2010/03/22

Típico caso de polícia *

Professor quis deixar as queixas em acta.

O documento desapareceu.

Acta omite queixas.

Directora impede a sua rectificação.

DREL foi informada do suicídio no dia 4 e Inspecção-Geral da Educação no dia 10.

No dia 27 de Janeiro, o professor de música da Escola Básica 2+3 de Fitares, em Sintra, fez mais um pedido de ajuda. O último antes do suicídio. Na reunião do grupo da sua disciplina, L. V. C. alertou os colegas para a sua dificuldade em dar aulas a uma turma do 9º ano devido à indisciplina de alguns alunos.

O relato deveria constar na acta, mas o professor de música - que foi destacado como o secretário daquela reunião -, morreu antes de redigir o documento.

Após a sua morte, a tarefa foi delegada a outra colega que escreveu o relatório, mas terá omitido a queixa do docente. ionline

* que pode perfeitamente acontecer nas escolas portuguesas...

Como isto:

"Agora que são conhecidos os textos que o referido professor deixou sobre os vexames a que era sujeito pelos alunos, os professores exigem uma rectificação da acta de modo a que seja incluída a queixa do professor de música.

Ou seja, exigem que passe a conhecimento formal o que todos estavam fartos de saber mas que para consolo das consciências e sedativo do dia a dia só se conhecia informalmente." Helena Matos em blasfemias.net

Nota: ficamos todos à espera, com curiosidade, para ver o que o Ministério Público português vai fazer...

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