2009/10/09

Noruega (sempre) na vanguarda

Os pontos mais problemáticos para a definição de um novo acordo global para as alterações climáticas permanecem sem solução, após mais uma ronda de negociações que terminou hoje em Banguecoque, Tailândia. Apesar de avanços em alguns pontos, a comunidade internacional permanece dividida quanto a novas metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa do mundo industrializado e quanto ao financiamento para que os países em desenvolvimento consigam enfrentar o problema do aquecimento global.

Depois de duas semanas de negociações, representantes de cerca de 180 países conseguiram eliminar muitas divergências contidas num vasto documento inicial com quase duas centenas de páginas. Mas, a dois meses de uma conferência decisiva em Copenhaga, muito trabalho ainda está por fazer.

“Está na hora de recuar nos interesses próprios e deixar o interesse comum prevalecer”, disse Yvo de Boer, secretário executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

Até Copenhaga, haverá ainda uma última ronda negocial, no princípio de Novembro, em Barcelona. “Os negociadores têm três semanas para receber, nas suas capitais, orientação dos seus líderes políticos de modo a completar o trabalho”, acrescentou Yvo de Boer. Segundo o líder da ONU na área climática, é preciso uma “liderança forte” para que sejam removidos os obstáculos essenciais em torno da questão das metas e do financiamento.

A nota mais bem recebida da reunião de Banguecoque foi o compromisso anunciado ontem pela Noruega de reduzir as suas emissões em 30 por cento até 2020, em relação a 1990, ou 40 por cento, caso haja um acordo substantiva em Copenhaga.

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