2010/03/08

Terror nas escolas portuguesas

A família do aluno de uma escola de Mirandela que seria alvo de violência dos colegas e se atirou ao rio Tua está indignada: desde terça-feira, o dia em que Leandro foi levado pela corrente do rio, não houve da parte do estabelecimento de ensino qualquer contacto ou manifestação de pesar.

"Nem uma palavra de solidariedade. A família merecia maior respeito", lamenta Paula Nunes, tia de Leandro, que assim condena a atitude do conselho executivo da Escola Luciano Cordeiro. Desde o trágico dia que a escola mantém as actividades lectivas regulares, recusa prestar qualquer declaração pública e também não o faz em privado, à família do menino desaparecido. "A mãe foi contactada pela directora de turma, que lhe manifestou todo o apoio, mas a directora de turma não representa a direcção da escola", diz a tia do aluno de 12 anos.

Existem fortes suspeitas de que a criança era vítima de violência continuada por parte dos colegas: a avó relatou um episódio de internamento por uma agressão fora do recinto escolar praticada por alunos da mesma escola e alguns colegas testemunharam que antes de se dirigir ao rio Leandro teria sido novamente agredido. publico.pt, 08.03.2010, 08:18


Terror sistemático e continuado

Em qualquer escola, pública, privada, militar, civil, religiosa, laica… pode acontecer uma violação, um suicídio, agressões. O que não pode acontecer é fazer-se de conta que não aconteceu nada. E sobretudo subestimar as circunstâncias que permitiram que tal acontecesse. Em muitos casos ocorridos nas escolas públicas durante o ensino obrigatório encontramos invariavelmente uma imensa impotência perante os agressores muitas vezes reincidentes e reforçados pela impunidade dos seus actos; a escola como um lugar onde existem espaços como os corredores, os pátios e os portões onde professores e contínuos não impõem regras. Estas notícias são uma pequena amostra desse vazio de poder versus lei do mais forte:

”Uma menina de 10 anos teve que receber tratamento depois de ter sido espancada. Agressão foi praticada na própria escola [Escola Básica Integrada do Monte da Caparica, em Almada] e os agressores apontados pela garota são quatro alunos, seus colegas. A GNR investiga o caso.” - Jornal de Notícias, 8 de Fevereiro, 2009

“A PSP vai comunicar ao Ministério Público a agressão sofrida, esta terça-feira, por um professor de Inglês da Escola Básica 2,3 Dr. Francisco Sanches de Braga, que ficou a sangrar abundantemente depois de esmurrado pelo tio de um aluno, disse à Lusa fonte da corporação.” – Portugal Diário, 11 de Fevereiro, 2009

Alunos apontam arma de plástico a professora na escola do Cerco do Porto, Dezembro 2008

9º C em grande”

Mais de 1200 agressões nas escolas no ano lectivo de 2004/2005

Beja: violência na escola leva a demissão em bloco

Aluno agrediu professora grávida

Nota: existem seguramente muitas escolas que CRIMINOSAMENTE escondem as atrocidades que diariamente acontecem dentro das suas portas. Este crime grave de ocultação de outros crimes em Instituições Públicas deveria ser punido com prisão efectiva. Deveriam ser dados passos no sentido de que assim aconteça.

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