2005/07/31

PRIMO FESTIVAL INTERNAZIONALE DEL VAL DI NOTO


Trinta de Julho, com bastante atraso e depois de discursos, para mim despropositados, de dois politicos em directo para uma tv italiana, deu-se inicio ao concerto por um agrupamento de camara constituido por membros da Orchestra Filarmonica del Teatro Bellini (Catania-Sicilia) durante o qual foram interpretados o concerto para dois violinos e orquestra de cordas de Bach e Music for The Royal Fireworks de Haendel. Iniciou-se o "pequeno-grande" concerto depois de "devidamente" apresentado por dois locutores televisivos, aparentemente famosos, que acreditaram que este espectàculo era um programa parecido com os que habitualmentem fazem. Estiveram omnipresentes ao longo deste primeiro evento do novo festival, comentando, exprimindo o que sentiam, enfim...

A primeira obra teve como solistas Aiman Mussakhajayeva e Vito Imperato, sendo este o primeiro violinista da orquestra. Aiman é dona de uma sonoridade afirmativa e possui uma técnica que se poderia designar como perfeita. Vito tem uma sonoridade mais discreta mas é dotado de um timbre caloroso e requintado. Dito isto pode-se deduzir que foi um belo concerto? Sim. Pode porque o agrupamento que acompanhou os dois solistas é composto por musicos de primeira qualidade que contribuiram para uma bela execuçao de Bach em instrumentos modernos.

Jà em Haendel a direcçao de Lu Jia foi fraca (em Bach melhor teria sido nem ter aparecido a dirigir). Haveria necessidade de maiores contrastes timbricos e dinamicos pois esta mùsica presta-se e necessita disso. Vito no final disse-me que Jia, com quem trabalha habitualmente, é um excelente director dramàtico. Ficou explicada (parcialmente) a sua ineficàcia no barroco...

Devo sublinhar a excelencia dos metais nas dificeis intervençoes que Handel lhes reservou nesta obra. As madeiras também se mostraram de elevada categoria, para além das cordas que foram sempre o (bom) sustentàculo de todo o concerto.

O espectàculo continuou com uma apresentaçao de membros da Accademia Nazionale di Danza que demonstraram numa coreografia classica (neo-clàssica como a designou o excelente bailarino) uma justeza tecnica e uma expressividade que dignificam absolutamente aquela academia. Depois houve um (também despropositado) desfile de moda, entrelaçado com as performances das bailarinas e do bailarino que vieram de Roma (as modelos, pelo aspecto, também me parece terem vindo de Roma ou Milano...). Nessa altura, graças à vacuidade do acontecimento, dediquei-me a trocar ideias com o violinista e outros elementos da orquestra. AST
















e-mail: criticademusicaATyahooPUNTOfr