Rachmaninov - Etude-Tableaux opus 39 n.5 - Nelson Freire
2010/05/17
2010/05/16
2010/05/04
2010/04/28
2010/04/27
Fraud charges on the killing makers
A US Senate investigative panel has released several emails that could prove embarrassing to Goldman Sachs as they suggest the Wall Street investment giant used the US sub-prime mortgage crisis to make tens of millions of dollars in profit.
The documents, made public Saturday, do not provide proof that the investment bank broke the law, but they do show that its executives sought to make a killing on the crisis that erupted in 2007.
The revelations come at a bad time for Goldmans Sachs, which seeks to improve its image in the wake of fraud charges leveled against it by the federal government. AFP/yahoo
Goldman Sachs at Senate
According to pre-released testimony, the head of Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, will admit that his bank failed to raise the alarm about excesses in the mortgage industry and got involved in "overly complex" derivatives deals that fuelled perceptions of Wall Street running out of control.
Blankfein will tell the committee that the Securities and Exchange Commission's $1bn (£647m) fraud case against his firm marks a low point in his career. Guardian
Ex-dictator Noriega jailed in France
PARIS - A French judge ordered former Panamanian dictator Manuel Noriega jailed Tuesday pending a trial for money laundering, a decision made only hours after Noriega was extradited from the United States following two decades in a Miami prison. Seattlepi
Note: another murder, Pinochet, was freed thanks to England.
A US Senate investigative panel has released several emails that could prove embarrassing to Goldman Sachs as they suggest the Wall Street investment giant used the US sub-prime mortgage crisis to make tens of millions of dollars in profit.
The documents, made public Saturday, do not provide proof that the investment bank broke the law, but they do show that its executives sought to make a killing on the crisis that erupted in 2007.
The revelations come at a bad time for Goldmans Sachs, which seeks to improve its image in the wake of fraud charges leveled against it by the federal government. AFP/yahoo
Goldman Sachs at Senate
According to pre-released testimony, the head of Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, will admit that his bank failed to raise the alarm about excesses in the mortgage industry and got involved in "overly complex" derivatives deals that fuelled perceptions of Wall Street running out of control.
Blankfein will tell the committee that the Securities and Exchange Commission's $1bn (£647m) fraud case against his firm marks a low point in his career. Guardian
Ex-dictator Noriega jailed in France
PARIS - A French judge ordered former Panamanian dictator Manuel Noriega jailed Tuesday pending a trial for money laundering, a decision made only hours after Noriega was extradited from the United States following two decades in a Miami prison. Seattlepi
Note: another murder, Pinochet, was freed thanks to England.
2010/04/25
Democracia española en riesgo
María Dolores de Cospedal ha denunciado que "algunas actitudes de personas muy destacadas del Gobierno de España "están poniendo en riesgo a la democracia", en relación con los actos y declaraciones de apoyo al juez Baltasar Garzón en su causa abierta en el Tribunal Supremo. La secretaria general del PP ha señalado que están "alentando otra vez la división" con "ataques constantes a la democracia". El Mondo
Nota: cuando un pueblo, o una parte de ello (la imbecil derecha española), no acepta la realidad de su pasado, el futuro no será exactamente espectacular...
Um portugês bem pago *
João Rendeiro recebeu €3 milhões no ano em que o BPP colapsou. No total, o banco pagou-lhe €12 milhões desde 1999.
* pelos bons serviços que prestou ao BPP, seguramente...
María Dolores de Cospedal ha denunciado que "algunas actitudes de personas muy destacadas del Gobierno de España "están poniendo en riesgo a la democracia", en relación con los actos y declaraciones de apoyo al juez Baltasar Garzón en su causa abierta en el Tribunal Supremo. La secretaria general del PP ha señalado que están "alentando otra vez la división" con "ataques constantes a la democracia". El Mondo
Nota: cuando un pueblo, o una parte de ello (la imbecil derecha española), no acepta la realidad de su pasado, el futuro no será exactamente espectacular...
Um portugês bem pago *
João Rendeiro recebeu €3 milhões no ano em que o BPP colapsou. No total, o banco pagou-lhe €12 milhões desde 1999.
* pelos bons serviços que prestou ao BPP, seguramente...
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Ispanha,
Portulândia
2010/04/19
2010/04/16
Nervosos não! *
Na abertura do fórum económico que juntou empresários checos e portugueses, Václav Klaus manifestou a sua admiração por Portugal não estar “nervoso” perante um défice público tão alto. publico.pt, 16 Abril
* simplesmente sem vergonha */**
Nota: já agora, será que o facto do Ryder Cup 2018 se ir realizar na Herdade da Comporta, que possui zero (ou a tender para zero) de infra-estruturas para um evento desta natureza, tem a haver com o facto de ser propriedade do BES (entretanto a região que possui as infra-estruturas e o know how foi eliminada)? Esperemos que na Comporta não hajam sobreiros por perto...
* Por cada reunião receberam 7427 euros
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue- -se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar--Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião. dn.pt, 16 Abril
Nota: não haverá por acaso qualquer ligação entre isto, o "défice", e a situação de total descalabro do país? Se estes senhores são tão bons para ganharem tanto dinheiro só para assistirem a reuniões e manifestarem as suas opiniões *, como pode o país destes senhores encontrar-se no estado em que se encontra? Qual é o real valor, a credibilidade e o reconhecimento internacional destes senhores tão bem pagos e que andam há tantos anos "por aí" na vida política e empresarial portuguesa? (estas "dúvidas" estendem-se aos administradores executivos que sempre farão um pouco mais que assistir a reuniões e mandar "palpites"... e por isso sempre ganharão um pouco mais...)
* na verdade as empresas que pagam estas generosas quantias a certos senhores para estarem quietos e irem a algumas reuniões, preferem que eles estejam calados e se limitem a utilizar os seus contactos no interesse das mesmas nas alturas devidas. Igualmente esperam que estes senhores sejam capazes de fazer aprovar discretas leis na AR que sirvam os interesses das ditas empresas. Nada que deia muito nas vistas, portanto.
** Depois há aquela coisa portuguesa concerteza chamada "bloco central" (BC), que é basicamente um cancro que tem corroído o país. Quando ganha o partido x do BC, os seus boys vão para administradores executivos e os dos partidos y e p (que diz não ser do BC mas não somente foi para o governo com o partido y como demonstrou ser especialmente corrupto) para não executivos; quando ganha o partido y (eventualmente coligado com o p) os senhores do partido x passam a não executivos (exceptuando uns poucos que se dão bem com todos e ficam sempre como executivos...). Assim todos comem continuamente e o BC adquire um prolongado seguro de vida.
Mais um que mata "ex-companheira"
Não aceitou a separação e disparou com caçadeira sobre a ex-companheira. Criança de oito anos assistiu a tudo e foi a correr chamar a GNR. correiodamanha.pt, 16 Abril
Nota: esta vergonha portuguesa não parará enquanto não forem feitas leis especiais que penalizem a triplicar ou a quadriplicar estes criminosos.
Supermercado de histórias manhosas
A vida de José Sócrates está cada vez mais parecida com aqueles anúncios antigos do Pingo Doce que diziam: "Frango congelado com ervilhas a 2 euros e 35 cêntimos. Esta semana, só no Pingo Doce." Com o nosso primeiro-ministro dá para fazer a mesma coisa. Por exemplo: "Apoio de Luís Figo ao primeiro-ministro por 750 mil euros. Esta semana, só em Portugal."
E da mesma forma que na semana seguinte o frango dava lugar à pescada e as ervilhas à batata cozida, o apoio de Luís Figo pode ser substituído pelo mais recente detalhe do processo Face Oculta que tenha saído do forno, ou qualquer um dos 937 casos duvidosos em que o nome do primeiro-ministro esteja envolvido.
Sócrates é hoje um supermercado de histórias manhosas, onde cada um de nós pode pegar na sua favorita, levar para casa e consumir ao jantar. João Miguel Tavares, correiodamanha.pt, 16 Abril
Na abertura do fórum económico que juntou empresários checos e portugueses, Václav Klaus manifestou a sua admiração por Portugal não estar “nervoso” perante um défice público tão alto. publico.pt, 16 Abril
* simplesmente sem vergonha */**
Nota: já agora, será que o facto do Ryder Cup 2018 se ir realizar na Herdade da Comporta, que possui zero (ou a tender para zero) de infra-estruturas para um evento desta natureza, tem a haver com o facto de ser propriedade do BES (entretanto a região que possui as infra-estruturas e o know how foi eliminada)? Esperemos que na Comporta não hajam sobreiros por perto...
* Por cada reunião receberam 7427 euros
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue- -se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar--Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião. dn.pt, 16 Abril
Nota: não haverá por acaso qualquer ligação entre isto, o "défice", e a situação de total descalabro do país? Se estes senhores são tão bons para ganharem tanto dinheiro só para assistirem a reuniões e manifestarem as suas opiniões *, como pode o país destes senhores encontrar-se no estado em que se encontra? Qual é o real valor, a credibilidade e o reconhecimento internacional destes senhores tão bem pagos e que andam há tantos anos "por aí" na vida política e empresarial portuguesa? (estas "dúvidas" estendem-se aos administradores executivos que sempre farão um pouco mais que assistir a reuniões e mandar "palpites"... e por isso sempre ganharão um pouco mais...)
* na verdade as empresas que pagam estas generosas quantias a certos senhores para estarem quietos e irem a algumas reuniões, preferem que eles estejam calados e se limitem a utilizar os seus contactos no interesse das mesmas nas alturas devidas. Igualmente esperam que estes senhores sejam capazes de fazer aprovar discretas leis na AR que sirvam os interesses das ditas empresas. Nada que deia muito nas vistas, portanto.
** Depois há aquela coisa portuguesa concerteza chamada "bloco central" (BC), que é basicamente um cancro que tem corroído o país. Quando ganha o partido x do BC, os seus boys vão para administradores executivos e os dos partidos y e p (que diz não ser do BC mas não somente foi para o governo com o partido y como demonstrou ser especialmente corrupto) para não executivos; quando ganha o partido y (eventualmente coligado com o p) os senhores do partido x passam a não executivos (exceptuando uns poucos que se dão bem com todos e ficam sempre como executivos...). Assim todos comem continuamente e o BC adquire um prolongado seguro de vida.
Mais um que mata "ex-companheira"
Não aceitou a separação e disparou com caçadeira sobre a ex-companheira. Criança de oito anos assistiu a tudo e foi a correr chamar a GNR. correiodamanha.pt, 16 Abril
Nota: esta vergonha portuguesa não parará enquanto não forem feitas leis especiais que penalizem a triplicar ou a quadriplicar estes criminosos.
Supermercado de histórias manhosas
A vida de José Sócrates está cada vez mais parecida com aqueles anúncios antigos do Pingo Doce que diziam: "Frango congelado com ervilhas a 2 euros e 35 cêntimos. Esta semana, só no Pingo Doce." Com o nosso primeiro-ministro dá para fazer a mesma coisa. Por exemplo: "Apoio de Luís Figo ao primeiro-ministro por 750 mil euros. Esta semana, só em Portugal."
E da mesma forma que na semana seguinte o frango dava lugar à pescada e as ervilhas à batata cozida, o apoio de Luís Figo pode ser substituído pelo mais recente detalhe do processo Face Oculta que tenha saído do forno, ou qualquer um dos 937 casos duvidosos em que o nome do primeiro-ministro esteja envolvido.
Sócrates é hoje um supermercado de histórias manhosas, onde cada um de nós pode pegar na sua favorita, levar para casa e consumir ao jantar. João Miguel Tavares, correiodamanha.pt, 16 Abril
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Sousa
Europe struggles with Muslim dress code
ANTWERP, Belgium – Chances of seeing a burqa in Belgium are only a little better than spotting a liquor shop in Saudi Arabia. Yet Belgium soon may be the first European nation to outlaw the burqa and other Islamic garb that completely hides a woman's body and face.
Neighboring France and the Netherlands may also outlaw attire that is viewed by many in western European societies as demeaning to women. It also is considered a gateway to radical Islam, a fear that is stoking rightwing sentiment across the continent.
"There is all-party public support for this," says Leen Dierick, a conservative member of the Belgian parliament's Interior Affairs committee that unanimously backed the proposed ban March 31. The initiative is expected become law in July and would apply to all public places, including streets.
Anxieties that visible signs of Islam erode national identity are combining with complaints that immigrants are stealing jobs amid the worst economic slump in decades to deepen a sense of unease in many European countries, small and large alike, over the role of Muslims in society.
Threats against cartoonists and artists over depictions of the prophet Muhammad have also raised fears that Islam is not compatible with Western values of freedom of speech.
Swiss voters recently voted to ban the construction of new minarets. In recent years, both mosque and minaret construction projects in many European countries, including Sweden, France, Italy, Austria, Greece, Germany and Slovenia have generated protests, some of them violent.
French President Nicolas Sarkozy favors a burqa ban, saying the veils compromise women's dignity. Unlike the Belgians or the Dutch — who see a clear and straightforward public security issue — the French are struggling with the constitutionality of outlawing a religious dress code.
Until now, it has been up to city governments in Belgium to crack down on burqa-style outfits. "Enforcement by local governments has been patchy," says Dierick. "The point is public security, the need to show one's face in public. Not religious freedom."
The proposed Belgian ban partly underscores how populist politicians across Europe are making a big imprint on attitudes and policies toward immigrants and minorities, especially Muslims.
Belgian lawmaker Filip Dewinter says mainstream politicians back a ban on burqa-type attire for fear of losing more ground to his far-right Flemish Interest party — a fringe factor 15 years but who today hold 17 of the 150 parliamentary seats.
"We were the first to propose a burqa ban," says Dewinter. "Now the parliament votes for a ban (drafted by a) traditional government party. Whatever! It's the outcome that counts."
Umar Mirza, a 22-year-old student and editor of the Dutch Muslim Web site "We're Staying Here" says sentiment toward Muslims and immigrants began to harden in the Netherlands 10 years ago.
"People my age have not known anything else," he says, adding the prevailing view of Muslims "has gotten much harder and sharper and less targeted at solutions."
In the Netherlands, polls indicate that Geert Wilders' anti-Islam Freedom Party could nearly triple its presence in parliament and win 25 or so seats in June elections, up from nine today.
Wilders and like-minded supporters of the far-right hold that Muslims threaten European values by wearing head scarves and more conservative dress that fully covers body and head, such as the burqa, the chador and the niqab.
They say that liberal Europe can no longer afford to tolerate the illiberalism of newcomers.
"Islam is more of an ideology than a religion," Wilders is fond of saying. "I do not believe in a European Islam. The Islamization of the Netherlands and Western Europe will make us lose the freedoms we have today." AP/yahoo
ANTWERP, Belgium – Chances of seeing a burqa in Belgium are only a little better than spotting a liquor shop in Saudi Arabia. Yet Belgium soon may be the first European nation to outlaw the burqa and other Islamic garb that completely hides a woman's body and face.
Neighboring France and the Netherlands may also outlaw attire that is viewed by many in western European societies as demeaning to women. It also is considered a gateway to radical Islam, a fear that is stoking rightwing sentiment across the continent.
"There is all-party public support for this," says Leen Dierick, a conservative member of the Belgian parliament's Interior Affairs committee that unanimously backed the proposed ban March 31. The initiative is expected become law in July and would apply to all public places, including streets.
Anxieties that visible signs of Islam erode national identity are combining with complaints that immigrants are stealing jobs amid the worst economic slump in decades to deepen a sense of unease in many European countries, small and large alike, over the role of Muslims in society.
Threats against cartoonists and artists over depictions of the prophet Muhammad have also raised fears that Islam is not compatible with Western values of freedom of speech.
Swiss voters recently voted to ban the construction of new minarets. In recent years, both mosque and minaret construction projects in many European countries, including Sweden, France, Italy, Austria, Greece, Germany and Slovenia have generated protests, some of them violent.
French President Nicolas Sarkozy favors a burqa ban, saying the veils compromise women's dignity. Unlike the Belgians or the Dutch — who see a clear and straightforward public security issue — the French are struggling with the constitutionality of outlawing a religious dress code.
Until now, it has been up to city governments in Belgium to crack down on burqa-style outfits. "Enforcement by local governments has been patchy," says Dierick. "The point is public security, the need to show one's face in public. Not religious freedom."
The proposed Belgian ban partly underscores how populist politicians across Europe are making a big imprint on attitudes and policies toward immigrants and minorities, especially Muslims.
Belgian lawmaker Filip Dewinter says mainstream politicians back a ban on burqa-type attire for fear of losing more ground to his far-right Flemish Interest party — a fringe factor 15 years but who today hold 17 of the 150 parliamentary seats.
"We were the first to propose a burqa ban," says Dewinter. "Now the parliament votes for a ban (drafted by a) traditional government party. Whatever! It's the outcome that counts."
Umar Mirza, a 22-year-old student and editor of the Dutch Muslim Web site "We're Staying Here" says sentiment toward Muslims and immigrants began to harden in the Netherlands 10 years ago.
"People my age have not known anything else," he says, adding the prevailing view of Muslims "has gotten much harder and sharper and less targeted at solutions."
In the Netherlands, polls indicate that Geert Wilders' anti-Islam Freedom Party could nearly triple its presence in parliament and win 25 or so seats in June elections, up from nine today.
Wilders and like-minded supporters of the far-right hold that Muslims threaten European values by wearing head scarves and more conservative dress that fully covers body and head, such as the burqa, the chador and the niqab.
They say that liberal Europe can no longer afford to tolerate the illiberalism of newcomers.
"Islam is more of an ideology than a religion," Wilders is fond of saying. "I do not believe in a European Islam. The Islamization of the Netherlands and Western Europe will make us lose the freedoms we have today." AP/yahoo
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2010/04/15
O próximo alvo
Portugal é o próximo alvo dos mercados financeiros, está, como a Grécia, à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos do que a Argentina em 2001, diz o antigo economista chefe do FMI, Simon Johnson, que critica fortemente a forma como Portugal se tem financiado, comparando-a ao esquema em pirâmide usado por Bernard Maddof.
A conclusão é apresentada pelo antigo economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson, numa análise realizada para o jornal norte-americano 'New York Times', intitulada "O próximo problema global: Portugal".
"O próximo no radar será Portugal. Este país escapou em grande medida às atenções, muito porque a espiral da Grécia desvaneceu. Mas ambos estão economicamente à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos do que Argentina parecia em 2001, quando entrou em incumprimento", diz a análise do economista, que é Professor no Massachusstts Institute of Technology.
Simon Johnson equiparou ainda o financiamento de Portugal a um esquema em pirâmide (como o utilizado pelo gestor norte-americano Bernard Maddof que lhe valeu a prisão perpétua).
O economista diz que Portugal, tal como a Grécia, em vez de abater os juros da sua dívida, tem refinanciado os pagamentos de juros todos os anos através de emissão de nova dívida, chegando mesmo ao ponto de dizer que "vai chegar a altura em que os mercados financeiros se vão recusar pura e simplesmente a financiar este esquema ponzi".
Quanto à correcção dos desequilíbrios, o economista critica fortemente a falta de medidas mais duras.
"Os portugueses nem sequer estão a discutir cortes sérios. (...) Estão à espera e com a esperança de que possam crescer suficientemente para sair desta confusão, mas esse crescimento só pode chegar através de um espantoso crescimento económico a nível global", disse.
Simon Johnson considera ainda que "nem os líderes políticos gregos, nem os portugueses, estão preparados para realizar os cortes necessários", que o Governo português "pode apenas aguardar por vários anos de alto desemprego e políticas duras", e ainda que os políticos portugueses podem apenas "esperar que a situação piore, e então exigir também bailout (plano de apoio)".
Simon Johnson é Professor na Universidade norte-americana MIT - Massachusetts Institute of Technology, faz parte do Instituto de Economia Internacional (em Washington), é conselheiro económico do Departamento Orçamental do Congresso dos EUA (Congressional Budget Office) e foi economista chefe e director do departamento de investigação do FMI. dn.pt, 15 Abril
Nota: pena que quando fala em "portugueses" não faça a distinção entre os corruptos e "boys" (muitas vezes coincidem), que se têm enchido com milhões, os "pedagogos" e os "cientistas da educação" (e outros "cientistas sociais"), que são os responsáveis da "improdutividade" e da "falta de competitividade" dos portugueses, e os "outros": os que sem culpa nenhuma ou culpa menor vão "levar por tabela".
Porreiro pá (enésimo porreio pá)
O escritório de advogados de José Miguel Júdice terá cobrado 460 mil euros (mais 110 mil euros que o contrato com Luís Figo) ao Taguspark para a realização de uma auditoria que levantou dúvidas a Vítor Castro, um dos administradores executivos do parque tecnológico. "Desta auditoria apenas tive conhecimento do relatório que foi disponibilizado quando o senhor presidente da Câmara fez uma reunião com o conselho de administração. Se foi feito mais trabalho, não tenho informação sobre os objectivos e resultados obtidos", escreveu aquele administrado, em Junho de 2009, num memorando "pessoal e confidencial" dirigido a Isaltino Morais.
Neste documento - que consta do processo sobre suspeitas de corrupção passiva relativamente a um contrato entre o Taguspark e Luís Figo e a participação deste na campanha eleitoral do PS - outras situações foram elencadas pelo administrador do Taguspark: um contrato de aquisição de sinalética para o parque no valor no 650 mil euros, sendo que 300 mil já teriam sido pagos sem que o fornecimento do material tivesse acontecido; o patrocínio de 225 mil euros ao piloto de automóveis Tiago Monteiro (mais 75 mil previstos para 2010) sem que, até Junho de 2009, tenha sido "realizada qualquer contrapartida do patrocínio concedido".
Mais: a aquisição de um novo "Sistema de Informação e Gestão", no valor de 130 mil euros, "que passado mais de um ano ainda não está a funcionar", refere Vítor Castro, acrescentando o pagamento de 73 mil euros em Abril de 2008 "para a realização de uma festa de lançamento da nova imagem do Taguspark". "Decorreu mais de um ano e o evento ainda não se realizou".
Contactado pelo DN, José Miguel Júdice declarou não poder "comentar questões que apenas os clientes podem falar". "Este escritório tem 200 advogados, por ano trabalha milhares de horas, só os clientes é que podem dizer se o trabalho foi feito, se estão ou não satisfeitos e qual o preço". Também Isaltino Morais, presidente do Conselho de Administração do Taguspark, não quis adiantar nada em relação ao memorando do administrador Vítor Castro. idem
A vingança de Pinochet *
O juiz Baltasar Garzón presta hoje declarações perante o Tribunal Supremo (TS) espanhol como arguido num processo relacionado com dinheiro que alegadamente recebeu do Banco Santander quanto esteve na Universidade de Nova Iorque entre 2005 e 2006.
É a segunda vez que Garzón presta declarações no TS depois de ter sido ouvido em Setembro de 2009, pela sua actuação no caso da investigações do franquismo, processo pelo qual será julgado pelo mesmo tribunal e pelo qual poderá ser suspenso temporariamente pelo Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ).
Garzón será ouvido hoje pelo magistrado instrutor do caso, Manuel Marchena.
O processo baseia-se numa queixa de dois advogados, José Luiz Mazón e Antonio Panea, que consideram que Garzón incorreu em prevaricação e suborno por ter recebido 302 mil euros do Santander para posteriormente, quando regressou a Madrid, arquivar um processo contra responsáveis do banco espanhol, incluindo o seu presidente Emílio Botin.
Garzón considera que não esteve envolvido na gestão ou administração dos fundos com que o Santander patrocinou as suas conferências no Centro Rey Juan Carlos I da Universidade de Nova Iorque, insistindo que as suas receitas não procederam desse patrocínio.
Além deste processo, Garzón está envolvido em mais dois junto do Tribunal Supremo, um apresentado por duas organizações de extrema direita que o acusam de prevaricação por decidir investigar os crimes do franquismo.
O terceiro processo refere-se a ordens que deu para serem escutadas conversações entre alguns dos arguidos no caso Gurtel - que investiga corrupção e envolve dezenas de dirigentes e militantes do PP - e os seus advogados. Estas escutas foram posteriormente anuladas pelo Tribunal Superior de Justiça de Madrid que as considerou "ilícitas". ibidem
* e seus admiradores em espanha
Portugal é o próximo alvo dos mercados financeiros, está, como a Grécia, à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos do que a Argentina em 2001, diz o antigo economista chefe do FMI, Simon Johnson, que critica fortemente a forma como Portugal se tem financiado, comparando-a ao esquema em pirâmide usado por Bernard Maddof.
A conclusão é apresentada pelo antigo economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johnson, numa análise realizada para o jornal norte-americano 'New York Times', intitulada "O próximo problema global: Portugal".
"O próximo no radar será Portugal. Este país escapou em grande medida às atenções, muito porque a espiral da Grécia desvaneceu. Mas ambos estão economicamente à beira da bancarrota, e ambos parecem muito mais perigosos do que Argentina parecia em 2001, quando entrou em incumprimento", diz a análise do economista, que é Professor no Massachusstts Institute of Technology.
Simon Johnson equiparou ainda o financiamento de Portugal a um esquema em pirâmide (como o utilizado pelo gestor norte-americano Bernard Maddof que lhe valeu a prisão perpétua).
O economista diz que Portugal, tal como a Grécia, em vez de abater os juros da sua dívida, tem refinanciado os pagamentos de juros todos os anos através de emissão de nova dívida, chegando mesmo ao ponto de dizer que "vai chegar a altura em que os mercados financeiros se vão recusar pura e simplesmente a financiar este esquema ponzi".
Quanto à correcção dos desequilíbrios, o economista critica fortemente a falta de medidas mais duras.
"Os portugueses nem sequer estão a discutir cortes sérios. (...) Estão à espera e com a esperança de que possam crescer suficientemente para sair desta confusão, mas esse crescimento só pode chegar através de um espantoso crescimento económico a nível global", disse.
Simon Johnson considera ainda que "nem os líderes políticos gregos, nem os portugueses, estão preparados para realizar os cortes necessários", que o Governo português "pode apenas aguardar por vários anos de alto desemprego e políticas duras", e ainda que os políticos portugueses podem apenas "esperar que a situação piore, e então exigir também bailout (plano de apoio)".
Simon Johnson é Professor na Universidade norte-americana MIT - Massachusetts Institute of Technology, faz parte do Instituto de Economia Internacional (em Washington), é conselheiro económico do Departamento Orçamental do Congresso dos EUA (Congressional Budget Office) e foi economista chefe e director do departamento de investigação do FMI. dn.pt, 15 Abril
Nota: pena que quando fala em "portugueses" não faça a distinção entre os corruptos e "boys" (muitas vezes coincidem), que se têm enchido com milhões, os "pedagogos" e os "cientistas da educação" (e outros "cientistas sociais"), que são os responsáveis da "improdutividade" e da "falta de competitividade" dos portugueses, e os "outros": os que sem culpa nenhuma ou culpa menor vão "levar por tabela".
Porreiro pá (enésimo porreio pá)
O escritório de advogados de José Miguel Júdice terá cobrado 460 mil euros (mais 110 mil euros que o contrato com Luís Figo) ao Taguspark para a realização de uma auditoria que levantou dúvidas a Vítor Castro, um dos administradores executivos do parque tecnológico. "Desta auditoria apenas tive conhecimento do relatório que foi disponibilizado quando o senhor presidente da Câmara fez uma reunião com o conselho de administração. Se foi feito mais trabalho, não tenho informação sobre os objectivos e resultados obtidos", escreveu aquele administrado, em Junho de 2009, num memorando "pessoal e confidencial" dirigido a Isaltino Morais.
Neste documento - que consta do processo sobre suspeitas de corrupção passiva relativamente a um contrato entre o Taguspark e Luís Figo e a participação deste na campanha eleitoral do PS - outras situações foram elencadas pelo administrador do Taguspark: um contrato de aquisição de sinalética para o parque no valor no 650 mil euros, sendo que 300 mil já teriam sido pagos sem que o fornecimento do material tivesse acontecido; o patrocínio de 225 mil euros ao piloto de automóveis Tiago Monteiro (mais 75 mil previstos para 2010) sem que, até Junho de 2009, tenha sido "realizada qualquer contrapartida do patrocínio concedido".
Mais: a aquisição de um novo "Sistema de Informação e Gestão", no valor de 130 mil euros, "que passado mais de um ano ainda não está a funcionar", refere Vítor Castro, acrescentando o pagamento de 73 mil euros em Abril de 2008 "para a realização de uma festa de lançamento da nova imagem do Taguspark". "Decorreu mais de um ano e o evento ainda não se realizou".
Contactado pelo DN, José Miguel Júdice declarou não poder "comentar questões que apenas os clientes podem falar". "Este escritório tem 200 advogados, por ano trabalha milhares de horas, só os clientes é que podem dizer se o trabalho foi feito, se estão ou não satisfeitos e qual o preço". Também Isaltino Morais, presidente do Conselho de Administração do Taguspark, não quis adiantar nada em relação ao memorando do administrador Vítor Castro. idem
A vingança de Pinochet *
O juiz Baltasar Garzón presta hoje declarações perante o Tribunal Supremo (TS) espanhol como arguido num processo relacionado com dinheiro que alegadamente recebeu do Banco Santander quanto esteve na Universidade de Nova Iorque entre 2005 e 2006.
É a segunda vez que Garzón presta declarações no TS depois de ter sido ouvido em Setembro de 2009, pela sua actuação no caso da investigações do franquismo, processo pelo qual será julgado pelo mesmo tribunal e pelo qual poderá ser suspenso temporariamente pelo Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ).
Garzón será ouvido hoje pelo magistrado instrutor do caso, Manuel Marchena.
O processo baseia-se numa queixa de dois advogados, José Luiz Mazón e Antonio Panea, que consideram que Garzón incorreu em prevaricação e suborno por ter recebido 302 mil euros do Santander para posteriormente, quando regressou a Madrid, arquivar um processo contra responsáveis do banco espanhol, incluindo o seu presidente Emílio Botin.
Garzón considera que não esteve envolvido na gestão ou administração dos fundos com que o Santander patrocinou as suas conferências no Centro Rey Juan Carlos I da Universidade de Nova Iorque, insistindo que as suas receitas não procederam desse patrocínio.
Além deste processo, Garzón está envolvido em mais dois junto do Tribunal Supremo, um apresentado por duas organizações de extrema direita que o acusam de prevaricação por decidir investigar os crimes do franquismo.
O terceiro processo refere-se a ordens que deu para serem escutadas conversações entre alguns dos arguidos no caso Gurtel - que investiga corrupção e envolve dezenas de dirigentes e militantes do PP - e os seus advogados. Estas escutas foram posteriormente anuladas pelo Tribunal Superior de Justiça de Madrid que as considerou "ilícitas". ibidem
* e seus admiradores em espanha
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Boulez and Berio featured at musikfest
musikfest berlin 10, organized by the Berliner Festspiele in collaboration with the Stiftung Berliner Philharmoniker, will take place from September 2 to 21. This large-scale international orchestra festival opens the annual Berlin concert season. This year’s festival program features 24 concerts with more than 60 works by circa 25 different composers. Appearing will be 37 soloists of world rank, and 27 choirs, ensembles, and orchestras from the international music scene.
“The virginal, lively, beautiful today …” (Le vierge, le vivace, et bel aujourd’ hui …): this year’s musikfest berlin draws inspiration from these celebrated lines from the French poet Stéphane Mallarmé. Pierre Boulez set this sonnet in his extraordinary vocal composition Pli selon Pli.
In addition to Pli selon Pli, 16 other works by Pierre Boulez will be featured at musikfest berlin 10. Altogether 11 events make up a rich portrait of Boulez, with the participation of all the former and present directors of the Ensemble intercontemporain, founded in 1976 by Boulez, a roster consisting of Peter Eötvös, David Robertson, Jonathan Nott, and current director Susanna Mälkki.
Born in the same year (1925) as Pierre Boulez and joined to him in a long-term artistic friendship was composer Luciano Berio. His works form the second focus of this festival program. Performed in the framework of musikfest berlin 10 will be altogether 11 compositions by Luciano Berio, including key orchestral works such as Chemins I, Kol od – Chemins VI, Concerto, Sinfonia, Coro, Folk Songs, and Voci (Folksongs II), as well as Quatre dédicaces and Stanze in a German premiere performance.
Featured compositions by Pierre Boulez and Luciano Berio will be set into a stimulating dialogue with the works of Igor Stravinsky, Béla Bartók, Sergei Prokofiev, Witold Lutoslawski, Richard Strauss, Alban Berg, Anton Webern, Hector Berlioz, Claude Debussy, Maurice Ravel, Henri Pousseur, Peter Eötvös, and Beat Furrer. Johann Sebastian Bach’s Art of the Fugue will be performed by the Keller Quartett on September 2, the eve of the opening concert of musikfest berlin 10. Music from the 14th century will resound in a concert by the vocal ensemble graindelavoix from Belgium.
Appearing as guests in Berlin besides the Rundfunkchor Berlin, the RIAS Kammerchor, and the four prominent Berlin orchestras directed by their principal conductors will be the London Symphony Orchestra with Daniel Harding, the London Philharmonic Orchestra with Vladimir Jurowski, the Koninklijk Concertgebouworkest Amsterdam with Mariss Jansons, the Bayerische Staatsorchester with Kent Nagano, and the Bamberger Symphoniker – Bayerische Staatsphilharmonie with Jonathan Nott.
Also performing will be Ensemble intercontemporain, Ensemble Modern, and the ensemble musikFabrik, as well as the choirs Synergy Vocals, Schola Heidelberg, Cantus Domus, the SWR Vokalensemble Stuttgart, and the NDR Chor. Among the featured soloists will be Kelley O’Connor, Stella Doufexis, Ian Bostridge, Roman Trekel, and Dietrich Henschel. Also invited are pianist Pierre-Laurent Aimard, the piano duo Andreas Grau and Götz Schumacher, trumpet player Marco Blaauw, and violists Tabea Zimmermann, Megumi Kasakawa, Axel Porath, and Antoine Tamestit.
The main event location for musikfest berlin 10 is the Philharmonie Berlin. Additional venues are the Chamber Music Hall of the Philharmonie Berlin, the Parochialkirche, the Gethsemanekirche, and the Konzerthaus Berlin. Press office, April 15, 2010
musikfest berlin 10, organized by the Berliner Festspiele in collaboration with the Stiftung Berliner Philharmoniker, will take place from September 2 to 21. This large-scale international orchestra festival opens the annual Berlin concert season. This year’s festival program features 24 concerts with more than 60 works by circa 25 different composers. Appearing will be 37 soloists of world rank, and 27 choirs, ensembles, and orchestras from the international music scene.
“The virginal, lively, beautiful today …” (Le vierge, le vivace, et bel aujourd’ hui …): this year’s musikfest berlin draws inspiration from these celebrated lines from the French poet Stéphane Mallarmé. Pierre Boulez set this sonnet in his extraordinary vocal composition Pli selon Pli.
In addition to Pli selon Pli, 16 other works by Pierre Boulez will be featured at musikfest berlin 10. Altogether 11 events make up a rich portrait of Boulez, with the participation of all the former and present directors of the Ensemble intercontemporain, founded in 1976 by Boulez, a roster consisting of Peter Eötvös, David Robertson, Jonathan Nott, and current director Susanna Mälkki.
Born in the same year (1925) as Pierre Boulez and joined to him in a long-term artistic friendship was composer Luciano Berio. His works form the second focus of this festival program. Performed in the framework of musikfest berlin 10 will be altogether 11 compositions by Luciano Berio, including key orchestral works such as Chemins I, Kol od – Chemins VI, Concerto, Sinfonia, Coro, Folk Songs, and Voci (Folksongs II), as well as Quatre dédicaces and Stanze in a German premiere performance.
Featured compositions by Pierre Boulez and Luciano Berio will be set into a stimulating dialogue with the works of Igor Stravinsky, Béla Bartók, Sergei Prokofiev, Witold Lutoslawski, Richard Strauss, Alban Berg, Anton Webern, Hector Berlioz, Claude Debussy, Maurice Ravel, Henri Pousseur, Peter Eötvös, and Beat Furrer. Johann Sebastian Bach’s Art of the Fugue will be performed by the Keller Quartett on September 2, the eve of the opening concert of musikfest berlin 10. Music from the 14th century will resound in a concert by the vocal ensemble graindelavoix from Belgium.
Appearing as guests in Berlin besides the Rundfunkchor Berlin, the RIAS Kammerchor, and the four prominent Berlin orchestras directed by their principal conductors will be the London Symphony Orchestra with Daniel Harding, the London Philharmonic Orchestra with Vladimir Jurowski, the Koninklijk Concertgebouworkest Amsterdam with Mariss Jansons, the Bayerische Staatsorchester with Kent Nagano, and the Bamberger Symphoniker – Bayerische Staatsphilharmonie with Jonathan Nott.
Also performing will be Ensemble intercontemporain, Ensemble Modern, and the ensemble musikFabrik, as well as the choirs Synergy Vocals, Schola Heidelberg, Cantus Domus, the SWR Vokalensemble Stuttgart, and the NDR Chor. Among the featured soloists will be Kelley O’Connor, Stella Doufexis, Ian Bostridge, Roman Trekel, and Dietrich Henschel. Also invited are pianist Pierre-Laurent Aimard, the piano duo Andreas Grau and Götz Schumacher, trumpet player Marco Blaauw, and violists Tabea Zimmermann, Megumi Kasakawa, Axel Porath, and Antoine Tamestit.
The main event location for musikfest berlin 10 is the Philharmonie Berlin. Additional venues are the Chamber Music Hall of the Philharmonie Berlin, the Parochialkirche, the Gethsemanekirche, and the Konzerthaus Berlin. Press office, April 15, 2010
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2010/04/14
2010/04/13
Se há sistema que implodiu foi o inglês
Os reguladores e os legisladores ainda não fizeram uma coisa fundamental que é criar um sistema de supervisão das entidades que operavam antes da crise, e continuam a operar, sem regulação, como os hedge funds, os auditores e as agências de rating. Quem manda neles? Ninguém.
Acha que a ausência de regulação reflecte a força do poder anglo-saxónico?
Talvez. E talvez pelo facto de as agências de rating falarem inglês é que a Grã-Bretanha continua a ter rating AAA [país com baixo risco de insolvência]. Se há sistema financeiro que implodiu foi o inglês. E a gestão da crise inglesa foi das mais incompetentes. (da entrevista a Carlos Rodrigues, fundador e presidente do BIG) - publico.pt, 13 Abril
88,6%
Por esta amostra de um portal de contratação pública electrónica, que inclui entidades adjudicantes do governo central, empresas públicas, empresas municipais e autarquias locais, não restam dúvidas sobre a procedimento preferido para a celebração de contratos públicos. Nos 2263 procedimentos listados, 1228 (quase 55%) são “ajustes directos” e apenas 249 (11%) são concursos públicos sem limitações. Destes 249, 114 devem-se apenas às Câmaras de Sintra (71) e de Oeiras (43), verdadeiras campeãs da transparência. Os restantes 135 concursos públicos representam, por isso, cerca de 6% do total de procedimentos de contratação.
Se aos 1228 ajustes directos se somarem as 680 “consultas prévias”, os 47 “concursos limitados sem apresentação de candidaturas”, os 29 “procedimentos por negociação sem publicação de anúncio” e os 21 “concursos limitados sem publicação de anúncio”, temos 88,6% (em número de contratos) da contratação pública com transparência nula ou muito reduzida.
Governo não deve abrir mão da CGD
O presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, António José Seguro, manifesta-se contra a "imoralidade" dos altos salários e prémios dos gestores públicos, encontrando-se" à espera" de uma resposta a um requerimento que dirigiu ao Governo, a solicitar informação sobre o estatuto remuneratório e as "orientações" dadas a esses quadros dessas empresas.
O deputado socialista, ontem, na Universidade do Algarve, defendeu que "os reguladores devem ser eleitos, fiscalizados e depender do Parlamento, e não de qualquer Governo".
Recusando-se a invocar, em concreto, o caso do presidente da EDP, o deputado entende que "não está em causa o mérito, mas a moralidade, particularmente no momento em que se pedem sacrifícios aos portugueses".
Seguro defende que o Estado "pode ser árbitro e jogador, corrigindo algumas distorções do próprio mercado" e por isso defende que o "Governo não deve abrir mão da CGD". idem
É a homossexualidade e não o celibato
É a homossexualidade e não o celibato dos padres que o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, relaciona com a pedofilia e com os casos de abusos no seio da Igreja Católica.
“Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato dos padres e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-me recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, afirmou Bertone.
“É a verdade, é esse o problema”, garantiu o cardeal numa conferência de imprensa em Santiago do Chile. “Esta patologia toca todos os tipos de pessoas e os padres num grau menor, em termos percentuais”, afirmou ainda o cardeal, “número dois” do Vaticano. “O comportamento dos padres neste caso, o comportamento negativo, é muito sério, é escandaloso.”
No Chile, houve de imediato reacções indignadas: “Esta é a uma estratégia do Vaticano para fugir às suas próprias responsabilidades éticas e legais, fazendo esta ligação falsa e repugnante”, afirmou Rolando Jimenez, presidente do Movimento para a Integração e Libertação Homossexual, recusando a existência de quaisquer estudos sérios que sustentem o que diz Bertone. ibidem
Bento XVI atrasou afastamento de pedófilo
O Papa Bento XVI atrasou, nos anos 80, o afastamento de um padre californiano acusado de pedofilia, justificando a sua decisão com o “bem da Igreja universal”, segundo cartas trocadas entre o Vaticano e a diocese californiana de Oakland.
Uma série de cartas tornadas públicas sexta-feira pelo advogado das vítimas, Jeff Anderson, descreve “as liberdades sexuais” do padre Stephen Kiesle, em 1978, com “seis adolescentes entre os 11 e os 13 anos”, factos reconhecidos pelo próprio pároco.
Ao seu pedido, o padre Kiesle pediu para ser afastado, um pedido transmitido ao Vaticano pelo bispo de Oakland, John Cummins, em 1981. O Vaticano respondeu ao bispo indicando que desejava obter informações suplementares sobre a questão. As informações foram enviadas por John Cummins em Fevereiro de 1982 ao cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, então líder da Congregação para a doutrina da fé.
Na sua carta Cummins referiu estar convencido de que afastar o padre Kiesle “não provocaria um escândalo”, acrescentando: “seria um escândalo maior para a comunidade se o padre Kiesle regressasse ao seu ministério”.
Apesar dos pedidos repetidos da diocese de Oakland, foi necessário esperar até 6 de Novembro de 1985 para que Joseph Ratzinger respondesse a John Cummings. Na resposta, redigida em latim, o cardeal reconheceu “a gravidade” da situação, mas mostrou-se reticente em tomar uma decisão imediata, preocupado com o efeito que poderia ter sobre “o bem da Igreja Universal”.
Para o futuro Papa, o assunto devia ser alvo de “uma atenção específica, que necessita de muito tempo”. publico.pt, 10.04.2010, 11:34 Por Lusa
Dois momentos Figo/Sousa
O apoio de Figo a José Sócrates e ao PS concretizou-se em dois momentos. A 7 de Agosto, o ex-futebolista deu uma entrevista ao Diário Económico, realizada pelo director deste jornal, António Costa, em que teceu rasgados elogios à governação socialista. Um mês depois, no último dia da campanha eleitoral para as legislativas, Figo tomou um pequeno-almoço com o primeiro-ministro na esplanada do Hotel Altis-Belém, em Lisboa. No final, fez declarações à comunicação social presente no evento e repetiu os elogios ao PS.
«Por decisão dos arguidos, a celebração do referido contrato constituiu um expediente para, através de uma remuneração anual, pelo período convencionado de três anos, alcançarem, da parte de Luís Figo, um apoio político-partidário determinado», considerou a procuradora Teresa Almeida. sol.pt, 14 Abril
DCIAP investiga branqueamento
Ministério Público suspeita que a compra dos submersíveis envolveu corrupção e dinheiro sujo. Já foi pedida a quebra do sigilo bancário. correiodamanha.pt, 14 Abril 2010
Os reguladores e os legisladores ainda não fizeram uma coisa fundamental que é criar um sistema de supervisão das entidades que operavam antes da crise, e continuam a operar, sem regulação, como os hedge funds, os auditores e as agências de rating. Quem manda neles? Ninguém.
Acha que a ausência de regulação reflecte a força do poder anglo-saxónico?
Talvez. E talvez pelo facto de as agências de rating falarem inglês é que a Grã-Bretanha continua a ter rating AAA [país com baixo risco de insolvência]. Se há sistema financeiro que implodiu foi o inglês. E a gestão da crise inglesa foi das mais incompetentes. (da entrevista a Carlos Rodrigues, fundador e presidente do BIG) - publico.pt, 13 Abril
88,6%
Por esta amostra de um portal de contratação pública electrónica, que inclui entidades adjudicantes do governo central, empresas públicas, empresas municipais e autarquias locais, não restam dúvidas sobre a procedimento preferido para a celebração de contratos públicos. Nos 2263 procedimentos listados, 1228 (quase 55%) são “ajustes directos” e apenas 249 (11%) são concursos públicos sem limitações. Destes 249, 114 devem-se apenas às Câmaras de Sintra (71) e de Oeiras (43), verdadeiras campeãs da transparência. Os restantes 135 concursos públicos representam, por isso, cerca de 6% do total de procedimentos de contratação.
Se aos 1228 ajustes directos se somarem as 680 “consultas prévias”, os 47 “concursos limitados sem apresentação de candidaturas”, os 29 “procedimentos por negociação sem publicação de anúncio” e os 21 “concursos limitados sem publicação de anúncio”, temos 88,6% (em número de contratos) da contratação pública com transparência nula ou muito reduzida.
Governo não deve abrir mão da CGD
O presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, António José Seguro, manifesta-se contra a "imoralidade" dos altos salários e prémios dos gestores públicos, encontrando-se" à espera" de uma resposta a um requerimento que dirigiu ao Governo, a solicitar informação sobre o estatuto remuneratório e as "orientações" dadas a esses quadros dessas empresas.
O deputado socialista, ontem, na Universidade do Algarve, defendeu que "os reguladores devem ser eleitos, fiscalizados e depender do Parlamento, e não de qualquer Governo".
Recusando-se a invocar, em concreto, o caso do presidente da EDP, o deputado entende que "não está em causa o mérito, mas a moralidade, particularmente no momento em que se pedem sacrifícios aos portugueses".
Seguro defende que o Estado "pode ser árbitro e jogador, corrigindo algumas distorções do próprio mercado" e por isso defende que o "Governo não deve abrir mão da CGD". idem
É a homossexualidade e não o celibato
É a homossexualidade e não o celibato dos padres que o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, relaciona com a pedofilia e com os casos de abusos no seio da Igreja Católica.
“Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre o celibato dos padres e a pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e disseram-me recentemente, que há uma relação entre homossexualidade e pedofilia”, afirmou Bertone.
“É a verdade, é esse o problema”, garantiu o cardeal numa conferência de imprensa em Santiago do Chile. “Esta patologia toca todos os tipos de pessoas e os padres num grau menor, em termos percentuais”, afirmou ainda o cardeal, “número dois” do Vaticano. “O comportamento dos padres neste caso, o comportamento negativo, é muito sério, é escandaloso.”
No Chile, houve de imediato reacções indignadas: “Esta é a uma estratégia do Vaticano para fugir às suas próprias responsabilidades éticas e legais, fazendo esta ligação falsa e repugnante”, afirmou Rolando Jimenez, presidente do Movimento para a Integração e Libertação Homossexual, recusando a existência de quaisquer estudos sérios que sustentem o que diz Bertone. ibidem
Bento XVI atrasou afastamento de pedófilo
O Papa Bento XVI atrasou, nos anos 80, o afastamento de um padre californiano acusado de pedofilia, justificando a sua decisão com o “bem da Igreja universal”, segundo cartas trocadas entre o Vaticano e a diocese californiana de Oakland.
Uma série de cartas tornadas públicas sexta-feira pelo advogado das vítimas, Jeff Anderson, descreve “as liberdades sexuais” do padre Stephen Kiesle, em 1978, com “seis adolescentes entre os 11 e os 13 anos”, factos reconhecidos pelo próprio pároco.
Ao seu pedido, o padre Kiesle pediu para ser afastado, um pedido transmitido ao Vaticano pelo bispo de Oakland, John Cummins, em 1981. O Vaticano respondeu ao bispo indicando que desejava obter informações suplementares sobre a questão. As informações foram enviadas por John Cummins em Fevereiro de 1982 ao cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, então líder da Congregação para a doutrina da fé.
Na sua carta Cummins referiu estar convencido de que afastar o padre Kiesle “não provocaria um escândalo”, acrescentando: “seria um escândalo maior para a comunidade se o padre Kiesle regressasse ao seu ministério”.
Apesar dos pedidos repetidos da diocese de Oakland, foi necessário esperar até 6 de Novembro de 1985 para que Joseph Ratzinger respondesse a John Cummings. Na resposta, redigida em latim, o cardeal reconheceu “a gravidade” da situação, mas mostrou-se reticente em tomar uma decisão imediata, preocupado com o efeito que poderia ter sobre “o bem da Igreja Universal”.
Para o futuro Papa, o assunto devia ser alvo de “uma atenção específica, que necessita de muito tempo”. publico.pt, 10.04.2010, 11:34 Por Lusa
Dois momentos Figo/Sousa
O apoio de Figo a José Sócrates e ao PS concretizou-se em dois momentos. A 7 de Agosto, o ex-futebolista deu uma entrevista ao Diário Económico, realizada pelo director deste jornal, António Costa, em que teceu rasgados elogios à governação socialista. Um mês depois, no último dia da campanha eleitoral para as legislativas, Figo tomou um pequeno-almoço com o primeiro-ministro na esplanada do Hotel Altis-Belém, em Lisboa. No final, fez declarações à comunicação social presente no evento e repetiu os elogios ao PS.
«Por decisão dos arguidos, a celebração do referido contrato constituiu um expediente para, através de uma remuneração anual, pelo período convencionado de três anos, alcançarem, da parte de Luís Figo, um apoio político-partidário determinado», considerou a procuradora Teresa Almeida. sol.pt, 14 Abril
DCIAP investiga branqueamento
Ministério Público suspeita que a compra dos submersíveis envolveu corrupção e dinheiro sujo. Já foi pedida a quebra do sigilo bancário. correiodamanha.pt, 14 Abril 2010
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Papa,
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2010/04/10
Anna Walentynowicz
Anna Walentynowicz, the Polish free trade union activist whose firing sparked a series of strikes at the Gdansk Shipyard and eventually led to the formation of the Solidarity trade union, was killed today in the Smolensk air disaster. She was 80.
Polish president killed
(Guardian) - The Polish president, Lech Kaczynski, and his wife were among 132 people killed when their plane crashed in thick fog on its approach to a regional airport in Russia early this morning.
...
Kaczynski was visiting Smolensk to commemorate the 70th anniversary of the Katyn massacre, which took place in forests outside the town. The massacre of Polish officers by Russian secret police was one of the most notorious incidents of the second world war, and has long been a source of tension between Warsaw and Moscow.
On Wednesday, Poland's prime minister Donald Tusk attended a joint ceremony at Katyn with his Russian counterpart Vladimir Putin. Kaczynski, who had poor relations with the Kremlin, was making a separate trip to the spot. Guardian
President and top officials killed
(Reuters) - Poland's President Lech Kaczynski, its central bank head and the country's military chief were among 96 people killed when their plane crashed in thick fog on its approach to a Russian airport on Saturday.
...
Russian television showed the smouldering fuselage and fragments of the plane scattered in a forest. A Reuters reporter saw a broken wing some distance from the rest of the aircraft.
The plane was one of two Tupolev TU-154M's in the Polish government fleet, both about 20 years old. Government officials had complained about the age of Poland's official fleet.
Russia's Emergencies Ministry said 96 people were aboard the government plane, including 88 members of a Polish delegation en route to commemorate Poles killed in mass murders in the town of Katyn under orders from Soviet leader Josef Stalin in 1940.
Earlier reports had said 132 people were aboard. Smolensk regional governor Sergei Antufyev and Polish state news agency PAP said there were no survivors.
A Russian mission control official who had been present during conversations with the pilot told Reuters the pilot had ignored advice.
"The pilot was advised to fly to Moscow or Minsk because of heavy fog, but he still decided to land. No one should have been landing in that fog," he said, on condition his name was not published. Reuters
Anna Walentynowicz, the Polish free trade union activist whose firing sparked a series of strikes at the Gdansk Shipyard and eventually led to the formation of the Solidarity trade union, was killed today in the Smolensk air disaster. She was 80.
Polish president killed
(Guardian) - The Polish president, Lech Kaczynski, and his wife were among 132 people killed when their plane crashed in thick fog on its approach to a regional airport in Russia early this morning.
...
Kaczynski was visiting Smolensk to commemorate the 70th anniversary of the Katyn massacre, which took place in forests outside the town. The massacre of Polish officers by Russian secret police was one of the most notorious incidents of the second world war, and has long been a source of tension between Warsaw and Moscow.
On Wednesday, Poland's prime minister Donald Tusk attended a joint ceremony at Katyn with his Russian counterpart Vladimir Putin. Kaczynski, who had poor relations with the Kremlin, was making a separate trip to the spot. Guardian
President and top officials killed
(Reuters) - Poland's President Lech Kaczynski, its central bank head and the country's military chief were among 96 people killed when their plane crashed in thick fog on its approach to a Russian airport on Saturday.
...
Russian television showed the smouldering fuselage and fragments of the plane scattered in a forest. A Reuters reporter saw a broken wing some distance from the rest of the aircraft.
The plane was one of two Tupolev TU-154M's in the Polish government fleet, both about 20 years old. Government officials had complained about the age of Poland's official fleet.
Russia's Emergencies Ministry said 96 people were aboard the government plane, including 88 members of a Polish delegation en route to commemorate Poles killed in mass murders in the town of Katyn under orders from Soviet leader Josef Stalin in 1940.
Earlier reports had said 132 people were aboard. Smolensk regional governor Sergei Antufyev and Polish state news agency PAP said there were no survivors.
A Russian mission control official who had been present during conversations with the pilot told Reuters the pilot had ignored advice.
"The pilot was advised to fly to Moscow or Minsk because of heavy fog, but he still decided to land. No one should have been landing in that fog," he said, on condition his name was not published. Reuters
2010/04/09
2010/04/08
Kyrgyz opposition seizes power
BISHKEK (Reuters) - Kyrgyzstan's opposition said on Thursday it had taken power and dissolved parliament in the poor and strategically important Central Asian state after protests forced President Kurmanbek Bakiyev to flee the capital.
Roza Otunbayeva, leader of the interim government, demanded the resignation of the president, whom she helped bring to power five years ago. She said Bakiyev was trying to rally supporters in his power base in southern Kyrgyzstan.
"People in Kyrgyzstan want to build democracy. What we did yesterday was our answer to the repression and tyranny against the people by the Bakiyev regime," Otunbayeva, who once served as foreign minister under Bakiyev, told reporters.
"You can call this revolution. You can call this a people's revolt. Either way, it is our way of saying that we want justice and democracy."
...
The uprising, which began on Tuesday in a provincial town, was sparked by discontent over corruption, nepotism and rising prices in a nation where a third of the 5.3 million population live below the poverty line. Reuters
17 people killed in Kyrgyzstan protests
(Guardian) - At least 180 people in Kyrgyzstan have been wounded and 17 killed in clashes between riot police and anti-government demonstrators.
Police opened fire when thousands of protesters tried to storm the main government building in the capital Bishkek and overthrow the regime.
Reporters saw bodies lying in the main square outside the office of Kurmanbek Bakiyev, the central Asian republic's president, and opposition leaders said that at least 17 people were killed in the violence.
Bakiyev declared a state of emergency, as riot police firing tear gas and flash grenades beat back the crowds. There were also unconfirmed reports that the country's interior minister had been beaten by an angry mob. Guardian
BISHKEK (Reuters) - Kyrgyzstan's opposition said on Thursday it had taken power and dissolved parliament in the poor and strategically important Central Asian state after protests forced President Kurmanbek Bakiyev to flee the capital.
Roza Otunbayeva, leader of the interim government, demanded the resignation of the president, whom she helped bring to power five years ago. She said Bakiyev was trying to rally supporters in his power base in southern Kyrgyzstan.
"People in Kyrgyzstan want to build democracy. What we did yesterday was our answer to the repression and tyranny against the people by the Bakiyev regime," Otunbayeva, who once served as foreign minister under Bakiyev, told reporters.
"You can call this revolution. You can call this a people's revolt. Either way, it is our way of saying that we want justice and democracy."
...
The uprising, which began on Tuesday in a provincial town, was sparked by discontent over corruption, nepotism and rising prices in a nation where a third of the 5.3 million population live below the poverty line. Reuters
17 people killed in Kyrgyzstan protests
(Guardian) - At least 180 people in Kyrgyzstan have been wounded and 17 killed in clashes between riot police and anti-government demonstrators.
Police opened fire when thousands of protesters tried to storm the main government building in the capital Bishkek and overthrow the regime.
Reporters saw bodies lying in the main square outside the office of Kurmanbek Bakiyev, the central Asian republic's president, and opposition leaders said that at least 17 people were killed in the violence.
Bakiyev declared a state of emergency, as riot police firing tear gas and flash grenades beat back the crowds. There were also unconfirmed reports that the country's interior minister had been beaten by an angry mob. Guardian
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2010/04/06
Collateral Murder
5th April 2010 10:44 EST WikiLeaks has released a classified US military video depicting the indiscriminate slaying of over a dozen people in the Iraqi suburb of New Baghdad - including two Reuters news staff.
Reuters has been trying to obtain the video through the Freedom of Information Act, without success since the time of the attack. The video, shot from an Apache helicopter gun-site, clearly shows the unprovoked slaying of a wounded Reuters employee and his rescuers. Two young children involved in the rescue were also seriously wounded. collateralmurder
5th April 2010 10:44 EST WikiLeaks has released a classified US military video depicting the indiscriminate slaying of over a dozen people in the Iraqi suburb of New Baghdad - including two Reuters news staff.
Reuters has been trying to obtain the video through the Freedom of Information Act, without success since the time of the attack. The video, shot from an Apache helicopter gun-site, clearly shows the unprovoked slaying of a wounded Reuters employee and his rescuers. Two young children involved in the rescue were also seriously wounded. collateralmurder
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2010/04/05
An illusion that everyone has
Paulo said...
Everyone argues that "okay, you have a bigger salary but the cost of living is MUCH HIGHER". This as we say in Portuguese is "atirar areia para os olhos" (throwing sand at someones eyes) and it's an illusion that everyone has. I agree the cost is higher, but not that higher unless you compare Lisbon with London. However, compare Lisbon with Stockholm, Berlin or Paris - maybe we'll have different conclusions.
...
Personally, I don't think about going back. I might leave Sweden, but there's more of the world to experience. 31 March 2010 10:48
Pedro M said...
After graduation I had my first industry experience working in Portugal. Then I worked for a german company and since then I continued my career in the north of Europe.
Even if the wages were the same I would still prefer to work abroad because, in my opinion, the ethics and work culture in Portugal are an obstacle to achieving results and producing quality work.
There are too many people in the wrong positions and too many decisions based on friendships and self-interests. In this environment a lot of effort is needed to lobby our work, at the end it is more politics than engineering, it results in frustration and low quality results. A shift in work culture is needed, before it becomes a good option to work in Portugal. 3 April 2010 20:01
Note: housing in portugal is expensive as German but minimum wage (in Portugal) is less than 400 euros/month! Meanwhile the Ceo of the portuguese EDP got more than 3 million euros (annual wage plus extras)... So, we pay for electricity (as for telecommunications, etc *) more than germans do. Welcome to the portuguese "free" market!
* if I going to list staff that is more expensive in portugal than abroad it will be endless.
Paulo said...
Everyone argues that "okay, you have a bigger salary but the cost of living is MUCH HIGHER". This as we say in Portuguese is "atirar areia para os olhos" (throwing sand at someones eyes) and it's an illusion that everyone has. I agree the cost is higher, but not that higher unless you compare Lisbon with London. However, compare Lisbon with Stockholm, Berlin or Paris - maybe we'll have different conclusions.
...
Personally, I don't think about going back. I might leave Sweden, but there's more of the world to experience. 31 March 2010 10:48
Pedro M said...
After graduation I had my first industry experience working in Portugal. Then I worked for a german company and since then I continued my career in the north of Europe.
Even if the wages were the same I would still prefer to work abroad because, in my opinion, the ethics and work culture in Portugal are an obstacle to achieving results and producing quality work.
There are too many people in the wrong positions and too many decisions based on friendships and self-interests. In this environment a lot of effort is needed to lobby our work, at the end it is more politics than engineering, it results in frustration and low quality results. A shift in work culture is needed, before it becomes a good option to work in Portugal. 3 April 2010 20:01
Note: housing in portugal is expensive as German but minimum wage (in Portugal) is less than 400 euros/month! Meanwhile the Ceo of the portuguese EDP got more than 3 million euros (annual wage plus extras)... So, we pay for electricity (as for telecommunications, etc *) more than germans do. Welcome to the portuguese "free" market!
* if I going to list staff that is more expensive in portugal than abroad it will be endless.
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Portugal
2010/04/03
2010/04/01
Outra vez o BES/GES
O Ministério Público (MP) alemão está a investigar suspeitas relacionadas com a criação de uma série de empresas-fantasmas que, por sua vez, terão sido utilizadas para o pagamento de comissões ilegais no âmbito do negócio da compra pelo Estado português de dois submarinos. De acordo com documentos do processo alemão, a que o DN teve acesso, são identificadas várias empresas que terão sido utilizadas para o esquema, assim como alguns cidadãos portugueses que estariam por dentro de todas as movimentações.
O contra-almirante Rogério d'Oliveira é citado directamente como tendo, em 2006, recebido um milhão de euros de uma daquelas empresas. O militar, segundo confirmou o DN, encontrava-se já na reserva e, de acordo com fontes militares, era um dos representantes dos alemães em Portugal. Além do contra-almirante, num despacho do MP alemão, são ainda citados, como tendo conhecimento das movimentações financeiras, Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, o advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros.
São ainda identificadas várias empresas do GES, pelas quais terá passado todo o circuito financeiro que está sob investigação, como a ESCOM UK, Lda, no Reino Unido, assim como a ESCOM nas Ilhas Virgens (offshore), a Espírito Santo Resources, a Espírito Santo International Holdings, a Navivessel, a International Defence Finance e a Oilmax.
As autoridades alemãs descrevem ainda a tal série de empresas fictícias das quais terão partido os eventuais subornos. "Antes de 15 de Fevereiro de 2000 foi feito um pagamento ilegal (corrupto) que foi incluído nos impostos da Ferrostaal como 'pagamento útil'", diz o Ministério Público alemão, acrescentando: "Depois daquela data, os factos não mudaram, mudou apenas a forma. Foi criada uma empresa-fantasma e assim fizeram os pagamentos às pessoas com poder de decisão." Ainda assim, o MP alemão diz que "ainda há muita coisa para clarificar".
Apanhado de surpresa pela operação alemã - que levou à detenção de um quadro da Ferrostaal, suspeito de vários crimes em negócios da empre- sa na Indonésia e Colômbia -, o Ministério Público português vai pedir os elementos recolhidos na Alemanha. No fundo, trata-se de uma repetição de um pedido já feito em 2009. Mas, ao que tudo indica, depois da investigação alemã ter estado parada na procuradoria de Essen (a localidade onde se encontra a sede da Man Ferrostaal), quem está a investigar o caso são procuradores de Munique, considerados como as "estrelas" do combate à corrupção na Alemanha.
O negócio da compra de dois submarinos remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Mas foi só em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), que foi aberto o inquérito n.º 56/06.2TELSB. Rosário Teixeira, procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), juntou documentos apreendidos em buscas e escutas telefónicas em que se fala de "acordos" com o "Luís das Amoreiras", alegadamente Luís Horta e Costa. O procurador referiu num despacho que existe uma "aparente desproporção" entre os 30 milhões de euros recebidos pela ESCOM, a título de honorários, e a "real intervenção de tal empresa no negócio". dn.pt, 1 de Abril
Nota 1: hoje seria o tradicional dia das mentiras mas já ninguém arrisca brincar ao dia das mentiras, uma vez que em portugal qualquer mentira surreal pode ser uma real verdade.
Nota 2: não foi este o banco (BES do grupo GES) das contas secretas de Pinochet?
Está tudo relacionado *
Santana Castilho, professor do Ensino Superior e especialista em gestão educativa, acredita que o que levou ao suicídio o professor José António Martins, de Vouzela, foi um prolongado processo de assédio moral, que este especialista considera ser a vertente dominante da actual gestão educacional, dita moderna. Em declarações ao tvi24.pt, Santana Castilho reitera o que já tinha escrito na coluna que assina no jornal «Público»: «as escolas foram-se transformando em locais de subjugação, de vivência dolorosa e inútil, pequenas ilhas de tirania».
Nos casos extremos do professor Luís, de Sintra, e de José António Martins, de Vouzela, que Santana Castilho averiguou pessoalmente, a escola acabou por ser local de «tortura e de morte». «Há uma relação de causa-efeito entre as políticas seguidas e o acumular de estados depressivos dos professores», assegura ao tvi24.pt.
De José António Martins, Santana Castilho diz que «era um professor normalíssimo com uma vida normalíssima que entrou num processo de depressão porque os superiores lhe exigiam uma carga de trabalho que não podia suportar e lhe pediam responsabilidades sobre o que era humanamente impraticável». José António Martins «tinha uma consciência moral forte que o levava a sentir que o que estava a fazer não servia absolutamente para nada e que participava num ludíbrio», refere.
Santana Castilho explica que «se está a criar um drama nas escolas, uma cascata de efeitos sociais». «A pressão insuportável para promover artificialmente resultados, a incerteza crescente que caracteriza as relações de trabalho e a sua galopante desumanização, promovida por dirigentes sem alma, estão a destruir a escola pública», defende.
«O conceito de escola a tempo inteiro, com uma carga horária de 35 horas semanais, actividades escolares ao sábado e ao domingo que não encontram contrapartida nas remunerações salariais, um Estatuto do Aluno pré-ordenado para que os estudantes passem sem saber, um processo de gestão das escolas que saiu completamente do controlo dos professores são realidades que causam problemas terríveis a quem é sério», acrescenta.
Para Santana Castilho, «a corrupção da avaliação educacional, de que a avaliação individual de desempenho docente é o clímax, gerou medo, destruiu a cooperação e abriu caminho ao assédio moral dos professores, que conduz ao desespero e ao isolamento».
Santana Castilho entende que a avaliação dos professores só faz sentido se servir «para identificar obstáculos ao exercício correcto da actividade docente, para os remover, e não escravizar pessoas». Caso contrário, os «professores deixam de ser professores» e «crescem, assim, o número de escolas que se transformam em pequenas ilhas de tirania», à semelhança da experiência clássica de «ratos fechados numa gaiola que se tornam agressivos».
«Se não invertermos esta lógica, não nos devemos espantar se ao Luís e ao José António se sucederem outros», remata. TVI24
* um banco, talvez o mais antigo banco português, que suporta operações de alta corrupção, e um sistema de ensino que facilita a tirania, o mêdo e a mentalidade mafiosa.
Relatório de 2001 arrasava proposta alemã
Relatório preliminar de 2001 arrasava proposta alemã de contrapartidas, um critério-chave na compra de material militar.
O programa de contrapartidas oferecidas pelo candidato francês ao concurso de compra dos submarinos era "substancialmente superior", mais credível e com melhor qualidade que o do concorrente alemão.
"Mesmo considerando apenas os projectos já aceites, a [empresa francesa] DCNI suplanta largamente o [consórcio alemão] GSC, quer quantos a valores absolutos de contrapartidas, quer quanto à sua qualidade, credibilidade e efeito estruturante para a economia nacional, reconhecidamente superiores na proposta da DCNI", afirma o relatório preliminar (com data de 28 de Março de 2001) feito pela comissão presidida pelo então director-geral de Armamento, vice-almirante Cavaleiro Ferreira.
A questão das contrapartidas está no centro de uma disputa entre o Estado português e o consórcio alemão, pelo atraso no seu cumprimento - e pelas acusações de burla e falsificação de documentos relativos a projectos estimados em 34 milhões de euros.
Acresce que o Governo já requereu, à PGR, a análise do contrato à luz dessas acusações. Quarta-feira, o Governo voltou a criticar a situação: "É um nível de incumprimento inaceitavelmente baixo", inferior "a 40%", disse o ministro Augusto Santos Silva. José Sócrates adiantou: "O Estado português já comunicou a essa empresa que não estamos satisfeitos e que consideramos inaceitavelmente baixos os níveis de cumprimento das contrapartidas neste contrato dos submarinos".
A verdade é que o contrato das contrapartidas - assinado três anos depois do relatório preliminar, para ser cumprido em oito anos (até 2012) - prevê, segundo fontes ouvidas pelo DN, regras de acompanhamento e fiscalização que incluíam encontros semestrais entre as partes. Donde, e até pelas múltiplas críticas públicas feitas por empresários como Henrique Neto, o Estado estava a par do incumprimento dos alemães que agora é apresentado como "inaceitavelmente baixo" pelo Governo e pela oposição.
Um aspecto importante na história do concurso dos submarinos, segundo fontes ouvidas pelo DN, é que o "critério das contrapartidas" - um dos seis em análise pela comissão - não foi sujeito a alterações aquando do pedido, feito já pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, de uma "última e melhor oferta" a entregar pela DCNI e pelo GSC. Ou seja, neste capítulo, os alemães não ultrapassaram a proposta francesa.
O pedido resultava da alteração de compra de três submarinos (com opção de mais um) para dois (também com opção por mais um), "de modo a baixar sensivelmente o preço e a margem de intermediação financeira que estava prevista", disse quarta-feira o próprio Paulo Portas. Além disso, "pareceu-nos que os valores eram demasiado elevados, embora a dívida pública da época fosse consideravelmente inferior à de hoje", acrescentou.
Portas sublinhou ainda que "a decisão foi tomada com base em seis critérios (...) e nesses seis o consórcio alemão venceu em quatro e o francês venceu em dois".
Ora, revendo o citado relatório de 2001, constata-se que a proposta da DCNI francesa ganhava em quatro dos seis factores considerados (custos de operação e manutenção; preço de aquisição e condições de pagamento; contrapartidas e plano de entregas). Já o GSC alemão vencia no mérito operacional, técnico e logístico, bem como nas condições de garantia e assistência técnica e logística.
O que é que mudou? De acordo com os dados disponíveis, as alterações (em 2004) deram-se ao nível dos custos de manutenção e do preço final - com a DCNI (que apresentara um valor inferior em cerca de 92,5 milhões de euros ao do GSC) a subir o valor inicial e os alemães a baixar. Segundo Portas, isso resultou "[n]uma economia de cerca de 180 milhões de euros face ao concorrente" gaulês. "Basta comparar os preços apresentados em 2001, quando o consórcio francês tinha um preço melhor, face aos que foram apresentados depois da chamada 'best and final offer' que o Estado português solicitou aos concorrentes", adiantou. dn.pt, 02 Abril 2010
Maioria das contrapartidas com baixa taxa de execução
Não são só os submarinos a dar prejuízos a Portugal nas contrapartidas. Dos oito programas em curso só o dos F-16 está a decorrer como foi contratualizado, tal como é referido no Relatório de Actividades 2009, da Comissão Permanente de Contrapartidas.
O documento avalia as contrapartidas dos programas de aquisição dos helicópteros EH-101, dos submarinos, dos blindados Pandur, dos torpedos, da modernização dos F-16, dos aviões C-295, da modernização dos aviões P-3 e de um dos designadores de alvos e, em todos, com excepção dos F-16, há atrasos ou teve que haver alterações ou mesmo renegociação ou são demasiado recentes.
De todos os projectos - e fora dos processos judiciais que rodeiam os submarinos - o que acaba por ser de execução mais crítica a nível das contrapartidas é o dos aviões C-295, para substituir na Força Aérea os aviões C-212 Aviocar. O contrato de contrapartidas, no valor de 460 milhões de euros, foi assinado em 17 de Fevereiro de 2006, já no Governo de Sócrates, com a EADS, e entrou em vigor a 17 de Novembro do mesmo ano, com um prazo de implementação de sete anos.
Mas, refere o organismo liderado por Pedro Catarino, "tendo já decorrido mais de três anos desde o arranque do programa (cerca de 43% do total) (...) só podem ser considerados como realizados 5,26%, o que é muito baixo", ou seja, 250 mil euros, no total de 460 milhões de euros, e é admitido o recurso ao tribunal arbitral.
Mas também o processo dos blindados Pandur, com contrapartidas no valor de 516 milhões de euros e uma taxa de execução de 11%, não andará muito melhor e o Expresso dá conta que o negócio está a ser investigado pelo DCIAP. À partida, o alvo é um esquema similar ao detectado nos submarinos, com a inclusão de contrapartidas fantasma, que acabam por lesar o Estado. A investigação - que está numa fase inicial - decorre há três meses e a participação de algumas empresas já está a ser avaliada, para se perceber se há ou não indícios de crime.
No programa de contrapartidas dos Pandur entra também o grupo português de empresas da ACECIA, já envolvida no processo por burla nos submarinos, "em quatro projectos do sector automóvel (...), todos eles em incumprimento devido à recessão que tem afectado o sector".
Mesmo assim, a CPC entende que "houve uma evolução positiva do programa durante o ano de 2009", mas mais pelo papel da Fabrequipa em conseguir manter o calendário de entregas. jn.pt, 11 Abril 2010
O Ministério Público (MP) alemão está a investigar suspeitas relacionadas com a criação de uma série de empresas-fantasmas que, por sua vez, terão sido utilizadas para o pagamento de comissões ilegais no âmbito do negócio da compra pelo Estado português de dois submarinos. De acordo com documentos do processo alemão, a que o DN teve acesso, são identificadas várias empresas que terão sido utilizadas para o esquema, assim como alguns cidadãos portugueses que estariam por dentro de todas as movimentações.
O contra-almirante Rogério d'Oliveira é citado directamente como tendo, em 2006, recebido um milhão de euros de uma daquelas empresas. O militar, segundo confirmou o DN, encontrava-se já na reserva e, de acordo com fontes militares, era um dos representantes dos alemães em Portugal. Além do contra-almirante, num despacho do MP alemão, são ainda citados, como tendo conhecimento das movimentações financeiras, Helder Bataglia dos Santos, quadro do Grupo Espírito Santo (GES), Luís Horta e Costa, ex-presidente da ESCOM, empresa do GES que prestou assessoria ao consórcio alemão, Miguel Horta e Costa, ex-presidente da PT, o advogado Vasco Vieira de Almeida, entre outros.
São ainda identificadas várias empresas do GES, pelas quais terá passado todo o circuito financeiro que está sob investigação, como a ESCOM UK, Lda, no Reino Unido, assim como a ESCOM nas Ilhas Virgens (offshore), a Espírito Santo Resources, a Espírito Santo International Holdings, a Navivessel, a International Defence Finance e a Oilmax.
As autoridades alemãs descrevem ainda a tal série de empresas fictícias das quais terão partido os eventuais subornos. "Antes de 15 de Fevereiro de 2000 foi feito um pagamento ilegal (corrupto) que foi incluído nos impostos da Ferrostaal como 'pagamento útil'", diz o Ministério Público alemão, acrescentando: "Depois daquela data, os factos não mudaram, mudou apenas a forma. Foi criada uma empresa-fantasma e assim fizeram os pagamentos às pessoas com poder de decisão." Ainda assim, o MP alemão diz que "ainda há muita coisa para clarificar".
Apanhado de surpresa pela operação alemã - que levou à detenção de um quadro da Ferrostaal, suspeito de vários crimes em negócios da empre- sa na Indonésia e Colômbia -, o Ministério Público português vai pedir os elementos recolhidos na Alemanha. No fundo, trata-se de uma repetição de um pedido já feito em 2009. Mas, ao que tudo indica, depois da investigação alemã ter estado parada na procuradoria de Essen (a localidade onde se encontra a sede da Man Ferrostaal), quem está a investigar o caso são procuradores de Munique, considerados como as "estrelas" do combate à corrupção na Alemanha.
O negócio da compra de dois submarinos remonta a 2004, quando Paulo Portas, líder do CDS/PP, era ministro da Defesa. Mas foi só em Julho de 2006, na sequência da investigação ao processo Portucale (o caso dos sobreiros), que foi aberto o inquérito n.º 56/06.2TELSB. Rosário Teixeira, procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), juntou documentos apreendidos em buscas e escutas telefónicas em que se fala de "acordos" com o "Luís das Amoreiras", alegadamente Luís Horta e Costa. O procurador referiu num despacho que existe uma "aparente desproporção" entre os 30 milhões de euros recebidos pela ESCOM, a título de honorários, e a "real intervenção de tal empresa no negócio". dn.pt, 1 de Abril
Nota 1: hoje seria o tradicional dia das mentiras mas já ninguém arrisca brincar ao dia das mentiras, uma vez que em portugal qualquer mentira surreal pode ser uma real verdade.
Nota 2: não foi este o banco (BES do grupo GES) das contas secretas de Pinochet?
Está tudo relacionado *
Santana Castilho, professor do Ensino Superior e especialista em gestão educativa, acredita que o que levou ao suicídio o professor José António Martins, de Vouzela, foi um prolongado processo de assédio moral, que este especialista considera ser a vertente dominante da actual gestão educacional, dita moderna. Em declarações ao tvi24.pt, Santana Castilho reitera o que já tinha escrito na coluna que assina no jornal «Público»: «as escolas foram-se transformando em locais de subjugação, de vivência dolorosa e inútil, pequenas ilhas de tirania».
Nos casos extremos do professor Luís, de Sintra, e de José António Martins, de Vouzela, que Santana Castilho averiguou pessoalmente, a escola acabou por ser local de «tortura e de morte». «Há uma relação de causa-efeito entre as políticas seguidas e o acumular de estados depressivos dos professores», assegura ao tvi24.pt.
De José António Martins, Santana Castilho diz que «era um professor normalíssimo com uma vida normalíssima que entrou num processo de depressão porque os superiores lhe exigiam uma carga de trabalho que não podia suportar e lhe pediam responsabilidades sobre o que era humanamente impraticável». José António Martins «tinha uma consciência moral forte que o levava a sentir que o que estava a fazer não servia absolutamente para nada e que participava num ludíbrio», refere.
Santana Castilho explica que «se está a criar um drama nas escolas, uma cascata de efeitos sociais». «A pressão insuportável para promover artificialmente resultados, a incerteza crescente que caracteriza as relações de trabalho e a sua galopante desumanização, promovida por dirigentes sem alma, estão a destruir a escola pública», defende.
«O conceito de escola a tempo inteiro, com uma carga horária de 35 horas semanais, actividades escolares ao sábado e ao domingo que não encontram contrapartida nas remunerações salariais, um Estatuto do Aluno pré-ordenado para que os estudantes passem sem saber, um processo de gestão das escolas que saiu completamente do controlo dos professores são realidades que causam problemas terríveis a quem é sério», acrescenta.
Para Santana Castilho, «a corrupção da avaliação educacional, de que a avaliação individual de desempenho docente é o clímax, gerou medo, destruiu a cooperação e abriu caminho ao assédio moral dos professores, que conduz ao desespero e ao isolamento».
Santana Castilho entende que a avaliação dos professores só faz sentido se servir «para identificar obstáculos ao exercício correcto da actividade docente, para os remover, e não escravizar pessoas». Caso contrário, os «professores deixam de ser professores» e «crescem, assim, o número de escolas que se transformam em pequenas ilhas de tirania», à semelhança da experiência clássica de «ratos fechados numa gaiola que se tornam agressivos».
«Se não invertermos esta lógica, não nos devemos espantar se ao Luís e ao José António se sucederem outros», remata. TVI24
* um banco, talvez o mais antigo banco português, que suporta operações de alta corrupção, e um sistema de ensino que facilita a tirania, o mêdo e a mentalidade mafiosa.
Relatório de 2001 arrasava proposta alemã
Relatório preliminar de 2001 arrasava proposta alemã de contrapartidas, um critério-chave na compra de material militar.
O programa de contrapartidas oferecidas pelo candidato francês ao concurso de compra dos submarinos era "substancialmente superior", mais credível e com melhor qualidade que o do concorrente alemão.
"Mesmo considerando apenas os projectos já aceites, a [empresa francesa] DCNI suplanta largamente o [consórcio alemão] GSC, quer quantos a valores absolutos de contrapartidas, quer quanto à sua qualidade, credibilidade e efeito estruturante para a economia nacional, reconhecidamente superiores na proposta da DCNI", afirma o relatório preliminar (com data de 28 de Março de 2001) feito pela comissão presidida pelo então director-geral de Armamento, vice-almirante Cavaleiro Ferreira.
A questão das contrapartidas está no centro de uma disputa entre o Estado português e o consórcio alemão, pelo atraso no seu cumprimento - e pelas acusações de burla e falsificação de documentos relativos a projectos estimados em 34 milhões de euros.
Acresce que o Governo já requereu, à PGR, a análise do contrato à luz dessas acusações. Quarta-feira, o Governo voltou a criticar a situação: "É um nível de incumprimento inaceitavelmente baixo", inferior "a 40%", disse o ministro Augusto Santos Silva. José Sócrates adiantou: "O Estado português já comunicou a essa empresa que não estamos satisfeitos e que consideramos inaceitavelmente baixos os níveis de cumprimento das contrapartidas neste contrato dos submarinos".
A verdade é que o contrato das contrapartidas - assinado três anos depois do relatório preliminar, para ser cumprido em oito anos (até 2012) - prevê, segundo fontes ouvidas pelo DN, regras de acompanhamento e fiscalização que incluíam encontros semestrais entre as partes. Donde, e até pelas múltiplas críticas públicas feitas por empresários como Henrique Neto, o Estado estava a par do incumprimento dos alemães que agora é apresentado como "inaceitavelmente baixo" pelo Governo e pela oposição.
Um aspecto importante na história do concurso dos submarinos, segundo fontes ouvidas pelo DN, é que o "critério das contrapartidas" - um dos seis em análise pela comissão - não foi sujeito a alterações aquando do pedido, feito já pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, de uma "última e melhor oferta" a entregar pela DCNI e pelo GSC. Ou seja, neste capítulo, os alemães não ultrapassaram a proposta francesa.
O pedido resultava da alteração de compra de três submarinos (com opção de mais um) para dois (também com opção por mais um), "de modo a baixar sensivelmente o preço e a margem de intermediação financeira que estava prevista", disse quarta-feira o próprio Paulo Portas. Além disso, "pareceu-nos que os valores eram demasiado elevados, embora a dívida pública da época fosse consideravelmente inferior à de hoje", acrescentou.
Portas sublinhou ainda que "a decisão foi tomada com base em seis critérios (...) e nesses seis o consórcio alemão venceu em quatro e o francês venceu em dois".
Ora, revendo o citado relatório de 2001, constata-se que a proposta da DCNI francesa ganhava em quatro dos seis factores considerados (custos de operação e manutenção; preço de aquisição e condições de pagamento; contrapartidas e plano de entregas). Já o GSC alemão vencia no mérito operacional, técnico e logístico, bem como nas condições de garantia e assistência técnica e logística.
O que é que mudou? De acordo com os dados disponíveis, as alterações (em 2004) deram-se ao nível dos custos de manutenção e do preço final - com a DCNI (que apresentara um valor inferior em cerca de 92,5 milhões de euros ao do GSC) a subir o valor inicial e os alemães a baixar. Segundo Portas, isso resultou "[n]uma economia de cerca de 180 milhões de euros face ao concorrente" gaulês. "Basta comparar os preços apresentados em 2001, quando o consórcio francês tinha um preço melhor, face aos que foram apresentados depois da chamada 'best and final offer' que o Estado português solicitou aos concorrentes", adiantou. dn.pt, 02 Abril 2010
Maioria das contrapartidas com baixa taxa de execução
Não são só os submarinos a dar prejuízos a Portugal nas contrapartidas. Dos oito programas em curso só o dos F-16 está a decorrer como foi contratualizado, tal como é referido no Relatório de Actividades 2009, da Comissão Permanente de Contrapartidas.
O documento avalia as contrapartidas dos programas de aquisição dos helicópteros EH-101, dos submarinos, dos blindados Pandur, dos torpedos, da modernização dos F-16, dos aviões C-295, da modernização dos aviões P-3 e de um dos designadores de alvos e, em todos, com excepção dos F-16, há atrasos ou teve que haver alterações ou mesmo renegociação ou são demasiado recentes.
De todos os projectos - e fora dos processos judiciais que rodeiam os submarinos - o que acaba por ser de execução mais crítica a nível das contrapartidas é o dos aviões C-295, para substituir na Força Aérea os aviões C-212 Aviocar. O contrato de contrapartidas, no valor de 460 milhões de euros, foi assinado em 17 de Fevereiro de 2006, já no Governo de Sócrates, com a EADS, e entrou em vigor a 17 de Novembro do mesmo ano, com um prazo de implementação de sete anos.
Mas, refere o organismo liderado por Pedro Catarino, "tendo já decorrido mais de três anos desde o arranque do programa (cerca de 43% do total) (...) só podem ser considerados como realizados 5,26%, o que é muito baixo", ou seja, 250 mil euros, no total de 460 milhões de euros, e é admitido o recurso ao tribunal arbitral.
Mas também o processo dos blindados Pandur, com contrapartidas no valor de 516 milhões de euros e uma taxa de execução de 11%, não andará muito melhor e o Expresso dá conta que o negócio está a ser investigado pelo DCIAP. À partida, o alvo é um esquema similar ao detectado nos submarinos, com a inclusão de contrapartidas fantasma, que acabam por lesar o Estado. A investigação - que está numa fase inicial - decorre há três meses e a participação de algumas empresas já está a ser avaliada, para se perceber se há ou não indícios de crime.
No programa de contrapartidas dos Pandur entra também o grupo português de empresas da ACECIA, já envolvida no processo por burla nos submarinos, "em quatro projectos do sector automóvel (...), todos eles em incumprimento devido à recessão que tem afectado o sector".
Mesmo assim, a CPC entende que "houve uma evolução positiva do programa durante o ano de 2009", mas mais pelo papel da Fabrequipa em conseguir manter o calendário de entregas. jn.pt, 11 Abril 2010
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Portulândia,
Submarinos
2010/03/31
Barroso envolvido nos submarinos
A investigação do Ministério Público alemão à alegada prática criminosa de responsáveis do grupo Ferrostaal, a quem Portugal comprou dois submarinos em 2003, teve novos desenvolvimentos nos últimos dias com a prisão de dois quadros da empresa alemã.
Os novos dados, noticiados ontem pela revista Der Spiegel, abrangem a acção do Governo português, então liderado pelo primeiro-ministro Durão Barroso e tendo Paulo Portas na pasta da Defesa.
Segundo a Der Spiegel, a investigação aponta dados concretos. "Um cônsul honorário português [alegadamente, o alemão Jürgen Adolff] aproximou-se de um dos membros da direcção da Ferrostaal em 1999 [ainda no Governo de António Guterres]. O homem terá alegadamente garantido que podia ser útil na iniciação do acordo dos submarinos." De acordo com a mesma fonte, "o diplomata honorário demonstrou a sua influência ao organizar um encontro directo no Verão de 2002 com o então primeiro-ministro José Manuel Barroso".
A revista adianta que a Ferrostaal assinou depois, em Janeiro de 2003, um acordo de consultoria com o referido cônsul onde se comprometia a pagar-lhe "0,3% do montante total do contrato, se o negócio se concretizasse" - o que deu "1,6 milhões de euros".
O DN tentou, sem sucesso, ouvir Durão Barroso. A Ferrostaal, através do responsável pelas relações com os media, Hubert Kogel, respondeu: "No âmbito de um processo de investigação criminal em relação a determinados indivíduos", o Ministério Público de Munique "emitiu um mandato de busca e apreensão nas instalações da Ferrostaal AG em Essen e Geisenheim. O alvo da suspeita não é a empresa".
...
No caso português, o grupo Ferrostaal "ganhou o contrato de 880 milhões de euros em Novembro de 2003 - com a ajuda de subornos e vários contratos de consultoria falsos". A Der Spiegel garante que "os procuradores já identificaram mais de uma dúzia de contratos suspeitos" relacionados com a venda dos dois submarinos. "De acordo com os documentos da investigação, todos esses acordos foram feitos 'para ofuscar os rastos do dinheiro'", que serviu para pagar "a decisores no Governo português, ministérios ou Marinha".
Segundo a Der Spiegel, "acredita-se que [também] foi concluído um contrato de consultoria entre a Ferrostaal e um parceiro, por um lado, e um contra-almirante da Marinha portuguesa, por outro. O acordo, muito recentemente, valeu um milhão de euros".
Entre outros beneficiários estarão alegadamente, além do referido cônsul, uma firma portuguesa de advogados que contribuiu para "garantir que o contrato fosse atribuído à Ferrostaal". Os investigadores acreditam que "muito dinheiro de subornos foi pago em compensação" a esse escritório.
Possíveis visados são os escritórios de Sérvulo Correia (pelo Estado), Vasco Vieira de Almeida (pelos alemães) e José Miguel Júdice (PLMJ, pelo concorrente francês), que o DN tentou contactar sem sucesso, a exemplo do ex-ministro Paulo Portas. A Armada escusou--se a fazer qualquer comentário. dn.pt, 31 Março
Nota: ainda bem que os alemães são eficazes. Os ingleses e o "seu" Freeport, arrastam-se, arrastam-se, para não chegarem a lado nenhum. Porque é que o MP alemão não passou os dados deste caso ao Ministério Público português? Boa questão! Se calhar não confiam...
Escutas com Sócrates destruídas esta semana
O juiz presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão, disse hoje, segunda-feira, que a destruição das escutas do caso Face Oculta que envolvem o primeiro-ministro deverá acontecer ainda esta semana.
Em declarações à Lusa, Paulo Brandão disse que o juiz de instrução do processo Face Oculta, António Costa Gomes, recebeu na passada sexta-feira todas as escutas que se encontravam na Procuradoria-Geral da República e vai agora fazer uma "análise minuciosa" dos documentos.
"São cinco volumes e o senhor juiz vai ter de ver folha a folha para separar o que terá de ser destruído e o que será guardado", esclareceu Paulo Brandão, adiantando que a destruição das escutas deverá acontecer nas instalações do Departamento de Investigação e Acção Penal da Comarca do Baixo Vouga, na presença de algumas pessoas/entidades convocadas pelo juiz António Costa Gomes.
O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do setor empresarial do Estado e empresas privadas.
Segundo o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, o primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu em 11 escutas feitas a Armando Vara, um dos arguidos neste processo.
O PGR considerou que em seis dessas escutas "não existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal", tendo também o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.
Nas restantes cinco, o PGR disse que também "não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal" contra José Sócrates, pelo que ordenou o arquivamento dos documentos, tendo igualmente o STJ decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.
Na sexta feira, o procurador-geral da República anunciou que tinha remetido ao juiz de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga "todas as escutas" que se encontravam na Procuradoria relativas ao processo Face Oculta.
"O procurador-geral da República remeteu já ao senhor juiz de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga todas as escutas que se encontravam na Procuradoria-Geral da República (PGR)", segundo uma informação da PGR em resposta a uma questão colocada pela agência Lusa. jn.pt, 12 Abril 2010
A investigação do Ministério Público alemão à alegada prática criminosa de responsáveis do grupo Ferrostaal, a quem Portugal comprou dois submarinos em 2003, teve novos desenvolvimentos nos últimos dias com a prisão de dois quadros da empresa alemã.
Os novos dados, noticiados ontem pela revista Der Spiegel, abrangem a acção do Governo português, então liderado pelo primeiro-ministro Durão Barroso e tendo Paulo Portas na pasta da Defesa.
Segundo a Der Spiegel, a investigação aponta dados concretos. "Um cônsul honorário português [alegadamente, o alemão Jürgen Adolff] aproximou-se de um dos membros da direcção da Ferrostaal em 1999 [ainda no Governo de António Guterres]. O homem terá alegadamente garantido que podia ser útil na iniciação do acordo dos submarinos." De acordo com a mesma fonte, "o diplomata honorário demonstrou a sua influência ao organizar um encontro directo no Verão de 2002 com o então primeiro-ministro José Manuel Barroso".
A revista adianta que a Ferrostaal assinou depois, em Janeiro de 2003, um acordo de consultoria com o referido cônsul onde se comprometia a pagar-lhe "0,3% do montante total do contrato, se o negócio se concretizasse" - o que deu "1,6 milhões de euros".
O DN tentou, sem sucesso, ouvir Durão Barroso. A Ferrostaal, através do responsável pelas relações com os media, Hubert Kogel, respondeu: "No âmbito de um processo de investigação criminal em relação a determinados indivíduos", o Ministério Público de Munique "emitiu um mandato de busca e apreensão nas instalações da Ferrostaal AG em Essen e Geisenheim. O alvo da suspeita não é a empresa".
...
No caso português, o grupo Ferrostaal "ganhou o contrato de 880 milhões de euros em Novembro de 2003 - com a ajuda de subornos e vários contratos de consultoria falsos". A Der Spiegel garante que "os procuradores já identificaram mais de uma dúzia de contratos suspeitos" relacionados com a venda dos dois submarinos. "De acordo com os documentos da investigação, todos esses acordos foram feitos 'para ofuscar os rastos do dinheiro'", que serviu para pagar "a decisores no Governo português, ministérios ou Marinha".
Segundo a Der Spiegel, "acredita-se que [também] foi concluído um contrato de consultoria entre a Ferrostaal e um parceiro, por um lado, e um contra-almirante da Marinha portuguesa, por outro. O acordo, muito recentemente, valeu um milhão de euros".
Entre outros beneficiários estarão alegadamente, além do referido cônsul, uma firma portuguesa de advogados que contribuiu para "garantir que o contrato fosse atribuído à Ferrostaal". Os investigadores acreditam que "muito dinheiro de subornos foi pago em compensação" a esse escritório.
Possíveis visados são os escritórios de Sérvulo Correia (pelo Estado), Vasco Vieira de Almeida (pelos alemães) e José Miguel Júdice (PLMJ, pelo concorrente francês), que o DN tentou contactar sem sucesso, a exemplo do ex-ministro Paulo Portas. A Armada escusou--se a fazer qualquer comentário. dn.pt, 31 Março
Nota: ainda bem que os alemães são eficazes. Os ingleses e o "seu" Freeport, arrastam-se, arrastam-se, para não chegarem a lado nenhum. Porque é que o MP alemão não passou os dados deste caso ao Ministério Público português? Boa questão! Se calhar não confiam...
Escutas com Sócrates destruídas esta semana
O juiz presidente da Comarca do Baixo Vouga, Paulo Brandão, disse hoje, segunda-feira, que a destruição das escutas do caso Face Oculta que envolvem o primeiro-ministro deverá acontecer ainda esta semana.
Em declarações à Lusa, Paulo Brandão disse que o juiz de instrução do processo Face Oculta, António Costa Gomes, recebeu na passada sexta-feira todas as escutas que se encontravam na Procuradoria-Geral da República e vai agora fazer uma "análise minuciosa" dos documentos.
"São cinco volumes e o senhor juiz vai ter de ver folha a folha para separar o que terá de ser destruído e o que será guardado", esclareceu Paulo Brandão, adiantando que a destruição das escutas deverá acontecer nas instalações do Departamento de Investigação e Acção Penal da Comarca do Baixo Vouga, na presença de algumas pessoas/entidades convocadas pelo juiz António Costa Gomes.
O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do setor empresarial do Estado e empresas privadas.
Segundo o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, o primeiro-ministro, José Sócrates, apareceu em 11 escutas feitas a Armando Vara, um dos arguidos neste processo.
O PGR considerou que em seis dessas escutas "não existiam indícios probatórios que levassem à instauração de procedimento criminal", tendo também o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.
Nas restantes cinco, o PGR disse que também "não existem elementos probatórios que justifiquem a instauração de procedimento criminal" contra José Sócrates, pelo que ordenou o arquivamento dos documentos, tendo igualmente o STJ decretado a sua nulidade e ordenado a sua destruição.
Na sexta feira, o procurador-geral da República anunciou que tinha remetido ao juiz de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga "todas as escutas" que se encontravam na Procuradoria relativas ao processo Face Oculta.
"O procurador-geral da República remeteu já ao senhor juiz de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga todas as escutas que se encontravam na Procuradoria-Geral da República (PGR)", segundo uma informação da PGR em resposta a uma questão colocada pela agência Lusa. jn.pt, 12 Abril 2010
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Vienna Boys’ Choir caught up
The most famous choir in the world has been caught up in the wave of paedophile scandals sweeping Germany and Austria, with eight former choristers denouncing their teachers in the past few days. The Times
The most famous choir in the world has been caught up in the wave of paedophile scandals sweeping Germany and Austria, with eight former choristers denouncing their teachers in the past few days. The Times
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2010/03/30
Scandal and coverup
For decades church leaders kept horrific tales of abuse out of the public eye through an elaborate culture of secrecy, decepetion, and intimidation. Victims who came forward with abuse claims were ignored or paid off, while accused priests were quietly transferred from parish to parish or sent for brief periods of psychological counseling. Boston Globe
For decades church leaders kept horrific tales of abuse out of the public eye through an elaborate culture of secrecy, decepetion, and intimidation. Victims who came forward with abuse claims were ignored or paid off, while accused priests were quietly transferred from parish to parish or sent for brief periods of psychological counseling. Boston Globe
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Pedophilia
Moscow metro death toll rises
Russia began a national day of mourning today as the death toll from yesterday's double suicide bombing on the Moscow metro increased to 39 when a woman died from her injuries.
Flags flew at half-mast on government buildings, entertainment events and shows on television were cancelled. Services were to be held at several churches. Guardian
Russia began a national day of mourning today as the death toll from yesterday's double suicide bombing on the Moscow metro increased to 39 when a woman died from her injuries.
Flags flew at half-mast on government buildings, entertainment events and shows on television were cancelled. Services were to be held at several churches. Guardian
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310 atropelados em cima das passadeiras
Num total de 636 atropelamentos, registaram-se oito mortos e 71 feridos graves. correiomanha.pt, 30 Março 2010, 00h30
Nota: portugal é uma selva perigosa...
Num total de 636 atropelamentos, registaram-se oito mortos e 71 feridos graves. correiomanha.pt, 30 Março 2010, 00h30
Nota: portugal é uma selva perigosa...
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2010/03/29
Devia ficar na história
O estudo sobre o fenómeno da violência em meio escolar, elaborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) já foi entregue nos Ministérios da Justiça e da Educação, com vista à criação de uma legislação própria sobre o problema, como tem defendido o procurador-geral, Pinto Monteiro.
As propostas apresentadas implicam alterações aos Códigos Penal e do Processo Penal e terão de ser aprovadas pela Assembleia da República, depois de os ministros da Justiça e da Educação aceitarem o projecto.
Segundo o referido estudo, a violência na escola contra alunos, professores ou funcionários, deverá ser previsto como crime público, ou seja, merecer procedimento criminal, independentemente de queixa.
Estabelece-se ainda a obrigatoriedade de participação dos casos de violência escolar pelos conselhos directivos das escolas. A esmagadora maioria das cerca de 300 participações já existentes na PGR não foram apresentadas pelas direcções das escolas, mas a título particular, por pais ou professores. publico.pt, 29.03.2010, 16:13
Nota: o professor de educação musical que se suicidou recentemente deveria ficar na história, na pequena e patética história de portugal... Se não fosse Ele não havia nem partidos, nem sindicatos, nem grupos independentes de professores que conseguissem o que está em vias de ser legislado. Porque do Leandro não foi provado que foi suicídio, apesar de ter sido diariamente agredido, e do professor de matemática que se suicidou, já lá vai algum tempo, só agora se soube publicamente, graças ao texto do Santana Castilho. O suicídio do professor de música saltou logo para os "media" e soube-se imediatamente dos textos que deixou. Textos que são liminarmente esclarecedores. Já que não os deixaram ter paz neste mundo que estejam em paz no outro.
Conseguiu secar tudo o que havia de bom
“Não consigo viver neste sofrimento, não suporto ouvir falar de escola. Não vou conseguir dar mais aulas.” Esta frase é extraída da carta que José António Fernandes Martins escreveu à mulher antes de se suicidar. Era professor de Matemática e Ciências da Natureza na Escola EB 2,3 de Vouzela e pôs termo à vida no início do presente ano lectivo.
José António era um professor experiente, apaixonado pela sua profissão. Era estimado e respeitado pelos alunos e pelos colegas. Nos seus 19 anos de exercício docente, que um vórtice dramático de desespero interrompeu, José António foi director de turma, delegado de disciplina, coordenador de departamento e coordenador de projectos. Diz quem o conheceu e com ele privou que foi um lutador denodado em prol duma escola que não era a que lhe foi sendo imposta.
Esgotou-se nessa luta inglória. Morreu numa espiral de sofrimento anónimo, apenas quebrado quando, depois de partir, lhe devassaram o computador. Referindo-se à anterior ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, José António escreveu durante o prolongado processo do assédio moral que o vitimou: “Não consigo mais continuar a ser um bom professor. Esta ministra conseguiu secar tudo o que havia de bom na profissão docente". Santana Castilho no Público (31 de Março)
O estudo sobre o fenómeno da violência em meio escolar, elaborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) já foi entregue nos Ministérios da Justiça e da Educação, com vista à criação de uma legislação própria sobre o problema, como tem defendido o procurador-geral, Pinto Monteiro.
As propostas apresentadas implicam alterações aos Códigos Penal e do Processo Penal e terão de ser aprovadas pela Assembleia da República, depois de os ministros da Justiça e da Educação aceitarem o projecto.
Segundo o referido estudo, a violência na escola contra alunos, professores ou funcionários, deverá ser previsto como crime público, ou seja, merecer procedimento criminal, independentemente de queixa.
Estabelece-se ainda a obrigatoriedade de participação dos casos de violência escolar pelos conselhos directivos das escolas. A esmagadora maioria das cerca de 300 participações já existentes na PGR não foram apresentadas pelas direcções das escolas, mas a título particular, por pais ou professores. publico.pt, 29.03.2010, 16:13
Nota: o professor de educação musical que se suicidou recentemente deveria ficar na história, na pequena e patética história de portugal... Se não fosse Ele não havia nem partidos, nem sindicatos, nem grupos independentes de professores que conseguissem o que está em vias de ser legislado. Porque do Leandro não foi provado que foi suicídio, apesar de ter sido diariamente agredido, e do professor de matemática que se suicidou, já lá vai algum tempo, só agora se soube publicamente, graças ao texto do Santana Castilho. O suicídio do professor de música saltou logo para os "media" e soube-se imediatamente dos textos que deixou. Textos que são liminarmente esclarecedores. Já que não os deixaram ter paz neste mundo que estejam em paz no outro.
Conseguiu secar tudo o que havia de bom
“Não consigo viver neste sofrimento, não suporto ouvir falar de escola. Não vou conseguir dar mais aulas.” Esta frase é extraída da carta que José António Fernandes Martins escreveu à mulher antes de se suicidar. Era professor de Matemática e Ciências da Natureza na Escola EB 2,3 de Vouzela e pôs termo à vida no início do presente ano lectivo.
José António era um professor experiente, apaixonado pela sua profissão. Era estimado e respeitado pelos alunos e pelos colegas. Nos seus 19 anos de exercício docente, que um vórtice dramático de desespero interrompeu, José António foi director de turma, delegado de disciplina, coordenador de departamento e coordenador de projectos. Diz quem o conheceu e com ele privou que foi um lutador denodado em prol duma escola que não era a que lhe foi sendo imposta.
Esgotou-se nessa luta inglória. Morreu numa espiral de sofrimento anónimo, apenas quebrado quando, depois de partir, lhe devassaram o computador. Referindo-se à anterior ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, José António escreveu durante o prolongado processo do assédio moral que o vitimou: “Não consigo mais continuar a ser um bom professor. Esta ministra conseguiu secar tudo o que havia de bom na profissão docente". Santana Castilho no Público (31 de Março)
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2010/03/27
The conception of Jesus
At that time, Mary was about sixteen years old, and Joseph had never touched her.
One night in her bedroom she heard a whisper through her window.
"Mary, do you know how beautiful you are? You are the most lovely of all women. The Lord must have favoured you especially, to be so sweet and so gracious, to have such eyes and such lips . . ."
She was confused, and said "Who are you?"
"I am an angel," said the voice. "Let me in and I shall tell you a secret that only you must know." Philip Pullman in Guardian
At that time, Mary was about sixteen years old, and Joseph had never touched her.
One night in her bedroom she heard a whisper through her window.
"Mary, do you know how beautiful you are? You are the most lovely of all women. The Lord must have favoured you especially, to be so sweet and so gracious, to have such eyes and such lips . . ."
She was confused, and said "Who are you?"
"I am an angel," said the voice. "Let me in and I shall tell you a secret that only you must know." Philip Pullman in Guardian
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Diferenças
Ambos estudaram no liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Ambos frequentaram a "esquina da Gomes", local na altura conotado com os "betinhos" e "queques" do CDS, do PPD, e alguns PS's... Ambos foram da JSD. Ambos eram pouco dados a grandes leituras ou a outras "intelectualices". Ambos são "liberais". Ambos subiram na política graças ou através do "poder local".
Diferenças: a) um tem a voz mais bem colocada e fala num registo mais grave. b) um fala em código o outro ainda não. c) um foi convidado pelo Bilderberg o outro (ainda) não.
Icebergues
O caso BPN era a ponta do icebergue da corrupção no mundo da banca. No Apito Dourado, só conhecíamos a ponta do icebergue dos podres do futebol. O processo Casa Pia era a ponta do icebergue dos abusos sobre menores. A Noite Branca era a ponta do icebergue do mundo da vida nocturna. O advogado de Manuel Godinho entendeu por bem dizer que o seu cliente é “a face visível de um icebergue“.
Se inventariarmos todas as pontas de icebergue que têm vindo à tona nos últimos anos, e tendo em conta que a ponta do icebergue representa apenas dez por cento da massa real do icebergue, teremos de perceber que já não existe espaço para o país propriamente dito e nem sequer para nós, pois está tudo ocupado pelos icebergues.
Paulatina, mas inexoravelmente, os icebergues ocuparam todo o país e nós fomos ficando com a alma gelada. Helena Matos em blasfemias.net (28 Março 2010)
Ambos estudaram no liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Ambos frequentaram a "esquina da Gomes", local na altura conotado com os "betinhos" e "queques" do CDS, do PPD, e alguns PS's... Ambos foram da JSD. Ambos eram pouco dados a grandes leituras ou a outras "intelectualices". Ambos são "liberais". Ambos subiram na política graças ou através do "poder local".
Diferenças: a) um tem a voz mais bem colocada e fala num registo mais grave. b) um fala em código o outro ainda não. c) um foi convidado pelo Bilderberg o outro (ainda) não.
Icebergues
O caso BPN era a ponta do icebergue da corrupção no mundo da banca. No Apito Dourado, só conhecíamos a ponta do icebergue dos podres do futebol. O processo Casa Pia era a ponta do icebergue dos abusos sobre menores. A Noite Branca era a ponta do icebergue do mundo da vida nocturna. O advogado de Manuel Godinho entendeu por bem dizer que o seu cliente é “a face visível de um icebergue“.
Se inventariarmos todas as pontas de icebergue que têm vindo à tona nos últimos anos, e tendo em conta que a ponta do icebergue representa apenas dez por cento da massa real do icebergue, teremos de perceber que já não existe espaço para o país propriamente dito e nem sequer para nós, pois está tudo ocupado pelos icebergues.
Paulatina, mas inexoravelmente, os icebergues ocuparam todo o país e nós fomos ficando com a alma gelada. Helena Matos em blasfemias.net (28 Março 2010)
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2010/03/26
Pierre Boulez at musikfest berlin 2010
musikfest berlin 2010 will take place from September 2nd to 21st. This ambitious, international orchestra festival, organized by the Berliner Festspiele in collaboration with the Stiftung Berliner Philharmoniker, launches Berlin's annual concert season. This year’s musikfest berlin celebrates the great French composer Pierre Boulez, whose impact on the music of the 20th and 21st centuries has been unique. Performed will be a number of his compositions, including large-scale works for symphony orchestra.
Pierre Boulez’s compositional oeuvre will be featured in an enthralling and multifaceted program which includes more than 60 works by approximately 25 different composers, to be performed by 27 orchestras, ensembles, and choirs from international musical life, and with the participation of 37 soloists of international standing – among them Berlin's most prominent ensemble, led by its principal conductor.
The program of musikfest berlin 2010 will be presented by the festival's Artistic Director Winrich Hopp at a press conference organized by the Berliner Festspiele and held on April 15th at 11:30 a.m. at the Philharmonie. Press Office, March 24, 2010
musikfest berlin 2010 will take place from September 2nd to 21st. This ambitious, international orchestra festival, organized by the Berliner Festspiele in collaboration with the Stiftung Berliner Philharmoniker, launches Berlin's annual concert season. This year’s musikfest berlin celebrates the great French composer Pierre Boulez, whose impact on the music of the 20th and 21st centuries has been unique. Performed will be a number of his compositions, including large-scale works for symphony orchestra.
Pierre Boulez’s compositional oeuvre will be featured in an enthralling and multifaceted program which includes more than 60 works by approximately 25 different composers, to be performed by 27 orchestras, ensembles, and choirs from international musical life, and with the participation of 37 soloists of international standing – among them Berlin's most prominent ensemble, led by its principal conductor.
The program of musikfest berlin 2010 will be presented by the festival's Artistic Director Winrich Hopp at a press conference organized by the Berliner Festspiele and held on April 15th at 11:30 a.m. at the Philharmonie. Press Office, March 24, 2010
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Finalmente o realismo
145. De forma realista, os resultados escolares não melhoram apenas com os professores melhor formados e melhor parque escolar.
...
O bom ensino e a boa aprendizagem não se fazem sem o trabalho e o estudo do aluno.
146. Os docentes sentem-se pressionados para tolerar a indisciplina e a atitude negativa de muitos estudantes perante o trabalho escolar...
(Jornal da Fenprof, Fevereiro 2010, pag 24)
84 por dia
Será que existe relação entre a indisciplina e a violência nas escolas portuguesas e as 84 vítimas diárias da violência doméstica em Portugal (segundo o JN de hoje)?
145. De forma realista, os resultados escolares não melhoram apenas com os professores melhor formados e melhor parque escolar.
...
O bom ensino e a boa aprendizagem não se fazem sem o trabalho e o estudo do aluno.
146. Os docentes sentem-se pressionados para tolerar a indisciplina e a atitude negativa de muitos estudantes perante o trabalho escolar...
(Jornal da Fenprof, Fevereiro 2010, pag 24)
84 por dia
Será que existe relação entre a indisciplina e a violência nas escolas portuguesas e as 84 vítimas diárias da violência doméstica em Portugal (segundo o JN de hoje)?
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2010/03/25
Nós e as agências
Um dia escutei estupefacto um economista e professor universitário dizer "a Alemanha não nos deixará cair". Habituado que estou a ouvir as maiores parvoíces da boca dos portugueses, não pûde deixar de me surpreender ao escutar um professor catedrático expressar publicamente (seguramente com os alunos a ouvi-lo) semelhante imbecilidade.
Actualmente parece que a Alemanha não só nos deixaria "cair" como eventualmente pode deixar cair a própria UE.
As "agências" que baixaram Portugal para AA-, ou equiparado, enfatizam o facto dos dois principais partidos não se entenderem, ignorando que o problema estrutural de Portugal é a má formação básica dos seus cidadãos. Portugal até poderá resolver no curto prazo o problema derivado da avaliação das agências. O que Portugal não vai resolver é o seu problema crónico e estrutural de falta de "produtividade" e falta de "competitividade", derivado da má formação básica e geral dos seus cidadãos. A longo prazo é a própria viabilidade do país que estará em causa. Claro que no curto prazo ninguém se interessará por estas "complexidades", desde que se vão conseguindo resolver (ainda que ilusoriamente) os problemas mais imediatos.
Sem ser sequer votante do PSD atrevo-me a dizer que Paulo Rangel é o único dos candidatos a líder do PSD que percepcionou de alguma maneira o buraco em que Portugal está metido e no qual se afunda cada dia que passa. É verdade que não apresenta grandes soluções (e que as apresenta?). A dimensão do problema e a sua verbalização transcende o quadro de um discurso eleitoralmente rentável. Mas compreender a gravidade da situação já é um muito bom começo. Os outros candidatos reduzem-se ao discurso do "politicamente correcto". Discurso esse que tem sido levado à prática, nomeadamente na educação, e conduziu Portugal ao estado em que se encontra.
Portugal transformou-se num país de "veteranos" (aqueles imbecis que gozam e humilham os "caloiros"). Parte substancial desses "veteranos" só serviu para dar despesa ao país nas universidades públicas onde conseguiram o diploma, uma vez que a respectiva formação universitária não lhes servirá, nem a eles nem ao país que lhes pagou o curso, rigorosamente para nada. Também aqui Paulo Rangel esteve bem: se o ensino profissionalizante existe na Alemanha, em França e na Escandinávia, porque raio de estúpida portuguesada não há-de existir em Portugal?! É melhor termos mecânicos de automóveis vigaristas que trabalham a "olho" mas fazem-se pagar ao minuto? É melhor ter-se de mendigar para se conseguir um canalizador que eventualmente deixará o trabalho com defeitos? Os restaurantes! Os portugueses "empresários" ou são construtores ou restauradores. Coisas que não necessitam, à partida, grande formação ou inteligência, e em Portugal são áreas literalmente "liberalizadas"... Mas a maioria desses "empresários" da restauração não conhece o básico, o mais elementar, da higiene e da segurança alimentar! Depois reagem mal quando se pede um livro de reclamações...
Se eu fosse do PSD não teria a mínima dúvida em escolher Rangel: não porque tem "tendências de esquerda" mas, para além do que acima enunciei, porque não saiu dessas máquinas de fazer políticos de plástico desligados da realidade dramática do país que são as juventudes partidárias.
Nota: não é que o meu apoio contasse muito, mas depois de saber isto esse apoio deixa de existir. Mas não andem com muito alarido porque o PC (Passos Coelho) também lá irá (como foi o Sousa). A não ser que lhe façam a tremenda desfeita de não o convidarem...
Um dia escutei estupefacto um economista e professor universitário dizer "a Alemanha não nos deixará cair". Habituado que estou a ouvir as maiores parvoíces da boca dos portugueses, não pûde deixar de me surpreender ao escutar um professor catedrático expressar publicamente (seguramente com os alunos a ouvi-lo) semelhante imbecilidade.
Actualmente parece que a Alemanha não só nos deixaria "cair" como eventualmente pode deixar cair a própria UE.
As "agências" que baixaram Portugal para AA-, ou equiparado, enfatizam o facto dos dois principais partidos não se entenderem, ignorando que o problema estrutural de Portugal é a má formação básica dos seus cidadãos. Portugal até poderá resolver no curto prazo o problema derivado da avaliação das agências. O que Portugal não vai resolver é o seu problema crónico e estrutural de falta de "produtividade" e falta de "competitividade", derivado da má formação básica e geral dos seus cidadãos. A longo prazo é a própria viabilidade do país que estará em causa. Claro que no curto prazo ninguém se interessará por estas "complexidades", desde que se vão conseguindo resolver (ainda que ilusoriamente) os problemas mais imediatos.
Sem ser sequer votante do PSD atrevo-me a dizer que Paulo Rangel é o único dos candidatos a líder do PSD que percepcionou de alguma maneira o buraco em que Portugal está metido e no qual se afunda cada dia que passa. É verdade que não apresenta grandes soluções (e que as apresenta?). A dimensão do problema e a sua verbalização transcende o quadro de um discurso eleitoralmente rentável. Mas compreender a gravidade da situação já é um muito bom começo. Os outros candidatos reduzem-se ao discurso do "politicamente correcto". Discurso esse que tem sido levado à prática, nomeadamente na educação, e conduziu Portugal ao estado em que se encontra.
Portugal transformou-se num país de "veteranos" (aqueles imbecis que gozam e humilham os "caloiros"). Parte substancial desses "veteranos" só serviu para dar despesa ao país nas universidades públicas onde conseguiram o diploma, uma vez que a respectiva formação universitária não lhes servirá, nem a eles nem ao país que lhes pagou o curso, rigorosamente para nada. Também aqui Paulo Rangel esteve bem: se o ensino profissionalizante existe na Alemanha, em França e na Escandinávia, porque raio de estúpida portuguesada não há-de existir em Portugal?! É melhor termos mecânicos de automóveis vigaristas que trabalham a "olho" mas fazem-se pagar ao minuto? É melhor ter-se de mendigar para se conseguir um canalizador que eventualmente deixará o trabalho com defeitos? Os restaurantes! Os portugueses "empresários" ou são construtores ou restauradores. Coisas que não necessitam, à partida, grande formação ou inteligência, e em Portugal são áreas literalmente "liberalizadas"... Mas a maioria desses "empresários" da restauração não conhece o básico, o mais elementar, da higiene e da segurança alimentar! Depois reagem mal quando se pede um livro de reclamações...
Se eu fosse do PSD não teria a mínima dúvida em escolher Rangel: não porque tem "tendências de esquerda" mas, para além do que acima enunciei, porque não saiu dessas máquinas de fazer políticos de plástico desligados da realidade dramática do país que são as juventudes partidárias.
Nota: não é que o meu apoio contasse muito, mas depois de saber isto esse apoio deixa de existir. Mas não andem com muito alarido porque o PC (Passos Coelho) também lá irá (como foi o Sousa). A não ser que lhe façam a tremenda desfeita de não o convidarem...
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2010/03/22
Típico caso de polícia *
Professor quis deixar as queixas em acta.
O documento desapareceu.
Acta omite queixas.
Directora impede a sua rectificação.
DREL foi informada do suicídio no dia 4 e Inspecção-Geral da Educação no dia 10.
No dia 27 de Janeiro, o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra, fez mais um pedido de ajuda. O último antes do suicídio. Na reunião do grupo da sua disciplina, L. V. C. alertou os colegas para a sua dificuldade em dar aulas a uma turma do 9º ano devido à indisciplina de alguns alunos.
O relato deveria constar na acta, mas o professor de música - que foi destacado como o secretário daquela reunião -, morreu antes de redigir o documento.
Após a sua morte, a tarefa foi delegada a outra colega que escreveu o relatório, mas terá omitido a queixa do docente. ionline
* que pode perfeitamente acontecer nas escolas portuguesas...
Como isto:
"Agora que são conhecidos os textos que o referido professor deixou sobre os vexames a que era sujeito pelos alunos, os professores exigem uma rectificação da acta de modo a que seja incluída a queixa do professor de música.
Ou seja, exigem que passe a conhecimento formal o que todos estavam fartos de saber mas que para consolo das consciências e sedativo do dia a dia só se conhecia informalmente." Helena Matos em blasfemias.net
Nota: ficamos todos à espera, com curiosidade, para ver o que o Ministério Público português vai fazer...
Professor quis deixar as queixas em acta.
O documento desapareceu.
Acta omite queixas.
Directora impede a sua rectificação.
DREL foi informada do suicídio no dia 4 e Inspecção-Geral da Educação no dia 10.
No dia 27 de Janeiro, o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra, fez mais um pedido de ajuda. O último antes do suicídio. Na reunião do grupo da sua disciplina, L. V. C. alertou os colegas para a sua dificuldade em dar aulas a uma turma do 9º ano devido à indisciplina de alguns alunos.
O relato deveria constar na acta, mas o professor de música - que foi destacado como o secretário daquela reunião -, morreu antes de redigir o documento.
Após a sua morte, a tarefa foi delegada a outra colega que escreveu o relatório, mas terá omitido a queixa do docente. ionline
* que pode perfeitamente acontecer nas escolas portuguesas...
Como isto:
"Agora que são conhecidos os textos que o referido professor deixou sobre os vexames a que era sujeito pelos alunos, os professores exigem uma rectificação da acta de modo a que seja incluída a queixa do professor de música.
Ou seja, exigem que passe a conhecimento formal o que todos estavam fartos de saber mas que para consolo das consciências e sedativo do dia a dia só se conhecia informalmente." Helena Matos em blasfemias.net
Nota: ficamos todos à espera, com curiosidade, para ver o que o Ministério Público português vai fazer...
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Full disclosure
Pope Benedict should ensure that Cardinal Sean Brady, the head of the Irish Church who has refused to resign over the mishandling of a serial abuser and his attempt to enforce a secrecy agreement on child victims, should leave his post forthwith.
He should also demand that Cardinal Bernard Law, the former Archbishop of Boston, quit his haven in the Vatican and return to the United States to face legal proceedings.
The perception of ecclesiastical impunity, the drip-drip of revelations and the clumsy attempts at cover-ups are inflicting as much damage on Catholicism as the sale of indulgences and venal pursuits of the clergy in the 15th century. It must stop now. The Times
Pope Benedict should ensure that Cardinal Sean Brady, the head of the Irish Church who has refused to resign over the mishandling of a serial abuser and his attempt to enforce a secrecy agreement on child victims, should leave his post forthwith.
He should also demand that Cardinal Bernard Law, the former Archbishop of Boston, quit his haven in the Vatican and return to the United States to face legal proceedings.
The perception of ecclesiastical impunity, the drip-drip of revelations and the clumsy attempts at cover-ups are inflicting as much damage on Catholicism as the sale of indulgences and venal pursuits of the clergy in the 15th century. It must stop now. The Times
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