2007/05/19


Fabuloso Amadigi por Hogwood

A Academy of Ancient Music, conduzida pelo seu fundador, ofereceu-nos uma brilhante leitura, não encenada, de "Amadigi di Gaula", de Handel, em Londres. Christopher Hogwood, um grande e experiente artista, conseguiu extrair da orquestra "timings" contrastantes e sonoridades sugestivas, ao mesmo tempo que os cantores demonstravam a sua grande categoria, como seria de esperar, nomeadamente, de um Lawrence Zazzo, que representou "Amadigi". A contralto Patricia Bardon foi um alucinante "Dardano", as sopranos Simone Kermes uma contundente "Melissa" e Klara Ek uma apaixonada "Oriana", todas elas com excelentes performances. No final do segundo acto, e no terceiro, o trompete teve um desempenho no limiar do perfeito, o que muito raramente acontece quando se utiliza um instrumento "natural", como foi o caso, recebendo o instrumentista a mesma carga de aplausos que o e as solistas. Particularmente as cordas da orquestra estiveram sublimes. As madeiras "antigas" nem sempre oferecem a mais bela sonoridade, mas estiveram tecnicamente bem. O "continuum" esteve muito bem. Resultado: uma grande noite para o Barbican e para todos os presentes, que quase encheram a sala principal. Livios Pereyra







As "raízes" e a "real" democracia

"O lamentável nas discussões sobre a Europa foi acreditar que as raízes democráticas eram romanas, cristãs, quando as autênticas, as reais, eram gregas"
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Lane Fox assegura que se os gregos antigos vissem a democracia das sociedades contemporâneas diriam que "não é real".
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Lane Fox explica como foi inventada na Grécia a democracia, que era odiada por nobres e ricos e mais ainda pelos romanos, e como o cristianismo cresceu nas cidades.

in http://noticias.sapo.pt (29 de Maio, 23:17)


Sobre a "real" democracia, deve ser dito que a da Grécia antiga foi uma "democracia" de homens que andavam com rapazinhos imberbes, "democracia" na qual as mulheres não entravam, "democracia" cujo sustentáculo produtivo era a escravatura.
Parece portanto faltar algo fundamental na teoria de Fox sobre as "raízes democráticas"... O cristianismo ao atribuir um papel central à figura feminina criou a base das sociedades modernas. Basta comparar com o islamismo, onde o papel da mulher se resume a procriar e tratar do bem estar dos homens. Como na antiga Grécia, onde seguramente encontra as "raizes". Neste aspecto o cristianismo teve um papel diferenciador que não deve ser omitido. De resto, para muitos estudiosos, Maria Madaglena foi "o discípulo" (o termo era sempre empregue no masculino) "que Jesus amava", e que se encontrava "ao lado da mãe", junto à cruz.








With Biblical barbarity, a beautiful teenage girl is battered to death by a baying mob of men. Her crime? Daring to fall in love with an Iraqi boy from the "wrong" religion...

in Dailly Mail, May 17, 2007, pags 42 & 47


Quem foi o idiota, espanhol, ex-governante, que disse estarem o mundo, e o Iraque, melhores depois da queda de Sadam?








Good men...

Blair: "I have admired him as President, and I regard him as a friend"

Bush: "My relationship with this good man (Mr Blair) is where I' ve been focused"

in The Times, May 18, 2007, pag 9















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