CRITICA MUSICAL / MUSICAL CRITIC

Um blog de Álvaro Sílvio Teixeira

2008/07/27

Schoenberg's Fantasia for piano & violin
Glenn Gould & Yehudi Menuhin

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Bela Bartók - Contrasts Sz 111 (Mvt 1 & 2)
Contrasts for Clarinet, Violin & Piano, Sz. 111 - Thea King (clarinet), Yehudi Menuhin (violin) and Jeremy Menuhin (piano). I - Recruiting Dance. Moderato, ben ritmato. II - Relaxation. Lento. (Filmed at the ORTF, Paris, 03/12/72 by Eric Tishkoff)

Mvt 3
III - Fast Dance. Allegro vivace. The final movement, Sebes (fast dance), is a frenzied dash, whose only detour is an off-balance, but still quick-moving section in the uncommon meter (8 + 5) / 8. The beginning of the final movement calls for the use of a violin with several of its strings tuned differently (scordatura). This yields a courser, rougher sound that suggests the playing of a folk musician. The clarinet part requires the use of both B-flat and A clarinets, which is done to more easily facilitate technical passages in different key signatures. While the first movement is scored for A clarinet, some players prefer to play it on B-flat clarinet. The transposition makes certain technical passages easier to play. However, there are several low Es in the movement, which the B-flat clarinet can't play, thus the transposition is somewhat problematic musically. Performance All three instrumental parts of Contrasts are extremely demanding from the standpoints of technique and ensemble. Compounding the unusual scales and intervals in many of the fast passages are complex rhythms within the individual parts, and almost constant rhythmic counterpoint, or cross-rhythms, between the parts. Thus, the most technically difficult passages also turn out to be the most treacherous in terms of playing together. A combination of individual preparation and rehearsal methods can be used to work out such sections. The most important method for solving or preventing ensemble issues is to know the other parts well. While most chamber music is such that the other parts can be easily learned while rehearsing, Contrasts is more problematic... in youtube.com/user/TheGreatPerformers

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2008/07/26

Arnold Schoenberg's Piano Concerto op. 42 (excerpt)
Mitsuko Uchida, piano & Rotterdams Philharmonisch Orkestra conducted by Jeffrey Tate

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Michel Beroff plays Schoenberg's 6 piano pieces Op. 19

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Arnold Schoenberg's Kammersymphonie op. 9 (excerpt)
Sinfonieorchester des Südwestfunks conducted by Erich Leinsdorf (recorded 1984)

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2008/07/21

Claude Debussy - Two Etudes - Pierre-Laurent Aimard
Pierre-Laurent Aimard plays Debussy's Etude No. 1 "pour les cinq doigts" and Etude No. 5 "pour les octaves"

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Glenn Gould - Anton Webern: Variations for Piano, op.27

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Pierre Boulez on Webern & Messiaen

2008/07/19

Olivier Messiaen - Turangalîla Symphonie - 1st Mvt
Pierre-Laurent Aimard, Cynthia Millar, Andrew Davis and the National Youth Orchestra of Great Britain, play Messiaen's Turangalîla Symphonie 1st Movt, "Introduction", at the 2001 Proms

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Aimard plays Messiaen's Regard de l'Esprit de Joie

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Olivier Messiaen - Oiseaux Exotiques - Aimard, Boulez - 1


Olivier Messiaen - Oiseaux Exotiques - Aimard, Boulez - 2

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2008/07/13

Solomon Cutner plays Beethoven Appassionata


 

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2008/07/12

Gustav Leonhardt - Dieterich Buxtehude: G minor prelude

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Martha Argerich plays Scarlatti sonata K 141


Horowitz plays Domenico Scarlatti sonata L 33


Pogorelich plays Scarlatti sonata K 159



Ivo Pogorelich plays Scarlatti sonata L 366/K 1



Michelangeli plays SCARLATTI sonata in B minor op 449

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2008/07/06

Debussy - Prelude Book 1 No.7 - Maurizio Pollini (piano)

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2008/07/05

Pollini plays Claude Debussy: Feux d'Artifices

Pollini plays Debussy's 2 preludes
Maurizio Pollini plays 2 preludes by Debussy as encores in Japan: La cathedrale engloutie & Ce qu'a vu le vent d'ouest

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Michelangeli - Debussy: La Fille aux cheveux de lin

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HOROWITZ IN VIENNA: Schubert Impromptu D 899 No.3

Horowitz plays Schubert Impromptu in B-flat Major D 935
The "Last Romantic", Vladimir Horowitz, plays Schubert's Impromptu in B-flat Major, Op.142 no. 3 (D.935), in Moscow (1986)

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Krystian Zimerman plays Schubert Impromptu Op. 90 No. 4

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Rubinstein plays Schubert Impromptu Op. 90 No. 4 (1973)

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Varèse - Ionisation - Boulez, Ensemble InterContemporain

Edgard Varèse - Offrandes - Boulez, Anna Steiger

2008/07/04

No princípio...

os rankings eram apenas macro-económicos. Era o tempo da convergência nominal, do milagre económico português, do cavaquistão. Depois, vieram os indicadores de desenvolvimento humano, da desigualdade de rendimentos, da equidade e da justiça social.

Os anos dourados da solidariedade social, as políticas sociais como prioridade, o tempo do diálogo. E pouco a pouco começaram a aparecer os indicadores internacionais sectoriais. Primeiro da saúde e da educação, depois da qualidade da governança política e mais recentemente do enquadramento jurídico e legislativo. Em todos estes rankings Portugal perdia. Primeiro, ignorava-se. O que interessava mesmo era bater a Grécia na convergência real, o resto era conversa. Dizia-se que esses rankings eram incorrectos, porque não sabiam avaliar o nosso sistema de educação e de saúde, o nosso Estado de Direito muito avançado, a nossa democracia de sucesso. E Portugal continuava a descer. Descobriu-se então que os rankings eram neoliberais, uma americanice que não podíamos aceitar. O importante mesmo era que tínhamos o euro e os gregos não. E Portugal continuava a descer, nos rankings sectoriais e na convergência real. Dos gregos deixou-se de falar. Foi então que começou a generalizar-se a depressão de quem já sabe que ano após anos Portugal só piora nos rankings.

Mas em 2005 chegou um novo governo. E fez uma importante descoberta. Mudar os indicadores de convergência real não é fácil e leva o seu tempo, conseguir que Portugal suba nos rankings sectoriais é muito mais fácil e é rápido. Basta ver como são construídos estes indicadores, legislar de forma a poder dizer que foram introduzidas as medidas que permitem satisfazer as metas impostas pelas instituições internacionais e fazer a festa sempre que Portugal sobe nos rankings.

Este tem sido o melhor governo a trabalhar os rankings. Foi na educação (o sucesso escolar é um excelente exemplo), na qualidade da governança (os múltiplos programas simplex desenhados para satisfazer o Doing Business, o programa legislar melhor para favorecer as formalidades da OCDE), no ensino superior, na justiça e, agora, até na legislação laboral (lá veremos se a OCDE nos desce uns pontinhos no indicador de rigidez do mercado de trabalho).

Infelizmente para o governo, este trabalho dos rankings ficou muito prejudicado pela realidade económica. Evidentemente que a crise internacional agora é a mãe de todas as culpas. Uma culpa injusta, sem dúvida. A crise internacional justifica o abrandamento do crescimento económico, mas, curiosamente, o que temos em Portugal não é um mero abrandamento, e sim a continuação da divergência real. Isto é, mesmo quando a economia europeia abranda, a economia portuguesa não consegue recuperar o atraso perdido nos últimos anos (dizem os entendidos que não o fará até 2014). Nem mesmo em relação à espanhola, onde impera um estado de completo desaire no novo governo Zapatero.

Acontece que trabalhar os rankings pode ser politicamente rentável, mas não é sustentável. Trata-se, no fundo, de uma mera operação de cosmética que não altera o essencial. Uma melhoria dos exteriores sem a correspondente mudança nas fundações do edifício. Pode até atrasar a sua ruína, mas não a impede.

O problema é que o trabalho dos rankings fica bem nos jornais, abre noticiários, mas não engana os investidores que interessam e não muda os fundamentais da economia portuguesa. Ainda por cima, por esse mundo fora, governos medíocres que não conseguem implementar reformas profundas dedicam-se a essa actividade mais fácil de gerir rankings, contratando consultores a peso de ouro (o nosso governo já os conhece de tanto encomendar-lhes estudos) e anunciando pacotes de medidas semelhantes ao que se fez em Portugal. Por isso mesmo, no mais recente relatório do Doing Business 2008, para grande desgosto das nossas autoridades, Portugal não subia o que se esperava. É que o governo português não foi o único que descobriu a magia de enganar os rankings. Nuno Garoupa In jornaldenegocios.pt, 03 Julho, 14:00


Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola

Hoje de manhã acordei a pensar no Ministério da Educação. Num mundo ideal, eu seria professora de Português, consistindo a minha missão em sujeitar a exame todos os membros do Gave (Gabinete de Avaliação Educacional), da DGIDC (Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular), do GEPE (Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação), da DGRHE (Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação) e da ANQ (Agência Nacional para a Qualificação) usando para o efeito uma “grelha” por mim elaborada.

Este desejo surgiu depois de ter lido os programas, os exames e os critérios de avaliação em vigor. Com filhos crescidos e netos demasiado pequenos para frequentar a escola secundária, tenho andado arredada da matéria, embora, pelo que ia ouvindo, por esquinas e ruas, suspeitasse de que a asneira tivera carta de alforria. Há três semanas, durante uma sessão de autógrafos na Feira do Livro, conversei com algumas professoras do ensino secundário. O encontro despertou o meu apetite por analisar as provas de exame de Português. Havia muito – exactamente desde 1997, quando publiquei "Os Filhos de Rousseau" – que o não fazia.

Não foi difícil obter, na Internet, o seu enunciado, ou antes, não foi difícil depois de o director deste jornal me ter enviado o devido link. Comecei pela Prova Escrita de Português do 12.º Ano de Escolaridade, a qual incluía um texto de Camões, outro de Luís Francisco Rebelo e outro de Guilherme Oliveira Martins. À cabeça, aparecia o extracto do Canto X de "Os Lusíadas", começando em “Que as Ninfas do Oceano, tão fermosas,/…” e terminando em “Que possuí-los sem os merecer”. Se a inclusão do maior poeta épico português não me admirou, o mesmo não posso dizer das perguntas sobre ele feitas.

No final da primeira parte, pedia-se ao aluno que comentasse, num texto de 80 a 120 palavras, a experiência de leitura de "Os Lusíadas". Com medo de que esta se reduzisse a nada, fornecia-se, em epígrafe, as seguintes linhas de Maria Vitalina Leal de Matos: “Mas o texto é complexo e, por vezes até, contraditório. Em certos momentos exibe uma face menos gloriosa; aquela em que emergem as críticas, as dúvidas, o sentimento de crise.” Não só o excerto era desnecessário, como podia causar perplexidade, uma vez que o esquema a preto e branco inventado pelo Gave não se coadunava com “complexidades”. Por outro lado, pareceu-me extraordinário que, a alunos de 17 e 18 anos, se tivesse de fornecer um glossário, no qual se explicava, por exemplo, o que era o Olimpo. Que andaram os meninos a aprender ao longo de dez anos de aulas de História? Maria Filomena Mónica In publico.pt, 04.07.2008, 07h00


Milagres ou facilitismo?

Uma alerta antes de começar a ler o texto: isto é um «Desce». Sim, podia ser um «Sobe», porque testes fáceis e boas notas é o que a malta quer. Pronto, também não podem ser muito boas, porque senão é só cromos, «nerds» e outras coisas um bocado foleiras. Mas sem confusões, isto é mesmo um «Desce».

Num País que quer ser competitivo, que sabe que só tem hipótese de vingar se optar pela qualidade e pela exigência, porque o barato vem de outros continentes, trocar as voltas a tudo isto e aparecer com o melhor sorriso do mundo deixa todos abismados.

Somos maus a matemática, não conseguimos ser bons sem colocar mais professores nas escolas para dar apoio e motivar para a disciplina (ou seja, sem gastar dinheiro)? E isso fica mal nas estatísticas? É feio?, piroso?, passa a ideia de que somos mesmo maus a matemática? Não pode ser! Há que baixar o nível de exigência e tornar os exames mais fáceis. Vão ver que vai ser um fartote de boas notas. E ficamos logo a saber muito de matemática. E se as perguntas forem fixes, nem precisamos de máquina de calcular, fazemos de cabeça. Ok, mas conferimos na máquina.

Acresce ainda que os conselhos executivos das escolas foram instados a ter cuidado na escolha dos professores que vão corrigir os exames: «Talvez fosse útil excluir de correctores aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média». E porquê? Ora, porque os «alunos têm direito a ter sucesso». Está tudo dito.

Mais: quando são os próprios alunos a dizer que o exame foi demasiadamente fácil e que assim não se distingue os bons alunos dos médios e dos «positiva mesmo à tangente», ficamos a perceber que os estudantes sabem que quem se esforça não pode ser igual a quem não quer saber, nem faz ideias, mas tem umas noções.

O que vos posso dizer é que teremos, no futuro, um país de sucesso!!! E todos seremos doutores com excelentes notas.

Se calhar, isto devia ser um «Sobe»... Luísa Melo In diario.iol.pt, 01-07-2008, 16:24h


Entretanto...

Só o presidente da transportadora aérea, o brasileiro Fernando Pinto, recebe actualmente, por mês, um salário que ronda os 60 mil euros, cerca de 840 mil euros ao ano, soube o SOL.

A este valor será acrescido um prémio 420 mil euros por ter atingido os objectivos de gestão definidos pelo Governo para 2007.

Assim, num ano, Fernando Pinto pode receber um total de 1,2 milhões de euros – seis vezes mais do que recebeu em 2001, quando assumiu funções de administrador-delegado da TAP.

Nessa altura, e segundo a declaração que apresentou no Tribunal Constitucional e que o SOL consultou, Fernando Pinto teve rendimentos anuais no valor de 190.893 mil euros. In sol.sapo.pt, 5 Julho


Lusitana estupidez

Estava eu a experimentar uns produtos do chamado "comércio justo" - que ocupavam um átrio inteiro da faculdade - quando uma senhora, provavelmente a professora-doutora (ora essa!) que organizou o evento, me perguntou se eu estava no colóquio. Que não, não estava. É que este coffee-break é só para os participantes do mesmo, informou a dita cuja. Eu, que até gostaria de conhecer os produtos do "comércio justo", que talvez aqui escrevesse sobre eles, e quiçá sobre o colóquio (eu, que até estudei voluntariamente antropologia, como o professor Raúl Itúrra, "pai" da antropologia em Portugal, sabe muito bem), virei-me para a senhora e disse: Não estou no colóquio e se estivesse a pensar assistir ir-me-ia imediatamente embora. Passe muito bem! E, claro, virei as costas à suposta professora-doutora, eminente exemplar da lusa-raça. E agora, claro, não posso deixar de dar a minha facadazinha e dizer, escrevendo, que é por esta e por outras professoras-doutoras pequeninas e mesquinhas que o ensino superior em Portugal está como está: mediocre. E no ensino público!


Mais lusas parvoíces

jcd Diz:
4 Julho, 2008 às 5:40 pm

Nunca vi uma notícia de uma fonte tão irrelevante (uma rádio da Suiça) espalhar-se tão rapidamente. É grande a vontade de não ver nesta operação nenhum sucesso que possa ser atribuido ao governo colombiano na luta contra os amantes de Che.

Se fosse verdade, seria ridículo para o exército colombiano. Para as FARC nada muda. Ja se sabia que são traficantes de droga e que que raptam por dinheiro.
...
Piscoiso Diz:
4 Julho, 2008 às 5:55 pm

A Radio Suisse Romande nasceu em 1922, numa altura em que a Europa não contava com mais de 3 emissores de rádio. Tem “pergaminhos”.

Alvaro Diz:
4 Julho, 2008 às 6:07 pm

Fonte tão irrelevante?!! É incrível como na tugolândia se dizem barbaridades que até podem passar por grandes verdades…

Já ouviu falar na Orquestra da Rádio da Suiça Romande? Em Armin Jordan, um muito grande chefe-de-orquestra?

Não?! A Orquestra desta Rádio vale mais e tem mais história que toda a história da cultura musical em Portugal junta (e não só)! Nos comentários do blasfemias.net, 4 Julho

Pós-comentário: se não fosse o "Piscoiso" e Eu andarmos precisamente naquele momento pelo Blasfémias, lá passava uma estúpida mentira por uma verdade cristalina e evidente. Já que alguém falou em traficantes de droga...


Touch

Capítulos musicais de radioarte, instalação sonora, arquivo histórico, improvisação, gravações de campo, inter alia. Touch Radio, acervo importante com trabalhos de artistas tão diferentes como Tom Lawrence, figura do mais recente episódio radiofónico (Touch Radio 32: Donadea Forest Recordings), Simon Fisher Turner, Enrico Coniglio, Jana Winderen, Gudni Franzson, Lasse Marhaug, Chris Watson, Steve Roden, Leif Elggren, Scott Taylor, The Skull Defekts, Daniel Menche, Fennesz, Peter Rehberg, Rafael Toral, João Paulo Feliciano, Brandon LaBelle, Stephan Mathieu, Leif Inge, Jacob Kirkegaard, Dylan Carlson, People Like Us, KK.Null, Toshiya Tsunoda, Philip Jeck, Max Nagl e Carl Michael von Hausswolff. A peça de reciclagem sonora do norueguês Lasse Marhaug, por exemplo, é absolutamente invulgar. «Into The Pandemonium is a de-composition/ celebration of 25 years of extreme metal music. Fragments of classic moments in death/thrash/black metal music have been mangled, disfigured and reworked into a festering pulp of distortion, doom and noise». Na Touch. Com um toque britânico. Posted by eduardo chagas @ 5.7.08 In jazzearredores.blogspot.com


Danças Ocultas

São o mais interessante grupo de música português. Fazem uma música forte e inspirada. Estudaram todos nos conservatórios de música que o actual desgoverno da nação de triste sina quer destruir. Como são de facto bons e criativos não têm, como seria de esperar, grande expressão em Portugal. A boa música não é apreciada por quem quer: é apreciada por quem tem capacidade para isso. Felizmente lá fora sabem-os valorizar. Bem hajam amigos! Aqui fica o link.

2008/07/03

Ingrid Betancourt

O ranço salazarista

Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.

Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma: são, também, dores físicas.

Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz – os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.

Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos, deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'

Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria. Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.

Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos.

Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência.

E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas de não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia, a ignorância, o túnel negro sem fim.

Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar. Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se, diz-se.

Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut, Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir.

O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.

A aceitação acrítica das decisões governamentais está coligada com a cumplicidade.

Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema com a distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.

Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás, penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero, posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existe nos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, com a passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta. Baptista Bastos


A portuguesa guerra

Não é só professores, médicos (hoje em primeira página do Correio da Manhã) e juízes que são agredidos. É também o morto que acontece a cada 12 horas e 28 minutos nas estradas portuguesas (Destak de hoje, pag 3). Trata-se fundamentalmente do sucesso da portuguesa educação...

Nota: ainda há pouco, na Rua de Buenos Aires, na Lapa, em Lisboa, passou um Porche a toda a velocidade. As pessoas disseram-me que acontece frequentemente. Se a Polícia Municipal, em vez de andar a rebocar os carros estacionados na Estrela, andasse a vigiar estes "campeões", a civilidade impor-se-ia naturalmente. Por coacção, evidentemente. Haverá outra forma de a alcançar (à civilidade) em Portugal, se são as supostas "elites" a terem este comportamento?!


O estado da educação...

8. Proliferam, e vão-se assumindo, os «titulares» com estatuto de novos capatazes. Falam a linguagem do Poder, desse Poder que fez de muitos deles licenciados por decreto, desse Poder que decretou que gente intelectualmente menor pode avaliar(?) gente com formação académica efectiva, com currículo profissional inquestionável. Bacharéis nas mais variadas áreas transformaram-se em licenciados (ou mesmo mestres) em Animação sociocultural(!), Artes Decorativas(!)... (na Universidade do Algarve já foi criado o Mestrado em Gestão de Campos de Golfe!). Enfim, gente que vivia em permanente conflito com a gramática e que hoje disfarça tudo com o recurso (quase exclusivo) ao texto informático. Tudo depende do corrector ortográfico...

9. Quase magnânimos, os novos "avaliadores dos desempenhos" proclamam que gostariam de dar excelente a todos os avaliados... mas não podem. Entretanto, vão alinhando as grelhas com que farão indigestos cozinhados. Alguns estiveram na manif. dos 100 mil, não fosse o diabo tecê-las... João Pedro Costa In oestadodaeducacao.blogspot.com, 2 de Julho


Presidente checo espera que Tratado seja bloqueado

O presidente da República Checa espera que o Tribunal Constitucional bloqueie a adopção do Tratado de Lisboa pela União Europeia.
...
«Espero que a adopção do Tratado de Lisboa seja impedida pelo Tribunal Constitucional ou pelo Senado», declarou Klaus, numa entrevista ao diário Lidove Noviny.

Vaclav Klaus congratulou-se ainda pela decisão do polaco Lech Kaczynski de se recusar a assinar o Tratado, depois do ‘não’ irlandês, em Junho.

O presidente checo denunciou ainda as tentativas da França para continuar o processo de ratificação do documento e para criar uma União Europeia «à francesa».

«A nossa posição é necessariamente diferente e é por isso devemos fazer um esforço para que a União Europeia não se desenvolva da maneira que a França e que o tratado que foi rejeitado tentam impor», acrescentou.

Vaclav Klaus opôs-se ao Tratado por reduzir o poder dos estados individuais na tomada de decisão. In tsf.sapo.pt, 3 Julho, 10:51

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2008/07/02

L'ARGENT

De Robert Bresson

França/Suiça, 1983 - 85 min.

O último filme de Robert Bresson. A história de uma nota de 500 francos, falsa, que vai passando de mão em mão, até que um dos possuidores, um jovem, é acusado de tráfico, perdendo o emprego, forçado a participar num assalto e levado para a prisão e para uma trágica decisão final. Sem estreia comercial em Portugal, foi exibido na Cinemateca, pela primeira vez, em 1983, ano da sua estreia mundial. In cinemateca.pt


Bruno Maderna (1920-1973)

Conforme aqui referido recentemente, o compositor e maestro de origem italiana Bruno Maderna (1920-1973) esteve fortemente ligado à promoção da música do século XX, nomeadamente através da sua ligação a Darmstadt onde, a convite do seu fundador, Wolfgang Steinecke, dirigiu imensas obras no respectivo festival.

Maderna privou com alguns dos mais proeminentes nomes da música moderna, como Pierre Boulez (1925-), John Cage (1912-1992), Olivier Messiaen (1908-1992), Luigi Nono (1924-1990), Karlheinz Stockhausen (1928-2007) e Luciano Berio (1925-2003). Com este último Maderna fundaria, em 1955, o Studio Fonologia Musicale, o primeiro estúdio italiano de música electrónica. In desnorte.blogspot.com, Junho 26. Nota: o link no nome de Pierre Boulez foi colocado por nós.


Arabella - Richard Strauss

Ficou famosa a ligação do compositor Richard Strauss (1864-1949) ao libretista (além de poeta, dramaturgo e romancista) Hugo von Hofmannsthal (1874-1929), pelo conjunto extraordinário de obras que resultou dessa colaboração. Foram 6 as óperas de Strauss com libretos de von Hofmannsthal, tendo a primeira sido Elektra, escrita entre 1906 e 1908, e a última Arabella, composta entre 1930 e 1932, e estreada no dia 1 de Julho de 1933, passam hoje 75 anos.

Hofmannsthal faleceu no dia 15 de Julho de 1929 quando se prepara para assistir ao funeral do seu filho Franz, que se havia suicidado 2 dias antes. Strauss completaria o libreto deixado inacabado, e trabalharia depois com vários outros libretistas, entre eles o nosso já conhecido Stefan Zweig (1881-1942), embora as suas óperas mais representativas coincidam com o "período Hofmannsthal".

Quando estava prestes a terminar Die Frau ohne Schatten, Strauss pediu a von Hofmannsthal que lhe enviasse algum material que ele pudesse utilizar, nem que fosse uma nova versão de Rosenkavalier, pois estava completamente a zero. Curioso, este pedido, pois estavam ambos cientes da dificuldade em criar algo de sucesso que se distinguisse precisamente de Der Rosenkavalier, composta 20 anos antes. E o que é certo é que Arabella acabou mesmo por ser desconsiderada por muitos bons críticos, que a acharam uma mera cópia da antecessora... O facto de haver várias semelhanças entre ambas (Viena do século XIX como cenário, os bailes, as valsas, um papel travestido, etc.), terá porventura contribuído para tal conclusão... idem, Julho 01

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Isto tá tramado, pá! (foto: EFE)

Mugabe irrita-se e chama «grandes idiotas» aos britânicos

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, irritou-se com «as perguntas estúpidas» de um jornalista da estação inglesa ITN na Cimeira de Sharm El-Sheik, no Egipto. Mugabe afirmou que o Zimbabwe não é uma colónia do Reino Unido e chamou «grandes idiotas» aos britânicos. In publico.pt, 01.07.2008. Imagem: Pedro K.


Baixar o preço da vaselina

Quando o mais importante em Portugal é este terrível problema da larilagem é sinal de que tudo está a correr belamente.

E portanto Ferreira Leite não tem razão.

Agora é preciso baixar o preço da vaselina para nos doer cada vez menos. In fado-alexandrino.blogspot.com, July 02


Comentário

O Fado Alexandrino é um blog delirante. O delírio é interessante, e produtivo (passe a antipatia e até perversidade do termo), se fôr criativo e, sobretudo, se nos impulsionar a olhar para além dele, transcendendo-o (aqui reside a tal "produtividade"). A última frase é nitidamente metafórica e, concomitantemente, investida de uma ironia inteligente. A primeira, brejeira se descontextualizada, vem no seguimento disto:

"Manuela Ferreira Leite disse com muita clareza que não há dinheiro para nada.

Nem para TGV’s nem para Alcochetes nem para Mundiais de Futebol, nem para o que quer que venha à cabeça do Homem Providencial.

Como era de esperar os três maiores jornais portugueses dão relevo nenhum.

Perdão, o Diário de Notícias resume tudo a “Ferreira Leite admite discriminar casais 'gay'”." idem


Comentário (anexo)

Não tenho nada contra os gays. Gostos são gostos, desde que não interfiram com a liberdade, a integridade e o bem-estar físico e psíquico dos outros. Freud disse claramente que a homossexualidade é uma perversão mas os "novos tempos" desvalorizaram quase tudo o que Freud disse e escreveu, culturalizando completamente as opções sexuais e afectivas que, aliás, mesmo em Freud não saem da ordem da cultura, apesar da "distorção médica" operada pelo criador da psicanálise (que era um fisiatra) ao pretender que a psicanálise fosse uma "ciência". Fica claro na obra que Freud que a sexualidade humana é basicamente determinada pelos afectos desenvolvidos no crescimento, ou seja, durante a aculturação. No entanto, se (os gays) fizerem lobby, se se auto-discriminarem positivamente em prejuízo de outros e outras mais capazes e competentes, estaremos face a situações inadmissíveis num Estado de Direito, que também faz parte da cultura humana... Se não conseguirem perceber (ou fingirem não perceber) quem é ou não gay e andarem por aí a molestar o descuidado e pacato cidadão, estaremos face a situações que terão de ser previstas aquando da revisão do actual código penal, que visivelmente não presta pois não resolveu, e até agravou, os problemas da justiça em Portugal (foi feito o primeiro estudo sobre o dito que revela isto mesmo).


Alemanha não assinará

Face à quantidade de providênciais cautelares que já entraram no Tribunal Constitucional alemão e face às que ainda darão entrada, o processo de ratificação do Tratado de Lisboa pela Alemanha arrastar-se-à indefinidamente. Como o Presidente da República Checa disse que não dá o equivalente a cinco cêntimos por ele, o Tratado morrerá, naturalmente, na praia. Apesar do(s) optimismo(s) sarkosiano e duro-barrosão...


43,5 milhões de euros em gastos irregulares

Gastos irregulares do Estado com pessoal subiram 61 por cento no ano passado.

As Forças Armadas é uma das áreas onde as Finanças detectarem irregularidades.

A Inspecção-geral das Finanças detectou 43,5 milhões de euros de despesas irregulares com "pessoal e outros" efectuadas desde as áreas da Defesa até à Saúde, um valor que representa uma subida de 61 por cento em relação aos 27 milhões de euros verificados em 2006, noticia hoje o "Correio da Manhã".
...
As auditorias realizadas no ano passado mostram que estas entidades não cumpriram as medidas de contenção de despesas públicas e que figuravam como prioridade do Governo. Em particular, a atribuição de "horas extraordinárias e a assunção de despesas sem a obtenção de cabimento prévio", refere o relatório obtido pelo jornal. In publico.pt, 02.07.2008, 09h20


Alerta!

Enviem o texto escrito no fim para o E-mail indicado. E divulguem, se tiverem duvidas da veracidade consultem este link ou vão ao site da ERSE

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=FIX_COMENTARIOS&id=320248&idCom=9

Esta malta pretende pôr os cidadãos comuns, bons e regulares pagadores, a pagar as dívidas acumuladas por caloteiros clientes da EDP, num total de 12 milhões de euros e, para o efeito, a entidade reguladora está a fazer uma consulta pública que encerra em meados de Julho. Em função dos resultados desta consulta será tomada uma decisão. Esta consulta não está a ser devidamente divulgada nem foi publicitada pela EDP, pelo menos que eu saiba. A DECO tem protestado, mas o processo é irreversível e o resultado desta consulta irá definir se a dívida é ou não paga pelos clientes da EDP. A DECO teme que este procedimento pegue e se estenda a todos os domínios da actividade económica e a outras empresas de fornecimento de serviços (EPAL, supermercados, etc.). Há que agir rapidamente. Basta enviar um e-mail com a nossa opinião, o que também pode ser feito por fax ou carta mas não tenhos os elementos. Peço que enviem o mail infra e divulguem o mais possível, para bem de todos nós cumpridores.

Enviar para: consultapublica@erse.pt

"Exmos. Senhores:

Pelo presente e na qualidade de cidadão e de cliente da EDP, num Estado que se pretende de Direito, venho manifestar e comunicar a V. Exas. a minha discordância, oposição e mesmo indignação relativamente à "proposta" - que considero absolutamente ilegal e inconstitucional - de colocar os cidadãos cumpridores e regulares pagadores a terem que suportar também o valor das dívidas para com a EDP por parte dos incumpridores.

Com os melhores cumprimentos," (recebido por e-mail)

2008/07/01

Obrigado Polónia!

Por teres mostrado que a Europa é uma Europa dos Cidadãos e não uma famigerada Europa das nações (versus Governos). Se deixar de ser uma Europa dos Cidadãos o melhor é que desapareça de vez e rapidamente, para não desperdiçar ainda mais o dinheiro dos países doadores que frequentemente vai parar aos bolsos dos corruptos do costume nos países receptores dos fundos (comunitários), alguns dos quais são países com características terceiro-mundistas e feudais. O presidente polaco recusou-se a assinar o Tratado de Lisboa. Que descanse em Paz (o Tratado). Viva o Presidente (da Polónia). Viva a Polónia! Viva Chopin! Morra o feudalismo! Morram os Dantas!


Tachos Dourados num país com um ordenado mínimo de 400 euros (ou menos)

Uma remuneração anual fixa de 384 mil euros prevista para 2008, à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base.

Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes poderá receber mais de 1,1 milhão de euros no seu primeiro ano como presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os valores constam do prospecto de admissão.

NOTA: São quase 2.000 salários mínimos ou seja cerca o trabalho de 143 anos pelo salário mínimo. Como é possível? É pior do que no Futebol.

Assim a EDP faz negócio e, se falha, obriga os clientes a pagarem os erros da sua gestão, como nas dívidas incobráveis que agora quer exigir aos pagadores honestos .

Esta Srª gaja deve ser muito habilidosa e ter feito uns favores especiais ( .... má língua..) aos detentores do Poder. A quem pertence? de quem é amiga?

Mais um «TACHO DOURADO», para membro do clã. Tiago Soares Carneiro In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 30, 12:39PM


Um país feudal

Quando se diz que o fosso que separa os cidadãos portugueses mais ricos dos mais pobres está a aumentar em largura e profundidade, saltam logo à liça fanáticos do regime a dizerem com voz que, pelo esganiçamento, procuram tornar mais convincente, que isso não passa de exageros caluniosos de bloguistas e populares mal informados ou de partidos derrotistas.

As atitudes desses defensores caninos não e de estranhar, é natural, pois nunca faltaram apoiantes mercenários a «patriotas» como Idi Amin, Bokassa, Saddan Hussein, Mugabe e… Tudo depende de quanto beneficiam ou pensam vir a beneficiar com essa «fidelidade».

Pior do que a impressão generalizada é, hoje apareceram notícias que nada surpreendem quem se mantém atento à vida nacional. Trazem-nos números, o que significa que para os nossos governantes, tão desejosos de chamar em seu apoio as estatísticas, não podem ser postos sob suspeição. Se os governantes não confiam nestes números, então não podem esperar que sejam levados a sério aqueles que nos atiram à cara, porque esses até já sabemos que são intencionalmente manipulados.

Mas, se os governantes vierem dizer que são números referentes ao passado, temos que com eles concordar, pois todas as estatísticas e relatórios traduzem realidades passadas, mais ou menos recentes. Porém, se fosse possível dispor de números referido a hoje, eles seriam, sem dúvida, mais negros e pessimistas, pois a crise, apesar das palavras enganosas, falsamente optimistas, que temos vido a ouvir desde a elaboração do último orçamento, não tem parado de se agravar. Até já o BdP tem recuado no seu optimismo que queria justificar dom uma taxa de crescimento rigorosa até às milésimas!

Depressa aparecerão comentários a dizer que a crise se deve a factores internacionais e não a inépcia do nosso Governo. Em parte, é verdade, mas o que não deixa de ser grave é que nada foi previsto, nada foi remediado com oportunidade, não foram corrigidos os erros de esbanjamento. Por exemplo, em Espanha, apesar de os combustíveis não terem subido tanto como cá, o Governo está a cortar as despesas públicas e a reduzir o número de funcionários não estritamente indispensáveis. E fica a questão: e os nossos milhares de assessores «de ornamento? De autarquias e de gabinetes da estrutura do Estado, irão continuar intocáveis?

Uma das notícias diz que segundo dados da EU, «Portugueses são os mais preocupados com o futuro», sendo apenas 15% os que acham que a vida vai melhorar nos próximos 12 meses, sendo os piores face aos seus parceiros da UE a 27. Apenas 11% (também o valor mais baixo da União, onde no conjunto há 22% de optimistas), acredita que esta poderá evoluir positivamente. E quando convidados a antever a sua situação económica e de emprego as expectativas também são as mais baixas. As preocupações incidem principalmente no desemprego, subida dos preços e situação económica do país

Outra das notícias diz que «número de ricos em Portugal sobe em plena crise económica», havendo agora mais de 11600 portugueses com mais de um milhão de dólares, tendo passado de 11400 para 11600. Estes dados, ontem, divulgados têm em conta os patrimónios financeiros individuais, excluindo os investimentos imobiliários e as aplicações financeiras em off shores (paraísos fiscais).

A terceira notícia evidencia que ao contrário dos milionários que aumentam, as populações mais carecidas de fortuna enfrentam mais dificuldades para satisfazer as suas necessidades básicas, com o título «dívidas no crédito ao consumo sobem 27%». Segundo o Banco de Portugal está a aumentar o crédito malparado, seja no consumo, na habitação ou em geral, o peso da cobrança duvidosa, tendo crescido, no total, 16%. A procura de empréstimos não abranda, e o endividamento dos portugueses voltou a subir em Abril. Em relação a igual período do ano passado, nos primeiros quatro meses de 2008, os montantes totais em incumprimento subiram, em valores absolutos, 16,4%, com especial agravamento nos empréstimos ao consumo. Face ao total concedido, o rácio de malparado subiu para 1,9%, mais 5,5% que nos primeiros quatro meses de 2007. O rácio de incumprimento passou para 3,8% do total atribuído, uma subida de 26,6% face a igual mês do ano passado. Nestas estatísticas não se encontram dados sobre aqueles que nem sequer conseguem créditos e vivem abaixo do limiar de pobreza, completamente ignorados dos poderes públicos. A. João Soares In democraciaemportugal.blogspot.com, Junho 26, 7:24AM


Presidente polaco recusa assinar Tratado de Lisboa

O presidente polaco recusou assinar o Tratado de Lisboa. Em declarações a um jornal polaco, Lech Kaczynski justificou a sua decisão pelo facto de este documento já não fazer sentido depois do "não" irlandês.

O presidente polaco recusou assinar do Tratado de Lisboa, ao considerar que não faria sentido dar a sua aprovação a um documento já rejeitado pelos eleitores irlandeses em referendo.

Em declarações ao jornal Dziennik, Lech Kaczynski mostrou-se confiante de que União Europeia continuará a funcionar mesmo que não de uma forma ideal, o que não é admirar porque a UE é uma «estrutura complicada»

«É difícil de dizer como acabará toda esta situação. Mas, por outro lado, a afirmação de que não há união sem o tratado não é séria», acrescentou o chefe de Estado da Polónia.

Kaczynski lembrou que foi este mesmo o raciocínio que surgiu na mente dos apoiantes da Constituição Europeia no momento em que esta foi rejeitado por franceses e holandeses em 2005.

Na entrevista que conceder a este diário holandês, o presidente polaco advertiu ainda contra uma eventual tentativa de isolar a Irlanda nesta questão, ao lembrar que se for levantada a «regra da unanimidade uma vez, ela deixará de existir».

Apesar de o parlamento polaco ter aprovado o Tratado de Lisboa em Abril, segundo a constituição do país, cabe ao presidente ratificar este documento, podendo o chefe de Estado não ir na mesma direcção do parlamento.

A decisão de Kaczynski foi anunciada no mesmo dia em que se inicia a presidência francesa da União Europeia, que substitui a Eslovénia na presidência rotativa dos 27. In tsf.sapo.pt, 1 Julho, 07:33

Ilícitas?!

"Ultimatos

«Governo tem até Setembro para responder aos agentes policiais».

Primeiro foram os armadores de pesca, depois os empresários de camionagem, a seguir os agricultores, posteriormente os taxistas, há dias os magistrados da Feira, agora os polícias.

Quando é que o Governo decide, de uma vez, que o Estado não negoceia com os grupos de interesse, sob ultimato de acções de protesto ilícitas?”"

A questão é: quais são - e porquê - as acções consideradas “lícitas”? As enquadradas pelos sindicatos? Pelas organizações que “representam” (leia-se controlam) as “classes” (se isso existe…)? Ha!!!! Claro! Tudo o que fuja ao controle feudal, ao polvo feudal que vai acabar com Portugal (a velha, velhinha, caduca e corrupta, mais velha nação da Europa, segundo Alegre), é ilícito. (Eu em comentário num blog)


Ilícitos

Ilícito é o Governo andar a pagar aos privados na saúde em vez de investir no sector público (veja-se Metro e Global de hoje).

Ilícito é o Governo preparar-se para fazer o mesmo na educação.

Ilícito é o Governo andar a promover individuos (alguns provavelmente "feios, porcos e maus") que sairam das malfamadas ESE's (escolas superiores - que de superior nada têm - de educação), para onde entraram com médias de 10 (ou menos), a gestores das escolas só porque entretanto fizeram mestrados em gestão escolar (será que podiam ter feito mestrados "a sério" em matemática, por exemplo? Em química, por exemplo? Em literatura, por exemplo? Em música, por exemplo? Em... gestão, por exemplo?).

Ilícito é o Governo andar a assinar compromissos internacionais que se comprometeu a referendar e não o fez.

Ilícito é o Governo ter legislado no sentido do "poder local" poder atribuir "empreitadas" e fazer compras directamente sem concurso, até um milhão de euros.

Ilícita foi a forma como decorreu o concurso para atribuição do sistema de comunicações entre as forças de segurança.

Ilícit@ é muita coisa em Portugal. O menos ilícito neste país são os protestos que refletem o sentir dos sectores que os fazem. E tanto menos ilícitos quando espontâneos e não enquadrados pelos "controleiros" profissionais do costume.

e-mail: criticademusicaATyahooPUNTOfr