2008/06/08

Ciclo Tecnologia e Inovação no Cinema

A Cinemateca Portuguesa promoveu um interessante ciclo de cinema subordinado ao tema tecnologia e inovação. Todos os filmes foram precedidos por uma dissertação de Tom Schatz*, com perguntas e respostas, Schatz que é um dos mais importantes historiadores do cinema e que esteve em Portugal a convite da Universidade Nova de Lisboa, onde dirigiu um curso de Verão.

O ciclo começou com o icónico Matrix (1999), dos irmãos Wachowski, e terminou, sexta-feira, 6 de Março, com o clássico 2001: A Space Odyssey (1968), de Stanley Kubrik. Foi possível ver-se um curioso filme que nunca tinha sido exibido anteriormente em Portugal: Bad Day at Black Rock (1954), de John Sturges.

* Thomas Schatz is a film professor at the University of Texas at Austin and the author of four books on Hollywood, including ‘‘The Genius of the System’’. In "Cowboy Business", nytimes.com, 2007/11/10


Alexander Zemlinsky (1871-1942)

Não é muito simpático para alguém que dedicou grande parte da sua vida à composição ficar para a posteridade apenas pelo facto de ter sido professor de Arnold Schoenberg (1874-1951), mas foi mais ou menos isso o que aconteceu com Alexander Zemlinsky (1871-1942). Zemlinsky nasceu em Outubro de 1871 em Viena, a cidade capital da música, berço da 2ª Escola de Viena; só que, apesar de ter de certo modo preparado o terreno para Schoenberg, Alban Berg (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945), Zemlinsky nunca se rendeu à atonalidade, e esta passagem ao lado da modernidade contribuiu em muito para o facto de a sua música apenas ter começado a ser regularmente interpretada no último quartel do século XX, umas boas dezenas de anos após a sua morte, portanto.

Mal adaptado ao ambiente vienense, Zemlinsky viveu em Praga entre 1911 e 1927, e é desse período que datam algumas das suas obras mais importantes. De entre elas destaca-se a Sinfonia Lírica que, como o nome diz e um pouco à moda de Gustav Mahler (1860-1911), combina os géneros sinfónico e vocal. O próprio compositor não fez segredo do seu modelo inspirador e, em Setembro de 1922, escreveu ao seu editor (*): "This Summer I've written something along the lines of The Song of the Earth. I haven't got a name for it yet. It consists of seven related songs for baritone, soprano and orchestra, to be played without a break". Zemlinsky baseou-se em poemas de Rabindranath Tagore (1861-1941) que, ao ganhar o Prémio Nobel da Literatura em 1913, tornou-se no primeiro laureado do continente asiático. A Lyrische Symphonie foi estreada pelo autor, em Praga, no dia 4 de Junho de 1924. In desnorte.blogspot.com, Junho 04

(*) All Music Guide to Classical Music, Backbeat Books, 2005


Om Mani Padme Hum

Om mani padme hum é possivelmente o mantra mais famoso do Budismo; o mantra de seis sílabas do bodhisattva da compaixão: Avalokiteshvara.

De origem indiana, de lá foi para o Tibete. É o mantra mais entoado pelo budistas tibetanos.

Om Mani Padme Hum.

Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses [isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores]. Este sofrimento vem do orgulho.
Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles etc., e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou ódio.
Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra). Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.No Hinduísmo:
O Om (ॐ) é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do infinito e a semente que “fecunda” os outros mantras. O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. “Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons” (VIII). In raivaescondida.wordpress.com, Junho 8th
O combate à pedofilia em Espanha e em Portugal

Ao contrário de Portugal, onde se protegem os pedófilos e se desculpam os pederastas homófilos (por, ainda que criminosos, não poderem ser discriminados negativamente...), informa o CM de ontem, 4-6-2008, e El Mundo de 3-6-2008, que o Estado espanhol aprovou a criação de um Registo Nacional de Pederastas. Espanha não está livre de pedofilia, mas há uma diferença de atitude que importa sublinhar.

Agora que, inclusivamente dentro do próprio Partido Socialista (veja-se o Comício Festa da Esquerda de 3-6-2008), já se compreendeu, que o socialismo socratino tem um epílogo marcado para o Outono de 2009, um fim iniludível provocado pela crise económica estrutural em que afundou ainda mais o País, agravada pelo terceiro choque petrolífero que abana o mundo não produtor de petróleo, acredito eu, e o resto do povo - com excepção da controleira rede pedófila -, que uma das prioridades do próximo Governo e do próximo Parlamento deve ser o combate do Estado face à pedofilia, definindo e executando uma política nacional contra o abuso sexual de menores. Nessa linha redentora do Estado, a criação de um Registo Nacional de Abusadores é uma das medidas políticas indispensáveis.

Não há crime mais aviltante do que o abuso sexual de crianças e adolescentes. Não pode haver regeneração do Estado sem a limpeza da mancha negra da rede pedófila. A dignidade do Estado tem de ser redimida desse Horror.

Abaixo, de caminho, relembro algumas das medidas políticas de prevenção e repressão dos abusos sexuais de crianças em Portugal que propus numa conferência organizada no ISCTE em 18-11-2004 e que faltam executar:

1. Reforma contra a pedofilia do sistema político português:
• Apresentação de um Código de Conduta contra a Pedofilia a subscrever pelos partidos políticos e outras organizações de poder
- Afastamento dos pedófilos das listas de candidatos, dos postos de direcção, dos cargos do Estado e das listas de militantes
• Afastamento dos políticos actualmente suspeitos de pedofilia
• Demissão do Estado dos funcionários condenados por pedofilia
• Pacto de não amnistia dos crimes de pedofilia, a subscrever pelos partidos e Presidente da República

2. Criação de um organismo estatal de protecção de crianças abusadas (que inclua também a reforma do Instituto de Apoio à Criança e das Comissões de Protecção dos Jovens em Risco):
• Centralize informação
• Distribua as crianças pelas instituições de acolhimento
• Supervisione a sua recuperação e integração
• Acompanhe a sua reintegração familiar ou a sua adopção, inlusão na escola e no trabalho

3. Criação da Fundação Criança, com financiamento público e privado, para:
• promoção do bem-estar das crianças
• promoção de acções de desenvolvimento de comunidades e instituições atingidas pelo flagelo
• realização de eventos e campanhas nacionais contra a pedofilia
• recolha de informação sobre os locais, angariadores e pedófilos
• realização de estudos sobre a protecção e valorização das crianças e a prevenção e luta contra os abusos
• estabelecimento de parcerias com organismos internacionais contra a pedofilia

4. Modificação da legislação sobre a pedofilia – Código Penal e Código do Processo Penal, etc.
• definição da pedofilia como crime público, mesmo fora da família
• supressão do prazo limite para apresentação de queixa sobre abusos pedófilos
• estabelecimento de penas de afastamento dos pedófilos face aos menores abusados
• registo central dos pedófilos condenados e sob investigação
• endurecimento das penas
• obrigação de tomada de declarações para memória futura para as crianças abusadas
• deposição, em julgamento, somente através de videoconferência
• pena acessória de expulsão de território nacional, após cumprimento de pena, dos pedófilos estrangeiros aqui condenados
• responsabilização das organizações da sociedade civil (empresas, associações, igrejas, etc.) pela denúncia obrigatória às autoridades de abusos pedófilos praticados por funcionários seus
• registo de residência dos pedófilos condenados

5. Criação de uma Unidade Anti-Pedofilia na Polícia Judiciária, com a obrigação de investigar todas as denúncias feitas nas esquadras locais e organismos policiais

6. Criação de um Centro de Tratamento da Pedofilia, encarregado de organizar, tratar e acompanhar pedófilos, bem como pessoas que sintam esse impulso

7. Realização de uma conferência internacional contra a pedofilia

Em vez disso, assistimos, com repulsa, a uma maior desprotecção estatal das crianças e inclusivamente ao desprezo por este governo da aplicação da reforma da Casa Pia - ver CARNEIRO, Roberto, BRITO, Alberto, CARVALHO, Álvaro, SAMPAIO, Daniel, ROCHA, Dulce, GOMES-PEDRO, João, AZEVEDO, Joaquim, ROQUETTE, José, ALMEIDA, Leandro, Casa Pia de Lisboa - Um Projecto de Esperança: Relatório Final do Conselho Técnico-Científico, Principia, 2005 - tal como proposta pelo Conselho Técnico-Científico criado ainda pelo ministro Bagão Félix.

Espero que a Rede de Cuidadores possa assegurar progressivamente, mediante o apoio financeiro e de voluntariado da sociedade civil, algumas destas funções que o Estado negligenciou.

Pós-Texto: A nossa comentadora Curiosa veio acrescentar a esta lista de medidas políticas a tomar para fazer face ao flagelo da pedofilia, negligenciada em Portugal, o seguinte:

o
"supressão da adenda ao n.º 3 do art. 30.º" («salvo tratando-se da mesma vítima») do Código Penal de 2007, relativa ao concurso de crimes e crime continuado;
o
"a constância perpétua de crimes de pedofilia e abuso sexual de menores no cadastro;
o
ser obrigatório a apresentação de cadastro para profissões ligadas à infância, quer no sector público quer no privado;
o
penalização legal de pessoas que tenham conhecimento de actos pedófilos e de abusos sexuais e que não os tenha denunciado judicialmente;
o
acesso da população ao registo de residência dos pedófilos condenados"

Actualização: este post foi actualizado às 9:58 de 6-6-2008 com a inclusão de medidas políticas sugeridas pela nossa comentadora Curiosa. In doportugalprofundo.blogspot.com, 6/05/2008, 10:27:00 AM


Comentário: acho curioso estas propostas terem sido feitas no ISCTE.


Defesa das funções sociais do Estado

Em todo este processo uma coisa é cada vez mais clara embora ainda não seja compreendida por todos. O que se está a verificar na Administração Pública é fundamental, não só para os seus trabalhadores, mas para todos os portugueses, que acabarão também por sofrer as consequências a nível dos serviços públicos prestados à população. Quem se dê ao trabalho de analisar com um mínimo de rigor e profundidade a legislação que tem sido publicada por este governo destinada a Administração Pública nestes últimos anos e aquela que este governo ainda pretende aprovar e publicar, cujo conteúdo é já conhecido, concluirá rapidamente que o acesso geral e em condições de igualdade aos serviços públicos essenciais (educação, saúde, segurança social, etc.), por parte da população e, nomeadamente, dos trabalhadores será profundamente afectado e diminuído. O que se está já verificar no campo da saúde e da educação são os primeiros sintomas de uma situação grave que este governo está a criar na Administração Pública.

É importante a luta contra o Código do Trabalho, e contra as alterações para pior que este governo quer introduzir nele. Mas não é menos importante, e isso é por vezes esquecido, a necessidade de incorporar naquela luta, com idêntico grau de importância e visibilidade, a luta contra o Regime do Contrato de Trabalho em Funções e Públicas e das leis que estão associadas a ele, porque o que está em causa não é só os direitos e interesses legítimos de mais de 700.000 trabalhadores da Administração Pública mas a defesa das funções sociais do Estado, vitais para toda a população. Eugénio Rosa In sprc.pt, "25 Perguntas e 25 Respostas"


O vínculo

O vinculo de nomeação é vital para qualquer Administração Pública. É por essa razão que em muitos países da União Europeia ele se mantém. E não é apenas porque dá segurança aos respectivos trabalhadores, como os seus críticos afirmam chamando "contrato vitalício". O vinculo de nomeação é vital na Administração Pública porque a segurança que ele dá ao trabalhador permite a este prestar aos cidadãos os serviços públicos essenciais em condições de igualdade, já que o defende contra a chantagem e as pressões ilegítimas, contra o arbítrio e compadrio de chefias politicas e partidárias. idem
Não queremos esta Europa!

Houve umas coisas a passar-se em Matosinhos e mesmo no Algarve

Algumas pessoas criticaram-me por ter reagido. Disseram que estava a fazer chantagem. Mas o que eu estava a dizer é que é inconcebível que se invada propriedade privada e se destrua peixe quando há gente sem dinheiro para se alimentar devidamente. (Correcto! Deveriam ter oferecido o peixe, observação nossa)

A polícia devia ter sido mais firme em Matosinhos?

Provavelmente a polícia esperava que fossem respeitadas as regras do direito à greve e isso não extravasasse nalguma destruição. Não era necessário ter chegado aí. O sector sabe o queremos fazer. Nós temos, para as pescas, qualquer coisa como 324 milhões de euros e não vamos aplicar esse dinheiro como no passado. A Comissão Europeia quer que se abata frota (bold feito por nós), porque a sustentabilidade dos recursos assim o exige (a sério?! questão colocada por nós). Durante muitos anos pescou-se de mais e há espécies que estão em risco. Infelizmente foi esta a mensagem que Bruxelas decidiu reforçar no dia da greve em quatro países onde a pesca é importantíssima. E a resposta do Governo português é "não". Nós não queremos destruir o sector das pescas nacional. Queremos dar-lhe sustentabilidade. Sabemos que face à disponibilidade do mar não há lugar para todos. Temos de ajudar alguns a sair, a reconverterem-se, de apoiar algumas populações piscatórias que têm muita tradição na pequena pesca artesanal, complementando o rendimento desses pescadores com outras actividades que não têm a ver com a pesca. Temos ainda de ajudar os que vão ficar a ganhar uma dimensão que lhes permita sobreviver e ganhar competitividade a prazo. Jaime Silva (entrevista ao DN e à TSF)
Sindicatos querem cobrar taxa!

É notícia de primeira página do DN e é profundamente reveladora do verdeiro carácter dos sindicalistas profissionais portugueses: com mêdo de verem aumentar o número de trabalhadores que se desindicalizam e dos que nunca se hão-de sindicalizar, querem que os trabalhadores não sindicalizados paguem uma taxa aos sindicatos cada vez que forem aumentados!

Parece anedota mas não é. Os sindicalistas portugueses sonham como o tempo da ditadura em que todos os trabalhadores eram obrigados a estar inscritos em organizações que os representavam e pagavam a respectiva quota. Ou como acontecia antes do comunismo rebentar: todos os trabalhadores tinham de estar inscritos no sindicato único, evidentemente, que falava por eles e era a legítima "correia de transmissão" entre os eles, trabalhadores, e o "partido da classe operária" que tudo determinava e tudo controlava.

Num momento em que o país vai entrar em profundas convulsões e o PS se arrisca a perder a eleições, o surgimento desta situação não é inocente: os sindicatos com isto procuram desviar os trabalhadores da sua mobilização espontânea à margem dos sindicatos que, genericamente, não querem que o PS perca as eleições. Estão medrosos que o movimento lhes saia do estrito controle, passando eles, sindicalistas, a figuras de sexto plano, dispensáveis pelo "sistema". É este o verdadeiro mêdo dos sindicalistas profissionais portugueses. Têm mêdo, depois de anos, dezenas de anos, sem trabalharem (bem... a "trabalharem" representando os trabalhadores nas reuniões com as entidades patronais...), terem de regressar às suas profissões de origem.

Mas é isso que lhes vai acontecer. Depois desta proposta imunda, milhares de trabalhadores irão abandonar os sindicatos e ir-se-ão organizar em movimentos e comissões não controláveis pelos profissionais sindicalistas. A lei diz que são os sindicatos que representam os trabalhadores? A lei muda-se. Não há leis imutáveis, muito menos uma lei deste calibre que parece ter saído do punho dos interessados: os sindicalistas profissionais. Porque raios e coriscos uma associação profissional de trabalhadores, um movimento profissional, não pode ser o "legal" representante dos seus associados? Esta lei corresponde à mesma mentalidade fascista e tacanha que faz com que Portugal seja o mais atrasado e pobre da UE, exceptuando os terceiro-mundistas Roménia e Bulgária. Mas é patético que Portugal, nesta altura do campeonato, já só se possa comparar com aqueles Estados espúrios.

Os professores, nomeadamente, têm uma consciência viva e actual do real papel dos sindicatos e sindicalistas pagos pelo sistema. Portanto os professores ir-se-ão organizar nos seus movimentos independentes, que já estão dar passos para a coordenação nacional. O futuro dos sindicalistas profissionais portugueses é voltarem ao trabalho. Ao que exerciam antes de serem profissionais dos sindicatos.


UGT defende, CGTP acha que sim

Num documento apresentado na última reunião da Concertação Social, a UGT "defende a previsão legal da possibilidade de uma convenção poder fixar que da adesão individual ou de uma extensão possa resultar um pagamento por parte das empresas e trabalhadores não filiados". Ao DN, o secretário-geral da UGT, João Proença, disse que "estamos numa situação lamentável em que quem financia a contratação colectiva são os trabalhadores sindicalizados quando esta beneficia também os restantes. Na prática, é um incentivo à desindicalização".

Esta opinião é partilhada por Joaquim Dionísio, dirigente da CGTP e o mais destacado especialista da central sindical nas questões jurídicas. "Faz todo o sentido. Se os contratos colectivos beneficiam todos os trabalhadores, não devem ser apenas os sindicalizados a financiá-los". Porém, Joaquim Dionísio sublinha que a CGTP não tem posição sobre esta matéria: "Nós nunca discutimos internamente o assunto."
...
Dúvidas constitucionais

A pretensão da UGT é considerada "justa" pelos especialistas contactados pelo DN, mas estes alertam para a difícil aplicabilidade da medida e eventuais inconstitucionalidades. Monteiro Fernandes, que presidiu à comissão técnica do Livro Branco, entende que esta medida apenas seria praticável se tivesse um carácter automático mas, nesse caso, chocaria com a Constituição. Isso mesmo é confirmado por Bernardo Xavier, professor da Universidade Católica: "A nossa Constituição está formulada em termos que dificilmente seriam compatíveis com o cânon de negociação." Em causa estão os princípios da liberdade sindical - "nenhum trabalhador pode ser obrigado a pagar quotizações para sindicato em que não esteja inscrito" - e o da independência dos sindicatos - "devendo a lei estabelecer as garantias adequadas dessa independência".

No entanto, estas inconstitucionalidades poderiam eventualmente ser ultrapassadas caso a adesão fosse individual e voluntária. Aliás, isso mesmo consta de um acórdão de 2003 do Tribunal Constitucional, onde se defende "a possibilidade de os signatários da convenção aprovarem norma que torne a sua aplicação a não filiados dependente do pagamento de uma determinada importância a título de custos de negociação ('cânon de negociação', como é designada em Espanha)". In dn.sapo.pt, 08.06.08


E assim ficaria tudo canonizado...

Mas não são só os sindicatos que estão interessados no chamado cânon de negociação. A mais influente confederação patronal do País, a CIP, mostra abertura à ideia e reclama o mesmo direito para os representantes dos patrões. "Quando o assunto for considerado, tem de ser em toda a sua abrangência", ou seja, também as associações patronais poderão cobrar às empresas para que estas beneficiem das disposições da contratação colectiva. idem

2008/06/07


Um tal Pinto de Sousa que destruiu o país

Deixou um Portugal caótico, indefeso e fraco. (V.P.Valente)

Destruiu, nomeadamente, a educação, sector vital para o crescimento e consolidação de qualquer nação, colocando uma ministra mentirosa - porque omitiu que foi professora primária - a atacar, com a persistência e crença de uma psicótica, os professores. Que são dos poucos, em Portugal, que de facto se esforçam e vão detectando, e sinalizando, aberrações e atrocidades que acontecem nos lares de muitas crianças e adolescentes.

Há que julgar e condenar os responsáveis pela destruição do país!


Suscitaria uma revolução

A reforma das administrações públicas é um traço comum a muitos países da União Europeia, mas a representante da Federação Europeia dos Sindicatos da Função Pública (EPSU), Nadja Salson, não hesita em classificar a que está em curso em Portugal como "a mais radical". Em declarações ao DN, aquela dirigente francesa - que representa 215 sindicatos e 8 milhões de funcionários - considera que "a simples ideia de colocar à força milhares de trabalhadores numa lista de excedentários com salário reduzido, seria impensável na França". E pergunta: "Será que o resto dos portugueses aceitam ter milhares de funcionários em desemprego técnico e a receber salário?"

Nadja Salson considera que a intenção do Governo português só encontra algum paralelo no plano do Reino Unido, que "pretende reduzir cerca de 50% dos funcionários estatutários nos próximos cinco anos, mas, ainda assim, com indemnizações negociadas".

Leitura semelhante faz o secretário nacional da Confederação dos Sindicatos Cristãos, Jean-Paul Devos, para quem o que está a acontecer em Portugal "suscitaria uma revolução na Bélgica". Aquele dirigente belga, "habituado a uma cultura de discussão, negociação e compromisso", relata o modo como foram feitos alguns ajustamentos na administração pública do seu país. "Também tivemos uma situação de excesso de pessoal no Estado, mas a solução encontrada foi a das saídas voluntárias, em que os trabalhadores ficavam com 90% do salário e mantinham o estatuto." Sobre a figura dos chamados "supranumerários", Jean-Paul Devos sublinha que essa possibilidade "está prevista na lei belga desde 1937, mas nunca foi aplicada".

O mesmo responsável faz ainda uma análise crítica do sistema de "salário por mérito", segundo o qual uma parte do salário tem a ver com o mérito. "Esse sistema chegou a vigorar, mas em 2003 foi abandonado, porque se concluiu que a avaliação diz respeito não apenas aos indivíduos, mas também às organizações, não sendo justo que apenas estes sejam penalizados por um resultado de conjunto. Por outro lado, Jean-Paul Devos sustenta que a análise à experiência da Dinamarca, onde esse sistema vigora, mostra que "foram diminutos os casos de salários que evoluíram por mérito". O simples facto de a avaliação ter uma restrição orçamental já faz com que não seja objectiva. Para a EPSU "o principal combate é que se avalie não apenas a performance económica do Estado, mas também a social". Carla Aguiar In publico.pt, 29/03/2007


29 milhões/mês para escolas privadas

O Ministério da Educação (ME) transferiu para estabelecimentos de ensino particular e cooperativo e instituições sociais quase 177 milhões de euros nos últimos seis meses. Feitas as contas, mensalmente os encargos do ministério com colégios privados e instituições particulares ascendem aos 29,5 milhões de euros, numa política contestada pelos sindicatos.

Os valores relativos às transferências efectuadas pela tutela no 2.º semestre de 2006 foram publicados em Diário da República no dia 6. Os contratos de associação, fonte de receitas essencial que garante aos colégios privados elevados apoios financeiros para pagamento de professores e profissionais de apoio ou pessoal não docente, recebem a maior fatia. Tais contratos permitem que alunos carenciados possam frequentar gratuitamente os estabelecimentos de ensino privado.

Apesar de nem todas as direcções regionais de Educação discriminarem o destino das verbas transferidas, o certo é que o valor pago serve igualmente para garantir os contratos de desenvolvimento e cooperação, cobrir as despesas com a generalização do ensino do Inglês no 1.º Ciclo, manter verbas para contratos de patrocínio, despesas com residências de estudantes, bolsas de mérito, acção social escolar e gastos com manutenção dos refeitórios.

A Direcção Regional de Educação de Lisboa transferiu para os estabelecimentos da sua área 63 203 637,54 euros enquanto a Direcção Regional de Educação do Norte fez pagamentos no valor de 49 329 909,47 euros. Dos dez estabelecimentos de ensino privado que receberam maior apoio do Estado cinco pertencem à região de Lisboa, quatro à zona de Porto e Braga e só um pertence à região centro.

A crescente entrega de verbas pelo Estado ao ensino particular é contestada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof). Mário Nogueira, secretário-geral desta estrutura sindical, sublinha que “enquanto são aplicados cortes no investimento público cresce o investimento no ensino privado com a ocorrência de algumas ilegalidades”. O professor (M. Nogueira é sindicalista profissional há cerca de 18 anos, nota deste blog) indica que uma situação contestada é o Colégio de São Martinho, em Coimbra, que está a menos de quatro quilómetros de duas escolas públicas e é financiado pelo Estado. Mário Nogueira acrescenta que, com o encerramento de milhares de escolas do Ensino Básico, “surge uma política de dois pesos e duas medidas em que há estabelecimentos particulares de ensino, cujas verbas aumentam mais de cem por cento ao ano”.

ESCOLAS DE RESULTADOS FRACOS

Nem sempre uma maior transferência de verbas para o ensino privado é sinal de bons resultados no final do ano lectivo. Das dez escolas privadas que receberão as transferências mais elevadas do ministério, só duas ficaram nos cem primeiros lugares do ranking das melhores escolas do País, elaborado pelo CM em 2006 no seguimento dos resultados nos exames nacionais.

Apesar de o Colégio São João de Brito, em Lisboa, ter alcançado o primeiro lugar na tabela CM e de por si só ter recebido verbas no valor de 899 mil euros, o certo é que as transferências estão bem longe dos 13 milhões recebidos pelo Colégio Miramar, de Mafra. Em 599 escolas contabilizadas, cinco estão acima do 200.º lugar e situam-se entre as escolas menos bem avaliadas dos seus distritos: Colégio Santa Maria de Lamas (205.º), Escola Salesiana de Manique (208.º), Instituto Educativo D. João V (322.º), Escola Cooperativa Vale S. Cosme (402.º) e Didáxis Soc. Cooperativa de Ensino (424.º).

REGIÃO SUL RECEBE MENOS DINHEIRO

A região Sul do País foi a mais penalizada na hora de fazer as contas: no total, para o Algarve e Alentejo apenas foram transferidos 5 092 118,35 euros, 12 vezes menos das verbas transferidas só para a Direcção Regional de Educação de Lisboa. Aliás, o Algarve, para onde foram encaminhados 1,260 milhões de euros, recebeu o mesmo montante transferido para uma única escola de várias regiões mais a norte.

Além disso, o Alentejo só tem uma instituição a receber mais de um milhão de euros (Colégio Nossa Senhora da Graça – 1 422 660). No Algarve, nenhuma das instituições de ensino ou sociais recebe verbas acima desse montante. O valor mais elevado foi recebido pela Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral, com 114 496,81 euros.

OS DEZ MAIS

1- Colégio Miramar (Mafra), 13 458 888,14 euros
2- Colégio Liceal Santa Maria de Lamas (Feira), 4 976 306,32 euros
3- Didáxis Soc. Coop. de Ensino (2 filiais Famalicão), 4 456 932,14 euros
4- Externato de Penafirme (Torres Vedras), 4 041 899,14 euros
5- Externato Cooperativo da Benedita (Alcobaça), 3 737 326,54 euros
6- Escola Cooperativa Vale S. Cosme (Famalicão), 3 559 313,23 euros
7- Escola Salesiana de Manique (Cascais), 3 434 207,64 euros
8- Alfacoop Coop. Ensino de Alvito (Braga), 3 276 677,47 euros
9- Externato João Alberto Faria (Arruda dos Vinhos), 3 135 527,05 euros
10- Instituto Educativo D. João V (Pombal), 966 857,99 euros

NÚMEROS

176 923 608,339 euros foi o total de verbas transferido pelo ME para colégios e instituições privados durante o segundo semestre de 2006.

63 203 637,54 euros foi o valor encaminhado pela tutela para as escolas da Direcção Regional de Educação de Lisboa.

157 400 euros foi o valor que a Know How, empresa da escritora Maria João Lopo de Carvalho, recebeu para o ensino de Inglês.

1 260 017,35 euros foi o valor atribuído pelo ministério às instituições sociais e escolas da região algarvia, a menos afectada pelas verbas. Diana Ramos com J.S. In correiodamanha.pt, 10 Junho 2007, 00h00
Os facínoras de Myanmar
Sondagens à maneira

O arrastão tem para lá umas sondagens do Expresso/Sic/Renascença com o PS a ganhar por 41%, e a observação-conclusão fantástico-maravilhosa de que a esquerda mantém a maioria.

O autor daquele blog parece ignorar (claro que não ignora porque lê os comentários antes de os tornar, ou não, visíveis) o estudo da Marktest, que é uma empresa especializada e reconhecida na elaboração de sondagens e estudos de mercado, ao contrário dos media que fizeram a sondagem que lá aparece. Mas genial-genial é o facto do autor do arrastão, que é do Bloco de Esquerda, fazer aquela observação delirante em que mete o Sousa no saco da esquerda.

Porreiro, pá! É o único comentário que me ocorre...


Sousa com quebra acentuada

Os dados do Barómetro Político Marktest de Maio revelam uma descida acentuada na imagem de José Sócrates, que é agora o líder político com pior saldo de imagem.

De acordo com os dados do Barómetro Político da Marktest, José Sócrates, primeiro-Ministro e líder do PS, foi em Maio, dos líderes partidários com assento parlamentar, aquele que obteve o saldo de imagem mais baixo, com -25%, apresentando o pior resultado de sempre.

Para além da quebra de quase 11 pontos percentuais no saldo de imagem de José Sócrates, o Barómetro de Maio veio também revelar uma forte quebra nas intenções de voto no PS, bem como no índice de expectativa, que assumiu este mês o valor mais baixo de sempre.

A José Sócrates, seguiu-se Luís Filipe Menezes, à data líder demissionário do PSD, com um saldo de -19.8% e Paulo Portas, que, apesar da ligeira subida, não foi além de -17%.

Os únicos líderes partidários com um saldo de imagem positivo foram Francisco Louçã (Bloco de Esquerda) e Jerónimo de Sousa (PCP), revelando assim que os portugueses classificam maioritariamente de forma positiva as suas actuações.

Jerónimo de Sousa obteve a segunda melhor classificação, com um saldo de imagem de 7.1%, o que significou um aumento mensal de 16.1%.

Francisco Louçã obteve novamente o saldo de imagem mais elevado, com 12.7%, mais 13.8% do que o registado em Abril.

O Presidente da República, Cavaco Silva, apesar da quebra mensal de 8.7%, manteve-se como o político com melhor imagem, apresentado em Maio um saldo de 46.1%.idem

Ficha técnica: http://www.marktest.com/wap/a/p/s~5/id~e9.aspx


61% dos portugueses informam-se pela Internet

Segundo os resultados de um novo estudo da Novadir, 61% dos portugueses informam-se pela Internet.

São já 61% os que se informam pela Internet, embora os meios tradicionais ainda façam parte do dia-a-dia dos portugueses.

A presença diária dos meios tradicionais mantém-se e o consumo de todos os tipos de media desenvolve-se de uma forma transversal, cada um com um papel e uma importância específica na cadeia de comunicação das marcas com o consumidor, não obstante o facto de se assistir a um forte dinamismo da internet como meio de consumo. Esta é uma das principais conclusões do "Observatório News" da Novadir.

O "Observatório News" é um projecto multicliente regular da Novadir sobre hábitos e comportamentos de consumo de media, em geral, e aprofundamento do consumo de media dos newspapers e newsmagazines generalistas. Este estudo conta com 2.045 entrevistas realizadas junto de uma amostra de consumidores de meios.

... mas é a Televisão que tem mais impacto nas marcas e as leva a mais pessoas

A Televisão é o meio que continua a ter o maior número de utilizadores diários, com destaque para o fim-de-semana, independentemente do número de horas dedicado, e assume-se como um meio transversal, ou seja, com elevada penetração em todas as variáveis sócio-demográficas. Este meio apresenta-se também como o de maior impacto para o conhecimento das marcas.

A Rádio, que aparece logo a seguir à Televisão (77% de penetração), assume forte expressão durante a semana, perdendo posicionamento durante o fim-de-semana, sendo também um meio de consumo muito homógéneo.

Os consumidores estão a ler mais jornais

Os jornais apresentam-se como o 3º meio privilegiado de consumo (66% lêem jornais, independentemente da sua periodicidade) e com tendência crescente de consumo: "37% dos consumidores afirmam que lêem mais jornais do que há dois anos", sendo os homens os que apresentam maior afinidade com este meio. Não obstante este posicionamento como 3º meio de maior penetração de consumo, apresenta um menor número de utilizadores diários (heavy users) do que a internet.

Apesar de continuarmos a assistir ao crescimento dos canais de comunicação "tradicionais", verificamos que os chamados new media começam a ganhar uma importância acrescida: a Internet, que surge no nosso País apenas em meados da década de 80, assume uma penetração de consumo regular de 61%, sendo durante a semana que este meio apresenta a sua maior expressão e, inclusive, cerca de 75% referem que consomem actualmente mais internet do que há dois anos, o que reflecte a importância crescente deste meio, não obstante o facto de se apresentar ainda como mais discriminante junto das classes sociais mais altas e junto de consumidores mais jovens.

As revistas, meio "tradicional" até há algum tempo próximo dos jornais, surge como o 5º meio de consumo, com menos de metade dos entrevistados a referir que lêem revistas de forma regular e inclusive 20% refere que lê menos revistas do que há dois anos. São as mulheres o target de maior afinidade com este meio.

Ficha Técnica:
Estudo realizado pela Novadir, junto de uma amostra de 2.045 entrevistas válidas, proporcional ao universo composto por indivíduos entre os 16 e os 65 anos, residentes em Portugal Continental, consumidores de media e elegíveis para leitura de jornais e revistas, ou seja, têm de saber ler e escrever, (para um intervalo de confiança de 95% o nível de erro é de ± 2.19 pp). A informação foi recolhida por entrevista telefónica (CATI System), entre os dias 25 de Fevereiro a 27 de Março. In marktest.pt


Portugal: 2 - Turquia: 0

Ao intervalo, depois de por duas vezes a bola ter entrado na baliza dos turcos e o resultado se manter zero a zero, até parecia que a máfia turca tinha pago à máfia italiana (o árbitro era italiano) para tramarem Portugal...

Depois de muitas rasteiras e encontrões (futebol à turca), o Pepe lá salvou a honra conventual. Mais bolas à trave, falhados chapéus, coices e turcas patadas brutais, não impediram um derradeiro golo, desta vez por Raul Meireles. Muito bem!
MEPs keep 'fraud' report secret

The audit investigated the £100m spent annually on staff allowances

Euro MPs have decided not to publish a confidential audit allegedly revealing a series of abuses of staff allowances.

The report mentions no names but British MEP Chris Davies, who leaked details, described it as "dynamite".

Another UK MEP, Eluned Morgan, said the European Parliament's Budget Control Committee had been told it did not have the authority to reveal the report.

Ms Morgan told the BBC that she was asking Parliament President Hans-Gert Poettering to publish the document.

I think this is foolhardy and stupid because all it does is fuel the fires of suspicion

Chris Davies
Liberal Democrat MEP

Moves to halt EU gravy train

She said Mr Poettering had the authority to make the report public.

Ms Morgan added that she wanted him to ensure "we can look at the conclusions, pore through it and make sure that we can put systems in place to correct the problems".

The question of expenses was raised at a meeting between the parliament's president and UK Prime Minister Gordon Brown at Downing Street on Wednesday.

A Downing Street spokesman said Hans-Gert Poettering "agreed on the scale on the problem, and set out his proposals to tackle it. The prime minister called for an expeditious response."

'Embezzlement and fraud'

The EU's anti-fraud office, Olaf, has already said it will look at the report after Mr Davies claimed that what he had seen amounted to "embezzlement and fraud on a massive scale" in the £100m a year allocated to staff costs.

Mr Davies said he believed the parliamentary authorities would do everything they could to prevent the report being published.

"I think this is foolhardy and stupid because all it does is fuel the fires of suspicion. It increases the sense amongst people across Europe that the European Parliament has something to hide," he said.

The report selected a random 167 MEPs for checks and is said to give details of one MEP who took the full allowance but employed no-one, and another who had just one member of staff.

One Euro MP is said to have paid a member of staff a "Christmas bonus" worth 19 times the official's monthly salary.

Mr Davies has called for the allegations to lead to the imprisonment of a number of MEPs.

Ms Morgan agreed that those people who were not complying with the rules should be prosecuted. In news.bbc.co.uk, 27 February 2008, 18:00 GMT


France was just ahead

“France was just ahead of all the other countries in voting No. It would happen in all Member States if they have a referendum. There is a cleavage between people and governments … There will be no Treaty if we had a referendum in France, which would again be followed by a referendum in the UK.” - French President Nicolas Sarkozy, at meeting of senior MEPs, EUobserver, 14 November 2007

2008/06/06

A GRANDE (des)ILUSÃO À BEIRA DO FIM

The Irish are the voice of all citizens of Europe

We are free and proud citizens of free and sovereign European countries. We, and our possessions, can move freely throughout the other sovereign European countries. We don’t need to be citizens of a single, and militarily powerful, federative state called Europe. WE DO NOT WANT TO BECOME CITIZENS OF THE UNITED STATES OF EUROPE. What makes Europe great is not the uniformity of Europeans but rather their diversity and differences.
In notolisbontreaty.blogsome.com

Graças ao Durão, claro...

Barroso warns we'll all pay price if Lisbon rejected

Ireland and the rest of Europe will ‘pay a price' if they vote ‘No' to the Lisbon Treaty referendum, stressed European Commission President Jose Manuel Barroso last night. Pat Holland In theirishworld.com, 27/05/08


Portugal «obrigado a devolver milhões»

A Comissão Europeia quer que o Governo português devolva os apoios comunitários concedidos a todos os concursos públicos de fornecimento de tecnologias de informação realizados através da central de compras do Estado, pela maior parte do tempo em que vigorou o QCA III, refere a imprensa.

De acordo com o jornal Público desta sexta-feira, Bruxelas considera que os contratos de fornecimento de um período que vai de Fevereiro de 2002 a Fevereiro de 2006 são «irregulares».

O QCA III (3º Quadro Comunitário de Apoio) vigorou de 2000 a 2006. A identificação dos montantes e dos concursos em causa «está a ser apurada, mas apenas uma estimativa parece ser consensual: a administração central compra, pelo menos, 100 milhões de euros em tecnologias de informação anualmente», refere o jornal. In diariodigital.sapo.pt, 06-06-2008, 7:56


65%

Lisboa, 06 Jun (Lusa) - A população desempregada aumentou 65 por cento em cinco anos, passando de um total de 270,50 mil indivíduos, em 2002, para 448,60 mil, em 2007, segundo "O País em Números" do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A taxa de desemprego passou assim de 5 por cento, em 2002, para 8 por cento, cinco anos depois, refere a edição deste ano de "O País em Números".

Esta evolução verificada nos últimos anos começou a denotar alguma tendência de inversão no primeiro trimestre deste ano, com a taxa de desemprego a situar-se nos 7,6 por cento, menos 0,8 pontos percentuais que nos primeiros três meses de 2007.

Esta descida da taxa de desemprego, em termos homólogos, foi a mais acentuada desde 2000.

De acordo com a edição do INE, o aumento do desemprego afectou tanto os homens como as mulheres, apesar do desemprego atingir mais o sexo feminino com um peso no total da população desempregada de 56 por cento, em 2002, e de 57 por cento, em 2007.

No período em análise (2002-2007), o desemprego aumentou 68,8 por cento, no caso das mulheres, e 62,1 por cento, no caso dos homens.
The End?
Portugal acusado de favorecer tráfico de pessoas

As punições dos tribunais portugueses são "inadequadas", refere o Departamento de Estado americano. Dos 65 acusados em Portugal em 2006, apenas 49 foram condenados e só oito cumpriram prisão, 38 tiveram pena suspensa e três foram multados. Portugal é um país de destino e de trânsito para mulheres, homens e crianças traficadas a partir do Brasil, Ucrânia e Moldova para exploração sexual. In Global, 6 de Junho, pag 5


Criminosos sem castigo

Não há palavras para qualificar o que se passa na Birmânia e a falta de acção internacional "decente" para acabar com esses tiranos, que não são de opereta porque o terror, a miséria, o trabalho escravo, os mortos são bem reais, desde há 46 anos. E para que serve o Tribunal Penal Internacional se facínoras como os de Rangum não são julgados, ou, no mínimo, não se faz tudo para que o sejam? José Carlos Vasconcelos In Visão, 15 de Maio, pag 48

Comentário: sim, para que serve o TPI? O TPI que aparenta ser "indomável" em relação ao que acontece na Europa (fiquemo-nos, neste momento, pelo aparenta...), fecha sistematicamente os olhos ao que acontece fora dela. Em África, por exemplo, Mugabe (que foi convidado de Portugal na cimeira Europa/África) há dias mandou prender Morgan Tsvangirai e outros dirigentes da oposição que andavam em campanha para a segunda volta das eleições presidenciais. Para que serve o TPI? Serve para o habitual folclore à volta dos direitos humanos na Europa. Para a Europa mostrar ao mundo que tem valores elevados e os faz cumprir...


Uma simples ilustração:

em 2000, o número de mortes relacionadas com os combates em Burma não era superior a quinhentos, mas o número de "deslocados internacionais" - largamente devido às actividades do exército de Myanmar - era de cerca de um milhão. Margareta Sollenberg citada por Eric Hobsbawm In Globalização, Democracia e Terrorismo, pag 44 (editorial presença)


Títulos que fascinam ;)

“RTP 1 com lucros de dois milhões”

in Correio da Manhã
04 Junho 2008

“Estado prevê pagar mais de 480 milhões à RTP”

in IOL Diário
23-05-2008

“No ano passado, a RTP recebeu no total 314,9 milhões de euros, no total das três fontes de financiamento: a indemnização compensatória paga pelo Estado, a receita com a contribuição para o audiovisual paga pelos portugueses na factura da luz e a publicidade.”

Pelas contas do Sr. “Engenheireiro”, 315 milhões correspondem a quase 1% de IVA. Como ele, coitado, diz não saber onde cortar na despesa para poder baixar impostos, fica aqui mais uma sugestão(zinha)… à borla. E quando precisar de mais é só dizer. ;) Doe, 6 Junho às 11:12 In blasfemias.net (comentários)


Depois disto:

European Parliament to ban Eurosceptic groups

Plans to eliminate Eurosceptics as an organised opposition within the European Parliament are expected to be agreed by a majority of MEPs this summer.

The European Union assembly’s political establishment is pushing through changes that will silence dissidents by changing the rules allowing Euro-MPs to form political groupings.

Richard Corbett, a British Labour MEP, is leading the charge to cut the number of party political tendencies in the Parliament next year, a move that would dissolve UKIP’s pan-European Eurosceptic “Independence and Democracy” grouping.

Under the rule change, the largest and msot pro-EU groups would tighten their grip on the Parliament’s political agenda and keep control of lavish funding. Bruno Waterfield In telegraph.co.uk, 6:53PM, 27/05/2008

Só me resta colocar-me ao lado dos que pedem aos Irlandeses para dizerem Não ao Tratado de Lisboa.

2008/06/05

Desprezo pela vida

Vários alunos de uma escola da Musgueira estão a cortar o trânsito na zona em protesto contra a morte de uma estudante após um atropelamento junto ao estabelecimento escolar.
...
«Queremos passadeira» e «queremos luto» foram algumas palavras gritadas pelos estudantes depois do silêncio, isto após as ordens do Conselho Directivo da escola que pretendia que os alunos não saíssem da escola. In tsf.sapo.pt, 5 de Junho, 10:50

Comentário: o código penal do PS tem de ser alterado por vários motivos graves, nomeadamente para criminalizar estes condutores bestas que, desprezando a vida, circulam a velocidades impeditivas de se deterem em caso de necessidade, independentemente de existirem ou não passadeiras. Zero de tolerância, com prisão efectiva e pesadas indemnizações, para estes sujeitos. Para além da alteração do código penal é igualmente indispensável video-vigilância nas cidades e nas estradas. Neste particular caso será de apurar as responsabilidades de um Conselho Directivo que tenta impedir os alunos de expressarem a sua indignação face à morte de uma colega, nomeadamente dos esforços que fez para a colocação da referida passadeira (infelizmente é sabido que, em Portugal, as passadeiras não evitam os atropelamentos...).


Políticas de grande sucesso

DESEMPREGO: 7,9%

INFLAÇÃO: 3,0%

PIB: 1,6%

Governo não acerta uma só previsão. Números da OCDE revêem em baixa crescimento e emprego, só inflação sobe. In Meia-Hora, 5 de Junho


Milhares de trabalhadores em protesto na capital

Milhares de trabalhadores estão concentrados na zona do Marquês do Pombal, em Lisboa, para participar na manifestação nacional da CGTP contra a proposta governamental de revisão do Código de Trabalho.

Embora o desfile ainda não tenha começado, o trânsito da Praça Marquês de Pombal e nas avenidas circundantes está cortado há mais de meia hora, dada a quantidade de pessoas que estão no local e continuam a chegar em dezenas de autocarros.
...
Manuel Guerreiro, da comissão executiva da CGTP, disse à agência Lusa que ainda é prematuro falar em número de participantes porque os autocarros continuam a chegar a Lisboa, mas «é certo que vieram muitos milhares de trabalhadores à manifestação».

O sindicalista referiu que segunda-feira, quando estavam a ultimar os preparativos para o protesto, tinham contabilizado 330 autocarros e estes não eram suficientes para transportar todos os trabalhadores que querem participar na manifestação.

«Em Aveiro e no Porto não puderam vir todos os trabalhadores que estavam inscritos porque já não havia autocarros disponíveis para alugar», avançou Manuel Guerreiro. In tsf.sapo.pt, 5 Junho, 16:06

Comentário: a CGTP gosta muito de marchas de protesto onde pode exibir o seu poder mobilizador... Ainda bem que conseguiu juntar, pelo que vi na internet, cerca de 200.000 pessoas a protestar contra o governo. Esperemos que não acabe tudo como acabou a manifestação dos 100.000 professores onde também esteve C. da Silva... Um Entendimentum e pimba. Acaba-se (ou tenta-se acabar...) com tudo.


Recicle-se

Altere os seus hábitos, recicle, reutilize e poupe.

A responsabilidade de salvar o Planeta começa em si. In Destak, 5 de Junho


Para onde foi o Ouro do Brasil?

Há meia dúzia de anos, talvez, vi um programa do Prof. José Hermano Saraiva onde ele tentava dar a resposta à pergunta:

“Para onde foi o Ouro do Brasil?”

Depois de inventariar mais ou menos a quantidade de ouro que veio para Portugal nessa altura, se não estou em erro chegou a umas 700 toneladas por ano, e de estabelecer que tínhamos então a maior quantidade de ouro da Europa, pelo menos, partiu à procura dos culpados. Não era o Rei e os seus mosteiros, porque isso representava quando muito 25% do valor oficial, sendo que muito passava debaixo do radar. Não era a corrupção, porque mesmo corrompendo pelo pais fora, sempre era um valor que entrava no pais, e não era isso que o fazia desaparecer. Acho que ainda explorava outra hipótese, mas não me lembro qual.

A conclusão era simples: gastámos tudo em chapéus.

Elaborando. Os nossos ricos pegaram no dinheiro, e compraram tecidos caros, mármores, especiarias, perfumes, tudo o que queriam e desejavam que sublinhasse o novo status adquirido. E portanto compraram. Compraram a quem vendia, que eram os mercadores da Europa.

(Flandres, Itália, devem ter visto passar muito desse Ouro. E não me espantaria que uma boa parte tivesse acabado na China, que era de onde vinham as sedas e as porcelanas e os chás, e que por ter mais ou menos nessa altura passado do papel moeda para a moeda cunhada, tinha uma grande avidez por ouro, prata e cobre.)

Em vez de investirem, criarem industrias, apoiarem ideias, estimularem o crescimento do pais, estoiraram tudo em luxos.

Soa familiar?

Quando ouço perguntar “Onde foram parar os dinheiros da CEE?”, a resposta para mim é clara: foram parar à CEE. Afinal, é lá que se fazem os Audis os Land Rovers e BMWs com que o nosso parque automóvel se renovou tão célere a partir de meados dos anos 80. L.Rodrigues In designorado.blogspot.com, 5 de Junho, 10:58 AM

Comentário: um dia cruzei-me com um tecnocrata da UE, especializado no "leste", que conhece muito bem Portugal, e agora reside na Bulgária (bom... reside em UK mas tem casa em Sófia onde também tem uma namorada e onde passa parte do ano...). Disse-me que na Roménia 17% do total dos grandes investimentos vão para "luvas". Senão não há licenças, não há nada. A verdade é que quando lá estive só vi jipes e grandes carrões, sabendo que a Roménia é basicamente um país miserável. Em Sófia fiquei atordoado com a quantidade de Aston Martins, Porches e Jaguares... Claro que a UE sabe de tudo isto e sabe muito bem que os dinheiros que para lá manda vão direitinhos para os bolsos dos mafiosos que apresentam os projectos e os aprovam. Mas, como acima foi dito, o $$$ fica dentro da própria UE e esses países ficarão eternamente agradecidos e engajados à UE. É pena que ninguém perceba que esses dinheiros estão a reforçar um sistema mafioso que oprime as pessoas, que acaba com toda e qualquer esperança de mudança e aumenta de forma imoral as desigualdades económico-sociais. Não é por acaso que a Bulgária é o país onde se verificam menos nascimentos em toda a Europa. A continuar assim arrisca-se, daqui a muitos anos, a desaparecer. De facto não vale a pena trazer crianças a um mundo de mafiosos e novos ricos, arrogantes e déspotas. Portanto... Viva a UE!

2008/06/04

Parabéns ó Bama!

Vamos torcer para que sejas o próximo presidente dos EUA e para que consigas tornar o mundo um lugar um pouco melhor, mais respirável, menos sujo e mais justo, porque esta Europa, a velha, é impotente, está "minada", não presta e não "risca" nada. Ainda bem. E o Finantial Times, que disse que a Clinton seria a próxima presidente dos EUA, que meta as suas infalíveis previsões no ... Não a queremos na vice-presidência.


Mais de um milhão

de desalojados pelo ciclone Nargis, que atingiu a antiga Birmânia, continuam sem ter comida, água potável ou abrigo, denunciaram ontem as Nações Unidas. A ONU acusa a Junta Militar no governo de nada fazer para socorrer as pessoas atingidas. In Metro, 4 de Junho, pag 7 (no fundo da página em letras pequenininhas)

Comentário: e a "comunidade internacional" continua sem tomar as medidas óbvias (deposição da junta e abertura de corredores humanitários para socorrer as vítimas), colaborando, pela inactividade, no crime que está a acontecer sob os nossos olhos. É vergonhoso!


JÁ CHEGARAM A BRUXELAS

Carros virados, danificados, contentores incendiados, vidros partidos e o fumo de petardos marcaram durante sensivelmente uma hora o ambiente do bairro comunitário de Schuman, onde por momentos indivíduos com panos a tapar o rosto «mandaram» no trânsito e fizeram questão de deixar a sua marca antes de deixar Bruxelas, sob o «olhar» de helicópteros.

«É normal reagirem assim. Eles (UE) não querem saber de nós, não fazem nada», queixava-se um dos manifestantes, Eric, um pescador francês e um dos elementos recebidos pelo chefe de gabinete do comissário europeu das Pescas, Joe Borg, de visita a Riga.

Sublinhando que nesse encontro não estiveram altos dirigentes de organizações de pescas - «só lá estivemos pescadores, a base», afirmava com orgulho -, Eric considerou incompreensível que a França não possa ajudar os pescadores, baixando os preços dos combustíveis, sob pena de sofrer sanções de Bruxelas. Diário Digital/Lusa, 04-06-2008, 15:30

Pergunta: Para que serve a UE?

Uma resposta:

«A política europeia só protege a pesca industrial», queixava-se outro pescador francês, François, que disse estar cansado de «ir para o mar para dar dinheiro ao patrão». idem


Despesa ilegal de 800 ME

"... foi detectada despesa pública irregular nas auditorias realizadas acima dos 800 milhões de euros, nos vários níveis da administração - central, regional e local", pode ler-se nesse relatório (do Tribunal de Contas). Entre as situações irregulares encontram-se pagamentos não orçamentados, pagamentos com recurso a operações específicas do Tesouro e transferências de municípios para empresas públicas municipais... In Meia-Hora, 3 de Junho, pag 3


Governo desrespeita parecer técnico

O primeiro-ministro José Sócrates (José Sousa, nota nossa), lançou ontem o concurso para a construção do troço de alta velocidade entre Poceirão e Caia, desrespeitando o parecer técnico da Comissão de Avaliação do projecto, que chumbou a secção entre Elvas e Caia. idem


FARAMALHA DEMOCRÁTICA

Como escrevi não há concertação de preços. Nem abuso da posição dominante nos combustíveis. Porquê? porque o regulador "não conseguiu" encontrar situações ilícitas na formação dos preços dos combustíveis e, é um problema que ultrapassa a dimensão nacional e ultrapassa as questões concorrenciais e, não foram encontrados indícios de que tenha havido entendimento ilícito entre duas ou mais empresas e, «não é Portugal que tem impostos mais elevados do que Espanha, é Espanha que tem impostos mais baixos do que a Europa». Assim porquê? porque “eles” – Autoridade para a Concorrência – não encontrou (indícios). Podia encontrar? Não! Porquê? porque o Estado tem uma “golden-share” na Galp e, o Américo Amorim se é o accionista de peso que é, é por "patriotismo" e, o outro grande accionista é a Sonangol e finalmente, porque não encontraram nem ninguém encontra (basta que para quem o pratica tome um pequeno número de cuidados prévios e satisfaça uma outra pequena série de práticas). In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 03


Portugueses desperdiçam água

Cada família gasta 300 mil litros de água em vão.

A DECO revela que anualmente os portugueses desperdiçam 150 metros cúbicos de água em duches e banhos prolongados. In Destak (data desconhecida)


Tribunal diz que Lobo afinal não é mau

... não deu como provado que o dinheiro que Franclim Lobo amealhou em contas off-shore e aplicou em empresas tivesse origem no tráfico de heroína. Aquele que foi considerado o "barão da droga" abandonou ontem o tribunal com o sorriso da absolvição.

"... em que Franclim foi absolvido de tráfico de droga", sentenciou a juiz presidente Elisabete Reis - recordando a decisão que o Tribunal da Relação subscreveu. In Global, 28 de Maio, pag 11


Quem luta tudo consegue quem se resigna tudo merece

O arrogante Jaime Silva, que ontem mesmo chantageava descaradamente os pescadores, está hoje de joelhos e à sua mercê.

Os bravos pescadores, em apenas 3 dias de luta, conseguiram pôr o fala barato de cócoras, obrigando-o a aceitar todas as suas reivindicaçõpes e a reunir com eles, para formalizar essa vergonhosa rendição, às 8 da manhã de hoje! Valentes Portugueses!

Neste país só os desgraçados professores não conseguem nada.

Desprezados pelos alunos, pelos pais dos alunos, pelo governo, pelos média e vilmente atraiçoados pelos sindicatos, os professores são o que de mais fraco e desprezível existe, hoje, na sociedade portuguesa. E - não me canso de o dizer - bem o merecem.

Porque quem não reivindica, quem não luta, quem deixa passar todos os prazos e só depois toma consciência(?) da vilania de que foi vítima, quem mesmo assim não faz greve e não protesta contra a escravidão intelectual a que está a ser sujeito, merece de facto tudo o que lhe acontece. Vivam, pois, os pescadores!

Quem luta, tudo consegue. Quem se resigna, tudo merece.
JoãoTilly In ocartel.blogspot.com, Junho 03

Comentário: segundo esta lógica todos os portugueses, excepto os pescadores (e, tenho a ligeiríssima impressão, os futebolistas da selecção nacional...), heróis da Tugolândia, merecem a porcaria dos políticos e governantes que têm, ainda que para uns poucos a choca qualidade dos políticos portugueses seja rigorosamente igual ao litro porque não os afecta minimamente...

2008/06/03

45 por cento vítimas do próprio pai

De acordo com os dados recolhidos na delegação Norte do Instituto de Medicina Legal (IML), entre 1997 e 2004, 45 por cento das crianças abusadas no seio familiar foram vítimas do próprio pai e seis por cento do padrasto.

A investigação, coordenada por Teresa Magalhães, directora do IML/Porto, teve como objectivo caracterizar o abuso sexual de crianças e jovens no contexto intra e extrafamiliar, para perceber as diferenças que existem entre as duas situações.

Em declarações à Lusa, Teresa Magalhães disse que o estudo foi, entretanto, alargado até 2007, mas os dados obtidos não revelaram «diferenças substanciais».
...
No período de tempo estudado (1997/2004), foram detectadas 1.141 ocorrências relativas a exames de natureza sexual realizados a crianças e jovens entre os zero e os 17 anos.

Sessenta e sete por cento destes casos foram analisados pelos investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que concluíram que 34,9 por cento das situações reportavam a abusos intrafamiliares.

Destes, 45 por cento são vítimas do pai e seis por cento do padrasto.

As vítimas, com uma idade média de 11 anos, eram maioritariamente do sexo feminino (83,6 por cento). Os abusadores foram homens em 99,6 por cento dos casos, verificando-se apenas um caso em que a abusadora era a mãe.
...
As crianças agredidas por indivíduos exteriores à família sofrem abusos mais violentos, mas com menor frequência. Os autores do estudo concluíram que «estes casos extrafamiliares são detectados e travados mais precocemente».

No entanto, os especialistas em Medicina Legal verificaram que, mesmo quando o abusador é exterior à família, em 65 por cento dos casos é uma pessoa conhecida da criança abusada. In sol.sapo.pt, 3 Junho (+-16h)


Mais de 800 milhões de euros em despesas irregulares

PIDDAC, PIDDAR, Fundos Comunitários e Funções Económicas: 247 milhões

Funções Gerais de Soberania e Ambiente: 194 milhões

Ciência, Inovação e Ensino Superior, Educação, Cultura e Desporto: 44 milhões

Autarquias Locais: 33 milhões

Segurança Social: 11 milhões

Saúde: 5 milhões

(Destak, 3 de Junho, pag 6)


Autarcas indignad@s

Porque um ex-autarca do PS disse que a juntas de freguesia não servem para nada. E servem? Claro que servem! Servem para boys and girls em pré-início de carreira, ou aquel@s que não podem aspirar a vôos mais altos, arranjarem a "vidinha". Nem que seja provisoriamente pois com os contactos que lá arranjam depois se verá... O mesmo em relação a essa aberração que só existe em Portugal e que dá pelo nome de Governo Civil. Para tratar do passaporte e pedir a anulação das multas passadas pela PSP não necessito de um governador civil em cada distrito.

As freguesias e as pequenas localidades necessitam é de escolas, centros de saúde e esquadras da polícia com agentes bem formados. Eventualmente de um pequeno "estaminé" de atendimento das câmaras municipais onde as pessoas possam tratar das burocracias.


Empresas municipais que dinamizam

"Nos locais onde estão a ser criadas empresas municipais, imediatamente a seguir há mais criação de taxas", afirmou (António Saleiro). Da mesma opinião não partilha o presidente da ANAFRE, Armando Vieira, porque, nas suas palavras, "as empresas municipais surgiram para dinamizar os processoes democráticos" In Meia Hora, 2 de Junho, pag 5

Comentário: e eu que pensava que as empresas municipais surgiram para dinamizar as contas bancárias de algumas pessoas! Sou mesmo ingénuo...


Universidades em colapso financeiro

Faz manchete no Meia-Hora. De facto é mau... Mas podem-me explicar para que servem os licenciados produzidos pela UTAD, por exemplo? Já agora: como ficaram as investigações da PJ às irregularidades verificadas naquela universidade?


Morte aos chupistas!

Bafo D'Onça Diz:
3 Junho, 2008 às 5:37 pm

E se a Galp decidisse de um dia para o outro vender o Gasóleo a 2€ poderia ser processada por lucro ilegitimo?
Então o que é isso do lucro ilegitimo?
O quê há um limite?
Claro que não.
Funciona a lei da não concorrencia, monopolista, insaciavel pelo enriquecimento brutal da massa accionista.
Funciona porque este país nunca soube fazer nada de jeito a não ser autoestradas e pontes e expos e golfes e hoteis, e porque deixou nas maos de uma só empresa o controlo total dos combustiveis, valendo-se de uma goldenshare, que vale o que vale.
A Galp vende com a margem que entende e tem os lucros que não pode esconder.
O povo vai sustentando os luxos desta gente, agradece também o estado que já arrecadou em meio ano quase o IVA sobre ISP que tinha estimado arrecadar para todo o ano de 2008, e ainda falta meio ano.
É triste é ouvir o Vitor Constancio refastelado no brutal salario que aufere (bem maior que o do presidente da reserva federal norte americana… os valores até são parecidos) vir dizer que é preciso continuar a apertar o cinto…
Se não houvesse tanto chupista a mamar do estado reformas vitalicias milionárias por meia duzia de anos de serviço público, isto não estava assim. Morte aos chupistas! Bafo’s In blasfemias.net (comentários)

Quê?!!! O salário do Constâncio é maior ou idêntico ao do presidente da Reserva Federal?!

2008/06/02

Porque ... as pessoas são o que são

Uma pessoa pode morrer sem que, mais do que, 5 ou seis pessoas se incomodem verdadeiramente. Em suma, compreendo melhor porque não houve indignação 'a sério' quando desapareceram os nossos colegas (Artur José Vieira da Silva, Cândida Pereira, Manuela Estanqueiro*).

Confesso que me chocou de forma irreparável a situação da Maria Cândida Ferreira Pereira, porque não consigo aceitar que as pessoas se tenham calado TANTO!

Quanto a mim, estou a vencer um cancro. Já foi removido pelo que me sinto mais convencida e certa de que há cancros metafóricos que só não levam um xuto no 'culo' (bom ou mau espanhol??? Espanhol?????) porque ... as pessoas são o que são. Moriae In sinistraministra.blogspot.com, 2008/06/01

* professor@s que morreram a trabalhar
Portugal do TGV

O primeiro-ministro, José Sócrates, avançou hoje que o concurso público para o troço da rede de comboio de alta velocidade (TGV) Lisboa-Poceirão, que incluirá a terceira travessia sobre o Tejo, será lançado "este ano", enquadrado na prioridade de ligação à Europa.

"Lisboa-Madrid é a nossa prioridade. Ligarmo-nos à Europa e, por isso, começamos com este troço [Poceirão-Caia], mas temos pressa e queremos que o concurso do próximo troço, que ligará Poceirão a Lisboa e que incluirá uma nova travessia do Tejo, possa ser lançado este ano", disse o chefe de Governo, que falava em Évora, na cerimónia de lançamento do concurso público do primeiro troço de alta velocidade Poceirão-Caia, numa extensão de 167 quilómetros, que vai custar 1450 milhões de euros. In ultimahora.publico.clix.pt, 02.06.2008, 16h26, Lusa

Comentário: fantástico país, fantástico governo! Nós todos, que somos um bando de parvos, em vez de voarmos para Madrid por 100 euros ida e volta, preferimos pagar o dobro só porque gostamos muito do Tê-Gê-Vê. Quem é que pega nesta para uma musiqueta: Portugal do Tê Gê Vê?

Anónima Diz:
2 Junho, 2008 às 5:08 pm

Quando o Alfa Pendular não está a funcionar a 100% e a Linha da Beira Alta está em revisão por anomalias graves, eu pergunto-me porquê o TGV? Dificilmente conseguirá atingir toda a sua potencialidade (se é que a mesma existe em Portugal).

É mais uma versão bacoca dos Estádios de Futebol do Euro’06, uma operação de cosmética para tentar fazer passar uma imagem surreal à Europa, de um país desenvolvido. In blasfemias.net (comentários)

Comentário: é curioso dizerem que o nosso modelo deve ser a Noruega, por exemplo, e esquecerem-se que na Noruega não há nem TGV nem auto-estradas (há uma!). Na Irlanda também não... É que el@s desenvolveram-se mesmo!


Estado gastou 485 milhões em negócio que valia um quinto

O Estado está a pagar por uma rede de comunicações do Ministério da Administração Interna um total de 485,5 milhões de euros, cinco vezes mais do que poderia ter gasto se tivesse optado por outro modelo técnico e financeiro. A conclusão vem num relatório escrito em Maio de 2001 pelo primeiro grupo de trabalho que estudou a estrutura desta rede de comunicações e a baptizou de Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). Este sistema permitirá aos elementos das várias forças de segurança, dos serviços de informação, da emergência médica e da protecção civil comunicarem entre si.

O presidente desse grupo de trabalho, Almiro de Oliveira - um especialista em sistemas e tecnologias da informação com mais de 30 anos de docência universitária -, não consegue encontrar justificação para a discrepância de números, até porque o equipamento que foi adjudicado tem quase as mesmas funcionalidades do que aquele que idealizou.

"No nosso relatório prevíamos um investimento inicial entre 100 e 150 milhões de euros. A isso acrescentávamos dez por cento por ano, que corresponderia ao custo de exploração", precisa o professor universitário, que recorda que hoje, face à desvalorização da tecnologia, os valores do investimento inicial rondarão entre 70 e 105 milhões de euros. Quanto aos dez por cento de custos de exploração, Almiro de Oliveira sustenta que estes não estariam sempre a somar ao investimento inicial.

"Tínhamos como princípio base o princípio do utilizador-pagador, ou seja, cada entidade utilizadora do sistema pagaria uma factura de acordo com o seu tráfego. No fim de cada período, a entidade gestora ou tinha prejuízo ou lucro: se tivesse prejuízo esse valor somava-se ao investimento adicional, se tivesse lucro abatia", justifica o perito, consultor de empresas e da administração pública.

Almiro de Oliveira explica que só agora decidiu falar sobre o SIRESP porque nunca foi ouvido no inquérito aberto pelo Ministério Público (MP) à polémica adjudicação do sistema - feita pelo ex-ministro da Administração Interna Daniel Sanches, já quando o Governo de Santana Lopes se encontrava em gestão corrente. "Esperei três anos pelos trabalhos e conclusões das autoridades judiciais num Estado de Direito... Entendi falar agora por este ser um dever de cidadania", diz.

O inquérito, motivado por suspeitas de tráfico de influências e participação económica em negócio na adjudicação do SIRESP a um consórcio liderado pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), foi arquivado em Março deste ano. O relatório final do grupo de trabalho de Almiro de Oliveira também consta do "dossier", mas ninguém lhe deu importância. Nem os relatórios da Polícia Judiciária nem o despacho de arquivamento, assinado pelo inspector do MP Azevedo Maia, fazem qualquer referência ao documento. Nenhum dos membros que fizeram parte do grupo foi ouvido.

No despacho de arquivamento, Azevedo Maia admite que não se esgotou a produção de prova, mas considerou que mais não seria necessário para a sua decisão. Quanto ao comportamento do ex-ministro Daniel Sanches, o inspector descreve os vários cargos que este tinha no grupo SLN antes de entrar para o Governo, mas remata dizendo: "Não resulta porém dos autos que, ao proferir o despacho de adjudicação do concurso para a criação e implementação do SIRESP já durante o Governo de gestão, isso tivesse algo a ver com as suas ligações àquelas empresas do grupo SLN", a quem o sistema seria então adjudicado por 538,2 milhões de euros.

O ministro António Costa veio depois decretar a nulidade da adjudicação com base num parecer da Procuradoria-Geral da República, mas decidiu voltar a renegociar o contrato com o mesmo consórcio liderado pela SLN (onde também entraram a PT Venture, a Motorola e a Esegur). Retirando algumas funcionalidades ao sistema, Costa acabaria por adjudicá-lo por 485,5 milhões de euros. In publico.pt, 02.06.2008, 09h31


Milhões de luvas pagos nos CTT

Todos os negócios imobiliários feitos pela administração de Carlos Horta e Costa estão a ser passados a pente fino pela PJ e Ministério Público.

Políticos do PSD, PS e CDS (PP) estão sob suspeita. In Correio da Manhã, 30 de Maio, pag 20


TGV sempre! Saúde oral nunca!

Há precisamente um ano, o DN noticiava que a prestação de cuidados dentários nos centros de saúde era uma das propostas a equacionar para resolver o problema da saúde oral em Portugal. A hipótese era avançada por uma comissão técnica nomeada pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, perante o facto de 60% dos portugueses não ter acesso a tratamentos de saúde oral, um sector maioritariamente privatizado (mais de 90%).

Calcula-se que trabalhem no Serviço Nacional de Saúde apenas 20 médicos, mas os elevados custos que o reforço acarretaria "não seria racional. Temos perto de cinco mil consultórios e clínicas dentárias no País e mais de seis mil médicos inscritos na Ordem", refere. O problema fica resolvido elegendo alguns grupos especiais para os cheques, como as grávidas, idosos e crianças e "futuramente o resto da população, através de convenções".
...
Este é um sector considerado fundamental - até pela Organização Mundial de Saúde - e sempre esteve excluído do Serviço Nacional de Saúde. In dn.pt, 02.06.08


Acordo?! Mas que acordo?

Neste país não há acordo nenhum!

Lisboa, 02 Jun (Lusa) - Isabel Pires de Lima defende que o governo deveria ter pedido uma moratória superior a seis anos para a aplicação do Acordo Ortográfico e aproveitar esse tempo para procurar um "consenso diplomático" para a sua revisão.

Durante o seu mandato, a ex-ministra da Cultura, hoje professora universitária e deputada do PS, preconizou uma moratória de 10 anos para a aplicação do Acordo.

Num artigo hoje publicado no Diário de Notícias, a ex-titular da Cultura apresenta "três ordens de razões" para a revisão do acordo:"razões técnico-linguisticas e culturais", "razões político-diplomáticas e culturais" e "razões económicas e culturais". In noticias.sapo.pt, 02 de Junho, 11:43

Comentário: o cretino do senhor primeiro-ministro, José Sousa, perdoe-me a indelicadeza, quiz apresentar escalpes e ofereceu-os poupando a casapiana que não terá história mas está a destruir a educação e por consequência o país. Mas vai-as pagar, pode ter a certeza, o senhor Sousa primeiro, porque o país é menos imbecil que aquilo que imagina.


Morreu Yves Saint Laurent

O costureiro francês Yves Saint Laurent morreu ontem com 71 anos, às 23h10, em Paris, anunciou a Fundação Pierre-Berge-Saint Laurent, sem avançar a causa da morte. Todos lhe chamam "o rei da moda" e é considerado o último da geração que, com Christian Dior e Coco Chanel, fez de Paris a capital da moda mundial.
...
Nos anos 1960, Yves Saint Laurent desenhava já roupas que reflectiam a mudança do papel das mulheres na sociedade: mulheres mais confiantes, pessoalmente e sexualmente, e activas no mercado de trabalho. Em 1962, com 26 anos, iniciou a sua própria empresa, a YSL, financiada pelo seu companheiro Pierre Bergé, com quem viveu até 1976. Viria a retirar-se da alta costura em 2002 e estava doente desde então. "Encontrei o meu estilo através das mulheres", disse um dia. "A força e vitalidade do meu estilo vem daí porque eu desenho sobre o corpo de uma mulher".

Yves Saint Laurent mudou para sempre a roupa de mulher introduzindo fatos com calças, casacos de safari e camisolas, disse ontem à noite uma especialista em moda da BBC Razia Iqbal. Reconhecido como um grande inovador, ajudou a revitalizar a alta-costura ao mesmo tempo que produzia roupa para vestir no dia-a-dia. "França perdeu não apenas o seu maior costureiro mas também um ícone cultural", disse Razia Iqbal. Vestiram-no Catherine Deneuve, Paloma Picasso, Lauren Bacall e muitas mais mulheres elegantes e felizes. In publico.pt, 02.06.2008, 08h23


Pseudo-multiculturalismo

A decisão do tribunal francês de anular um casamento entre muçulmanos porque a mulher não era virgem, ao contrário do que dissera ao marido, é um absurdo e nada tem a ver com “multiculturalismo”, uma palavra que parece querer dizer tudo e coisa nenhuma. A exigência da virgindade feminina até ao casamento era normal nas sociedades cristãs até há muito poucas décadas (e ainda o é em alguns meios muito conservadores). Não se trata assim de um idiossincrasia de uma determinada cultura. A libertação sexual das mulheres foi uma conquista das sociedades modernas. E foi uma conquista cultural e política contra muitos dos que hoje fazem dos direitos das mulheres um cavalo de batalha para um choque de civilizações. E que conseguem manter um discurso completamente esquizofrénico conforme falam dos “outros” ou de “nós”.

Se a decisão tivesse partido, como já aconteceu num caso diferente na Alemanha, de algum tipo de respeito por diferenças culturais seria, apesar de tudo, mais grave. Porque significaria o abastardamento da ideia de tolerância, usando as mulheres muçulmanas para, na realidade, recuar nas liberdades que as mulheres aqui foram (sem consensos) conquistando. Retardar a liberdade das muçulmanas para recuar na liberdade das europeias. Mas não foi assim: a decisão deveu-se apenas a um fundamentalismo jurídico muito comum em magistrados e advogados. Como se a lei e a vida não tivessem de ter qualquer relação.

Esta decisão parte de um princípio: que sendo o casamento um contrato, mentir na celebração desse contrato é razão para a sua nulidade. Argumenta o marido: agiu “movido por um erro objectivo” que para ele “era determinante para seu consentimento”.

Na realidade, e com as devidas diferenças, ter a infidelidade como razão de culpa num divórcio não está longe deste princípio. É a ideia de que a lei pode e deve ser guardiã das condições pré-estabelecidas no casamento mesmo que estas sejam do domínio do que mais privado possa haver na vida das pessoas. Que a lei pode regular os afectos como se regula qualquer contrato. Como se vê por esta decisão, não bate certo com qualquer ideia de justiça, na relação que ela tem de ter com o senso comum.

Diz o promotor de Lille que o problema da virgindade centrou um pouco o debate mas que a questão central é o facto da jovem ter mentido. Na sua cegueira jurídica o magistrado não vê a evidência: que a mulher e o homem não estavam em pé de igualdade naquele contrato. Que ela não podia pedir o mesmo ao seu noivo. E a razão porque não o podia fazer nem é religiosa. O islão exige virgindade antes do casamento à mulher e ao homem. A razão é sempre a mesma: desigualdade objectiva entre as duas partes. Se a mentira, nos afectos, é um assunto que só às duas pessoas envolvidas pode dizer respeito, quando há um tamanho desequilíbrio de poder ela pode mesmo ser a única forma reequilibrar as forças.

A lei deve sempre proteger, antes de tudo, quem está mais desprotegido. E não deve ser um instrumento de institucionalização de desigualdades, mesmo que elas, em determinado momento e em determinados contextos, sejam aceites como naturais. Este é um bom caso para o recordar e fazer tocar alguns sinos em algumas cabeças. In arrastao.org, 1 de Junho

Comentário: esta história do pseudo-multiculturalismo na Europa ainda vai acabar em tragédia... Bem fazem os estado-unidenses...
Bye, bye, Hillary

Florida e Michigan só terão metade dos votos na convenção de Agosto. Decisão do Partido Democrata deixa Hillary Clinton quase fora da corrida.

O Partido Democrata norte-americano aprovou na última noite um compromisso sobre a participação dos delegados da Florida e do Michigan, estados que desrespeitaram o calendário eleitoral aprovado e que por isso terão a sua representação limitada na convenção de Agosto. A decisão representa um duro golpe para Hillary Clinton, agora quase sem hipóteses de conseguir a nomeação às presidenciais. In publico.pt, 01.06.2008 - 14h24 PÚBLICO, Agências

02.06.2008 - 08h35 - Fado Alexandrino, Lisboa
According to Real Clear Politics, Obama actually has 166,186 vote lead over Clinton in the popular vote -- 17,267,658 to 17,101,472. If Michigan's primary is included, where Clinton received 328,307 votes and Obama none due to the fact he removed his name from the ballot, Clinton takes a 162,123 vote lead. Cuidado! Isto não pode ser dito porque estraga as previsões dos senhores jornalistas.

Comentário: é a vida (Guterres dixit). Ainda bem que não se assustaram com a possibilidade de alguns radicais islâmicos tentarem vingar-se pelo facto de Obama ter abandonado o islamismo. É assim mesmo! De resto, a previsão dos jornalistas e analistas do "infalível" Finantial Times, como se sabe, foi que a próxima presidente dos EUA seria Hillary Clinton...

2008/06/01

Metade dos deputados da Assembleia da República acumula o exercício da função parlamentar com actividades em empresas, escritórios de advogados, câmaras municipais, universidades e instituições sociais. Em 230 deputados eleitos em Fevereiro de 2005, neste momento, segundo os registos de interesses existentes no site do Parlamento, 115 parlamentares exercem o mandato em simultâneo com outras actividades. PS e PSD dominam nesta matéria. In correiomanha.pt, 02 Junho, 00h30
Era disto que a velha Clinton estava à espera

ON May 12, The Times published an Op-Ed article by Edward N. Luttwak, a military historian, who argued that any hopes that a President Barack Obama might improve relations with the Muslim world were unrealistic because Muslims would be “horrified” once they learned that Obama had abandoned the Islam of his father and embraced Christianity as a young adult.

Under “Muslim law as it is universally understood,” Luttwak wrote, Obama was born a Muslim, and his “conversion” to Christianity was an act of apostasy, a capital offense and “the worst of all crimes that a Muslim can commit.” While no Muslim country would be likely to prosecute him, Luttwak said, a state visit to such a nation would present serious security challenges “because the very act of protecting him would be sinful for Islamic security guards.”

At a time when fears about Obama’s security keep bubbling to the surface and an online whispering campaign suggests that he is secretly a Muslim — call him by his full name, Barack Hussein Obama, some Times readers demand — the Luttwak thesis was a double whammy: Obama cannot escape his Muslim history, and a lot of Muslims might want to kill him for trying.
...
Obama was born in Hawaii to a mother from Kansas with Christian roots and a Kenyan father whose own father had converted to Islam. When Obama was a toddler, his father left the family. His mother later married an Indonesian Muslim, and Obama spent five years in Jakarta, where he attended Catholic and Muslim schools and, according to The Los Angeles Times, was enrolled in the third and fourth grades as a Muslim.

Luttwak wrote that given those facts, Obama was a Muslim and his mother’s Christian background was irrelevant. But Sherman A. Jackson, a professor of Arabic and Islamic studies at the University of Michigan, cited an ancient Islamic jurist, Ibn al-Qasim, who said, “If you divorce a Christian woman and ignore your child from her to the point that the child grows up to be a Christian, the child is to be left,” meaning left to make his own choice. Jackson said that there was not total agreement among Islamic jurists on the point, but Luttwak’s assertion to the contrary was wrong.
...
Abdullahi Ahmed An-Na’im, a professor of law at Emory University, said that Sharia, or Islamic law, including the law of apostasy, does not apply to an American or anyone outside the Muslim world. Of the more than 40 countries where Muslims are the majority, he said, Sharia is the official legal system only in Saudi Arabia and Iran, and even there apostasy is unevenly prosecuted, and apostates often wind up in prison, not executed.

Several of the scholars agreed that, in classical Sharia, apostasy is a capital crime, but they said that Islamic thinking is evolving. Mahmoud Ayoub, a professor of Islamic studies and comparative religion at the Pacific School of Religion in Berkeley, Calif., said, “Whether (apostasy) is punishable by death or not, there are different opinions.” CLARK HOYT in nytimes.com, June 1

For example, in Iran in 1994 the intervention of Pope John Paul II and others won a Christian convert a last-minute reprieve, but the man was abducted and killed shortly after his release. Likewise, in 2006 in Afghanistan, a Christian convert had to be declared insane to prevent his execution, and he was still forced to flee to Italy. EDWARD N. LUTTWAK, idem, May 12

Como Obama abandonou a religião do seu pai, que foi aparentemente a sua primeira religião, o islamismo, para abraçar o cristianismo, pode vir a ser um alvo a abater pelos radicais islâmicos. Visitas de Estado a países islâmicos podem tornar-se num pesadelo para Obama e para os EUA. Ao mesmo tempo já o começam chamar pelo nome completo: Barack Hussein Obama. A polémica passou para o nível teológico mas a dúvida fica pois, dependendo das várias interpretações do Corão, Obama pode ser, ou não ser, um traidor ao Islão. Além disso existe também a polémica, teológica, se os apóstatas devem ou não ser assassinados, mas o povo, o "bom povo islâmico", esse não hesita e mata sempre. Da mesma forma que mata à pedrada as mulheres "impuras"... Mas Clinton, pelo que tenho lido, nem com esta parece safar-se...


Junta militar birmanesa continua a dificultar ajuda

Gates Accuses Myanmar of ‘Criminal Neglect’

Defense Secretary Robert M. Gates said that four navy ships waiting to deliver aid would probably be withdrawn soon. In nytimes.com, June 1, 3:00 PM
Não foi feito por investigadores do ISCTE

Geralmente sentem-se felizes, gostam da escola e do bairro onde vivem. Mas quase metade (45,8 por cento) das cinco mil crianças inquiridas em sete concelhos da Grande Lisboa dizem que sentem que a família tem dificuldades financeiras.

Apesar de serem raras as que afirmam que não têm comida em casa quando têm fome (2,4 por cento), só uma pequena parcela (12 por cento) costuma fazer uma refeição completa de sopa, prato e fruta ao jantar. O que, segundo um grupo de investigadores, indicia “potenciais problemas ao nível da dieta alimentar”.

Estes resultados foram obtidos num estudo titulado "Um Olhar Sobre a Pobreza Infantil - Análise das Condições de Vida das Crianças", elaborado por um grupo de investigadoras ligadas ao ISEG e ao Instituto de Apoio a Criança. Desta vez, o estudo não foi feito por investigadores do ISCTE nem foi patrocinado por estruturas do Ministério da Educação. Talvez por isso, os resultados do estudo incomodem tanto e sejam uma acusação grave à política económica, à política de família e à política educativa do Governo. Metade das crianças da Grande Lisboa só tomam uma refeição completa por dia. Não será isto isto um indicador de pobreza na infância? E reparem como a esmagadora maioria das crianças gosta da escola! Não serão os professores os primeiros responsáveis por as crianças gostarem da escola? Pode haver uma prova melhor do bom trabalho que os professores fazem na escola? O estudo conclui também que a disponibilidade dos pais para estarem e acompanharem as crianças constitui um factor que potencia a felicidade nas crianças. Que melhor argumento contra o arrepiante conceito de escola a tempo inteiro podíamos encontrar? Leia o resto no Público Online de hoje. In professoresramiromarques.blogspot.com, 1 de Junho, 14:02


Os modernaços do Pê Ésse e a escola

Chris Parry, líder da maior associação de escolas privadas do Reino Unido, a Independent Schools Council (ISC), afirmou que as escolas estatais britânicas estão cheias de crianças que não aprendem, pais ignorantes e negligentes e professores que gostariam de estar a ensinar noutro lado. Chris Parry afirmou, ainda, que há muitos alunos nas escolas estatais que são vítimas de bullying e de violência e que pouco ou nada se faz contra isso. Dessa forma, adiantou o líder da associação que agrupa 1300 escolas privadas, dificilmente podem almejar a entrada em boas universidades. Leia mais no Independent Online.
Comentário
A cena educativa britânica está a passar por transformações semelhantes às que ocorrem, em Portugal, de há três anos para cá. A cartilha é a mesma: um socialismo travesti e modernaço, de braços abertos ao grande capital financeiro e que nos quer fazer regressar a uma sociedade em que os fracos e desprotegidos ficam entregues à sua má sorte. Repare-se: em Portugal, nos últimos três anos, têm surgido colégios privados um pouco por todas as cidades do país. A investida do Governo contra os direitos dos professores e a desfiguração da profissão docente e da missão da escola vão afastar cada vez mais do ensino público os alunos da classe média. Com um paradigma de escola pública assistencial e a pressão das DREs para a criação de mais CEFs, em breve a mensagem de que as escolas do Estado são para os pobres e os colégios privados para quem tem aspirações a entrar nas melhores universidades se enraizará na opinião pública como, alias, já aconteceu no Reino Unido. E quando isso acontecer, os modernaços do Pê Ésse poderão finalmente afirmar que a escola pública é um imenso CEF e as despesas com a Educação regrediram. idem, 17:20

Comentário: Parry é um antigo almirante que entre muitas boas verdades tem algumas tiradas meio alucinantes, como o ensino à Matrix, que se pode ler no texto em inglês que está no final deste post. O governo inglês saiu em defesa dos professores e dos alunos. No entanto procura é esconder o facto, conhecido de todos, que só os alunos provenientes das famílias ricas que têm dinheiro para os pôr a estudar nos colégios privados é que chegam às boas universidades. Dentro dos colégios privados há uns absolutamente elitistas, como o Eton, que custam fortunas, e de onde saem governantes e grandes gestores britânicos. Blair e Brown completaram o ensino secundário nesses colégios.

Mr Parry's comments were dismissed as "a deeply misguided picture" by a spokesman for the Department for Children, Schools and Families. "It is frankly insulting to the hard-working and talented teachers and pupils in the state sector," the spokesman added. Paul Bignell In independent.co.uk, Sunday, 1 June 2008


A maioria das praxes são simbolicamente violentas

Finalmente vamos poder por fim às lamentáveis cenas a que se assiste no início dos anos lectivos na maioria das escolas do país?

A violência física é absolutamente condenável e ela assume várias formas . Mas com ou sem violência física, a maioria das praxes são simbolicamente violentas - quando por exemplo se obrigam alunos a ajoelharem, a transportarem correntes e latas amarrados aos pés, ou a repetirem frases obscenas.

Num momento em que tanto se fala de violência nas escolas seria bom falar-se também destas formas de violência.

Segolène Royal, enquanto ministra das escolas, fez aprovar uma lei que proibe as praxes em França.

Seria bom que em Portugal encontrassemos os meios para que no início dos anos lectivos as escolas de ensino superior não continuassem a ser palco de cretinice e violência! Ana Maria Bettencourt In inquietacaopedagogica.blogspot.com, 26.5.08


Professores na sopa dos pobres?

Luís Ferreira Diz:
Junho 1, 2008 at 1:06 pm

Chegou-me aos ouvidos que já existem professores a ir à sopa dos pobres. Esta notícia, se puder ser confirmada, é a maior prova da situação a que alguns já chegaram.

Eu até percebo como se pode chegar a este ponto. Se forem pessoas que, fazendo fé no compromisso que fizeram com o Estado, assumindo despesas com casa, filhos, etc, vendo os seus vencimentos a perderem valor relativamente ao custo de vida, não querendo, porque não podem, ir viver para debaixo da ponte, deixar de mandar reparar o automóvel, porque não funcionam sem ele, ou outras razões, eventualmente muito válidas, não lhes resta outra opção.

Assusta-me muito esta notícia, porque não considero que sejam apenas alguns. Dadas as circunstâncias, no plano inclinado em que todos nos encontramos, temo que, a ser verdade, o potencial de esses “alguns” passar a “muitos” é enorme. In educar.wordpress.com


Roupa é o principal motivo de troça

rendadebilros Diz:
Junho 1, 2008 at 3:56 pm

... pág. 70, 1 Junho 2008, Pública: “Roupa é o principal motivo de troça entre alunos nas escolas portuguesas.”

Isa: nós éramos três, a mesma situação, ninguém pedia nada, aceitava-se o que, na altura devida , nos compravam - o essencial! - Licenciámo-nos… E agora, quando chegar ao momento de me aposentar, vou ter que pensar de novo e sempre no que é muito essencial … sobretudo por causa da incerteza… Agora, vemos uns garotitos de três anos a entrar em qualquer lado e já vão a gritar ” eu quero isto e eu quero aquilo!” … e, quando vejo alunos meus ( e nem são os mais ricos!) a gabarem-se que tiveram de prendas valentes telemóveis que eu até fico de olhos arregalados, perco mesmo a fala… quer dizer que a ideia de “valores” que eu tenha a ideia de lhes transmitir, não colhem…

james Diz:
Junho 1, 2008 at 4:08 pm

…mas no meu tempo, felizmente não havia publicidade a apelar constantemente ao consumo desenfreado, cinco mil euros do pé pra mão, é só telefonar e pedir, ou como aquele slogan matraqueado incessantemente: “Segue o que sentes”. (Mais nada! tudo o resto que se lixe)
As mensagens publicitárias, que se deviam limitar a elogiar o produto que querem vender, cada vez mais transmitem valores que incentivam o consumo, o hedonismo, o prazer sem limites. A escola serve cada vez mais apenas como depósito de crianças e jovens, demitindo-se de transmitir conhecimentos e valores. Coitados, estão bem tramados… idem


Um brother inspirado

bigbrother Diz:
Junho 1, 2008 at 10:43 am

Para aqueles que pensam que a vida é eterna...

A jovialidade e a coragem da vida, características da juventude, devem-se em parte ao facto de estarmos a subir a colina, sem ver a morte situada no sopé do outro lado. Porém, ao transpormos o cume, avistamos de facto a morte, até então conhecida só de ouvir dizer. Ora, como ao mesmo tempo a força vital começa a diminuir, a coragem também decresce, de modo que, nesse momento, uma seriedade sombria reprime a audácia juvenil e estampa-se no nosso rosto. Enquanto somos jovens, digam o que quiserem, consideramos a vida como sem fim e usamos o nosso tempo com prodigalidade. Contudo, quanto mais velhos ficamos, mais o economizamos. Na velhice, cada dia vivido desperta uma sensação semelhante à do delinquente ao dirigir-se ao julgamento.

Para aqueles que pensam que a riqueza conduz à imortalidade...

As riquezas e as honras são objecto da ambição dos homens, mas se não podem ser alcançadas por meios rectos e honrados, cumpre renunciar a elas. A pobreza e as posições humildes merecem a aversão e o desprezo dos homens. Se delas não se pode sair por meios rectos e honrados, é mister neles permanecer. Se o homem abandona as virtudes humanitárias, como poderá merecer o nome que tem?
O homem superior não pode esquecer tais virtudes um momento que seja. Mesmo nas horas de maior apuro e confusão, deve pautar a sua conduta por elas.

Recuso-me a discutir com aquele que, pretendendo buscar a verdade, envergonha-se, ao mesmo tempo, de comer e vestir-se mal. Confúcio ibidem


O sonho da Rodrigues

Children will learn by downloading information directly into their brains within 30 years, the head of Britain’s top private schools organisation predicted today.
...
Pupils could seen have lessons, and even foreign languages, downloaded directly into their brains, just like in the Matrix

Mr Parry, a former Rear Admiral, spent three years determining the future strategic context for the military in a senior role at the Ministry of Defence.

He is now preparing the ISC’s 1,300 private schools, which collectively teach half a million children, for a high-tech future.

He told the TES that the Keanu Reeves thriller may not look like science fiction in 30 years’ time.

“Within 30 years, sitting down and learning something will be a thing of the past,” Mr Parry said.

"I think people will be able to directly access, Matrix-style, all the vocabulary you need for a foreign language, leaving you just to clear up the grammar."

In the film, The Matrix, characters could have all manner of information, skills and languages downloaded directly into their brains in a matter of seconds. In thisislondon.co.uk at 17:22pm on 30.05.08

Comentário: nem por acaso... Revi o Matrix no dia 29 num ciclo (de cinema) que está a acontecer na Cinemateca Portuguesa. É um mundo bem horroroso e feio o da Rodrigues, perdão... o do Matrix. De resto, a filosofia de trazer por casa que lá é veículada não cola. Dejá vu! Uma espécie de filosofia platónica aplicada à idade da informática...