2007/03/08

NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Gostaria de lembrar que as sociedades socialmente mais desenvolvidas do mundo são as escandinavas, onde a mulher possui, em todas as realidades, um estatuto de efectiva paridade. Pela terceira vez consecutiva a Noruega, que muito justamente prefere manter-se afastada da UE (onde o machismo continua a existir, frequentemente muito bem dissimulado. Os proxenetas também dizem existir para proteger as mulheres que exploram...), foi considerada o país socialmente mais desenvolvido do mundo. Na Suécia são os (ou as) clientes das prostitutas, se os/as houver, que vão para a prisão: utilizar os serviços de uma prostituta, ou prostituto, é uma forma de perpetuar uma situação de escravidão humana.* Malinowsky, o "pai da antropologia", no início do século vinte, comparando, na mesma área geográfica, sociedades de linhagem matrilinear com outras de linhagem patrilinear, rapidamente concluiu que nestas últimas, mais fechadas e repressivas, se verificava um elevado número de "neuroses" e "psicoses", ao contrário daquelas onde ele se estabeleceu durante três anos, e que estudou profundamente, realizando aí os primeiros grandes "trabalhos de campo".

Não necessitamos de ir muito longe para constatar que as sociedades onde o poder masculino é predominante são sociedades arcaicas, atrasadas e corruptas, condenadas, boa parte delas, ao desaparecimento ou à auto-aniquilação, devido à rigidez das "crenças" e "tradições" que as atravessam. À "Europa" resta fazer uma escolha muito clara. Se a não fizer, ela mesma não passará, talvez até no curto prazo, de uma ficção interessante que ao longo do tempo se encarregou de demonstrar a sua total inviabilidade. A escolha mais não é que optar entre a civilização e a barbárie... AST

* claro que aos suecos basta-lhes, com os bolsos recheados de dinheiro, como geralmente têm, ir ali ao lado... À Alemanha, por exemplo. Para não falarmos em lugares mais ao sul... A questão liminar reside sempre na forte punição dos proxenetas que, esses sim, são parasitas que praticam e perpetuam a escravidão humana. Os estados, se se dizem democráticos, não podem ser suaves, nem minimamente complacentes, com esse genéro de escroques que abrigam sob si todo o género de actividades parasitárias e escuras. Quanto aos clientes, se forem obrigados, por lei, a respeitarem as normas sanitárias, se as prostitutas forem legalizadas, pagarem impostos e forem eficazmente protegidas pelas forças policiais, não serão seguramente, os clientes, os responsáveis por qualquer tipo de escravitude. Os responsáveis pela perpetuação da escravidão humana são os estados que responsabilizam criminalmente as mulheres que exercem a prostituição, ou os que, hipocritamente, mantêm um vazio legal, abrindo espaço para o sub-mundo da ilegalidade e do proxenetismo.














Estimado amigo,
Estimada amiga,

Después de casi un año desde que enviáramos a Irán más de 200.000 firmas para salvar al joven Nemat de la horca, hemos podido saber que sigue vivo. Y eso es mucho. Pero aguarda en el corredor de la muerte junto con otros muchos jóvenes condenados a morir.

También sabemos que las 400.000 firmas que enviamos en noviembre pasado han contribuido a que dos de las siete mujeres condenas a lapidación hayan logrado que sus penas fueran conmutadas; sin embargo, otras dos personas han entrado a engrosar la lista de los condenados a morir lapidados.

Como ves, aunque hay buenas noticias y vemos cómo la presión funciona, la situación de derechos humanos en Irán sigue siendo realmente alarmante. Por eso te pedimos que, si aún no lo has hecho, firmes ahora para intentar que ninguna persona sea asesinada a pedradas o ahorcada en una grúa. Así colaboraremos también con las personas del interior del país que, valerosamente, trabajan contra la lapidación.

Y si ya has firmado, envía esta información a tus contactos. Se trata de la vida de personas, como tu y como yo, y sabemos que podemos hacer mucho por ellas. No te quedes con los brazos cruzados: actúa ahora.

Ya sabes que un clic puede salvar vidas. Haz clic aquí y ahora:
http://www.xprofiler.ch/dispatcher/service?dt=70301182641166899&l=es&o=0&a=70306114801198259 (o copia y pega esta dirección en tu navegador de internet)

Gracias por estar a nuestro lado,

Esteban Beltrán
Director - Amnistía Internacional















Jean Baudrillard

27 de Julho de 1929 - 6 de Março de 2007

Sobre si dizia que era um dissidente da verdade. Não acreditava na ideia de um discurso de verdade, de uma realidade única e inquestionável. Desenvolvia uma teoria irónica que tinha por finalidade formular hipóteses. Examinava a vida que acontece no momento, como um fotógrafo. Aliás, JB era também um fotógrafo.
...
Actualmente, cada signo tende a transformar-se num objecto em si mesmo, tendo valor de uso e de troca em simultâneo. Para ele, o relativismo dos signos resultou numa espécie de catástrofe simbólica.

E a arte. A arte integrou-se no ciclo da banalidade. Ela voltou a ser realista, a desejar a restituição da reprodução clássica. A arte quer cumplicidade do público e gozar de um status especial de culto, situação prefigurada nas sinfonias de Gustav Mahler. Claro que há excepções, mas, em geral, os artistas renderam-se à realidade tecnológica. Desde os ready-mades de Marcel Duchamp, a importância da arte diminuiu, porque a obra de arte deixou de ter um valor em si. Os signos soterraram a singularidade. Os artistas submetem-se a imperativos políticos, e já não seguem ideais estéticos. A arte já não transforma a realidade e isso é muito grave.
Foi acusado de cair no relativismo mais absoluto. Mas Baudrillard limitou-se a descodificar. Não por acaso, o Libération anuncia a sua morte com o título: Fini de décoder.

in
http://www.divasecontrabaixos.blogspot.com (8.3.07)














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