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2018/04/08

How a secret Russian airlift helps Syria's Assad

Private Russian military contractors are being sent on clandestine flights to Syria, plane-tracking data shows. And a trail of documents reveals how aircraft from the West end up in the hands of those on U.S. blacklists.

Russian authorities have angrily denied that “Novichok,” a substance blamed by the British authorities for poisoning a former Russian military intelligence officer in the United Kingdom, has ever existed. But new evidence unearthed in Russia shows not only that an entire group of substances called Novichok did indeed exist, but that some was obtained by criminals after being produced in a government lab as late as 1994 — and has since killed at least two people.

2009/07/16

Activista russa assassinada no Cáucaso *

Uma importante activista russa foi hoje encontrada morta com dois tiros na cabeça. Natalia Estemirova tinha sido raptada quando saía da sua casa na Tchetchénia na quarta-feira de manhã, o seu corpo foi encontrado nove horas depois na Ingushétia.

Natalia Estemirova era uma colaboradora próxima da jornalista Anna Politkovskaia, assassinada em 2006, e recebeu o primeiro prémio com o nome da jornalista no ano seguinte (assim como distinções do Parlamento Europeu e do Parlamento sueco).

A organização Memorial, uma das mais conhecidas organizações de defesa de direitos russos e para quem trabalhava Estemirova, apontou o dedo a “serviços de segurança do Governo de algum tipo”. A activista estava a investigar centenas de casos de alegados raptos, tortura e assassínios extra-judiciais por tropas russas ou forças para-militares na Tchetchénia. O correspondente da BBC diz que seriam as milícias apoiadas pelo Governo de Moscovo que mais teriam a temer pelo trabalho de Estemirova. Ela já tinha sido avisada várias vezes do desagrado das autoridades da Tchetchénia pela sua actividade. 15.07.2009 - 19h26 PÚBLICO

* mais uma...


Boicote à Nokia

A Nokia está a ser alvo de um boicote aos seus telemóveis no Irão, onde muitos habitantes do país acusam a fabricante finlandesa de colaboracionismo com o regime.

O caso remonta ao período pós-eleitoral quando as manifestações contra os resultados do escrutínio levaram milhares de pessoas para as ruas.

Na altura a Internet e os telemóveis tornaram-se uma arma dos manifestantes, que utilizaram as novas tecnologias para mostrar ao mundo o que se passava no país.

Para combater esta prática, o regime de Teerão utilizou um sistema de monitorização e vigilância de telecomunicações desenvolvido pela Nokia Siemens Networks, o que levou a população a acusar a empresa de colaboracionismo.

Como resposta os iranianos lançaram um boicote aos telemóveis da Nokia, que segundo avança o El Mundo, viram cair a procura para metade desde o início dos protestos.

Citado pelo diário espanhol um vendedor de telemóveis de Teerão explicou que «a primeira opção para os iranianos eram os telemóveis Nokia, porque são os que têm uma maior cobertura no país».

Além do boicote por parte dos consumidores, também muitas lojas deixaram de colocar os aparelhos da fabricante nas suas montras.

De acordo com a Nokia a tecnologia disponibilizada ao Governo iraniano também foi vendida a outros países, algo que é refutado pelos críticos do regime, que dizem que as funções de monitorização apenas foram introduzidas no sistema do Irão. in sol.pt, 15 Julho


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2009/05/20

Exemplo que vem de cima

Enquanto nos países do costume certos governantes e figuras de Estado continuam embrulhados em escândalos e alguns são suspeitos de terem praticado crimes graves, na Lituânia, a nova presidente, Dalia Grybauskaite, decidiu reduzir a metade os honorários anuais do Presidente da República, ou seja dela própria. Os governantes corruptos dos países do costume podem chamar a isto populismo. Eu prefiro chamar-lhe um bom exemplo. Devo acrescentar que Dalia Grybauskaite ganhou com 70 por cento dos votos expressos, depois de tremendas batalhas de rua terem obrigado o anterior presidente - acusado de ser incompetente para lidar com a actual crise financeira - a largar o poder.


Rica família

O Estado português comprou dois terrenos à família de José Sócrates por valores muito superiores àqueles que utilizou na expropriação de terrenos vizinhos, segundo apurou a TVI

Foi no final da década de 90, no âmbito do plano integrado de Setúbal, que pretendia dinamizar o mercado de habitação na cidade sadina. Uma das parcelas de terreno, um armazém ao pé do porto de Setúbal, levou a uma indemnização de mais de 78 mil contos, por 600 metros quadrados de terreno, à módica quantia de 130 contos o metro quadrado, na moeda antiga. No entanto, o armazém imediatamente ao lado só rendeu 54 contos o metro quadrado. Tudo em parceria com a câmara municipal de Setúbal, onde Júlio Monteiro, tio de José Sócrates e um dos proprietários dos terrenos, era à época deputado na assembleia municipal.

A TVI apurou ainda que as dezenas de expropriações feitas durante mais de 3 décadas acabaram por cair em saco furado porque o plano integrado de Setúbal nunca chegou a ser ratificado em Conselho de Ministros. in diario.iol.pt, 22-05-2009 - 21:00h


TV russa mostra menina a levar palmadas da mãe

A NTV exibiu imagens da criança russa que foi retirada à família Pinheiro a ser esbofeteada pela mãe biológica que acusou o casal português de querer vender Alexandra para "retirar órgãos".

"Sabe-se lá o que eles poderiam fazer com ela? Vendê-la para retirar órgãos ou até mandá-la para uma casa de prostituição", acrescentou Natália Zarubina, a mãe biológica, ao falar da família afectiva portuguesa.

Durante a reportagem gravada na casa da família russa, numa aldeia de Iaroslavl, e transmitida pelo programa "Herói Principal", da estação de televisão NTV de Moscovo, Natália Zarubina dá várias bofetadas à filha mais nova por ela querer ir ter com a irmã mais velha, Valéria, sublinhando que o comportamento de Alexandra se deve ao facto de a família adoptiva portuguesa "a ter deixado fazer tudo". 26.05.2009 - 07h31 Lusa

Nota: seguramente que a educação na Rússia é melhor que em Portugal. O que se passa é que a educação em Portugal é uma "intrujice", como muito bem diz Medina Carreira, e o resultado ver-se-á no longo prazo. Mas não creio que tivesse sido este o cerne da questão na decisão do tribunal, que me parece absolutamente inaceitável.


Consequências

Correio da Manhã – Que consequências pode ter para a menina esta ruptura afectiva?

José Carlos Garrucho, psicólogo – As consequências são imprevisíveis, mas não tenho dúvidas de que, para esta criança, o corte tão brusco dos laços afectivos vai ser muito problemático.

– Em que medida?

– Esta separação brusca da família que, para ela era a sua, vai provocar-lhe traumas graves. A menina vai ficar com feridas profundas, sem dúvida.

– As consequências vão sentir-se a curto prazo?

– A curto, a médio e a longo prazos. Isto vai reflectir-se em toda a vida.

– Seria aconselhável um acompanhamento próximo?

– Não sei que tipo de recepção vai ter, como é a família que a vai receber, qual o contexto social em que se vai integrar. Esses aspectos são muito importantes. Caso não tenha qualquer acompanhamento e se houver dificuldades de integração pode ser até muito perigoso.

– Como assim?

– Esta ruptura pode desenvolver patologias várias com inevitáveis reflexos ao nível do comportamento.

– Perante todos esses perigos, não seria de evitar decisões judiciais deste tipo?

– Penso que sim. O que se verifica é que ainda há divórcio entre a Psicologia e a Sociologia e as leis. O Direito não tem acompanhado tão depressa como o desejado avanço da Ciência.

– Mas isso devia mudar...

– E já tem mudado alguma coisa, só que lentamente. Para a Justiça o que conta mais ainda é o laço biológico.


CÔNSUL 'EXIGIU' REPATRIAMENTO

“A menina é russa e deve ir para a Rússia”, disse o Cônsul da Rússia no Porto, no depoimento que prestou ao Tribunal de Barcelos. Esse dado, para além do laço biológico, terá sido levado em conta pelos juízes da Relação de Guimarães, já que a sua decisão contrariou totalmente a de primeira instância. De resto, a Relação não considerou os vários pereceres técnicos, de psicólogos e pedopsiquiatras, que apontavam como correcta uma aproximação “lenta e gradual” da menina à mãe. idem, 19 Maio 2009 - 00h30

Nota: a mentalidade do tribunal que decidiu privar esta menina de uma família e de um ambiente seguro que ela gostava, e gosta, corresponde ao registo medieval de que os filhos são propriedade dos pais. Todos sabemos que muitos pais são as pessoas menos seguras para cuidarem dos seus filhos. Duplamente horripilante porque, neste caso, implica mudar de família e de país simultaneamente. Igualmente todos sabemos que só quem não pode, e os priviligiados do sistema, não fogem da Russia. E mesmo estes... basta ver a quantidade de russos ricos que abandonaram o país de origem para viverem noutros lugares. Nos vários Mapas da Felicidade concretizados a Russia aparece, consistente e permanentemente, ao lado de países africanos onde a guerra e a fome são estruturais, e os russos que habitam na Russia auto definem-se como sendo profundamente infelizes. Moscovo tem sido sucessivamente considerada a cidade mais cara do mundo, mas todos temos a impressão subjectiva que a maioria dos seus habitantes vive sob condições degradantes. A credibilidade da Russia como Estado é tão grande ou tão pequena que recentemente o grande pianista russo Grigory Sokolov viu ser-lhe negado um visto para ir tocar no Royal Festival Hall, em Londres, tendo o recital sido cancelado definitivamente. Finalmente, parece que todos se esqueceram que ainda resta o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, onde Portugal costuma perder todos os processos que lá chegam.


Casa Pia

A ex-provedora da Casa Pia, Catalina Pestana relembrou, no seu depoimento, que mais dois rapazes lhe tinham referido o nome de Jaime Gama, como estando ligado a abusos sexuais de menores. As duas testemunhas foram ouvidas pela judiciária, mas além de não querem apresentar queixa, os alegados crimes já estavam prescritos.

Também Dias André, um dos inspectores responsáveis pela investigação do processo da Casa Pia, confirmou em tribunal ter ouvido o nome de Jaime Gama referido por outras pessoas, além do jovem arguido no processo. A coordenadora da investigação criminal, Rosa Mota, ouvida em sessão anterior, já tinha afirmado o mesmo.

O ex-casapiano Pedro Namora relatou, igualmente, algumas conversas onde o nome o presidente da Assembleia da República lhe foi mencionado, acontecendo o mesmo com a jornalista Felícia Cabrita.


Morreu João Bénard da Costa

João Bénard da Costa morreu hoje, aos 74 anos. Divulgador de cinema, director da Cinemateca Portuguesa desde 1980, Bénard da Costa nasceu a 7 de Fevereiro de 1935.
...
João Pedro Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista "O Tempo e o Modo", dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidia à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal.

João Bénard da Costa dedicou-se ainda à crítica e ao ensaio, tendo participado como actor em vários filmes, grande parte dos quais de Manoel de Oliveira. in publico.pt, 21.05.2009 - 09h35


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2006/11/24

RESSURREIÇÃO

Novamente a genial segunda sinfonia do grande Gustav Mahler, composta entre 1888 e 1894, revista em 1903 (em 1910 Mahler fez algumas alterações manuscritas na partitura), conduzida por Kazushi Ono* - utilizando a revisão de 1903 - à cabeça dos côros e da Orchestre Symphonique de la Monnaie (Bélgica), sendo solistas nas vozes a soprano Susan Chilcott e a contralto Violeta Urmana. Um "live" de 2002, colocado nas lojas pela etiqueta "apex" da WarnerClassics por pouco mais de cinco euros.

É verdade que as cordas deste agrupamento não são as da Berliner ou da Wiener Philharmoniker, mas a força que Ono consegue extrair da orquestra, fundada na superior qualidade e inspiração dos metais, na eficácia das madeiras, na potência e precisão das percussões e, evidentemente, nas cordas que sustentam consistentemente a excelência dos outros naipes, faz deste registo mais um exemplo de uma interpretação com o(s) sentido(s) dirigido(s) para e pelo sublime, que é a essência desta música.

No texto que acompanha os dois cd's vem um excerto de uma carta de Mahler ao crítico Marschalk na qual o compositor faz um curto esboço da estrutura da obra mas o texto já tinha explicado que foi no funeral do pianista e conductor Hans von Bülow, amigo do compositor, que a ideia de criar uma sinfonia com côro adquire consistência. A entrada do côro, na quarta parte** do quinto movimento, é um dos momentos mais sublimes da história da música. Já ouvi melhor, mas os côros de La Monnaie conseguem garantir o "coeficiente" indispensável para manter a interpretação dentro de um registo determinado pelo belo que transcende absolutamente o lugar da "normalidade". Na parte final do quinto movimento, Violeta Urmana dá continuidade ao impulso temático apresentado pelo corne inglês com a flauta na primeira parte, mais adiante apresentado pelo trombone e aqui retomado pela voz com o corne inglês***, que conduz ao remate final - fundado sobre o tema que simboliza a "ressurreição", que nos é re-exposto pelas vozes masculinas e já tinha sido anunciado pelo coral de metais (a sua primeira enunciação aconteceu pouco depois da abertura, quadro sonoro que foi re-pescado do 3º movimento, enunciação feita pela trompa havendo depois desenvolvimentos com base neste enunciado ao longo de todo o movimento), re-aparecendo com a sua máxima elevação espiritual na primeira apresentação do côro - remate este que é uma das conclusões mais grandiosas e inspiradas de toda a criação artística. AST

* o que tem esta interpretação de genial? 1)o conceito global de tempo e os tempos adoptados 2)a luminosa transparência com que nos são oferecidos os vários quadros sonoros 3)o trabalho temático que é suportado por um conceito global da obra cujo fundamento está em um e que condiciona dois.

** as "partes" a que me refiro são as faixas em que neste cd o movimento é dividido. Noutros registos o movimento aparece numa só faixa e noutros, muito poucos, num maior número de divisões. Estas divisões normalmente correspondem à mudança de "quadro sonoro".

*** não é do meu interesse fazer uma análise deste movimento que para mim é o apogeu da criação orquestral. Este tema, genialmente simples, pode ser analisado como um retardo repetido de meio tom sobre a dominante (a frase descendente que surge como "necessidade" deste retardo resolve na tónica da tonalidade onde nos encontramos que de seguida é submetida a uma modulação ascendente que aumenta a tensão dramática). Tão simples e com um efeito tão grande que só encontro paralelo na simplicidade das quatro notas, três repetidas, sobre as quais Beethoven construiu toda uma sinfonia. Neste caso o tema tem uma função dramática, não geminal, ao contrário do que se passa com as quatro notas de Beethoven. É preciso entender-se que a grande genialidade necessita de pouca racionalização, apesar de ser quem determina as grandes estruturas da racionalidade.






Convém que seja noite porque ele ri
e o seu riso é uma coisa insuportável,
uma feérica praia muito limpa
coberta de pancada e água escura.


Mário Cesariny de Vasconcelos
in Os Bantus e as Aves
citado em A Noite e o Riso
de Nuno Bragança


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
nasceu no dia 9 de Agosto de 1923, em Lisboa,
onde morreu no dia 26 de Novembro de 2006





Litvinenko morto pelos serviços secretos

Ex-expião russo do FSB. Em 2001 obteve asilo político no Reino Unido... in Metro-Portugal, 29 de Novembro de 2006, pag's 1, 8 e 9