2005/12/22

PHILHARMONIA ORCHESTRA INTERPRETA BARTÓK E DVOŘÁK

Deveria ser András Schiff a dirigir este concerto que aconteceu no dia 20 de Dezembro, mas um mal estar impossibilitou-o, tendo sido substituído por Uri Segal. No entanto o pianista tocou o concerto para piano de Dvořák, como estava previsto para a segunda parte.

Antes de Bartók interpretaram um Haydn correcto no fraseado e no jogo de intensidades. Mas foi o Divertimento para cordas de Béla Bartók que marcou pontos na primeira parte, fazendo-nos olvildar os desafinos dos primeiros violinos em Haydn. E voltaram a repetir o desatino na segunda parte (no primeiro andamento do concerto) que apesar disso foi igualmente boa.

O Divertimento é um trabalho brilhante do compositor húngaro e a Philharmonia, sob batuta de Segal, deu-nos um panorama claro e intenso daquela obra. A jovem concertino demonstrou ser excelente nas difíceis partes que Bartók escreveu para quem desempenhe aquela responsabilidade. O primeiro violoncelista também demonstrou ser um artista de grande nível.

Com um Schiff inspirado quanto baste, o público constipado e céptico que enchia o Queen Elizabeth Hall no South Bank Centre (London) teve uma segunda parte bem acima do seu comportamento, caracterizado por tosses de muitos timbres e intensidades que pontuaram entre todos os andamentos das obras.

O nocturno de Chopin, dado como extra por Schiff, foi um trabalho de subtilidades que merecia mais aplausos. Lívios Pereyra















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