2005/11/20

MARIA JOÃO PIRES INTERPRETA AS SONATAS DE MOZART

A Brilliant Classics teve a ideia genial de colocar à disposição do público a integral das sonatas para piano de Amadeus Mozart, gravadas no longínquo ano de 1974 pela grande pianista portuguesa, gravação esta feita em Tókio, dotada de uma muito excepcional qualidade sonora possuída por uma belíssima sonoridade cristalina. Já sabemos que esta etiqueta tem "mexido" com o mercado discográfico mundial que a olha cada vez com mais receio. Editar uns músicos holandeses dos quais ninguém ouviu falar, apesar de serem excepcionais, ao mesmo tempo que re-edita um Gilels ou um Richter que estão mortos, é uma coisa. Re-editar uma pianista viva e activa, que actualmente grava para a mais prestigiada etiqueta de música clássica do mundo, é outra. Sobretudo se se trata de um registo que corre o risco de se tornar um marco na interpretação do compositor austríaco. Mas assim é. Felizmente para a humanidade. Será escusado acrescentar que o preço do estojo de cinco cd's da Brilliant Classics arruína toda e qualquer concorrência. O que não é nada bom. A verdade é que a "concorrência" recusa rever os preços artificiais e inaceitáveis dos cd's. Assim sendo não é de prever grande futuro para as etiquetas que parecem não perceber que nos tempos que correm cd's a 15 e 20 euros não são minimamente aceitáveis e acabarão, um dia não longínquo, por ficar nas prateleiras na sua quase totalidade.

Agora voltemo-nos para a música que é para isso que por aqui andamos.
Quando se trata de um vulto grande da interpretação musical, como é o caso, as comparações ajudam-nos a tentar objectivar aquilo que intuímos logo ás primeiras audições. Um grande só pode ser comparado com outro grande mas neste caso, dado que Maria João foi durante muito tempo considerada como a maior, ou uma das maiores intérpretes de Mozart, vamos compará-la com ela própria.

No ano de 1984, exatamente passados dez anos da gravação que nos ocupa (foram ambas realizadas durante o mês de Fevreiro), Maria João voltou a gravar algumas sonatas de Mozart para a Erato. Num dos cd's gravou a Fantasia Kv 475 seguida da sonata em Dó menor Kv 457, tal como tinha acontecido na década anterior. Ambas as peças estão na sombria tonalidade de dó menor. Foi uma gravação muito saudada pelo público e pela crítica. Em 1984 Maria João já era uma vedeta internacional.

Que conclusões extrair de uma audição comparativa?
Sem termos que ouvir e refletir longamente, a interpretação de 1974 é nitidamente mais espontânea, utiliza andamentos mais rápidos mas é mais clara porque existe uma utilização muito mais criteriosa do pedal de sustentação, sendo na generalidade uma realização mais inspirada. Em 1974 Maria João estava em sintonia com a imensidão do génio mozartiano onde a espontaneidade é alimentada pela genialidade da sua inesgotável e fluída inspiração. Em 1984 a interpretação é mais artificial, artificialidade que se manifesta, nomeadamente, no "forcing" contrastante e nos andamentos mais lentos que adoptou, provavelmente para reforçar o carácter dramático de obras onde o dramatismo tem de ser conseguido de forma espontânea e intuitiva, tal como o que realizou na década anterior. Também se verifica um pedal mais fundo que quebra a clareza luminosa que conseguiu em 1974, ano em que concretizou o que será, provavelmente, a "grande-referência" das sonatas para piano de Wolfgang Amadeus Mozart. AST




EX-DIRECTOR DE LA FENICE?

Propomos-lhe um pequeno exercício de carácter lúdico.
Entre na página do Teatro La Fenice (www.teatrolafenice.it). Aquele onde supostamente o actual director-artístico do Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa exerceu cargo idêntico.
Ao entrar na referida página abrir-se-á uma janela que diz "Archivio Storico/Digitale della Fenice". Tenha a bondade de clicar. Irá dar aqui: http://81.75.233.46:8080/fenice/GladReq/index.jsp
Em baixo de "Schede informative" clique em "Persone". Colocando o apelido e o nome do actual director artístico do TNSC sair-lhe-á isto:
Pinamonti, Paolo - Nuova vers. mus., 1985; Relatore, 2000; Ripr. finale napoletano 1831, 1988; riprist. vers. orig., 1987
Aparentemente o actual director-artístico do TNSC nunca exerceu cargo idêntico no La Fenice... AST



Abuse payout for native Canadians

Canada has offered to pay more than C$2bn (US$1.7bn) compensation to indigenous people who were abused at government-funded residential schools.
Some 80,000 people who attended the schools over decades are eligible.
About 15,000 of them have begun legal claims against the government and Church, which ran the schools - to be dropped if they accept the deal.
The draft package must still be agreed by the courts but has been welcomed by indigenous leaders.
Thousands of former pupils at the 130 boarding schools have made allegations of physical and sexual abuse spanning seven decades.
...
Justice Minister Irwin Cotler described the abuse which took place as "the single most disgraceful, racist and harmful act in our history".
He said he hoped the settlement would mark a turning point for Canada.
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/4465102.stm


Today marks the first step towards closure on a terrible, tragic legacy

Phil Fontaine
First Nations chief



Frente Parlamentar em Defesa do Povo Pataxó Hã-Hã-Hãe e Tupinambá de Olivença

Reza o bom direito que, para se atingir a justiça social, é necessário que o Estado trate “desigualmente os desiguais”, na medida de suas desigualdades, para que estes se igualem. Os povos indígenas e as comunidades negras formaram a mola mestra que impulsionou o surgimento da Nação Brasileira. O Brasil foi gerado às custas do massacre de milhares de índios que, ao longo de centenas de anos, foram sendo expulsos de suas terras, ora por conta da escravidão, ora por conta da exploração do pau-brasil; da expansão da criação de gado; da busca pelas riquezas contidas nas seringueiras; e, mais recentemente, pela atividade cacaueira na região Sul do Estado da Bahia. Em todos estes casos, o Estado Brasileiro, à revelia de suas próprias normas constitucionais, fez a temerária opção de aprofundar as desigualdades sociais de nossa Nação ao relegar aos povos indígenas o desterro em solo que consideram sagrado e que, por direito, lhes pertence. Desta forma, privilegiou as camadas sociais mais abastadas e influentes politicamente, em detrimento daqueles que deveria cobrir com o manto da dignidade e da justiça social.
Segundo fontes do Conselho Indigenista Missionário, nestes mais de 500 anos de “achamento” do Brasil, mais de 1470 povos indígenas foram extintos. Restaram aproximadamente 235 povos distribuídos em 841 terras indígenas, que ainda preservam suas 180 línguas. Milhares foram morar nos centros urbanos e perderam suas identidades étnicas. O Censo Demográfico do IBGE de 2000 aponta a existência de 734.131 índios no Brasil; os índios baianos representam 8,75% da população indígena brasileira, o que equivale ao número de 64.240 índios. (documento completo em http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=1586&eid=342)



Música de origen mapuche

Beatriz Pichi Malen, mensajera de la palabra entonada

Escribe Mariana Fossati

Desde Bahía Blanca - Argentina

Una de las notas por las cuales la autora obtuvo una Mención Especial en el XIII Premio Latinoamericano de Periodismo José Martí. Fue publicada originalmente el 22-07-04


Beatriz recuerda la escena con precisión: fue cuando era adolescente. El cuerpo le avisó que algo no andaba bien y ella decidió “ponerle oído al cuerpo, como dicen las viejitas mapuche”. Fue así que se sentó frente a su madre y le dijo que algo le pasaba, pero que no podía precisar qué era.

-Entonces habrá que volver a Los Toldos -dijo la mujer.

Beatriz había nacido allí, y su familia había sido despojada de su tierra y echada de ese pueblo de la Provincia de Buenos Aires.

-¿A qué vamos a volver? Yo no tengo nada que ver, ahí no conozco nada.

-Usted nació ahí.

Esa respuesta corta fue el comienzo de una larga búsqueda, la de la identidad de quien hoy es cantante mapuche: Beatriz Pichi Malen. El primer viaje lo hizo con su madre, y tiempo después reflexionó que “fue un gran acto de amor el de ella porque hay que ser desalojado del lugar y volver”. En esos primeros viajes Beatriz empezó a preguntar a la gente de Los Toldos por los mapuche , sin saber cómo hacerlo, pero con la convicción y el deseo de querer llegar a la verdad. “Recuerdo que lo primero que nos dijeron cuando nos servían el café con leche una mañana de mucho frío fue: acá no hay indios, con un desprecio como diciendo ¿qué viene a buscar acá? Esto de andar me enseñó también a preguntar, y entonces no me encontré con respuestas tan duras, me encontré con respuestas, y en algunos casos con silencios”.

Con la insistencia y los viajes sucesivos a su pago natal, se encontró con algunos parientes y pudo comenzar a ahondar en la cultura mapuche. Pero aquella época no era la mejor para preguntar, Beatriz se encontró en Los Toldos con que había una gran negación del ser mapuche, cosa que hoy ya no sucede. “Esta cuestión de no ser, no querer ser, querer parecer. Con los años yo me vengo a dar cuenta de que eso trasunta un gran temor, el querer parecerse a quienes nos invadieron, nos impusieron y nos sojuzgaron. Indudablemente nunca se va a ser como esa agente, ni desde el aspecto ni desde lo interno. ¿Pero por qué nuestra gente quiso ser de esa forma, parecerse así? Justamente porque lo otro era sinónimo de muerte, entonces mejor callar todo. Parecerse al invasor era una forma que aquellos antiguos que sobrevivieron decidieron para poder seguir viviendo.”

A pesar de que ya pasaron muchos años del comienzo de la búsqueda de Beatriz Pichi Malen y de que hoy canta en lengua mapuche por los más diversos lugares de Latinoamérica y el mundo, es consciente de que el trabajo nunca está completo. “Yo no dije un día: ¡eureka, ya sé quién soy! porque todavía estoy en esa búsqueda de partes, pedazos de una cultura que estamos tratando de recuperar entre todos, de reorganizar y de poner en funcionamiento”.
(trabalho completo em http://www.ellibertadorenlinea.com.ar/paginas_moviles/cultura/239.htm )


EE.UU. advierte a España que no venda armas a Venezuela

PRESION DE LA CASA BLANCA: UN CONTRATO POR 2.000 MILLONES DE DOLARES

Se trata de 10 buques y 12 aviones que incluyen tecnología estadounidense. Para Washington, la venta es "un factor desestabilizador" en Latinoamérica. Madrid afirma que "es una cuestión entre empresas".

El litigio entre España y EE.UU. por la venta de ocho naves patrulleras, dos buques de aprovisionamiento y 12 aviones a Venezuela, se agravó ayer cuando el embajador norteamericano en Madrid, Eduardo Aguirre, afirmó que su país esperaba que el compromiso no se firme el próximo 28 como está previsto. Añadió que las naves y los aviones "incluyen tecnología norteamericana" y que Washington debe decidir si concede su "permiso para esa utilización".

Se trata de la mayor operación de este tipo en la historia de la industria de defensa española ya que alcanzará un total de 2.000 millones de dólares. Chávez quiere otorgar a la firma de la operación el mayor contenido político. Por eso espera que el ministro de Defensa español, José Bono, viaje a Caracas para la suscripción del acuerdo. Este fin de semana, el presidente venezolano dijo que el acuerdo con España es una prueba de la "derrota" de Estados Unidos. "España dijo 'no' a la pretensión de Washington para que no nos vendieran esos equipos. El doctor Pepe Bono viene a firmar los contratos", señaló Chávez.
...
A su vez, el canciller español, Miguel Angel Moratinos, sostuvo que la operación es una "cuestión entre empresas" y se negó a opinar sobre el derecho de veto que se arroga EE.UU.
www.ellibertadorenlinea.com.ar/paginas_moviles/pol_internacional/613.htm



A silenciosa violência dos nossos brandos costumes

Portugal, que se orgulha pachorrentamente dos seus brandos costumes, não é em brandura que se excede ao conseguir ficar à frente da maioria das nações Europeias no campo da violência doméstica e ser campeão absoluto dos dezassete países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em 2004, no que toca à violência contra crianças.
Esta façanha colectivamente caseira de abusar fisicamente e matar de maus tratos as mulheres e as crianças traduz-se numericamente nas assustadoras cifras de 4 mulheres mortas por semana no primeiro semestre de 2005 e, em média, 66 crianças anualmente mortas por maus tratos e negligência, existindo 150 mil crianças a viver no limiar do perigo. http://pt.indymedia.org (23-11-2005 às 17:55:18)



Sofia: Protestos contra as bases militares americanas na Bulgária

A 12 de Novembro ocorreu em Sofia (capital da Bulgária) um protesto contra as bases militares dos Estados Unidos, situadas nos arredores das vilas de Novo Selo, Bezmer e perto do porto de Burgas. Mais de 500 pessoas marcharam nas ruas centrais de Sofia, manifestando a sua posição contra as bases militares. O protesto terminou em frente do Teatro Nacional "Ivan Vazov". No protesto participou um bloco anarquista de grupos autónomos e anti-autoritários denominado "AnarchoResistance" (cerca de 60 pessoas). Alguns nacionalistas do BNS (União Nacional Búlgara) estiveram também presentes mas abandonaram o local rapidamente depois da manifestação.
Na noite de 10 de Novembro dois activistas foram detidos e brutalmente agredidos quando colavam cartazes convocando o protesto perto da Sinagoga. A policia alegou que Vladimir Trichkov e Stefan Andonov estavam colando os cartazes no muro da Sinagoga (o que é uma completa mentira!) e eles resistiram à ordem de prisão. A sua presença na área da Sinagoga foi usada pela Policia para os acusar de escreverem palavras de ordem «anti-semitas» e «nacionalistas» (o que é completamente falso!). Desde 12 de Novembro os dois encontram-se em greve de fome depois da recusa pela policia dos pedidos de ajuda médica e de visita dos seus familiares. Foram ambos acusados em processo sumário. O Ministro do Interior, Rumen Petkov, reconheceu no fim de semana o "trabalho perfeito" dos dois policias que prenderam Vladimir e Stefan, tentando com isto pressionar o tribunal e convencê-lo da «culpa» dos dois activistas. http://www.indymedia.org/pt (22 Nov 2005)
Marco Aurelio Treuer, aún camina libre por las calles!!


A 3 años del asesinato de Alex Lemun a manos de la policía

El 7 de noviembre del 2002 mientras el joven (17) Alex Lemun participaba junto a su comunidad de una recuperación de tierras apropiadas por la empresa forestal Mininco fue impactado por un balín de acero (al igual que Daniel Menco en el ‘99) de la policía antimotines. Alex sufrió la agonía durante 5 días en el Hospital Regional de Temuco, para posteriormente perecer. http://valparaiso.indymedia.org (7 de Noviembre)



A QUIEN COMBATE POR LA VIDA, NO LO MATA NI LA MUERTE
...
Así, el Estado chileno y su democracia capitalista se han caracterizado por una política permanente de represión, encarcelamiento y asesinato de chilenos y Mapuche. Desde 1990 a la fecha, cientos de compañeros han sido apresados por luchar, muchos son perseguidos y más de 30 han sido asesinados durante el período democrático.
Reivindicamos a nuestros luchadores y luchadoras, reconocemos en ellos la mejor calidad humana, la entrega, la generosidad, y denunciamos el intento sistemático de criminalizar las luchas sociales catalogando a los mejores hombres y mujeres como delincuentes, como antisociales. Quienes han dado su vida por una transformación profunda de la sociedad, no pueden ser sino nuestros hermanos/as.
Luis, Aldo, Julio, Ariel, Emilio, Odin, Enrique, Ignacio, Sergio, Juan, Mauricio, Fabián, Alex, Pablo, Mario, Andrés, José Miguel, Pedro, Mauricio, José Luis, Norma, Alejandro, Yuri, Raúl, Francisco, Fernando, Claudia, Daniel, Alex, Carlos, Alfredo...
lucharon contra el capital, por la conquista de los derechos del pueblo, por una democracia justa y verdadera, por territorio autónomo, por una vida verdadera para todos/as...
...
1990-2005: 31 compañeros y compañeras asesinados en "democracia"...

http://chilesur.indymedia.org




Se rebelan indígenas de Tianguistenco y deciden luchar por su dignidad

Detenciones arbitrarias los obligan a migrar a Estados Unidos

http://mexico.indymedia.org/tiki-index.php (08-nov-05 02:25 UTC)



AS PALAVRAS NÃO DITAS

Nélia Pinheiro, da Companhia de Dança Contemporânea de Évora, apresentou a coreografia com aquele título, sob supervisão de Susanne Linke que "poliu" o trabalho de portuguesa até ao resultado final que pudemos ver no dia 19 na "box" do CCB.

Este trabalho da bailarina-coreógrafa portuguesa, supervisionada pela histórica Susanne Linke, constitui-se como um marco na dança contemporânea portuguesa. Nomeadamente porque há uma singularização estética que mantém laços evidentes com a história recente da dança. Nélia é claramente uma artista pós-Pina Baush (tal como na música há o ante e o pós Schoenberg, por exemplo, também na dança há o ante e o pós Pina), encarnando uma estética já longe da ironia-kitsh de Pina Baush(evidentemente que não nos estamos a referir à Pina dos últimos inócuos trabalhos, nem seria necessário dizê-lo...). O corpo trabalhado por Nélia é o corpo instrumentalizado (o da manuseabilidade a que o instrumento se presta tratado por Heidegger) que resulta, ciclicamente, num corpo convulsionado. O trabalho de Nélia não é um trabalho esteticizante. Basta olhar para um cenário feito de "quase detritos". É o trabalho de um corpo trespassado por uma instrumentalização insuportável que o conduz à ultrapassagem do limite. Aí já não funciona, já não se presta ao manuseamento nem a qualquer funcionalidade: é o corpo convulso.

O trabalho do espaço é também claramente pós-Pina: é um "open space" demarcado pelos instrumentos que servem também de filtro ao olhar do público e de lugar de demarcação. Não existem "gags" dirigidos ao público, nem existem saídas para a plateia. O espaço dramático não pretende integrar o público que simplesmente está lá para testemunhar. O espaço dramático extravasa da "cena", não na direcção da "plateia" mas noutra qualquer direcção, no final, pelo som. Pelo som daquilo que já perdemos de vista, que já se escapou (a mala de viagem esteve omnipresente, como simbolo e no final fica em "cena"). O som dos passos de uns pés mal inseridos nuns sapatos altos, brilhantes, que não encaixam.AST


SHEN WEI DANCE ARTS

A célebre Sagração da Primavera, na versão de Fazil Say para piano a quatro mãos, é aqui trabalhada pelo coreógrafo, cenarista e figurinista Shen Wei de maneira totalmente diferente que aquilo que estamos habituados a ver quando se coreógrafa esta obra.

Nada de simetrias sistemáticas. Nada de posssantes e vigorosos movimentos de conjunto geometrizados. Nada de inspirações em "danças tribais". As simetrias são pontuais e regra geral em dupla simetria (dois grupos fazem simetria diferentes), os movimentos são redondos e nunca há utilização da força simetrica do conjunto. Aqui o movimento emerge do chão desenvolvendo-se para cima e para os lados, ao contrário da generalidade das coreografias da "sagração", onde os movimentos mais característicos são sobretudo no ar (saltos repetidos em simetria).

Trata-se portanto de algo diferente, subtilmente trabalhado, em que em vez da potência do grupo há um (a) bailarino (a) que desencadeia movimentos diferenciados em cascata, como de diferentes solos se tratassem, o que resulta num trabalho, bem conseguido, de estetização do movimento utilizando uma obra musical fundamentalmente ritmíca. O interessante deste trabalho é exatamente a forma inteligente como o criador trabalha e conjuga o carácter da obra musical com um trabalho de estética visual e do movimento.

Já em Folding onde utilizou cânticos tibetanos e música plasmada, pobre em acontecimentos, de John Tavener, Shen Wei situou-se na estetização da imagem. Os movimentos muito lentos levam-nos a concentrar-nos nas figurações que lentamente se vão construindo num despojado fundo oceânico. A cenografia, os figurinos e o tipo de movimentação dos "seres", conduzem-nos a um universo habitado por uma fantástica irrealidade. Seres híbridos, por vezes siameses que se desconstroem, deslocam-se contemplando a luminosidade que brota da superficie (ou contemplando o vazio à sua frente), para a qual se projectaram, finalmente, em lenta e espectacular ascensão, quando a noite caiu... Um trabalho que arrancou prolongados bravos do público que enchia completamente o grande auditório do CCB. AST


MÁS DE 500 EFECTIVOS Y TANQUETAS DE LA FUERZA PÚBLICA CONTRA COMUNIDAD INERME EN EL JAPIO, CALOTO, CAUCA, COLOMBIA

Bajo el argumento gubernamental de no conversar hasta tanto se desalojen los más de 15 predios liberados por las comunidades indígenas en departamento del Cauca, el gobierno nacional ordena el desalojo violento de las mismas haciendo uso de las fuerzas antimotines. Es así que desde el día 8 de los corrientes los uniformados han iniciado ataques indiscriminados usando gases lacrimógenos y disparos con armas de fuego contra la comunidad que permanece pacíficamente en posesión del predio El Japio, en el municipio de Caloto. La comunidad en proceso de recuperación denuncia que como consecuencia de la represión oficial hay 4 heridos y un número indeterminado de detenidos.

Como se recordará, el pasado 12 de octubre, en el departamento del Cauca se dio inicio a un proceso denominado Liberación de la Madre Tierra buscando la atención del gobierno nacional para que cumpla viejos compromisos adquiridos con los pueblos indígenas y las organizaciones sociales, en especial aquellos referidos a la problemática de tierras.

Teniendo en cuenta que los predios afectados por los procesos de Liberación de la Madre Tierra son de más de 100 hectáreas, un ejemplo es El Japio que mide 4.000 hectáreas y al parecer el titular no vive en el departamento del Cauca, y al observar la fuerza de la represión, que según versiones sobrepasa los 500 efectivos y más de 10 tanquetas, se hace incompresible que estas titularidades sean defendidas con tanto ahínco por el Gobierno nacional, mientras ha permitido que más de 3 millones de colombianos hayan sido desplazados de sus territorios por acción de los paramilitares y sus territorios estén hoy produciendo banano, palma africana o pertenezcan a empresas mineras o petroleras.

Se interrogan los indígenas, cómo es posible que el mismo gobierno que ataca estos procesos desarrollados por vías pacíficas en busca de una verdadera reforma agraria, haya permitido que se irrespeten los títulos colectivos de las tierras adjudicadas a las comunidades afrocolombianas de Jiguamiandó y Curvaradó. En este caso, la opinión pública conoce que dichas comunidades fueron expulsadas por paramilitares y sus tierras fueron ocupadas por empresarios de palma aceitera y que el gobierno nacional ordenó, por intermedio del Incoder, descontar al titulo de las comunidades las tierras ocupadas por la empresa; es decir que las comunidades afrocolombianas por acción de los paramilitares fueron expulsadas de sus territorios y con la acción "legal" del gobierno nacional resultaron expropiadas de 10.162 has. La pregunta sencilla de las comunidades es por qué en esos casos el gobierno y las fuerzas antimotines no reaccionaron contra los paramilitares y por el contrario hoy se mantienen diálogos con esos grupos, desconociendo la verdad, la justicia y la reparación de millones de colombianos que han sufrido el flagelo de la violencia en nuestro país.

Han denunciado también, las comunidades indígenas la situación de amenaza sobre otros procesos como el atentado contra Antonio Quilindo, gobernador del resguardo indígena de Quintana, quien fue baleado por desconocidos que se movilizaban en una camioneta blanca polarizada o la alerta sobre el reingreso de paramilitares a la región del Naya.

Los consejeros CRIC rechazamos el tratamiento de guerra que está dando el gobierno nacional a las comunidades que se encuentran en proceso de liberación de la madre tierra; denunciamos las informaciones que pretenden enlodar el buen nombre de las comunidades al afirmar que están infiltradas por fuerzas oscuras y que desarrollan acciones vandálicas, por lo cual reclamamos, de forma inmediata, la presencia de las instituciones de control del Estado, la veeduría de los organismos nacionales e internacionales de defensa de los derechos humanos, y que el gobierno nacional evite el uso de la fuerza y brinde las soluciones necesarias y oportunas de conformidad con los requerimientos e iniciativas de los pueblos indígenas


CONSEJO REGIONAL INDÍGENA DEL CAUCA – CRIC

Noviembre 9 de 2005



Please send message of protest (sample message below) to the following Colombian authorities:

President Alvaro Uribe Velez:
auribe@presidencia.gov.co

Vice President Francisco Santos:
fsantos@presidencia.gov.co

With a copy to CRIC at cric@emtel.net.co

www.colombiasolidarity.org.uk



Ecuador/Argentina: Comunidades indígenas impiden a la petrolera argentina CGC realizar sus trabajos en Ecuador

Las comunidades indígenas han impedido el trabajo de la petrolera argentina Compañía General de Combustibles (CGC) durante una década, y por esta razón la empresa no ha podido cumplir con las tareas de exploración y explotación de crudo en la amazonia ecuatoriana, expresó el gerente general de la empresa, Diego Guzmán.
...
"Quienes se oponen son indígenas de la comunidad quichua de Sarayaku, y su nueva presidenta, Hilda Santi, dispuso dar "continuidad y seguimiento a la lucha antipetróleo".
Ecuador adjudicó a la CGC en 1996 el bloque petrolero 23, de 200.000 hectáreas en la provincia de Pastaza, en la amazonia, unos 210 kilómetros al sureste de esta capital. Cuenta con un contrato de 20 años, de los cuales apenas han podido ejecutar labores durante algo más de 12 meses. http://ar.news.yahoo.com (Martes 22 de noviembre, 11:57 AM)



Países se preparan para discutir nuevo plan sobre el clima

OSLO (Reuters) - Alrededor de 190 países se reunirán en Canadá la próxima semana para intentar enrolar a Estados Unidos y a países en vías de desarrollo, como China e India, en la lucha contra el calentamiento global más allá del 2012, liderada por Naciones Unidas.
Los negociadores se reunirán en Montreal del 28 de noviembre al 9 de diciembre para negociar un plan sustituto del Protocolo de Kioto de 1997 de la ONU, un pequeño primer paso para frenar la subida de gases de efecto invernadero que emiten principalmente instalaciones eléctricas, fábricas y automóviles.
Los ministros de medio ambiente de todo el mundo asistirán a los últimos tres días de la cumbre de Montreal. Algunos predicen que las negociaciones que se lancen pueden durar cinco años.
"Será complejo," dijo Elliot Diringer, un director del Centro Pew sobre el Cambio Climático, con sede en Washington. "Cualquier acuerdo tiene que ser más flexible que Kioto, pero al mismo tiempo tiene que lograr reducciones reales en las emisiones."
"Y la administración Bush se opone firmemente a cualquier proceso que amplíe (los objetivos) de Kioto," dijo. idem (Martes 22 de noviembre, 11:32 AM)


El hambre mata a 6 millones de niños al año

ROMA (Reuters) - La Organización de Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentación (FAO) renovó el martes su petición de más esfuerzos para mejorar la situación de los cultivos en los países pobres con el fin de aliviar el hambre y la malnutrición, que matan a casi seis millones de niños al año.
En el informe anual "El Estado de la Inseguridad Alimentaria en el Mundo," la FAO dijo que los objetivos de reducción del hambre para el 2015, establecidos en varios encuentros políticos durante los últimos diez años, aún están muy lejos. ibidem (Martes 22 de noviembre, 9:35 AM)

2005/11/17

O BALLET GULBENKIAN REPRESENTAVA PORTUGAL INTERNACIONALMENTE

Após o muito interessante espectáculo Glamour of Dance - Dream From a Saint apresentado pelo Silesian Dance Theatre (Polónia) na 13ª Quinzena de Dança de Almada , em Portugal, conversámos com a mais recente aquisição da companhia. Uma aquisição que se exprime em português.

Álvaro Teixeira: Portanto a companhia começou em 1991, como estavas a dizer. E como é que encontraste os teus colegas actuais?

Korina Kordova: Eu estava em...

AST: Tu és brasileira.

KK: Sim, sou brasileira.

AST: Mas não nasceste no Brasil...

KK: Nasci no Brasil!

AST: Ha! É que quando estive a falar com o teu colega ele disse-me que o teu pai é Grego...

KK: A minha mãe é Grega mas eu nasci no Brasil. Estava a morar em Amesterdão e um coreógrafo holandês falou-me sobre o trabalho do Jacek Luminski e disse-me que ele estava procurando bailarinos, que ia haver uma audição em Bremen na Alemanha. Então eu fui, fiz a audição e aí convidaram-me para trabalhar com eles. Aí eu começei a trabalhar no meio de Janeiro deste ano porque entrei no meio da temporada para substituir uma pessoa e resolvi ficar mais uma temporada porque estou gostando muito. É um grupo de pessoas muito interessante...

AST: Quem é que coreografou esta peça?

KK: O Jacek Luminski que é o director artístico.

AST: Ele não estava aqui...

KK: Não. Está nos Estados Unidos. Não pôde acompanhar-nos na tourné. É ele que coreografa a maioria das peças. No actual repertório temos esta peça mais outras duas. Uma coreografada pela Sylwia Lewandowska, uma das bailarinas, e a outra coreografada pelo Sebastian Zajkowski e Leszek Stanek. Com a colaboração dos dois.

AST: Eu sei que na Polónia, porque estive a falar com o teu colega, só existem duas companhias profissionais.

KK: Pois é. A nossa companhia é considerada mais contemporânea...

AST: Ele disse-me que a outra é neo-clássica ou coisa assim...

KK: Eu pessoalmente nunca assisti a espectáculos da outra companhia porque eu estou há pouco tempo na Polónia mas a nossa é considerada de forma muito especial porque o Jacek Luminski tem desenvolvido, ao longo destes anos, deste que ele criou esta companhia, uma técnica própria. Nos Estados Unidos e no Canadá esta técnica é conhecida como Polish Contemporary.

Lib Pitalúa: Em que consiste essa técnica?

KK: É uma técnica que explora, realmente, as fronteiras das maneiras como nos movemos. Nós temos que quebrar a cabeça até descobrir como ele quer que nos movamos. Ele simplesmente improvisa e os bailarinos mais experientes já conhecem. Os mais novos pensam: o que é que ele está fazendo? Os impulsos têm de ser todos muito claros. Ele exige sempre muita energia, muita dinâmica e como o trabalho também é muito teatral nós temos que saber desenvolver as nossas próprias personagens baseados na concepção das peças dele. Mas também tem muito trabalho individual de criação de personagens.

AST: Francamente não vi muito espaço para a improvisação... Pareceu-me que tudo está escrito.

KK: Sim. Desculpa. Parece-me que não me expressei bem. O que eu queria dizer é que quando ele está criando o material ele improvisa e nós temos que deduzir o que ele pretende. Práticamente não há improvisação do movimento depois da coreografia estar pronta.

LP: Mas há improvisação de outro tipo não é?

KK: Sim. Esta peça... Nós tivémos a premiére foi este ano, Maio deste ano, então é interessante porque as relações entre as personagens vão sendo estabelecidas ao longo das peformances. Quer dizer que em cada performance voçê descobre uma coisa nova. Aí entra o nosso trabalho de improvisação. Que também muda dependendo do espaço. Este espaço aqui é um espaço muito menor do que aquele espaço a que estamos acostumados. Então mete uma outra sensação.

LP: E qual é a sensação que voçês procuram nesta peça? Qual é a essência desta peça?

KK: Se voçê perguntar a cada um..

LP: falará de sensações diferentes..

KK: Sim, mas existe muito trabalho individual de criação de personagens. A gente tem de procurar as nossas próprias motivações.

LP: Mas tem uma ligação?

KK: Sim, claro. Esta peça, eu diria, é sobre espaços subliminares. Quer dizer, tudo o que está entre... o céu e a terra. Entre a realidade e a fantasia. Tudo o que acontece nos espaços "in " between.

AST: Achas que aqui há alguma influência de Pina Baush?

KK: O Jacek Luminski gosta muito do trabalho da Pina e a influência que eu acho interessante é que apesar de aqui ser uma movimentação toda complicada e elaborado como voçês puderam ver...

AST: Mais elaborada que nos últimos trabalhos da Pina...

KK: Sim mas a principal diferença é que a Pina Baush não trabalha com uma técnica específica e ele trabalha. Ele tem um vocabulário, ele tem uma linguagem própria. Mas eu acho que o trabalho individual, quer dizer, como eu vou aproveitar esse material que ele me dá para que a cancepção da peça funcione, eu acho que aí tem muito a ver com a Dança -Teatro da Pina Baush. Nada é gratuíto, nada é sem motivação mesmo quando voçê não se está movendo.

AST: Mas atenção que na Pina Baush dos últimos tempos há muita coisa gratuíta!

KK: Até concordo. O último que eu vi da Pina Baush foi o "Água", no Brasil, e bom, eu como brasileira até fiquei bastante decepcionada pois foi super superficial e não passou dos clichés. Portanto eu fiquei bem decepcionada com aquele trabalho mas agora pensando nos trabalhos mais antigos...

AST: Técnicamente voçês parecem-me estar mais próximos de uma Anne Teresa De Keersmaeker.

KK: Voçê acha? Hum... Não sei. Em termos técnicos agora até é interessante porque este nosso grupo é muito novo. Tem dois bailarinos que estão com o Jacek há algum tempo: a Sylwia Lewandowska que é aquela rapariga de cabelo lisinho que também montou uma peça para a companhia e que trabalha com o Jacek há dez anos e o Sebastian Zajkowski que está há seia anos na companhia. Depois há uma pessoa que está há dois anos, eu estou há seis meses... então é difícil, na minha opinião, porque eu começei a trabalhar esta técnica há pouco tempo e quando observo o nosso grupo é um grupo ainda muito heterógeneo.

LP: Nota-se logo que têm diferentes técnicas e diferentes linguagens. Voçês ainda não têm aquela técnica do coreógrafo em si.

KK: É. isso é verdade. Ele trabalhou com um grupo de pessoas durante bastante tempo e esse grupo enfim se dissolveu na temporada passada e então agora todos nós estamos tentando nos aproximar o máximo possível da estética, não no sentido de beleza...

AST: Do estilo...

KK: do estilo que ele gostaria em que nós estivéssemos. Eu acho que é um trabalho muito mais "ruff", desculpe estar a usar termos do inglês... Tem vezes em que o trabalho é muito lapidado tem outras em que é uma coisa meio bruta. Bruta não no sentido violento mas bruta no sentido em que uma coisa não foi lapidada.

LP: Há companhias que estão mais na leveza, voçês estão mais no chão, não é?

KK: Isso é também um grande desafio porque a técnica dele é muito vertical, quer dizer, ele trabalha muito com a coluna vertebral e a musculatura mais interna, criando sempre um implulso para os movimentos e ele alterna, quer dizer, ele dá um impulso numa direcção mas voçê tem de estar imediatamente preparada para lançar outro impulso noutra. Isso é que torna tudo tão difícil e imprevisível. Ás vezes, quando bem feita uma combinação dele, voçê fica surpreso porque quando voçê deveria ir para lá voçê vai para o outro lado. É por isso que é tão difícil executar porque voçê tem de ter um controle extremo para fazer parecer que aquilo está fora de controle e ainda executar aquilo com uma certa harmonia quer dizer..

AST: consistência...

KK: É.

(risos)

KK: E esta foi a minha primeira peça com ele. O que eu estou dizendo é da minha curta experiência. Fizémos esta peça e já estamos preparando outra que ainda não está terminada. Essa vamos apresentar num festival de música na Polónia em Dezembro.

AST: Em Warsaw?

KK: Seria en Cracóvia mas acho que foi mudada, não tenho a certeza para que cidade. Então estou trabalhando nessa segunda peça e é uma coisa completamente diferente. Ainda não está nada fechado de forma que não poderia falar muito dela.

AST: Na Holanda chegaste a dançar? Só em projectos. Nunca fiz parte de uma companhia. Trabalhei com uma coreógrafa chamada Susana Gomes que também é brasileira que estudou na : School Dance of Developement em Amesterdam.

LP: Estudaste lá?

KK: Não. Eu tive uma formação um pouco maluca. Nunca fui a uma academia ou a uma universidade de dança. Eu procurei a formação aonde me interessava.

LP: Que é uma forma também muito boa.

AST: E sobre a dança brasileira contemporânea o que nos podes dizer?

KK: Bom. O Brasil é muito grande realmente...

(risos)

KK: Tem muitas e muitas cenas de dança nos diferentes estados e por questões financeiras, infelizmente, não há muito intercâmbio entre as várias companhias. Mas as companhias mais estabelecidas são as companhias que têm um trabalho baseado em técnica clássica. Não estou a dizer que sejam companhias clássicas mas os bailarinos são treinados em técnicas clássicas porque não existe uma escola de dança contemporânea no país. Eu sou de São Paulo, por exemplo, e os bailarinos das duas companhias que lá existem são treinados em técnica clássica. Eles têm trabalhos interessantes, de coreógrafos convidados, muito interessantes. Também tem o Grupo Corpo que é em Belo Horizonte, uma companhia já conhecida internacionalmente do coreógrafo Rodrigo Pedreneiras que... Bem, ele sempre coreografa. Então chega uma hora que fica um pouco cansativo. Mas é um trabalho que vale a pena conhecer. Os bailarinos têm uma grande qualidade técnica.

AST: E de Portugal o que é que se conhece? Na Holanda, na Polónia, no Brasil...

(risos)

KK: Em Portugal... É a minha segunda visita a Portugal. Eu estive aqui há quatro anos atrás no centro coreográfico do Rui Horta, em Montemor-o-Novo, fazendo um workshop. Foi uma experiência... interessante. Enfim, foram duas semanas e lá tive contacto com muitos jovens bailarinos que estavam estudando na escola superior de dança e impressionou-me muito o trabalho deles em composição e improvisação. Achei que eram muito criativos e também gostei muito de trabalhar com ele. Também há algumas pessoas que conheci que estavam trabalhando com o Paulo Ribeiro. Gostei muito porque fiquei com a impressão que cada vez que começam a trabalhar alguma coisa eles querem fazer algo que nunca fizeram antes e não seguindo sempre fórmulas que já funcionaram.

AST: Há alguma companhia portuguesa que seja conhecida lá fora? Nos sítios por onde passaste?

KK: Sim. Infelizmente o falecido Gulbenkian.

AST: Era a única conhecida lá fora?

KK: Também no Brasil é conhecida a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo do Vasco Wellemkamp porque o Vasco Wellemkamp coreografou para várias companhias no Brasil. Desde pequenininha que ouço falar dele.

AST: Quando acabaram com o Ballet Gulbenkian isso teve impacto internacional? O Ballet Gulbenkian era muito conhecido lá fora?

KK: Era sim.

AST: Qual é a leitura que fazes disso?

KK: Bem, eu estava na Holanda e na verdade lá não teve muita repercussão. Mas quando eu fui ao Brasil, nossa, foi super-lamentável. O Paulo Ribeiro estava na direcção não era? E... eu tinha ficado muito curiosa porque conhecia alguns bailarinos que trabalhavam com o Paulo Ribeiro e conhecia o trabalho da Gulbenkian e achei interessante. Gostaria de ter visto a companhia depois nas mãos do Paulo Ribeiro para ver se ia mudar de estilo, o que ia acontecer. E acabei não vendo e fiquei sabendo... Realmente uma pena... As pessoas que tinham criado o ballet faleceram, como é que foi?

AST: Não. Calouste Gulbenkian que foi quem esteve na origem de tudo o que há na Fundação Gulbenkian, que deixou dinheiro e petróleo para a cultura em Portugal, esse já faleceu há muito tempo. Mas a decisão de acabar com o Ballet Gulbenkian foi recente...

KK: Mas... e porquê?

AST: Não sei. Não me disseram nada. A mim suspenderam-me os convites para os concertos...

KK:?!

AST:É. Alguns serviços da Fundação Gulbenkian parecem estar tomados pelo Portugal mesquinho e vingativo... Só te estava a perguntar no sentido de percebermos qual o real impacto internacional do fim do Ballet Gulbenkian.

KK: Era uma companhia importante. Era uma companhia que representava Portugal internacionalmente.

AST: Talvez a única conhecida...

KK: Sim. Acho que sim. Eu conhecia outras porque sou brasileira, então há outra relação. Mas eu acho que foi realmente uma perda muito grande. Eu... agora não sei mas imagino que esses bailarinos que estavam no Ballet Gulbenkian devem ter sido absorvidos pelo mercado internacional, concerteza. Não devem ter ficado aqui. Todo o mundo se deve ter ido embora de Portugal. O que é uma pena.

AST: Olha.... Foi um prazer conversarmos contigo...

(risos)

AST: e... muito obrigado!

(risos)

2005/11/11

QUINZENA DE DANÇA DE ALMADA


Mutability

Marie-Gabrielle Rotie (UK)

Lentamente moviendo cada miembro de su cuerpo, emitiendo sonidos con su voz, esta mujer logra reflejar la metamorfosis por la que pasamos todos los seres vivos. Apoyandose en la técnica Butho ella logra trascender en el espacio donde conjunta una serie de movimientos que hacen pensar en cambios drasticos, en cosas que nos hieren pero que nos hacen mas fuertes. Las luces del escenario fueron tambien interesantes ya que estaban perfectamente sincronizadas con los movimientos que ella realizaba al desplasarse por el escenario, dando origen a un trabajo muy bien logrado.






Breakthrouh

Liou Shaw-Lu

Taipei Dance Circle

Cuerpos deslizandose, movimientos acuáticos y un olor a aceite de bebé, dieron un toque especial a este trabajo; resulta interesante a la vista ver los cuerpos cubiertos de aceite deslizandose por el piso y teniendo la sensacion de que en cualquier momento pueden caer. Apoyandose claramente en la gestualidad que brindaba un ambiente gracioso pero que a la vez de competencia y lucha por obtener algo. Sin duda una buena y original propuesta donde hasta el sentido del olfato es usado. Fabiola Montiel







Idioms

Compagnie Taffanel (France)

Foi concerteza um dos bons momentos desta mostra. Com coreografia de Jackie Teffanel dois corpos movem-se nos intertícios dos equívocos linguísticos. Uma coreografia desdramatizada onde o drama, que se re-actualiza pelo equívoco da língua, é libertado de peso, tornando-se suportavelmente interessante.






Compasion

Isabel Croxatto (Chile)

Técnicamente irrepreensível o bailarino manuseia, em longos gestos de um neo-clacissismo conseguido, o corpo inerte da amante. "É também a história de um desencontro (Romeu e Julieta) ou ainda o homem que dança com a morte", lê-se no texto do programa.
Seguramente. O desencontro da vida/morte que vertiginosamente e sem que nada o imponha conduz à morte de ambos por uma troca de papéis. Uma coreografia densa, com poesia e grande estilo.






Using the Eye in the Moddle of the Forehead

Efva Lilja (Suécia)

Que procuramos na dança?
A beleza?
Dos corpos?
Do gesto?
E se o gesto é lento e minimal e se os corpos são velhos e deformados?
Tornar-se-á menos belo? Ou mais incómodo já que nos mostra a inevitabilidade da degradação do corpo belo ou do belo corpo?
Degradação à qual corresponde uma emergência, sub-reptícia, da(s) memória(s) daqueles corpos que já foram belos...
Um momento marcante desta mostra que globalmente ultrapassou a ausência de densidade (de técnica, de criatividade composicional...) de muitos trabalhos que por lá passaram. De outros, provavelmente interessantes, não escrevemos porque não os vimos.
Desta "Quinzena de Almada" esperamos uma continuidade dentro do registo da diversidade que em poucos dias nos permite ver um pouco do que se faz pelo mundo. Mas esperamos também um grau de exigência que eleve a qualidade das criações portuguesas. AST














Bal Modern no Centro Olga Cadaval em Sintra

Un espectaculo fuera de lo normal. El escenario era nuestro. Un cierto numero de personas nos dimos cita para formar parte del espectaculo de la compania de las Rosas. La primera parte consistió en hacer un montaje de una pieza de Tango. Paso a paso fuimos aprendiendo la secuencia; una vez terminado el montaje el objetivo de hacer bailar a toda la gente, tuviera o no estudios en danza, fue alcanzado. En esta dinámica aprendimos una pieza de rock and roll al ritmo de Elvis Presley, y una titulada Bal Moderno, combinación de ritmo de vals y pasos de reverencia con moderno. El ambiente fue sencillo y amigable entre todos, olvidandonos del formalismo que normalmente vivimos en los espectaculos. Karina Mota














Pequim, 16 de Novembro (Lusa)

"É muito, muito provavel que se trate do primeiro caso de contágio humano de gripe das aves na China", declarou hoje o porta voz da Organização Mundial de Saúde (OMS) Roy Wadia, referindo-se a um rapaz de 11 anos da província de Hunan...















STOCK HOUSE

Era numa casa-stock, género armazém luxuoso para ex-criadores que foram ultrapassados pela história, onde Karlheinz se deveria encontrar. Não num qualquer lar para idosos pois quem um dia disse que era "deus" não pode ir para um vulgar asilo.

Mas Karlheinz, desde que proferiu umas bombásticas declarações que levaram à anulação de um concerto, conheceu um renascimento relativo. Declarações estratégicas numa época em que nem sequer se sabia se ainda "bulia". Na realidade, excluindo aquelas obras que entraram na história da música do século vinte pela suposta inovação de que se revestiram à época em que foram produzidas, a produção de Karlheinz Stockausen deixou de ter qualquer interesse seja ele histórico, composicional ou mesmo sociológico.

Há cerca de 13 anos, a instituição que recentemente deixou cair o único corpo de dança português com projecção no mundo, gastou muitos milhares (de contos) a trazer o Karlheinz e companhia a Lisboa para produzir um conjunto de esquizofrenias de uma megalomania patológica a que ele chamou "obras de Teatro Musical"* e onde se misturavam a "Light" com "Lucifer" e a "Eve" com "Michael". Misticismo a condizer com quem um dia se intitulou "o criador"... Quanto à música foi uma treta. Treta na plena acepção de treta/bluf-total.

Depois ficou esquecido. Em banho-maria até ao dia em que com umas declarações chocantes mostrou ao mundo que ainda mexia.

De novo a dita instituição convida o dito KarlHeinz, desta vez em "versão solo", ou seja com uma mesa de mistura à frente. Carrega no "play", os sons invadem a sala, num Hymnen que parece não ter fim. De quando em vez KarlHeinz desloca uns poucos milimetros os reóstatos da mesa de mistura. E é tudo. Como em Portugal uns poucos acreditam estar face a um grande génio da história da música, ouviram-se uns poucos bravos. Mas o grosso da sala percebeu que aquele Hymnen, mesmo que fosse, à época, inovador, mesmo que outros não tivessem usado aqueles processos de tratamento sonoro antes de Karlheinz, aquele Hymnen não é de todo uma grande obra de arte.

O mais irónico é que enquanto a história da música avança dia após dia e alguns compositores desde há treze anos a esta parte se tornaram clássicos em todo o mundo, a mesma instituição que novamente deve ter largado uns bons milhares (desta vez de euros) a trazer o Karl Stock (ausen) à capital portuguesa para accionar o "play" de um leitor de banda magnética, parece ter congelado no tempo, indiferente a toda a história que se constrói, sem e apesar Karlheinz e os "outros de sempre", habitués da dita instituição. Como autistas. Mas autistas (muito) bem instalados. AST

* A ninguém escapa a semelhança com o termo "Teatro-Dança" criado por Pina Bausch. Com um olho nesta e o outro na tetralogia "O Anel dos Nibelungos", Stockausen procura imortalizar-se procurando uma nova forma de "obra total", integrando a dança com "coreografias" de fazerem sorrir qualquer estudante dos primeiros anos do conservatório de dança; "coreografias" concebidas pelo próprio que obrigam alguns músicos ao esforço absurdo de "dançarem" e tocarem ao mesmo tempo. E tudo para a "montanha parir um rato". Este "ciclo grandioso", recheado de banalidades tanto ao nível "coreográfico" quanto musical, deixará liminarmente de ser apresentado quando Karlheinz e seus fiéis se retirarem de actividade, recolhendo-se numa Stock-Hausen...














2005/11/10

THE ART OF THE RECORDER POR PIETER-JAN BELDER

Acompanhado por Rainer Zipperling no violoncelo e na viola de gamba e por Menno van Delft ao cravo e no orgão, Pieter-Jan Belder (que também é cravista) apresenta-nos a sua Arte da Flauta (recorder) com uma judiciosa selecção de peças dos séculos XVII e XVIII.

Rápidamente percebemos que estamos perante grandes intérpretes capazes de nuancear com grande intuição e musicalidade estilos tão diferentes como o de um Jacob van Eyck (cd I, século XVII) ou de um J.S.Bach com obras do qual finalizam o segundo cd.

No entanto é no conjunto de variações La Follia de Arcanjo Corelli, para flauta (originalmente pensadas para violino mas a troca de instrumentos naquela época era uma prática regular) e baixo continuo (em que a viola de gamba desempenha virtuosísticamente em partes nas quais a flauta se limita a fazer pequenos ornamentos), que os três músicos atingem, neste conjunto de registos, o seu melhor, onde o perfeccionismo técnico aliado a uma espontaneidade genuina torna esta peça num momento "paradigmático" logo no início do segundo cd. Segue-se uma maravilhosa peça para flauta solo de Telemann, a Fantasia in B flat, em que Belder consegue literalmente deslumbrar.

Um conjunto de preciosidades, gravadas durante o Verão de 2004, que nos estão acessiveis sob a forma de um duplo cd que pode ser adquirido por cerca de sete (7) euros. Por que é uma edição da Brilliant Classics, evidentemente. AST















2005/11/08

SILESIAN DANCE THEATRE EM ALMADA - PORTUGAL

Tudo parece um sonho onde as realidades se confrontam. O mundo dos intérpretes e o mundo dos espectadores juntam-se no espaço lúdico. A realidade de cada um de eles é diferente, mas juntos num espaço de rivalidade, de amor e de odio são o mesmo: pessoas que lutam, que sentem e morrem. Embora eles sejam tão diferentes há momentos onde juntos criam um ambiente de harmonia. A coreografia parece não estar bem trabalhada... mas o processo parece ser muito interesante, e é por isso que os interpretes têm uma carga emocional muito grande.

Ao longo do espectáculo podemos ter muitas sensações diferentes. Até o cheiro da terra... é como se tentassem ligar o céu com o chão. Há momentos de ligacão com o infinito pelo canto de uma actriz que morre, tem uma saida da vida pelo som, surpreendendo-nos com um canto tradicional.

O espectáculo é muito variado, os interpretes utilizam todo o espaço e cada momento é preenchido por surpresas de diferentes modos. Na totalidade do conjunto não há uma harmonia para sair de aquele com uma sensação profunda de gosto, mas é verdade que cada um tem olhos diferentes, que cada um olha um mundo diferente. O melhor é a proposta cheia de sorpresas. Alaide Montoya Pitalúa



LOS NEOLIBERALES SUSPENDEN LAS ELECCIONES EN BOLIVIA

"No permitiremos que los partidos neoliberales corruptos, tránsfugas y vendepatrias bloqueen las elecciones generales que, en el fondo, significa bloquear la asamblea constituyente, las nacionalización de los hidrocarburos y la refundación del Estado", Evo Morales.
La Embajada de Estados Unidos y el candidato de la derecha, Quiroga: "no se puede permitir que un indio gane las elecciones generales".

Ante esta maniobra, llamamos a las organizaciones populares de Nuestra América y el mundo a manifestar su solidaridad con Evo Morales, el Movimiento al Socialismo, las fuerzas populares y el pueblo boliviano.
Envíe su mensaje a solidaridad@congresobolivariano.org

http://www.ellibertadorenlinea.com.ar/paginas_moviles/pol_internacional/606.htm



Em Agosto de 1987, com uma forte oposição dos Eua, os presidentes dos países centro-americanos tinham alcançado um acordo de paz para resolver os conflitos da zona: os acordos dos Esquípulas. Os Estados Unidos apressaram-se a sabotá-los... Conseguiram excluir o único "elemento indispensável" citado nos acordos: que cessasse o apoio norte-americano aos Contras. (Os voos de fornecimentos da Cia triplicaram e redobrou o terrorismo dos Contras). Noam Chomsky in Iraque-Assalto ao Médio Oriente, Antígona, Lisboa, pag. 14



2005/11/07

MUITAS PESSOAS PENSAM QUE MAHLER É A FONTE DE INSPIRAÇÃO MÁXIMA

No final do concerto de uma das aprsentações em Lisboa conversamos com Uri Caine resultando o que se segue.

Álvaro Teixeira: Creio que tem uma fixação por Mahler...

Uri Caine: Eu gosto de tocar a sua música. Gosto mesmo muito. Antes tocava com um grupo grande. Hoje toco a solo e é outro sentimento.

AST: No princípio do recital de hoje por duas vezes voltou a temas mahlerianos. A sua admiração por Mahler é grande?

Uri Caine: Claro. Estudei a sua música durante muito tempo. Gosto muito da música da Europa Central. Muitas pessoas consideram a música de Mahler como a base máxima de inspiração que um músico de jazz pode encontrar mas existem muitas maneiras de a interpretar. O próprio Mahler interpretou as suas obras de maneiras diferentes.

AST: Antes de tudo é um músico de jazz ou um músico de fusão?

Uri Caine: Sou um músico de jazz. Eu improviso inspirado em Mahler, no drum in bass, nas músicas populares... Em muitas coisas e em muitas maneiras de estruturar a improvisação.

AST: Enquanto improvisa tem uma preocupação estrutural?

Uri Caine: As músicas têm estruturas. Muitas músicas têm uma estrutura aberta. Os standards de jazz têm diferentes fórmulas de improvisação. Temos estruturas mas estruturas diferentes.

AST: Quando há pouco estava a improvisar sobre o tema de Diabelli introduziu repentinamente um tema da nona de Beethoven. Pareceu-me um pouco forçado...

Uri Caine: Eu fiz o arranjo das Diabelli para orquestra...

AST: Eu sei...

Uri Caine: Diabelli foi um editor italiano que desafiou alguns compositores a trabalharem sobre um tema seu. Beethoven criou algo de forma bastante sarcástrica bem patente nalgumas das variações. Tal acontece também nas minhas variações.

AST: Mas no trabalho com o Concerto Köln fez o mesmo. Creio que foi na quinta variação, já não me lembro, que introduziu o tema da quinta (sinfonia). E aí fê-lo de maneira mais conseguida e desenvolveu de forma mais interessante. Está de acordo comigo?

Uri Caine: Talvez. Não sei. Sabe que é um risco. Por vezes não corre tão bem.

AST: Que pensa da música contemporânea... "erudita"?

Uri Caine: Há muitos estilos de música contemporânea. Desde Boulez até Stockausen...

AST: Esse vem cá para a semana...

Uri Caine: Ok!
(risos)
Uri Caine: Mas também há a música electrónica. Diferentes formas de dance music. Há os desenvolvimentos de um Frank Zappa ou de um Jimmy Hendrix... De uma maneira geral interesso-me muito pela música contemporânea.

AST: Por vezes parece existir um fosso entre o público e os compositores contemporâneos... Que lhe parece?

Uri Caine: É verdade, por vezes. Mas não é um grande problema. Sempre houve uma "gaffe" entre os criadores e o público. Para mim não é um problema fazer concertos muitas vezes inteiramente dentro de uma estética contemporânea. Não é um problema ter muito ou pouco público nesses concertos. Os músicos devem poder desenvolver a sua criatividade no sentido que lhes parece correcto.

AST: Mas no seu caso existe uma excelente relação com o público...

Uri Caine: Ás vezes... Tento fazer o melhor. Mas se não funcionar... Eu penso que a melhor forma de fazer música é desejar fazer o melhor.

AST: Será que o facto de vir do jazz lhe traz um público mais alargado que o público "normal" da música contemporânea?

Uri Caine: Não estou certo disso. Há um público que só gosta de jazz e que não considera que o que eu faço seja jazz. Também se pode passar o mesmo com o público da música contemporânea...

AST: Ok. Muito obrigado.


2005/11/04

PINA BAUSCH EM VERSÃO PORTUGUESA

Música "nostálgica" com simetrias repetitivas. Diz-lhe algo?
Rapariga que se escapa da cena pela plateia. Também?
Homem vestido a rigor que abre garrafa de champagne enquanto bailarinos/actores correm de um lado para o outro numa atecipação de um final em grande e patética alegria (à qual se poderia juntar uma foto de família feliz...)?
Pina Baush? Evidentemente. Mas em Portugal foi Olga Roriz na sua coreografia "O AMOR AO CANTO DO BAR VESTIDO DE NEGRO".
Não falaremos de plágio, evidentemente. Falaremos talvez de falta de singularização na produção dentro de um estilo que é claramente o estilo de outra criadora. É isso que torna desinteressante este trabalho de Olga Roriz. O odor a Pina é tão intenso que anula momentos belos que não foram suficientemente desenvolvidos, como o início da segunda parte ao som do adágio da quinta de Malher, para nós o melhor momento desta coreografia. Ao nível das simetrias (que não se devem confundir com movimentos em espelho como o fez a crítica do "jornal mais poderoso" de Portugal...) há que dizer que o trabalho de Olga está longe de conseguir a potência dramática e irónica que Pina conseguia há vinte anos atrás. Mas isso foi há vinte anos... Em Cravos, por exemplo. Hoje o ideal de simetria - ao contrário do que escreveu a crítica do poderoso jornal - não determina nem o pensamento coreográfico, nem qualquer concepção "forte" da produção artística contemporânea (e muita atenção porque na Pina de Cravos as sequências de simetria eram utilizadas não como ideal mas dentro de um registo de ostentação da tragédia da repetição que é transversal à existência humana, para de seguida serem absoluta e radicalmente desconstruídas partindo dos próprios movimentos que instauraram a simetria). AST









Dans une maison, dans une communauté, ceux qui sont parvenus à reconnaitre l'altérité de l'autre se trouvent en situation d'hostilité avec ceux qui ne sont pas encore sortis des relations fusionelles à deux. Marie Balmary in Le sacrifice interdit - Freud et la Bible, Le livre de Poche, Grasset, 1986, pag 115









Après quarante-huit heures de silence, l'Inde a laissé entendre, lundi 31 octobre, que les auteurs des attentats de New Delhi (62 morts, samedi 29 octobre) pourraient avoir un lien avec le Pakistan. Dans une conversation téléphonique avec le président pakistanais, Pervez Musharraf, qui l'avait appelé pour lui offrir ses condoléances, le premier ministre indien, Manmohan Singh, a affirmé : "Nous continuons à être troublés et consternés par les indices selon lesquels des groupes terroristes responsables des attaques à la bombe ont des liens avec l'extérieur. L'Inde espère que le Pakistan agira contre le terrorisme qui la vise." www.lemonde.fr (01.11.05 13h18)


URI CAINE EM DIVAGAÇÕES SONORAS

Apresentou-se, um dia na Fnac do Chiado em Lisboa, num pequeno concerto de entrada livre, no outro na Culturgest, também em Lisboa, onde apresentou as várias maneiras que pode revestir uma mesma abordagem para estilos musicais diferentes.
Uri Cane é básicamente um pianista de jazz, tal como ele o confirma na estrevista que brevemente colocaremos online. No entanto, é um pianista de jazz com horizontes alargados. Alargados tanto para o clássico, o romântico e até o barroco, como para a produção contemporânea da chamada música "erudita".

Assim, se umas vez é o típico jazzman que se escuta, onde uma forte ritmicidade coexiste com uma abordagem temática bem delineada, outras é o homem do jazz que se deixou atravessar por estéticas abstratas oriundas da designada "música erudita contemporânea", vertente esta que aliás se coaduna bem com uma certa forma de fazer jazz na actualidade. Mas o interessante é a oscilação, enquanto jazzman, entre uma postura mais clássica e outra mais "avant-garde".

Interessante, interessante é mesmo quando o pianista se imiscue na música "clássica". As "rememorações" de Mahler, que infelizmente foram pouco desenvolvidas nestes recitais, podem ser momentos mágicos sob os dedos de Uri Caine. Assim como as Variações sobre um tema de Diabelli de Beethoven que no recital da Culturgest sofreram uma "malandragem" ao ser introduzido um tema da nona sinfonia (de Beethoven) sem que daí o pianista tivesse tirado grandes consequências ao nível do desenvolvimento da sua improvisação. AST

2005/10/24

BACH E OLIVIER MESSIAEN NA SÉ DE LISBOA

O Vocalensemble Darmstadt, sob direcção de Andreas Boltz, deslocou-se a Lisboa para oferecer um concerto de entrada livre na Sé Patriarcal desta cidade, concerto esse que contou com um público entusiasta que encheu por completo a catedral.

A interpretação de Jesu meine Freud de J. S. Bach, com o qual se iniciou este concerto que não teve intervalos, foi curiosa. Boltz revelou uma visão interessante, nomeadamente ao enfatisar os stacattos nas vozes masculinas que em determinadas passagens criaram um efeito dramático-teatral. Globalmente, este grupo semi-profissional, é bastante bom e deixa a anos-luz alguns côros profissionais.* No entanto há que dizer que o naipe das sopranos nas zonas sobre-agudas tem um ataque ríspido e uma sustentação algo agreste. Sabemos bem que este é um problema que afecta solistas em carreira plena, o que não nos inabilita de o referir em relação ao naipe de um grupo coral.

O interlúdio, chamemos-lhe assim, foi feito com duas peças de L'Ascencion - quatre méditations symphoniques pour orgue, escritas em 1932 por Olivier Messiaen. Ao orgão Gregor Knop.
Alléluias sereins d'une âme qui désire le ciel é uma peça de uma tranquilidade etérea, tal como o nome indica, feita de sonoridades mágicas, que aqui teve uma registação eficaz e uma interpretação convincente. Em transports de joie d'une âme devant la gloire du Christ qui est la sienne, o organista demonstrou o seu virtuosismo inteligente enchendo a igreja com as poderosas sonoridades e agrupamentos de clusters que Messiaen trabalhou com rara intuição. Um grande momento seguido de uma incaracterística interpretação do Stabat Mater de Domenico Scarlatti. Muito mais interessante foi a pequena e extraordinária peça de Maurice Duruflé, Notre Pére, a dez vozes, que se movimenta exclusivamente nas tessituras graves das vozes criando uma ambiência sonora muito especial, que nos oferecida como encore pelo agrupamento alemão. AST


* Para sermos rigorosos só conhecemos um côro profissional que fica a "anos-luz" deste grupo coral semi-profissional: o Côro do Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa (sem prejuízo de algumas boas e bons cantores que o integram que não conseguem, óbviamente, controlar o desvario do côro que foi generalizado à própria instituição que agora mais parece o teatro de ópera de um qualquer vilório italiano pago, e bem, com o dinheiro dos contribuintes portugueses).















TREVOR PINNOCK AND FRIENDS

O celebérrimo Trevor Pinnock veio a Lisboa com um grupo de amigos para oferecerem, domingo 23 de Outobro, um repertório algo desgarrado mas que de alguma maneira "colou", dado o vínculo estilístico entre as obras.

O início foi francamente mau com os dois violinos em desafinação frequente e com uma leitura sem "arrebatos". Morna, demasiado morna.

Lucy Crowe, a soprano, denotou logo problemas na tessitura aguda, sobretudo nos saltos do registo médio para o agudo. Claro que todas as cantoras têm problemas nestas passagens. Algumas mais do que outras. Em algumas excessivamente audíveis.

Paolo Grazzi, o oboísta, revelou no Concerto para Oboé e cordas hwv 287 de Haendel uma técnica sólida mas uma interpretação plana. É sabido que no oboé não é fácil jogar com as dinâmicas. Por isso há os grandes oboístas e os oboístas bons...

Na Alleluia do motete Saeviat Tellus Inter Rigores hmv 240, que finalizou a primeira parte, Crowe esteve francamente melhor mas longe, bastante longe, de outras que não seria interessante estarmos a referir.

De um inspirado George Philipp Telemann foi-nos oferecida a Sonata em Trio para violino, oboé e baixo continuo, dos Exercizi Musici twv 42:G5 em que a violinista Beatrix Hülsemann revelou uma excelente leitura. Musical e afinada... Grazzi manteve o seu registo linear e sem rasgos. O "continuo" de Pinnock e de Jonathan Manson, que se revelou um excelente violoncelista ao longo de todo o concerto, foi muito bom.

Um momento que deve ser referido foi a interpretação da Sarabande da Suite em Si bemol maior para cravo e grupo instrumental hww 354, de Haendel. Um momento de inspiração do todo o grupo, muito particularmente de Trevor Pinnock no cravo.

Inspiração que teve o seu auge na bela e genial Chaconne em sol maior hmw 435, também de Haendel.
Pinnock começou tenso e teve de parar. Arrancou de novo com uma nota errada e um fraseado esmagado. Mas rápidamente se percebeu que estávamos frente a uma interpretação dotada de elevada musicalidade, onde o cravista conseguiu um grande balanceamento com um discurso fluído e intenso, superando com facilidade as grandes dificuldades técnicas e dando-nos uma leitura empolgante desta obra memorável. Acabou com uma traquinice prevista pelo compositor: o grupo instrumental acompanhou-o a finalizar uma peça que é para cravo solo. Foi "giro" e o público gostou.

Com a ária de Morgana, Tornami a vagheggiar, da ópera Alcina hwv 34, em que a soprano revelou alguma inspiração e mais consistência interpretativa (ainda que com dois crescendos desiquilibrados e estridentes na tessitura aguda...), onde o grupo revelou alguma espontaneidade rítmica num excerto que se presta a isso (com um dos dois violinos a revelar ainda alguma desafinação), se concluiu um programa com altos e baixos que gorou as expectativas geradas à volta dos dois solistas que acompanharam Trevor Pinnock. O violetista Christian Goosses e a contrabaixista Amanda MacNamara, para além do violoncelista e da primeiro violino já referidos anteriormente, tiveram um excelente desempenho. AST
















PAN AND SYRINX

Estreado em Londres a 14 Janeiro de 1718 Pan and Syrinx de John Ernest GALLIARD é uma "Masque en un acte". No libreto que acompanha o registo que referiremos de seguida aparece como "an opera". Trata-se portanto de uma ópera em um acto com libretto em inglês de Lewis Theobald. Galliard ao contrário do que o apelido poderá induzir é um inglês de origem alemã.

O pequeno tesouro que é Pan and Syrinx, obra contemporânea de Alceo and Galatea de Haendel, foi registado em cd por Jed Wentz que à frente de Musica ad Rhenum nos dá uma leitura excelente. Johanette Zomer, no papel de Syrinx, oferece-nos uma extraordinária interpretação que logo à entrada nos deslumbra com a belíssima ária Free from Soorrow, free from Anguish.

Uma preciosidade gravada entre 25 e 27 de Agosto de 2004 acessível ao preço Brilliant Classics: cerca de sete euros. Trata-se de facto de um duplo cd que como "bónus" nos traz no primeiro disco Dido and Aeneas de Purcell e no segundo, após Pan and Syrinx, The Masque of Cupid and Bacchus, que é uma parte de The Tragedy of Timon and Athens do mesmo Purcell. Indispensável. AST















2005/10/21

Intervenção militar na Bolivia?!


Informe de contrainteligencia: intervención militar en Bolivia

El plan de intervención militar a Bolivia con los cascos azules de las NNUU (las tropas estarían compuestas principalmente por tropas chilenas, marines norteamericanos, algunos contingentes de Brasil, Paraguay y argentina), que comenzó a planificarse desde noviembre del 2003, tal como lo transmite un "informe de inteligencia de la agencia stratf! or global", el 4/11/03, pretendiendo con ello tomar control político de una de las rebeliones mas fuertes contra el sistema, ahora tiene fechas muy cercanas para su ejecución.

Informes de inteligencia señalan que el ingreso de las tropas norteamericanas por la frontera con paraguay y las chilenas por su frontera con Bolivia, podría ejecutarse entre noviembre del 2005 y enero del 2006, dependiendo de que se logren crear las "condiciones" favorables para ello, dentro de Bolivia.

Desde noviembre del 2003 un grueso continente del ejercito de chile avanzo desde sus cuarteles, en el norte de santiago hasta la frontera que tienen con Bolivia. En principio más de 500 vehículos entre blindados, artillados y vehículos livianos de apoyo, fueron desplazados hasta el altiplano chileno, montando campamentos muy cercanos a Pisiga, todos santos, tambo quemado y Charaña.
Posteriormente, fueron reforzados con artillería pesada, tropas de élite y ampliando su área de acción hasta las fronteras con el Perú.
Hasta marzo del 2004, el ejército chileno contaba con más de 30.000 hombres en las inmediaciones de la frontera con Bolivia. Contingente que fue mantenido con alguna disminución o incremento de tropas hasta septiembre de este año, con un relevo de tropas cada dos meses.

El plan a ejecutarse debía ser muy similar al ejecutado en Haití (escenario de entrenamiento para la ejecución del plan "Bolivia"), donde primero tomaron parte tropas del ejército chileno con marines norteamericanos. Luego se sumaron, para el relevo, tropas brasileras, argentinas y paraguayas.

En el frente internacional, el operador principal de la inminente intervención militar en territorio boliviano, EEUU, propicio múltiples reuniones, acuerdos y gestiones diplomáticas y militares.
Entre las mas importantes fueron: la reunión de comandantes de Brasil, Argentina y Chile en diciembre del 2003, para! proponer la formación de una fuerza internacional combinada para ejecutar este plan con el respaldo de las NNUU. Plan que en principio fue rechazado por Argentina y Brasil.

Otra acción importante fue la reunión de Lagos y Kishner, donde se delineó un plan de acción conjunta, significando el peligro que constituía Bolivia para la paz de la región y el abastecimiento de gas para el desarrollo de ambas naciones. Corrobora un reporte de Narco News Bulletin.

También lo fue, la reunión del comandante del comando sur del ejercito norteamericano, con los comandantes de argentina, brasil y paraguay, en junio del 2005, con el aparente motivo de evaluar los avances de la intervención militar en Haití, donde lograron importantes acuerdos.

La obtención de la inmunidad para el ejército norteamericano en Paraguay, y posterior convenio para la construcción de bases militares en territorio paraguayo, que permitió la construcción de una pista de aterrizaje de 3800 mts. (Longitud necesaria para el aterrizaje de bombarderos), a tan solo 200 km. de la frontera con Bolivia, fue el logro mas importante en la ejecución del plan (se termino de construir en agosto del 2005). Actualmente cerca de 10.000 marines se encuentran en paraguay listos para entrar en acción.

Solo dos fracasos tuvieron las gestiones diplomáticas y militares de EE.UU. la primera fue la imposibilidad de lograr que Perú se sumara a esta acción, en razón de que este país considera la intervención del ejercito chileno una seria amenaza para su soberanía. y la segunda, el rechazo de la asamblea de la OEA, en mayo del 2005, al planteamiento de Bush de intervenir en los países miembros, cuando la democracia de alguno de ellos este en peligro.

Entre mayo y junio del 2005, estas fuerzas combinadas estuvieron a punto de entrar en acción. Sin embargo el revés diplomático sufrido en la OEA, y la inminente intervención armada del ejercito peruano ante el ingreso de tropas chilenas en territorio boliviano (a fines de mayo/05, mas de 200 tanques subieron desde Cuzco y Arequipa hasta el Fuerte Pomata, a 50 km. de su frontera con Bolivia), sumado al desenlace final del conflicto social de junio del 2005, que termino con la subida a la presidencia de Rodríguez Velze, frustraron la ejecución de los planes norteamericanos.

Esperaban una confrontación mayor, tanto en oriente como en occidente.
Para ello, primero armaron a los cooperativistas mineros con fusiles máuser (antiguos) y luego a la unión juvenil cruceñita (grupos paramilitares entrenados por militares chilenos de elite)con 12,000 ametralladoras pequeñas u17 (el armamento provino de chile). La confrontación entre la ujc y campesinos collas no fue una casualidad, como no lo fue el asesinato de un minero, cuando cientos de mineros eran transportados hacia Sucre, Día antes de la posesión de Eduardo Rodríguez. Fuentes de inteligencia reportaron que quien disparo contra el minero fue un marin norteamericano vestido con el uniforme boliviano.

Otra fuente señalo que en santa cruz, al interior de los regimientos, que se encontraban en estado de alerta, los primeros días de junio/05, se encontraban camuflados, es decir vestidos con uniforme militar boliviano, marines norteamericanos, quienes tenían la instrucción de realizar el "trabajo sucio", una vez que el conflicto fuera incontrolable.

Inmediatamente se diseño un plan contingente, para promover un ablandamiento dentro del territorio boliviano. La reducción de la entrega de gas natural a las termoeléctricas, por parte de las empresas productoras, primero y luego la venta de glp a chile, por el poliducto sisca sica- arica, y a paraguay en camiones cisterna,provocaría condiciones de conflicto social.

En el plano político interno de Bolivia, el tribunal constitucional se encargo de darle un duro golpe al proceso electoral que se desarrolla a partir de los acuerdos políticos de julio de este año, al decretar que se modifique la distribución de escaños en la cámara de diputados, tomando en cuenta la población según el censo del 2001.

Al mismo tiempo, y luego de la subida de Rodríguez Velze, la inteligencia norteamericana, rediseñó los planes a, b y c, para lograr la ejecución del plan principal.

Plan A

Postegacion de las elecciones, con sucesión "constitucional".
Objetivo: lograr la reaccion popular.

Plan B

Renuncia de Rodríguez Velze, y posterior cierre del parlamento, lo que provocaría un vació de poder. Tomaría el ejecutivo, un gobierno cívico militar afín a la embajada americana (se habla de posibles militares que asumirían la presidencia: el ex comandante de Roboré, cnel. Suarez y de el actual comandante del colegio militar). El
objetivo es similar.


Plan C

Desatado el conflicto social, llevarlo a nivel de caos y enfrentamiento regional, que justifique la intervención militar internacional, con cascos azules.

Los objetivos son: parar las elecciones de diciembre/05, impedir la realización de la asamblea constituyente, impedir que suba a la presidencia Evo Morales, descabezar los grupos sociales y eliminar a todos sus dirigentes, (existe una lista que hizo circular la CIA, entre sus agentes, y agentes de la policía boliviana afines, con 80 nombres, encabezados por Evo Morales, Jaime Solares, García Linera, Aaldo Albarracin, Sacha Llorenti, Roberto de la Cruz, Oscar Olivera y muchos mas), los cuales serian tomados prisioneros para luego ser eliminados, y tomar control de los hidrocarburos para su exportación a Chile.

El accionar de la prensa también fue tomado en cuenta. En los últimos dos meses, informes y opiniones introducidos a través de la prensa local en varios países latinoamericanos, y de manera persistente, están mostrando por un lado, la caótica e ingobernable situación que vive Bolivia, sumado al peligro que significa la toma
del poder, vía elecciones, por parte de un ex guerrillero y un narcotraficante, refiriéndose a Álvaro García Linera y Evo Morales. Por otro lado, acciones diplomáticas de por medio, también reportan las relaciones amigables de dos naciones hermanas: Bolivia y Chile, pretendiendo mostrar que ya no existen razones para temer una invasión chilena a territorio boliviano. Con todo esto, lograr una opinión favorable de la prensa internacional, el momento de la intervención militar combinada.

30/09/05

Nota: por la gravedad de la situación, recomendamos que este informe sea transmitido, vía Internet, por todas las cadenas de comunicación a las que se tenga acceso.


Nota do editor : e-mail recebido de fonte identificada que manteremos anónima por motivos óbvios.









El jefe militar formuló el pedido de apoyo a la población en el acto de celebración del 32 aniversario de creación de la Escuela Naval Militar (ENM) realizado en La Paz, al que asistió el presidente Eduardo Rodríguez.
El llamado coincidió con el ambiente de incertidumbre que vive el país por la falta de definiciones en la redistribución de escaños parlamentarios, aspecto que puso en duda la realización de las elecciones nacionales previstas inicialmente para el próximo 4 de diciembre.
Ante este panorama, el Comandante de la FNB, alertó que en el país se enfrentan “los bolivianos contra los antibolivianos”. A su juicio, los primeros están empeñados en construir una patria para todos, los últimos en destruirla para alcanzar sus objetivos particulares sin tener en cuenta la responsabilidad histórica y el perjuicio para los que vendrán después.
Entre tanto, el comandante del Ejército, general Marcelo Antezana, prefirió guardar silencio sobre la amenaza a la integridad nacional, de grupos irregulares extranjeros. www.la-razon.com (Sabado, Octubre 22 de 2005)








Los tres partidos también ven la exportación de gas como un eje central de la política energética. Las diferencias surgen a la hora de escoger mercados. Podemos aún piensa en exportar gas a México y EEUU, porque está seguro de que los beneficios se maximizan. El MAS, en cambio, cree que las exportaciones de gas como materia prima deben ir disminuyendo. Por este motivo, plantea la industrialización del energético. UN cree que Bolivia debe convertirse en el eje energético de América Latina. www.la-razon.com (Lunes, Octubre 24 de 2005)








La crisis política en Bolivia parecía haber llegado este miércoles a su pico más alto en las últimas semanas al decidir Santa Cruz, el departamento más rico del país, retirarse de una votación parlamentaria para definir una nueva distribución de escaños y radicalizar el cisma entre esa región y el resto del país.
Los parlamentarios cruceños, que obedecen instrucciones de una poderosa organización cívica política dominada por élites y empresarios, se encontraban replegados en su distrito, donde coordinan acciones para presionar para que el Congreso apruebe el incremento de cuatro nuevos diputados a su departamento. http://bolivia.com (26 de octubre, 2005)


El repliegue de la bancada cruceña fue imitado por la de Cochabamba. Es posible que las de occidente terminen haciendo lo mismo. Cada región pretende demostrar su fuerza y el tema de los escaños pone el país al filo. idem (27 de octubre, 2005)
















2005/10/20

ANTHONY ZIMMER

É um dos filmes que foi apresentado em ante-estreia portuguesa na festa do cinema francês. Estará nos cinemas portugueses esta semana.
Não falamos dele na devida altura porque não entra dentro das nossas preferências. No entanto, deve ser dito aos que consideram as produções europeias carentes de "acção" ser este um bom filme de suspense e acção. Acção inteligentemente trabalhada. O que nem sempre é evidente nas produções norte-americanas... Este trabalho, dentro do género, é de primeira qualidade. Trata-se de uma obra técnicamente irrepreensível, onde o "timing" é escorrido de forma súbtil e onde a câmara trabalha eficazmente tanto o suspense da trama como o suspense psicológico. Sophie Marceau é divina. Para além da "técnica eficaz" dotada de distânciamento e frieza, mostra-nos que possui o outro lado, a vertente "humana", que afinal também habita numa especialista da luta arriscada e sem tréguas contra as redes internacionais de lavagem de dinheiro. Esta estreia em Portugal vem a calhar... Há mesmo coincidências! Jerôme de Salle, o realizador, bem pode festejar. Dentro do estilo é claramente um vencedor. AST










Não era suposto que o BES soubesse na segunda-feira que outras três entidades bancárias estavam sob investigação, muito menos a identidade das mesmas, tanto mais que estavam agendadas buscas para os dias seguintes BCP, na quarta-feira, BPN, na quinta-feira e, ontem, o Finibanco. Era grande o prejuízo que isso acarretaria para as investigações. Ao que o DN apurou, logo a informação correu pelas várias instituições bancárias, fazendo desaparecer o efeito surpresa próprio das buscas. "Naturalmente - segundo fontes judiciárias contactadas pelo DN - os titulares de contas sujeitas ao levantamento do sigilo bancário terão tido também conhecimento."
...
Na segunda-feira, os investigadores deslocaram-se ao BES para proceder a buscas, o que implicava também o levantamento do sigilo bancário de vários titulares de contas. Porém, não terão levado o despacho do juiz que deferia esta última diligência. Um responsável daquele banco exigiu o comprovativo assinado pelo magistrado judicial. Desde o DCIAP enviaram então, via fax, uma cópia.
Acontece que aquela diligência tinha sido autorizada para o conjunto dos quatro bancos. Imediatamente o BES ficou a saber que o BCP, o BPN e o Finibanco estavam igualmente na lista das instituições financeiras suspeitas de cometerem vários crimes económico-financeiros. http://dn.sapo.pt/2005/10/22/tema















2005/10/17

ORQUESTRA SINFÓNICA NHK DE TÓQUIO INTERPRETA DEBUSSY E RAVEL

Sob direcção de Vladimir Ashkenazi a conhecida orquestra nipónica (que já tinha actuado na capital portuguesa em 1994) apresentou, na segunda parte do concerto realizado a 16 de Outobro em Lisboa, duas obras que têm tudo em comum: foram encomendas de Serge Diaghilev (para serem coreografadas, portanto), fazem parte da escola "impressionista" (a compositora e professora Constança Capedeville preferia o termo "simbolista") e são de compositores contemporâneos um do outro. São ambas geniais, deve-se acrescentar.

Se Jeux de Claude Debussy nos são dados tal como foram escritos inicialmente, já Daphnis et Chloé de Maurice Ravel nos aparece em arranjo só para orquestra, neste caso a segunda suite das duas que Ravel concebeu, extraído da peça mais vasta com o mesmo nome que foi escrita para côro e orquestra.

A leitura de Ashkenazi foi fabulosa conseguindo, evidentemente graças à grande qualidade da orquestra, restituir-nos o ambiente luxuriante e maravilhoso que Ravel criou, nomeadamente no "Lever du Soleil" com que se inicia esta segunda suite extraída da referida obra. A orquestração de Ravel é, como todos sabemos, "paradigmática", o que aumenta a magia inerente à sua música.

Também em Jeux nos foi oferecida uma leitura inteligente e musical o que demonstraria, se fosse necessário, que Ashkenazi não só foi um grande pianista como é um grande chefe de orquestra.

A primeira parte foi preenchida com A Flock Descends into the Pentagonal Gardens de Toru Takemitsu, obra "contemporânea" interessante e bem escrita, onde é patente a influência da música de Debussy.

Para finalizar a primeira parte do concerto foram interpretados, com voz da soprano finlandesa Soile Isokosi, os Vier Letzdte Lieder de Richard Strauss.

Como bónus Ashkenazi e a NHK ofereceram-nos Pavane de Gabriel Fauré.

Um grande concerto totalmente preenchido com obras do século vinte. AST

















Portugal é o país da União Europeia onde há mais desigualdade entre ricos e pobres, uma situação que é característica dos paises em vias de desenvolvimento... e 20 por cento dos mais ricos controlam 45,9 por cento do rendimento nacional. Diário de Notícias, 17 de Outobro, pag. 25



Corrupção causa pobreza
"Esta é a maior causa da pobreza, assim como uma barreira para a ultrapassar", disse o presidente da organização, Peter Eigen. Metro, 19 de Outobro, pag. 03



Investigação a bancos envolve mais de dois mil milhões de euros, Público, 20 de Outobro, primeira página

As suspeitas, neste caso, centram-se nos milhões de euros que um grupo alargado de empresas, sobretudo do sector têxtil, contabilizou a título de pagamento de comissões sobre encomendas, sempre com intermediários resgistados em território inglês.
...
As autoridades inglesas alertaram, no entanto, para a aparente falsidade de tais movimentos financeiros uma vez que a quase totalidade das comissões (mais de 95 por cento) era imediatamente remetida para contas em off-shores, a título de subcontratação de serviços - ou seja, o agente registado em Inglaterra servia apenas para evitar a retenção na fonte por parte da empresa portuguesa - cobrando uma percentagem mínima - destinando-se o grosso do pagamento a ser depositado num off-shore, em contas que as autoridades suspeitam pertencer aos próprios empresários portugueses. Além da fuga ao fisco, o esquema tem também o efeito de inflacionar os custos da empresa e, ao mesmo tempo, descapitalizá-la através da correspondente diminuição da receita. idem, pag. 33









Portugueses...
*Casais jovens preferem ler sobre saúde e beleza
*O desporto é o tema preferido de 28 por cento dos jovens
*A internet é o meio que os jovens menos utilizam para se manterem informados
Metro, 18 de Outobro, pag. 04



...não valorizam tanto a educação e a formação como outros povos.
"Todos os portugueses devem ser persuadidos de que é do seu interesse instruirem-se e reforçarem as suas competências, sejam eles operários ou patrões: cabe ao governo persuadi-los" (Andrea Canino, presidente Conselho de Cooperação Económica in Público, 4/10/2005, pág. 37)










Justiça espanhola ordena captura de militares americanos que mataram Couso
...morto no Iraque a 8 de Abril de 2003.
"Esta é a única medida efectiva para assegurar a presença dos imputados no processo e a sua colocação à disposição da autoridade judicial espanhola, tendo em consideração a nula cooperação prestada pelas autoridades norte-americanas", escreve o juiz Santiago Pedraz, da Audiência Nacional de Madrid.
"...como os Estados Unidos não extraditam os seus nacionais, a única forma de os deter é quando viajarem para o estrangeiro como particulares", considerou Pilar Hermoso, advogada da família do jornalista espanhol. Público, 20 de Outobro, pag. 17















2005/10/15

LE PROMENEUR DU CHAMPS DE MARS

Um filme sobre uma morte. Singular como todas as mortes. Um filme sobre um homem face à sua morte. Sobre o olhar dos outros face a uma morte que antecipada implica, neste caso, um ajuste. Que de alguma maneira ele tenta iludir...
Um filme que também é um documentário. Onde a ficção se fixa num dos personagens porque a outra é pública. Demasiado pública.
Uma meditação, tranquila, sobre o homem quando se plasma na história.
Sobre a morte de um que não é um qualquer. Tal como ele o disse.
Um dos momentos interessantes da Festa do Cinema Francês. Realização de Robert Guédiguian com argumento baseado no romance Le dernier Mitterand de Georges-Marc Benamou. AST















JOYEUX NOEL

Um trabalho sem pretensões, em formato clássico, melodramático, que não inova nem pretende inovar, que não é genial nem o pretende ser. Assim o cremos.

É um filme que nos fala da absurdidade da guerra e do íntimo crápula, que extravasa demasiado, dos seus decisores. É uma obra que confronta a realidade de quem combate com o discurso esquizofrénico de quem decide. Trata-se de um filme baseiado em factos reais que aconteceram na noite de natal de 1914. Factos que foram escondidos porque os "decisores" os consideraram "alta traição". Alta traição é, por exemplo, festejar a noite natalícia com o "inimigo". Inimigo que o discurso oficial, o discurso da igreja "de cima", apresenta como herege. Uma espécie de não-gente que é necessário eliminar. Matar sem refletir investidos de um espírito de cruzada onde "nós" somos o bem e o "inimigo" o mal.

Um filme despretencioso que faz pensar, onde a música une os "inimigos" e onde a bela voz de Natalie Dessay, "à capella", os deslumbra. Aos "inimigos". E a nós também. Um filme de Christian Carion com argumento do próprio, com Diane Krueger e Guillaume Canet. Entre outros. AST















GABRIELLE DE CHÉREAU

Patrice Chéreau ficou verdadeiramente famoso depois de encenar o Anel dos Nibelungos no Festival de Beireuth sob direcção de Pierre Boulez. Tratou-se de uma ruptura histórica com as velhas encenações wagnerianas. As ninfas do Reno, na encenação de Chéreau, eram prostitutas. Finalmente punha-se uma pedra num romantismo imbecil que entrou século XX adentro. Aconteceu no coração da decadência: Beireuth. Talvez por isso fosse tão histórico.

Na semana que passou França assistiu à estreia mundial de Gabrielle e a Festa do Cinema Francês trouxe-o a Portugal na semana que agora acaba. Mais uma ante-estreia, entre muitas. Que poderia (e mereceria) passar despercebida se não tivesse colado o nome de Chéreau.

De que se trata afinal em Gabrielle? Que pretende Chéreau transmitir-nos? Será que pretende de facto transmitir qualquer coisa ou trata-se simplesmente de um exercício de estetização visual "à la Oliveira? Que, claro, quer sempre transmitir algo por mais banal que seja. "Interessantes" as legendas, em grande plano, que antecipam algumas frases. Oliveira repete textualmente as sequências em alguns filmes. Para o ouvinte-espectador as fixar bem...
É interessante o 380º a partir do piano, com as personagens imóveis. Nada que ver com Oliveira...
É curioso o branco/preto exterior, que coincide com a voz interior do protagonista que rememora o passado-presente e no final a fuga/morte em contraste com as cores do interior que coincide com o presente/acção. A câmara, bem mais nervosa que a placidez-contemplativa (...) da câmara de Oliveira, marca alguma diferenciação em relação ao trabalho do português.

Mas o nome Chéreau não salva Gabrielle, que não mais não é que um filme teatralizado sobre os bons e civilizados costumes da burguesia parisiense do final do século XIX; sobre o casamento que não foi de conveniência mas passou a sê-lo; sobre a monotonia da ausência de paixão e sobre a tranquilidade que o lar rico e burguês oferece, que tantas mulheres e homens escolhem e outras(os) procuram porque é cómodo. Um filme vulgar onde nada de novo se aprende, nada de novo se mostra, onde tudo é morno, de um morno que nem a vertigem da câmara ao som de um qualquer pós-serialismo consegue quebrar. Soa a artifício. Talvez o facto do burguês-homem, ao contrário daquilo que ele próprio imaginava, não dispensar o amor... Está claro que nem isto é novo. Chéreau deveria voltar-se de novo para a ópera. AST















2005/10/13

KILOMÈTRE ZÉRO

É neste caso irrelevante que hajam algumas falhas de montagem. Não podemos é deixar passar despercebido este filme de Hiner Saleem que a Festa do Cinema Francês trouxe a Portugal.
Trata-se de um belíssimo filme onde de alguma forma podemos conhecer o Iraque "profundo". Na verdade o Curdistão... As suas paisagens incríveis e alguns dos seus habitantes.
É um trabalho que nos coloca face à "questão curda" à qual a "Europa" fechou sucessivamente os olhos (e os ouvidos). E assim parece que irá continuar a ser, uma vez que já iniciou as negociações de adesão com um país que dizimou dezenas de milhares de curdos e que os continua a discriminar e a martirizar (a partir de agora têm de se usar aspas cada vez que se fale em "comunidade europeia" pois "ce" e "ue" podem vir a significar europa e parte do médio oriente...).
É "pedagógico" escutarem-se, no filme, as rádios curdas que apelam, em desespero de causa, para que a tal europa dos direitos e das liberdades intervenha militarmente para pôr fim à mortandade. Sem resultado. A chacina conduzida por Sadam e pelo "químico" aproximava-se do número redondo 200.000
Actualmente é fácil e é moda ser-se anti-americano e dizer-se que a intervenção norte-americana no Iraque se deveu exclusivamente ao petróleo. Sem dúvida. Sabe-se agora que também devido ás vozes que o presidente Bush ouviu... Vozes que lhe diziam ter uma missão...
Mas a outra grande verdade que a história não apagará é que a "Europa" e os seus "militantes", que andam sempre em confrontos seja porque causas sejam, ignorou e contribuiu para o silênciamento do genocídio curdo conduzido em nome da "grande e eterna nação árabe". Que o regime de Sadam garantia a "estabilidade" necessária à Elf francesa para a exploração das enormes concessões petrolíferas que possuia naquele tempo. Que afinal de contas o regime de Sadam era protector-protegido da França. Tal como acontecia com os Eua e a Grã-Bretanha. AST


É verdade que Saddam levou a cabo todas essas atrocidades, desenvolvendo armas de destruição maciça... mas com o nosso apoio. Noam Chomsky in Iraque-Assalto ao Médio Oriente, Antigona, Lisboa, pag. 107










La junte militaire règne sur la Birmanie depuis 1962...
Incultes, obscurantistes, corrompus, ivrognes, les généraux sont dirigés par le plus puissant d'entre eux, le général Thawn She.
... vive dans une paranoïa total, entouré d'astrologues et de geomaciens. Si rustre qu'il se refuse catégoriquement à s'exprimer en public, sauf pour lire des discours écrits préalablement... Charlie Hebdo, 10 août 2005, páginas centrais


Total en Birmanie: la France met du gaz dans son vin
Travail forcé, déplacement de populations, exactions de l'armée dans la région karen: la construction du gazoduc dans le sud du pays a mis Total dans l'embarras, pas suffisamment pour renoncer à cette affaire juteuse... idem











Harold Pinter o Nobel

Born 10 October 1930 in East London, playwright, director, actor, poet and political activist.
Pinter has written twenty-nine plays including The Birthday Party, The Caretaker, The Homecoming, and Betrayal, twenty-one screenplays including The Servant, The Go-Between and The French Lieutenant's Woman, and directed twenty-seven theatre productions, including James Joyce's Exiles, David Mamet's Oleanna, seven plays by Simon Gray and many of his own plays including his latest, Celebration, paired with his first, The Room at The Almeida Theatre, London in the spring of 2000. in www.haroldpinter.org
He has been awarded the Shakespeare Prize (Hamburg), the European Prize for Literature (Vienna), the Pirandello Prize (Palermo), the David Cohen British Literature Prize, the Laurence Olivier Award and the Moliere D'Honneur for lifetime achievement. In 1999 he was made a Companion of Literature by the Royal Society of Literature. He has received honorary degrees from fourteen universities.
Pinter's interest in politics is a very public one. Over the years he has spoken out forcefully about the abuse of state power around the world, including, recently, NATO's bombing of Serbia. His most recent speech was given on the anniversary of NATO'S bombing of Serbia at the Committee for Peace in the Balkans Conference, at The Conway Hall June 10th 2000. in www.haroldpinter.org















2005/10/12

MÉLODIES DE OLIVIER MESSIAEN

Ingrid Kappelle não é seguramente a nossa "cantora-paradigma" para Messiaen mas nesta gravação, editada pela Brilliant Classics com as obras completas para canto e piano do compositor francês, não podemos dizer que esteve mal. O seu desempenho é variável: se algumas vezes deixa muito a desejar, sobretudo nas tessituras agudas, outras, consegue uma interpretação arrebatada e envolvente. Nos registos médios o timbre da cantora é de um aveludado dramático. Quem captou a "essência" das obras de Messiaen foi Hakon Austbo. O pianista norueguês oferece-nos belíssimas leituras, demonstrando uma inteligente compreensão tanto do Messiaen "pós-debussista" (Vocalise Étude e Trois Mélodies) como do "Messiaen-Messiaen" dos impressionantes Chants d'Amour et de Morte.

Este registo (efectuado entre 10 e 12 de maio de 2004) é ainda mais atractivo se tivermos em conta o papel charneira desempenhado por Olivier Messiaen entre uma estética "debussista" (na qual teremos de integrar Maurice Ravel, sem prejuízo da originalidade deste último) e a escola serialista e pós-serialista, cujos principais protagonistas foram alunos directos ou indirectos de Messiaen. O percurso estético-estilístico deste último é bem patente nesta integral que se constitui num momento relevante das edições discográficas disponibilizadas ao público no presente ano. Por cerca de sete euros... AST















2005/10/10

ENTRE SES MAINS

Anne Fontaine, neste trabalho, surpreendeu-nos. Não estamos a falar de aspectos técnicos pois os seus grandes planos são impactantes, as suas sequências, nomeadamente a sequência final, impressionantemente poéticas (ainda que a realizadora se situe numa "linhagem" hiper-realista) e as suas cenas são dotadas de uma força fora do comum, graças também ao compositor Pascal Dusapin que aceitou encarregar-se da "banda sonora". Não terá sido por acaso...
A gestão do tempo e a forma como trabalha o "desvelar da verdade" revela uma inteligência rara, deixando-nos desorientados pelo menos duas vezes: a forma como constatamos quem é o assassino depois da criação de um contexto que tornara praticamente inverosímel essa possibilidade (*) e o grande plano da protagonista e do amante, antes da sequência final, que nos lança numa incrível dúvida resolvida no plano seguinte que confirma o suicídio do "serial-killer", sem o qual estariamos na insuportável trivialidade do lugar-comum e na infindável lista de filmes com killer's que acabam por perecer ás mãos da justiça que encarna "o bem".

Se referimos o aspecto "fora-de-série" deste trabalho, estamos a pensar, seguramente, na "composição", no "conceito" que garante não só consistência da obra enquanto obra de arte mas lhe atribui uma "grandeza" que a coloca degraus acima do trabalho do realizador talentoso e dotado de "boa escola" que já de si está acima da "média". E essa "capacitação" que transcende a "grande técnica" e a "leitura inteligente", tem a ver com o íntimo da criadora, com a sua "personagem própria" e com a sua sensibilidade sob efeito da qual traduz o mundo.

Não pretendemos divagar aqui por entre os aspectos - afinal todo o filme - passíveis de uma abordagem psicanalítica com complexidade garantida.

Desejamos simplesmente alertar para o facto de que este filme de Anne Fontaine, tendo como protagonista central uma transcendente Isabelle Carré, filme apresentado em ante-estreia portuguesa na Festa do Cinema Francês, deve ser colocado, sem hesitações, entre as grandes obras cinematográficas do século XXI. Pelo menos. AST



(*) Esta é uma matéria interessante... Inverosímel porquê? Não nos tinha sido mostrada "a verdade" quando os protagonistas se cruzaram com a mãe do "psicópata"? Uma mãe de voz monocórdica, indiferente, "neutra"... Porquê então a surpresa? Projectamo-nos tanto na protagonista que recusámos aceitar que ela amasse um assassino? Ou tivémos mêdo que não fosse capaz de transcender a vulgaridade destruindo-se assim, cruel e friamente, a imagem que dela construímos?










As(os) premiadas(os) do World Press Photo (www.worldpressphoto.nl) mostram-nos o mundo como ele é. A ver. Na verdade indispensável.









O relatório (do Conselho de Cooperação Económica) refere em concreto o TGV e a OTA. No primeiro caso, avançando com a execução "sem demoras"... Já a construção do novo aeroporto é descartada... sugerindo-se a expansão da Portela e a aposta em aerogares alternativas, designadamente para as low cost. Público, 4 Outobro de 2005, pag. 37
















2005/10/08

6ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS

Com a presença do realizador Costa Gavras e do actor José Garcia, esta 6ª edição inaugurou com a ante-estreia portuguesa do filme LE COUPERET.

Uma prespectivação sintomática sobre os tempos que correm. Entre ficção e realidade o limite é tão tangencial que frequentemente a primeira ultrapassa, em absurdo e atrocidade, a segunda. Face ao trabalho de Gavras questionamo-nos se aquilo poderia, poderá, acontecer: um técnico especializado, vítima da "deslocalização", elimina, um após outro, os colegas da sua área profissional, definindo-os como "pior que inimigos".

O alvo não são os decisores que o colocaram no desemprego mas os "seus iguais" que se tornaram "pior que inimigos". São concorrentes aos escassos cargos (afinal só deseja um: "la créme-de-la créme" das empresas daquele sector) a que ele postula. Mata-os para se salvar da própria aniquilação pois sem trabalho, trabalho na sua especialidade, no "top" da sua especialidade, será simplesmente o "nada"...

E consegue. Com persistência e lavor... Uma patética persistência, pateticamente êxitosa.

O seu antecessor, pouco antes de uma morte inglória, disse algo do género: eles não percebem nada. Arruinam os compradores, deixando-os no desemprego. Depois a quem vão vender o que produzem? Aos checos, aos polacos?
Para onde deslocarizaram e aos quais pagam ninharias...
Sintomático. Será que "eles" não pensaram nisto? Esqueceram um tão simples exercício de reflexão lógico-não-filosófica?

Mas para Bruno, o protagonista, já nada interessava para além de aniquilar o concorrente. O seu "comprimento de onda" era o mesmo do "deles". Reflexões à parte interessava era eliminar o "pior-que-inimigo". Esqueceu-se, aparentemente, que poderia não ser o único...

Uma interessante trágico-comédia que estimula o pensamento. AST















2005/10/06

TEN CHI

Mais de vinte anos após a estreia de Nelken apresentado em Portugal na passada semana, Pina Baush traz-nos um trabalho de 2004, sempre com cenografia de Peter Pabst. É importante realçar esta parceria, longa, quase eterna parceria entre a coreógrafa e o cenarista, porque no curto espaço de uma semana o público português pôde conhecer dois Pabst e duas Pina.

A conexão entre os dois espectáculos existe certamente e até de forma evidente. Mas a ruptura do "modo-de-fazer", da composição, supera, em meu entender, as continuidades estético-conceptuais.

Não estranhamente, onde Pina esteve melhor foi exatamente nessas continuidades. A cena dos homens de fato que corriam desnorteados com gravatas na mão e outros que transportavam no ar mulheres que gritavam - sequência que poderia ter finalizado um espectáculo que Pina preferiu arrastar mais meia hora ao som de ritmos brasileiros que parecem constituir uma obcessão para a coreógrafa - foi uma cena forte, com rasgos do génio "piniano". Já a opção do apêndice, em forma de côda, com que o espectáculo terminou, parece remeter-nos para uma leitura fácil e vendável: a "terra", simbolizada pelos seus ritmos, impõe-se ao drama das relações sociais. Estranho, vindo da criadora de Nelken. De resto sabemos que infelizmente não acontece assim.

Não esqueçamos a primeira parte que poderá servir de manual negativo ás (aos) coreógrafas (os): alguém sentiu a necessidade que impulsiona o emergir de uma cena, de uma sequência, a partir da que a precede? Não ficou um estranha sensação de colagem, por vezes forçada? Qual a pertinência dos "gags" que faziam rir o público? Em Nelken faziam parte da moldura que toldava de ridículo, ou de dramático, ou de patético, ou tudo isso junto, isto ou aquilo. E aqui? Aqui onde a terra e os seus ritmos vencem o drama das mulheres e dos homens que a destroem? Aqui onde o céu - só presente pela neve que cai que pode revestir-se, ainda que a coreógrafa não tivesse pensado nisso, como metáfora de uma "caída inaugural" que marca uma condição - nos aparece retratado em longas músicas "secantes" com movimentos que se aproximam de um idílico piroso, para já não falar dos figurinos?

Decididamente há duas Pinas. E dois Pabsts, ainda que este seja um complemento, indispensável. E certamente insubstituível. Esta Pina, apesar das continuidades e da repetição que caracteriza todo o grande criador, já não é a Pina dos Cravos. Tirando isto, que é em meu entender o fundamental que deve ser escrito, tenho de dizer que a segunda parte tem momentos em que o trabalho em profundidade adquire uma potenciação impressionante acentuada pela caída da neve. Por exemplo, a sequência em que a rapariga se afasta da boca da cena e o bailarino faz aproximações, em que ela se continua a assustar (e não me parece que haja relação profunda com a sequência das quedas de auto-mutilação em Nelken), é fabulosa. A já referida sequência que em meu entender deveria ter finalizado esta criação (antes do "apêndice final"), situa-se no melhor estilo e espiritualidade "pinianas". A sequência em que o jovem retira ao ancião as vestes tradicionais, substituindo-as por indumentária ocidental é simbólica e tem impacto. A sequência seguinte, a do solo do ancião já vestido à ocidental, foi interessante. O transporte do ancião pela jovem e depois o inverso: seguramente Pina terá tido conhecimento da tradição ancestral do transporte dos anciãos, pelos filhos varões, para morrerem na montanha, aqui duplamente invertida. Tratada num lapso, pois tratou-se de uma curtíssima cena entre outros acontecimentos. As sequências "terra" da primeira parte, ritmadas e com um trabalho interessantíssimo de chão, opostas e na continuidade das "cenas idílicas" (céu...) com "música seca". A própria cenografia, que no início "soava" a kitsch (uma barbatana de baleia...), funcionou: no princípio era barbatana, depois poderia ser árvore ou qualquer coisa.
Enfim, um espectáculo com momentos (muito) belos mas do qual me escapou o "conceito". Obrigado à Pina Baush por nos ter oferecido duas ante-estreias. Parabéns ao Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, por esta inicitiva e por outras que se avizinham, das quais trataremos em devido tempo. AST















2005/10/03

BEN ALLISON QUARTET ENCERRA JAZZ-OEIRAS

O conhecido contrabaixista nova-yorquino, compareceu, acompanhado de Ron Horton no trompete, Steve Cardenas na guitarra e Michael Sarin na bateria, dia 1 de Outobro no Auditório Eunice Muñoz.

Foi um concerto de música inteligente aquele que nos foi oferecido por este grupo de intérpretes-improvisadores. Partindo de temas populares ou "outros", o agrupamento desenvolveu-os sempre de forma interessante, criando surpresas ao nível do discurso, trabalhando com subtilidade os contrastes, mantendo uma elegância "paradigmática" na secção rítmica e apresentado solos onde o fogo de artifício esteve ausente, sempre em favor de uma música bem pensada e bem executada.

Outro concerto de nível máximo para encerrar um festival que, esperamos, irá saber manter esta grande qualidade nas suas próximas edições. E já agora, realizar os eventos numa sala maior uma vez que ficaram pessoas à porta. Neste concerto, nomeadamente. AST












PARIS (AP) - Le député UMP des Hauts-de-Seine Patrick Devedjian a assuré mardi que le processus d'adhésion de la Turquie à l'Union européenne était "réversible", jugeant que ce pays "n'est pas un Etat démocratique".
"Je (le) crois et je l'espère parce qu'il y a 35 chapitres qui doivent être analysés par l'Union européenne et auxquels la Turquie doit satisfaire", a-t-il expliqué sur France-Info. Et "il faut que les 25 pays de l'UE statuent à l'unanimité pour dire qu'il y a satisfaction."
Le conseiller politique du président de l'UMP considère que la Turquie est "très loin du compte: ce n'est pas un Etat démocratique, c'est encore un pays qui pratique la torture aujourd'hui, qui refuse la liberté d'expression".
Dans un entretien au "Figaro", l'ex-ministre "ne voit pas pourquoi la Turquie d'Erdogan serait exemptée de ce que nous avons exigé pour le Portugal de Salazar, l'Espagne de Franco, la Grèce des colonels, et, tout récemment pour la Croatie". De plus, "l'île de Chypre fait désormais partie du territoire européen, et l'armée turque occupe une partie de ce territoire. Pour la première fois de son histoire, l'Union européenne négocie avec une armée d'occupation!"
Quant à l'argument du club "chrétien", Patrick Devedjian rétorque que l'Union est d'abord "un club de démocrates". "M. Erdogan est le plus mal placé pour nous reprocher, à nous Européens, de former un club confessionnel. Il faut rappeler qu'il dirige un pays qui a chassé pratiquement tous les chrétiens et les juifs."
"Je crois que je suis dans le sens de l'histoire parce que l'histoire de la Turquie, je la connais très bien par une histoire familiale douloureuse", a encore souligné M. Devedjian, qui est d'origine arménienne. http://fr.news.yahoo.com (mardi 4 octobre 2005, 12h33)







PARIS (AFP) - L'ancien président de la République Valéry Giscard d'Estaing a exprimé mardi "regret" et "tristesse" de voir s'éloigner "le grand projet français d'une union politique de l'Europe", au profit d'une "grande zone de libre-échange".
Au lendemain de l'ouverture des négociations d'adhésion de la Turquie à l'Union européenne, Valéry Giscard d'Estaing, qui y est opposé, a souligné sur RTL que "la France avait un grand projet: l'union politique de l'Europe", mais n'aura désormais "plus de message à porter".
"On s'aperçoit qu'on a refusé de donner des institutions à l'Europe et qu'on a laissé faire deux élargissements supplémentaires qui vont manifestement transformer l'Europe en zone de libre échange. Voilà mon regret", a-t-il expliqué, critiquant en creux, et sans jamais le citer, le président Jacques Chirac.
Il a souligné que dans la même année, "on aura rejeté la réforme des institutions et on aura accepté sans avoir de Constitution, sans avoir de budget, l'entrée du plus grand pays et du plus pauvre, situé hors du continent européen". http://fr.news.yahoo.com (mardi 4 octobre 2005, 10h26)