2010/02/19

A edutugaria, os trastes, e o fim (anunciado) do Reino

Paulo Rangel deu ontem uma entrevista ao i onde defendeu o ensino profissional e disse o óbvio sobre a degradação do ensino quer em Portugal quer na Europa.

Como é inevitável nestas matérias lá veio a referência à escola primária do Estado Novo o que não deixa de ser uma ironia. Em primeiro lugar porque também podia ser a escola da I República que até se celebra este ano e em matéria de exigência e rigor na escola os adeptos de Afonso Costa não se distingiam em nada do de Salazar. Quanto ao ensino profissional e independentemente de poder começar aos 12 ou aos 13 a verdade é que sua extinção foi um dos desastres da passagem de Veiga Simão pelo Ministério da Educação no tempo de Marcelo Caetano.

Como na época e pelos vistos ainda hoje se achou que esta era uma medida progressista Veiga Simão passou para a po~steridade como um homem de esquerda, certamente musculada, digo eu, pois é a ele que se deve a introdução dos gorilas nas faculdades além da acentuada criminalização dos actos de contestação dos universitários de então.

A extinção do ensino profissional - e convém lembrar que nada impedia passar do profissional para o liceal - teve consequências desastrosas na vida dos alunos. Mas no reino da fantasia em que o pedagoguês se tornou contrariar as teses oficiais é muito difícil. E hoje como não podia deixar de ser o i lá trouxe um artigo sobre o assunto cujo título é este "Escola. todos rejeitam proposta de Paulo Rangel".

O todos é o costume devidamente patrocinado pelo Ministério da Educação a começar por aquele senhor Albino Almeida da Confederação Nacional das Associações de Pais cujos filhos devem ter o percurso escolar mais longo do planeta Terra.

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