Glenn Gould & Yehudi Menuhin
2008/07/27
Bela Bartók - Contrasts Sz 111 (Mvt 1 & 2)
Mvt 3
Contrasts for Clarinet, Violin & Piano, Sz. 111 - Thea King (clarinet), Yehudi Menuhin (violin) and Jeremy Menuhin (piano). I - Recruiting Dance. Moderato, ben ritmato. II - Relaxation. Lento. (Filmed at the ORTF, Paris, 03/12/72 by Eric Tishkoff)
Mvt 3
III - Fast Dance. Allegro vivace. The final movement, Sebes (fast dance), is a frenzied dash, whose only detour is an off-balance, but still quick-moving section in the uncommon meter (8 + 5) / 8. The beginning of the final movement calls for the use of a violin with several of its strings tuned differently (scordatura). This yields a courser, rougher sound that suggests the playing of a folk musician. The clarinet part requires the use of both B-flat and A clarinets, which is done to more easily facilitate technical passages in different key signatures. While the first movement is scored for A clarinet, some players prefer to play it on B-flat clarinet. The transposition makes certain technical passages easier to play. However, there are several low Es in the movement, which the B-flat clarinet can't play, thus the transposition is somewhat problematic musically. Performance All three instrumental parts of Contrasts are extremely demanding from the standpoints of technique and ensemble. Compounding the unusual scales and intervals in many of the fast passages are complex rhythms within the individual parts, and almost constant rhythmic counterpoint, or cross-rhythms, between the parts. Thus, the most technically difficult passages also turn out to be the most treacherous in terms of playing together. A combination of individual preparation and rehearsal methods can be used to work out such sections. The most important method for solving or preventing ensemble issues is to know the other parts well. While most chamber music is such that the other parts can be easily learned while rehearsing, Contrasts is more problematic... in youtube.com/user/TheGreatPerformers
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Music
2008/07/26
Arnold Schoenberg's Piano Concerto op. 42 (excerpt)
Mitsuko Uchida, piano & Rotterdams Philharmonisch Orkestra conducted by Jeffrey Tate
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Uchida
Arnold Schoenberg's Kammersymphonie op. 9 (excerpt)
Sinfonieorchester des Südwestfunks conducted by Erich Leinsdorf (recorded 1984)
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Schoenberg
2008/07/21
2008/07/19
Olivier Messiaen - Turangalîla Symphonie - 1st Mvt
Pierre-Laurent Aimard, Cynthia Millar, Andrew Davis and the National Youth Orchestra of Great Britain, play Messiaen's Turangalîla Symphonie 1st Movt, "Introduction", at the 2001 Proms
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2008/07/13
2008/07/12
Martha Argerich plays Scarlatti sonata K 141
Horowitz plays Domenico Scarlatti sonata L 33
Pogorelich plays Scarlatti sonata K 159
Ivo Pogorelich plays Scarlatti sonata L 366/K 1
Michelangeli plays SCARLATTI sonata in B minor op 449
Horowitz plays Domenico Scarlatti sonata L 33
Pogorelich plays Scarlatti sonata K 159
Ivo Pogorelich plays Scarlatti sonata L 366/K 1
Michelangeli plays SCARLATTI sonata in B minor op 449
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2008/07/05
Rubinstein plays Schubert Impromptu Op. 90 No. 4 (1973)
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2008/07/04
No princípio...
os rankings eram apenas macro-económicos. Era o tempo da convergência nominal, do milagre económico português, do cavaquistão. Depois, vieram os indicadores de desenvolvimento humano, da desigualdade de rendimentos, da equidade e da justiça social.
Os anos dourados da solidariedade social, as políticas sociais como prioridade, o tempo do diálogo. E pouco a pouco começaram a aparecer os indicadores internacionais sectoriais. Primeiro da saúde e da educação, depois da qualidade da governança política e mais recentemente do enquadramento jurídico e legislativo. Em todos estes rankings Portugal perdia. Primeiro, ignorava-se. O que interessava mesmo era bater a Grécia na convergência real, o resto era conversa. Dizia-se que esses rankings eram incorrectos, porque não sabiam avaliar o nosso sistema de educação e de saúde, o nosso Estado de Direito muito avançado, a nossa democracia de sucesso. E Portugal continuava a descer. Descobriu-se então que os rankings eram neoliberais, uma americanice que não podíamos aceitar. O importante mesmo era que tínhamos o euro e os gregos não. E Portugal continuava a descer, nos rankings sectoriais e na convergência real. Dos gregos deixou-se de falar. Foi então que começou a generalizar-se a depressão de quem já sabe que ano após anos Portugal só piora nos rankings.
Mas em 2005 chegou um novo governo. E fez uma importante descoberta. Mudar os indicadores de convergência real não é fácil e leva o seu tempo, conseguir que Portugal suba nos rankings sectoriais é muito mais fácil e é rápido. Basta ver como são construídos estes indicadores, legislar de forma a poder dizer que foram introduzidas as medidas que permitem satisfazer as metas impostas pelas instituições internacionais e fazer a festa sempre que Portugal sobe nos rankings.
Este tem sido o melhor governo a trabalhar os rankings. Foi na educação (o sucesso escolar é um excelente exemplo), na qualidade da governança (os múltiplos programas simplex desenhados para satisfazer o Doing Business, o programa legislar melhor para favorecer as formalidades da OCDE), no ensino superior, na justiça e, agora, até na legislação laboral (lá veremos se a OCDE nos desce uns pontinhos no indicador de rigidez do mercado de trabalho).
Infelizmente para o governo, este trabalho dos rankings ficou muito prejudicado pela realidade económica. Evidentemente que a crise internacional agora é a mãe de todas as culpas. Uma culpa injusta, sem dúvida. A crise internacional justifica o abrandamento do crescimento económico, mas, curiosamente, o que temos em Portugal não é um mero abrandamento, e sim a continuação da divergência real. Isto é, mesmo quando a economia europeia abranda, a economia portuguesa não consegue recuperar o atraso perdido nos últimos anos (dizem os entendidos que não o fará até 2014). Nem mesmo em relação à espanhola, onde impera um estado de completo desaire no novo governo Zapatero.
Acontece que trabalhar os rankings pode ser politicamente rentável, mas não é sustentável. Trata-se, no fundo, de uma mera operação de cosmética que não altera o essencial. Uma melhoria dos exteriores sem a correspondente mudança nas fundações do edifício. Pode até atrasar a sua ruína, mas não a impede.
O problema é que o trabalho dos rankings fica bem nos jornais, abre noticiários, mas não engana os investidores que interessam e não muda os fundamentais da economia portuguesa. Ainda por cima, por esse mundo fora, governos medíocres que não conseguem implementar reformas profundas dedicam-se a essa actividade mais fácil de gerir rankings, contratando consultores a peso de ouro (o nosso governo já os conhece de tanto encomendar-lhes estudos) e anunciando pacotes de medidas semelhantes ao que se fez em Portugal. Por isso mesmo, no mais recente relatório do Doing Business 2008, para grande desgosto das nossas autoridades, Portugal não subia o que se esperava. É que o governo português não foi o único que descobriu a magia de enganar os rankings. Nuno Garoupa In jornaldenegocios.pt, 03 Julho, 14:00
Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola
Hoje de manhã acordei a pensar no Ministério da Educação. Num mundo ideal, eu seria professora de Português, consistindo a minha missão em sujeitar a exame todos os membros do Gave (Gabinete de Avaliação Educacional), da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular), do GEPE (Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação), da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) e da ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) usando para o efeito uma “grelha” por mim elaborada.
Este desejo surgiu depois de ter lido os programas, os exames e os critérios de avaliação em vigor. Com filhos crescidos e netos demasiado pequenos para frequentar a escola secundária, tenho andado arredada da matéria, embora, pelo que ia ouvindo, por esquinas e ruas, suspeitasse de que a asneira tivera carta de alforria. Há três semanas, durante uma sessão de autógrafos na Feira do Livro, conversei com algumas professoras do ensino secundário. O encontro despertou o meu apetite por analisar as provas de exame de Português. Havia muito – exactamente desde 1997, quando publiquei "Os Filhos de Rousseau" – que o não fazia.
Não foi difícil obter, na Internet, o seu enunciado, ou antes, não foi difícil depois de o director deste jornal me ter enviado o devido link. Comecei pela Prova Escrita de Português do 12.º Ano de Escolaridade, a qual incluía um texto de Camões, outro de Luís Francisco Rebelo e outro de Guilherme Oliveira Martins. À cabeça, aparecia o extracto do Canto X de "Os Lusíadas", começando em “Que as Ninfas do Oceano, tão fermosas,/…” e terminando em “Que possuí-los sem os merecer”. Se a inclusão do maior poeta épico português não me admirou, o mesmo não posso dizer das perguntas sobre ele feitas.
No final da primeira parte, pedia-se ao aluno que comentasse, num texto de 80 a 120 palavras, a experiência de leitura de "Os Lusíadas". Com medo de que esta se reduzisse a nada, fornecia-se, em epígrafe, as seguintes linhas de Maria Vitalina Leal de Matos: “Mas o texto é complexo e, por vezes até, contraditório. Em certos momentos exibe uma face menos gloriosa; aquela em que emergem as críticas, as dúvidas, o sentimento de crise.” Não só o excerto era desnecessário, como podia causar perplexidade, uma vez que o esquema a preto e branco inventado pelo Gave não se coadunava com “complexidades”. Por outro lado, pareceu-me extraordinário que, a alunos de 17 e 18 anos, se tivesse de fornecer um glossário, no qual se explicava, por exemplo, o que era o Olimpo. Que andaram os meninos a aprender ao longo de dez anos de aulas de História? Maria Filomena Mónica In publico.pt, 04.07.2008, 07h00
Milagres ou facilitismo?
Uma alerta antes de começar a ler o texto: isto é um «Desce». Sim, podia ser um «Sobe», porque testes fáceis e boas notas é o que a malta quer. Pronto, também não podem ser muito boas, porque senão é só cromos, «nerds» e outras coisas um bocado foleiras. Mas sem confusões, isto é mesmo um «Desce».
Num País que quer ser competitivo, que sabe que só tem hipótese de vingar se optar pela qualidade e pela exigência, porque o barato vem de outros continentes, trocar as voltas a tudo isto e aparecer com o melhor sorriso do mundo deixa todos abismados.
Somos maus a matemática, não conseguimos ser bons sem colocar mais professores nas escolas para dar apoio e motivar para a disciplina (ou seja, sem gastar dinheiro)? E isso fica mal nas estatísticas? É feio?, piroso?, passa a ideia de que somos mesmo maus a matemática? Não pode ser! Há que baixar o nível de exigência e tornar os exames mais fáceis. Vão ver que vai ser um fartote de boas notas. E ficamos logo a saber muito de matemática. E se as perguntas forem fixes, nem precisamos de máquina de calcular, fazemos de cabeça. Ok, mas conferimos na máquina.
Acresce ainda que os conselhos executivos das escolas foram instados a ter cuidado na escolha dos professores que vão corrigir os exames: «Talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média». E porquê? Ora, porque os «alunos têm direito a ter sucesso». Está tudo dito.
Mais: quando são os próprios alunos a dizer que o exame foi demasiadamente fácil e que assim não se distingue os bons alunos dos médios e dos «positiva mesmo à tangente», ficamos a perceber que os estudantes sabem que quem se esforça não pode ser igual a quem não quer saber, nem faz ideias, mas tem umas noções.
O que vos posso dizer é que teremos, no futuro, um país de sucesso!!! E todos seremos doutores com excelentes notas.
Se calhar, isto devia ser um «Sobe»... Luísa Melo In diario.iol.pt, 01-07-2008, 16:24h
Entretanto...
Só o presidente da transportadora aérea, o brasileiro Fernando Pinto, recebe actualmente, por mês, um salário que ronda os 60 mil euros, cerca de 840 mil euros ao ano, soube o SOL.
A este valor será acrescido um prémio 420 mil euros por ter atingido os objectivos de gestão definidos pelo Governo para 2007.
Assim, num ano, Fernando Pinto pode receber um total de 1,2 milhões de euros – seis vezes mais do que recebeu em 2001, quando assumiu funções de administrador-delegado da TAP.
Nessa altura, e segundo a declaração que apresentou no Tribunal Constitucional e que o SOL consultou, Fernando Pinto teve rendimentos anuais no valor de 190.893 mil euros. In sol.sapo.pt, 5 Julho
Lusitana estupidez
Estava eu a experimentar uns produtos do chamado "comércio justo" - que ocupavam um átrio inteiro da faculdade - quando uma senhora, provavelmente a professora-doutora (ora essa!) que organizou o evento, me perguntou se eu estava no colóquio. Que não, não estava. É que este coffee-break é só para os participantes do mesmo, informou a dita cuja. Eu, que até gostaria de conhecer os produtos do "comércio justo", que talvez aqui escrevesse sobre eles, e quiçá sobre o colóquio (eu, que até estudei voluntariamente antropologia, como o professor Raúl Itúrra, "pai" da antropologia em Portugal, sabe muito bem), virei-me para a senhora e disse: Não estou no colóquio e se estivesse a pensar assistir ir-me-ia imediatamente embora. Passe muito bem! E, claro, virei as costas à suposta professora-doutora, eminente exemplar da lusa-raça. E agora, claro, não posso deixar de dar a minha facadazinha e dizer, escrevendo, que é por esta e por outras professoras-doutoras pequeninas e mesquinhas que o ensino superior em Portugal está como está: mediocre. E no ensino público!
Mais lusas parvoíces
jcd Diz:
4 Julho, 2008 às 5:40 pm
Nunca vi uma notícia de uma fonte tão irrelevante (uma rádio da Suiça) espalhar-se tão rapidamente. É grande a vontade de não ver nesta operação nenhum sucesso que possa ser atribuido ao governo colombiano na luta contra os amantes de Che.
Se fosse verdade, seria ridículo para o exército colombiano. Para as FARC nada muda. Ja se sabia que são traficantes de droga e que que raptam por dinheiro.
...
Piscoiso Diz:
4 Julho, 2008 às 5:55 pm
A Radio Suisse Romande nasceu em 1922, numa altura em que a Europa não contava com mais de 3 emissores de rádio. Tem “pergaminhos”.
Alvaro Diz:
4 Julho, 2008 às 6:07 pm
Fonte tão irrelevante?!! É incrível como na tugolândia se dizem barbaridades que até podem passar por grandes verdades…
Já ouviu falar na Orquestra da Rádio da Suiça Romande? Em Armin Jordan, um muito grande chefe-de-orquestra?
Não?! A Orquestra desta Rádio vale mais e tem mais história que toda a história da cultura musical em Portugal junta (e não só)! Nos comentários do blasfemias.net, 4 Julho
Pós-comentário: se não fosse o "Piscoiso" e Eu andarmos precisamente naquele momento pelo Blasfémias, lá passava uma estúpida mentira por uma verdade cristalina e evidente. Já que alguém falou em traficantes de droga...
Touch
Capítulos musicais de radioarte, instalação sonora, arquivo histórico, improvisação, gravações de campo, inter alia. Touch Radio, acervo importante com trabalhos de artistas tão diferentes como Tom Lawrence, figura do mais recente episódio radiofónico (Touch Radio 32: Donadea Forest Recordings), Simon Fisher Turner, Enrico Coniglio, Jana Winderen, Gudni Franzson, Lasse Marhaug, Chris Watson, Steve Roden, Leif Elggren, Scott Taylor, The Skull Defekts, Daniel Menche, Fennesz, Peter Rehberg, Rafael Toral, João Paulo Feliciano, Brandon LaBelle, Stephan Mathieu, Leif Inge, Jacob Kirkegaard, Dylan Carlson, People Like Us, KK.Null, Toshiya Tsunoda, Philip Jeck, Max Nagl e Carl Michael von Hausswolff. A peça de reciclagem sonora do norueguês Lasse Marhaug, por exemplo, é absolutamente invulgar. «Into The Pandemonium is a de-composition/ celebration of 25 years of extreme metal music. Fragments of classic moments in death/thrash/black metal music have been mangled, disfigured and reworked into a festering pulp of distortion, doom and noise». Na Touch. Com um toque britânico. Posted by eduardo chagas @ 5.7.08 In jazzearredores.blogspot.com
Danças Ocultas
São o mais interessante grupo de música português. Fazem uma música forte e inspirada. Estudaram todos nos conservatórios de música que o actual desgoverno da nação de triste sina quer destruir. Como são de facto bons e criativos não têm, como seria de esperar, grande expressão em Portugal. A boa música não é apreciada por quem quer: é apreciada por quem tem capacidade para isso. Felizmente lá fora sabem-os valorizar. Bem hajam amigos! Aqui fica o link.
os rankings eram apenas macro-económicos. Era o tempo da convergência nominal, do milagre económico português, do cavaquistão. Depois, vieram os indicadores de desenvolvimento humano, da desigualdade de rendimentos, da equidade e da justiça social.
Os anos dourados da solidariedade social, as políticas sociais como prioridade, o tempo do diálogo. E pouco a pouco começaram a aparecer os indicadores internacionais sectoriais. Primeiro da saúde e da educação, depois da qualidade da governança política e mais recentemente do enquadramento jurídico e legislativo. Em todos estes rankings Portugal perdia. Primeiro, ignorava-se. O que interessava mesmo era bater a Grécia na convergência real, o resto era conversa. Dizia-se que esses rankings eram incorrectos, porque não sabiam avaliar o nosso sistema de educação e de saúde, o nosso Estado de Direito muito avançado, a nossa democracia de sucesso. E Portugal continuava a descer. Descobriu-se então que os rankings eram neoliberais, uma americanice que não podíamos aceitar. O importante mesmo era que tínhamos o euro e os gregos não. E Portugal continuava a descer, nos rankings sectoriais e na convergência real. Dos gregos deixou-se de falar. Foi então que começou a generalizar-se a depressão de quem já sabe que ano após anos Portugal só piora nos rankings.
Mas em 2005 chegou um novo governo. E fez uma importante descoberta. Mudar os indicadores de convergência real não é fácil e leva o seu tempo, conseguir que Portugal suba nos rankings sectoriais é muito mais fácil e é rápido. Basta ver como são construídos estes indicadores, legislar de forma a poder dizer que foram introduzidas as medidas que permitem satisfazer as metas impostas pelas instituições internacionais e fazer a festa sempre que Portugal sobe nos rankings.
Este tem sido o melhor governo a trabalhar os rankings. Foi na educação (o sucesso escolar é um excelente exemplo), na qualidade da governança (os múltiplos programas simplex desenhados para satisfazer o Doing Business, o programa legislar melhor para favorecer as formalidades da OCDE), no ensino superior, na justiça e, agora, até na legislação laboral (lá veremos se a OCDE nos desce uns pontinhos no indicador de rigidez do mercado de trabalho).
Infelizmente para o governo, este trabalho dos rankings ficou muito prejudicado pela realidade económica. Evidentemente que a crise internacional agora é a mãe de todas as culpas. Uma culpa injusta, sem dúvida. A crise internacional justifica o abrandamento do crescimento económico, mas, curiosamente, o que temos em Portugal não é um mero abrandamento, e sim a continuação da divergência real. Isto é, mesmo quando a economia europeia abranda, a economia portuguesa não consegue recuperar o atraso perdido nos últimos anos (dizem os entendidos que não o fará até 2014). Nem mesmo em relação à espanhola, onde impera um estado de completo desaire no novo governo Zapatero.
Acontece que trabalhar os rankings pode ser politicamente rentável, mas não é sustentável. Trata-se, no fundo, de uma mera operação de cosmética que não altera o essencial. Uma melhoria dos exteriores sem a correspondente mudança nas fundações do edifício. Pode até atrasar a sua ruína, mas não a impede.
O problema é que o trabalho dos rankings fica bem nos jornais, abre noticiários, mas não engana os investidores que interessam e não muda os fundamentais da economia portuguesa. Ainda por cima, por esse mundo fora, governos medíocres que não conseguem implementar reformas profundas dedicam-se a essa actividade mais fácil de gerir rankings, contratando consultores a peso de ouro (o nosso governo já os conhece de tanto encomendar-lhes estudos) e anunciando pacotes de medidas semelhantes ao que se fez em Portugal. Por isso mesmo, no mais recente relatório do Doing Business 2008, para grande desgosto das nossas autoridades, Portugal não subia o que se esperava. É que o governo português não foi o único que descobriu a magia de enganar os rankings. Nuno Garoupa In jornaldenegocios.pt, 03 Julho, 14:00
Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola
Hoje de manhã acordei a pensar no Ministério da Educação. Num mundo ideal, eu seria professora de Português, consistindo a minha missão em sujeitar a exame todos os membros do Gave (Gabinete de Avaliação Educacional), da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular), do GEPE (Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação), da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) e da ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) usando para o efeito uma “grelha” por mim elaborada.
Este desejo surgiu depois de ter lido os programas, os exames e os critérios de avaliação em vigor. Com filhos crescidos e netos demasiado pequenos para frequentar a escola secundária, tenho andado arredada da matéria, embora, pelo que ia ouvindo, por esquinas e ruas, suspeitasse de que a asneira tivera carta de alforria. Há três semanas, durante uma sessão de autógrafos na Feira do Livro, conversei com algumas professoras do ensino secundário. O encontro despertou o meu apetite por analisar as provas de exame de Português. Havia muito – exactamente desde 1997, quando publiquei "Os Filhos de Rousseau" – que o não fazia.
Não foi difícil obter, na Internet, o seu enunciado, ou antes, não foi difícil depois de o director deste jornal me ter enviado o devido link. Comecei pela Prova Escrita de Português do 12.º Ano de Escolaridade, a qual incluía um texto de Camões, outro de Luís Francisco Rebelo e outro de Guilherme Oliveira Martins. À cabeça, aparecia o extracto do Canto X de "Os Lusíadas", começando em “Que as Ninfas do Oceano, tão fermosas,/…” e terminando em “Que possuí-los sem os merecer”. Se a inclusão do maior poeta épico português não me admirou, o mesmo não posso dizer das perguntas sobre ele feitas.
No final da primeira parte, pedia-se ao aluno que comentasse, num texto de 80 a 120 palavras, a experiência de leitura de "Os Lusíadas". Com medo de que esta se reduzisse a nada, fornecia-se, em epígrafe, as seguintes linhas de Maria Vitalina Leal de Matos: “Mas o texto é complexo e, por vezes até, contraditório. Em certos momentos exibe uma face menos gloriosa; aquela em que emergem as críticas, as dúvidas, o sentimento de crise.” Não só o excerto era desnecessário, como podia causar perplexidade, uma vez que o esquema a preto e branco inventado pelo Gave não se coadunava com “complexidades”. Por outro lado, pareceu-me extraordinário que, a alunos de 17 e 18 anos, se tivesse de fornecer um glossário, no qual se explicava, por exemplo, o que era o Olimpo. Que andaram os meninos a aprender ao longo de dez anos de aulas de História? Maria Filomena Mónica In publico.pt, 04.07.2008, 07h00
Milagres ou facilitismo?
Uma alerta antes de começar a ler o texto: isto é um «Desce». Sim, podia ser um «Sobe», porque testes fáceis e boas notas é o que a malta quer. Pronto, também não podem ser muito boas, porque senão é só cromos, «nerds» e outras coisas um bocado foleiras. Mas sem confusões, isto é mesmo um «Desce».
Num País que quer ser competitivo, que sabe que só tem hipótese de vingar se optar pela qualidade e pela exigência, porque o barato vem de outros continentes, trocar as voltas a tudo isto e aparecer com o melhor sorriso do mundo deixa todos abismados.
Somos maus a matemática, não conseguimos ser bons sem colocar mais professores nas escolas para dar apoio e motivar para a disciplina (ou seja, sem gastar dinheiro)? E isso fica mal nas estatísticas? É feio?, piroso?, passa a ideia de que somos mesmo maus a matemática? Não pode ser! Há que baixar o nível de exigência e tornar os exames mais fáceis. Vão ver que vai ser um fartote de boas notas. E ficamos logo a saber muito de matemática. E se as perguntas forem fixes, nem precisamos de máquina de calcular, fazemos de cabeça. Ok, mas conferimos na máquina.
Acresce ainda que os conselhos executivos das escolas foram instados a ter cuidado na escolha dos professores que vão corrigir os exames: «Talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média». E porquê? Ora, porque os «alunos têm direito a ter sucesso». Está tudo dito.
Mais: quando são os próprios alunos a dizer que o exame foi demasiadamente fácil e que assim não se distingue os bons alunos dos médios e dos «positiva mesmo à tangente», ficamos a perceber que os estudantes sabem que quem se esforça não pode ser igual a quem não quer saber, nem faz ideias, mas tem umas noções.
O que vos posso dizer é que teremos, no futuro, um país de sucesso!!! E todos seremos doutores com excelentes notas.
Se calhar, isto devia ser um «Sobe»... Luísa Melo In diario.iol.pt, 01-07-2008, 16:24h
Entretanto...
Só o presidente da transportadora aérea, o brasileiro Fernando Pinto, recebe actualmente, por mês, um salário que ronda os 60 mil euros, cerca de 840 mil euros ao ano, soube o SOL.
A este valor será acrescido um prémio 420 mil euros por ter atingido os objectivos de gestão definidos pelo Governo para 2007.
Assim, num ano, Fernando Pinto pode receber um total de 1,2 milhões de euros – seis vezes mais do que recebeu em 2001, quando assumiu funções de administrador-delegado da TAP.
Nessa altura, e segundo a declaração que apresentou no Tribunal Constitucional e que o SOL consultou, Fernando Pinto teve rendimentos anuais no valor de 190.893 mil euros. In sol.sapo.pt, 5 Julho
Lusitana estupidez
Estava eu a experimentar uns produtos do chamado "comércio justo" - que ocupavam um átrio inteiro da faculdade - quando uma senhora, provavelmente a professora-doutora (ora essa!) que organizou o evento, me perguntou se eu estava no colóquio. Que não, não estava. É que este coffee-break é só para os participantes do mesmo, informou a dita cuja. Eu, que até gostaria de conhecer os produtos do "comércio justo", que talvez aqui escrevesse sobre eles, e quiçá sobre o colóquio (eu, que até estudei voluntariamente antropologia, como o professor Raúl Itúrra, "pai" da antropologia em Portugal, sabe muito bem), virei-me para a senhora e disse: Não estou no colóquio e se estivesse a pensar assistir ir-me-ia imediatamente embora. Passe muito bem! E, claro, virei as costas à suposta professora-doutora, eminente exemplar da lusa-raça. E agora, claro, não posso deixar de dar a minha facadazinha e dizer, escrevendo, que é por esta e por outras professoras-doutoras pequeninas e mesquinhas que o ensino superior em Portugal está como está: mediocre. E no ensino público!
Mais lusas parvoíces
jcd Diz:
4 Julho, 2008 às 5:40 pm
Nunca vi uma notícia de uma fonte tão irrelevante (uma rádio da Suiça) espalhar-se tão rapidamente. É grande a vontade de não ver nesta operação nenhum sucesso que possa ser atribuido ao governo colombiano na luta contra os amantes de Che.
Se fosse verdade, seria ridículo para o exército colombiano. Para as FARC nada muda. Ja se sabia que são traficantes de droga e que que raptam por dinheiro.
...
Piscoiso Diz:
4 Julho, 2008 às 5:55 pm
A Radio Suisse Romande nasceu em 1922, numa altura em que a Europa não contava com mais de 3 emissores de rádio. Tem “pergaminhos”.
Alvaro Diz:
4 Julho, 2008 às 6:07 pm
Fonte tão irrelevante?!! É incrível como na tugolândia se dizem barbaridades que até podem passar por grandes verdades…
Já ouviu falar na Orquestra da Rádio da Suiça Romande? Em Armin Jordan, um muito grande chefe-de-orquestra?
Não?! A Orquestra desta Rádio vale mais e tem mais história que toda a história da cultura musical em Portugal junta (e não só)! Nos comentários do blasfemias.net, 4 Julho
Pós-comentário: se não fosse o "Piscoiso" e Eu andarmos precisamente naquele momento pelo Blasfémias, lá passava uma estúpida mentira por uma verdade cristalina e evidente. Já que alguém falou em traficantes de droga...
Touch
Capítulos musicais de radioarte, instalação sonora, arquivo histórico, improvisação, gravações de campo, inter alia. Touch Radio, acervo importante com trabalhos de artistas tão diferentes como Tom Lawrence, figura do mais recente episódio radiofónico (Touch Radio 32: Donadea Forest Recordings), Simon Fisher Turner, Enrico Coniglio, Jana Winderen, Gudni Franzson, Lasse Marhaug, Chris Watson, Steve Roden, Leif Elggren, Scott Taylor, The Skull Defekts, Daniel Menche, Fennesz, Peter Rehberg, Rafael Toral, João Paulo Feliciano, Brandon LaBelle, Stephan Mathieu, Leif Inge, Jacob Kirkegaard, Dylan Carlson, People Like Us, KK.Null, Toshiya Tsunoda, Philip Jeck, Max Nagl e Carl Michael von Hausswolff. A peça de reciclagem sonora do norueguês Lasse Marhaug, por exemplo, é absolutamente invulgar. «Into The Pandemonium is a de-composition/ celebration of 25 years of extreme metal music. Fragments of classic moments in death/thrash/black metal music have been mangled, disfigured and reworked into a festering pulp of distortion, doom and noise». Na Touch. Com um toque britânico. Posted by eduardo chagas @ 5.7.08 In jazzearredores.blogspot.com
Danças Ocultas
São o mais interessante grupo de música português. Fazem uma música forte e inspirada. Estudaram todos nos conservatórios de música que o actual desgoverno da nação de triste sina quer destruir. Como são de facto bons e criativos não têm, como seria de esperar, grande expressão em Portugal. A boa música não é apreciada por quem quer: é apreciada por quem tem capacidade para isso. Felizmente lá fora sabem-os valorizar. Bem hajam amigos! Aqui fica o link.
2008/07/03
O ranço salazarista
Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.
Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.
Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.
Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'
Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.
Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos.
Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência.
E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.
Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.
Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir.
O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.
A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade.
Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.
Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta. Baptista Bastos
A portuguesa guerra
Não é só professores, médicos (hoje em primeira página do Correio da Manhã) e juízes que são agredidos. É também o morto que acontece a cada 12 horas e 28 minutos nas estradas portuguesas (Destak de hoje, pag 3). Trata-se fundamentalmente do sucesso da portuguesa educação...
Nota: ainda há pouco, na Rua de Buenos Aires, na Lapa, em Lisboa, passou um Porche a toda a velocidade. As pessoas disseram-me que acontece frequentemente. Se a Polícia Municipal, em vez de andar a rebocar os carros estacionados na Estrela, andasse a vigiar estes "campeões", a civilidade impor-se-ia naturalmente. Por coacção, evidentemente. Haverá outra forma de a alcançar (à civilidade) em Portugal, se são as supostas "elites" a terem este comportamento?!
O estado da educação...
8. Proliferam, e vão-se assumindo, os «titulares» com estatuto de novos capatazes. Falam a linguagem do Poder, desse Poder que fez de muitos deles licenciados por decreto, desse Poder que decretou que gente intelectualmente menor pode avaliar(?) gente com formação académica efectiva, com currículo profissional inquestionável. Bacharéis nas mais variadas áreas transformaram-se em licenciados (ou mesmo mestres) em Animação sociocultural(!), Artes Decorativas(!)... (na Universidade do Algarve já foi criado o Mestrado em Gestão de Campos de Golfe!). Enfim, gente que vivia em permanente conflito com a gramática e que hoje disfarça tudo com o recurso (quase exclusivo) ao texto informático. Tudo depende do corrector ortográfico...
9. Quase magnânimos, os novos "avaliadores dos desempenhos" proclamam que gostariam de dar excelente a todos os avaliados... mas não podem. Entretanto, vão alinhando as grelhas com que farão indigestos cozinhados. Alguns estiveram na manif. dos 100 mil, não fosse o diabo tecê-las... João Pedro Costa In oestadodaeducacao.blogspot.com, 2 de Julho
Presidente checo espera que Tratado seja bloqueado
O presidente da República Checa espera que o Tribunal Constitucional bloqueie a adopção do Tratado de Lisboa pela União Europeia.
...
«Espero que a adopção do Tratado de Lisboa seja impedida pelo Tribunal Constitucional ou pelo Senado», declarou Klaus, numa entrevista ao diário Lidove Noviny.
Vaclav Klaus congratulou-se ainda pela decisão do polaco Lech Kaczynski de se recusar a assinar o Tratado, depois do ‘não’ irlandês, em Junho.
O presidente checo denunciou ainda as tentativas da França para continuar o processo de ratificação do documento e para criar uma União Europeia «à francesa».
«A nossa posição é necessariamente diferente e é por isso devemos fazer um esforço para que a União Europeia não se desenvolva da maneira que a França e que o tratado que foi rejeitado tentam impor», acrescentou.
Vaclav Klaus opôs-se ao Tratado por reduzir o poder dos estados individuais na tomada de decisão. In tsf.sapo.pt, 3 Julho, 10:51
Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.
Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.
Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.
Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'
Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.
Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos.
Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência.
E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.
Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.
Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir.
O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.
A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade.
Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.
Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta. Baptista Bastos
A portuguesa guerra
Não é só professores, médicos (hoje em primeira página do Correio da Manhã) e juízes que são agredidos. É também o morto que acontece a cada 12 horas e 28 minutos nas estradas portuguesas (Destak de hoje, pag 3). Trata-se fundamentalmente do sucesso da portuguesa educação...
Nota: ainda há pouco, na Rua de Buenos Aires, na Lapa, em Lisboa, passou um Porche a toda a velocidade. As pessoas disseram-me que acontece frequentemente. Se a Polícia Municipal, em vez de andar a rebocar os carros estacionados na Estrela, andasse a vigiar estes "campeões", a civilidade impor-se-ia naturalmente. Por coacção, evidentemente. Haverá outra forma de a alcançar (à civilidade) em Portugal, se são as supostas "elites" a terem este comportamento?!
O estado da educação...
8. Proliferam, e vão-se assumindo, os «titulares» com estatuto de novos capatazes. Falam a linguagem do Poder, desse Poder que fez de muitos deles licenciados por decreto, desse Poder que decretou que gente intelectualmente menor pode avaliar(?) gente com formação académica efectiva, com currículo profissional inquestionável. Bacharéis nas mais variadas áreas transformaram-se em licenciados (ou mesmo mestres) em Animação sociocultural(!), Artes Decorativas(!)... (na Universidade do Algarve já foi criado o Mestrado em Gestão de Campos de Golfe!). Enfim, gente que vivia em permanente conflito com a gramática e que hoje disfarça tudo com o recurso (quase exclusivo) ao texto informático. Tudo depende do corrector ortográfico...
9. Quase magnânimos, os novos "avaliadores dos desempenhos" proclamam que gostariam de dar excelente a todos os avaliados... mas não podem. Entretanto, vão alinhando as grelhas com que farão indigestos cozinhados. Alguns estiveram na manif. dos 100 mil, não fosse o diabo tecê-las... João Pedro Costa In oestadodaeducacao.blogspot.com, 2 de Julho
Presidente checo espera que Tratado seja bloqueado
O presidente da República Checa espera que o Tribunal Constitucional bloqueie a adopção do Tratado de Lisboa pela União Europeia.
...
«Espero que a adopção do Tratado de Lisboa seja impedida pelo Tribunal Constitucional ou pelo Senado», declarou Klaus, numa entrevista ao diário Lidove Noviny.
Vaclav Klaus congratulou-se ainda pela decisão do polaco Lech Kaczynski de se recusar a assinar o Tratado, depois do ‘não’ irlandês, em Junho.
O presidente checo denunciou ainda as tentativas da França para continuar o processo de ratificação do documento e para criar uma União Europeia «à francesa».
«A nossa posição é necessariamente diferente e é por isso devemos fazer um esforço para que a União Europeia não se desenvolva da maneira que a França e que o tratado que foi rejeitado tentam impor», acrescentou.
Vaclav Klaus opôs-se ao Tratado por reduzir o poder dos estados individuais na tomada de decisão. In tsf.sapo.pt, 3 Julho, 10:51
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Tugaria
2008/07/02
L'ARGENT
De Robert Bresson
França/Suiça, 1983 - 85 min.
O último filme de Robert Bresson. A história de uma nota de 500 francos, falsa, que vai passando de mão em mão, até que um dos possuidores, um jovem, é acusado de tráfico, perdendo o emprego, forçado a participar num assalto e levado para a prisão e para uma trágica decisão final. Sem estreia comercial em Portugal, foi exibido na Cinemateca, pela primeira vez, em 1983, ano da sua estreia mundial. In cinemateca.pt
Bruno Maderna (1920-1973)
Conforme aqui referido recentemente, o compositor e maestro de origem italiana Bruno Maderna (1920-1973) esteve fortemente ligado à promoção da música do século XX, nomeadamente através da sua ligação a Darmstadt onde, a convite do seu fundador, Wolfgang Steinecke, dirigiu imensas obras no respectivo festival.
Maderna privou com alguns dos mais proeminentes nomes da música moderna, como Pierre Boulez (1925-), John Cage (1912-1992), Olivier Messiaen (1908-1992), Luigi Nono (1924-1990), Karlheinz Stockhausen (1928-2007) e Luciano Berio (1925-2003). Com este último Maderna fundaria, em 1955, o Studio Fonologia Musicale, o primeiro estúdio italiano de música electrónica. In desnorte.blogspot.com, Junho 26. Nota: o link no nome de Pierre Boulez foi colocado por nós.
Arabella - Richard Strauss
Ficou famosa a ligação do compositor Richard Strauss (1864-1949) ao libretista (além de poeta, dramaturgo e romancista) Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), pelo conjunto extraordinário de obras que resultou dessa colaboração. Foram 6 as óperas de Strauss com libretos de von Hofmannsthal, tendo a primeira sido Elektra, escrita entre 1906 e 1908, e a última Arabella, composta entre 1930 e 1932, e estreada no dia 1 de Julho de 1933, passam hoje 75 anos.
Hofmannsthal faleceu no dia 15 de Julho de 1929 quando se prepara para assistir ao funeral do seu filho Franz, que se havia suicidado 2 dias antes. Strauss completaria o libreto deixado inacabado, e trabalharia depois com vários outros libretistas, entre eles o nosso já conhecido Stefan Zweig (1881-1942), embora as suas óperas mais representativas coincidam com o "período Hofmannsthal".
Quando estava prestes a terminar Die Frau ohne Schatten, Strauss pediu a von Hofmannsthal que lhe enviasse algum material que ele pudesse utilizar, nem que fosse uma nova versão de Rosenkavalier, pois estava completamente a zero. Curioso, este pedido, pois estavam ambos cientes da dificuldade em criar algo de sucesso que se distinguisse precisamente de Der Rosenkavalier, composta 20 anos antes. E o que é certo é que Arabella acabou mesmo por ser desconsiderada por muitos bons críticos, que a acharam uma mera cópia da antecessora... O facto de haver várias semelhanças entre ambas (Viena do século XIX como cenário, os bailes, as valsas, um papel travestido, etc.), terá porventura contribuído para tal conclusão... idem, Julho 01
De Robert Bresson
França/Suiça, 1983 - 85 min.
O último filme de Robert Bresson. A história de uma nota de 500 francos, falsa, que vai passando de mão em mão, até que um dos possuidores, um jovem, é acusado de tráfico, perdendo o emprego, forçado a participar num assalto e levado para a prisão e para uma trágica decisão final. Sem estreia comercial em Portugal, foi exibido na Cinemateca, pela primeira vez, em 1983, ano da sua estreia mundial. In cinemateca.pt
Bruno Maderna (1920-1973)
Conforme aqui referido recentemente, o compositor e maestro de origem italiana Bruno Maderna (1920-1973) esteve fortemente ligado à promoção da música do século XX, nomeadamente através da sua ligação a Darmstadt onde, a convite do seu fundador, Wolfgang Steinecke, dirigiu imensas obras no respectivo festival.
Maderna privou com alguns dos mais proeminentes nomes da música moderna, como Pierre Boulez (1925-), John Cage (1912-1992), Olivier Messiaen (1908-1992), Luigi Nono (1924-1990), Karlheinz Stockhausen (1928-2007) e Luciano Berio (1925-2003). Com este último Maderna fundaria, em 1955, o Studio Fonologia Musicale, o primeiro estúdio italiano de música electrónica. In desnorte.blogspot.com, Junho 26. Nota: o link no nome de Pierre Boulez foi colocado por nós.
Arabella - Richard Strauss
Ficou famosa a ligação do compositor Richard Strauss (1864-1949) ao libretista (além de poeta, dramaturgo e romancista) Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), pelo conjunto extraordinário de obras que resultou dessa colaboração. Foram 6 as óperas de Strauss com libretos de von Hofmannsthal, tendo a primeira sido Elektra, escrita entre 1906 e 1908, e a última Arabella, composta entre 1930 e 1932, e estreada no dia 1 de Julho de 1933, passam hoje 75 anos.
Hofmannsthal faleceu no dia 15 de Julho de 1929 quando se prepara para assistir ao funeral do seu filho Franz, que se havia suicidado 2 dias antes. Strauss completaria o libreto deixado inacabado, e trabalharia depois com vários outros libretistas, entre eles o nosso já conhecido Stefan Zweig (1881-1942), embora as suas óperas mais representativas coincidam com o "período Hofmannsthal".
Quando estava prestes a terminar Die Frau ohne Schatten, Strauss pediu a von Hofmannsthal que lhe enviasse algum material que ele pudesse utilizar, nem que fosse uma nova versão de Rosenkavalier, pois estava completamente a zero. Curioso, este pedido, pois estavam ambos cientes da dificuldade em criar algo de sucesso que se distinguisse precisamente de Der Rosenkavalier, composta 20 anos antes. E o que é certo é que Arabella acabou mesmo por ser desconsiderada por muitos bons críticos, que a acharam uma mera cópia da antecessora... O facto de haver várias semelhanças entre ambas (Viena do século XIX como cenário, os bailes, as valsas, um papel travestido, etc.), terá porventura contribuído para tal conclusão... idem, Julho 01
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Mugabe irrita-se e chama «grandes idiotas» aos britânicos O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, irritou-se com «as perguntas estúpidas» de um jornalista da estação inglesa ITN na Cimeira de Sharm El-Sheik, no Egipto. Mugabe afirmou que o Zimbabwe não é uma colónia do Reino Unido e chamou «grandes idiotas» aos britânicos. In publico.pt, 01.07.2008. Imagem: Pedro K.
Baixar o preço da vaselina
Quando o mais importante em Portugal é este terrível problema da larilagem é sinal de que tudo está a correr belamente.
E portanto Ferreira Leite não tem razão.
Agora é preciso baixar o preço da vaselina para nos doer cada vez menos. In fado-alexandrino.blogspot.com, July 02
Comentário
O Fado Alexandrino é um blog delirante. O delírio é interessante, e produtivo (passe a antipatia e até perversidade do termo), se fôr criativo e, sobretudo, se nos impulsionar a olhar para além dele, transcendendo-o (aqui reside a tal "produtividade"). A última frase é nitidamente metafórica e, concomitantemente, investida de uma ironia inteligente. A primeira, brejeira se descontextualizada, vem no seguimento disto:
"Manuela Ferreira Leite disse com muita clareza que não há dinheiro para nada.
Nem para TGV’s nem para Alcochetes nem para Mundiais de Futebol, nem para o que quer que venha à cabeça do Homem Providencial.
Como era de esperar os três maiores jornais portugueses dão relevo nenhum.
Perdão, o Diário de Notícias resume tudo a “Ferreira Leite admite discriminar casais 'gay'”." idem
Comentário (anexo)
Não tenho nada contra os gays. Gostos são gostos, desde que não interfiram com a liberdade, a integridade e o bem-estar físico e psíquico dos outros. Freud disse claramente que a homossexualidade é uma perversão mas os "novos tempos" desvalorizaram quase tudo o que Freud disse e escreveu, culturalizando completamente as opções sexuais e afectivas que, aliás, mesmo em Freud não saem da ordem da cultura, apesar da "distorção médica" operada pelo criador da psicanálise (que era um fisiatra) ao pretender que a psicanálise fosse uma "ciência". Fica claro na obra que Freud que a sexualidade humana é basicamente determinada pelos afectos desenvolvidos no crescimento, ou seja, durante a aculturação. No entanto, se (os gays) fizerem lobby, se se auto-discriminarem positivamente em prejuízo de outros e outras mais capazes e competentes, estaremos face a situações inadmissíveis num Estado de Direito, que também faz parte da cultura humana... Se não conseguirem perceber (ou fingirem não perceber) quem é ou não gay e andarem por aí a molestar o descuidado e pacato cidadão, estaremos face a situações que terão de ser previstas aquando da revisão do actual código penal, que visivelmente não presta pois não resolveu, e até agravou, os problemas da justiça em Portugal (foi feito o primeiro estudo sobre o dito que revela isto mesmo).
Alemanha não assinará
Face à quantidade de providênciais cautelares que já entraram no Tribunal Constitucional alemão e face às que ainda darão entrada, o processo de ratificação do Tratado de Lisboa pela Alemanha arrastar-se-à indefinidamente. Como o Presidente da República Checa disse que não dá o equivalente a cinco cêntimos por ele, o Tratado morrerá, naturalmente, na praia. Apesar do(s) optimismo(s) sarkosiano e duro-barrosão...
43,5 milhões de euros em gastos irregulares
Gastos irregulares do Estado com pessoal subiram 61 por cento no ano passado.
As Forças Armadas é uma das áreas onde as Finanças detectarem irregularidades.
A Inspecção-geral das Finanças detectou 43,5 milhões de euros de despesas irregulares com "pessoal e outros" efectuadas desde as áreas da Defesa até à Saúde, um valor que representa uma subida de 61 por cento em relação aos 27 milhões de euros verificados em 2006, noticia hoje o "Correio da Manhã".
...
As auditorias realizadas no ano passado mostram que estas entidades não cumpriram as medidas de contenção de despesas públicas e que figuravam como prioridade do Governo. Em particular, a atribuição de "horas extraordinárias e a assunção de despesas sem a obtenção de cabimento prévio", refere o relatório obtido pelo jornal. In publico.pt, 02.07.2008, 09h20
Alerta!
Enviem o texto escrito no fim para o E-mail indicado. E divulguem, se tiverem duvidas da veracidade consultem este link ou vão ao site da ERSE
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=FIX_COMENTARIOS&id=320248&idCom=9
Esta malta pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta mas não tenhos os elementos. Peço que enviem o mail infra e divulguem o mais possível, para bem de todos nós cumpridores.
Enviar para: consultapublica@erse.pt
"Exmos. Senhores:
Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" - que considero absolutamente ilegal e inconstitucional - de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.
Com os melhores cumprimentos," (recebido por e-mail)
2008/07/01
Obrigado Polónia!Por teres mostrado que a Europa é uma Europa dos Cidadãos e não uma famigerada Europa das nações (versus Governos). Se deixar de ser uma Europa dos Cidadãos o melhor é que desapareça de vez e rapidamente, para não desperdiçar ainda mais o dinheiro dos países doadores que frequentemente vai parar aos bolsos dos corruptos do costume nos países receptores dos fundos (comunitários), alguns dos quais são países com características terceiro-mundistas e feudais. O presidente polaco recusou-se a assinar o Tratado de Lisboa. Que descanse em Paz (o Tratado). Viva o Presidente (da Polónia). Viva a Polónia! Viva Chopin! Morra o feudalismo! Morram os Dantas!
Tachos Dourados num país com um ordenado mínimo de 400 euros (ou menos)
Uma remuneração anual fixa de 384 mil euros prevista para 2008, à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base.
Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes poderá receber mais de 1,1 milhão de euros no seu primeiro ano como presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os valores constam do prospecto de admissão.
NOTA: São quase 2.000 salários mínimos ou seja cerca o trabalho de 143 anos pelo salário mínimo. Como é possível? É pior do que no Futebol.
Assim a EDP faz negócio e, se falha, obriga os clientes a pagarem os erros da sua gestão, como nas dívidas incobráveis que agora quer exigir aos pagadores honestos .
Esta Srª gaja deve ser muito habilidosa e ter feito uns favores especiais ( .... má língua..) aos detentores do Poder. A quem pertence? de quem é amiga?
Mais um «TACHO DOURADO», para membro do clã. Tiago Soares Carneiro In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 30, 12:39PM
Um país feudal
Quando se diz que o fosso que separa os cidadãos portugueses mais ricos dos mais pobres está a aumentar em largura e profundidade, saltam logo à liça fanáticos do regime a dizerem com voz que, pelo esganiçamento, procuram tornar mais convincente, que isso não passa de exageros caluniosos de bloguistas e populares mal informados ou de partidos derrotistas.
As atitudes desses defensores caninos não e de estranhar, é natural, pois nunca faltaram apoiantes mercenários a «patriotas» como Idi Amin, Bokassa, Saddan Hussein, Mugabe e… Tudo depende de quanto beneficiam ou pensam vir a beneficiar com essa «fidelidade».
Pior do que a impressão generalizada é, hoje apareceram notícias que nada surpreendem quem se mantém atento à vida nacional. Trazem-nos números, o que significa que para os nossos governantes, tão desejosos de chamar em seu apoio as estatísticas, não podem ser postos sob suspeição. Se os governantes não confiam nestes números, então não podem esperar que sejam levados a sério aqueles que nos atiram à cara, porque esses até já sabemos que são intencionalmente manipulados.
Mas, se os governantes vierem dizer que são números referentes ao passado, temos que com eles concordar, pois todas as estatísticas e relatórios traduzem realidades passadas, mais ou menos recentes. Porém, se fosse possível dispor de números referido a hoje, eles seriam, sem dúvida, mais negros e pessimistas, pois a crise, apesar das palavras enganosas, falsamente optimistas, que temos vido a ouvir desde a elaboração do último orçamento, não tem parado de se agravar. Até já o BdP tem recuado no seu optimismo que queria justificar dom uma taxa de crescimento rigorosa até às milésimas!
Depressa aparecerão comentários a dizer que a crise se deve a factores internacionais e não a inépcia do nosso Governo. Em parte, é verdade, mas o que não deixa de ser grave é que nada foi previsto, nada foi remediado com oportunidade, não foram corrigidos os erros de esbanjamento. Por exemplo, em Espanha, apesar de os combustíveis não terem subido tanto como cá, o Governo está a cortar as despesas públicas e a reduzir o número de funcionários não estritamente indispensáveis. E fica a questão: e os nossos milhares de assessores «de ornamento? De autarquias e de gabinetes da estrutura do Estado, irão continuar intocáveis?
Uma das notícias diz que segundo dados da EU, «Portugueses são os mais preocupados com o futuro», sendo apenas 15% os que acham que a vida vai melhorar nos próximos 12 meses, sendo os piores face aos seus parceiros da UE a 27. Apenas 11% (também o valor mais baixo da União, onde no conjunto há 22% de optimistas), acredita que esta poderá evoluir positivamente. E quando convidados a antever a sua situação económica e de emprego as expectativas também são as mais baixas. As preocupações incidem principalmente no desemprego, subida dos preços e situação económica do país
Outra das notícias diz que «número de ricos em Portugal sobe em plena crise económica», havendo agora mais de 11600 portugueses com mais de um milhão de dólares, tendo passado de 11400 para 11600. Estes dados, ontem, divulgados têm em conta os patrimónios financeiros individuais, excluindo os investimentos imobiliários e as aplicações financeiras em off shores (paraísos fiscais).
A terceira notícia evidencia que ao contrário dos milionários que aumentam, as populações mais carecidas de fortuna enfrentam mais dificuldades para satisfazer as suas necessidades básicas, com o título «dívidas no crédito ao consumo sobem 27%». Segundo o Banco de Portugal está a aumentar o crédito malparado, seja no consumo, na habitação ou em geral, o peso da cobrança duvidosa, tendo crescido, no total, 16%. A procura de empréstimos não abranda, e o endividamento dos portugueses voltou a subir em Abril. Em relação a igual período do ano passado, nos primeiros quatro meses de 2008, os montantes totais em incumprimento subiram, em valores absolutos, 16,4%, com especial agravamento nos empréstimos ao consumo. Face ao total concedido, o rácio de malparado subiu para 1,9%, mais 5,5% que nos primeiros quatro meses de 2007. O rácio de incumprimento passou para 3,8% do total atribuído, uma subida de 26,6% face a igual mês do ano passado. Nestas estatísticas não se encontram dados sobre aqueles que nem sequer conseguem créditos e vivem abaixo do limiar de pobreza, completamente ignorados dos poderes públicos. A. João Soares In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 26, 7:24AM
Presidente polaco recusa assinar Tratado de Lisboa
O presidente polaco recusou assinar o Tratado de Lisboa. Em declarações a um jornal polaco, Lech Kaczynski justificou a sua decisão pelo facto de este documento já não fazer sentido depois do "não" irlandês.
O presidente polaco recusou assinar do Tratado de Lisboa, ao considerar que não faria sentido dar a sua aprovação a um documento já rejeitado pelos eleitores irlandeses em referendo.
Em declarações ao jornal Dziennik, Lech Kaczynski mostrou-se confiante de que União Europeia continuará a funcionar mesmo que não de uma forma ideal, o que não é admirar porque a UE é uma «estrutura complicada»
«É difícil de dizer como acabará toda esta situação. Mas, por outro lado, a afirmação de que não há união sem o tratado não é séria», acrescentou o chefe de Estado da Polónia.
Kaczynski lembrou que foi este mesmo o raciocínio que surgiu na mente dos apoiantes da Constituição Europeia no momento em que esta foi rejeitado por franceses e holandeses em 2005.
Na entrevista que conceder a este diário holandês, o presidente polaco advertiu ainda contra uma eventual tentativa de isolar a Irlanda nesta questão, ao lembrar que se for levantada a «regra da unanimidade uma vez, ela deixará de existir».
Apesar de o parlamento polaco ter aprovado o Tratado de Lisboa em Abril, segundo a constituição do país, cabe ao presidente ratificar este documento, podendo o chefe de Estado não ir na mesma direcção do parlamento.
A decisão de Kaczynski foi anunciada no mesmo dia em que se inicia a presidência francesa da União Europeia, que substitui a Eslovénia na presidência rotativa dos 27. In tsf.sapo.pt, 1 Julho, 07:33
Ilícitas?!
"Ultimatos
«Governo tem até Setembro para responder aos agentes policiais».
Primeiro foram os armadores de pesca, depois os empresários de camionagem, a seguir os agricultores, posteriormente os taxistas, há dias os magistrados da Feira, agora os polícias.
Quando é que o Governo decide, de uma vez, que o Estado não negoceia com os grupos de interesse, sob ultimato de acções de protesto ilícitas?”"
A questão é: quais são - e porquê - as acções consideradas “lícitas”? As enquadradas pelos sindicatos? Pelas organizações que “representam” (leia-se controlam) as “classes” (se isso existe…)? Ha!!!! Claro! Tudo o que fuja ao controle feudal, ao polvo feudal que vai acabar com Portugal (a velha, velhinha, caduca e corrupta, mais velha nação da Europa, segundo Alegre), é ilícito. (Eu em comentário num blog)
Ilícitos
Ilícito é o Governo andar a pagar aos privados na saúde em vez de investir no sector público (veja-se Metro e Global de hoje).
Ilícito é o Governo preparar-se para fazer o mesmo na educação.
Ilícito é o Governo andar a promover individuos (alguns provavelmente "feios, porcos e maus") que sairam das malfamadas ESE's (escolas superiores - que de superior nada têm - de educação), para onde entraram com médias de 10 (ou menos), a gestores das escolas só porque entretanto fizeram mestrados em gestão escolar (será que podiam ter feito mestrados "a sério" em matemática, por exemplo? Em química, por exemplo? Em literatura, por exemplo? Em música, por exemplo? Em... gestão, por exemplo?).
Ilícito é o Governo andar a assinar compromissos internacionais que se comprometeu a referendar e não o fez.
Ilícito é o Governo ter legislado no sentido do "poder local" poder atribuir "empreitadas" e fazer compras directamente sem concurso, até um milhão de euros.
Ilícita foi a forma como decorreu o concurso para atribuição do sistema de comunicações entre as forças de segurança.
Ilícit@ é muita coisa em Portugal. O menos ilícito neste país são os protestos que refletem o sentir dos sectores que os fazem. E tanto menos ilícitos quando espontâneos e não enquadrados pelos "controleiros" profissionais do costume.
"Ultimatos
«Governo tem até Setembro para responder aos agentes policiais».
Primeiro foram os armadores de pesca, depois os empresários de camionagem, a seguir os agricultores, posteriormente os taxistas, há dias os magistrados da Feira, agora os polícias.
Quando é que o Governo decide, de uma vez, que o Estado não negoceia com os grupos de interesse, sob ultimato de acções de protesto ilícitas?”"
A questão é: quais são - e porquê - as acções consideradas “lícitas”? As enquadradas pelos sindicatos? Pelas organizações que “representam” (leia-se controlam) as “classes” (se isso existe…)? Ha!!!! Claro! Tudo o que fuja ao controle feudal, ao polvo feudal que vai acabar com Portugal (a velha, velhinha, caduca e corrupta, mais velha nação da Europa, segundo Alegre), é ilícito. (Eu em comentário num blog)
Ilícitos
Ilícito é o Governo andar a pagar aos privados na saúde em vez de investir no sector público (veja-se Metro e Global de hoje).
Ilícito é o Governo preparar-se para fazer o mesmo na educação.
Ilícito é o Governo andar a promover individuos (alguns provavelmente "feios, porcos e maus") que sairam das malfamadas ESE's (escolas superiores - que de superior nada têm - de educação), para onde entraram com médias de 10 (ou menos), a gestores das escolas só porque entretanto fizeram mestrados em gestão escolar (será que podiam ter feito mestrados "a sério" em matemática, por exemplo? Em química, por exemplo? Em literatura, por exemplo? Em música, por exemplo? Em... gestão, por exemplo?).
Ilícito é o Governo andar a assinar compromissos internacionais que se comprometeu a referendar e não o fez.
Ilícito é o Governo ter legislado no sentido do "poder local" poder atribuir "empreitadas" e fazer compras directamente sem concurso, até um milhão de euros.
Ilícita foi a forma como decorreu o concurso para atribuição do sistema de comunicações entre as forças de segurança.
Ilícit@ é muita coisa em Portugal. O menos ilícito neste país são os protestos que refletem o sentir dos sectores que os fazem. E tanto menos ilícitos quando espontâneos e não enquadrados pelos "controleiros" profissionais do costume.
2008/06/30
Afinal para que serve a ONU?
Invada-se o Zimbabwe!
Para libertar um país torturado e explorado pelo convidado (e amigo?) do primeiro-ministro português: Frankenstein Mugabe!
Porque é que a invasão não aconteceu e não vai acontecer? Porque o Conselho de Segurança da ONU está contra. Como habitualmente! Veja-se o dramático caso da Birmânia onde os generais corruptos continuam a impôr a sua torcinária ordem. Pense-se no Darfur... no Tibete...
A questão começa a ser: para que serve a ONU? Servirá para alguma coisa de bom para a humanidade? Ou não passa de um sorvedouro de dinheiro que seria melhor empregue se empregue directamente pelos países ou blocos de países?
Entretanto soube-se que alguns deputados britânicos têm fortes interesses económico-financeiros no Zimbabwe, que são devidamente acautelados e protegidos pelo regime (noticia ontem em The Independent on Sunday). Esses também não estão interessados na invasão...
"Esmagadora maioria"
Despite official results claiming that he had won more than two million votes and 85 per cent of the ballot, the election has been dismissed as a "sham" by much of the international community.
...
Earlier in the day, the observer mission from the Pan-African parliament denounced the poll as not being "free and fair" called for a re-run of the elections.
"The current atmosphere prevailing in the country did not give rise to conditions for the holding of free and fair democratic elections," said Marwick Khumalo, head of the observer team. Daniel Howden & Anne Penketh, In independent.co.uk, 30 June 2008
Maioria avassaladora
*Robert Mugabe
2,150,269
*Morgan Tsvangirai
233,000
*Spoilt ballots
131,481
*Voter turnout
42.37 per cent
Source: Zimbabwe Electoral Commission idem
Os ditadores do costume estão contra
Archbishop Desmond Tutu yesterday urged intervention by a UN force spearheaded by African troops if necessary, but this proposal would not be accepted by South Africa, China and Russia on the UN Security Council. The African Union's security chief played down any prospect of African peacekeepers moving into Zimbabwe, saying that any intervention like this needed to come about as the result of a peace agreement. ibidem
Resistência
friendsofzim.com
LIEBELEI
“Namorico”
De Max Ophuls
Alemanha, 1932 - 85 min.
Último filme realizado por Ophuls na Alemanha antes do nazismo e uma das suas obras-primas absolutas, é outra obra revelada pela Cinemateca, em 1983, há vinte e cinco anos, na célebre retrospectiva integral que dedicámos ao cineasta. Doze vezes passou o filme desde então e só na Cinemateca passou. Adaptada de uma peça homónima de Schnitzler, esta dilacerante história de amores contrariados pelo destino, é situada nos finais do século XIX, na Viena do imperador Francisco José. Tratando-se de Viena, as alusões à música são muitas. A acção começa durante uma récita de O Rapto do Serralho, a protagonista é cantora e o “tema do destino” da Quinta Sinfonia de Beethoven acompanha o trágico desenlace. In cinemateca.pt
Querridas (infelizmente poucas) leitoras belgas:
Estou profundamente decepcionado e (novamente) consternado com o facto, visível, de as minhas (Muito Poucas Mas Muito Querridas - MPMMQ) leitoras belgas - do país-corração e etc (ETC) da UE que, como País-Corração-Cérebro (PCC) desta nossa Querrida Europa (QE), eu (EU), expectante, imaginava, Iludida e Ilusoriamente (I&I), como que num delirius tremulis, me dariam Um Pouco Mais de Atenção (UPMA) - só me terem visitado 24 vezes. Não é aceitável, De Todo (DT), uma situação destas, criada pelas habitantes do país-corração (e mais o resto) da nossa Europa Querrida (EQ=QE if EQ>QE). Que não percebem? Mas isso não interessa minhas querridas! Perceber o quê e para quê?! O que interessa é a vossa Presença, o vosso Estímulo (P&E)! Eu gosto de vocês Querridas Belgas (QB)! Deiam-me, portanto, Novas Oportunidades (Ha!) de auscultar os vossos Tenros Corrações (TC).
PORTUGAL
8.099
BRAZIL
1.393
UNITED KINGDOM
351
UNITED STATES
204
SPAIN
123
FRANCE
98
NETHERLANDS
50
GERMANY
36
SWITZERLAND
35
BELGIUM
24
Fiquei (muito) consternado
Comparar extremos não faz sentido
Portugal tem décimos IRC e IRS mais altos da UE, diz o DD.
A questão é que este ranking não é feito com os impostos médios cobrados. É feito sim com escalão mais alto dentro de cada imposto. Não sei como é o caso do IRC, mas no IRS apenas uma pequena fracção de portugueses paga 42%. Não faz pois sentido pegar neste valor como representativo para a realidade nacional. É como dizer que os portugueses são mais altos que os suecos, porque o português mais alto de todos é maior que sueco mais alto.
Se formos analisar o valor médio da taxa fiscal implícita, chegamos à conclusão que só há 4 países com IRS inferior a Portugal! Algo bem longe do que a notícia faz crer.
Aproveito o relatório do Eurostat para acabar com outro mito que aparece constantemente na nossa imprensa, na boca de muitos políticos e comentadores, o mito de que os impostos em Espanha são mais baixos do que em Portugal. Pois bem, a carga fiscal em percentagem do PIB - o modo correcto de aferir o peso fiscal - na economia é mais baixa em Portugal! (A diferença é miníma, mas contrária ao mito). In apentefino.blogs.sapo.pt, 26 de Junho, 17:31
Consternamento
Ai, my Good! Mas não é assim que se faz vulgarmente na Tugolândia, perdão, em Portugal? Não foi utilizando a mesma metodologia que se "provou", por exemplo, que os professores portugueses eram os mais bem pagos da Europa e arredores? Oh! Bless Me! Yet!!! If not... I'm a portuguese guy...
Haaaaaa! Olhós marcianos!!!!
Afinal há homens verdes com antenas
Marte poderá mesmo ter vida, diz o Portugal Diário. Quando se lê o texto, percebe-se que a novidade é a descoberta de alguns nutrientes que existem no solo terrestre, não há absolutamente nada sobre a existência de "vida". A própria fonte da notícia, a BBC, diz apenas Martian soil 'could support life'.
Mas não custa nada alterar umas palavrinhas e apimentar a história... ninguém liga. idem, 28 de Junho, 14:58
Portugal cada vez mais em grande
Dentro de um mês, o novo Código dos Contratos Públicos que permitirá ajustes directos na adjudicação de empreitadas de obras públicas até um milhão de euros (200 mil contos). O tráfico de influências fica facilitado. Câmaras não comentam.
A partir do dia 30 de Julho, o ajuste directo pode ser usado para as empreitadas de obras públicas até 150 mil euros (ainda é de 25 mil euros) e para contratos de aquisição de bens e serviço até 75 mil euros. Embora as câmaras municipais encaixem na categoria que só permite ir até aos 150 mil euros no ajuste directo, a verdade é que poderão extender-se até um milhão de euros (200 mil contos) através das mais de 200 empresas municipais ou intermunicipais existentes, à semelhança de fundações ou institutos em que o Estado participa.
"Pode não haver corrupção, mas sim um tratamento desigualitário e, por essa via, tráfico de influências e um mau serviço público", sublinha Rogério Alves. "Por uma questão de transparência e tratamento igualitário de todos os agentes económicos, talvez o ajuste directo pudesse ser por um valor-limite 50% inferior (500 mil euros)", afirma Rogério Alves, jurisconsulto e ex-bastonário da Ordem dos Advogados.
De acordo com Rogério Alves, não há uma relação directa entre "ajuste directo mais corrupção" e "concurso público menos corrupção". Nesse ponto, Paulo Morais, ex-vereador do urbanismo na Câmara Municipal do Porto, concorda com o ex-bastonário. "A corrupção pode acontecer mesmo em concursos públicos. O problema está na transparência de todo o processo", diz Paulo Morais.
Saldanha Sanches, fiscalista, não se mostrou espantado com a possibilidade de as câmaras, através das suas empresas municipais, adjudicarem obras até um milhão de euros através de ajuste directo. "É perfeitamente coerente. As empresas municipais foram criadas para empregar os amigos. Era interessante perguntar aos autarcas a opinião sobre este diploma".
O JN tentou, sem êxito, saber a opinião de autarcas em relação ao novo Código de Contratos Públicos, em particular sobre as condições de ajuste directo nas empreitadas públicas. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e da autarquia de Viseu, Fernando Ruas, recusou-se a comentar o Código antes da sua discussão pela ANMP, durante a próxima semana.
O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, alegou falta de conhecimento profundo do novo Código. Razão semelhante foi invocada pelo autarca da Maia, Bragança Fernandes, que afirmou desconhecer o código em pormenor, mas estar de acordo "na generalidade". O JN tentou igualmente obter declarações dos presidentes das câmaras de Benavente, Braga, Fundão e Matosinhos que ou estavam incontactáveis ouse mostraram indisponíveis para comentar
Jorge Costa, coordenador dos deputados do PSD na comissão parlamentar de Obras Públicas, afirmou ao JN "ter algumas dúvidas" quanto ao Código. "Estamos a fazer um trabalho de análise porque temos dúvidas sobre o âmbito de aplicação do Código", afirmou, acrescentando que os deputados sociais-democratas querem "perceber a razão de todas as rectificações" que já foram feitas ao documento, mesmo antes de entrar em vigor. Os deputados do PSD contam ter uma posição sobre a matéria no final da semana. Pedro Araújo In jn.sapo.pt, 29 Junho
Justiça encerra blogue pela primeira vez
A justiça portuguesa ordenou o encerramento de um blogue por difamação. Processado pelo presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a justiça obrigou a empresa Google a encerrá-lo. É a primeira vez em Portugal que a justiça manda fechar um blogue.
O tribunal obrigou a empresa Google a encerrar um blogue por alegada difamação, algo inédito no país. A queixa foi feita pelo presidente Macedo Vieira e vice-presidente Aires Pereira da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
«A Póvoa de Varzim apenas oferece lixo, praia contaminada e mar poluído, tudo supervisionado por autarcas agarrados ao poder e sustentados por uma teia de corrupção que corrói toda a gestão municipal». Eram estas as palavras que se podiam ler no blogue “povoaonline”, cujo autor é desconhecido.
O tribunal considerou provado que a maior parte do conteúdo do blogue consistia em “artigos de opinião críticos” sobre os dois autarcas, atingindo-os igualmente enquanto cidadãos, pais, familiares e amigos.
O tribunal considerou ainda que os autores do blogue davam a entender que os autarcas eram “corruptos ou corruptíveis”, mas sem o fazerem com base em factos provados e concretos.
O acórdão a que o jornal Público teve acesso, refere que os textos publicados blogue “extravasavam claramente o direito à liberdade de expressão e atentavam contra o direito à honra, credibilidade, prestigio e confiança dos autarcas”.
Entretanto, o autor criou uma alternativa ao blogue encerrado. O http://povoaoffline.blogspot.com/, publica as duas 22 páginas do acórdão do tribunal e uma imagem manipulada do presidente da Câmara vestido de militar, com bigode e suíças, a dizer que tem como objectivo o combate aos corruptos.
Esta não foi a primeira vez que a Justiça avaliou queixas contra autores de blogues, mas é a primeira decisão conhecida de uma ordem de encerramento. In tsf.sapo.pt, 30 Junho, 09:14
Recebi isto há dias...
Amigos e Amigas,
Acabo de receber um e-mail de Itália J&P, Justiça Paz Reg Amazonica jpicram@gmail.com através da postcasa@pcn.net que diz o seguinte: Urgentíssimo:
Escrevo-lhes para que possam participar de uma sondagem que o governo do Estado de Roraima está fazendo sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol através de seu protal / site: , para saber se a Demarcação deve ser em área contínua ou em ilhas.
Os passos são os seguintes:
- Abrir o site acima referido;
- No lado esquerdo, vocês encontrarão uma pergunta:
"Como deve ser demarcada a terra indígena Raposa Serra do Sol?"
- Tem duas possibilidades, mas basta clicar onde diz ÁREA CONTÍNUA e clicar para votar.
- Rapidamente se vê a sondagem.
- Pode-se votar uma única vez em cada computador.
Peço-lhes para difundir esta iniciativa urgentemente, pois o governo poderá fechar esta sondagem, assim que ver a votação está indo para "áreas descontínuas ou em ilhas".
Por favor, quem não souber ou tiver dúvidas onde votar, favor escrever-me pedindo esclarecimentos.
Atenciosamente,
P. Mário
Comentário
Parece-me absurdo. Uma sondagem?! Eu vou votar para decidir da demarcação de uma terra que não é minha? Decidir sobre a demarcação de uma terra que deveria pertencer exclusivamente aos seus habitantes originários? Enfim... (mais) uma portuguesada. Só mesmo no Brasil...
Invada-se o Zimbabwe!
Para libertar um país torturado e explorado pelo convidado (e amigo?) do primeiro-ministro português: Frankenstein Mugabe!
Porque é que a invasão não aconteceu e não vai acontecer? Porque o Conselho de Segurança da ONU está contra. Como habitualmente! Veja-se o dramático caso da Birmânia onde os generais corruptos continuam a impôr a sua torcinária ordem. Pense-se no Darfur... no Tibete...
A questão começa a ser: para que serve a ONU? Servirá para alguma coisa de bom para a humanidade? Ou não passa de um sorvedouro de dinheiro que seria melhor empregue se empregue directamente pelos países ou blocos de países?
Entretanto soube-se que alguns deputados britânicos têm fortes interesses económico-financeiros no Zimbabwe, que são devidamente acautelados e protegidos pelo regime (noticia ontem em The Independent on Sunday). Esses também não estão interessados na invasão...
"Esmagadora maioria"
Despite official results claiming that he had won more than two million votes and 85 per cent of the ballot, the election has been dismissed as a "sham" by much of the international community.
...
Earlier in the day, the observer mission from the Pan-African parliament denounced the poll as not being "free and fair" called for a re-run of the elections.
"The current atmosphere prevailing in the country did not give rise to conditions for the holding of free and fair democratic elections," said Marwick Khumalo, head of the observer team. Daniel Howden & Anne Penketh, In independent.co.uk, 30 June 2008
Maioria avassaladora
*Robert Mugabe
2,150,269
*Morgan Tsvangirai
233,000
*Spoilt ballots
131,481
*Voter turnout
42.37 per cent
Source: Zimbabwe Electoral Commission idem
Os ditadores do costume estão contra
Archbishop Desmond Tutu yesterday urged intervention by a UN force spearheaded by African troops if necessary, but this proposal would not be accepted by South Africa, China and Russia on the UN Security Council. The African Union's security chief played down any prospect of African peacekeepers moving into Zimbabwe, saying that any intervention like this needed to come about as the result of a peace agreement. ibidem
Resistência
friendsofzim.com
LIEBELEI
“Namorico”
De Max Ophuls
Alemanha, 1932 - 85 min.
Último filme realizado por Ophuls na Alemanha antes do nazismo e uma das suas obras-primas absolutas, é outra obra revelada pela Cinemateca, em 1983, há vinte e cinco anos, na célebre retrospectiva integral que dedicámos ao cineasta. Doze vezes passou o filme desde então e só na Cinemateca passou. Adaptada de uma peça homónima de Schnitzler, esta dilacerante história de amores contrariados pelo destino, é situada nos finais do século XIX, na Viena do imperador Francisco José. Tratando-se de Viena, as alusões à música são muitas. A acção começa durante uma récita de O Rapto do Serralho, a protagonista é cantora e o “tema do destino” da Quinta Sinfonia de Beethoven acompanha o trágico desenlace. In cinemateca.pt
Querridas (infelizmente poucas) leitoras belgas:
Estou profundamente decepcionado e (novamente) consternado com o facto, visível, de as minhas (Muito Poucas Mas Muito Querridas - MPMMQ) leitoras belgas - do país-corração e etc (ETC) da UE que, como País-Corração-Cérebro (PCC) desta nossa Querrida Europa (QE), eu (EU), expectante, imaginava, Iludida e Ilusoriamente (I&I), como que num delirius tremulis, me dariam Um Pouco Mais de Atenção (UPMA) - só me terem visitado 24 vezes. Não é aceitável, De Todo (DT), uma situação destas, criada pelas habitantes do país-corração (e mais o resto) da nossa Europa Querrida (EQ=QE if EQ>QE). Que não percebem? Mas isso não interessa minhas querridas! Perceber o quê e para quê?! O que interessa é a vossa Presença, o vosso Estímulo (P&E)! Eu gosto de vocês Querridas Belgas (QB)! Deiam-me, portanto, Novas Oportunidades (Ha!) de auscultar os vossos Tenros Corrações (TC).
PORTUGAL
8.099
BRAZIL
1.393
UNITED KINGDOM
351
UNITED STATES
204
SPAIN
123
FRANCE
98
NETHERLANDS
50
GERMANY
36
SWITZERLAND
35
BELGIUM
24
Fiquei (muito) consternado
Comparar extremos não faz sentido
Portugal tem décimos IRC e IRS mais altos da UE, diz o DD.
A questão é que este ranking não é feito com os impostos médios cobrados. É feito sim com escalão mais alto dentro de cada imposto. Não sei como é o caso do IRC, mas no IRS apenas uma pequena fracção de portugueses paga 42%. Não faz pois sentido pegar neste valor como representativo para a realidade nacional. É como dizer que os portugueses são mais altos que os suecos, porque o português mais alto de todos é maior que sueco mais alto.
Se formos analisar o valor médio da taxa fiscal implícita, chegamos à conclusão que só há 4 países com IRS inferior a Portugal! Algo bem longe do que a notícia faz crer.
Aproveito o relatório do Eurostat para acabar com outro mito que aparece constantemente na nossa imprensa, na boca de muitos políticos e comentadores, o mito de que os impostos em Espanha são mais baixos do que em Portugal. Pois bem, a carga fiscal em percentagem do PIB - o modo correcto de aferir o peso fiscal - na economia é mais baixa em Portugal! (A diferença é miníma, mas contrária ao mito). In apentefino.blogs.sapo.pt, 26 de Junho, 17:31
Consternamento
Ai, my Good! Mas não é assim que se faz vulgarmente na Tugolândia, perdão, em Portugal? Não foi utilizando a mesma metodologia que se "provou", por exemplo, que os professores portugueses eram os mais bem pagos da Europa e arredores? Oh! Bless Me! Yet!!! If not... I'm a portuguese guy...
Haaaaaa! Olhós marcianos!!!!
Afinal há homens verdes com antenas
Marte poderá mesmo ter vida, diz o Portugal Diário. Quando se lê o texto, percebe-se que a novidade é a descoberta de alguns nutrientes que existem no solo terrestre, não há absolutamente nada sobre a existência de "vida". A própria fonte da notícia, a BBC, diz apenas Martian soil 'could support life'.
Mas não custa nada alterar umas palavrinhas e apimentar a história... ninguém liga. idem, 28 de Junho, 14:58
Portugal cada vez mais em grande
Dentro de um mês, o novo Código dos Contratos Públicos que permitirá ajustes directos na adjudicação de empreitadas de obras públicas até um milhão de euros (200 mil contos). O tráfico de influências fica facilitado. Câmaras não comentam.
A partir do dia 30 de Julho, o ajuste directo pode ser usado para as empreitadas de obras públicas até 150 mil euros (ainda é de 25 mil euros) e para contratos de aquisição de bens e serviço até 75 mil euros. Embora as câmaras municipais encaixem na categoria que só permite ir até aos 150 mil euros no ajuste directo, a verdade é que poderão extender-se até um milhão de euros (200 mil contos) através das mais de 200 empresas municipais ou intermunicipais existentes, à semelhança de fundações ou institutos em que o Estado participa.
"Pode não haver corrupção, mas sim um tratamento desigualitário e, por essa via, tráfico de influências e um mau serviço público", sublinha Rogério Alves. "Por uma questão de transparência e tratamento igualitário de todos os agentes económicos, talvez o ajuste directo pudesse ser por um valor-limite 50% inferior (500 mil euros)", afirma Rogério Alves, jurisconsulto e ex-bastonário da Ordem dos Advogados.
De acordo com Rogério Alves, não há uma relação directa entre "ajuste directo mais corrupção" e "concurso público menos corrupção". Nesse ponto, Paulo Morais, ex-vereador do urbanismo na Câmara Municipal do Porto, concorda com o ex-bastonário. "A corrupção pode acontecer mesmo em concursos públicos. O problema está na transparência de todo o processo", diz Paulo Morais.
Saldanha Sanches, fiscalista, não se mostrou espantado com a possibilidade de as câmaras, através das suas empresas municipais, adjudicarem obras até um milhão de euros através de ajuste directo. "É perfeitamente coerente. As empresas municipais foram criadas para empregar os amigos. Era interessante perguntar aos autarcas a opinião sobre este diploma".
O JN tentou, sem êxito, saber a opinião de autarcas em relação ao novo Código de Contratos Públicos, em particular sobre as condições de ajuste directo nas empreitadas públicas. O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e da autarquia de Viseu, Fernando Ruas, recusou-se a comentar o Código antes da sua discussão pela ANMP, durante a próxima semana.
O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Carlos Encarnação, alegou falta de conhecimento profundo do novo Código. Razão semelhante foi invocada pelo autarca da Maia, Bragança Fernandes, que afirmou desconhecer o código em pormenor, mas estar de acordo "na generalidade". O JN tentou igualmente obter declarações dos presidentes das câmaras de Benavente, Braga, Fundão e Matosinhos que ou estavam incontactáveis ouse mostraram indisponíveis para comentar
Jorge Costa, coordenador dos deputados do PSD na comissão parlamentar de Obras Públicas, afirmou ao JN "ter algumas dúvidas" quanto ao Código. "Estamos a fazer um trabalho de análise porque temos dúvidas sobre o âmbito de aplicação do Código", afirmou, acrescentando que os deputados sociais-democratas querem "perceber a razão de todas as rectificações" que já foram feitas ao documento, mesmo antes de entrar em vigor. Os deputados do PSD contam ter uma posição sobre a matéria no final da semana. Pedro Araújo In jn.sapo.pt, 29 Junho
Justiça encerra blogue pela primeira vez
A justiça portuguesa ordenou o encerramento de um blogue por difamação. Processado pelo presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a justiça obrigou a empresa Google a encerrá-lo. É a primeira vez em Portugal que a justiça manda fechar um blogue.
O tribunal obrigou a empresa Google a encerrar um blogue por alegada difamação, algo inédito no país. A queixa foi feita pelo presidente Macedo Vieira e vice-presidente Aires Pereira da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
«A Póvoa de Varzim apenas oferece lixo, praia contaminada e mar poluído, tudo supervisionado por autarcas agarrados ao poder e sustentados por uma teia de corrupção que corrói toda a gestão municipal». Eram estas as palavras que se podiam ler no blogue “povoaonline”, cujo autor é desconhecido.
O tribunal considerou provado que a maior parte do conteúdo do blogue consistia em “artigos de opinião críticos” sobre os dois autarcas, atingindo-os igualmente enquanto cidadãos, pais, familiares e amigos.
O tribunal considerou ainda que os autores do blogue davam a entender que os autarcas eram “corruptos ou corruptíveis”, mas sem o fazerem com base em factos provados e concretos.
O acórdão a que o jornal Público teve acesso, refere que os textos publicados blogue “extravasavam claramente o direito à liberdade de expressão e atentavam contra o direito à honra, credibilidade, prestigio e confiança dos autarcas”.
Entretanto, o autor criou uma alternativa ao blogue encerrado. O http://povoaoffline.blogspot.com/, publica as duas 22 páginas do acórdão do tribunal e uma imagem manipulada do presidente da Câmara vestido de militar, com bigode e suíças, a dizer que tem como objectivo o combate aos corruptos.
Esta não foi a primeira vez que a Justiça avaliou queixas contra autores de blogues, mas é a primeira decisão conhecida de uma ordem de encerramento. In tsf.sapo.pt, 30 Junho, 09:14
Recebi isto há dias...
Amigos e Amigas,
Acabo de receber um e-mail de Itália J&P, Justiça Paz Reg Amazonica jpicram@gmail.com através da postcasa@pcn.net que diz o seguinte: Urgentíssimo:
Escrevo-lhes para que possam participar de uma sondagem que o governo do Estado de Roraima está fazendo sobre a Terra Indígena Raposa Serra do Sol através de seu protal / site:
Os passos são os seguintes:
- Abrir o site acima referido;
- No lado esquerdo, vocês encontrarão uma pergunta:
"Como deve ser demarcada a terra indígena Raposa Serra do Sol?"
- Tem duas possibilidades, mas basta clicar onde diz ÁREA CONTÍNUA e clicar para votar.
- Rapidamente se vê a sondagem.
- Pode-se votar uma única vez em cada computador.
Peço-lhes para difundir esta iniciativa urgentemente, pois o governo poderá fechar esta sondagem, assim que ver a votação está indo para "áreas descontínuas ou em ilhas".
Por favor, quem não souber ou tiver dúvidas onde votar, favor escrever-me pedindo esclarecimentos.
Atenciosamente,
P. Mário
Comentário
Parece-me absurdo. Uma sondagem?! Eu vou votar para decidir da demarcação de uma terra que não é minha? Decidir sobre a demarcação de uma terra que deveria pertencer exclusivamente aos seus habitantes originários? Enfim... (mais) uma portuguesada. Só mesmo no Brasil...
2008/06/27
2008/06/26
Szymanovsky Violin Concert (excerpt) - Esther Lee/A. Leytush
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2008/06/25
Portugal (sempre) igual a si mesmo
De acordo com o Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a Embaixada portuguesa em Londres.
Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.
É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.
A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.
O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais.
Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.
A nossa Maria merece.
Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 Portugueses com um salário de 500 Euros a descontarem à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece! Merece em nome do Progresso e do grande Choque Tecnologico! (recebido por e-mail)
Casa Pia
O tribunal optou por não se pronunciar sobre a veracidade dos factos imputados por um aluno ex-casapiano ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, no âmbito do processo Casa Pia, mas decidiu que a acusação não preenchia os requisitos técnico-jurídicos do crime de difamação de forma continuada.
A juíza afirmou que «não ficou provado que os factos imputados são verdadeiros», mas também não disse que são falsos. A decisão acabou por ser ditada por questões técnico-jurídicas.
Ou seja, para que se dê como provada a existência do «crime de difamação de forma continuada» tem de se provar que os factos imputados são ofensivos, têm dolo e são feitos perante terceiros. Ora, o tribunal decidiu que os factos eram ofensivos e tinham dolo, mas como o ex-casapiano prestou as declarações apenas perante a polícia e o instituto de medicina legal, a juíza considerou que não estava preenchido o requisito de as declarações terem sido proferidas perante terceiros.
Foi «uma sentença de liberdade que evita situações de auto-censura», declarou o advogado do arguido, Alexandre Vieira. «Se os miúdos passassem a ser acusados de difamação por prestarem declarações, começavam a autocensurassem-se», concluiu. In sol.sapo.pt, 25 Junho
Peter Pears (1910-1986)
A associação de Peter Pears ao compositor Benjamin Britten (1913-1976) é por demais conhecida, não só, mas principalmente, pelo facto de Britten lhe ter destinado uma dúzia de papéis operáticos nalgumas das suas obras mais significativas, como Peter Grimes, The Rape of Lucretia, Albert Herring, Billy Budd e The Turn of the Screw.
Pears entrou para os BBC Singers em 1934, ano em que o grupo estreou A Boy was Born, de Britten. Em 1936 dar-se-ia o primeiro encontro entre os dois e, no ano seguinte, dariam o primeiro recital em conjunto. Ao longo da sua carreira Pears teve, naturalmente, a oportunidade de interpretar outros compositores, chegando mesmo a ser dirigido por Igor Stravinsky (1882-1971), mas é a sua ligação a Britten que nos interessa hoje. Ligação que tomou outras formas para além da mera interpretação.
Em 1948 fundaram, em conjunto com Eric Crozier (1914-1994), o Festival de Aldeburgh, com a intenção de arranjarem uma casa para o English Opera Group, uma pequena companhia formada por Britten no ano anterior, responsável, nomeadamente, pela estreia da ópera Albert Herring, a 20 de Junho de 1947 (cujo libreto, diga-se, foi escrito por Crozier). Neste preciso momento decorre a 61ª edição deste festival, que terminará daqui a uma semana, no próximo dia 29 de Junho. Que é como quem diz, nunca falhou um ano desde a sua primeira edição...
Bastantes anos depois, em 1972, Britten e Pears fundaram a Britten-Pears School for Advanced Musical Studies, um projecto que o compositor nutria desde os inícios da década de 1950. Apesar da conhecida aversão de Britten a dar aulas, tarefa que Pears, por seu lado, desempenhava com evidente prazer. Depois da morte do compositor, Peter Pears empenhou-se decisivamente na angariação de fundos, indispensáveis para a melhoria e ampliação das instalações, além de ter procedido à revisão dos cursos ministrados. Porque tem muito a ver com o dia de hoje, refira-se que um dos músicos que por lá passaram para leccionar foi a violoncelista Jacqueline du Pré (1945-1987). Peter Pears nasceu há 98 anos, no dia 22 de Junho de 1910. In desnorte.blogspot.com, Junho 22
De acordo com o Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a Embaixada portuguesa em Londres.
Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.
Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.
As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.
Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.
É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.
A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.
O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais.
Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.
A nossa Maria merece.
Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 Portugueses com um salário de 500 Euros a descontarem à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece! Merece em nome do Progresso e do grande Choque Tecnologico! (recebido por e-mail)
Casa Pia
O tribunal optou por não se pronunciar sobre a veracidade dos factos imputados por um aluno ex-casapiano ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, no âmbito do processo Casa Pia, mas decidiu que a acusação não preenchia os requisitos técnico-jurídicos do crime de difamação de forma continuada.
A juíza afirmou que «não ficou provado que os factos imputados são verdadeiros», mas também não disse que são falsos. A decisão acabou por ser ditada por questões técnico-jurídicas.
Ou seja, para que se dê como provada a existência do «crime de difamação de forma continuada» tem de se provar que os factos imputados são ofensivos, têm dolo e são feitos perante terceiros. Ora, o tribunal decidiu que os factos eram ofensivos e tinham dolo, mas como o ex-casapiano prestou as declarações apenas perante a polícia e o instituto de medicina legal, a juíza considerou que não estava preenchido o requisito de as declarações terem sido proferidas perante terceiros.
Foi «uma sentença de liberdade que evita situações de auto-censura», declarou o advogado do arguido, Alexandre Vieira. «Se os miúdos passassem a ser acusados de difamação por prestarem declarações, começavam a autocensurassem-se», concluiu. In sol.sapo.pt, 25 Junho
Peter Pears (1910-1986)
A associação de Peter Pears ao compositor Benjamin Britten (1913-1976) é por demais conhecida, não só, mas principalmente, pelo facto de Britten lhe ter destinado uma dúzia de papéis operáticos nalgumas das suas obras mais significativas, como Peter Grimes, The Rape of Lucretia, Albert Herring, Billy Budd e The Turn of the Screw.
Pears entrou para os BBC Singers em 1934, ano em que o grupo estreou A Boy was Born, de Britten. Em 1936 dar-se-ia o primeiro encontro entre os dois e, no ano seguinte, dariam o primeiro recital em conjunto. Ao longo da sua carreira Pears teve, naturalmente, a oportunidade de interpretar outros compositores, chegando mesmo a ser dirigido por Igor Stravinsky (1882-1971), mas é a sua ligação a Britten que nos interessa hoje. Ligação que tomou outras formas para além da mera interpretação.
Em 1948 fundaram, em conjunto com Eric Crozier (1914-1994), o Festival de Aldeburgh, com a intenção de arranjarem uma casa para o English Opera Group, uma pequena companhia formada por Britten no ano anterior, responsável, nomeadamente, pela estreia da ópera Albert Herring, a 20 de Junho de 1947 (cujo libreto, diga-se, foi escrito por Crozier). Neste preciso momento decorre a 61ª edição deste festival, que terminará daqui a uma semana, no próximo dia 29 de Junho. Que é como quem diz, nunca falhou um ano desde a sua primeira edição...
Bastantes anos depois, em 1972, Britten e Pears fundaram a Britten-Pears School for Advanced Musical Studies, um projecto que o compositor nutria desde os inícios da década de 1950. Apesar da conhecida aversão de Britten a dar aulas, tarefa que Pears, por seu lado, desempenhava com evidente prazer. Depois da morte do compositor, Peter Pears empenhou-se decisivamente na angariação de fundos, indispensáveis para a melhoria e ampliação das instalações, além de ter procedido à revisão dos cursos ministrados. Porque tem muito a ver com o dia de hoje, refira-se que um dos músicos que por lá passaram para leccionar foi a violoncelista Jacqueline du Pré (1945-1987). Peter Pears nasceu há 98 anos, no dia 22 de Junho de 1910. In desnorte.blogspot.com, Junho 22
2008/06/23
UN CONDAMNÉ À MORT S’EST ECHAPPÉ
De Robert Bresson
França, 1956 - 90 min.
Subintitulada “O Vento Sopra Onde Quer”, citação do Evangelho Segundo S. João, a quarta longa-metragem de Robert Bresson baseia-se num facto real: a evasão de um homem, em 1943, de um forte de onde teoricamente qualquer fuga era impossível. Bresson aplica de modo ainda mais estrito os austeros princípios de realização do seu filme anterior, JOURNAL D’UN CURÉ DE CAMPAGNE: despojamento da imagem, escolha de actores não profissionais, cenários reduzidos, ausência de música de cinema (só a Grande Missa de Mozart), oposição entre monólogo e diálogo. Um extraordinário filme sobre a coragem, que também é um filme sobre o mistério da Graça. In cinemateca.pt
Violência escolar é "problema sério"
... apesar de o Governo o considerar residual. In Global, 24 Junho, pag 4
Empurrar e gozar não são práticas normais
"Quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho", Daniel Sampaio In Metro, 24 Junho, pag 2
Por uma reforma justa!
Salter Cid (SIM, é mesmo esse o nome. LOL) trabalhou 6 anos na PT ou Marconi...
Reclama agora que a sua reforma não está correcta.
17.900€ por mês é pouco, segundo o Sr.
É que trabalhar 6 anos é muito duro para poder gozar uma reformita tão pobrezinha.
Coitado do homem.
Vamos abrir uma conta solidária para ajudar este pobre reformado.
Quem alinha? Tiago Soares Carneiro In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 22, 8:12PM
Mais um empurrãozinho para o futuro radioso de Portugal
A Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) criticou hoje a existência de "questões extremamente elementares" no exame nacional de Física e Química A, realizado sexta-feira, considerando que algumas perguntas "exigem apenas que o aluno saiba ler".
Realizada por cerca de 54 mil estudantes do ensino secundário, a prova desta disciplina, nuclear para quem quer seguir Medicina, é uma das que conta com mais alunos inscritos.
Num breve parecer disponibilizado na Internet, exclusivamente sobre a parte de Química, a Sociedade salienta que "todas as perguntas [do exame] se ficam por questões extremamente elementares", criticando ainda a persistência na prova "de algumas questões já 'batidas' em anos anteriores".
Ressalvando não ter conhecimento dos critérios de correcção estipulados pelo Ministério da Educação, a SPQ lamenta igualmente a existência de "questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química".
"Exigem apenas que o aluno saiba ler um texto ou os eixos de um gráfico", não precisando "sequer de ter grandes competências a nível da interpretação", critica a Sociedade, apontando como exemplo duas das perguntas da prova. In publico.pt, 23.06.2008, 15h31, Lusa
Matemática "demasiado fácil"
“Demasiado fácil”, “não é compensador do esforço”, “não havia nenhuma questão que permitisse distinguir um aluno de 18 de um de 11”, estes foram alguns dos comentários recolhidos pelo PÚBLICO entre os 45 estudantes do 12º ano do colégio Valsassina, em Lisboa, que hoje fizeram o exame nacional de Matemática A. Clara Viana idem, 16h53
De Robert Bresson
França, 1956 - 90 min.
Subintitulada “O Vento Sopra Onde Quer”, citação do Evangelho Segundo S. João, a quarta longa-metragem de Robert Bresson baseia-se num facto real: a evasão de um homem, em 1943, de um forte de onde teoricamente qualquer fuga era impossível. Bresson aplica de modo ainda mais estrito os austeros princípios de realização do seu filme anterior, JOURNAL D’UN CURÉ DE CAMPAGNE: despojamento da imagem, escolha de actores não profissionais, cenários reduzidos, ausência de música de cinema (só a Grande Missa de Mozart), oposição entre monólogo e diálogo. Um extraordinário filme sobre a coragem, que também é um filme sobre o mistério da Graça. In cinemateca.pt
Violência escolar é "problema sério"
... apesar de o Governo o considerar residual. In Global, 24 Junho, pag 4
Empurrar e gozar não são práticas normais
"Quando se diz que indisciplina nada tem a ver com violência não estamos no bom caminho", Daniel Sampaio In Metro, 24 Junho, pag 2
Por uma reforma justa!
Salter Cid (SIM, é mesmo esse o nome. LOL) trabalhou 6 anos na PT ou Marconi...
Reclama agora que a sua reforma não está correcta.
17.900€ por mês é pouco, segundo o Sr.
É que trabalhar 6 anos é muito duro para poder gozar uma reformita tão pobrezinha.
Coitado do homem.
Vamos abrir uma conta solidária para ajudar este pobre reformado.
Quem alinha? Tiago Soares Carneiro In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 22, 8:12PM
Mais um empurrãozinho para o futuro radioso de Portugal
A Sociedade Portuguesa de Química (SPQ) criticou hoje a existência de "questões extremamente elementares" no exame nacional de Física e Química A, realizado sexta-feira, considerando que algumas perguntas "exigem apenas que o aluno saiba ler".
Realizada por cerca de 54 mil estudantes do ensino secundário, a prova desta disciplina, nuclear para quem quer seguir Medicina, é uma das que conta com mais alunos inscritos.
Num breve parecer disponibilizado na Internet, exclusivamente sobre a parte de Química, a Sociedade salienta que "todas as perguntas [do exame] se ficam por questões extremamente elementares", criticando ainda a persistência na prova "de algumas questões já 'batidas' em anos anteriores".
Ressalvando não ter conhecimento dos critérios de correcção estipulados pelo Ministério da Educação, a SPQ lamenta igualmente a existência de "questões que pouco ou nada exigem de conhecimentos prévios em Química".
"Exigem apenas que o aluno saiba ler um texto ou os eixos de um gráfico", não precisando "sequer de ter grandes competências a nível da interpretação", critica a Sociedade, apontando como exemplo duas das perguntas da prova. In publico.pt, 23.06.2008, 15h31, Lusa
Matemática "demasiado fácil"
“Demasiado fácil”, “não é compensador do esforço”, “não havia nenhuma questão que permitisse distinguir um aluno de 18 de um de 11”, estes foram alguns dos comentários recolhidos pelo PÚBLICO entre os 45 estudantes do 12º ano do colégio Valsassina, em Lisboa, que hoje fizeram o exame nacional de Matemática A. Clara Viana idem, 16h53
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2008/06/22
‘Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo’
Chamo-me Daniel Estulin. Sou o autor de ‘Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo’. Devido a algumas informações muito perturbadoras que temos recebido dos nossos amigos em Portugal, estou a escrever a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda.
Recebi informações de alguém que trabalha para a Temas & Debates em Portugal que os editores receberam FORTES PRESSÕES de membros do governo PARA NÃO VENDEREM O LIVRO acerca do Clube Bilderberg. Aparentemente este apanhou mesmo o governo de surpresa e assustou-o. Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.
Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.
Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo, elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE.
Peço a todos aqueles que queiram ajudar que:
1. Apelem a todos os bloggers que por aí andam a telefonarem para a Temas & Debates e perguntarem o que se passa e a EXIGIREM que vendam este livro. Já contactei todas as pessoas que conheço pessoalmente e estas estão a organizar uma campanha de telefonemas e de envio de cartas PARA TELEFONAREM OU ESCREVEREM À TEMAS E DEBATES E EXIGIREM UMA EXPLICAÇÃO.
2. Estão dispostos a telefonar aos vossos contactos na imprensa, aos vossos amigos e aos amigos dos vossos amigos e verem se estão dispostos a publicar esta história e em ajudarem? O que o editor e o governo mais temem é O ESCRUTÍNIO PÚBLICO E A ATENÇÃO INDESEJADA.
Quantas mais pessoas telefonarem e assediarem o editor, e o governo, menos possibilidades terão eles de levar essa tarefa a cabo. Se não fizermos algo seremos tão só MENOS LIVRES NO FUTURO. É ESSE O OBJECTIVO DA BILDERBERG. MAS NÃO É ISSO O QUE EU QUERO PARA OS MEUS FILHOS.
Com base nas nossas fontes no Porto e em Lisboa, descobri que a muitas pessoas têm ido à FNAC à procura do livro mas que, de acordo com a FNAC, ‘o editor, por qualquer razão, não está disposto a vendê-lo.’
Posso dizer-lhes, por experiência própria em Espanha, que esta pressão funciona. Inicialmente a primeira edição foi de 4.000 exemplares que se esgotou num dia. A Planeta (a editora espanhola - nota do tradutor) estava a ser MUITO vagarosa no reabastecimento das livrarias. Organizamos uma campanha massiva na comunicação social na qual isto quase se transformou num ponto crucial para a liberdade de expressão. E funcionou. A Planeta cedeu, o livro avançou e actualmente foram vendidas mais de 65.000 cópias. Também podem divulgar este número na vossa página.
Além disso, estou a organizar uma série de seminários em Portugal para falar sobre os Bilderbergers e os Planos da Ordem Mundial. Esta atenção indesejada irá irritá-los profundamente. Os Bilderbergers são como vampiros. O que odeiam mais que tudo na terra é que a luz da verdade brilhe sobre eles. (recebido em e-mail)
Chamo-me Daniel Estulin. Sou o autor de ‘Clube Bilderberg - Os Senhores do Mundo’. Devido a algumas informações muito perturbadoras que temos recebido dos nossos amigos em Portugal, estou a escrever a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda.
Recebi informações de alguém que trabalha para a Temas & Debates em Portugal que os editores receberam FORTES PRESSÕES de membros do governo PARA NÃO VENDEREM O LIVRO acerca do Clube Bilderberg. Aparentemente este apanhou mesmo o governo de surpresa e assustou-o. Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.
Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão. O governo e o meu editor em Portugal, Temas & Debates, estão a tentar sufocar este livro porque têm medo que este possa criar uma base que se transforme num movimento populista em Portugal, como já aconteceu na Venezuela, na Colômbia e no México, nos quais a primeira edição esgotou em menos de horas e causou manifestações em frente das embaixadas dos EUA, algo que, como é óbvio e devido ao bloqueio da comunicação social, você não viu nem ouviu na televisão nem na imprensa nacionais.
Se não enfrentarmos estas pessoas da Tema & Debates e do governo, elas irão vencer esta luta e nós, o povo, ficaremos UM POUCO MENOS LIVRES E UM POUCO MAIS PODRES INTERIORMENTE.
Peço a todos aqueles que queiram ajudar que:
1. Apelem a todos os bloggers que por aí andam a telefonarem para a Temas & Debates e perguntarem o que se passa e a EXIGIREM que vendam este livro. Já contactei todas as pessoas que conheço pessoalmente e estas estão a organizar uma campanha de telefonemas e de envio de cartas PARA TELEFONAREM OU ESCREVEREM À TEMAS E DEBATES E EXIGIREM UMA EXPLICAÇÃO.
2. Estão dispostos a telefonar aos vossos contactos na imprensa, aos vossos amigos e aos amigos dos vossos amigos e verem se estão dispostos a publicar esta história e em ajudarem? O que o editor e o governo mais temem é O ESCRUTÍNIO PÚBLICO E A ATENÇÃO INDESEJADA.
Quantas mais pessoas telefonarem e assediarem o editor, e o governo, menos possibilidades terão eles de levar essa tarefa a cabo. Se não fizermos algo seremos tão só MENOS LIVRES NO FUTURO. É ESSE O OBJECTIVO DA BILDERBERG. MAS NÃO É ISSO O QUE EU QUERO PARA OS MEUS FILHOS.
Com base nas nossas fontes no Porto e em Lisboa, descobri que a muitas pessoas têm ido à FNAC à procura do livro mas que, de acordo com a FNAC, ‘o editor, por qualquer razão, não está disposto a vendê-lo.’
Posso dizer-lhes, por experiência própria em Espanha, que esta pressão funciona. Inicialmente a primeira edição foi de 4.000 exemplares que se esgotou num dia. A Planeta (a editora espanhola - nota do tradutor) estava a ser MUITO vagarosa no reabastecimento das livrarias. Organizamos uma campanha massiva na comunicação social na qual isto quase se transformou num ponto crucial para a liberdade de expressão. E funcionou. A Planeta cedeu, o livro avançou e actualmente foram vendidas mais de 65.000 cópias. Também podem divulgar este número na vossa página.
Além disso, estou a organizar uma série de seminários em Portugal para falar sobre os Bilderbergers e os Planos da Ordem Mundial. Esta atenção indesejada irá irritá-los profundamente. Os Bilderbergers são como vampiros. O que odeiam mais que tudo na terra é que a luz da verdade brilhe sobre eles. (recebido em e-mail)
Christian Ferras / Mehta: Sibelius Violin Concerto, 1st mov
David Oistrakh / Gennady Rozhdestvensky - idem - 2nd mov
Vadim Repin / Valery Gergiev - idem - 3rd mov
David Oistrakh / Gennady Rozhdestvensky - idem - 2nd mov
Vadim Repin / Valery Gergiev - idem - 3rd mov
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Violin Concert
2008/06/20
NOSFERATU, EINE SYMPHONIE DES GRAUENS - “Nosferatu, o Vampiro”
De Friedrich Wilhelm Murnau
Alemanha, 1922 - 87 min.
“Quando chegou ao outro lado da ponte, os fantasmas vieram ao seu encontro”. Este célebre intertítulo de NOSFERATU, aliás apócrifo, abre as portas do cinema fantástico. A primeira e mais célebre adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, é uma das obras-primas máximas da história do cinema. É também o filme que mais nos gabamos de ter revelado, corria o ano de 1963, já lá vão 45 dos 86 anos de idade que NOSFERATU conta. Só na Cinemateca foram vinte e cinco exibições e, a partir dos anos 80, o filme foi programado por toda a gente em toda a espécie de adaptações. In cinemateca.pt
Comentário: a Cinemateca tem de ter mais cuidado. Apresentar um filme mudo que tem "interlúdios" em alemão e não os traduzir, não dá com nada. Claro que tal deveu-se a um problema técnico de última hora mas há que evitar que algo semelhante volte a acontecer. Já bastam as traduções mal feitas e incompletas...
Finalmente a verdade em português
Os líderes europeus admitiram hoje que, depois do “não” irlandês, também a República Checa poderá ter dificuldades para ratificar o Tratado de Lisboa, mas os 27 sublinham que não vão deixar cair o documento. O Presidente francês avisou mesmo que sem o novo tratado não será possível concretizar os alargamentos previstos – uma declaração que gerou mal-estar entre alguns Estados-membros.
A ratificação do Tratado de Lisboa na República Checa está envolvida num imbróglio jurídico, depois de o Senado ter anunciado a suspensão do processo até que o Tribunal Constitucional decida se o documento está conforme à Lei Fundamental do país.
Em ano de eleições, há também vários deputados, incluindo do partido no Governo, que se mostram reticentes em apoiar um tratado cada vez menos popular. E mesmo que o documento seja aprovado no Parlamento, o Presidente Vaclav Klaus, um eurocéptico, ameaça não assinar a lei de ratificação, por considerar que a vitória do “não” “matou” o Tratado de Lisboa.
Confirmando os receios dos líderes europeus, o próprio primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, afirmou no final da cimeira de Bruxelas que “não apostaria cem coroas no ‘sim’ checo” ao novo tratado europeu.
Além da República Checa, o processo está também em suspenso na Polónia, já que o Presidente conservador, Lech Kaczynski, tem em mãos há mais de duas semanas o tratado e ainda não o assinou. 20.06.2008 - 18h26 PÚBLICO, Agências
A ameaça francesa
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi mais longe e avisou os países de Leste que a UE não poderá concretizar os alargamentos previstos, em particular à Croácia, cuja integração deveria ocorrer até ao final da década. “Um certo número de países europeus que têm reservas sobre o Tratado de Lisboa são os mais favoráveis ao alargamento. Ora, sem Tratado de Lisboa, não haverá alargamento”, declarou.
O aviso de Sarkozy foi mal recebido pela Polónia, um dos países que, a par da República Checa, mais têm defendido a continuação da expansão das fronteiras da UE a Sul e a Leste. “A opinião de que sem o referendo irlandês se torna impossível a adesão da Croácia, da Sérvia ou da Ucrânia é inaceitável”, afirmou o primeiro-ministro, o pró-ocidental Donald Tusk. idem
Sonic Circuits - Festival of Experimental Music
Sonic Circuits - Festival of Experimental Music, de vento em popa desde 2001, organizado pelo American Composers Forum, de Washington. Dedicado à música experimental, vai de 26 de Setembro a 5 de Outubro de 2008.
«The Festival is the premier showcase in the mid-Atlantic region for cutting edge new music of all genres, from contemporary academic composition, free jazz, noise rock, electronic music, and audio art. The festival acts as a platform for artists to present new and challenging works, which are generally overlooked by more commercial venues.
Sonic Circuits - DC also provides an essential networking opportunity for DC area artists to meet artists from around the world so that they may forge new relationships that will form the basis for future collaborations. The festival seeks to expand the audience for experimental music and further foster the growth of the Washington area experimental music community». 20.6.08, In jazzearredores.blogspot.com
De Friedrich Wilhelm Murnau
Alemanha, 1922 - 87 min.
“Quando chegou ao outro lado da ponte, os fantasmas vieram ao seu encontro”. Este célebre intertítulo de NOSFERATU, aliás apócrifo, abre as portas do cinema fantástico. A primeira e mais célebre adaptação do romance de Bram Stoker, Drácula, é uma das obras-primas máximas da história do cinema. É também o filme que mais nos gabamos de ter revelado, corria o ano de 1963, já lá vão 45 dos 86 anos de idade que NOSFERATU conta. Só na Cinemateca foram vinte e cinco exibições e, a partir dos anos 80, o filme foi programado por toda a gente em toda a espécie de adaptações. In cinemateca.pt
Comentário: a Cinemateca tem de ter mais cuidado. Apresentar um filme mudo que tem "interlúdios" em alemão e não os traduzir, não dá com nada. Claro que tal deveu-se a um problema técnico de última hora mas há que evitar que algo semelhante volte a acontecer. Já bastam as traduções mal feitas e incompletas...
Finalmente a verdade em português
Os líderes europeus admitiram hoje que, depois do “não” irlandês, também a República Checa poderá ter dificuldades para ratificar o Tratado de Lisboa, mas os 27 sublinham que não vão deixar cair o documento. O Presidente francês avisou mesmo que sem o novo tratado não será possível concretizar os alargamentos previstos – uma declaração que gerou mal-estar entre alguns Estados-membros.
A ratificação do Tratado de Lisboa na República Checa está envolvida num imbróglio jurídico, depois de o Senado ter anunciado a suspensão do processo até que o Tribunal Constitucional decida se o documento está conforme à Lei Fundamental do país.
Em ano de eleições, há também vários deputados, incluindo do partido no Governo, que se mostram reticentes em apoiar um tratado cada vez menos popular. E mesmo que o documento seja aprovado no Parlamento, o Presidente Vaclav Klaus, um eurocéptico, ameaça não assinar a lei de ratificação, por considerar que a vitória do “não” “matou” o Tratado de Lisboa.
Confirmando os receios dos líderes europeus, o próprio primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek, afirmou no final da cimeira de Bruxelas que “não apostaria cem coroas no ‘sim’ checo” ao novo tratado europeu.
Além da República Checa, o processo está também em suspenso na Polónia, já que o Presidente conservador, Lech Kaczynski, tem em mãos há mais de duas semanas o tratado e ainda não o assinou. 20.06.2008 - 18h26 PÚBLICO, Agências
A ameaça francesa
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi mais longe e avisou os países de Leste que a UE não poderá concretizar os alargamentos previstos, em particular à Croácia, cuja integração deveria ocorrer até ao final da década. “Um certo número de países europeus que têm reservas sobre o Tratado de Lisboa são os mais favoráveis ao alargamento. Ora, sem Tratado de Lisboa, não haverá alargamento”, declarou.
O aviso de Sarkozy foi mal recebido pela Polónia, um dos países que, a par da República Checa, mais têm defendido a continuação da expansão das fronteiras da UE a Sul e a Leste. “A opinião de que sem o referendo irlandês se torna impossível a adesão da Croácia, da Sérvia ou da Ucrânia é inaceitável”, afirmou o primeiro-ministro, o pró-ocidental Donald Tusk. idem
Sonic Circuits - Festival of Experimental Music
Sonic Circuits - Festival of Experimental Music, de vento em popa desde 2001, organizado pelo American Composers Forum, de Washington. Dedicado à música experimental, vai de 26 de Setembro a 5 de Outubro de 2008.
«The Festival is the premier showcase in the mid-Atlantic region for cutting edge new music of all genres, from contemporary academic composition, free jazz, noise rock, electronic music, and audio art. The festival acts as a platform for artists to present new and challenging works, which are generally overlooked by more commercial venues.
Sonic Circuits - DC also provides an essential networking opportunity for DC area artists to meet artists from around the world so that they may forge new relationships that will form the basis for future collaborations. The festival seeks to expand the audience for experimental music and further foster the growth of the Washington area experimental music community». 20.6.08, In jazzearredores.blogspot.com
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Guerra cirúrgica
Parece que esta coisa de acabar com o programa nuclear do Irão é mesmo para ir avante. Na verdade... Ponham-se no lugar dos israelitas com o presidente iraniano a dizer sistematicamente que Israel é para ser eliminado e pensem no que, se fossem israelitas e se pudessem, fariam. Não é que eu apoie Israel mas tenho de reconhecer o mérito de, rodeado de ditaduras e vizinhos hostis, conseguir ser uma democracia bem mais transparente e participada que a portuguesa.
Só fumaça
Israel simulou ataque a instalações iranianas, diz jornal.
Um funcionário do Pentágono, que segundo a reportagem foi informado do exercício, disse que um dos objetivos era praticar táticas de vôo, recarga de combustível durante o vôo e outros detalhes de um possível ataque contra as instalações nucleares do Irã. O funcionário, que falou sob a condição de anonimato, disse que uma segunda meta era enviar uma mensagem clara de que Israel está preparado para agir militarmente caso fracassem os esforços para evitar que o Irã esteja apto para produzir bombas.
Várias autoridades americanas disseram ao jornal que não acreditam que Israel tenha decidido atacar o Irã e que tal ataque fosse iminente.
O Conselho de Segurança da ONU impôs várias sanções contra o Irã por sua rejeição em cumprir com as exigências do órgão para que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, que poderia ser utilizado como combustível para usinas de energia ou para bombas atômicas.
O Irã tem se recusado a ceder diante das sanções e tem desestimado as propostas anteriores de benefícios econômicos em troca da suspensão de enriquecimento de urânio, que afirma ter como objetivos ter como objetivos produzir energia elétrica e não armas atômicas. In oglobo.globo.com, 20/06/2008 às 08h45m, O Globo Online/Reuters
A propósito de democracia e cultura
Exames portugueses de português
Em matéria de exames, há dois aspectos que são bem mais relevantes que os erros pontuais nas provas. Em primeiro lugar, toda a gente, excepto o GAVE, percebe que os exames estão, em geral, cada vez mais fáceis. Quem não sabe nada de nada pode sempre tentar a sua sorte em mal alinhavadas questões de "cruzinhas", não precisando sequer de saber escrever. Este caminho para o abismo da ignorância tem sido denunciado por muita gente. Mas o presidente do GAVE, num insulto à inteligência, retorquiu dizendo que não existem "perguntas demasiado elementares, mas sim de dificuldade diferente". O que fazer a não ser, talvez, dar gargalhadas?
O segundo aspecto é tão grave como o primeiro (quase apetece o trocadilho "tão GAVE"). Trata-se da linguagem tanto das provas como das "propostas" de correcção oficiais. É uma enormidade linguística e educativa que, num exame do 12º ano de Poirtuguês, apareça uma frase como:
"Para responder, escreva, na folha de respostas, o número do item, o número identificativo de cada elemento da coluna A e a letra identificativa do único elemento da coluna B que lhe corresponde".
Isto não é um exame a sério do domínio da língua, é uma charada.
Como fiquei sem saber para que serve este tipo de exames, fui ao sítio do GAVE:
"Os exames nacionais são instrumentos de avaliação sumativa externa no Ensino Secundário. Enquadram-se num processo que contribui para a certificação das aprendizagens e competências adquiridas pelos alunos e, paralelamente, revelam-se instrumentos de enorme valia para a regulação das práticas educativas, no sentido da garantia de uma melhoria sustentada das aprendizagens."
Fiquei na mesma. Alguém me decifra este arrazoado? Carlos Fiolhais em "Errar muito é desumano", no Público de 20 de Junho
E a matematicazinha...
A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou hoje que o exame nacional de 9.º ano da disciplina foi o "mais fácil" desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo. In publico.pt, 20.06.2008, 18h07, Lusa
O (novo) embaraço
Los Veintisiete reconocen que la República Checa no podrá dar su visto bueno hasta que se pronuncie la Corte Constitucional.
...
No obstante, es espera que lo tenga ratificado antes de fin de año. Según el ministro checo de Exteriores, Karel Schwarzenberg, "estaría muy bien que la República Checa lo ratifique de aquí al 1 de enero, cuando comienza nuestra presidencia, aunque hay ciertas cosas en el camino que podrían hacerlo difícil". "Supongo que la decisión de la Corte Constitucional tendrá lugar a comienzos de otoño y que el Tratado podría ser presentado al Parlamento en noviembre y ratificado en diciembre", ha explicado Schwarzenberg. "Es lo que creo y lo que deseo", ha concluido. ELPAÍS.com / AGENCIAS - Madrid / Bruselas - 20/06/2008
Parece que esta coisa de acabar com o programa nuclear do Irão é mesmo para ir avante. Na verdade... Ponham-se no lugar dos israelitas com o presidente iraniano a dizer sistematicamente que Israel é para ser eliminado e pensem no que, se fossem israelitas e se pudessem, fariam. Não é que eu apoie Israel mas tenho de reconhecer o mérito de, rodeado de ditaduras e vizinhos hostis, conseguir ser uma democracia bem mais transparente e participada que a portuguesa.
Só fumaça
Israel simulou ataque a instalações iranianas, diz jornal.
Um funcionário do Pentágono, que segundo a reportagem foi informado do exercício, disse que um dos objetivos era praticar táticas de vôo, recarga de combustível durante o vôo e outros detalhes de um possível ataque contra as instalações nucleares do Irã. O funcionário, que falou sob a condição de anonimato, disse que uma segunda meta era enviar uma mensagem clara de que Israel está preparado para agir militarmente caso fracassem os esforços para evitar que o Irã esteja apto para produzir bombas.
Várias autoridades americanas disseram ao jornal que não acreditam que Israel tenha decidido atacar o Irã e que tal ataque fosse iminente.
O Conselho de Segurança da ONU impôs várias sanções contra o Irã por sua rejeição em cumprir com as exigências do órgão para que suspenda seu programa de enriquecimento de urânio, que poderia ser utilizado como combustível para usinas de energia ou para bombas atômicas.
O Irã tem se recusado a ceder diante das sanções e tem desestimado as propostas anteriores de benefícios econômicos em troca da suspensão de enriquecimento de urânio, que afirma ter como objetivos ter como objetivos produzir energia elétrica e não armas atômicas. In oglobo.globo.com, 20/06/2008 às 08h45m, O Globo Online/Reuters
A propósito de democracia e cultura
Exames portugueses de português
Em matéria de exames, há dois aspectos que são bem mais relevantes que os erros pontuais nas provas. Em primeiro lugar, toda a gente, excepto o GAVE, percebe que os exames estão, em geral, cada vez mais fáceis. Quem não sabe nada de nada pode sempre tentar a sua sorte em mal alinhavadas questões de "cruzinhas", não precisando sequer de saber escrever. Este caminho para o abismo da ignorância tem sido denunciado por muita gente. Mas o presidente do GAVE, num insulto à inteligência, retorquiu dizendo que não existem "perguntas demasiado elementares, mas sim de dificuldade diferente". O que fazer a não ser, talvez, dar gargalhadas?
O segundo aspecto é tão grave como o primeiro (quase apetece o trocadilho "tão GAVE"). Trata-se da linguagem tanto das provas como das "propostas" de correcção oficiais. É uma enormidade linguística e educativa que, num exame do 12º ano de Poirtuguês, apareça uma frase como:
"Para responder, escreva, na folha de respostas, o número do item, o número identificativo de cada elemento da coluna A e a letra identificativa do único elemento da coluna B que lhe corresponde".
Isto não é um exame a sério do domínio da língua, é uma charada.
Como fiquei sem saber para que serve este tipo de exames, fui ao sítio do GAVE:
"Os exames nacionais são instrumentos de avaliação sumativa externa no Ensino Secundário. Enquadram-se num processo que contribui para a certificação das aprendizagens e competências adquiridas pelos alunos e, paralelamente, revelam-se instrumentos de enorme valia para a regulação das práticas educativas, no sentido da garantia de uma melhoria sustentada das aprendizagens."
Fiquei na mesma. Alguém me decifra este arrazoado? Carlos Fiolhais em "Errar muito é desumano", no Público de 20 de Junho
E a matematicazinha...
A Associação de Professores de Matemática (APM) considerou hoje que o exame nacional de 9.º ano da disciplina foi o "mais fácil" desde que a prova se realiza, sublinhando que algumas questões poderiam ser respondidas por alunos do 2º ciclo. In publico.pt, 20.06.2008, 18h07, Lusa
O (novo) embaraço
Los Veintisiete reconocen que la República Checa no podrá dar su visto bueno hasta que se pronuncie la Corte Constitucional.
...
No obstante, es espera que lo tenga ratificado antes de fin de año. Según el ministro checo de Exteriores, Karel Schwarzenberg, "estaría muy bien que la República Checa lo ratifique de aquí al 1 de enero, cuando comienza nuestra presidencia, aunque hay ciertas cosas en el camino que podrían hacerlo difícil". "Supongo que la decisión de la Corte Constitucional tendrá lugar a comienzos de otoño y que el Tratado podría ser presentado al Parlamento en noviembre y ratificado en diciembre", ha explicado Schwarzenberg. "Es lo que creo y lo que deseo", ha concluido. ELPAÍS.com / AGENCIAS - Madrid / Bruselas - 20/06/2008
O Fim do Regime e o Tratado
O governo socialista está numa encruzilhada, diante da crise económica e social instalada e que não vai abrandar. Ou desce os impostos, mas com isso tem que remodelar o Governo e pode aguentar até ao fim da legislatura, ou, então, insiste na actual política de empobrecimento das classes médias e de destruição das PME e, desse modo, irá provocar uma crise política que, necessariamente, conduzirá, depois, a um governo de Bloco Central - uma inevitabilidade, para manter uma política de austeridade e uma polícia forte que mantenha a ordem nas ruas. Finalmente, sobre esse Bloco Central, pairará um Presidente da República mais interveniente e providencial. O problema é que esta deriva eanista de Belém pode bem, em vez de salvar o Sistema, arruinar o Regime.
...
Desde o princípio defendi que o modelo do tratado reformador, sobre o qual se basearia a União Europeia, não deveria ser mais que um enunciado de dez ou quinze princípios sobre os direitos humanos, sociais e económicos e uma arquitectura institucional básica da União, documento verdadeiramente constitutivo dessa nova realidade política, à qual os Estados-membros aderiam, ou sobre o qual se faria um referendo europeu.
Tudo o resto seria remetido para legislação regulamentar a ser aprovada nos órgãos legislativos da União Europeia: o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu.
Foi esta, aliás, a solução encontrada por Thomas Jefferson, quando o problema se colocou aos estados americanos, quando proclamaram a independência dos EUA e, também, não havia entendimento.
É certo que a ideia de uma "mini-Constituição" rompe com a tradição jurídico-constitucional francesa, na qual se inspiram os modelos continentais, nomeadamente a nossa. Mas, talvez seja o momento das elites políticas e académicas europeias, em vez de querem mudar o mundo, perceberem como ele funciona.
Acabou por vencer o pragmatismo. A Europa precisa de Tratado de Lisboa, ou seja, precisa de um modelo institucional que a torne mais operacional. A solução está à vista: os governos dos 27 continuarão as ratificações até ao final do ano e darão aos irlandeses condições exclusivas.
Era inevitável que a "Europa do directório" teria como contrapartida uma "Europa a várias velocidades".
Mas, isso não serve os propósitos hegemónicos de países como a Alemanha ou a França que, obviamente, querem, nas próximas décadas, ter uma palavra a dizer no mundo e que, para tanto, necessitam a União económica e politicamente relevante. Portanto, a questão do "minitratado" vai, mais tarde ou mais cedo, colocar-se: será a verdadeira Constituição da União Europeia e substituirá os tratados anteriores. Rui Teixeira Santos In semanario.pt, 2008-06-19, 23:13
Comentário
Se este regime de famílias e grupos estúpid@s e corrupt@s acabar, não vai deixar saudades. A questão é: o que vem substitui-lo e quem? Será uma boa altura para os Iberistas se assumirem e apresentarem as suas ideias.
Quanto ao Tratado, quem é que não tem consciência que o que na realidade está em jogo é o poder mundial, ou a procura dele, por parte da França e da Alemanha, já que UK se alia sempre aos USA, e assim será no futuro após o despedimento de Brown? Mas isso não é "o problema" pois a direita francesa é mais "esquerdista" do que, por exemplo, os socialistas portugueses. O relevante é a França não se prestar aos servicinhos da seita Bilderberg, da qual Angela Merkel e Barroso são seguidores convictos e Trichet um discreto apoiante.
É um problema...
"A Irlanda é um problema, mas se tivéssemos um segundo ou terceiro problemas, isso seria ainda mais difícil", acrescentou (Nicolas Sarkozy), a fim de sublinhar a necessidade dos parceiros irlandeses seguirem adiante.
Os dirigentes europeus, reunidos ontem em cimeira, tinham já decidido não fixar qualquer data limite à Irlanda ou a outros países para uma solução de saída de crise, após o "não" no referendo irlandês.
"É praticamente certo que não vamos fixar uma data limite, mas nem para a Irlanda nem para quem quer que seja", afirmou o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, cujo país assegura actualmente a presidência da UE.
Jansa falou após a primeira jornada de uma cimeira de dirigentes europeus.
Estes últimos concordam que deve dar-se tempo a Dublin para analisar as razões da rejeição do tratado, há uma semana, mas alguns temem que o resultado seja fatal ao Tratado, à imagem do que aconteceu com a Constituição Europeia, em 2005, depois do chumbo de franceses e holandeses. In ultimahora.publico.clix.pt, 20.06.2008, 12h57, Lusa
As reservas checas
(ou a parte que falta à peça do Público)
Las reservas checas impidieron ayer que los jefes de Estado y Gobierno de la UE llegaran a un acuerdo sobre cómo mostrar su determinación a salvar el Tratado de Lisboa pese al rechazo de los irlandeses en el referéndum celebrado la semana pasada. Salvado el escollo de las ratificaciones, lo que queda es buscar soluciones para Irlanda, que quedaría como único país fuera del Tratado. En este aspecto, los 27 dan tiempo a Irlanda, para que, tras realizar consultas internas y con el resto de miembros, proponga una solución. ELPAÍS.com / AGENCIAS - Madrid / Bruselas - 20/06/2008
El sueño de una Europa
El sueño de una Europa relamente social se ha esfuamdo ante una Europa politiquera, neo-esclavista, demagógica, clasista, que trocea a otros países (el caso yugoslavo), que mira hacia al este en alianza con Estados UNidos para cercar a Rusia (con sus intentos de extender la OTAN sobre Ucrania, Bielorrusia, Georgia, etc, etc. El sueño hitleriano de un gran imperio político a imitacion del sacro imperio romano-germáncio parece ser su objetivo a medio y largo plazo. Creo que olvidan las lecciones de la historia que ha sumido a la propia Europa en sangrientos conflictos. RAMÓN Nos comentários de elpais.com, 20-06-2008, 18:25:50h
PROVA DO 2º CICLO DE 2008 IGUAL À DO 1º CICLO DE 2007?
«Já algumas (muitas vezes) dissemos aqui que a ministra da educação pratica todos os dias o crime de condenar gerações a uma vida de dificuldades e um país à pobreza eterna. Isto parece exagero, mas aquilo que o ministério da educação faz é exactamente isso. E hoje vamos prova-lo com dados públicos.
O facto é que perante as acusações de andar a facilitar para ter bons resultados, a ministra continua a negar dizendo que está a obter as melhores classificações de todos os tempos a matemática. Isso parece inquestionável, mas de que matemática está ela a falar.
Pois bem, aqui o camarada Toni (por ter o filho mais velho envolvido em provas de aferição) foi investigar um pouco das provas de aferição que o Ministério da Educação da República Portuguesa realizou este ano e no ano anterior. Pois bem, este ano encontrou na prova do 2º ciclo (2º do preparatório, segundo indicação do camarada tourais) a seguinte questão(clicar para aumentar) para, imagino, que o ministério da educação avalie se os alunos do 2º ciclo sabem fazer contas com fracções a partir de um boneco.
Dir-me-á o camarada leitor que tudo isto lhe parece demasiado fácil para um(a) marmanjo que anda no 2º ano, já com barba quase a crescer ou soutien de copa C. E é, parece que o ministério anda mais à procura de ter bons resultados que aferir o que quer que seja. E até aqui só parece.
A ministra Maria de Lurdes pode sempre alegar que os técnicos (esses génios da ciência moderna conhecidos por revogar a lei de Lavoisier nos exames portugueses) acham que esta é a melhor forma de aferir os conhecimentos e que é completamente falso que se diga que o ministério anda à procura de bons resultados e não de educar quem quer que seja.
Mas, sejamos um pouco mais inquisidores e vejamos a prova de aferição do 1º ciclo em 2007 (4ª classe) que o camarada leitor poderá ver a questão 5 que para aqui copiámos(clicar para ampliar). Pois é, camarada leitor, o mesmo problema, com algumas variações, servia em 2007 para aferir dos conhecimentos dos alunos do 1º ciclo, não do 2º ciclo. Assim, este ano só se pedia nesta parte que os alunos do antigo 2º ano tivessem conhecimentos ao nível da 4ª classe.
E dir-me-á o camarada leitor “mas oh Toni, os tipos do 2º ciclo não devem saber as coisas do 1º ciclo” ao que aqui o camarada Toni responderá ao camarada leitor “oh, caramelo, quantas vezes na tua vida escolar tiveste essa balda?”.
O facto é que assim se demonstra que os serviços da ministra Maria de Lurdes andam a facilitar ostensivamente nas provas de matemática para que a gaja venha encher a boca com números que não correspondem à realidade do conhecimento dos miúdos.
Num blog sério, que não é claramente o nosso caso, estaríamos aqui a pedir a demissão da ministra que, como todos sabem, equivale a sair do ministério para um canto qualquer bem pago onde passará o resto da sua pequenina vida profissional. Como não somos, mesmo um blog sério, quero o couro da gaja! Quero que seja condenada a uma vida de doméstica, com um lenço na cabeça a lavar chão de joelhos!» In tonibler.blogspot.com, 30 Maio 2008, copiado para o blasfemias.net, 18 Junho, 2008 às 4:58 pm
Ainda a matemática...
Tenho vários amigos e familiares que são professores de Matemática. No final da manhã, a indignação tomou conta de todos eles após verificarem que a prova de Matemática do 9º ano era de uma facilidade extrema. Nunca tinham visto uma prova assim. Foi, sem dúvida, a prova de Matemática mais fácil da história dos exames em Portugal. O GAVE caiu no ridículo com esta prova. Perdeu a credibilidade que conquistou com o árduo e sério trabalho de Glória Ramalho. É de esperar que haja muito perto de 100% de positivas. Assim, anda-se a enganar os alunos e as famílias. Quando o ensino e os exames estão condicionados por agendas políticas e propagandísticas, quem perde é o país. Não era preciso ir tão longe para justificar os 9 milhões de euros gastos com o Plano da Matemática. Para saber se esse investimento teve algum retorno, é preciso esperar pelos resultados do PISA. Estes exames não têm credibilidade nenhuma e não permitem comparar nada. Estranha-se o silêncio da APM. Se é professor de Matemática, envie-me o seu depoimento... In professoresramiromarques.blogspot.com, 20 de Junho, 13:43
Parecer da SPM.
Antena 2 contaminada
Rui Pêgo e João Almeida habituados à lógica comercial das rádios por onde passaram, logo que foram postos a dirigir a Antena 2, não descansaram enquanto não a contaminaram de uma carga considerável de factores de poluição auditiva. Refiro-me à abundante e oca verborreia, ainda por cima numa deficiente e reles dicção, do inenarrável "Império dos Sentidos" (a propósito, já pagaram direitos de autor ao cineasta Nagisa Oshima?), a outras aberrações da grelha como "Fuga da Arte" e "Vias de Facto", e muito especialmente aos massacrantes jingles e sopts, disparados a todo o momento.
Um dos sopts que já deve ter passado milhares de vezes, desde que a grelha foi reformulada em Março último, é aquele em que puseram um trecho de uma composição de Bach, mais concretamente do Allegro inicial do concerto para violino e orquestra de cordas, BWV 1042, em cima do qual se nomeiam pintores, museus e salas de concertos, terminando com a indicação de uma frequência hertziana da Antena 2 e o slogan "Antena 2: a arte que toca".
Ora se a utilização de uma obra do divino Bach num spot promocional já revela uma certa leviandade e – porque não dizê-lo – uma sintomática falta de respeito e de deferência pelo superlativo legado do mestre de Köthen (digo Köthen porque foi nessa pequena cidade alemã que, entre 1717 e 1723, o genial Johann Sebastian compôs, para o príncipe calvinista Leopold, o concerto em causa e, bem assim, boa parte do seu acervo de obras instrumentais, de que destaco as suites para violoncelo solo), mais grave ainda é a repetição recorrente e sucessiva do referido spot.
E isso é feito quase sempre a intervalos de uma hora (às vezes menos), pelos locutores de continuidade, presumo eu que não por alguma obsessão sadomasoquista que deles se tenha apoderado (embora alguns evidenciem já terem adquirido um tique subliminar e mecânico, com as inevitáveis situações em que metem os pés pelas mãos), mas em obediência a ordens expressas da dupla Rui Pêgo / João Almeida.
Dois indivíduos que, imbuídos da euforia de quem descobriu a pólvora, se não têm poupado a esforços na "nobre missão" de "modernizar" a "vetusta" Antena 2, afastando profissionais de incontestada competência e preparação intelectual para dar lugar a imberbes e amigos medíocres e, como se isso não bastasse, introduzindo na antena uma série de "inovações" de que, em boa verdade, ela nunca precisou para prestar um serviço de reconhecida qualidade e que mais não são do que espartilhos que a não deixam respirar e que efectivamente apenas a têm reduzido a uma triste sombra do paradigma de excelência que já foi o seu timbre.
E uma das "inovações" introduzidas são precisamente os blocos promocionais, ao virar de cada hora, como que dando-se a entender aos ouvintes que optam pela Antena 2: «Ah! não querem ouvir os noticiários e os anúncios comerciais das outras, pois nem por isso se livram de gramar com umas boas cartuchadas de publicidade institucional e, claro está, os nossos spots autopromocionais.
Já os ouviram muitas vezes? Paciência. Os ouvintes das privadas também ouvem milhentas vezes os anúncios do BES e de outras banhas da cobra e não se queixam. O nosso conceito de serviço público é assim, e é para quem quer. Quem não está satisfeito vá dar uma volta ou ponha a tocar CDs!».
Agora falo eu: pois, pois, mas para tocar CDs eu não precisava de desembolsar a taxa do audiovisual (20.52 euros anuais + IVA), montante a que acrescem ainda avultadas verbas do Orçamento Geral do Estado (provenientes dos nossos impostos, directos e indirectos), ao abrigo do contrato de concessão de serviço público. Então, em que ficamos?
Presumindo que Rui Pêgo e o seu adjunto João Almeida não tenham uma resposta (razoável e convincente) para me dar, eu intercedo junto do Provedor do Ouvinte para que se digne apreciar este assunto. Devo dizer que até possuo uma razoável colecção de CDs (e ficheiros áudio) e é claro que não me faz mal nenhum dar-lhes uso frequente, mas enquanto contribuinte (coercivo) para a estação do Estado não abdico do direito que me assiste de reivindicar uma rádio livre das adiposidades que, além de serem perfeitamente inúteis e supérfluas, têm ainda a agravante de constituírem um insuportável factor de saturação e cansaço para os nossos ouvidos.
No caso concreto da sublime música de J. S. Bach, que serviu de mote a esta reclamação, eu jamais aceitaria que, por causa de uns irresponsáveis e ineptos, colocados por engano aos comandos da Antena 2, lhe ganhasse anticorpos de rejeição, por saturação e pela banalização e achincalhamento a que a mesma vem sendo criminosamente submetida. Tivessem escolhido qualquer coisa de Philip Glass que já não me queixaria de achincalhamento mas, em todo o caso, não deixaria de me insurgir contra a poluição sonora.
Em conclusão: que os actuais inquilinos da direcção de programas nos devolvam uma rádio clássica devidamente higienizada e limpa do lixo com que a conspurcaram! Ou então, se estão agarrados ao poleiro que nem lapas e não têm a hombridade de se irem embora pelos seus próprios pés, que a administração da Rádio e Televisão de Portugal e a tutela governamental tenham a clarividência e o bom senso de os apear e de entregar os destinos da rádio clássica a alguém mais capaz e competente. Álvaro José Ferreira (recebido por e-mail)
O governo socialista está numa encruzilhada, diante da crise económica e social instalada e que não vai abrandar. Ou desce os impostos, mas com isso tem que remodelar o Governo e pode aguentar até ao fim da legislatura, ou, então, insiste na actual política de empobrecimento das classes médias e de destruição das PME e, desse modo, irá provocar uma crise política que, necessariamente, conduzirá, depois, a um governo de Bloco Central - uma inevitabilidade, para manter uma política de austeridade e uma polícia forte que mantenha a ordem nas ruas. Finalmente, sobre esse Bloco Central, pairará um Presidente da República mais interveniente e providencial. O problema é que esta deriva eanista de Belém pode bem, em vez de salvar o Sistema, arruinar o Regime.
...
Desde o princípio defendi que o modelo do tratado reformador, sobre o qual se basearia a União Europeia, não deveria ser mais que um enunciado de dez ou quinze princípios sobre os direitos humanos, sociais e económicos e uma arquitectura institucional básica da União, documento verdadeiramente constitutivo dessa nova realidade política, à qual os Estados-membros aderiam, ou sobre o qual se faria um referendo europeu.
Tudo o resto seria remetido para legislação regulamentar a ser aprovada nos órgãos legislativos da União Europeia: o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu.
Foi esta, aliás, a solução encontrada por Thomas Jefferson, quando o problema se colocou aos estados americanos, quando proclamaram a independência dos EUA e, também, não havia entendimento.
É certo que a ideia de uma "mini-Constituição" rompe com a tradição jurídico-constitucional francesa, na qual se inspiram os modelos continentais, nomeadamente a nossa. Mas, talvez seja o momento das elites políticas e académicas europeias, em vez de querem mudar o mundo, perceberem como ele funciona.
Acabou por vencer o pragmatismo. A Europa precisa de Tratado de Lisboa, ou seja, precisa de um modelo institucional que a torne mais operacional. A solução está à vista: os governos dos 27 continuarão as ratificações até ao final do ano e darão aos irlandeses condições exclusivas.
Era inevitável que a "Europa do directório" teria como contrapartida uma "Europa a várias velocidades".
Mas, isso não serve os propósitos hegemónicos de países como a Alemanha ou a França que, obviamente, querem, nas próximas décadas, ter uma palavra a dizer no mundo e que, para tanto, necessitam a União económica e politicamente relevante. Portanto, a questão do "minitratado" vai, mais tarde ou mais cedo, colocar-se: será a verdadeira Constituição da União Europeia e substituirá os tratados anteriores. Rui Teixeira Santos In semanario.pt, 2008-06-19, 23:13
Comentário
Se este regime de famílias e grupos estúpid@s e corrupt@s acabar, não vai deixar saudades. A questão é: o que vem substitui-lo e quem? Será uma boa altura para os Iberistas se assumirem e apresentarem as suas ideias.
Quanto ao Tratado, quem é que não tem consciência que o que na realidade está em jogo é o poder mundial, ou a procura dele, por parte da França e da Alemanha, já que UK se alia sempre aos USA, e assim será no futuro após o despedimento de Brown? Mas isso não é "o problema" pois a direita francesa é mais "esquerdista" do que, por exemplo, os socialistas portugueses. O relevante é a França não se prestar aos servicinhos da seita Bilderberg, da qual Angela Merkel e Barroso são seguidores convictos e Trichet um discreto apoiante.
É um problema...
"A Irlanda é um problema, mas se tivéssemos um segundo ou terceiro problemas, isso seria ainda mais difícil", acrescentou (Nicolas Sarkozy), a fim de sublinhar a necessidade dos parceiros irlandeses seguirem adiante.
Os dirigentes europeus, reunidos ontem em cimeira, tinham já decidido não fixar qualquer data limite à Irlanda ou a outros países para uma solução de saída de crise, após o "não" no referendo irlandês.
"É praticamente certo que não vamos fixar uma data limite, mas nem para a Irlanda nem para quem quer que seja", afirmou o primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa, cujo país assegura actualmente a presidência da UE.
Jansa falou após a primeira jornada de uma cimeira de dirigentes europeus.
Estes últimos concordam que deve dar-se tempo a Dublin para analisar as razões da rejeição do tratado, há uma semana, mas alguns temem que o resultado seja fatal ao Tratado, à imagem do que aconteceu com a Constituição Europeia, em 2005, depois do chumbo de franceses e holandeses. In ultimahora.publico.clix.pt, 20.06.2008, 12h57, Lusa
As reservas checas
(ou a parte que falta à peça do Público)
Las reservas checas impidieron ayer que los jefes de Estado y Gobierno de la UE llegaran a un acuerdo sobre cómo mostrar su determinación a salvar el Tratado de Lisboa pese al rechazo de los irlandeses en el referéndum celebrado la semana pasada. Salvado el escollo de las ratificaciones, lo que queda es buscar soluciones para Irlanda, que quedaría como único país fuera del Tratado. En este aspecto, los 27 dan tiempo a Irlanda, para que, tras realizar consultas internas y con el resto de miembros, proponga una solución. ELPAÍS.com / AGENCIAS - Madrid / Bruselas - 20/06/2008
El sueño de una Europa
El sueño de una Europa relamente social se ha esfuamdo ante una Europa politiquera, neo-esclavista, demagógica, clasista, que trocea a otros países (el caso yugoslavo), que mira hacia al este en alianza con Estados UNidos para cercar a Rusia (con sus intentos de extender la OTAN sobre Ucrania, Bielorrusia, Georgia, etc, etc. El sueño hitleriano de un gran imperio político a imitacion del sacro imperio romano-germáncio parece ser su objetivo a medio y largo plazo. Creo que olvidan las lecciones de la historia que ha sumido a la propia Europa en sangrientos conflictos. RAMÓN Nos comentários de elpais.com, 20-06-2008, 18:25:50h
PROVA DO 2º CICLO DE 2008 IGUAL À DO 1º CICLO DE 2007?
«Já algumas (muitas vezes) dissemos aqui que a ministra da educação pratica todos os dias o crime de condenar gerações a uma vida de dificuldades e um país à pobreza eterna. Isto parece exagero, mas aquilo que o ministério da educação faz é exactamente isso. E hoje vamos prova-lo com dados públicos.
O facto é que perante as acusações de andar a facilitar para ter bons resultados, a ministra continua a negar dizendo que está a obter as melhores classificações de todos os tempos a matemática. Isso parece inquestionável, mas de que matemática está ela a falar.
Pois bem, aqui o camarada Toni (por ter o filho mais velho envolvido em provas de aferição) foi investigar um pouco das provas de aferição que o Ministério da Educação da República Portuguesa realizou este ano e no ano anterior. Pois bem, este ano encontrou na prova do 2º ciclo (2º do preparatório, segundo indicação do camarada tourais) a seguinte questão(clicar para aumentar) para, imagino, que o ministério da educação avalie se os alunos do 2º ciclo sabem fazer contas com fracções a partir de um boneco.
Dir-me-á o camarada leitor que tudo isto lhe parece demasiado fácil para um(a) marmanjo que anda no 2º ano, já com barba quase a crescer ou soutien de copa C. E é, parece que o ministério anda mais à procura de ter bons resultados que aferir o que quer que seja. E até aqui só parece.
A ministra Maria de Lurdes pode sempre alegar que os técnicos (esses génios da ciência moderna conhecidos por revogar a lei de Lavoisier nos exames portugueses) acham que esta é a melhor forma de aferir os conhecimentos e que é completamente falso que se diga que o ministério anda à procura de bons resultados e não de educar quem quer que seja.
Mas, sejamos um pouco mais inquisidores e vejamos a prova de aferição do 1º ciclo em 2007 (4ª classe) que o camarada leitor poderá ver a questão 5 que para aqui copiámos(clicar para ampliar). Pois é, camarada leitor, o mesmo problema, com algumas variações, servia em 2007 para aferir dos conhecimentos dos alunos do 1º ciclo, não do 2º ciclo. Assim, este ano só se pedia nesta parte que os alunos do antigo 2º ano tivessem conhecimentos ao nível da 4ª classe.
E dir-me-á o camarada leitor “mas oh Toni, os tipos do 2º ciclo não devem saber as coisas do 1º ciclo” ao que aqui o camarada Toni responderá ao camarada leitor “oh, caramelo, quantas vezes na tua vida escolar tiveste essa balda?”.
O facto é que assim se demonstra que os serviços da ministra Maria de Lurdes andam a facilitar ostensivamente nas provas de matemática para que a gaja venha encher a boca com números que não correspondem à realidade do conhecimento dos miúdos.
Num blog sério, que não é claramente o nosso caso, estaríamos aqui a pedir a demissão da ministra que, como todos sabem, equivale a sair do ministério para um canto qualquer bem pago onde passará o resto da sua pequenina vida profissional. Como não somos, mesmo um blog sério, quero o couro da gaja! Quero que seja condenada a uma vida de doméstica, com um lenço na cabeça a lavar chão de joelhos!» In tonibler.blogspot.com, 30 Maio 2008, copiado para o blasfemias.net, 18 Junho, 2008 às 4:58 pm
Ainda a matemática...
Tenho vários amigos e familiares que são professores de Matemática. No final da manhã, a indignação tomou conta de todos eles após verificarem que a prova de Matemática do 9º ano era de uma facilidade extrema. Nunca tinham visto uma prova assim. Foi, sem dúvida, a prova de Matemática mais fácil da história dos exames em Portugal. O GAVE caiu no ridículo com esta prova. Perdeu a credibilidade que conquistou com o árduo e sério trabalho de Glória Ramalho. É de esperar que haja muito perto de 100% de positivas. Assim, anda-se a enganar os alunos e as famílias. Quando o ensino e os exames estão condicionados por agendas políticas e propagandísticas, quem perde é o país. Não era preciso ir tão longe para justificar os 9 milhões de euros gastos com o Plano da Matemática. Para saber se esse investimento teve algum retorno, é preciso esperar pelos resultados do PISA. Estes exames não têm credibilidade nenhuma e não permitem comparar nada. Estranha-se o silêncio da APM. Se é professor de Matemática, envie-me o seu depoimento... In professoresramiromarques.blogspot.com, 20 de Junho, 13:43
Parecer da SPM.
Antena 2 contaminada
Rui Pêgo e João Almeida habituados à lógica comercial das rádios por onde passaram, logo que foram postos a dirigir a Antena 2, não descansaram enquanto não a contaminaram de uma carga considerável de factores de poluição auditiva. Refiro-me à abundante e oca verborreia, ainda por cima numa deficiente e reles dicção, do inenarrável "Império dos Sentidos" (a propósito, já pagaram direitos de autor ao cineasta Nagisa Oshima?), a outras aberrações da grelha como "Fuga da Arte" e "Vias de Facto", e muito especialmente aos massacrantes jingles e sopts, disparados a todo o momento.
Um dos sopts que já deve ter passado milhares de vezes, desde que a grelha foi reformulada em Março último, é aquele em que puseram um trecho de uma composição de Bach, mais concretamente do Allegro inicial do concerto para violino e orquestra de cordas, BWV 1042, em cima do qual se nomeiam pintores, museus e salas de concertos, terminando com a indicação de uma frequência hertziana da Antena 2 e o slogan "Antena 2: a arte que toca".
Ora se a utilização de uma obra do divino Bach num spot promocional já revela uma certa leviandade e – porque não dizê-lo – uma sintomática falta de respeito e de deferência pelo superlativo legado do mestre de Köthen (digo Köthen porque foi nessa pequena cidade alemã que, entre 1717 e 1723, o genial Johann Sebastian compôs, para o príncipe calvinista Leopold, o concerto em causa e, bem assim, boa parte do seu acervo de obras instrumentais, de que destaco as suites para violoncelo solo), mais grave ainda é a repetição recorrente e sucessiva do referido spot.
E isso é feito quase sempre a intervalos de uma hora (às vezes menos), pelos locutores de continuidade, presumo eu que não por alguma obsessão sadomasoquista que deles se tenha apoderado (embora alguns evidenciem já terem adquirido um tique subliminar e mecânico, com as inevitáveis situações em que metem os pés pelas mãos), mas em obediência a ordens expressas da dupla Rui Pêgo / João Almeida.
Dois indivíduos que, imbuídos da euforia de quem descobriu a pólvora, se não têm poupado a esforços na "nobre missão" de "modernizar" a "vetusta" Antena 2, afastando profissionais de incontestada competência e preparação intelectual para dar lugar a imberbes e amigos medíocres e, como se isso não bastasse, introduzindo na antena uma série de "inovações" de que, em boa verdade, ela nunca precisou para prestar um serviço de reconhecida qualidade e que mais não são do que espartilhos que a não deixam respirar e que efectivamente apenas a têm reduzido a uma triste sombra do paradigma de excelência que já foi o seu timbre.
E uma das "inovações" introduzidas são precisamente os blocos promocionais, ao virar de cada hora, como que dando-se a entender aos ouvintes que optam pela Antena 2: «Ah! não querem ouvir os noticiários e os anúncios comerciais das outras, pois nem por isso se livram de gramar com umas boas cartuchadas de publicidade institucional e, claro está, os nossos spots autopromocionais.
Já os ouviram muitas vezes? Paciência. Os ouvintes das privadas também ouvem milhentas vezes os anúncios do BES e de outras banhas da cobra e não se queixam. O nosso conceito de serviço público é assim, e é para quem quer. Quem não está satisfeito vá dar uma volta ou ponha a tocar CDs!».
Agora falo eu: pois, pois, mas para tocar CDs eu não precisava de desembolsar a taxa do audiovisual (20.52 euros anuais + IVA), montante a que acrescem ainda avultadas verbas do Orçamento Geral do Estado (provenientes dos nossos impostos, directos e indirectos), ao abrigo do contrato de concessão de serviço público. Então, em que ficamos?
Presumindo que Rui Pêgo e o seu adjunto João Almeida não tenham uma resposta (razoável e convincente) para me dar, eu intercedo junto do Provedor do Ouvinte para que se digne apreciar este assunto. Devo dizer que até possuo uma razoável colecção de CDs (e ficheiros áudio) e é claro que não me faz mal nenhum dar-lhes uso frequente, mas enquanto contribuinte (coercivo) para a estação do Estado não abdico do direito que me assiste de reivindicar uma rádio livre das adiposidades que, além de serem perfeitamente inúteis e supérfluas, têm ainda a agravante de constituírem um insuportável factor de saturação e cansaço para os nossos ouvidos.
No caso concreto da sublime música de J. S. Bach, que serviu de mote a esta reclamação, eu jamais aceitaria que, por causa de uns irresponsáveis e ineptos, colocados por engano aos comandos da Antena 2, lhe ganhasse anticorpos de rejeição, por saturação e pela banalização e achincalhamento a que a mesma vem sendo criminosamente submetida. Tivessem escolhido qualquer coisa de Philip Glass que já não me queixaria de achincalhamento mas, em todo o caso, não deixaria de me insurgir contra a poluição sonora.
Em conclusão: que os actuais inquilinos da direcção de programas nos devolvam uma rádio clássica devidamente higienizada e limpa do lixo com que a conspurcaram! Ou então, se estão agarrados ao poleiro que nem lapas e não têm a hombridade de se irem embora pelos seus próprios pés, que a administração da Rádio e Televisão de Portugal e a tutela governamental tenham a clarividência e o bom senso de os apear e de entregar os destinos da rádio clássica a alguém mais capaz e competente. Álvaro José Ferreira (recebido por e-mail)
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