2010/01/06

Irlanda iraniana

Na Irlanda, entrou em vigor uma lei contra a blasfémia: quem disser ou fizer algo que os próprios crentes numa religião considerem abusivo e insultuoso pode ser multado até 25 mil euros.

De acordo com esta enormidade jurídica, muitas das obras de arte e das descobertas científicas dos últimos séculos poderiam conduzir à punição dos seus autores.

No Ocidente, a liberdade medrou quando a religião deixou de impor os seus dogmas como imperativos gerais de conduta. Noutras culturas, o direito e a religião confundiam-se e a liberdade sempre foi uma coisa rara e estranha.

Não podemos reprovar a sentença de morte de Salman Rushdie ou os atentados contra o cartonista dinamarquês e fingir que este absurdo irlandês não está a acontecer – a lógica é a mesma só diverge a punição. CAA, 05/01/10, correio da manha . pt

Nota: a Irlanda deve ser expulsa da UE. Torna-se necessário mostrar a certos países que a UE, embora pareça, não é uma República das Bananas onde se vai buscar dinheiro a rodos sem quaisquer deveres e obrigações.


70 - 35 = 35

A coisa foi noticiada numa altura em que já cheirava a rabanadas e parece ter passado ao lado de quase toda a gente, mas a verdade é que a RTP vai comprar a sede ao BPN por 70 milhões de euros.

A Caixa e o BES financiam o negócio e assinaram com a RTP um contrato de leasing imobiliário válido por 25 anos.

Isto depois de o canal público ter vendido o edifício na 5 de Outubro por 35 milhões de euros em 2006 e reunido redacções.


Outra portuguesada

Muito recentemente num canal de televisão Portuguesa, o técnico de Acção Social em Portalegre Miguel Ângelo deixava o seguinte alerta:

OS MILHÕES POR MÊS QUE O ESTADO PORTUGUÊS DÁ ÁS IPSS POR CUIDAREM DE CRIANÇAS QUE FORAM RETIRADAS ÀS FAMILIAS DEVIDO A SITUAÇÕES DE CARIZ SOCIAL, CRIOU UM GRAVE E CHORUDO NEGÓCIO ENTRE ESTAS IPSS E O ESTADO, TENDO POR BASE AS RECEITAS DOS SUBSÍDIOS QUE ASSIM LHES FORAM ATRIBUÍDOS.

No fundo este Técnico de Acção social veio dizer para a opinião publica portuguesa que uma IPSS ganha da Segurança Social, por cada criança que cuida a módica quantia de 1000 euros/mês, e que está criada em Portugal uma alegada onda de enorme corrupção na Acção Social e de roubo de crianças às famílias com dificuldades meramente para fins económicos (segundo ele, «muitas assistentes sociais são corruptas e aldrabonas»).

(Diz ainda Miguel Ângelo: «são retiradas as crianças porque as IPSS recebem 1000 euros/mês por cada uma»).

Isabel Jonet presidente do Banco Alimentar Contra a Fome ouviu atentamente este técnico de Acção Social e segundo palavras da própria o Sr. Miguel Ângelo «tem razão em muito daquilo que afirma».

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