2010/01/13

Pergunto

Estes bichos raivosos, e toda a sua descendência, merecem algum respeito? Merecem algum cuidado? Merecem sequer o ar que respiram?


1867

«Estamos na mais angustiosa das situações financeiras. O governo tem o país na suspensão e expectativa de enérgicas medidas salvadoras (…). Esse pão que comem ainda os servidores do estado sai em grande parte do crédito malbaratado. Se amanhã as praças estrangeiras nos fecharem os seus cofres e os bonds de Portugal forem declarados títulos sem valor, a bancarrota não será o menor dos nossos cataclismos sociais» in Jornal do Comércio, 1 de Fevereiro de 1867


Morte lenta

Ao longo de um extenso relatório dedicado às perspectivas de evolução da dívida soberana dos países europeus, a Moody’s atrela recorrentemente o caso grego ao português, considerando que ambos falharam no saneamento das finanças públicas durante os tempos das “vacas gordas” – que, por cá, foram quase sempre magras – e que são “os dois exemplos de países que exibem uma baixa competitividade estrutural” no seio da Zona Euro, que se reflecte em elevados défices externos.

Neste contexto, a Moody’s diz que o risco de uma “morte súbita”, deflagrada por uma crise na balança de pagamentos, corresponde a uma probabilidade “negligenciável”. Mas, em contrapartida, a agência de notação de risco considera “provável” um cenário de “morte lenta” – que faz lembrar o tal “definhamento” a que Ernâni Lopes há muito considera estar condenada a economia portuguesa.

Porquê? Porque a falta de competitividade estrutural acabará por resultar numa “sangria de potencial de crescimento” e, logo, numa redução na capacidade de os Estados arrecadarem receitas fiscais, obrigando-os a afundarem-se, ainda mais, na espiral de endividamento em que já mergulharam.

Nota: que se poderia esperar de um país com um "sistema de ensino" que ensina unicamente para a mediocridade, estupidez e imbecilidade? Os imbecis podem insultar e agredir, mas não produzem nem criam riqueza. Os imbecis e agressores não merecem qualquer consideração e a Europa há-de acabar por os deixar cair.


Extraordinário?

O senhor José Veiga foi ouvido por um juiz. Saíu constituído arguido (o que, só por si, não seria muito grave), foi obrigado a prestar uma caução de 500 mil euros para não ficar detido e ficou com o passaporte retido (o que significa haver fortes indícios da prática de um crime e perigo de tentar fugir). À saída disse: «O Sporting é que tem de dizer onde está o dinheiro». E, aparentemente, ninguém entre os jornalistas (ou cabos de microfone?), levantou a voz para rebater. Extraordinário!

Nota: se fosse extraordinário seria fantástico, mas infelizmente parece ser a regra em Portugal. Lembro-me de um jornalista estrangeiro acreditado em Portugal me ter dito que os "especialistas" dos jornais e media portugueses, numa conferência de imprensa do Teatro S. Carlos para apresentação da temporada - por acaso foi no tempo do anterior director o italiano Pinamonti - pareciam uns idiotas pois fizeram perguntas tão inócuas que qualquer adolescente de países com um desenvolvimento cultural e cognitivo "normal" delas faria anedotas.

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