2007/11/22

Maurice morreu. Viva Béjart!
Seu livro "O outro canto da daná" (1974) foi "profundamente inspirado" nas obras do filósofo e orientalista francês Henry Corbin (1973-1978), especialista em Islã iraniano. E os nomes de suas escolas de dança, "Mudra" e "Rudra", faziam referências a divindades indianas.

"Sempre achei que a dança estava ligada à divindade, que o sagrado se misturava ao movimento da dança, um universo trascendente que recorre ao inconsciente, diria, inclusive, às forças obscuras", insistiu este místico em seu livro de entrevistas.

O coreógrafo, que criticava o pensamento sectário, condenava o integrismo muçulmano e seus "derivados", colocando-o ao lado de outras religiões: "Inquisição espanhola ontem, integrismo muçulmano hoje, a História às vezes nos serve os mesmos pratos", dizia.

Como uma ironia do destino, um de seus balés, dedicado ao cantor árabe Oum Kalsum, foi censurado no Líbano, em novembro de 1999, por "ofensas ao Islã". No trecho criticado, homens oram enquanto que mulheres dançam em torno deles vestidas como vestais. in http://afp.google.com (22-11-2007)


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