2009/09/28

Agora os outros

Os países da União Europeia mostraram esta manhã a sua preocupação com os testes balísticos efectuados ontem e hoje pelos Guardas da Revolução iranianos, mas a Rússia pediu à comunidade internacional para “não ceder às emoções” e evitar uma escalada de tensão.

“Devemos manter a calma e lançar um processo de negociações produtivo”, sublinhou um responsável da diplomacia russa, depois de reacções mais inflamadas dos europeus ocidentais.

O Governo francês considerou que ao testar mísseis de médio e longo alcance, o Irão está a “reforçar as preocupações dos países da região”, tanto mais que estes ensaios coincidem com a revelação “da existência de uma unidade de enriquecimento [de urânio] clandestina”. Paris espera, por isso, que o regime iraniano “cesse imediatamente as actividades profundamente desestabilizadoras” que tem desenvolvido e “responda sem demoras” às exigências de transparência internacional.

Também o Reino Unido diz que os ensaios constituem “uma fonte de preocupação”, mas sublinha que “a questão principal continua a ser o programa nuclear” do Irão e a recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio.

Por seu lado, o alto representante para a política externa da União Europeia – um dos principais interlocutores de Teerão nos contactos dos últimos anos – disse que as notícias vindas nos últimos dias do país são “fonte de preocupação”, tanto no que diz respeito ao programa nuclear, como no domínio dos vectores” balísticos.

Os Guardas da Revolução anunciaram esta manhã ter testado mísseis de médio e longo alcance, no segundo dia de manobras para reforçar as defesas do país. Um dos projécteis testados é o Shahab 3, um míssil que Teerão diz ter capacidade para atingir alvos a dois mil quilómetros, o que colocaria Israel e as bases americanas no Golfo ao alcance das baterias iranianas.

Nota: depois de destruirem a oposição interna os "Guardas" querem destruir Israel. Por agora...

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