de Educação" (Expresso, 8 de Março de 2008).
Neste texto, publicado no dia da manifestação dos professores, os autores apresentam um conjunto de reflexões que importa reter na clarificação do conceito de serviço público de educação. Desde logo "o que é mais importante e deve ser assinalado é que a educação das crianças e dos adolescentes é primeiramente uma responsabilidade dos pais e das famílias". Por outro lado, "não deveconfundir-se escola pública e serviço público de educação, pois que este tanto pode ser prestado por instituições públicas como por instituições privadas", donde "o estatuto das escolas e o grau de autonomia de que gozam devem ser tais que não seja possível distinguir o que é uma escola públicade uma escola cooperativa ou de uma instituição puramente privada". in mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com (12 de Maio de 2008, 17:24:00)
Serão Penalizados Na Avaliação?
Socialistas com mais de 500 faltas
Os deputados socialistas já registaram nesta sessão legislativa, que termina a 18 de Julho, mais de 500 faltas às reuniões plenárias. Perante este cenário, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, chamou a atenção dos deputados e exigiu maior assiduidade.
Será que, quando vierem a apresentar-se novamente (os que o fizerem) a votos, teremos acesso a este tipo de informação e poderemos votar de forma diferenciada nos vários deputados constantes nas listas?
É que se fartam de me dizer que a avaliação dos políticos se faz nas urnas, mas eu só tenho um voto e eles são tantos…
E nem vale a pena doutrinarem-me sobre o facto de eu ter de escolher perante as listas disponíveis no meu círculo eleitoral se, depois de chegados ao Parlamento, eles são «deputados da Nação» e não devem defender interesses particulares como aquel’outro o limiano. in educar.wordpress.com (Maio 13, 2008
El@s não se importam...
João Raio, supervisor do voo TAP, contactado pelo PÚBLICO ainda durante o voo, começou por dizer que aquele era “um voo fretado” e que “às vezes” aquelas situaçõs aconteciam. Questionado pelo PÚBLICO se era ou não proibido disse não ter dúvidas que era. “Às vezes há estas situações de excepção”. Contou então como as coisas aconteceram. “Algumas horas depois de o voo ter partido o ministro Manuel Pinho foi fumar. Ninguém me tinha perguntado se se podia ou não fumar. Fui falar com o comandante que não gostou da situação, mas que disse para arrranjar uma zona para fumar, se não ainda acabariam a fumar no 'cockpit'”.
...
Já em Caracas, o PÚBLICO confrontou Luís Bernardo, assessor do primeiro-ministro que acompanhou a viagem, sobre o facto e sobre as criticas que alguns empresários fizeram. “Já é costume. Já aconteceu em outras viagens. Ouvimos as pessoas que não se importaram”, afirmou. O PÚBLICO não viu, nem ouviu em nenhuma ocasião durante as oito horas de voo algum membro do gabinete do primeiro-ministro questionar fosse quem fosse sobre a possibilidade de se fumar a bordo, num voo onde foi sempre claro que tal era proibido. in ultimahora.publico.clix.pt (13.05.2008 - 13h33 Luciano Alvarez, em Caracas)
Segundo o enviado do Público Luciano Alvarez, o cheiro a fumo era intenso e, apesar da cortina, os empresários que seguiam na comitivia podiam ver tudo. Até que foi a vez do próprio primeiro-ministro quebrar a proibição de fumar por duas vezes entre as 23h30 e as 00h00, apesar da sinalética avisar expressamente que é proibido fumar a bordo do avião, e ter repetido outras vezes durante a madrugada. in diario.iol.pt (13-05-2008 - 14:45h)
Eis o velho argumento dos sacanas e dos totalitários: "el@s não se importam". Que fumemos para cima del@s... que ouçamos a nossa música, que el@s detestam, em alto volume... que o nosso queridinho pit bull @s faça dar a volta ao quarteirão para o evitarem... Que remédio. Porque se se importarem, levam!
2008/05/12
Assassínios por "honra"
Pai de uma iraquiana de 17 anos, sufocou-a e esfaqueou-a até à morte por esta se andar a encontrar com um soldado britânico estacionado em Baçorá.
A minha filha mereceu morrer por se ter apaixonado, disse o monstro.
Em 2007, 47 mulheres foram mortas por terem violado "a honra" da família só em Baçorá e desde Janeiro deste ano a Comissão de Segurança da cidade garante que o número já vai em 36. (fonte: Global, 12 de Maio, pag 11)
Até quando o Ocidente (sempre tão preocupado com os "direitos humanos") vai permitir que estes crimes "tradicionais" contra jovens mulheres que ousam desafiar tradições primitivas, trogloditas e aberrantes, continuem a acontecer?
600 mulheres
Que em silêncio e pacificamente marchavam contra a repressão do Tibete pela China, foram presas em Katmandu, capital do Nepal. (fonte: Meia Hora, 12 de Maio, pag 6)
Pai de uma iraquiana de 17 anos, sufocou-a e esfaqueou-a até à morte por esta se andar a encontrar com um soldado britânico estacionado em Baçorá.
A minha filha mereceu morrer por se ter apaixonado, disse o monstro.
Em 2007, 47 mulheres foram mortas por terem violado "a honra" da família só em Baçorá e desde Janeiro deste ano a Comissão de Segurança da cidade garante que o número já vai em 36. (fonte: Global, 12 de Maio, pag 11)
Até quando o Ocidente (sempre tão preocupado com os "direitos humanos") vai permitir que estes crimes "tradicionais" contra jovens mulheres que ousam desafiar tradições primitivas, trogloditas e aberrantes, continuem a acontecer?
600 mulheres
Que em silêncio e pacificamente marchavam contra a repressão do Tibete pela China, foram presas em Katmandu, capital do Nepal. (fonte: Meia Hora, 12 de Maio, pag 6)
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Liberdade
2008/05/11
Quay Brothers na Monstra 2008
Foram-nos apresentados como sendo uns dos "mais geniais" criadores do cinema de animação da actualidade...
Ontem, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, pude ver The Cabinet of Jan Svankmajer (1984), Are we Still Married? (Still Nacht II), de 1991, This Unnameable Little Broom e Can't Go Wrong Without You (Still Nacht IV), ambos de 1993, e Street of Crocodiles de 1986. O comentário é: sim, são geniais.
A Monstra continua.
Foram-nos apresentados como sendo uns dos "mais geniais" criadores do cinema de animação da actualidade...
Ontem, no Teatro Maria Matos, em Lisboa, pude ver The Cabinet of Jan Svankmajer (1984), Are we Still Married? (Still Nacht II), de 1991, This Unnameable Little Broom e Can't Go Wrong Without You (Still Nacht IV), ambos de 1993, e Street of Crocodiles de 1986. O comentário é: sim, são geniais.
A Monstra continua.
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Crítica de Cinema
A agenda oculta do PCP
O PCP é um partido estranho. Mesmo em adolescente, quando era comunista e fui trabalhar para as obras para ser um "proletário a sério", sempre o intuí. Agora, este partido português-concerteza, veio dizer que o Tibete faz parte da China. Sim, faz. Na cabeça pequena e estreita dos dirigentes do PCP.
O PCP também deve achar que com o ditador Putin, a Rússia, finalmente, re-encontrou o bom caminho...
O PCP tem uma agenda própria, não conhecida. Com o mêdo de perder para BE, futuro inevitável, quase diria "escrito nas estrelas", o PCP vai entricheirar-se no "poder local". O "poder local" é o poder da pequena-grande corrupção, da mesquinhez mais redundante e da mediocridade de trazer por casa. É aí, no "poder local" que o PCP conta resistir ao tempo e à história. O PCP não o diz, mas o PCP quer que os professores dependam desse "poder local", como já acontece com as "auxiliares" nas escolas. De concursos nacionais isentos e imparciais, passar-se-ia à contratação por escola. É bom de ver o que iria acontecer se tal viesse a ser aplicado... Os "amiguinhos" seriam contratados e passariam a ser vassalos, agradecidos, das direcções das escolas, assim como dos "paizinhos" que cospem para o chão e batem nas esposas, que passariam a ter voz activa na contratação dos professores. O ensino em Portugal seria rapidamente destruído, e o país também. Então o PCP, que é um dos principais responsáveis pelo clima de desrespeito para com os professores que se vive nas escolas portuguesas, iria aparecer como o "salvador da nação". Mas não. Isto não irá acontecer, apesar do acordo sub-entendido entre os PS e o PCP para depois das eleições legislativas. As escolas e o "poder local" não irão, nunca em Portugal, escolher os professores. Portugal não é a Inglaterra. Muito longe disso. Nem a sociedade portuguesa está suficientemente educada (antes pelo contrário), nem os orgãos de decisão suficientemente sufragados por toda a sociedade civíl, para que isso possa acontecer sem perversões fatais para o futuro do país. Portugal é um país pobre e inculto, minado por "capelinhas" diversas, sobretudo no "poder local". Os concursos nacionais de professores são o garante da isenção e da independência dos professores face aos podres e variados poderes locais. O PCP tem uma aliada de força na Ministra da Educação, que é ex-apoiante da Frelimo e (também) responsável pelas atrocidades que aconteceram em Moçambique após a independência, para onde foi como voluntária aos 17 anos. Mas nem a ministra da educação está para durar dentro do PS, nem o PCP durará como partido de "peso" em Portugal. É certo que conta com a ajuda de Sócrates. Nós sabemos que sim. Mas Sócrates foi um erro de casting no PS, e no PSD, seu (do Sócrates) "lugar natural", o PCP não contará, nem de longe nem de perto, com os apoios que conta dentro do PS.
Únicos e legítimos? Onde?!
Dias da Silva diz que sindicatos são os únicos representantes legítimos dos professores
Pelos vistos, os sindicatos andaram mesmo aos papéis durante muito tempo - já o sabíamos, mas é bom confirmá-lo - e perderam completamente o comboio da contestação ao ME até conseguirem um balão de oxigénio com a manifestação de 8 de Março e depois com o entendimento com o ME.
No fundo, e eu até achei que o entendimento não foi necessariamente negativo e dei-lhe o meu apoio sob reserva, ME e sindicatos queriam era normalizar a situação.
* O ME condescendeu e reconheceu aos sindicatos um papel que lhe negara durante três anos, com o objectivo que eles passassem a enquadrar a acção contestatária multipolar dos professores. Reconhecendo aos sindicatos o direito a estarem presentes em organismos de que antes estariam arredados - substituídos por um Conselho de Escolas que se mostrou meio indócil - o ME precisou dos sindicatos para acalmar os docentes e neutralizar a parte tradicional da contestação.
* Os sindicatos precisaram de ter uma espécie de vitória simbólica para exibir, assim como de recuperar o protagonismo que estavam a sentir ter perdido desde 2005. Incapazes de reagir em seu tempo, os sindicatos uniram-se no sentido de mostrar uma frente única ao ME mas também aos docentes, globalmente fartos do modo de agir de um sindicalismo acomodado, sem imaginação e em risco de ser thatcherizado pela equipa do ME.
Aquilo a que se assiste agora é a uma tentativa dos sindicatos esvaziarem as formas alternativas de organização dos docentes e, nesse sentido, as declarações de João Dias da Silva são bem elucidativas:
Muitos sócios nossos podem ter-se sentido motivados pelos blogues, pelos SMS, pelas mensagens desses movimentos que aliás, durante a contestação, deram um contributo para o reforço do debate entre as pessoas.
(…)
Mas é preciso referir que há diferenças radicais entre o funcionamento dos movimentos informais de cidadãos e os sindicatos. E que, em democracia, a legitimidade da representação dos trabalhadores pertence aos sindicatos e a mais ninguém.
(…)
Não devemos criar confusões com entidades amorfas, que não têm dirigentes eleitos. Prestam contas perante quem? E de quê? Nos sindicatos as opções não resultam de conversas de café ou de encontros na sala de professores, são o resultados de do funcionamento de órgãos constituídos democraticamente. in educar.wordpress.com (Maio 11, 2008)
Vamos lá esclarecer uma coisinha: os sindicatos têm tanta legitimidade para representar os professores como outra qualquer organização de professores. Os sindicatos representam unicamente os seus associados. E pelo que vi no interior dos sindicatos de professores nem isso representam: representam muito menos porque a maior parte dos seus associados só o são para poderem contar com apoio jurídico em caso de necessidade. Também em caso de necessidade os professores saberão impugnar nos tribunais a ideia perversa que Dias da Silva, e todos os sindicalistas profissionais, tentam propagar: que eles são os "únicos representantes legítimos" dos professores. A UE, e suas instituições, pelo menos a este nível, saberão, se fôr caso disso, explicar que a "Europa dos Cidadãos" dá liberdade aos seus cidadãos, ao contrário dos regimes totalitários, de escolherem quem "legitimamente" os representa. Daí ser "Europa dos Cidadãos" e não "Europa das Nações". É que entre um e outro conceito vai a diferença que faz Dias da Silva fazer figura de idiota.
Os possessos
“Se queres conhecer o vilão, põe-lhe um volante na mão!”
[Adágio popular]
Alguns presidentes de conselho executivo — agora nomeados “directores” pela varinha de condão — estão a viver autênticos dias de plenitude profissional nunca antes experimentada. Pelos indícios externos, parece um estado de alma semelhante ao dos adolescentes que acabam de descobrir os segredos do sexo: uma certa lascívia no exercício constante da autoridade “patronal” está a manifestar-se num “quero, posso e desmando” que tem tanto de provinciano como de ridículo: parecem maestros de banda filarmónica, caminhando à frente da trupe, enquanto gesticulam abundantemente, de peito emproado como generais. Depois do 25 de Abril mais triste dos últimos trinta e quatro anos e do 1º de Maio mais sorumbático — e até com o seu quê de “retro”— parece que voltámos ao tempo do medo de falar e dos laconismos cínicos: “porque sim”; “porque eu decidi”; “porque tem de ser”; “estou apenas a cumprir ordens”. Mas… «não nos interroguemos sobre os nossos superiores, porque eles têm preocupações que nós nunca entenderemos», como já se dizia no tempo da senhora dona ditadura.
Alguns empossados, que nós, em tempos, elegemos, mas que hoje — sabendo o que sabemos — não elegeríamos de certeza, estão agora a saborear os aperitivos de um absolutismo que promete, um autoritarismo latente, que esperava apenas pela primeira oportunidade para desabrochar e eclodir. E aí está ele a rebentar, com este "Outono Socratista". Como aprendizes de feiticeiro com alguns truques de magia na varinha, eles estão a repetir os primeiros ensaios, testando a reacção dos seus subordinados, sentindo o prazer da obediência, a satisfação que pode proporcionar uma certa dose de arbitrariedade, o deleite com o medo que se instala. E medo é coisa que não falta aos professores deste país, acossados por todos os lados: toda uma sociedade, com a ministra da Educação e seus acólitos à cabeça, que demite os alunos e respectivos encarregados de educação das suas responsabilidades, atirando todo o ónus do nosso atraso sobre os professores, estigmatizando-os com o rótulo da preguiça e da incompetência. E medo é o que todos os docentes devem sentir com o sistema de avaliação, imposto com o único propósito de poupar dinheiro ao Estado: à custa daqueles que passarão sempre, nunca podendo passar da escolaridade mínima; à custa daqueles que passarão sempre os alunos, nunca atingindo o topo da carreira, nunca sendo respeitados — nem pela tutela, nem pelos alunos, que acabarão por culpá-los pelo seu fracasso, nem por esta casta de “colaboracionistas” , que se colaram como lapas a esta ministra de Educação coveira do ensino público, apoiando todas as suas reformas, mesmo aquelas que mais atentam contra a dignidade da classe docente. E alguns ousaram até ir muito mais além nesta devassa que é o sistema de avaliação: impondo prazos; fazendo aprovar documentos sem distribuição prévia para apreciação e eventuais correcções ou sugestões; ignorando lamentos e críticas dos seus subordinados (antigos colegas), a todos respondendo com um “já está aprovado e não se fala mais no assunto”; criando grelhas de observação e de registo de informação dignas dos “melhores” serviços secretos e a exigirem departamentos de contabilidade específicos — com T.O.C.’s e R.O.C.’s. Só não nos pedem a marca e o tamanho da roupa interior, pelo menos por enquanto! Enfim, estão a fazer o que fizeram alguns timorenses, quando foram invadidos pela Indonésia, o que fizeram alguns franceses quando foram ocupados pelas tropas nazis e o que fazem sempre todos os que têm roupas que podem ser vestidas do avesso: uns sentiram-se imediatamente indonésios, outros sentiram-se imediatamente alemães e outros sentiram-se imediatamente patrões dos colegas, determinados a extorquirem-lhes os “preciosos” números do “sucesso”. Embora eleitos pelos pares, já não os representam e nunca mais os vão representar. Transformaram-se na voz e nas garras deste regime “travesti”, de um diáfano e amaricado autoritarismo democrático, todo ele muito engomado, muito vincado e muito relativo, como convém.
Vislumbro apenas um pequeno senão neste “novo alinhamento”: os professores não se espremem como laranjas e a educação não acontece quando os docentes passam os seus dias apenas na esperança de acordarem deste pesadelo. Actualmente, há cerca de 45 mil professores nos “corredores da morte”, à espera de uma fatídica entrada no ensino, e 200 mil a viverem os seus dias «na esperança de um só dia»: o da saída, como quem espera, numa prisão, pelo fim da pena, arquitectando diariamente uma possibilidade de evasão, ainda que remota ou apenas para manter alguma sanidade mental. Nestas condições, a Escola tornar-se-á o inferno de uns e o purgatório de outros: purgatório de carências, de frustrações, de insatisfação e infelicidade social, de uma revolta crescente. E o futuro julgará aqueles que agora, com conhecimento do terreno, não contestam, não se indignam e até colaboram, como cangalheiros, neste funeral de direitos, liberdades e garantias. O futuro julgará aqueles que são agora “directores” apenas porque foram eleitos para representaram aqueles que agora tiranizam, escudando-se no dever de obediência e no receio da acção disciplinar. A demissão nem sempre é um sinal de fraqueza, de fuga às responsabilidades! Por vezes, pelo contrário, é manifestação evidente de verticalidade e de grandeza de carácter! Por vezes, quando se quer de verdade, quando se ama verdadeiramente o que se faz, é a última arma contra a prepotência e contra o aviltamento, a última bandeira da nossa dignidade!
Sei que muitos pensam como eu, mas quantos terão coragem de se juntar a este grito de indignação? Luís Costa in dardomeu.blogspot.com (9 de Maio de 2008, 23:14)
Irlanda
Ana Casimiro, Licenciada em Ciências Farmacêuticas
Terminei o meu curso em 1994 em Coimbra e voltei para o Alentejo, donde sou originária. Estive a trabalhar como Directora Técnica duma Farmácia durante 10 anos em Campo Maior. Nunca me senti reconhecida pelo meu trabalho. Pelo contrário, senti sempre uma espécie de repulsa. Eles quase preferiam que não fosse sequer á farmácia. A minha presença parecia perturba-los e eu, pouco a pouco, fui-me afastando. Considero que nesses 10 anos regredi na minha profissão, em vez de progredir. Não tinha poder de decisão sobre coisa nenhuma, e andei 10 anos a pedir a informatização da farmácia, o que nunca aconteceu!
O meu marido trabalhava na TMN, e estava francamente farto do trabalho. As oportunidades de trabalho no Alentejo sao muito poucas e ele sentia-se preso, sem qualquer hipótese de sair dum emprego que alem de não o satisfazer profissionalmenteeconomicamente também era mau. Em Agosto de 2005 todos os empregados da empresa tiveram aumento menos 3, entre eles o meu marido. Foi a gota de água e ele começou a procurar na internet trabalho em Espanha, pois vivíamos mesmo na fronteira.
No meio desta pesquisas ele abriu as propostas internacionais e começam a surgir empregos para farmacêuticos todos os dias.
Como a minha situação também não era a melhor, disse-lhe para por o meu CV. Nessa mesma semana começaram os telefonemas de empresas espanholas que se encarregam de procurar farmacêuticos para trabalhar no reino Unido e na Irlanda.
Um deles perguntou-me se estaria interessada na Irlanda, que havia bastante falta de farmacêuticos e que pagavam mais 20000 por ano que no Reino Unido. Respondi que não me importava. No fim de Setembro de 2005 fui a uma entrevista a Barcelona com o dono de 3 farmácias numa pequena cidade no oeste da Irlanda e passado uma semana recebo um telefonema a pedir-me que viesse a Castlebar para ver a cidade, e para decidir se queria mesmo vir. Ele estava um pouco preocupado com o facto de eu "arrastar" comigo o meu marido e 2 filhos,de 4 e 2 anos nessa altura.
Vim no dia 5 de Outubro, achei a cidade pequena e colorida e as pessoas simpáticas, acolhedoras e muito amigáveis.
Despedi-me do meu emprego e no dia 8 de Dezembro estava a trabalhar em Castlebar. Depois de 2 semanas de formação, passei ao cargo de Directora Técnica de 1 das 3 farmácias do grupo. Posso garantir que evolui mais em 2 meses aqui que em 10 anos em Portugal. O meu chefe está satisfeito com o trabalho que faco, sou reconhecida pelo meu trabalho, e estão sempre preocupados com o meu bem-estar e o da minha família.
Os meus filhos, que não falavam uma palavra de inglês, estão na escola, são fluentes, tem amigos. O meu marido trabalha em part-time e ganha o dobro do que ganhava em Portugal!
Considero que a mudança para a Irlanda só pecou por tardia! É claro que nem tudo é fácil, fazem-nos falta muitas coisas de Portugal como o sol, o céu azul, a comida. Mas no geral foi uma escolha acertada. Estou feliz aqui, profissionalmente dei um salto enorme e não tenho planos de voltar para Portugal. Posted by GAP in mindthisgap.blogspot.com, 10.5.08
Nota: os meus primos que foram à vinte anos para a Austrália e que viajam regularmente por todo o mundo, nunca mais puseram o "rabinho" na Tugolândia. Bem hajam!
O PCP é um partido estranho. Mesmo em adolescente, quando era comunista e fui trabalhar para as obras para ser um "proletário a sério", sempre o intuí. Agora, este partido português-concerteza, veio dizer que o Tibete faz parte da China. Sim, faz. Na cabeça pequena e estreita dos dirigentes do PCP.
O PCP também deve achar que com o ditador Putin, a Rússia, finalmente, re-encontrou o bom caminho...
O PCP tem uma agenda própria, não conhecida. Com o mêdo de perder para BE, futuro inevitável, quase diria "escrito nas estrelas", o PCP vai entricheirar-se no "poder local". O "poder local" é o poder da pequena-grande corrupção, da mesquinhez mais redundante e da mediocridade de trazer por casa. É aí, no "poder local" que o PCP conta resistir ao tempo e à história. O PCP não o diz, mas o PCP quer que os professores dependam desse "poder local", como já acontece com as "auxiliares" nas escolas. De concursos nacionais isentos e imparciais, passar-se-ia à contratação por escola. É bom de ver o que iria acontecer se tal viesse a ser aplicado... Os "amiguinhos" seriam contratados e passariam a ser vassalos, agradecidos, das direcções das escolas, assim como dos "paizinhos" que cospem para o chão e batem nas esposas, que passariam a ter voz activa na contratação dos professores. O ensino em Portugal seria rapidamente destruído, e o país também. Então o PCP, que é um dos principais responsáveis pelo clima de desrespeito para com os professores que se vive nas escolas portuguesas, iria aparecer como o "salvador da nação". Mas não. Isto não irá acontecer, apesar do acordo sub-entendido entre os PS e o PCP para depois das eleições legislativas. As escolas e o "poder local" não irão, nunca em Portugal, escolher os professores. Portugal não é a Inglaterra. Muito longe disso. Nem a sociedade portuguesa está suficientemente educada (antes pelo contrário), nem os orgãos de decisão suficientemente sufragados por toda a sociedade civíl, para que isso possa acontecer sem perversões fatais para o futuro do país. Portugal é um país pobre e inculto, minado por "capelinhas" diversas, sobretudo no "poder local". Os concursos nacionais de professores são o garante da isenção e da independência dos professores face aos podres e variados poderes locais. O PCP tem uma aliada de força na Ministra da Educação, que é ex-apoiante da Frelimo e (também) responsável pelas atrocidades que aconteceram em Moçambique após a independência, para onde foi como voluntária aos 17 anos. Mas nem a ministra da educação está para durar dentro do PS, nem o PCP durará como partido de "peso" em Portugal. É certo que conta com a ajuda de Sócrates. Nós sabemos que sim. Mas Sócrates foi um erro de casting no PS, e no PSD, seu (do Sócrates) "lugar natural", o PCP não contará, nem de longe nem de perto, com os apoios que conta dentro do PS.
Únicos e legítimos? Onde?!
Dias da Silva diz que sindicatos são os únicos representantes legítimos dos professores
Pelos vistos, os sindicatos andaram mesmo aos papéis durante muito tempo - já o sabíamos, mas é bom confirmá-lo - e perderam completamente o comboio da contestação ao ME até conseguirem um balão de oxigénio com a manifestação de 8 de Março e depois com o entendimento com o ME.
No fundo, e eu até achei que o entendimento não foi necessariamente negativo e dei-lhe o meu apoio sob reserva, ME e sindicatos queriam era normalizar a situação.
* O ME condescendeu e reconheceu aos sindicatos um papel que lhe negara durante três anos, com o objectivo que eles passassem a enquadrar a acção contestatária multipolar dos professores. Reconhecendo aos sindicatos o direito a estarem presentes em organismos de que antes estariam arredados - substituídos por um Conselho de Escolas que se mostrou meio indócil - o ME precisou dos sindicatos para acalmar os docentes e neutralizar a parte tradicional da contestação.
* Os sindicatos precisaram de ter uma espécie de vitória simbólica para exibir, assim como de recuperar o protagonismo que estavam a sentir ter perdido desde 2005. Incapazes de reagir em seu tempo, os sindicatos uniram-se no sentido de mostrar uma frente única ao ME mas também aos docentes, globalmente fartos do modo de agir de um sindicalismo acomodado, sem imaginação e em risco de ser thatcherizado pela equipa do ME.
Aquilo a que se assiste agora é a uma tentativa dos sindicatos esvaziarem as formas alternativas de organização dos docentes e, nesse sentido, as declarações de João Dias da Silva são bem elucidativas:
Muitos sócios nossos podem ter-se sentido motivados pelos blogues, pelos SMS, pelas mensagens desses movimentos que aliás, durante a contestação, deram um contributo para o reforço do debate entre as pessoas.
(…)
Mas é preciso referir que há diferenças radicais entre o funcionamento dos movimentos informais de cidadãos e os sindicatos. E que, em democracia, a legitimidade da representação dos trabalhadores pertence aos sindicatos e a mais ninguém.
(…)
Não devemos criar confusões com entidades amorfas, que não têm dirigentes eleitos. Prestam contas perante quem? E de quê? Nos sindicatos as opções não resultam de conversas de café ou de encontros na sala de professores, são o resultados de do funcionamento de órgãos constituídos democraticamente. in educar.wordpress.com (Maio 11, 2008)
Vamos lá esclarecer uma coisinha: os sindicatos têm tanta legitimidade para representar os professores como outra qualquer organização de professores. Os sindicatos representam unicamente os seus associados. E pelo que vi no interior dos sindicatos de professores nem isso representam: representam muito menos porque a maior parte dos seus associados só o são para poderem contar com apoio jurídico em caso de necessidade. Também em caso de necessidade os professores saberão impugnar nos tribunais a ideia perversa que Dias da Silva, e todos os sindicalistas profissionais, tentam propagar: que eles são os "únicos representantes legítimos" dos professores. A UE, e suas instituições, pelo menos a este nível, saberão, se fôr caso disso, explicar que a "Europa dos Cidadãos" dá liberdade aos seus cidadãos, ao contrário dos regimes totalitários, de escolherem quem "legitimamente" os representa. Daí ser "Europa dos Cidadãos" e não "Europa das Nações". É que entre um e outro conceito vai a diferença que faz Dias da Silva fazer figura de idiota.
Os possessos
“Se queres conhecer o vilão, põe-lhe um volante na mão!”
[Adágio popular]
Alguns presidentes de conselho executivo — agora nomeados “directores” pela varinha de condão — estão a viver autênticos dias de plenitude profissional nunca antes experimentada. Pelos indícios externos, parece um estado de alma semelhante ao dos adolescentes que acabam de descobrir os segredos do sexo: uma certa lascívia no exercício constante da autoridade “patronal” está a manifestar-se num “quero, posso e desmando” que tem tanto de provinciano como de ridículo: parecem maestros de banda filarmónica, caminhando à frente da trupe, enquanto gesticulam abundantemente, de peito emproado como generais. Depois do 25 de Abril mais triste dos últimos trinta e quatro anos e do 1º de Maio mais sorumbático — e até com o seu quê de “retro”— parece que voltámos ao tempo do medo de falar e dos laconismos cínicos: “porque sim”; “porque eu decidi”; “porque tem de ser”; “estou apenas a cumprir ordens”. Mas… «não nos interroguemos sobre os nossos superiores, porque eles têm preocupações que nós nunca entenderemos», como já se dizia no tempo da senhora dona ditadura.
Alguns empossados, que nós, em tempos, elegemos, mas que hoje — sabendo o que sabemos — não elegeríamos de certeza, estão agora a saborear os aperitivos de um absolutismo que promete, um autoritarismo latente, que esperava apenas pela primeira oportunidade para desabrochar e eclodir. E aí está ele a rebentar, com este "Outono Socratista". Como aprendizes de feiticeiro com alguns truques de magia na varinha, eles estão a repetir os primeiros ensaios, testando a reacção dos seus subordinados, sentindo o prazer da obediência, a satisfação que pode proporcionar uma certa dose de arbitrariedade, o deleite com o medo que se instala. E medo é coisa que não falta aos professores deste país, acossados por todos os lados: toda uma sociedade, com a ministra da Educação e seus acólitos à cabeça, que demite os alunos e respectivos encarregados de educação das suas responsabilidades, atirando todo o ónus do nosso atraso sobre os professores, estigmatizando-os com o rótulo da preguiça e da incompetência. E medo é o que todos os docentes devem sentir com o sistema de avaliação, imposto com o único propósito de poupar dinheiro ao Estado: à custa daqueles que passarão sempre, nunca podendo passar da escolaridade mínima; à custa daqueles que passarão sempre os alunos, nunca atingindo o topo da carreira, nunca sendo respeitados — nem pela tutela, nem pelos alunos, que acabarão por culpá-los pelo seu fracasso, nem por esta casta de “colaboracionistas” , que se colaram como lapas a esta ministra de Educação coveira do ensino público, apoiando todas as suas reformas, mesmo aquelas que mais atentam contra a dignidade da classe docente. E alguns ousaram até ir muito mais além nesta devassa que é o sistema de avaliação: impondo prazos; fazendo aprovar documentos sem distribuição prévia para apreciação e eventuais correcções ou sugestões; ignorando lamentos e críticas dos seus subordinados (antigos colegas), a todos respondendo com um “já está aprovado e não se fala mais no assunto”; criando grelhas de observação e de registo de informação dignas dos “melhores” serviços secretos e a exigirem departamentos de contabilidade específicos — com T.O.C.’s e R.O.C.’s. Só não nos pedem a marca e o tamanho da roupa interior, pelo menos por enquanto! Enfim, estão a fazer o que fizeram alguns timorenses, quando foram invadidos pela Indonésia, o que fizeram alguns franceses quando foram ocupados pelas tropas nazis e o que fazem sempre todos os que têm roupas que podem ser vestidas do avesso: uns sentiram-se imediatamente indonésios, outros sentiram-se imediatamente alemães e outros sentiram-se imediatamente patrões dos colegas, determinados a extorquirem-lhes os “preciosos” números do “sucesso”. Embora eleitos pelos pares, já não os representam e nunca mais os vão representar. Transformaram-se na voz e nas garras deste regime “travesti”, de um diáfano e amaricado autoritarismo democrático, todo ele muito engomado, muito vincado e muito relativo, como convém.
Vislumbro apenas um pequeno senão neste “novo alinhamento”: os professores não se espremem como laranjas e a educação não acontece quando os docentes passam os seus dias apenas na esperança de acordarem deste pesadelo. Actualmente, há cerca de 45 mil professores nos “corredores da morte”, à espera de uma fatídica entrada no ensino, e 200 mil a viverem os seus dias «na esperança de um só dia»: o da saída, como quem espera, numa prisão, pelo fim da pena, arquitectando diariamente uma possibilidade de evasão, ainda que remota ou apenas para manter alguma sanidade mental. Nestas condições, a Escola tornar-se-á o inferno de uns e o purgatório de outros: purgatório de carências, de frustrações, de insatisfação e infelicidade social, de uma revolta crescente. E o futuro julgará aqueles que agora, com conhecimento do terreno, não contestam, não se indignam e até colaboram, como cangalheiros, neste funeral de direitos, liberdades e garantias. O futuro julgará aqueles que são agora “directores” apenas porque foram eleitos para representaram aqueles que agora tiranizam, escudando-se no dever de obediência e no receio da acção disciplinar. A demissão nem sempre é um sinal de fraqueza, de fuga às responsabilidades! Por vezes, pelo contrário, é manifestação evidente de verticalidade e de grandeza de carácter! Por vezes, quando se quer de verdade, quando se ama verdadeiramente o que se faz, é a última arma contra a prepotência e contra o aviltamento, a última bandeira da nossa dignidade!
Sei que muitos pensam como eu, mas quantos terão coragem de se juntar a este grito de indignação? Luís Costa in dardomeu.blogspot.com (9 de Maio de 2008, 23:14)
Irlanda
Ana Casimiro, Licenciada em Ciências Farmacêuticas
Terminei o meu curso em 1994 em Coimbra e voltei para o Alentejo, donde sou originária. Estive a trabalhar como Directora Técnica duma Farmácia durante 10 anos em Campo Maior. Nunca me senti reconhecida pelo meu trabalho. Pelo contrário, senti sempre uma espécie de repulsa. Eles quase preferiam que não fosse sequer á farmácia. A minha presença parecia perturba-los e eu, pouco a pouco, fui-me afastando. Considero que nesses 10 anos regredi na minha profissão, em vez de progredir. Não tinha poder de decisão sobre coisa nenhuma, e andei 10 anos a pedir a informatização da farmácia, o que nunca aconteceu!
O meu marido trabalhava na TMN, e estava francamente farto do trabalho. As oportunidades de trabalho no Alentejo sao muito poucas e ele sentia-se preso, sem qualquer hipótese de sair dum emprego que alem de não o satisfazer profissionalmenteeconomicamente também era mau. Em Agosto de 2005 todos os empregados da empresa tiveram aumento menos 3, entre eles o meu marido. Foi a gota de água e ele começou a procurar na internet trabalho em Espanha, pois vivíamos mesmo na fronteira.
No meio desta pesquisas ele abriu as propostas internacionais e começam a surgir empregos para farmacêuticos todos os dias.
Como a minha situação também não era a melhor, disse-lhe para por o meu CV. Nessa mesma semana começaram os telefonemas de empresas espanholas que se encarregam de procurar farmacêuticos para trabalhar no reino Unido e na Irlanda.
Um deles perguntou-me se estaria interessada na Irlanda, que havia bastante falta de farmacêuticos e que pagavam mais 20000 por ano que no Reino Unido. Respondi que não me importava. No fim de Setembro de 2005 fui a uma entrevista a Barcelona com o dono de 3 farmácias numa pequena cidade no oeste da Irlanda e passado uma semana recebo um telefonema a pedir-me que viesse a Castlebar para ver a cidade, e para decidir se queria mesmo vir. Ele estava um pouco preocupado com o facto de eu "arrastar" comigo o meu marido e 2 filhos,de 4 e 2 anos nessa altura.
Vim no dia 5 de Outubro, achei a cidade pequena e colorida e as pessoas simpáticas, acolhedoras e muito amigáveis.
Despedi-me do meu emprego e no dia 8 de Dezembro estava a trabalhar em Castlebar. Depois de 2 semanas de formação, passei ao cargo de Directora Técnica de 1 das 3 farmácias do grupo. Posso garantir que evolui mais em 2 meses aqui que em 10 anos em Portugal. O meu chefe está satisfeito com o trabalho que faco, sou reconhecida pelo meu trabalho, e estão sempre preocupados com o meu bem-estar e o da minha família.
Os meus filhos, que não falavam uma palavra de inglês, estão na escola, são fluentes, tem amigos. O meu marido trabalha em part-time e ganha o dobro do que ganhava em Portugal!
Considero que a mudança para a Irlanda só pecou por tardia! É claro que nem tudo é fácil, fazem-nos falta muitas coisas de Portugal como o sol, o céu azul, a comida. Mas no geral foi uma escolha acertada. Estou feliz aqui, profissionalmente dei um salto enorme e não tenho planos de voltar para Portugal. Posted by GAP in mindthisgap.blogspot.com, 10.5.08
Nota: os meus primos que foram à vinte anos para a Austrália e que viajam regularmente por todo o mundo, nunca mais puseram o "rabinho" na Tugolândia. Bem hajam!
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