2008/06/15

Victory of Freedom and Reason

Czech president Vaclav Klaus, who is supported by the country’s largest political party, called the Irish referendum vote a “victory of freedom and reason” and said “ratification cannot continue”.

His view was echoed in the Czech senate.

“Politicians have allowed the citizens to express their opinion only in a single EU country,” Mr Klaus said.

“The Lisbon treaty project ended with the Irish voters’ decision and its ratification cannot continue,” he wrote on his own website, according to Czech news agency CTK.

The resounding Irish no was a “victory of freedom and reason over artificial elitist projects and European bureaucracy,” he said.

Premysl Sobotka, Czech senate chairman, also said there was “no sense” continuing with ratification, according to the agency.

The Czech Republic, traditionally one of the more Euro-skeptic of the EU’s 27 member states, is one of nine countries which have not yet ratified the treaty. fernandooliveira nos comentários de educar.wordpress.com, Junho 15, 2008 at 11:41 am

Wilhelm Kempff plays Beethoven's Moonlight Sonata (3º mvt)

Atenção às tentativas de isolamento da Irlanda!

A Europa, que se assume como sendo a Europa dos Cidadãos, parece cada vez mais definir-se como uma europa das nações, dirigida por uns tecnocratas que ninguém reconhece, que são desprezados porque não foram eleitos mas nomeados e, uma boa parte deles, vistos como mediocres; eurocratas esses que poderão conduzir a Europa, novamente, para situações-limite. Isolar um povo que disse Não a um tratado que não foi discutido pelos cidadãos europeus, que não foi sufragado pelos mesmos cidadãos, que carece de qualquer legitimidade, corresponde, na prática, ao regresso do Fascismo ao velho continente. O Fascismo é exactamente isso: aqueles que se consideram esclarecidos e superiores - mesmo que não passem de uns idiotas - determinam as macro políticas, que consideram não poderem ser compreendidas pelas pessoas "normais". Se tivermos em conta que os tecnocratas que se consideram superiores e "iluminados" podem não passar de pessoas pouco normais, porque dominadas pelo complexo-trauma de serem seres superiores, já se vê onde isto poderia desembocar, se entretanto Europeus inteligentes e íntegros, esses sim, reconhecidos pelos cidadãos europeus, não levantassem a voz dizendo: isto não corresponde ao projecto inicial da Comunidade Europeia. Os cidadãos Europeus saberão pôr um travão à perversão da Europa dos Cidadãos que está em curso.


Pequenos Motivos para um NÃO ainda mais desvastador

Um dos pequenos motivos capazes de fortalecer a opção pelo NÃO, caso o referendo tivesse sido permitido em outros países, irritando ainda mais os eurocratas (a ressuscitada nobreza do século XXI):

“After years of being accused of riding the Brussels gravy train, members of the European parliament are about to step aboard a real one.

A Eurocrats-only express service will be launched next month to ferry MEPs and officials in luxury at 186mph between one European parliament in Brussels and the other in Strasbourg. The buffet car will, of course, be fully stocked.

The Strasbourg Express will leave Brussels for the first time at 9.57am on Monday, July 7. Each return journey will cost the taxpayer about £158,000, but the fare-paying public will be banned. MEPs will pay £170 for a return ticket, but will then be reimbursed.

“The public will not be able to buy tickets or use this train,” said Thalys, the high-speed train operator that will run the service. While ordinary passengers make do with a rickety scheduled service known as “the cattle truck”, which has no refreshments, Eurocrats can enhance the enjoyment of their journey with a choice of fine French, Australian and Chilean wines.

Whether gravy will actually be served is a moot point, but along with popular Belgian beers, savoury snacks will be on offer.

Every month, when the European parliament moves to Strasbourg, the “train of shame” will leave Brussels on a Monday, returning the following Thursday, with up to 377 MEPs and officials travelling each way in three spacious carriages.

It is widely seen in Brussels as a gimmick to boost the French, whose insistence on maintaining the second parliament in Strasbourg makes such journeys necessary in the first place.

The service will begin in the first week of France’s European Union presidency and is intended to symbolise a greener and more pleasurable way of doing business while President Nicolas Sarkozy is in charge.

Eurocrats have been ordered to take the train rather than one of two 90-minute flights that are usually laid on for the same commute at a slightly higher cost of £162,000 a month.

Some officials are looking on the bright side. “At least there’ll be a buffet car in this one. You can’t even buy water on the current train. You wouldn’t transport animals in it,” said one.

Buffet car or not, the staff unions are complaining that members will be forced to return to Brussels from weekend breaks on Sunday evenings instead of Monday mornings so that they can be ready to board.

Worse still, lunch may have to be curtailed. An internal staff memo, seen by The Sunday Times, warns that the arrival of the train at 1.36pm in Strasbourg will “deprive colleagues of their midday break and the possibility of a proper lunch”.

Martin Callanan, a Tory MEP, said: “The journey to Strasbourg is a complete waste of everybody’s time and money.” (Artigo no site do Times online) Joca nos comentários de educar.wordpress.com, Junho 14, 2008 at 11:00 pm

2008/06/14

Sr. Presidente Cavaco: está enganado!

Com os resultados do referendo irlandês o Tratado de Lisboa vai ficar morto e enterrado. Seguem-se os próximos episódios porque talvez mais Europeus desejem poder-se pronunciar sobre o dito cujo Tratado, dado os governos o estarem a aprovar sem auscultarem previamente os cidadãos.


E eis

que existe no depoimento do PR algum “desencontro” relativamente ao artigo do The Guardian de ontem (segundo os meus mestres ingleses do passado, um periódico isento) :

The European commission president, José Manuel Barroso, said he believed the treaty was still “alive”, but was immediately contradicted by Luxembourg’s prime minister, Jean-Claude Juncker – the longest serving leader in the EU - who said the Irish vote meant it could not enter into force in January 2009 as planned

Richard Bruton, the deputy leader of Ireland’s main opposition party, Fine Gael, which backed the treaty, laid part of the blame for the defeat at the door of leading EU figures.

He criticised Barroso for what he claimed was his “lack of clarity” on issues such as tax harmonisation. One of the no camp’s main lines of attack was to claim the Lisbon deal would result in Ireland having to give up its special low capital tax status, which has been held up as a significant factor in attracting foreign investment and fuelling the so-called Celtic Tiger.

“There was also the problem of the obscurity of the treaty. Those who draft such documents should be able to make them easy to ready for ordinary people,” Bruton said. Maria A. nos Comentários de educar.wordpress.com, Junho 14, 2008 at 10:00 pm
Rachmaninoff - Prelude Op. 23 No.5 - Emil Gilels
Obama, 'presidente mundial'

Si Barack Obama fuera candidato a unas elecciones mundiales, arrasaría. Todos y cada uno de los países encuestados en el informe de Actitudes Globales del Centro Pew aseguran preferir al candidato demócrata a la Casa Blanca sobre su contrincante, el republicano John McCain. Este apoyo es especialmente fuerte en España, donde un 72% de los ciudadanos dice tener una buena imagen del senador afroamericano, frente a sólo un 19% que optaría por McCain. DAVID ALANDETE In elpais.com, 14/06/2008

Comentário:

Obama vai ter de explicar se tem ou não conexões com a seita Bilderberg.


Prosseguir? Para onde?

"O Tratado ainda está vivo e devemos agora tentar encontrar uma solução", afirmou Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, aos jornalistas, defendendo que a ratificação deve prosseguir. In ultimahora.publico.clix.pt, 14.06.2008, 09h16

Comentário:

Barroso, o homem dos Bilderberg, quer prosseguir... Os líderes europeus deveriam ir em frente era para referendos em todos os países. Porque andarem a construir um supra-estado europeu provavelmente contra a vontade dos cidadãos vai ter consequências dramáticas. Ou acreditam que não?

2008/06/13

Não foi este blog quem provocou o Não irlandês

Como se pode verificar pela lista de abaixo, da Irlanda só tivemos, infelizmente, 10 entradas (o número superior é o número de entradas e o de baixo a percentagem em relação às entradas totais, até hoje cerca das 21:15H). Se os irlandeses nos tivessem lido o Não teria ganho com uma participação de 99% dos inscritos.

PORTUGAL
6.647
78.11

BRAZIL
1.124
13.21

UNITED KINGDOM
219
2.58

UNITED STATES
147
1.73

SPAIN
86
1.02

FRANCE
59
0.7

NETHERLANDS
43
0.51

SWITZERLAND
31
0.37

GERMANY
28
0.33

BELGIUM
11
0.13

IRELAND
10
0.12
Should I stay or should I go? (The Clash)
I Fought The Law (The Clash)
53,13% votaram

Segundo os resultados finais oficiais, divulgados esta tarde em Dublin, os dois campos ficaram separados por cerca de 109 mil votos, tendo a taxa de participação sido fixada nos 53,13 por cento dos eleitores inscritos (pouco mais de três milhões de inscritos), confirmando assim os prognósticos de que uma abstenção elevada beneficiaria o “não”. In ultimahora.publico.clix.pt, 13.06.2008, 17h20


"Opciones"

Ante la negativa irlandesa, las opciones que se abren a la UE son varias. Por un lado, puede olvidarse del Tratado, dejar las cosas como están prorrogando el tratado de Niza, diseñado para la Europa a 15, e intentar poner en marcha Lisboa en mejor momento. Significaría esta opción olvidar un proceso que ha causado enormes quebraderos de cabeza a la UE: empezando por el difícil parto de la Constitución y siguiendo por el rechazo inesperado en Francia y Holanda a este texto; la rebaja para hacerlo asumible a todas las capitales y finalmente, el proceso de ratificación, en el que sólo Irlanda se aventuró al referéndum.

Otra de las opciones, quizá más viable (??? - interrogações nossas), es que Irlanda repita la votación en unos meses, tiempo en el que el Gobierno de Brian Cowen tendría que hacer una extensa labor pedagógica para que sus ciudadanos den su visto bueno a un texto que hoy por hoy no entienden (?!!! in sério? - comentário nosso) y que les genera dudas sobre aspectos como la tradicional neutralidad irlandesa y sobre la pérdida de peso del país en las instituciones europeas. AGENCIAS / ELPAIS.com - Dublín / Madrid - 13/06/2008


Los irlandeses dan la espalda al Tratado de Lisboa

DUBLÍN (IRLANDA) - El ministro irlandés de Justicia e Interior, Dermot Ahern, ha aceptado en la Radiotelevisión Irlandesa (RTE) la victoria del "no" en el referéndum sobre el Tratado de Lisboa celebrado este jueves.
...
En las últimas horas, la clase política irlandesa había redoblado sus esfuerzos para promover el sí, azuzada en parte por la encuesta que el viernes publicó el diario 'The Irish Times' y que por primera vez ponía al no por delante con una ventaja del 5%.

Muchos analistas llamaron entonces la atención sobre el alto número de indecisos (un 28%) y algunos políticos –en privado y con la boca pequeña– se relamieron pensando que el sondeo era en realidad un regalo del cielo que serviría para dar el impulso definitivo al sí y galvanizar a sus propios votantes.

El primer ministro, Brian Cowen, elevó el lunes el tono de la campaña, que hasta ese momento había pilotado con cierto perfil bajo. Le acompañaron un puñado de líderes europeos, que apelaron a la responsabilidad de los irlandeses, a su sentido común e incluso a los fondos comunitarios que han ayudado a transformar lo que hasta hace unos años una nación deprimida en el quinto país del mundo por renta per capita.

Son argumentos que aquí no han sentado bien. "Yo pienso votar que no", dice Anne, taxista, mientras conduce por la autopista que une el aeropuerto con la ciudad, "lo hago por tres motivos: no quiero que Irlanda deje de ser neutral, no quiero que la inmigración baje los salarios y no quiero que Bruselas toque nuestros impuestos".
...
Gane o pierda el no, el referéndum será un severo toque de atención a la clase política irlandesa. Todos los partidos del arco parlamentario salvo el Sinn Fein han respaldado el sí al tratado, como lo han hecho los periódicos, los comentaristas y los sindicatos más importantes. Muchos llamarán a partir de hoy a una catarsis y quién sabe si a unas elecciones anticipadas. EDUARDO SUÁREZ In elmundo.es, 13/06/2008, 14:09 (CET)


Comentário

O índice de abstenção no referendo irlandês não foi tão elevado quanto isso: 53% dos inscritos votaram. Em Portugal já houve referendos, e até eleições, bem menos participad@s! O Não irlandês ganhou folgadamente, apesar de todo o género de ameaças, vindas de todos os lados, especialmente desse político que deixou Portugal à beira do abismo - onde perigosamente continua - chamado Durão Barroso, "o homem" do grupo Bilderberg na Europa.

Se os irlandeses soubessem que Durão foi escolhido pelos Bilderbergs e que Trichet esteve na reunião Bilderberg do passado fim-de-semana, teriam votado mais e não teriam votado no Sim. Os militantes do Não ficaram-se por aspectos secundários, alguns enunciados de forma errada, passando ao lado das verdadeiras problemáticas e aberrações da UE como actualmente existe.

Agora vamos lá ver o que acontece porque TODOS os cidadãos se devem sentir com direito a pronunciarem-se sobre um Tratado que modificou ligeiramente uma Constituição que foi rejeitada, nas urnas, em dois países. Consta que Berlim e Paris poderão avançar para uma "Europa a duas velocidades" mas, de acordo com os estudos de opinião realizados, uma percentagem muito substancial dos alemães quer abandonar o Euro e voltar ao Marco. Até quando os governos poderão avançar contra a vontade das populações e qual será o resultado final? Na verdade não é credível que tal aconteça, face aos estudos de opinião que revelam um tremendo cepticismo dos cidadãos em relação a esta UE. A UE de Durão Barroso e do grupo Bilderberg, que instruiram José (Sócrates) Pinto de Sousa, não tem futuro.

Se os Bilderbergs querem uma política mundial secretamente dominada por eles, que escape aos votantes, que se metam todos numa ilha desabitada e que mandem nessa ilha. Secretamente, claro, para manterem o gozo...


Um ditador Bilderberg que não se impressiona

O provocatório e mumificado sorriso com que José Sócrates procurou responder à imensa vaia que o foi receber em Viana do Castelo já não foi bastante para disfarçar o (cada vez mais) indisfarçável isolamento e mesmo revolta que o Povo Português lhe está, justamente, a votar.

A arrogância com que, depois da manifestação de mais de 200 mil trabalhadores em Lisboa no passado dia 5 de Junho, afirmou desdenhosamente "não se impressionar" com tamanho protesto combina bem com o "país do faz-de-conta" com que persiste em nos atirar, qual areia, para os olhos de todos nós.

Na verdade, e à boa maneira de todos os ditadores ao serviço de grandes interesses económico-financeiros, não há dia que passe em que Sócrates não tome mais uma medida contra os mais fracos e os mais pobres e em favor dos mais ricos e mais poderosos.

Como não há dia que passe em que - aconselhado por uma multidão de assessores de imagem, protegido por um núcleo crescente de seguranças, amparado por figurantes contratados e pagos ao dia ou por quadros do Partido Socialista "requisitados" para essa "nobre" missão de bater palmas ao chefe, e publicitado por uma imprensa de onde já há muito foi convenientemente varrido o jornalismo sério e independente e onde, portanto, não há lugar a perguntas incómodas ou a investigação digna desse nome - não venha pregar que vivemos melhor do que nunca, que os portugueses estão felizes, e que os nossos índices de qualidade de vida não cessam de subir.

A um ano das próximas eleições começa mesmo a valer mesmo tudo, inclusive com o Governo em peso, numa altura em que de novo exige ainda mais sacrifícios aos portugueses, a ir viajar, à custa do erário público, para todos os círculos da emigração, na esperança de, mediante mais embuste e manipulação, aí conseguir os votos que já sabe que em Portugal lhe fugirão inevitavelmente.

Do mesmo passo que depois das tiradas demagógicas pró-consumidor nada foi feito por exemplo quanto à Banca (que continua a engordar com lucros fabulosos e que, em nome da "importância estratégica do sector", continua a contar com a completa complacência das entidades de supervisão), mantendo-se todas as práticas abusivas desta, desde as taxas, comissões e cláusulas leoninas até ao abuso da sua posição dominante sobretudo sobre os clientes mais pequenos e mais frágeis.

O Governo PS, do mesmo modo que - unicamente para assim "poupar dinheiro" -, põe a Segurança Social a negar a reforma a trabalhadores a cair de mortos ou altera a lei para restringir, como efectivamente restringiu, o acesso ao subsídio de desemprego, permite que a dívida dos patrões à Segurança Social só no último ano tivesse aumentado cerca de 900 milhões de euros.

Mas Sócrates não se impressiona...

E entretanto, pela Lei 53-A/06, de 29 de Dezembro desse ano, o PS alterou à surrelfa e em defesa dos patrões o dito regime legal, passando agora este a estabelecer que empregador que embolsa em proveito próprio o dinheiro descontado a título de Taxa Social Única no vencimento dos seus trabalhadores só praticará o crime de abuso de confiança se já tiverem passado mais de 90 dias sobre a data do pagamento, se a Segurança Social tiver instaurado execução, se esta tiver notificado o mesmo patrão para pagar no prazo de 30 dias e se este não o tiver feito dentro desse prazo! Tudo razões por que se o patrão prevaricador tiver "bons amigos" na dita Segurança Social que nunca instaurem tais execuções, bem pode meter ao bolso dinheiro que não é dele que nunca será julgado por nenhum crime!?

Isto, enquanto o mesmo Governo de Sócrates, para pagar menos aos mais necessitados, criou uma base de cálculo (o chamado IAS - "Indexante de Apoios Sociais") de valor bem menor (407,01 euros) do que o já miserável salário mínimo nacional (que, como se sabe, é de 426,00 euros para o mesmo ano de 2008).

Mas Sócrates não se impressiona...

Tendo alterado, também no final de 2006, as regras de acesso ao subsídio de desemprego e ao subsídio social de desemprego, Sócrates fez com que um número cada vez menor de trabalhadores tenha hoje acesso a essas prestações sociais (de Julho de 2007 para Maio de 2008 esse número desceu de 263.278,00 euros para 254,135,00, cobrindo agora apenas 59,52% dos desempregados oficiais (427 mil) e 44,36% da totalidade dos desempregados (ou seja, incluindo os 70 400 de "inactivos disponíveis" e os 75 500 de "subemprego invisível", num total de 572 900).

E, mais do que isso, fazendo com que cada vez um maior número de trabalhadores desempregados - porque muitos e muitos deles precários e com contratos de curta duração - não consiga ter o tempo mínimo de contribuições para aceder ao subsídio de desemprego (450 dias nos dois últimos anos) e deste modo tenha apenas acesso ao Subsídio Social, de valor mais baixo.

Com o Governo de Sócrates - o tal que todos os dias nos entra pela casa dentro a repetir à exaustão que "estamos no bom caminho"... - o número dos contratos a termo aumentou drasticamente (entre o 1.º trimestre de 2005 e o 1.º trimestre de 2008 em cerca de 155 mil), enquanto o número dos contratos de natureza permanente, no mesmo período, baixou de 22,6%!

Mas Sócrates não se deixa impressionar...

Desde 2000 até agora, e de forma muito particular entre 2005 e 2008, o peso dos salários no PIB Português baixou sempre, sendo que agora é de apenas 49,3% do total.

E o último Relatório da Comissão Europeia refere mesmo que em Portugal 9% da população (sobre)vive com menos de 10 euros por dia (enquanto a média europeia é de apenas 5%)!

Entretanto, todas as instituições de solidariedade social - aquelas contra as quais o dito Governo Sócrates envia a ASAE para obrigar a deitar fora a comida oferecida pelos cidadãos da zona, das frutas às compotas - se mostram justamente preocupadas com o assustador crescendo de todos os indicadores da miséria social.

O último relatório da AMI di-lo com toda a crueza e clareza: tendo por base os anos de 2003 a 2007, na Grande Lisboa o número de atendimentos aumentou de 2712 para 3729 pessoas. Nesse período 13 926 pessoas recorreram pela primeira vez aos apoios sociais da AMI. O Banco Alimentar contra a Fome apoia regularmente mais de 230 mil pessoas! E a chamada "Sopa dos Pobres", na Av. Almirante Reis, só no 1.º trimestre deste ano distribuiu 51 646 refeições gratuitas a pessoas necessitadas.

A miséria social e a pobreza - que atingem mais de 2 milhões e 200 mil cidadãos - alcançou já e de forma crescente mesmo as pessoas com empregos e correspondentes salários, só que tão baixos que mesmo esses não dão para satisfazer as necessidades mais básicas.

Mas Sócrates continua a não se impressionar...

Os combustíveis são aumentados todos os dias, mas ninguém - a começar pela chamada "Imprensa Económica" - fala do preço dos combustíveis à saída das refinarias e da gigantesca margem de lucro obtida a esse nível pelas grandes empresas petrolíferas.

Enquanto isto, pela primeira vez 4 nomes portugueses de donos de fortunas (representando um total de 8 milhões de euros, ou seja, 4,9% de todo o PIB Português!) passaram a figurar na lista de bimilionários do Mundo da revista americana "Forbes" - são estes, pois, os "homens de sucesso" de Sócrates...

Mas Sócrates, ainda e sempre, não se deixa impressionar...

E os jovens - que são, ou deveriam ser, o futuro de qualquer Sociedade! - são afinal as principais vítimas de toda esta política de encher uma rica e toda-poderosa pequena oligarquia em detrimento da esmagadora maioria que vive do seu trabalho.

Portugal - que tem cerca de duas vezes e meia menos portadores de licenciatura ou habilitação superior do que a média europeia!? - tem afinal o maior desemprego juvenil licenciado da Europa. Temos actualmente 50 mil jovens licenciados na emigração. E temos também um abandono escolar (medido a nível europeu pelo Eurostat com base no indicador das pessoas com menos de 22 anos, que se encontram já a trabalhar e não têm o 12.º ano) 5 vezes superior à média europeia (50% em Portugal, 10% na UE)!

Um terço dos jovens com menos de 34 anos têm contrato precários; os jovens de idade até aos 29 anos ganham apenas 67% do salário base, para o mesmo posto de trabalho, de um trabalhador com 30 ou mais anos.

E, de acordo com as estatísticas do INE relativas à população residente em 2007, pela primeira vez na história recente, Portugal apresenta um salto natural negativo, ou seja, o número de nascimentos foi inferior ao número de óbitos, situação só similar à ocorrida com a catástrofe da gripe pneumónica em 1918! E a população total só não diminuiu em virtude de nesse mesmo ano (ainda) ter havido um saldo migratório positivo de 19 500 pessoas, embora a tendência, com a saída crescente de portugueses, sobretudo jovens, para o estrangeiro em busca de um ganha-pão - seja para a diminuição ou até desaparecimento de tal saldo.

A situação económica e social é de tal modo madrasta - e a "lógica" daí decorrente, de que trabalhadores com responsabilidades familiares e sociais não têm lugar no mercado de trabalho da era da globalização é tão forte - que a taxa de fecundidade (n.º de filhos por mulher fértil, e a qual se considera que, para conseguir assegurar a substituição de gerações, deverá ser da ordem dos 2,1) é em Portugal de apenas...1,3, sendo - pasme-se! - os 28,1 anos a idade média da mãe aquando do nascimento do primeiro filho!

E todavia Sócrates continua a não se impressionar...

Mas deste modo e pela mão do mesmo Sócrates e do seu Governo, Portugal é hoje um país de miséria social crescente, de perspectivas de futuro absolutamente entaipadas para os jovens, de condenação à morte lenta para a grande maioria dos idosos, sem Saúde, e sem Educação, sem Justiça, sem transportes, sem alimentação e sem vestuário e calçado minimamente dignos e aceitáveis para a grande maioria dos cidadãos.

É por conseguinte inteiramente justa a revolta de quantos, tendo acreditado nas promessas eleitorais de Sócrates e julgado que com a sua eleição as suas condições de vida e as dos seus filhos melhorariam, se vêem confrontados não apenas com o oposto do que na altura lhes foi vendido para lhes sacar os votos, como também com a arrogância provocatória de quem invoca os mesmos votos assim fraudulentamente obtidos para continuar a atingir os mais necessitados e a abafar e silenciar os críticos e os adversários.

Como é também absolutamente natural o desespero de quem, querendo trabalhar e dar um futuro melhor à geração seguinte, se vê não apenas lançado no desemprego, na miséria e na fome, como autenticamente escarrado pela propaganda oficial que todos os dias lhe entra casa adentro, pintando um país cor-de-rosa que nada tem que ver com a negra realidade do seu dia-a-dia e afirmando "não se impressionar" com os mais do que justos protestos.

Mas é também importante que se vão tirando outras ilações:

A primeira é a de que, hoje tal como ontem, nada cai do céu e que, para defenderem as suas justas aspirações, os cidadãos só têm uma arma ao seu alcance - unirem-se, organizarem-se, criarem comissões de representação e de luta, elegerem representantes que respondam directamente perante eles, e que possam a todo o tempo ser livremente eleitos e livremente destituídos.

E lutar, lutar sempre, sem desfalecimentos e sem oportunismos, por aquilo que é justo e correcto!

A segunda é a de que pouco ou nada valerá lutar e alcançar o derrubamento de Sócrates e do seu Governo reaccionário, se tal for apenas para lá pôr outro igual ou pior - é nessa cantilena do "mal menor" ou do "voto útil" apenas nos dois Partidos do Bloco Central (PS e PSD) que desde há mais de 20 anos os portugueses vêm caindo, e cada vez mais o circo se repete - um ganha as eleições criticando o outro e prometendo ir defender os interesses do Povo, e mal se apanha no Poder passa a fazer exactamente o contrário do que prometera, agindo ainda pior do que o Governo que viera substituir, e assim sucessivamente.

É, pois, tempo de mudar e a mudança tem de ser buscada - digam os "analistas", "especialistas, "cronistas" e outros ideólogos do sistema pagos à linha o que disserem - fora desse arco do Poder. E afinal é isso mesmo que as pessoas instintivamente sabem que deve ser feito quando dizem - como hoje se ouve cada vez mais pelas ruas - que "o que é preciso é outro 25 de Abril, mas desta vez... a sério !".

Por fim, sobretudo agora quando os oportunistas do costume começam a tentar apostar numa espécie de "união nacional dos socialistas descontentes", importará também recordar que se o País está a viver o desastre em que se encontra tal se deve, também e em larga medida, à circunstância de, quando Sócrates ganhou as eleições, tais oportunistas terem proclamado aos sete ventos que essa fora a vitória da "esquerda". E agora essa pseudo-esquerda que tanto glorificaram, apoiaram e até ajudaram a manter no Poder mostra a sua verdadeira face...

Quem tinha, pois, razão era a opinião, mais do que minoritária - e por conseguinte sem direito a ser ouvida nesta democracia de opereta - que na altura e contra ventos e marés logo então afirmou claramente que a vitória de Sócrates era antes a vitória da Direita, era a vitória do grande Capital Financeiro que com as promessas do PS conseguiu levar para o seu campo a pequena e a média burguesia, os sectores intermédios da sociedade e até um certo sector dos operários.

Agora que a nau mete água por todos os lados e que é cada vez mais natural que - perante o isolamento e desmascaramento crescentes de Sócrates e dos seus sequazes - a Alta Finança comece à procura de uma outra força política que lhe sirva de "comité de negócios", valerá a pena não esquecer onde conduziu então esse oportunismo de ocasião, a sua proclamada desvalorização das ideologias e a lógica de, em vez de mobilizar o Povo para um Programa Estratégico de salvação do País, procurar apenas cavalgar o descontentamento popular e capitalizar mais alguns votos e obter mais alguns lugares no Parlamento.

É tempo, pois, de o Povo Português não mais se deixar impressionar por Sócrates e pelo séquito de assessores, informadores e aduladores e fazer História, fazer a História que se faz aos ditadores - derrubando-os! António Garcia Pereira In semanario.pt, 2008-06-12, 22:51


E a Manelinha?

Este país tem andado de cabeça para baixo.
Foram os Pescadores, os camionistas, faltaram os combustíveis e esvaziaram-se prateleiras de Supermercados e desta Senhora (Manuela Ferreira Leite), deste partido (PSD), desta oposição não soubemos nada.
O Mendes, o Santana e o Menezes podiam dizer disparates, é um facto, mas marcavam uma posição.
Da Manelinha não há notícias, não há posição, não há nada.
Tem medo que saibamos que concorda com o Engenheiro?
Ou não sabe mesmo se concorda ou não?
Ou tem medo de dizer o que faria?
E o Sr. Silva, também não diz nada?
Recordações, talvez, da carga policial da ponte durante o buzinão.
Sem dúvida é bem mais fácil dar sermões sobre a Raça de Elites que escreverão a gloriosa história do amanhã.
Esta é a oposição, o partido de alterne que supostamente deve substituir o governo do Engenheiro?
Ou será que já receberam instruções dos Bilderberg para deixarem os Sócretinos, reinarem durante mais quatro anos? In broncasdocamilo.blogspot.com, Junho 12, 11:52 PM


Graceful degradation: variations

Heribert Friedl, John Hudak, Jason Kahn, Kenneth Kirschner, Steve Roden, Steinbrüchel e Ubeboet: sd-001: graceful degradation: variations. «As a continuation of the graceful degradation of my original recordings i asked seven artists to use the material in their own ways to create a new piece. Each artist put the material into their systems of working with sound and came up with the results featured on this album. I am very honored to have their contributions and pleased to present them on this first release on sourdine. Available for download for a limited time, these are the five compositions which were used as source materials for the compositions featured on graceful degradation: variations» - Asher Thal-nir In jazzearredores.blogspot.com, 12.6.08

2008/06/12

10 de Junho de 1865

O dia 10 de Junho de 1865 foi marcante para Richard Wagner (1813-1882), pela estreia de Tristan und Isolde, mas foi-o também para o compositor austríaco Anton Bruckner (1824-1896) que, tendo assistido a essa estreia, desenvolveu uma admiração enorme pelo compositor alemão.

Nesse mesmo ano Bruckner começou a trabalhar naquela que seria a sua Sinfonia Nº1, que, apesar de ter levado essa numeração, não foi a sua primeira obra do género; antecederam-na a Sinfonia Nº0, "Die Nullte", de 1863, e a Sinfonia Nº00, "Sinfonia Estudo", de 1864. A Sinfonia Nº1, pela altura em que foi escrita, mostra, naturalmente, óbvias influências de Wagner. Esta sinfonia, tal como aconteceu à maior parte das outras, viria mais tarde a ser revista pelo seu autor, eternamente indeciso quanto às suas próprias capacidades e à qualidade das suas obras; à versão original, a "de Linz", sucedeu a versão "de Viena", quando Bruckner a reviu em 1891.

Apesar de Hans von Bülow (1830-1894), pianista, maestro e professor (de, entre outros, Vianna da Motta), ter ficado deveras impressionado com os esboços desta sinfonia quando Bruckner lhos mostrou em Munique, em 1865, o compositor austríaco não conseguiu arranjar alguém que se dignasse tocá-la, pelo que foi ele mesmo a estreá-la, no dia 9 de Maio de 1868. Seria um dos últimos acontecimentos de relevo do "período Linz" de Bruckner que, no Verão desse ano, haveria de se mudar para Viena, para o último período da sua carreira. In desnorte.blogspot.com, Junho 10


Terrorismo

Luis Moreira Diz:
12 Junho, 2008 às 5:07 pm

As pessoas perceberam com os exemplos do BCP, Galp, submarinos, Portucale, Furacão, imobiliário em Coimbra… que vale a pena o terrorismo. Não é preciso o uso da força para se ser terrorista. O Louça está ali na AR a dizer que um só terrorista especulador em um ano viu a sua fortuna na Galp passar de 1,300 Milhões para 3.300 Milhões, Triplicou. Isto é que é terrorismo, causa terrorismo e causa revolta. (nos comentários do blasfemias.net)

2008/06/11

Vote NO to Bilderberg's Politics in Europe


Grandes manifestações de rua em todo o país levam o Governo sul-coreano a demitir-se

Acordo de importação de carne dos Estados Unidos foi a gota de água que fez transbordar o descontentamento popular.
...
Uma enorme tempestade política bloqueou os planos governamentais de reduzir os impostos, privatizar as grandes empresas estatais e abrir mais o país ao investimento estrangeiro...

O executivo chegou a pedir a Washington que não lhe enviasse carne de animais mais velhos, considerados com maior risco de estarem doentes; mas rejeitou os apelos à renegociação total do acordo, por não querer entrar num choque diplomático com a Administração Bush. In Público, 11 Junho, pag 18


Um certo olhar

«A atenção consiste em suspender o pensamento, em deixá-lo disponível, vazio e permeável ao objecto, mantendo em nós mesmos, próximos do pensamento, mas a um nível inferior e sem contacto com ele, os diversos conhecimentos adquiridos que somos forçados a utilizar. (...)

Todos os contra-sensos nas traduções, todos os absurdos na solução de problemas e geometria, todas as atrapalhações de estilo e todos os defeitos de encadeamento de ideias nos trabalhos de francês, tudo isso decorre de o pensamento se ter precipitado precocemente sobre algo, e, ao preencher-se assim prematuramente, ter deixado de estar disponível para a verdade. A causa é sempre a de se ter querido ser activo, a de se ter querido procurar. Podemos verificar isto de cada vez, para cada falha, se recuarmos até à raiz. Não há melhor exercício do que esta verificação. (...)

Na primeira lenda do Graal, diz-se que o Graal, pedra miraculosa que por virtude da hóstia consagrada sacia toda a fome, pertence a quem primeiramente disser ao guardião da pedra, rei paralisado em três quartos pela mais dolorosa ferida: "Qual é o teu tormento?"

A plenitude do amor ao próximo é simplemente ser capaz de lhe perguntar: "Qual é o teu tormento?" É saber que o infeliz existe, não como unidade numa colecção, não como um exemplar da categoria social etiquetada "infelizes", mas enquanto homem exactamente semelhante a nós, que foi um dia atingido e marcado com uma marca inimitável para a infelicidade. Para isso é suficiente, mas indispensável, saber pousar sobre ele um certo olhar. (...)

Assim, é verdade, ainda que de modo paradoxal, que um exercício de latim, um problema de geometria, mesmo que falhados, somente deste que lhe tenhamos dedicado a espécie de esforço conveniente, podem tornar-nos, um dia, mais capazes, se a ocasião se apresentar, de levar a um infeliz, no instante da sua suprema angústia, exactamente o socorro susceptível de o salvar.» Simone Weil - Espera de Deus, Escritos, In lodeuranimal.blogspot.com, 2008/06/11, 6:31 PM

2008/06/10

O Dia Deles
Bilderberg's Politics

Acuerdo de los Veintisiete para ampliar la semana laboral por encima de las 48 horas

España encabeza la oposición a la norma, que considera un "retroceso" social

El acuerdo debe recibir el visto bueno del Parlamento Europeo

La Unión Europea ha aprobado esta medianoche ampliar por encima de las 48 horas la semana laboral, un derecho social consagrado por la Organización Internacional del Trabajo (OIT) hace 91 años. Los ministros de Trabajo de los Veintisiete han dado luz verde a la propuesta de la presidencia eslovena que permitirá a cada Estado miembro modificar su legislación para elevar la semana laboral vigente de 48 horas hasta 60 horas en casos generales y a 65 para ciertos colectivos como los médicos.

Los miembros de la UE está divididos entre los que reclaman una mayor flexibilidad laboral, encabezados por Reino Unido y Alemania, y los que optan por acabar con las excepciones que permiten trabajar más de 48 horas semanales, liderados por España. El ministro español de Trabajo, Celestino Corbacho ha dicho que ampliar la jornada sería un "retroceso en la agenda social".

El opting out británico, que ha ejercitado el Reino Unido desde el año 1993 y permite que cada trabajador pueda pactar con su empresario "libremente" el tiempo de trabajo, se va a convertir en norma general europea. En cualquier caso, la directiva deberá ser aprobada por el Parlamento Europeo.

España se opone

La iniciativa de aumentar la jornada laboral se encontraba paralizada desde hace tres años por la oposición de países como Francia, España e Italia, principalmente, que ejercían la minoría de bloqueo. Con la llegada de Silvio Berlusconi al poder, Italia fue la primera en abandonar el frente de la defensa del derecho social. Posteriormente, el presidente francés Nicolas Sarkozy y el premier británico Gordon Brown pactaron que si el Reino Unido apoyaba la reforma de las agencias de trabajo temporal, otra directiva que se discute paralelamente, Francia apoyaría el aumento de jornada.

España, por el contrario, mantiene su oposición a la directiva. Según el ministro de Trabajo, Celestino Corbacho, "supondría una regresión social". Con la nueva directiva de tiempo de trabajo se consagra el free choice, la libertad de elección del trabajador en materia de jornada. Los Estados miembros podrán modificar su legislación y permitir que los trabajadores alcancen acuerdos individuales con sus empresarios sobre la duración de la jornada, hasta un máximo de 60 horas semanales en los casos generales y de 65 en los casos especiales como los médicos. Este tiempo se computa como promedio durante tres meses, lo cual significa que las jornadas podrán alcanzar hasta las 78 horas.

Alejandro Cercas, eurodiputado socialista, considera que la directiva "supone un grave retroceso que convierte el derecho laboral europeo en un material de usar y tirar". "Es un precedente peligroso", añade, "que luego se puede aplicar a salarios y a condiciones de higiene y abre la puerta al dumping social". En su opinión, "dejar al trabajador que pacte a solas con el empresario es renunciar a toda la historia legal y de lucha social colectiva".

La directiva de la Unión Europea permitirá que el periodo inactivo de las guardias de los médicos no sea considerado tiempo de trabajo, en contra de lo que ha dictaminado el Tribunal de Justicia de la UE.

La Confederación Estatal de Sindicatos Médicos ha advertido de que si se aprueba la directiva podría convocarse una huelga en toda Europa. ANDREU MISSÉ in elpais.com, 10/06/2008

2008/06/09

Bilderberg Attendee List 2008

Chantilly, Virginia, USA

5-8 June 2008

CURRENT LIST OF PARTICIPANTS
...
INT Trichet, Jean-Claude President, European Central Bank

In tekgnosis.typepad.com/tekgnosis/2008/06/bildeberg-atten.html


Clube de Bilderberg

O Clube de Bilderberg é uma conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, midiático ou político. Devido ao fato das discussões entre as personalidades públicas oficiais e líderes empresariais (além de outros) não serem registradas, estes encontros anuais são alvo de muitas críticas (por passar por cima do processo democrático de discussão de temas sociais aberta e publicamente) e de inúmeras teorias da conspiração. O grupo de elite se encontra anualmente, em segredo, em hotéis cinco estrelas reservados espalhados pelo mundo, geralmente na Europa, embora algumas vezes tenha ocorrido no Estados Unidos e Canadá. Existe um escritório em Leiden, Holanda do Sul, Países Baixos.

Origem do nome

O título "Bilderberg" vem do que é geralmente reconhecido como o local em que ocorreu a primeira reunião oficial em 1954 - o Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, perto de Arnhemia na Holanda. Embora a conferência não seja considerada um grupo de tipo algum, muitos participantes são frequentadores regulares, e os convidados são frequentemente referenciados como pertencentes a um secreto Grupo de Bilderberg.

Origens e objetivos da primeira conferência anual

A primeira conferência Bilderberg sediou-se no Hotel de Bilderberg, perto de Arnhemia, de 29 de maio a 30 de maio de 1954. A ideia da reunião foi dada pelo emigrante polonês e conselheiro político, Joseph Retinger. Preocupado com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, ele propôs uma conferência internacional em que líderes de países europeus e dos Estados Unidos pudessem se reunir com o propósito de promover a discussão entre as culturas dos Estados Unidos e Europa Ocidental. Retinger se aproximou do Príncipe Bernard da Holanda que concordou em promover a ideia, em conjunto com o primeiro ministro belga Paul Van Zeeland. A lista de convidados deveria ter sido formada pelo convite de dois participantes de cada país, representando pontos de vista liberais e conservadores (ambos os termos utilizados no sentido estadunidense), respectivamente. Para que a reunião ocorresse, foi necessário organizar uma conferência anual. Um comitê executivo foi criado, sendo que Retinger foi indicado como secretário permanente. Juntamente como a organização da reunião, o comitê realizou um registro do nome dos participantes e informações para contato, com o objetivo de criar uma rede informal de pessoas que pudessem se comunicar entre si com privacidade. O propósito declarado do Grupo Bilderberg foi estabelecer uma linha política comum entre os Estados Unidos e a Europa Ocidental. O economista holandês Ernst van der Beugel se tornou secretário permanente em 1960, após a morte de Retinger. Príncipe Bernardo continuou a ser o presidente das conferências até 1976, ano em que se envolveu no escândalo da Lockheed, que consistiu no envolvimento em processos relativos a recebimento de suborno para favorecer a corporação estadunidense em contratos de compra dos jatos [[F-104G Starfighter]] em detrimento dos Mirage 5. Não houve conferência naquele ano, mas os encontros voltaram a ocorrer em 1977, quando Alec Douglas-Home, ex-primeiro-ministro britânico, assumiu a presidência. Na seqüência, Walter Scheel, ex-presidente da Alemanha, Eric Roll, ex-presidente do banco SG Warburg e Lord Carrington, ex-secretário-geral da OTAN.

Propósito

A intenção inicial do Clube de Bilderberg era promover um consenso entre a Europa Ocidental e a América do Norte através de reuniões informais entre indivíduos poderosos. A cada ano, um "comitê executivo" recolhe uma lista com um máximo de 100 nomes com possíveis candidatos. Os convites são enviados somente a residentes da Europa e América do Norte. A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são facilmente encontradas pelo público, mas os temas das reuniões são mantidos em segredo e os participantes assumem um compromisso de não divulgar o que foi discutido. A alegação oficial do Clube de Bilderberg é de que o sigilo previniria que os temas discutidos, e a respectiva vinculação das declarações a cada membro participante, estariam a salvo da manipulação pelos principais órgãos de imprensa e do repúdio generalizado que seria causado na população. A teoria que mais se opõe à teoria oficial diz que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial.

Perspectivas acerca da natureza do grupo

A alegada justificativa do grupo pelo sigilo é que isso permite que os participantes falem livremente sem a necessidade de ponderar cuidadosamente como cada palavra poderia ser interpretada pelos órgãos de comunicação de massa. Alguns, entretanto, consideram a natureza elitista e secreta das reuniões como antiético em relação aos princípios da inclusão em sociedades democráticas.

Participantes

Participantes do Bilderberg incluem membros de bancos centrais, especialistas em defesa, barões da imprensa de massa, ministros de governo, primeiros-ministros, membros de famílias reais, financistas internacionais e líderes políticos da Europa e da América do Norte. Alguns dos líderes financeiros e estrategistas de política externa do Ocidente participam do Bilderberg. Donald Rumsfeld é um Bilderberger activo, assim como Peter Sutherland, da Irlanda, um ex-comissário da União Européia e presidente do Goldman Sachs e British Petroleum. Rumsfeld e Sutherland compareceram em conjunto em 2000 na câmara da companhia de energia suíço-sueca ABB. O político e professor universitário Jorge Braga Macedo e Francisco Pinto Balsemão são dois exemplos portugueses. O ex-secretário de defesa dos Estados Unidos e atual presidente do Banco Mundial Paul Wolfowitz também é um membro, assim como Roger Boothe Jr. O presidente atual do grupo é Etienne Davignon, empresário e político belga.

In pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Bilderberg (10 Junho, 15:35).
“Durão Barroso será o nosso homem na Europa”

Em entrevista ao SEMANÁRIO, Daniel Estulin, que investiga o clube de Bilderberg há treze anos, fala sobre os portugueses que têm participado nas suas reuniões, na crise política de 2004 em Portugal e da influência de Bilderberg na escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia. Estulin diz que as suas fontes lhe confirmaram que Henry Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, terá dito o seguinte sobre Durão: é “indiscutivelmente o pior primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa”. Daniel Estulin lançou recentemente em Portugal o livro “Clube Bilderberg, os Senhores do Mundo”, com chancela da Temas e Debates.

Quais os portugueses que participaram na reunião de Bilderberg de Stresa, em 2004?

Francisco Pinto Balsemão, Pedro Santana Lopes, José Sócrates. A lista de participantes portugueses ao longo dos anos é bastante extensa, se considerarmos o tamanho do país.

Nessa reunião, face ao poderio e influência de Bilderberg e ao facto de ser um clube predominantemente europeu e americano, alguém defendeu Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia? Recordo-lhe que Durão foi escolhido para a Comissão dias depois da reunião de Bilderberg.

Torna-se importante compreender que é irrelevante quem ocupa a cadeira de presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso representa os interesses do "governo mundial". Tanto Kissinger como Rockefeller apoiaram energicamente a candidatura de Durão Barroso para aquele posto.

Barroso também foi amplamente apoiado pelos bilderbergers americanos em Stresa, por este ter apoiado a intervenção americana no Iraque. No entanto, Durão foi resguardado. Recorda-se da tão criticada cimeira dos Açores, justamente antes da Guerra do Iraque? O consenso na altura foi no sentido de não considerar Durão Barroso um verdadeiro participante na cimeira. Agora, começa tudo a fazer sentido. Ele foi afastado para tornar a sua nomeação para a Comissão Europeia mais apelativa. Desta forma, ele não fica ligado ao fiasco iraquiano.

Outro dos apoiantes de Barroso foi John Edwards, candidato a vice-presidente dos EUA, com John Kerry, que também esteve presente nas reuniões de Bilderberg. Como nota de referência, tenho relatórios de várias fontes internas da reunião de Bilderberg que referem a fraca capacidade oral e a fraca personalidade de Barroso. Decidiu-se mesmo limitar as suas aparições em público ao mínimo. Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, chegou ao ponto de o chamar, "off the record", "indiscutivelmente o pior primeiro ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa".

Santana Lopes esteve presente em Stresa e um mês depois era primeiro-ministro. Há alguma relação nestes dois factos?

Aprendi ao longo dos anos a seguir de perto todos os passos dos bilderbergers nas semanas que se seguem à sua reunião anual. Por exemplo, logo a seguir à reunião anual de Stresa, Itália (3-6 de Junho), gerou-se uma crise política em Portugal, que teve o seu fim no final do mês. Durão Barroso, primeiro ministro (agora presidente da Comissão Europeia), demitiu-se oficialmente a 29 de Junho. O rumor à volta do nome de Santana Lopes como futuro primeiro-ministro é lançado por volta de 28 de Junho. Curiosamente, é nesse dia que ele afirma não ser verdade que tenha sido convidado para participar na reunião anual de Bilderberg. Isso foi até alguém mostrar-lhe uma foto que eu tirei em Stresa.

Muito tem sido dito acerca de Barroso ter escolhido o seu companheiro do PSD, Santana Lopes, para seu sucessor. Essa escolha foi intencional, como toda a confusão que se seguiu. O que as pessoas não sabem é que a falsa noção de democracia é suposto ser isso mesmo - um truque. A esquerda e a direita são propriedade dos bilderbergers, não só em Portugal como em todos os países. Barroso é um bilderberger, assim como Sampaio, Lopes, Sócrates, etc. Na Alemanha, tanto Merkel como Schroeder, estavam presentes na conferência deste ano. Da Espanha, Rato, presidente do FMI e ex-ministro das Finanças de Aznar, esteve presente em Rottach-Egern, este ano. O conselheiro económico-chave de Zapatero, Miguel de Sebastian, também lá esteve. Blair é um bilderberger, assim como Kenneth Clarke, um dos membros-chave dos conservadores britânicos e, supostamente, um dos seus maiores inimigos.

Em relação a Santana Lopes, pude confirmar junto de três fontes independentes que a conversa de final de tarde a 4 de Junho de 2004 (durante a reunião de Bilderberger em Stresa), andou à volta do plano de Santana em mudar a Constituição portuguesa, para criar um nova instituição de poder, um Senado, em que o governo poderia nomear senadores vitalícios. O que conduziu à resposta sarcástica de Richard Haass, presidente da CFR (Trilateral): "Não soa muito a uma tentativa genuína de reforma democrática."

À semelhança de Santana, Sócrates também participou na reunião de Stresa e menos de um ano depois também era primeiro-ministro...

Tive acesso a informação contraditória pelas minhas fontes, algumas delas a dizer que Sócrates foi colocado para criar ainda mais descontentamento dentro das suas próprias fileiras. Outros dizem que o seu verdadeiro propósito ainda está por ser determinado.

Quem levou Santana e Sócrates para a reunião de Bilderberg de 2004?

Pinto Balsemão, o homem mais poderoso em Portugal e um membro-chave do todo poderoso comité de decisão da Bilderberg. Pinto Balsemão é o mais importante bilderberger português. Desde o início dos anos noventa que é um um membro permanente do comité de decisão (steering) de Bilderberger, significando que pertence a um grupo de pessoas que tomam as decisões finais acerca dos proponentes, temas de agenda, etc. Ele é o "homem bilderberger em Portugal". Nenhuma decisão pode ser tomada sem o seu selo de aprovação. Presidentes e primeiros-ministros vão e vêm, mas Balsemão permanece. É a solitária sombra do poder.

O ex-ministro Morais Sarmento participou na reunião deste ano de Bilderberg. Também foi Balsemão quem o convidou?

Também foi Pinto Balsemão quem o levou.

Paulo Portas, um ex-ministro do Partido Popular, nunca esteve em Bilderberg?

Portas nunca esteve presente em nenhuma reunião de Bilderberg. Não sei porquê. Balsemão nunca me disse (irónico). No entanto, pelo que pude apurar das minhas fontes, Portas não oferece garantias aos próprios bilderbergs.

O clube tem mesmo influência política a nível mundial ou foi já um mito que se criou?

Para além do que já referi, até sobre Portugal, gostaria de usar como exemplo da influência de Bilderberg as eleições alemãs de 2005. Na conferência de Bilderberger em Rottach-Egern, os bilderbergers queriam mudar a imagem enfadonha de Angela Merkel, a "futura líder" da Alemanha nas eleições alemãs a 18 de Setembro. Um homem bilderberger deu a opinião que para que os eleitores alemães pudessem aceitar Merkel como chanceler seria importante dar uma nova definição do termo valores de família. Bilderbergers alemães bem versados na psique colectiva bavariana acreditavam que a imagem de Merkel, uma divorciada com um doutoramento em física, não seria considerada de "confiança", por forma a atrair votos suficientes nesta firme área conservadora do país. Seria, então, importante enfatizar a importância do conceito de família. E esta estratégia foi aplicada nas eleições.

Sobre Merkel, recordo, ainda, que com os Bilderbergers a colocar de parte Schroeder a favor de um novo candidato, isto poderia significar que após três anos de guerrilha entre bilderbergers americanos e europeus em torno da guerra do Iraque, o clube estaria pronto para colocar em marcha uma política mais coesa. Lembre-se que Schroeder, assim como o Presidente Chirac, eram dos mais vociferantes críticos da intervenção americana no Iraque. Schroeder, representando a esquerda, e Merkel, representando a direita, são propriedade dos Bilderbergers. Apesar de Bush junior não estar presente pessoalmente na reunião secreta em Rottach-Egern, o governo americano estava bem representado por William Luti, Richard Perle e Dennis Ross do Instituto de Washington de Near East Policy.

Os participantes de Bilderberg não falam que estiveram presentes nas reuniões e muitas vezes desmentem mesmo que tenham lá estado...

Os participantes do clube estão explicitamente proibidos de discutir Bilderberg em público.

O que foi discutido em Stresa, em 2004?

Para além do que já disse, outro dos items de Stresa esteve relacionado com a "liberalização dos mercados mundiais". Os bilderbergers sempre estiveram a favor de extremo liberalismo. Estamos a chegar a um nível profundo de liberalismo com tendência a ser restaurado em máxima força nas suas crenças e credo. Historicamente, o liberalismo sempre reivindicou três liberdades: liberdade de mão de obra. Isso não significa que os trabalhadores serão livres, mas que o povo será livre de se mover de um país para o outro, uma região para outra. Para os bilderbergers isso é muito importante. Significa que os patrões terão um livre acesso a uma grande massa de mão-de-obra. Quanto mais global for, melhor. Liberdade de solo: significando que o solo é tão importante como qualquer outra mercadoria. Liberdade de moeda. Em que o dinheiro também é uma mercadoria como qualquer outra. Recordo que a primeira vaga de liberalismo desvaneceu-se entre 1920-1930, após ter feitos muitos estragos nas sociedades americanas e europeias. O seu sistema afirmava que se tudo for livre e as empresas não efectuarem cartéis ou monopólios, com nenhum trabalhador a pertencer às centrais sindicais, o sistema irá enriquecer toda a gente. Isto é uma perfeita utopia, mas baseados nas obras de economistas laureados com o Prémio Nobel da Economia, bem como desenvolvimentos matemáticos, isto parece aos seus olhos verdade. O sistema exige que cada país do mundo seja incluído, e que cada indivíduo seja eficaz. É por isto que o liberalismo e a globalização trabalham tão bem juntos. Como é por isto que existe o grupo Bilderberg.

Portugal recebeu, em 1999, uma primeira reunião de Bilderberg, que teve lugar em Sintra. O que foi aí discutido?

Um dos itens principais teve a ver com o comércio de ouro e a posição da Inglaterra na União Europeia. Em Sintra os bilderbergers decidiram castigar a Inglaterra pela sua contínua resistência em relação ao espírito federal europeu. O método que estavam preparados a utilizar contra os inocentes britânicos seria o de um ataque frontal ao comércio de barras de ouro. Um grupo restrito de Bilderberg, onde estavam Rockefeller, Kissinger, Victor Halberstadt, professor de economia da Universidade de Leiden, Etienne Davignon e Umberto Agnelli, reuniu com os governadores dos Bancos Centrais da Europa. A seguir à reunião de Sintra, a maioria dos Bancos Centrais, em Setembro de 1999, fizeram uma supreendente declaração em que estariam a adiar, por cinco anos, o dumping de ouro, que previamente teriam feito, supostamente porque já não gostavam de ter ouro nas suas reservas. O anúncio causou um tendência de subida nas barras de ouro. O Banco de Inglaterra organizou um leilão de ouro de algumas supostas reservas. O mais impressionante para alguns de nós, não familiarizados com o comércio do ouro e a sua realidade, é que, na realidade, uma barra de ouro quase nunca é comercializada. Dessa forma o Banco de Inglaterra estaria a oferecer ouro "teórico" (apenas em papel), não o verdadeiro ouro que tinha em sua posse. Quando o bilderberger George Soros descobriu, lançou um ataque ao Banco de Inglaterra, causando que o preço do ouro aumentasse para quase 330 dólares a onça. In semanario.pt, 2006-01-02, 16:48
Alguns portugueses de Bilderberg

O SEMANÁRIO publica, em exclusivo, a lista de todos (? - interrogação nossa) os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos. Na reunião que teve lugar de 3 a 6 de Junho, em Stresa, em Milão, Santana Lopes e José Sócrates estiveram presentes, juntamente com Pinto Balsemão. Curiosamente, Santana seria primeiro-ministro dois meses depois e nem passaria um ano para José Sócrates chefiar o Governo. Outros três intervenientes na crise política de 2004, o Presidente da República, Jorge Sampaio, Durão Barroso, então primeiro-ministro, e Ferro Rodrigues, então líder do PS, também estiveram em reuniões de Bilderberg. Sampaio esteve presente em 1999, na reunião de Sintra. Durão é um velho conhecido de Bilderberg, tendo estado presente em 1994, 2003 e já este ano, na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão Europeia. Já Ferro esteve presente na reunião de 2003.

Francisco Pinto Balsemão - É um membro permanente do Clube de Bilderberg desde 1988, tendo participado em quase todas as reuniões anuais desde essa data. Pertence mesmo ao comité restrito, denominado "Steering". É ele quem tem convidado muitas personalidades portuguesas a estarem presentes no clube. Em 1988, Pinto Balsemão tinha abandonado o cargo de primeiro-ministro há 5 anos e estava dedicado aos seus negócios, mantendo também o "Expresso". Anos depois abriria a SIC, aproveitando a liberalização da televisão feita pelo governo de Cavaco Silva. O processo conturbado, com divisões no próprio Conselho de Ministros, tendo o grupo televisivo de Proença de Carvalho sentido-se desfavorecido. Pinto Balsemão é hoje presidente da Impresa. Falado como potencial candidato presidencial, nunca se concretizou esta hipótese.

Mira Amaral - Ministro da Indústria de Cavaco Silva. Participou na reunião de Bilderberg em 1995, no final do governo de Cavaco Silva, numa altura em que o professor rumava à corrida a Belém e Fernando Nogueira e Durão Barroso disputavam a liderança do PSD. O facto de ter estado presente pode significar que o seu nome esteve fadado para mais altos voos, que depois não se concretizaram. É especialista em energia e tem-se dedicado à sua actividade de administrador de empresas. Foi administrador da Caixa Geral de Depósitos, tendo saído do banco num processo político conturbado. Só participou em Bilbderberg na reunião de 1995.

Joaquim Ferreira do Amaral - Ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, uma das cartas mais importantes do governo, artíficie das auto-estradas portuguesas. Tem mostrado disponibilidade para combates difíceis, tendo perdido Lisboa para João Soares. Participou na reunião de Bilderberg que ocorreu em Sintra, em 1999, uma das que teve mais participantes portugueses. A sua presença é significativa, tanto que dois anos depois seria candidato à Presidência da República, defrontando Jorge Sampaio. Só esteve presente em 99.

António Barreto - Este investigador esteve presente na reunião de 1992, em pleno cavaquismo, um ano depois de Cavaco obter a sua segunda maioria absoluta. António Barreto foi ministro da Agricultura nos primeiros governos PS, tendo deixado o seu nome associado à Lei Barreto, massacrada pelos comunistas por traduzir o primeiro desmantelamento da reforma agrária. Teve um papel essencial na candidatura presidencial de Soares em 1986, sendo o seu porta-voz. Foi ele quem apelou ao "povo de esquerda" para a segunda volta de Soares contra Freitas do Amaral. Nos últimos anos tem-se dedicado à investigação e a comentários e análises nos jornais. É uma mente brilhante, o género de pessoa que os bilderbergs políticos gostam de ver no seu seio. Só participou na reunião de 92.

Durão Barroso - Participou na reunião de Bilderberg de 1994, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Cavaco Silva. Não por acaso, um ano depois estava a candidatar-se à liderança do partido. Perdeu para Fernando Nogueira, mas a sorte acabou por o bafejar, porque Nogueira foi derrotado por Guterres (num ciclo político muito desfavorável ao PSD). Durão ficou como reserva e tornou-se líder social-democrata em 1999, quando Marcelo Rebelo de Sousa saiu. Apesar de ter perdido as legislativas de 99 para Guterres não se deu por vencido, ficando célebre a sua frase "tenho a certeza que serei primeiro-ministro, só não sei é quando." O seu vatícinio acabou por confirmar-se, tornando-se primeiro-ministro em 2002. Em 2003, voltou a estar presente no clube de Bilderberg, na qualidade de primeiro-ministro. Em meados de 2004 era designado presidente da Comissão Europeia. Voltou a participar na reunião deste ano de 2005 de Bilderberg, que teve lugar na Alemanha, na qualidade de presidente da Comissão.

António Borges - É o homem português da Goldmam Sachs, curiosamente uma empresa com ligações a Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1997, o que mostra que o seu nome é badalado para altos voos há muito tempo. Se estava na calha para a liderança laranja, acabou por ser Durão a tomar o lugar de Marcelo. Em 1998, escapou, miraculosamente, ao acidente fatal da TWA, que não deixou sobreviventes. Chegou a ter bilhete mas não embarcou. Na reunião de 2003 do clube voltou a estar presente. Em 2004, foi um dos principais critícos da solução Santana Lopes para suceder a Durão Barroso. Actualmente, está posicionado para suceder a Marques Mendes. É um homem muito próximo de Cavaco Silva, ainda que o professor não favoreça as amizades e às vezes até as discrimine.

Maria Carrilho - Investigadora, sempre esteve ligada ao PS, tendo sido deputada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu. Hoje é vice-presidente da Assembleia da República. É especialista em assuntos de defesa, uma área prioritária nas discussões de Bilderberg. Esteve presente na reunião do clube em 1995, o ano da chegada ao poder de António Guterres.

António Guterres - Esteve presente na reunião deste ano na Alemanha, já na qualidade de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. O seu nome continua a ser uma hipótese para outros voos, designadamente o Palácio de Belém, em 2011 ou 2016.

Roberto Carneiro - Ministro da Educação de Cavaco Silva. Esteve presente na reunião de 1992, no auge do cavaquismo. Chegou a ser-lhe vaticinada uma importante carreira política mas, depois da queda de Cavaco, os seus interesses viraram--se para outras áreas. Envolveu-se no projecto inicial da TVI, como profundo católico que é, e tem-se dedicado à investigação universitária e a algumas iniciativas empresariais.

Vitor Constâncio - Esteve presente em Bilderberg em 1988, quando era secretário-geral do PS. Nunca mais participou em nenhuma reunião depois desta data. Afastou-se das lides mais activas do PS e dedicou-se ao que sabe fazer muito bem: os assuntos económicos. O Partido premiou-o com o Banco de Portugal.

Vasco Pereira Coutinho - Um dos maiores empresários portugueses, tendo enriquecido com o negócio da AutoEuropa. Esteve presente na reunião de 1998, numa altura em que Marcelo Rebelo de Sousa liderava o PSD. Durão Barroso fez uma viagem de férias ao Brasil, no avião dele e na sua casa, quando era primeiro-ministro, provocando grande polémica. É apoiante de Cavaco Silva.

João Cravinho - Esteve presente na reunião de 1999, no auge do guterrismo, sendo ministro do Planeamento e da Administração do Território. Alia um pensamento interessante a uma excelente preparação técniva, devendo ter participado no clube como um dos "cérebros" que os políticos gostam de ouvir. Atacou bastante Guterres no fina dos seus dias, sendo um homem próximo de Jorge Sampaio (mas muito senhor do seu nariz).

José Cutileiro - O embaixador português esteve presente na reunião de Bilderberg em 1994, tornando-se presidente da estrutura de defesa da União Europeia, a UEO, logo nesse ano. É um homem culto, brilhante, com opiniões geoestratégicas muito auscultadas por qualquer governante.

José Manuel Galvão Teles - Advogado, homem muito próximo de Mário Soares, de quem é amigo e vizinho. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1997, no auge do guterrismo. É conselheiro de Estado.

Teresa Patrício Gouveia - Fez parte do governo de Cavaco, como secretária de Estado da Cultura e como ministra do Ambiente. Esteve presente na reunião de Bilderberg em 2000.Foi ministra dos Negócios Estrangeiros de Durão Barroso.

Marçal Grilo - Ministro da Educação de António Guterres, de quem era amigo. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1999, em Sintra. Há quem diga que é uma mente brilhante.

Miguel Horta e Costa - Esteve presente na reunião do clube em 1998, no tempo da liderança laranja de Marcelo, sendo vice-presidente da Portugal Telecom. Já no tempo de Durão Barroso ascendeu à presidência da empresa, mantendo-se com Santana Lopes e José Sócrates, todos bilderbergs. Deverá sair da PT já em Janeiro.

Margarida Marante - É um dos dois jornalistas que marcaram presença em Bilderberg, tendo estado presente em 1996, no auge da sua carreira na SIC, onde conheceu Emídio Rangel e contraiu matrimónio. É próxima da área do PSD.

Vasco de Mello - Um dos grandes empresários portugueses. Esteve presente na reunião de Sintra, em 1999. Tem tido um percurso discreto, mantendo pontes com o poder político mas não dando azo a conversas.

Carlos Monjardino - Homem da área do PS, que participou no governo de Macau. Grande empresário, com ligações fortes ao Oriente, sobretudo a Stanley Ho. Presidente da Fundação Oriente. Há muito que é falado para candidato presidencial mas nunca conseguiu concretizar essa aspiração. Esteve presente na reunião de Bilderberg de 1991, no auge do cavaquismo e da reeleição de Mário Soares, de quem é muito próximo.

Murteira Nabo - Ministro fugaz de António Guterres, tendo de se demitir por causa de um caso de sisa. Esteve presente na reunião do clube em 1999, já era presidente da PT há três anos.

Faria de Oliveira - Ministro do Turismo de Cavaco Silva, esteve presente na reunião de Bilderberg em 1993, sendo uma peça essencial na ligação entre o então primeiro-ministro e o mundo dos negócios, quer público, quer privado.

Carlos Pimenta - Ministro do Ambiente de Cavaco, um dos mais activos de sempre. Chegou a ser-lhe vaticinando um futuro político risonho. Esteve na reunião de Bilderberg de 1991. Nos últimos anos, afastou-se da política.

Francisco Lucas Pires - O malogrado líder do CDS, que depois se aproximou do PS, era uma mente brilhante, a quem pareciam reservados altos voos. No entanto, só esteve presente na reunião do clube de 1988.

Ricardo Salgado - Um dos grandes banqueiros portugueses. Esteve na reunião de 1997, quando Marcelo era líder do PSD e voltou a estar na reunião de 1999, em Sintra. É um homem com relações privilegiadas com o poder político à direita. Santana Lopes chegou a chamá-lo para uma reunião privada. Viu o seu banco, o BES, ser alvo de buscas judiciais este ano.

Jorge Sampaio - Presidente da República. Participou na reunião de Bilderberg, em Sintra, na qualidade de primeiro magistrado da Nação portuguesa, uma presença, sem dúvida, polémica.

Nicolau Santos - O outro jornalista que participou em Bilderberg, tendo estado em Sintra em 1999. É especialista em assuntos económicos. Curiosamente, os jornalistas que estiveram no clube eram ambos profissionais no grupo de Balsemão, Nicolau Santos no "Expresso" e Margarida Marante na SIC.

Artur Santos Silva - Um dos grandes banqueiros portugueses, com o seu BPI. Tem relações privilegiadas à esquerda e é um homem culto, de uma família espiritual. Esteve presente na reunião de 1999. Curiosamente, nesta reunião só acabou por faltar um banqueiro do BCP, um banco com outra estratégia, mais europeia.

Marcelo Rebelo de Sousa - Esteve presente na reunião de 1998, quando era líder do PSD e ainda julgava que era possível fazer renascer a AD com Paulo Portas e ganhar as eleições legislativas de 1999 a António Guterres. As coisas correram-lhe mal, metendo o caso da Universidade Moderna pelo meio (afectando Portas). Regressou ao comentário político. A entrada na corrida de Belém também falhou, porque tudo correu bem a Cavaco.

Miguel Veiga - Advogado nortenho, um histórico do PSD, com relações fortes com a ala soarista do PS. Esteve em Bilderberg em 1994, no fim do cavaquismo. Tornou-se um dos piores inimigos de Santana Lopes, sendo a voz mais forte contra a sua indigitação para primeiro-ministro, sucedendo a Durão Barroso.

António Vitorino - Era a eminência-parda do guterrismo, tendo estado na reunião de Bilderberg de 1996, quando era vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa. Por causa de um caso de sisa, acabou por se demitir. Foi comissário europeu e o seu nome chegou a estar na calha para presidir à Comissão. Rejeitou ser candidato à Presidência da República.

Oliveira Martins - Participou na reunião de 2001, quando era ministro da Presidência do governo Guterres, já no ocaso do guterrismo, depois da queda da ponte de Castelo de Paiva. Se não fosse independente, tinha sido um nome possível para a corrida à liderança do PS. Tornou-se presidente do Tribunal de Contas este ano, numa nomeação polémica, face à natureza das funções do órgão, que requerem independência e imparcialidade.

Vasco Graça Moura - Deputado ao Parlamento Europeu pelo PSD, poeta e erudito. Esteve presente na reunião de 2001 de Bilderberg. É um intelectual brilhante, que os políticos gostam de ouvir.

Ferro Rodrigues - Esteve presente na reunião de 2003, quando era líder do PS, pouco depois de ter deflagrado o caso Casa Pia no partido. Depois de Jorge Sampaio ter dado posse a Santana Lopes, demitiu-se, tomando a decisão presidencial como uma derrota pessoal. É hoje embaixador português da OCDE em Paris.

Santana Lopes - Esteve presente na reunião de 2004, que ocorreu de 3 a 6 de Junho em Stresa, Milão. Curiosamente, pouco mais de um mês depois era primeiro-ministro de Portugal. A vida, contudo, não lhe correu bem. Ao ponto de Jorge Sampaio ter dissolvido o Parlamento e convocado eleições legislativas.

José Sócrates - Tal como Santana Lopes, esteve presente na reunião de Stresa de 2004. Curiosamente, menos de um ano depois seria primeiro-ministro de Portugal, parecendo estar no cargo de pedra e cal. Malgré Cavaco Silva.

Nuno Morais Sarmento - Esteve presente na reunião de Bilderberg deste ano, tendo sido convidado por Pinto Balsemão, um facto que pode ter significado nos próximos tempos. In semanario.pt, 2006-01-02, 16:26

Nota: António Costa e Rui Rio estiveram presentes na reunião dos Bilderberg no passado fim-de-semana. A lista de acima foi publicada no início de 2006, tal como consta na data da peça.


O CDS, os pecados e a expiação

Felizmente o CDS é um partido cristão-democrata e sobreiros, submarinos e casinos são pecados que se expiam com uma penitência de uns pais-nossos e umas ave-marias. Manuel António Pina In Jornal de Notícias, 9 de Junho, pag 72


Simplesmente Patético

Presidente da República convoca emigrantes a investir no país e confunde Dia de Portugal com “dia da raça”

No rasto de protestos que levam milhares para a rua, o Presidente da República recusou-se ontem a comentar a paralisação dos camionistas e escorregou numa gaffe. Em Viana do Castelo, que recebe este ano as comemorações oficiais do 10 de Junho, Cavaco Silva garantia estar par da situação, alegando não querer acrescentar qualquer outra reacção por estar a presidir ao “dia da raça”.

“Hoje eu tenho que sublinhar, acima de tudo, a raça, o dia da raça, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, declarou, citado pela Lusa, numa insólita confusão entre a designação actual e a que era adoptada pelo anterior regime. In ultimahora.publico.clix.pt, 09.06.2008, 21h54


Finito!
Sócrates... acabou!!! Morreu!

Neste momento, já está morto!!!
O salto para a ribalta política de Manuela Ferreira Leite, pela mãozinha (marota) de Cavaco, enterrou-o vivo... e de pé!!!

O -tenebroso- "Grupo Bilderberg" terá na sua "agenda secreta" o nome de António Costa, ou... Rui Rio... (Que a terra lhe seja leve!!!) In broncasdocamilo.blogspot.com
Cães raivosos e burros

Há oito anos um cão raivoso dos qalandari mordeu um burro dos chakrani e este acabou por morrer. Foi o suficiente para que os dois clãs rivais da província paquistanesa do Baluschistão iniciassem uma guerra que viria a fazer 13 vítimas. O fim do conflito só aconteceu este ano, quando um conselho de notáveis, a jirga, decidiu aplicar a mais ancestral das sentenças no Paquistão: oferecer 15 raparigas, virgens, com idades entre os três e os dez anos, para casarem com homens mais velhos, alguns com mais de 50 anos. In Global, 9 de Junho, pag 11.


BILDERBERG

illuzionatti Diz:
9 Junho, 2008 às 11:23 am

ACONTECEU ESTE FIM DE SEMANA MAIS UMA REUNIÃO DO GRUPO BILDERBERG E NINGUÉM COMENTA O ASSUNTO. PORQUE SERÁ?
...
Tal como em qualquer Estado existem “Organizações” supra-partidárias que disputam o poder interno, assim existem, também, a nível global “Organizações” supra-nacionais (Clube de Bilderberg, Comissão Trilateral, Clube de Roma, Iluminati, etc., todas elas Organizações Fabianas) que se dedicam aos jogos de poder e que são as principais responsáveis pelo estado calamitoso a que o nosso mundo chegou através da chamada “Globalização” ou “New World Order”, que a todo o custo se tenta impor, e que representa um sério retrocesso civilizacional (finais do sec. XIX).
...
Quando em 1999 a reunião anual se realizou no Westin Caesar Park Hotel da Penha Longa em Sintra, alguns dos pontos da agenda, entre outros que iriam ser debatidos, eram, e passo a citar “…a European superstate, a global currency, genetics, and the dismantling of the welfare state.”.

É curioso que, já nessa ocasião, um político britânico tenha manifestado a opinião de, e passo a citar “…On welfare cuts he adds: “It might be easier for somebody who claimed to be a socialist to impose change.”, o que explica muitas das coisas que se passaram no ano de 2004 no nosso cantinho à beira-mar plantado.
...
Leiam, por favor, o que diz Daniel Estulin nesta sua entrevista de 02-01-2006 ao Semanário. http://www.semanario.pt/print.php?ID=2574

Como podem ler no cabeçalho introdutório à entrevista, o livro que ele escreveu sobre estes senhores, intitulado “Clube de Bilderberg, os Senhores do Mundo”, está dado como tendo sido editado, cá em Portugal, pela editora “Temas e Debates”, só que ele nunca chegou a sair; querem adivinhar adivinhar porquê?

Se não adivinharam, então leiam isto, publicado em 07-03-2006:

"Bilderberg Book Suppressed by Portuguese

Daniel Estulin, the Spanish journalist who has collaborated with American Free Press in exposing the world shadow government, reports that his book, Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo (The Bilderberg Club-Lords of the World), is being suppressed in Portugal.

AFP, having published Jim Tucker Bilderberg Diary, plans to follow by publishing Clube Bilderberg in English. Someone working for Temas e Debates, the company that planned to publish his book in Portugal, said the Portuguese government is pressuring it not to not sell his Bilderberg book.

Apparently, it really took the government by surprise and scared them, Estulin said. They are afraid this could turn into a world phenomenon. In fact, it is turning into a world phenomenon, as we have signed 28 countries and 21 languages.

The government and my publisher in Portugal are trying to suffocate this book because they are afraid it will create a groundswell that could turn into a populist movement in Portugal as it already has in Venezuela, Colombia and Mexico where the first edition of the book sold out in less than four hours and caused riots in front of the embassies, Estulin said. Due to the mainstream media blockade, you have not seen or heard [of this] on national television or in the press.

Estulin is seeking to initiate a groundswell on the Internet to pressure Temas e Debates to publish his book. He is also asking that people contact media outlets.

The more people call and harass the publisher and the government, the less willing they will be to pull this off, Estulin said. If we don’t do something, we will only be less free in the future. That is what Bilderbergers want.”

A Sociedade Bilderberg, é um grupo que existe há longos anos, pouco ou nada se tem falado desta ’sociedade secreta’, e muitos desconhecem a sua existência ou os seus objectivos.
...
O SEMANÁRIO publicou, em exclusivo, a lista de todos os portugueses que já estiveram em reuniões de Bilderberg, um clube que é considerado uma espécie de governo-sombra a nível mundial. Uma das principais tarefas dos jornalistas que investigam o clube é não só saber quem participa nas reuniões mas, sobretudo, acompanhar o seu percurso nos tempos seguintes. Quase todos, ascendem a altos postos.

Artigo completo em semanario.pt/noticia.php?ID=2573, In blasfemias.net (comentários)

Fotos reunião de 2008

2008/06/08

Ciclo Tecnologia e Inovação no Cinema

A Cinemateca Portuguesa promoveu um interessante ciclo de cinema subordinado ao tema tecnologia e inovação. Todos os filmes foram precedidos por uma dissertação de Tom Schatz*, com perguntas e respostas, Schatz que é um dos mais importantes historiadores do cinema e que esteve em Portugal a convite da Universidade Nova de Lisboa, onde dirigiu um curso de Verão.

O ciclo começou com o icónico Matrix (1999), dos irmãos Wachowski, e terminou, sexta-feira, 6 de Março, com o clássico 2001: A Space Odyssey (1968), de Stanley Kubrik. Foi possível ver-se um curioso filme que nunca tinha sido exibido anteriormente em Portugal: Bad Day at Black Rock (1954), de John Sturges.

* Thomas Schatz is a film professor at the University of Texas at Austin and the author of four books on Hollywood, including ‘‘The Genius of the System’’. In "Cowboy Business", nytimes.com, 2007/11/10


Alexander Zemlinsky (1871-1942)

Não é muito simpático para alguém que dedicou grande parte da sua vida à composição ficar para a posteridade apenas pelo facto de ter sido professor de Arnold Schoenberg (1874-1951), mas foi mais ou menos isso o que aconteceu com Alexander Zemlinsky (1871-1942). Zemlinsky nasceu em Outubro de 1871 em Viena, a cidade capital da música, berço da 2ª Escola de Viena; só que, apesar de ter de certo modo preparado o terreno para Schoenberg, Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945), Zemlinsky nunca se rendeu à atonalidade, e esta passagem ao lado da modernidade contribuiu em muito para o facto de a sua música apenas ter começado a ser regularmente interpretada no último quartel do século XX, umas boas dezenas de anos após a sua morte, portanto.

Mal adaptado ao ambiente vienense, Zemlinsky viveu em Praga entre 1911 e 1927, e é desse período que datam algumas das suas obras mais importantes. De entre elas destaca-se a Sinfonia Lírica que, como o nome diz e um pouco à moda de Gustav Mahler (1860-1911), combina os géneros sinfónico e vocal. O próprio compositor não fez segredo do seu modelo inspirador e, em Setembro de 1922, escreveu ao seu editor (*): "This Summer I've written something along the lines of The Song of the Earth. I haven't got a name for it yet. It consists of seven related songs for baritone, soprano and orchestra, to be played without a break". Zemlinsky baseou-se em poemas de Rabindranath Tagore (1861-1941) que, ao ganhar o Prémio Nobel da Literatura em 1913, tornou-se no primeiro laureado do continente asiático. A Lyrische Symphonie foi estreada pelo autor, em Praga, no dia 4 de Junho de 1924. In desnorte.blogspot.com, Junho 04

(*) All Music Guide to Classical Music, Backbeat Books, 2005


Om Mani Padme Hum

Om mani padme hum é possivelmente o mantra mais famoso do Budismo; o mantra de seis sílabas do bodhisattva da compaixão: Avalokiteshvara.

De origem indiana, de lá foi para o Tibete. É o mantra mais entoado pelo budistas tibetanos.

Om Mani Padme Hum.

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses [isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores]. Este sofrimento vem do orgulho.
Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles etc., e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou ódio.
Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra). Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.No Hinduísmo:
O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do infinito e a semente que “fecunda” os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. “Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons” (VIII). In raivaescondida.wordpress.com, Junho 8th
O combate à pedofilia em Espanha e em Portugal

Ao contrário de Portugal, onde se protegem os pedófilos e se desculpam os pederastas homófilos (por, ainda que criminosos, não poderem ser discriminados negativamente...), informa o CM de ontem, 4-6-2008, e El Mundo de 3-6-2008, que o Estado espanhol aprovou a criação de um Registo Nacional de Pederastas. Espanha não está livre de pedofilia, mas há uma diferença de atitude que importa sublinhar.

Agora que, inclusivamente dentro do próprio Partido Socialista (veja-se o Comício Festa da Esquerda de 3-6-2008), já se compreendeu, que o socialismo socratino tem um epílogo marcado para o Outono de 2009, um fim iniludível provocado pela crise económica estrutural em que afundou ainda mais o País, agravada pelo terceiro choque petrolífero que abana o mundo não produtor de petróleo, acredito eu, e o resto do povo - com excepção da controleira rede pedófila -, que uma das prioridades do próximo Governo e do próximo Parlamento deve ser o combate do Estado face à pedofilia, definindo e executando uma política nacional contra o abuso sexual de menores. Nessa linha redentora do Estado, a criação de um Registo Nacional de Abusadores é uma das medidas políticas indispensáveis.

Não há crime mais aviltante do que o abuso sexual de crianças e adolescentes. Não pode haver regeneração do Estado sem a limpeza da mancha negra da rede pedófila. A dignidade do Estado tem de ser redimida desse Horror.

Abaixo, de caminho, relembro algumas das medidas políticas de prevenção e repressão dos abusos sexuais de crianças em Portugal que propus numa conferência organizada no ISCTE em 18-11-2004 e que faltam executar:

1. Reforma contra a pedofilia do sistema político português:
• Apresentação de um Código de Conduta contra a Pedofilia a subscrever pelos partidos políticos e outras organizações de poder
- Afastamento dos pedófilos das listas de candidatos, dos postos de direcção, dos cargos do Estado e das listas de militantes
• Afastamento dos políticos actualmente suspeitos de pedofilia
• Demissão do Estado dos funcionários condenados por pedofilia
• Pacto de não amnistia dos crimes de pedofilia, a subscrever pelos partidos e Presidente da República

2. Criação de um organismo estatal de protecção de crianças abusadas (que inclua também a reforma do Instituto de Apoio à Criança e das Comissões de Protecção dos Jovens em Risco):
• Centralize informação
• Distribua as crianças pelas instituições de acolhimento
• Supervisione a sua recuperação e integração
• Acompanhe a sua reintegração familiar ou a sua adopção, inlusão na escola e no trabalho

3. Criação da Fundação Criança, com financiamento público e privado, para:
• promoção do bem-estar das crianças
• promoção de acções de desenvolvimento de comunidades e instituições atingidas pelo flagelo
• realização de eventos e campanhas nacionais contra a pedofilia
• recolha de informação sobre os locais, angariadores e pedófilos
• realização de estudos sobre a protecção e valorização das crianças e a prevenção e luta contra os abusos
• estabelecimento de parcerias com organismos internacionais contra a pedofilia

4. Modificação da legislação sobre a pedofilia – Código Penal e Código do Processo Penal, etc.
• definição da pedofilia como crime público, mesmo fora da família
• supressão do prazo limite para apresentação de queixa sobre abusos pedófilos
• estabelecimento de penas de afastamento dos pedófilos face aos menores abusados
• registo central dos pedófilos condenados e sob investigação
• endurecimento das penas
• obrigação de tomada de declarações para memória futura para as crianças abusadas
• deposição, em julgamento, somente através de videoconferência
• pena acessória de expulsão de território nacional, após cumprimento de pena, dos pedófilos estrangeiros aqui condenados
• responsabilização das organizações da sociedade civil (empresas, associações, igrejas, etc.) pela denúncia obrigatória às autoridades de abusos pedófilos praticados por funcionários seus
• registo de residência dos pedófilos condenados

5. Criação de uma Unidade Anti-Pedofilia na Polícia Judiciária, com a obrigação de investigar todas as denúncias feitas nas esquadras locais e organismos policiais

6. Criação de um Centro de Tratamento da Pedofilia, encarregado de organizar, tratar e acompanhar pedófilos, bem como pessoas que sintam esse impulso

7. Realização de uma conferência internacional contra a pedofilia

Em vez disso, assistimos, com repulsa, a uma maior desprotecção estatal das crianças e inclusivamente ao desprezo por este governo da aplicação da reforma da Casa Pia - ver CARNEIRO, Roberto, BRITO, Alberto, CARVALHO, Álvaro, SAMPAIO, Daniel, ROCHA, Dulce, GOMES-PEDRO, João, AZEVEDO, Joaquim, ROQUETTE, José, ALMEIDA, Leandro, Casa Pia de Lisboa - Um Projecto de Esperança: Relatório Final do Conselho Técnico-Científico, Principia, 2005 - tal como proposta pelo Conselho Técnico-Científico criado ainda pelo ministro Bagão Félix.

Espero que a Rede de Cuidadores possa assegurar progressivamente, mediante o apoio financeiro e de voluntariado da sociedade civil, algumas destas funções que o Estado negligenciou.

Pós-Texto: A nossa comentadora Curiosa veio acrescentar a esta lista de medidas políticas a tomar para fazer face ao flagelo da pedofilia, negligenciada em Portugal, o seguinte:

o
"supressão da adenda ao n.º 3 do art. 30.º" («salvo tratando-se da mesma vítima») do Código Penal de 2007, relativa ao concurso de crimes e crime continuado;
o
"a constância perpétua de crimes de pedofilia e abuso sexual de menores no cadastro;
o
ser obrigatório a apresentação de cadastro para profissões ligadas à infância, quer no sector público quer no privado;
o
penalização legal de pessoas que tenham conhecimento de actos pedófilos e de abusos sexuais e que não os tenha denunciado judicialmente;
o
acesso da população ao registo de residência dos pedófilos condenados"

Actualização: este post foi actualizado às 9:58 de 6-6-2008 com a inclusão de medidas políticas sugeridas pela nossa comentadora Curiosa. In doportugalprofundo.blogspot.com, 6/05/2008, 10:27:00 AM


Comentário: acho curioso estas propostas terem sido feitas no ISCTE.


Defesa das funções sociais do Estado

Em todo este processo uma coisa é cada vez mais clara embora ainda não seja compreendida por todos. O que se está a verificar na Administração Pública é fundamental, não só para os seus trabalhadores, mas para todos os portugueses, que acabarão também por sofrer as consequências a nível dos serviços públicos prestados à população. Quem se dê ao trabalho de analisar com um mínimo de rigor e profundidade a legislação que tem sido publicada por este governo destinada a Administração Pública nestes últimos anos e aquela que este governo ainda pretende aprovar e publicar, cujo conteúdo é já conhecido, concluirá rapidamente que o acesso geral e em condições de igualdade aos serviços públicos essenciais (educação, saúde, segurança social, etc.), por parte da população e, nomeadamente, dos trabalhadores será profundamente afectado e diminuído. O que se está já verificar no campo da saúde e da educação são os primeiros sintomas de uma situação grave que este governo está a criar na Administração Pública.

É importante a luta contra o Código do Trabalho, e contra as alterações para pior que este governo quer introduzir nele. Mas não é menos importante, e isso é por vezes esquecido, a necessidade de incorporar naquela luta, com idêntico grau de importância e visibilidade, a luta contra o Regime do Contrato de Trabalho em Funções e Públicas e das leis que estão associadas a ele, porque o que está em causa não é só os direitos e interesses legítimos de mais de 700.000 trabalhadores da Administração Pública mas a defesa das funções sociais do Estado, vitais para toda a população. Eugénio Rosa In sprc.pt, "25 Perguntas e 25 Respostas"


O vínculo

O vinculo de nomeação é vital para qualquer Administração Pública. É por essa razão que em muitos países da União Europeia ele se mantém. E não é apenas porque dá segurança aos respectivos trabalhadores, como os seus críticos afirmam chamando "contrato vitalício". O vinculo de nomeação é vital na Administração Pública porque a segurança que ele dá ao trabalhador permite a este prestar aos cidadãos os serviços públicos essenciais em condições de igualdade, já que o defende contra a chantagem e as pressões ilegítimas, contra o arbítrio e compadrio de chefias politicas e partidárias. idem
Não queremos esta Europa!

Houve umas coisas a passar-se em Matosinhos e mesmo no Algarve

Algumas pessoas criticaram-me por ter reagido. Disseram que estava a fazer chantagem. Mas o que eu estava a dizer é que é inconcebível que se invada propriedade privada e se destrua peixe quando há gente sem dinheiro para se alimentar devidamente. (Correcto! Deveriam ter oferecido o peixe, observação nossa)

A polícia devia ter sido mais firme em Matosinhos?

Provavelmente a polícia esperava que fossem respeitadas as regras do direito à greve e isso não extravasasse nalguma destruição. Não era necessário ter chegado aí. O sector sabe o queremos fazer. Nós temos, para as pescas, qualquer coisa como 324 milhões de euros e não vamos aplicar esse dinheiro como no passado. A Comissão Europeia quer que se abata frota (bold feito por nós), porque a sustentabilidade dos recursos assim o exige (a sério?! questão colocada por nós). Durante muitos anos pescou-se de mais e há espécies que estão em risco. Infelizmente foi esta a mensagem que Bruxelas decidiu reforçar no dia da greve em quatro países onde a pesca é importantíssima. E a resposta do Governo português é "não". Nós não queremos destruir o sector das pescas nacional. Queremos dar-lhe sustentabilidade. Sabemos que face à disponibilidade do mar não há lugar para todos. Temos de ajudar alguns a sair, a reconverterem-se, de apoiar algumas populações piscatórias que têm muita tradição na pequena pesca artesanal, complementando o rendimento desses pescadores com outras actividades que não têm a ver com a pesca. Temos ainda de ajudar os que vão ficar a ganhar uma dimensão que lhes permita sobreviver e ganhar competitividade a prazo. Jaime Silva (entrevista ao DN e à TSF)