2005/06/25

SINFONIETTA APRESENTA NEO-CLÁSSICOS NA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA


A Sinfonietta de Lisboa apresentou-se dia 24 de Junho na fabulosa sala da Sociedade de Geografia (também em Lisboa) sob direcção do seu maestro titular, Vasco Pearce de Azevedo.
Do repertório constaram Cinco Peças de Carácter de Eurico Carrapatoso para corne inglês e orquestra de cordas. O solista foi Pedro Ribeiro que teve uma prestação notável.
O concerto começou com Pelimannit-Fiddlers de Einojuhani Rautavaara que é uma peça com algum interesse.
A segunda parte iniciou-se com uma peça aborrecida e desinteressante: Six Préludes de Jean Français onde o contrabaixista Panta Nunes executou um difícil solo, demonstrando ser um intérprete excelente dotado de uma sólida técnica.
Também Dowland Suite de John Ireland, que finalizou o concerto, carece de rasgos criativos e fica-se por lugares comuns. Nesta peça a Sinfonietta demonstrou maior consistência interpretativa. É um trabalho que utiliza muito as tessituras médias e graves ficando patente que esta orquestra se move melhor nestas zonas que nas agudas e sobre-agudas.
Uma orquestra de cordas necessita de ter uma afinação perfeita, para além de uma sonoridade "cheia" e "redonda" em todas as tessituras. Como "base". Por isso este agrupamento tem ainda um caminho, que seguramente irá trilhar, até conseguir afirmar-se como um conjunto de excelência. Quanto à escolha do repertório considero absolutamente fundamental que haja uma maior variedade estético-estilística e que em cada concerto seja interpretada pelo menos uma obra contemporânea "referência", sob risco de desmotivação dos músicos e do público. Ast





Democrática, espontânea, próxima das emoções do homem moderno, a dança contemporânea entusiasma os russos. Arte experimental, colmata a impossibilidade de dizer por palavras aquilo que não podemos calar. in Courrier Internacional nº12, pag.38














e-mail: criticademusicaATyahooPUNTOfr